A cultura, a civilização: elas que se danem ou não

http://soils.usda.gov/sqi/concepts/soil_biology/images/PBUT_LR.JPG
Bactérias num meio é cultura
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Makely Ka · Belo Horizonte, MG
26/10/2006 · 139 · 11
 

Cultura para quê?

Sei que do ponto de vista antropológico é incorreto afirmar isso, mas ultimamente estou com a impressão de que a cultura não faz parte da vida das pessoas. É no máximo acessório, hobby, suplemento. Ou para usar uma expressão muito comum no jargão jornalístico cultural: está à margem, é marginal. Pelo menos é o que parece a julgar pela ausência de discussão ou debate e pela fragilidade da maioria das propostas – quando há – nos programas de governo de quase todos os candidatos que disputaram ou ainda disputam estas eleições. Presenciei nas últimas semanas discussões acalouradas sobre política econômica, sistema de saúde, educação, saneamento básico, meio ambiente, previdência social, reforma agrária, diplomacia internacional, e tudo aquilo que supostamente interessa de algum modo pessoas minimamente empenhadas na construção de um país. Nenhum desses interlocutores pareceu-me se interessar por discutir políticas públicas para a cultura. Tenho algumas hipóteses para isso: uma delas é a incorporação do mito da geração espontânea pelo imaginário coletivo. De acordo com esta visão, cultura é alguma coisa que brota espontaneamente do seio do povo. O que tem de verdade nesta afirmação - de forma simplista exemplificada e corroborada pela riqueza e diversidade da produção cultural brasileira, que raríssimas vezes contou com qualquer tipo de apoio público ou institucional – tem também de nefasto, pois exclui toda e qualquer possibilidade de investimento e inviabiliza a profissionalização e o estabelecimento de projetos e carreiras que não se adequam à lógica do mercado. Ao mito da geração espontânea soma-se a idéia de gênio, aquele artista que vence todas as adversidades e impõe sua arte pela força e graça de um dom divino. Na prática esta é mais uma justificativa para negar não só ao artista, seja ele genial ou não, mas a toda a população o acesso aos bens de cultura, que contribuiria para sua formação e daria possibilidades para o desenvolvimento de carreira.

Retomo aqui outra hipótese para o desinteresse: a de que cultura é considerado algo realmente supérfluo para a maioria das pessoas. Essa é uma visão que surgiu a partir da revolução industrial e se desenvolveu no lastro do capitalismo. O automatismo das linhas de produção definitivamente não combinava sequer com as mais sisudas manifestações culturais. Mas o contrapeso da indústria é usar a cultura como vávula de escape das tensões geradas nas engrenagens das linhas de produção, ou seja, transformar a cultura em entretenimento. Essa é a fórmula encontrada para extrair lucro do supérfluo. Daí o termo contraditório em si mesmo mas por isso mesmo tão revelador: Indústria Cultural.

E se, de acordo com o senso comum, a cultura não faz mais parte da vida das pessoas – se é que isto seja possível – ou melhor, faz como anexo, como adendo, o que fica patente por exemplo na nossa formação escolar – no currículo básico as disciplinas de humanas possuem uma carga horária e um peso significativamente inferiores às ciências exatas e biológicas – não faz sentido sequer o Ministério da Cultura, órgão responsável por promover, fomentar e difundir a cultura brasileira, ter direito a mais do que os míseros 0,4% do orçamento da União. Aliás, pode-se perguntar até para que um Ministério da Cultura? Política pública para a cultura, como afirmam em coro conservadores e reacionários, é uma desculpa para artistas sem nenhum talento mamarem nas tetas do governo. Nada de bolsas, incentivo à pesquisa de novas linguagens, fomento à circulação e à difusão, facilitação do acesso aos bens culturais, redução de impostos sobre produtos, etc. Pensando bem, por que eles quereriam ampliar a formação cultural e facilitar o acesso aos bens culturais para a população de uma forma geral? Cidadãos críticos bastam eles.

