_Tia... eu quero ser a estrelinha!
_ Vai Marcos Paulo, vai! Se apronta logo que já vai começar!
_Mas tia... eu quero ficar lá em cima! Porque o Luiz Fernando pode e eu não posso?
_Carlito!!!!
Pronto, chamou pelo sobrenome já sei que a coisa ta feia. Peguei a capinha vermelha e fui me vestir. Inconformado, mas fui.
Porque o Luiz Fernando podia ser a estrelinha e eu não? Eu é que não ia ficar embaixo, perdido na foto no meio de todo mundo. Estava revirado com sentimentos que não entendia, uma mistura de injustiça com incompreensão, ausência da justificativa que me convenceria do porquê não eu? A imagem do Luiz Fernando lá em cima me afligia, não por ele (que era coleguinha meu) mas por mim, que ocuparia um lugar que não desejava. Na verdade um lugar que eu nem sabia onde ficava (marcação de peça escolar é como festa com canapés, quem chega primeiro come). Eu cheguei tarde demais, a professora já tinha catado o Luiz Fernando e vestido ele de estrelinha...
Talvez a tia mude de idéia... É... acho que ela muda...
_Tia Vera... (puxando pelo avental azul clarinho de minha professora de pré-primário), o Luiz Fernando não fica bem lá em cima.
_Carlitoooo!!! Pelo amor de Deus santa criatura, a apresentação já vai começar e você ainda não se vestiu?!!! Vai, vai, vai, vai!
É... vida inglória... a Tia vai ver!!! Vou ficar de costa na foto!
E assim, nesse egoísmo infantil inconformado, fui me vestir. Não tinha força nem para amarrar o cadarço do sapatinho, de triste que estava, a servente foi quem amarrou. Arrastando as pernas sai do vestiário e me dirigi a concentração, esperar a chatice começar...
Os olhos do Luiz Fernando brilhavam. Tudo bem... ele é bobo mas é legal... Tudo bem. Que hora essa chatice começa, heim?
_Vai começar! Vai começar! Esgoelou a assistente.
Foi aquele tropel de gente marcando posição para entrar. Naquele momento havia uma certa ordem para compor a pirâmide de natal, apresentação que marcava o fim do ano e nossa passagem para o universo primário da Escola Estadual de 1º e 2º Grau Professora Helena de Campos Camargo, uma escola simples mas muito bem composta, localizada no centro de Indaiatuba, interior de São Paulo.
Segundos antes deu passar a Tia segurou-me o braço e disse:
_Pega aqui! Segura aberto e não abaixa. Fica do lado. Vai lá que te mostro.
Fui, surpreso. Nem sabia direito o que era pra fazer, a Tia falou tão rápido! Não li, não me interessei, apenas resignei-me pela segunda vez. Agora, além de não ser a estrelinha ainda vou ficar de fora da pirâmide?! (ô incoerência...)
Dei de ombros e subi no palco. O pátio cheio, furdunço de criançada, o Luiz Fernando lá em cima, eu segurando o cartaz, a musiquinha de presépio tocada na vitrola, o fotógrafo, minha presença de palco apagada... Tanto faz, eu nem sabia o que era presença de palco mesmo...
E não sabia de muitas outras coisas. Entre elas, que o lugar ocupado sem querer não só era especial como o mais destacado, assim me fez ver um amigo.
Não sei se foi a escola, se foi a vida. Se foi a vida na escola ou a escola da vida. Sei que naquela manhã de um dezembro escolar, sem me dar conta, fui compelido aos primeiros passos de minha jornada como mensageiro, aquele que realça com palavras um pouco mais o conteúdo das coisas.
Os anos passaram, as mensagens se apresentaram e fui repetindo (muitas vezes sem perceber), essa agradável tarefa de transmitir mensagens. A vontade de ser estrela não passou completamente (rsrsrs), mas aprendi que a gente brilha, mesmo, quando faz o que gosta...
Pobre Tia Vera, coitada da escola (só me leva pra casa quem não conhece). Meus agradecimentos aos que tiveram paciência para que eu encontrasse um lugar romântico no caminho que leva a mim mesmo...
Querido Marcos Paulo:
Gostei muito do seu postado, muito bom mesmo. Mas o final, nem de longe, me convence! Aliás, me diga com toda sinceridade, vc acredita que já convenceu alguém?
Não é brincadeira nem piada, apenas uma profunda dúvida: Será mesmo que as uvas não estão verdes? Será que você está sendo honesto consigo mesmo?
