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A Era dos Concursos Públicos

André Calado
Estudo, Fé, Confiança... necessários para a sonhada aprovação
1
ancalado · Maceió, AL
5/5/2007 · 164 · 25
 


A frase dos pais mudou de uns tempos para cá, antes se falava “meu filho, estude para ser doutor para conseguir um bom emprego...” agora se diz “meu filho estude para passar um concurso público ou não terás paz e tranqüilidade...”. A admiração, antes pelos médicos, engenheiros e advogados, agora é pelo fiscal de renda, auditor da receita ou outros cargos públicos.

O Brasil força seus filhos com nível superior ou não, a buscar oportunidades nos concursos públicos, pois é onde se encontra estabilidade e os melhores salários. O número de inscritos é enorme e com isso surgiu um novo mercado, o dos concursos. Foram criados cursinhos preparatórios, apostilas especificas, livros, enfim, uma infinidade de “comércio” baseado nos concursos (além das inscrições é claro.) até turismo, com excursões para os locais de prova. Nos dias 14 e 15 de abril último, na cidade de João Pessoa, os hotéis tiveram uma ocupação de fazer inveja na alta temporada, 100%. Até as pousadas estavam lotadas, o motivo não foi carnaval fora de época nem o verão nordestino, o grande causador foi o concurso do TRE da Paraíba. A cidade foi invadida por milhares de “turistas” ansiosos em se tornar moradores.

Não recrimino a existência destes, contudo é preciso haver um equilíbrio entre as ofertas das iniciativas privadas e públicas e o que acontece é que a primeira está em déficit causando uma corrida para o outro lado. Não existem oportunidades de emprego em número suficiente para compensar a enorme demanda causada pelo grande número de profissionais lançados no mercado. A insegurança e os baixos salários, associados a “escravidão” de jornadas de trabalho de mais de 40 horas semanais (sem se falar na total abnegação exigida pelos empregadores, deixando as famílias, alicerces de nossa sociedade, em segundo ou terceiro plano.) fazem dos cargos concursados um porto seguro para a massa assalariada.

O movimento é tão forte que influencia até os cursos universitários, a participante do Big Brother Carol comentou no programa, em diálogo com o Alemão que queria terminar o curso de direito e fazer um concurso para se realizar. Isso é verdade. A procura pelo curso acima mencionado é enorme, não pelo mérito de ser um advogado e sim por ser a área que mais vagas específicas possui, além de servir de base a todas as outras. Os engenheiros hoje são forte concorrentes nas áreas fiscais e cargos administrativos devido ao preparo durante a faculdade e a experiência adquirida na profissão. Ou seja, as careiras ficaram de lado ou se tornam atividade de renda extra.

Enquanto existirem vagas a serem preenchidas ainda restará um sonho “profissional” para nós, população de classe média brasileira, contudo deixo uma pergunta no ar, o que será dos nossos anseios, o que nos motivará enfim, qual será nossa meta quando as vagas acabarem?

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Sergio Rosa
 

Acho que o texto não precisa ser todo em itálico e negrito, precisa?

Sergio Rosa · Belo Horizonte, MG 2/5/2007 09:21
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ancalado
 

Obrigado pela sugestão Sérgio, realmente a opção de usar caractéres em itálico e em negrito não são uma necessidade é apenas uma opção estética. Espero não diminuir ou prejudicar o que foi escrito. Abração.

ancalado · Maceió, AL 2/5/2007 10:13
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DaniCast
 

É concordo com o Sergio e acrescento: a leitura fica prejudicada, é muito mais agradável ler sem itálico e sem negrito.

DaniCast · São Paulo, SP 4/5/2007 15:02
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ancalado
 

Obrigado pelo comentário DaniCast, respeito sua posição. Repito o que digitei em resposta ao Sérgio, foi uma opção estética minha que pensei que não prejudicaria o texto. Como nem você nem o Sérgio o comentaram acho que me enganei e devido a minha opção acabei por colocar o que está escrito em segundo plano. Reintero os agradecimentos aos dois. Abração.

ancalado · Maceió, AL 4/5/2007 16:37
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Francinne Amarante
 

que foto massa! show.
parabéns

Francinne Amarante · Brasília, DF 4/5/2007 19:46
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Obrigado pelo comentário Francinne, Abração.

ancalado · Maceió, AL 4/5/2007 21:14
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Mariana Cavalcanti
 

Concordo com o Sérgio a respeito da forma do texto - porém, o que me leva a comentar não é apenas isto.

