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A cultura que a diferença faz

abcspindola
crianças surdas interpretam pequena peça teatral
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Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS
30/9/2007 · 328 · 22
 

Há muito pouco tempo (ainda nos anos 1950) os gestos da criança surda eram atacados violentamente por professores em salas de aula, proibidas que eram elas de tentarem se expressar de forma outra que não fosse por escrito, já que por ser serem surdas não falavam.
É recente a conquista de espaço cultural também pela pessoa com deficiência. A arte tem sido uma ferramenta potente para dar provas cabais e irrefutáveis de que fazem teatro, música, cinema, pintura, escultura como pessoa outra qualquer.
A oportunidade escassa que exista na sociedade, alargada que tem sido pela persistente mobilização consciente dos segmentos diversos, é apropriada de tal modo sôfrego que emociona e leva às lágrimas o mais empedernido dos espectadores. Mesmo os avessos às mínimas conquistas que vêm somando para pessoas com deficiência em acessibilidade a locais de público acesso, ao transporte coletivo, ao ir e vir em calçadas de quaisquer ambientes sociais.
Os recentes postados aqui em Overmundo de Brilhantino, de Chico motivaram-me a expor estas fotos da participação alegre, festiva e de uma qualidade surpreendente de artistas na Semana Municipal da Pessoa com Deficiência de Porto Alegre, dias 21 a 26 de agosto deste ano. As cenas são de uma gincana que incluiu apresentações artísticas de pessoas com deficiência como tarefas do concurso.
Creio que as fotos falam por si, embora de amador e de pouca técnica, algumas captaram o sentido básico do que se deve a qualquer ser humano: a oportuniade de existir e criar.

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Sérgio Franck
 

Adroaldo, que iniciatica magnífica. Muito bacana essa colaboração das crianças especiais. A oportunidade é o cupim fabuloso que corrói as pernas do preconceito.

Mágico!

Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 28/9/2007 21:36
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Adroaldo
A cultura que a diferença faz avulta mediatizada pelo olhar tão sensível do artista Adroaldo Bauer. Em tuas mãos, as fotos apresentadas revelam o encanto que outros olhares não veriam, esta é, aliás, a diferença que a cultura (e a sensibilidade, isto é, a maneira, tão particular, que o artista vivencia a cultura) faz.
Muito bonito! Parabéns!
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 28/9/2007 21:38
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Benny Franklin
 

"Chora-se aqui por feitos humanos..."
Parafraseando famoso escritor digo-te:
São gestos como este que nos separam da animália propriamente diata... Parabéns!
Salve, Mestre Adroaldo, por sua Alma Grande!
Abçs. Benny Franklin

Benny Franklin · Belém, PA 29/9/2007 10:01
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Elizete Vasconcelos Arantes Filha
 

Adroaldo,
querido amigo, que bom que as novas metodologia de ensino e as iniciativas de inclusão educacional e social exigidas pelas LDB 9394/96 estão fazendo efeitos aqui no Brasil. Infelizmente, iniciativas como estas acontecem em estados mais organizados e desenvolvidos economicamente , enquanto em estados como o nosso as coisas acontecem muito devagar e chega até ser deprimente.
Viva a sua iniciativa de mostrar para nós a uma outra realidade e quem sabe, poder inspirar novas atitudes por aqui!
V e V
Abraços
Elizete

Elizete Vasconcelos Arantes Filha · Natal, RN 29/9/2007 17:44
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Ize
 

Querido Adroaldo, não me surpreende nada que o segundo texto que leio por aqui versando sobre este tema - "a cultura que a diferença faz" tenha sido postado por vc. Sua implicação com a questão da inclusão já tinha me chamado a atenção, implicada até a tampa que sou eu mesma com esta questão por conta de minha filha Gabriela ser uma pessoa "excepcional".
O que me tocou neste texto, além do conteúdo, foi o título que aponta para uma concepção de inclusão das pessoas deficientes totalmente diversa da que se apoia no slogan "Ser diferente é normal". Conceber a diferença como normalidade me parece totalmente incoerente com as iniciativas de inclusão educacional e social a que Elizete se referiu acima.
Incluir, penso eu, passa pelo reconhecimento, pelo respeito e pela valorização da diferença, e principalmente pela noção de que os diferentes são, tanto quanto os chamados normais (guardadas as diferenças), capazes de produzir história, conhecimento, arte e cultura. Exatamente como o título de seu texto propõe.
Pela sua sensibilidade e pelo compromisso que vc revela com a questão da inclusão, agradeço do fundo de minha alma.
Beijo grande da Ize
PS. aproveito para mandar o link do texto lindíssimo que li por aqui antes do seu: http://www.overmundo.com.br/banco/meninos-da-lua-2