De qualquer forma, adorei o que escreveu. E esta história de mensageiro, se te satisfaz, é o que importa!
No texto, apenas, deixaria um pouquinhoi mais de espaço para a dúvida. Não a sua,mas a do leitor.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
PS Muito lindo, muito obrigado.Tenho certeza de que seremos grandes amigos! Mas continuo achando que vc está muito mais para estrelinha do que pra mensageiro.
Querido Joca,
Não importa quanto tempo ainda demoro em meu amadurecimento.
Conheço minha essência, sei o que gosto realmente de fazer. Uma delas é ser mensageiro.
Sobre convencer as pessoas, não, nunca as convenci de quem eu era. Mas isso não importa muito desde que a mensagem chegue. E eu fiz chegar muitas mensagens ao longo de minha vida. No jornais onde trabalhei, dos quais fui de entregador a editor (só no meu próprio jornal, stander 8 páginas, trasnmiti mensagens durante 2 anos); nas produções sócio-culturais que organizei (encontro Estadual da 3ª idade, samba no quintal do Genésio, Exposição fronteiras);, no livro que escrevi (uma leitura sobre a cultura de alguns povos); nas arte-finais que ilustram as peças de meus clientes, em tudo isso fui mensageiro.
Fui mensageiro ainda em coisas bem menores, porém mais importantes, costurando amizades, descortinando os semblantes, ou, quando ferido, apimentei os debates. Talvez esse seja o pior lado estrelinha, aquele que me faz misturar meu eu com a mensagem.
Olha, o caso merece uma análise pscanalítica mais profunda que a minha e mais ácida que a sua. Suas poucas e amenas linhas me deixaram saída tanto pela esquerda quanto pela direita.
Mas, como penso que as uvas verdes estejam em outro lugar que não no meu monólogo sobre ser eu um mensageiro ou não, acho que vou retirar a colaboração para um aperfeiçoamento.
Agora quem não me convenceu muito foi você também. Porque me poupou no único lugar onde eu aceitaria todas as suas críticas?
Espero mais de você nesse momento.
Querido Marcos Paulo:
Atendendo a seu pedido vou dizer o que penso sobre o postado temendo embora ser um pouco repetitivo:
É o tipo de reminiscência que eu gosto pois até parece que você se viu na foto e, como num flash-back cinematográfico, voltou àquele local onde foi vivenciada o seu relato (saca Peggy Sue, seu passado a espera?) dai resultando um texto extremamente veraz. Não saberia dizer se vc inventou o nome do estrelinha e da professora mas se você disser que eram estes os nomes deles ninguém porá em dúvida.
Agora, esta história de mensageiro está, no mínimo, mal contada. Não que eu não acredite que você estivesse, sem ter escolhido, no melhor local que poderia estar nem que este acabou sendo o seu lugar preferido: muito mais que o fulaninho vc é quem mais aparece na foto, destacado, de corpo inteiro e, melhor, atuando verdadeiramente e não brincando de estátua.
Também existe o aspecto do out-sider. da ovelha desgarrada tudo isto. Agora, mensageiro...não enxergo não. Acho muito mal explicado como vc chegou a esta conclusão. Inclusive porque mensageiro supõe um emissor diverso da sua ilustre figura. Quem seria(m)?
Mas, como cada louco tem sua mania, sei lá, talvez você transmita mensagens do além, umk emissario de Deus, quem sabe?
Então, meu qurerido, eu te peço que não retire nada não, apenas se explique melhor no último parágrafo e, se não for muito aviltante, procure deixar mais dúvidas do que certezasde que as uvas não estão verdes.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
De fato eram, Luiz Fernado e Tia Vera.
Não esqueço os nomes porque o Luiz Fernado seguiu comigo em várias séries. Ficamos neste colégio do pré à 8ª série.
Sobre a Tia Vera não esqueço também. Como poderia esquecer o primeiro bilhetinho que levei pra casa exigindo a presença de minha mãe na escola para falar de meu comportamento reprovável? Não só por isso. Guardei a Tia Vera com carinho porque ela era muito tolerante e engraçada. Tinha que fazer força para ficar brava. Não sei se era assim que eu a via aos 7 anos. Mas é assim que lembro dela hoje.
Sobre ser aquele o melhor local da foto, acredite, só percebi isso agora, depois de ler seu comentário. Sei que é difícil crer nisso, mas acho que a frustração de não ter sido a estrelinha bloqueou uma leitura mais analítica e sóbria da cena. Não vou ligar se você não acredita e sei que não estou mentindo pra mim mesmo.