Economia de Mercado

Do ponto de vista governamental, talvez o erro histórico tenha sido o de não ter considerado a cultura uma questão estratégica. A música por exemplo, nosso principal produto de exportação, nunca recebeu apoio devido do poder público, ficando atrelada aos interesses das gravadoras multinacionais que ainda hoje detém o controle sobre a maior parte do que é vendido para fora do país. Já o cinema americano, que muitas vezes, digamos assim, ‘substitui’ o exército na função colonizadora do império, é considerado questão estratégica de estado e conta com subsídios do governo.

Mas se nenhum desses argumentos é suficiente para sensibilizar nossos políticos e menos ainda a opinião pública, voltemos ao mercado. Retomando a tese de que cultura não seja realmente importante na vida das pessoas, que não faça parte da formação e não tenha a menor importância para o povo brasileiro de uma forma geral, ainda assim ela representa por baixo uns 10% do PIB. Basta pensar o que se consome só de música brasileira não só aqui, mas no mundo inteiro diariamente. (Segundo estimativa do Banco Mundial, a economia da cultura é o setor que mais cresce e representa hoje 7% do PIB mundial. Basta dizer que só a obra dos Beatles gera um retorno financeiro para o Reino Unido comparável ao da indústria automobilística. Aqui, o pesquisador Luís Carlos Prestes Filho, em seu livro “Cadeia Produtiva da Economia da Música”, afirma que somente a música é responsável por pelo menos 4% do PIB de todo o estado do Rio de Janeiro). O MinC atualmente, briga pelo direito a 2% do Orçamento Geral da União.

Os Programas

Mas vamos ao que interessa aqui: os programas de governo para a cultura. É patente que esses programas buscam sobretudo uma repercussão imediata no eleitorado, passando por cima de temas que despertam menos interesse, mas que não estão necessariamente fora da pauta efetiva do partido para um futuro governo. Por outro lado, essa falta de repercussão do tema junto ao eleitorado nos leva a supor que, dadas as possibilidades remotas de qualquer governo cumprir todas as suas propostas, a cultura, jogada já na campanha para o fim da fila, certamente não terá destaque nenhum numa efetiva gestão. É o cultura-zero. Por isso vamos abordar primeiro os programas de cultura do PSOL e do PDT, que ficaram na rabeira da disputa presidencial.

O partido de Heloísa Helena sequer apresenta uma proposta para a área, limitando-se a falar da necessidade do acesso à cultura no tópico relativo à democratização dos meios de comunicação e lembrar o direito constitucional a cultura e ao lazer no tópico sobre a juventude. Eu acho muito pouco para quem diz estar a serviço da revolução. Ora, como queria Maiakovski, toda revolução é, sobretudo, uma revolução cultural.

Quanto ao programa do então candidato Cristovam Buarque, sua proposta para a cultura resume-se a sete ações aparentemente simples de “como fazer para disseminar a cultura no seio do povo”. As ações primam pela falta de critério e fundamentação, parecem frases tiradas de um questionário feito com professores de primário sobre o que deveria ser feito para a área cultural do país. São sete frases curtas que começam com verbos no infinitivo como “implantar”, “promover” e “incentivar”, sem nenhum plano ou estratégia de ação. Segundo depoimento publicado pelo site Cultura e Mercado o cineasta Silvio Tendler, que colaborou com a formulação do documento para a área, “Cristovam acredita mais nas coisas que emanam do povo do que na Cultura de Estado”. Curioso, para não dizer contraditório, é que um candidato ‘obcecado’ pela questão da educação dê tão pouco espaço para a cultura em seu programa. Penso que uma educação sem cultura – se é que isso seja possível – seja algo tão precário quanto a falta dela.