Vejo que muitos vestibulandos escolhem seus cursos visando concursos, e não realização pessoal e/ou profissional. O curso de Direito, como bem falaste, é vítima disto. Os vestibulandos indecisos inscrevem-se no curso apenas pelo fato dele oferecer um leque de oportunidades em concursos públicos e uma boa remuneração nestes.
Por ser uma amante do Direito, dentre outros, considero esta banalização do próprio conhecimento como uma regressão na educação brasileira.
Porém, não se esperaria outra coisa levando em conta nosso regime econômico e a situação de nosso país...

Ademais, parabéns pelo texto. Conheço poucos daqui de Maceió que escrevem bem.

Abraços!

Mariana Cavalcanti · Maceió, AL 5/5/2007 01:13
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ancalado
 

Obrigado Mariana, como falei anteriormente, foi apenas uma opção estética, mas um obrigado pelo seu comentário de conteúdo e pelo elogio. Tomara que não desanimes e que espere mais e mais sempre pois é essa "esperança" que nos move. Abração.

ancalado · Maceió, AL 5/5/2007 01:53
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Edna Queiroz
 

Ancalado,
Realmente, este é um sintoma ruim quando pensamos em termos da formação técnica e científica do nosso país. Acho que é um golpe no sistema educacional. Já passei em vários concursos (e convocada!), somos 5 irmãos funcionários públicos. Além de todos os fatores que você mencionou, acrescento o fato da imparcialidade na seleção: basta a nota. A "boa aparência" exigida sutil ou explicitamente não é levada em conta.
De uma maneira geral, este fluxo prioritário em busca da segurança e da sobrevivência priva as diversas áreas de desenvolvimento científico e tecnólogico, ainda mais num país que não dá incentivo à pesquisa. Parabéns!

PS.: Sobre a aparência do texto, a forma e a cor da letra podem impactar nossa visão, até trazendo certo desconforto visual. Os recursos gráficos usados na proporção certa garantem o equilíbrio e até mesmo comunicam algo mais, revelando algo subentendido, conduzindo o leitor à reflexão ao item em destaque. Fica a sugestão.

Edna Queiroz · Rio de Janeiro, RJ 5/5/2007 10:04
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Marcelo V.
 

É mais um retrato da nossa miséria; do jeito que as coisas vão (crime generalizado, impostos escorchantes e o povo desassistido), o pega-pra-capar só vai piorar; deterioração socioeconômica também causa deterioração moral (e dá-lhe juízes e empresários/políticos com salários nababescos roubando sem precisar).

Reitero os comentários de quem censurou o itálico e negrito no texto inteiro; não foi a melhor opção estética.

Marcelo V. · São Paulo, SP 5/5/2007 12:37
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Jan Moura
 

Esses dias vi uma frase numa camiseta, quando estava no ônibus indo trabalhar, era assim: Eu queria ser pobre um dia. Ser todos os dias é foda!. Fiquei impressionado com a clareza!. rs

Jan Moura · Cuiabá, MT 5/5/2007 14:48
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ancalado
 

Obrigado Edna, e parabéns pelos objetivos alcançados. Concordo com o que você esplanou e acho que seu comentário acrescenta ao texto. Abração.

ancalado · Maceió, AL 5/5/2007 18:59
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ancalado
 

Marcelo, obrigado pelo seu comentário, quanto a questão do itálico o que me fez escolher por esse tipo de fonte foi a intenção de dar um caráter pessoal ao texto, afinal é um pensamento meu, não tem nenhum embasamento técnico nem outro qualquer, apenas o meu "ver o mundo". Entendo o que você fala quanto a melhor opção ou não e agradeço a você e a todos que, apesar de não se sentirem atraídos pelo formato estético do texto, o leram e comentaram. Abração.

ancalado · Maceió, AL 5/5/2007 19:02
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ancalado
 

Com cert4eza Jan, obrigado pelo comentário. Abração.

ancalado · Maceió, AL 5/5/2007 19:03
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Juliene Codognotto
 

Cara, gostei muito do tema. Estive em Brasília no começo do ano e lá a febre é ainda maior. É assustador. A cada esquina tem propaganda de cursinhos especializados em formar "prestadores de concurso público". Doido isso, né? Aos poucos todo mundo deixa à mostra sua vontade de trabalhar poucoe ganhar muito. rs É um sintoma forte de uma doença muito triste. Só espero que essa falta de vontade de trabalhar (que eu tb tenho) não se limite numa onde de procura por cargos públicos, mas numa mudança na maneira como a sociedade vê o valor do trabalho.
Parabéns pelo texto.
Beijos,
Juliene.