Mas é a expressão mais próxima da verdade que eu conigo no momento. De fato, não é de ver que foi o melhor lugar da foto e eu só percebi isso (assim, com este sentido), agora? Já havia pensado que foi o melhor lugar pra mim. Mas não que era o melhor de todos os lugares...
Sobre o out-sider, ainda não sei o que a palavra significa. Mas vou me agarrar aqui na "ovelha negra". De fato, este adjetivo combina muito mais comigo do que o título de mensageiro.
Quanto a conclusão sobre minha identidade com o papel de mensageiro, vou tentar explicar melhor. Você tem razão quando aponta falta de algo mais para justificar essa colocação. No entanto, quero ressaltar que a figura do mensageiro é amplamente questionável.
Profissão tenaz na antiguidade. Pense em quantas batalhas foram modificadas em função das mensagens que vinham pelas mãos dos mensageiros? E ao rei, interessava os modos ou a figura do mensageiro? Não, interessava que chegasse vivo por causa da mensagem. E o mensageiro fazia o que quando não na batalha? Ora, tocava a vida em outras coisas. Certamente relacionadas, ou não, a sua função mais importante.
Se você se refere á minha postura aqui no Over, observe quantas produções noticiei em favor de amigos e de belas "peças" culturais. Poucas são as colaborações cuja produção é minha. Não me vejo mais estrela do que mensageiro aqui. O contrário, muito embora a estrela tenha sim aparecido de maneira desmedida algumas vezes. Para ser mais claro, levei mensagens da Confraria do Piau, através de suas belas músicas; de Ernesto Franco, através de sua fotografia; de Galvão Pretto através de suas esculturas; dos dançarinos do circuito "Dança do Mato", de MS; dos Kinikinawa e dos Kadiwéu... São mensagens que transmito ao mundo. A quem chame isso de difusão ou qualquer coisa parecida. Nomes bem apropriados em se tratando de profissões e funções contemporãneas. Mas eu prefiro o meu, romântico, mensageiro.
Sobre o Sagrado, não sou mensageiro Divino, porque então seria um profeta ou um oráculo. Quem me dera...
Sobre as uvas verdes, vou tentar, ok?
Grande abraço!
Legal Marcos !!!
Estaremos votando...
Abraços
Querido Marcos Paulo:
Espero que esteja tão satisfeito quanto eu. Precisaremos de tudo o que você tiver sobre a escola: nome, fotos, quando foi inauguradaq, se ainda existe, se tem site, etc. Vou deve receber, nas próximas horas, um convite para o nosso grupo virtual.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Estou sim Joca, bastante!
Aguardo...
Querido Marcos Paulo:
Achei que já tinha recebido! Já deu uma olhada?
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Oi, Marcos Paulo!
Gostei da oportunidade para refletir a cerca da criança e para compará-la com o homem que se formou a partir dela.
Bem, enquanto criança, você achava que ser a estrela seria destaque, né? Entendo...foi a sua visão de criança. Só penso no que esse destaque consistiria exatamente e em que benefícios traria a você...
Caminhando devagar com os pensamentos...vejamos! Talvez você estivesse envolvido com a beleza da pirâmide e enlaçado pelo entusiasmo dos colegas que também estariam na pirâmide. Nesse contexto, talvez você associasse o topo da pirâmide a uma posição de mais prestígio.
Essa disposição espacial é algo da sociedade que vê na disposição espacial algo de mais ou menos valor. Exemplo da situação, é o lugar de um patriarca ‘a mesa...
Porque você queria esse prestígio, Marcos? Como você concebia que ele seria, em que exatamente consistiria? (E pensando mais longe...porque as pessoas querem prestígio? O quê significa ter prestigio? O quê se faz com isso? Como e em que medida a pessoa se satisfaz nesse processo? Complexo, né?)
Avaliemos a questão do cartaz! Você nem sabia que haveria o cartaz. Foi pêgo de surpresa. Não teve muito tempo para analisar. Então, continuou com o seu desejo sobre a estrela...que era forte.
Ali você foi mensageiro não no sentido de ter escrito concebido/escrito/pensado a mensagem, mas no sentindo de que você portou a mensagem, sendo imprescindível para que ela chegasse ‘as pessoas que assistiam ‘a apresentação.