O programa do PSDB por sua vez é uma espécie de resumo escolar mal-feito do programa do PT. Segundo o programa dos tucanos, eles pretendem 'aperfeiçoar' pontos como a política tributária para a produção, distribuição e comercialização de bens culturais, 'redefinir' as Conferências Nacionais de Cultura "ampliando a participação de todas as áreas envolvidas na questão cultural" e 'redimensionar' os Pontos de Cultura "formulando critérios mais claros e transparentes para a seleção e localização dos pontos." Ora, para quem acompanhou a gestão do Ministro Gilberto Gil nestes últimos quatro anos, e tem pelo menos uma vaga lembrança das gestões anteriores, sabe que quando o PSDB fala em ampliação de participação, transparência na seleção e aperfeiçoamento de política tributária, para ficar somente em alguns pontos nevrálgicos, dá vontade de rir (ou de chorar).

Ou seja, mal comparando, se o governo Lula copiou e deu continuidade ao projeto econômico do governo FHC, um possível governo Alckmin propõe um espécie de continuação indisfarçada do projeto de cultura do atual, só que com algumas diferenças básicas: muito mais incipiente, menos maduro e possivelmente com um Gabriel Challita no lugar de Gilberto Gil.

Nesse sentido, o programa “Cultura Viva” do PT, ainda que tenha muitos pontos a serem melhorados, é de longe o que apresenta as propostas mais consistentes e as estratégias de ação mais claras e objetivas. Afinal de contas foi nesta gestão que pela primeira vez na história do país a sociedade civil organizada discutiu suas propostas de políticas públicas para a cultura através das Câmaras Setoriais. A primeira vez que houve uma Conferência Nacional da Cultura, onde foram discutidas propostas com a perspectiva de criação de um Plano Nacional de Cultura. É a primeira vez também que esboçamos uma mobilização nacional da classe artística. Fundado em 1985, o Ministério da Cultura nunca esteve tão em evidência quanto nesses quatro anos em que Gilberto Gil esteve a frente da pasta. Com seu prestígio e sua linguagem poética, Gil iniciou em 2003 o que ele chama de “do-in antropológico” nos pontos vitais da nação. Era o início da massagem, ou seja, a potencialização dos Pontos de Cultura já existentes em todo o território nacional, equipando esses espaços e estabelecendo o contato entre eles, criando redes de troca de informação e experiências no Brasil profundo. Por outro lado houve também o enfrentamento com os poderes consolidados, como a questão do audiovisual por ocasião da criação da Ancinav e a escolha do padrão da TV Digital, que gerou a polêmica leitura do cordel pelo ministro Gil atacando a ‘parcialidade global’ do Ministro das Comunicações Hélio Costa. Além disso houve uma abertura importante para a discussão sobre as novas formas de licenciamento (Creative Commons) para uso das obras protegidas pelo direito de autor e uma maior articulação interna com outros Ministérios como o das Relações Exteriores e o da Educação. Sem dúvida falta ainda a prometida reformulação da Lei Rouanet, o aumento do orçamento e a efetiva implantação do Sistema Nacional de Cultura. Mas os avanços já são visíveis a olho nu e nenhum agente cultural de bom senso pode negar que durante sua gestão o Ministro Gilberto Gil fez mais pela cultura do país do que todos os outros que ocuparam o cargo juntos.

É uma pena que toda essa discussão tenha passado despercebida pela quase totalidade da população, que parece não se interessar pelo tema. No máximo ouço alguma declaração, num misto de indignação e desabafo em tom niilista que o governo não faz nada pela cultura. Costumo perguntar de bate-pronto: o que você anda fazendo por ela? Conheço muitos artistas que no primeiro turno votaram nulo usando narizes de palhaço. Nessa altura do campeonato é muito mais fácil dizer que não votou em ninguém, que não é responsável por nada disso, que a culpa é dos outros que escolheram. Que você vai ficar com a consciência tranqüila. Para mim isso é somente uma declaração de isenção de responsabilidade futura. Então quer dizer que podemos deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranqüilamente porque a responsabilidade não é nossa, minha, sua, de cada um? Então tudo de errado que está aí não é culpa nossa? Fala sério! Afinal era e continua sendo nosso dever cobrar, vigiar, intervir.