Ize · Rio de Janeiro, RJ 29/9/2007 23:56
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baduh
 

Prezado Adroaldo.
A afirmativa com que começas este artigo (e que não era do meu conhecimento), demonstra o quanto o ser humano pode conviver com a sua própria estupidez abjeta, máxima, por tanto tempo, até se dar conta de seus grandes erros e crimes.
Agora é mais do que a hora de tirar-se o atraso e de pagarmos a dívida que temos com essas pessoas multiplamente prejudicadas.
O teu trabalho é nobre, engrandecedor. Estás de parabéns!
Excelente.
Baduh

baduh · Rio de Janeiro, RJ 30/9/2007 10:58
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Spírito Santo
 

Totalmente com a nossa sábia Ize, posso complementear afirmando que qualquer ciência, ou filosofia que se preze, se fundamenta no mais maravilhoso dos atributos da natureza: a Diversidade. A força da diferença (no sentido estritamente da natureza), a força dos elementos 'contrários', se atraindo e se opondo é a energia (Deus?) que move o mundo. Ou não?
Grande amigo Adro. Fino e fiel à vida

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 30/9/2007 18:18
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Tetê Oliveira
 

Muito legais o evento em Porto Alegre e sua iniciativa em divulgá-lo aqui. Recentemente, postei uma colaboração sobre um coral de Libras, um trabalho realizado numa escola pública de Mesquita, cidade vizinha à minha.
Abraço.

Tetê Oliveira · Nova Iguaçu, RJ 30/9/2007 23:51
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Mauro Paz
 

Essa questão de respeito com a cultura surda é fundamental. Uma língua é uma forma de recortar a realidade. Querer que os surdos entendam o mundo através do português é insano, uma vez que eles tem a possibilidade interpretar o mundo usando uma língua adaptada a persepção surda, a LIBRAS.

Muito bom o exemplo que você trouxe.

Abraço,

Mauro Paz · São Paulo, SP 1/10/2007 00:53
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Saramar
 

SAbe Adroaldo, lendo essa beleza, lembrei-me do Marcel Marceau que se foi há pouco. Ele dizia que tudo o que pode ser dito pode ser também mostrado com as mãos. Imaginei que essas crianças se sentirião perfeitamente à vontade e felizes aprendendo com ele ou algum dos seus seguidores.
Obrigada por contar essa bonita história.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 1/10/2007 01:19
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Letícia L. Möller
 

Caro Adroaldo,
gostaria de te parabenizar pela importantíssima divulgação e dizer que tua sensibilidade me emociona.
Um abraço,
Letícia.

Letícia L. Möller · Porto Alegre, RS 1/10/2007 07:42
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Adroaldo Bauer
 

Letícia,
Emocionado, também, agradeço.
Saramar,
Bela percepção a tua querida amiga.
Mauro
,
Na mosca!
Tetê,
São importantes exemplos de inclusão verdadeira. Muitas vezes, basta olhar para ouvir.
Spírito,
Salve a diferença, que nos salva a existência!
Baduh,
Vamos persistindo e alargando limites, às vezes mesmo sem saber que existiam, superamos e avançamos.
Ize,
Um beijinho na Gabi. Feliz dela que tem a ti, extremada e zelosa, compreensiva e amorosa. Diferentes todos somos e queremos sempre um olhar bem igualzinho a esse teu, não tenha dúvida. É bom, melhora a pessoa, alegra, estimula e faz feliz. Creio, com toda a firmeza, que deixa feliz também quem olha assim.
Filha,
São também as iniciativas particulares, nem tão desinteressadas, mas positivas e promotoras do gesto de atenção, que vão se impondo e orientando os avanços do estado nas áreas de obrigatória ação pública (na escassez de políticas e recursos, quando é do estado a obrigação de agir.)
Benny,
Tua fala convoca o verdadeiro mestre: Fernando Pessoa, ele mesmo:
MAR PORTUGUÊS
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.


Joca,
Tua presença e comentário sensível animam a persisitir.

Franck,
A dor que nos impõem os fados não nos deixa insensíveis à dor do outro, que é também, por certo, em que nos amparamos para junto nos elevarmos enquanto pessoas.

***
Sois generosas pessoas! Agradeço pelo estímulo e compreensão dessa pequena colaboração que não faz jus ao tanto de emoção e orgulho que o conjunto todo da ação produziu em mim e em tantos quantos dela participaram.
E foram milhares, visto que a repercussão de tão singela atividade ganhouaté algum espaço pouco usual na midia grande.
De coração, grato.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 1/10/2007 10:05
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Alê Barreto
 

Adroaldo, tua atitude é tão construtiva, oxalá mais pessoas comecem a colocar estes conteúdos que me dão a certeza que sempre a vida se recria.