Entendo a associação que fez entre o passado e o presente quanto a ser mensageiro. Com o tempo, todavia, você ampliou sua capacidade. Agora você é mensageiro em um sentido mais qualificado, no sentido de ser escritor que se preocupa em divulgar a cultura e a produção cultural. Você é mensageiro no sentido de que pensa mais na transmissão das mensagens do que no brilho que possa recair sobre você, né?
Extrapolando o seu texto, existe esse lado realmente das pessoas quererem se destacar...ser estrelas. E, entendo também sobre o quê você diz sobre a satisfação de veicular/compartilhar aquilo que preenche o seu ser...independentemente de você poder brilhar.
Compreendo que, em maior ou menor grau, existe a dubiedade no ser humano entre ser estrela e ser mensageiro. E, você gosta das mensagens que transmite e também de brilhar um pouco através delas.
Além disso, acredita que fazendo o quê gosta a pessoa é melhor sucedida socialmente, né? Nesse sentido, você vai se satisfazendo e buscando sempre...porque a saciedade nunca se alcança. Sempre existem novos objetivos, novas metas pelas quais trabalhar.
É mais ou menos isso? O quê pode me dizer? Como pode responder 'as perguntas que fiz e 'as conclusões a que cheguei.
Abraço
Não sei Apple,
Se o que eu almejava era prestígio, mesmo que na época eu não conhece o significado da palavra. Tentando lembrar o sentimento, era um princípio de aflição, como se eu estivesse que estar lá. O motivo?
Talvez fosse a necessidade de obter prestígio para compensar as negativas de meu insucesso nos relacionamentos, confusos, tumultuados, marcados pela minha posição sempre contrária à produção em grupo... talvez... Não consigo relembrar tão profundamente assim.
Sobre o sentido de mensageiro, é exatamente assim que me sinto e gosto de atuar, não na criação da mensagem, mas na transposição do conteúdo. Aqui no Over só me sinto mensageiro quando reporto as produções dos outros.
Sim, de fato penso e me satisfaço bem mais com a divulgação das produções das quais sou mensageiro. Mas confesso que esse negócio de pontos mexeu comigo. Me viciei nisso e estou agora deixando de lado. Estou perdendo com isso, é meu lado estrelinha querendo ficar lá em cima.
Como no colégio, acho que foi preciso no começo (querer ser estrelinha e correr atrás de votos), mas agora não, agora estou mais preocupado com outras coisas, com as mensagens e com o que a poesia pode fazer comigo, me ajudar a encontrar minha própria voz, me ajudar a encontrar mais de mim mesmo, a tirar algo de mim das profundezas de meu ser. Por isso escrevi uma colaboração que está na fila de edição chamada "Preciso achar a coisa".
Achas que consegui responder um pouco tuas perguntas estimulantes?
Que capacidade de criar polêmica que você tem! Eu achei linda a estrelinha de Indaiatuba... Irretocável.
bjs.
Nydia
Obrigado Nydia, mas só está assim, agora, porque o Joca sugeriu uma edição...
Marcos Paulo Carlito · , PR 10/11/2007 23:58
Valeu !!! Votamos...
Abraços
Ai Garoto !!!
Abraços
Obrigado por sua presença profeta...
Marcos Paulo Carlito · , PR 11/11/2007 12:41
Marcos,
Creio que a questão da pirâmide se ligue ao fato do ser humano precisar de/almejar reconhecimento social. O indivíduo depende das construções que os outros fazem sobre ele para que possa fazer as suas próprias construções sobre si mesmo, através de um processo de internalização.
Sendo assim, talvez, você tenha buscado os “bons” olhos do outro sobre você para que pudesse sentir que tinha valor. No contexto citado, penso que a necessidade dos “bons” olhos pode ter sido grande porque também parecia haver necessidade de compensação associada.
E a questão recente? O seu interesse por pontos? É a questão da estrela em nova roupagem, né? Na realidade, pontos são/foram o interesse de muitos usuários, embora talvez nem todos queiram admitir o fato. (De qualquer forma, cada um sabe de si, né? Nem de longe pretendo discutir isso...)
Bem, termino, repassando a palavra a você e parabenizando pela coragem de expor a sua vida em benefício da reflexão do leitor e do seu próprio crescimento.
Toda criança tem brilho próprio, Marcos. Gostei!
José Telmo · Belo Horizonte, MG 11/11/2007 18:06
Apple,
De fato pensei muito ao expor minha intimidade, revelando aspectos do meu ego e de meus sentimentos crús (no passado e no presente) sem maquiagem que pudesse proteger-me (ou quase sem).