Contextualizando

Tenho acompanhado a polarização da discussão nas últimas semanas e tenho tentado não me manifestar - não só aqui, mas no supermercado, na feira, no banco, nos palcos, no táxi - de forma maniqueísta. Afinal de contas não estamos falando de times de futebol, não acho saudável que as convicções ideológicas assumam o caráter de fanatismo cego. Confesso que estou realmente preocupado com o aumento da truculência, com a escalada do preconceito, depredações de carros adesivados, agressões físicas cada vez mais freqüentes. Quer dizer, não acho que todo mundo que vota no candidato de determinado partido é manipulado pela grande mídia. Até porque a grande mídia está cada vez mais desacreditada, haja visto os grandes jornais e revistas contabilizando as recentes levas de cancelamento de assinaturas a cada reportagem tendenciosa que ignora a inteligência de seus leitores. Assim como os eleitores de determinado candidato não são coniventes com a corrupção. Para mim a questão de fundo que sub-jaz a esses falsos argumentos são projetos diferentes para o país. Nesse momento é necessário deixar clara a diferença enorme entre ser parcial e ser maniqueísta. Essa mídia que normalmente assume o discurso da imparcialidade, mesmo estando umbilicalmente ligada ao interesse de grupos específicos e se auto-proclama vestal da verdade verdadeira, isenta, objetiva e irrefutável seria mais honesta com o leitor, com o telespectador, se assumisse sua preferência, seus interesses, enfim, sua parcialidade. Teríamos pelo menos uma discussão mais transparente e ficaria a cargo desse leitor/telespectador decidir qual a ‘sua verdade’. O momento é de posicionamento político e nessa truculência de torcidas organizadas - inclusive por parte da imprensa ‘imparcial’ - talvez estejam os indícios mais claros, e tristes, da falta que faz uma formação cultural ampla, que nos permita entender e conviver com as diferenças políticas, ideológicas, estéticas, étnicas e religiosas.

*O título é um trecho da letra da música “Cultura e Civilização” de Gilberto Gil gravada em 1969. Para ouvir clique aqui:
http://www.gilbertogil.com.br/sec_discografia_player.php?id=53&numero=13&acao=play

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Helena Aragão
 

Interessantíssimo seu texto. Sem dúvida é preciso haver um meio-termo entre o que se cobra do governo e a responsabilidade de cada um. Mas é realmente impressionante o desnível entre a guerra ideológica no que diz respeito a diversos temas (segurança, saúde, etc) e o marasmo que envolve as propostas para cultura... Acompanhei bem de perto as discussões motivadas pelo ministério do Gil nos dois primeiros anos de governo, quando trabalhava num jornal. No começo empolgada, porque via que finalmente os artistas se tocaram que precisavam se mobilizar para fazer propostas concretas. Mas depois achei que as discussões começaram a tomar rumos infinitos, cair no buraco negro das picuinhas eternas, que parecia que muitas delas (as discussões) não iam levar a lugar nenhum... Aí deixei de acompanhar de perto e não sei exatamente que fim levaram. Ainda assim, mesmo que não se tenha chegado a grandes conclusões práticas, antes o diálogo do que nada!

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 24/10/2006 19:33
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Makely Ka
 

Pois é Helena, na verdade algumas discussões caíram nesse buraco negro que você falou. Mas outras vingaram, ou estão vingando. Participei da câmara setorial de música e acompanhei de perto as discussões na área de literatura. São duas áreas historicamente desarticuladas. Pelo menos na ponta dos criadores. E houveram alguns avanço, a criminalização do jabá, a regulamentação da profissão de músico, a inclusão do ensino de música nas escolas, a redução de impostos sobre cd e dvd (que foi conseguido para o livro), a reestruturação da omb, são todas propostas surgidas nas reuniões da Câmara Setorial e encaminhadas ao congresso via MinC. São encaminhamentos diversos, alguns como projetos de lei, outros como decreto, etc., sei que estão na pauta. Mas ainda assim, mesmo que nada disso resulte em alguma coisa concreta, que os projetos sejam voto vencido, a iniciativa valeu por conectar e aproximar músicos de todo o país com o interesse comum de pensar políticas públicas para a área. Temos um fórum nacional há pouco mais de um ano e hoje estamos discutindo a criação de uma entidade, talvez uma federação, reunindo todas as entidades de músicos de cada estado, para poder ter umainterlocução direta com o governo. É um caminho!