Juliene Codognotto · São Paulo, SP 7/5/2007 09:52
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ancalado
 

Você captou o espírito Juliene, também faço parte do grupo, mas por necessidade que por realização. Obrigado pelo comentário. Abração.

ancalado · Maceió, AL 7/5/2007 11:25
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Diogo Braz
 

Iaê Ancalado, acho que essa "saída" dos concursos públicos é triste e espelha a situação do nosso país: a cada dia é mais difícil se conseguir o seu ganha pão. Somos nós, brasileiros, que saímos das faculdades cheios de esperança e nos deparamos com uma realidade escassa de espaços. Mas tudo se encaixa como num quebra-cabeças e pessoas se beneficiam com esse quadro. Por que será que é mais cômodo para os governos "lucrarem" com o dinheiro das inscrições dos concursos do que "gastarem" dinheiro para criarem empregos em suas cidades e estados? Sempre tem alguém lucrando com a crise. Não é à toa que existe aquele ditado: "Enquanto uns choram, outros vendem lenços"... e tem muita gente vendendo lenço por aí: além do próprio governo, dono de hotel (como você bem lembrou no seu texto); dono de cursinho preparatório para concurso (e são muitos...); ah...
O problema é de base e enquanto a educação no Brasil for tratada como brincadeira de capanha, ele continuará enfiando o dedo na ferida da exclusão social. Se os editais dos concuros trazem salários vergonhosos para quem não tem nivel superior, se quem veio de escola pública continuará enfrentando mais dificuldades para conseguir sua vaga no certame, e se não se dá condições de todos disputarem vagas em igualdade de condições, só nos resta ver que o Brasil continua de costas para o seu povo, vivendo a farsa do "Bom dia Brasil", que todo dia diz que a economia brasileira está crescendo, que o risco do país agora é zero...
O seu texto é muito pertinente. Infelizmente estamos na era do concurso público como salvação da lavoura. No início do comentário coloquei saída entre aspas, justamente porque não acredito em saídas que nos tirem de um buraco para nos enfiar em outro.
Parabéns pelo texto e pela foto!
Abraço

Diogo Braz · Maceió, AL 15/5/2007 22:07
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Diogo Braz
 

Correção: "brincadeira de campanha" e não "brincadeira de capanha"

Diogo Braz · Maceió, AL 15/5/2007 22:09
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ancalado
 

Obrigado pelo comentário Diogo, não desanime, continue com esperança e lute pelo que acredita. Abração.

ancalado · Maceió, AL 15/5/2007 22:15
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EDU-SC
 

Gostaria de saber quem é o autor deste texto. Pois o mesmo conteudo foi publicado em um jornal aqui da região.

EDU-SC · Taió, SC 6/6/2007 16:13
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ancalado
 

Olá EDU, eu sou o autor, o texto é de minha autoria. Gostaria de saber o nome do jornal e se ele tem publicação na internet. Agradeço a sua atenção.
Abração.

ancalado · Maceió, AL 6/6/2007 21:43
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EDU-SC
 

O nome do jornal é O Barriga Verde. Você pode conferir usado o google ou no site do jornal www.obvonline.com.br. Gostaria de saber mais sobre você. Poderias me passar um contato?

EDU-SC · Taió, SC 7/6/2007 09:51
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EDU-SC
 

Ancalado, o endereço correto do jornal na Internet é www.obv.com.br.

EDU-SC · Taió, SC 8/6/2007 01:17
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ancalado
 

Olá Edu, verifiquei e realmente está lá, meu artigo usado de maneira errada, pois não me foi dado crédito e foi "aditado" parecendo trabalho de escola feito com "cola". Não recrimino o uso do mesmo, fico até lisongeado, porém mesmo sob creative commons se deve dar crédito ao autor, é necessário, e o mesmo não foi feito. Entrei em contato com o jornal e aguardarei resposta. Obrigado pelo aviso.

ancalado · Maceió, AL 10/6/2007 22:47
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yugo0sato
 

Um otimo curso para se preparar para concursos é o curso Maxx olha ai!
http://cursandocursos.com/curso-maxx/

yugo0sato · Embu-Guaçu, SP 31/3/2011 19:31
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