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 1/10/2007 11:13
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Cintia Thome
 

Parabens pelo texto, garimpou com maestria um tema de maior valia para todos .Sei bem o que é esta indiferença, dos diferentes que muitas vezes são maiores e belos do que a mesmice humana.
Emocionou-me. Traga mais(rs)!
abçs.

Cintia Thome · São Paulo, SP 1/10/2007 11:13
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crispinga
 

E pensar que as crianças especiais, há poucos anos atrás , eram "escondidas" em casa por preconceito e vergonha. Todas com um potencial para ser desenvolvido, cada uma com sua "especial" aptidão...Salve os Novos Tempos!

crispinga · Nova Friburgo, RJ 1/10/2007 11:19
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Adroaldo Bauer
 

Muito recentemente, escondidas. Mais remotamente, assassinadas, embora, Cris, em algumas culturas antigas, veneradas como oráculos.
De fato, Cíntia, a diferença não há que ser apenas tolerada, posto que, em qualquer plano, manifesta identidade e requer o lugar próprio para quese desenvolva e, com mais propriedade, se afirme.
Alê,
Divulgar uma ação positiva aqui é alargar limites ao insondável.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 1/10/2007 16:49
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BETHA
 

Adroaldo,
muito precisamos evoluir, ainda, para nos libertarmos dos preconceitos e aprender com as pessoas "com deficiência". Friso bem esse termo porque muitos já foram usados e questionados. Mais importante do que isso, é convivermos com a diversidade e aprender a valorizar iniciativas como essa, para que a sociedade se humanize mais e não fique só na falácia.
Muito bom o trabalho, essencial a divulgação.
Abçs de Betha.

BETHA · Carnaíba, PE 1/10/2007 17:25
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Robert Portoquá
 

PARABÉNS, Adroaldo!
Afora falar da qualidade do texto, impecavelmente apresentado, devemos render-nos ao conteúdo. Aliás, se em todos os nossos olhares prestássemos mais atenção à alma (conteúdo), ao invés de nos atermos exclusivamente à estética, talvez o preconceito e a intolerância fossem palavras que não existiriam nos dicionários universais, em fim... Como seres humanos, ainda temos muito que evoluir, e certamente pessoas como você nos impulsionam a uma evolução mais breve e sábia.
Forte abraço!

Robert Portoquá · São Paulo, SP 1/10/2007 18:43
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marcio rufino
 

Tudo em seu artigo é muito bom e para o amadorismo e pouca técnica como você mesmo afima, você está dando banho em muito profissional. Parabéns pela sua sensibilidade e obrigado por nos presenciar com este tema tão belo que é a de superação de limites através da arte.

Grande abraço!!!

marcio rufino · Belford Roxo, RJ 1/10/2007 19:28
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Nydia Bonetti
 

Belíssima matéria, Adroaldo! Sempre com um olhar sensível, traduzindo sentimentos em palavras perfeitas, que nos tocam... e emocionam. Parabéns, por mais este trabalho de mestre!

Nydia Bonetti · Campinas, SP 1/10/2007 21:47
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Adroaldo Bauer
 

Nydia,
Grato. Tua bondade é que nos faz aproximar da perfeição, pois a sabemos de nós distante.
Márcio,
Agradecido. Considere a minha auto-admissão de amadorismo apenas para as imagens, posto inescapável juízo outro a profissional de texto há 35 anos.

E creia, Robert, despir-se muita vez também nos dá prazer.
Diferentes todos somos, os que nos queremos iguais em oportunidades e direitos apenas afirmamos das possibilidades de toda e cada pessoa, Betha. A obra de arte, também, muitas vezes estranha o senso comum e a alguns desagrada intensamente ainda que bela. Nem assim se a destrói. O conceito também evolui lentamente, sendo que pessoa com deficiência é recentemente aprovado esse ano em Conferência Mundial dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Até porque, brinco aqui com colegas de trabalho, minha necessidade especial é um Ferrari conversível vermelho e, se a tiver, não vou querer deixar de ser portador desse excepcional e estranho sonho de consumo.
Agradecido a todas as pessoas que aqui estiveram para todas as finalidades e ajudaram o tema a permanecer em evidência nesse nosso cada vez mais importante e colaborativo overmundo.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 2/10/2007 08:09
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FILIPE MAMEDE
 

Querido Adroaldo, como sempre sensível e comprometido com as coisas do mundo. Lembrei aqui de uma iniciativa muito bacana por parte do Cinemark. Entre seus funcionários, existem alguns portadores de síndrome de Down. E todas as sessões eles estão lá. Sempre solícitos e estampando um sorriso no rosto. Que coisa boa, não é mesmo?

Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 2/10/2007 10:27
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