Makely Ka · Belo Horizonte, MG 24/10/2006 23:06
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Makely Ka
 

Lula e Alckmin falam de políticas culturais, seus compromissos com programas e orçamento:
http://www.culturaemercado.com.br/setor.php?setor=4&pid=1059

Makely Ka · Belo Horizonte, MG 26/10/2006 04:42
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dudavalle
 

MUITO BOM O TEXTO !! 0,4% , 0,4% !

dudavalle · Rio de Janeiro, RJ 27/10/2006 23:11
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Fábio Fernandes
 

Makely, concordo com a Helena. Texto excelente, e te digo mais: não é antropologicamente correto dizer isso não. Nem sociologicamente: é o que pensadores como Zygmunt Bauman e Slavoj Zizek dizem hoje. Para ser franco, estou por fora das questões ministeriais envolvendo cultura no Brasil, mas o fenômeno é global. É o lado negro da globalização e da mentalidade corporativa dos anos 1980, que "precificaram" tudo. Hoje, a frase "todos têm um preço" não pertence mais ao imaginário dos filmes B, com seus vilões estereotipados. É uma realidade consensual compartilhada pelo mundo corporativo, e que acaba vazando até mesmo para a educação e para a cultura. Hoje, lamentavelmente, professores (apenas para ficar num exemplo que vivi na pele) são considerados "prestadores de serviços", e não transmissores ou mensageiros do conhecimento. Conhecimento hoje é "competência" (no pior sentido), e pode ser traduzido como: "o que eu lucro aprendendo isso?" Perdemos todos nós com essa mentalidade.

Fábio Fernandes · São Paulo, SP 28/10/2006 10:35
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Makely Ka
 

Pois é Fábio, se os professores são "prestadores de serviço', supôe-se que os alunos sejam o produto dessa relação comercial. Não é por acaso que algumas escolas funcionam cada vez mais como empresas. E lucrativas!

Makely Ka · Belo Horizonte, MG 28/10/2006 18:43
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Makely Ka
 

Pois é Fábio, se os professores são "prestadores de serviço', supôe-se que os alunos sejam o produto dessa relação comercial. Não é por acaso que algumas escolas funcionam cada vez mais como empresas. E lucrativas!

Makely Ka · Belo Horizonte, MG 28/10/2006 18:49
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Caçapa
 

Parabéns Makely!!
O seu texto é excelente!!

Caçapa · Recife, PE 7/11/2006 22:07
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dj yuga
 

Grande Makely Ka... sempre a serviço da boa escrita. Bom vÊ-lo por aqui cabra.

No mais... aquele abraço

DJ Yuga

dj yuga · Belo Horizonte, MG 13/2/2007 03:23
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Daniele Boechat
 

Caro Makely, talvez eu tenha sido uma das que somente reclamei no texto Estelionato Musical, porém, vim até aqui lhe dizer que todo movimento necessita de ações sim, mas muitas vezes pessoas como eu que não são da área gostariam de promover ações sim mas não sabem por onde começar. Faço minha mea culpa, porém, acho que nunca é tarde para começar.O povo brasileiro, na qual obviamente me incluo, não tem tradição de luta séria pelos seus interesses. Somos facilmente desarticulados, mas, somente aquele que detém o conhecimento é quem podem disseminar a informação. Caso contrário, vamos ter uma legião de caras pintadas como no impeachman que só queriam mesmo era faltar aula e sair na revista veja. À dispoisção para trocarmos informações e partirmos para ação! Belo texto! Foi um prazer ter estado aqui. Bjs, Dani.

Daniele Boechat · Rio de Janeiro, RJ 30/3/2009 03:14
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Chirley
 

‎;"Os sábios não se afligem nem pelos vivos nem pelos mortos."Helena Roerich"

Chirley · Betim, MG 4/10/2010 10:21
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