Ao final decidi pelo ímpeto, este amigo que as vezes me salva, outras vezes me condena.
Acho legal se outras pessoas puderem realmente fazer uma reflexão a partir de minha história. Não como lição, mas, talvez, enchergando a necessidade de reconstruir a partir de nosso lado mais frágil, aquele que falha sempre, nosso "ser" humano...
Grande abraço querida amiga!!!
Marcos Paulo,
Li o seu texto e amei!!!
Texto escrito de uma forma simples, envolvente e muito poético...
Parabéns!
Criss e Joca,
resolveram fazer sabatina com o Marcos?
Parece uma bancada de mestrado, aliás , amanhã vou enfrentar uma e juro que estou morrendo de mêdo. Por que as perguntas cruciais são:
O que você está fazendo aqui? Por que escolheu esse Curso? Quais são seus objetivos? Qual a RELEVÂNCIA da sua pesquisa?
E você deve estar aberto as críticas, mostrar que está disposto....
O Marcos pareceu disposto a colaborar com as reminiscências e acho que a questão é a Escola e a visão que tínhamos dela quando crianças.
Acho que não cabe aqui uma análise da personalidade de ninguém porque não é este o propósito...Até porque naquela época estávamos ainda formando nossas personalidades...
Enfim, acho que o Joca gostaria que o Marcos fosse mais objetivo no propósio do livro,
Cabe a você, querido Joca, a tarefa de peneirar todo esse material !
Confesso esatar muito uriosa com o resultado!
Obrigado Adilson,
Sua presença aqui me alegra.
Grande abraço Guaicuru!
Cris,
Obrigado pela preocupação... Na verdade tudo saiu muito bem. O Joca me ajudou a lapidar o texto e a Apple a me fazer pensar sobre coisas mais profundas.
E você me faz pensar que sou importante o bastante para merecer seu carinho e atenção...
Grande abraço!!!
Então, tudo em paz! Beijos, Criss, anjo querido, Marcos...
Boa noite porque amanhã a sabatina é comigo!Mas dessa vez EU VOU!
Toda sorte e presença de espírito amanhã, é o que eu te desejo e o que você merece, Crispinga, minha linda.
Antes de dormir, no entanto, por favor, vote no meu postado sobre os Congos de Oeiras
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Que bom, Carlito, você se juntando às nossas reminiscências de escola. "Estrelinha", ou "mensageiro". Não importa.`Porém, um pouco da estrelinha está aí. Haja vista a polêmica. rrsss ... O gostoso mesmo de tudo isto é a participação espontânea e leve. Parabéns. Beijo grande.
Joana Eleutério · Brasília, DF 11/11/2007 22:13Também vou dar uma olhada nesse Congo Joca!
Marcos Paulo Carlito · , PR 11/11/2007 22:59
Obrigado por sua presença aqui Joana...
Grande abraço!!!
Querido Carlito:
Teu despojamento nesse texto traz um traço inconfundível...
Gosto muito desse Menino_Cartito que deixa fluir...
Penso que o mais importante nas marcas do passado é como tu vais lidar com elas no presente, rumo ao futuro...
PARABÉNS!
Beijos_Meus*,
*
Obrigado pela presença delicada e poética aqui , Lili
Um abraço forte...
a gente brilha, mesmo, quando faz o que gosta...
Eh! Carlito...parabens...estrelinha vc vai longe com todo essa bagagem que tens.Tia Vera que o diga...abç
Os incautos que se preparem... rsrsrsrs
Marcos Paulo Carlito · , PR 12/11/2007 08:23
Mano, eu gostei pracaramba, assim como gosto de tudo o que escreve. Até masmo nos comentários hiláriantes e divertidíssimos.
Vai fundo que o poço tem alma de mar e suas águas cristalinas não têm sal, são doces como os rios saudáveis.
abço.
Então vamos nessa Frank...
Marcos Paulo Carlito · , PR 12/11/2007 10:18
Querido Marcos Paulo:
Vc sabe qual é a mensagem de abertura do meu celular?
"GOSTO MUITO DE APARECER". E digo isto sempre para quem quiser ouvir. É através deste exercício que me aproximo das pessoas e as melhores pessoas são as que são capazes de enxergar para além das aparências. Então aparecer – colorir o cabelo e usar roupas, digamos, pouco ortodoxas, por exemplo – é a maneira que encontrei de me inserir no mundo e angariar amigos especiais.
Incandescer a própria estrela nada tem de errado desde que, para isto, não se sinta necessidade de apagar as dos outros. Assim como existem trilhões de estrelas no céu, nada mais natural que existam milhares no nosso entorno. E que sejamos apenas mais uma delas, embora a mais amada, condição sine qua non para podermos apreciar as outras.
Parabéns mais uma vez!
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Querido Marcos Paulo, mensageiro ou não, sei de uma coisa que você é verdadeiramente: catalizador. fui lendo o teu texto e retomando ao meu próprio passado, à escolinha do pequeno príncipe, aulas de educação artística, à minha mania imperiosa de obter notas melhores, ao misto quente e rosquinhas com açúcar granulado por cima. além de tudo, lembrei do carisma que eu tinha com os que eu conhecia e a enorme vergonha com os desconhecidos. deu vontade de escrever sobre uma vez que me pus diante do palco, na sexta séria pra recitar joão cabral de melo neto, quase desmaiando de tanto nervosismo... achei linda a sua historinha de natal. e que bom que teve um final feliz - adoro finais felizes - e dou uma banana a quem acha cafona um final feliz. eu acho que esperança é uma coisa difícil de se perder, e apesar do seu desengano, tudo deu certo no final. você foi hoje um mensageiro pra mim. me trouxe as reminiscências sugeridas pelo joca e ler esses teus dez parágrafos, fez de mim uma pessoa um pouquinho mais feliz. parabéns!!!!
Candice Gonçalves · Crato, CE 12/11/2007 11:28
Querida Candice:
Espero que este despertar propiciado por Dom Carlito resulte em uma contribuição para as nossas reminiscências.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Tá aí... gostei desse "up" no meu sobrenome (que muitos acreditam ser apelido) Dom Carlito, legal...
Será que não suscita um ar Italianado, tipo capo da Cosa Nostra? Sou descendente de Italianos misturados com Russos e uma querida bisavó Pernambucana metida pelo meio.
Que tal Dom Carlito Nikolay da Gota Serena? (quá quá quá!!!)
Vou começar a pensar no apelido. Viu, foi dar idéia pra maluco! rs
Marcos, você realmente brilha e aparece com seus textos, gosto imensamente de tudo o que escreve, genial mesmo!
Estrela que brilha.
beijso
sinvaline
Ah, uma dúvida: com o Joca descobriu voce na foto, eu nao consegui. rs, rs
É que o Joca tem o sétimo sentido... (rsrsrs)
Sinva, muito obridago por sua presença aqui. Também gosto muito de suas colaborações. Elas me emocionam muito...
Grande abraço Guaicuru!
Candice...
Pena que não dá para enfiar a palavra Catalizador no novo nome que inventei ou inventaram pra mim... eu gostei tanto!!!
Catalizador... hum... Isso me enche de idéias (me aguarde) rsrsrs.
Oh Candice, então escreva, por favor, sobre sua performance poética, tenho confiança absoluta que será um texto super bem recebido...
Sobre minha colaboração ter feito você um pouquinho mais feliz... assim não vale... assim eu não aguento... assim eu choro... assim você me faz curvo aos teus encantos de pessoa-escritora...
Oi, Cris!
Concordo com você sobre a concepção do livro. O livro, ao que me parece, foi pensado pelo Joca para que fosse uma espécie de “filmagem” em tempo real. Pensando por aí, realmente, caberia um enfoque no passado com os olhos do passado.
Entretanto, aproveitando uma pequenina referência ao presente que veio no corpo do texto, resolvi me valer dos comentários para extrapolar um pouco os objetivos originários do livro no que tange ao tempo-alvo. ; )
Imagino que não tenha desvirtuado a concepção do livro até mesmo porque efetuei apenas comentário e não indicação para a edição do texto. Além disso, penso que o livro é antes de tudo sobre a educação e que deva ser empregado com essa finalidade em debates, seja como for e da forma com que as pessoas possam se valer dele.
Não pensei na edição do livro quando comentei. Pensei nas possibilidades que podem surgir dele. Foi isso...
Beijos
.........................................................
Boa noite, Dom Marcos! : )
Por “n” motivos, adorei o seu texto. Isso seria, em resumo: estilo de escrita, motivos de reflexão geral, oportunidade de conhecer mais sobre um overmano querido.
Fiquei muito contente por ver a sua colaboração e a qualidade dela. Aliás que os seus textos sempre me agradaram.
Bem, precisamos, conforme disse o Joca, pensar no livro, não é?
Logicamente que é desejado que cada autor opine/colabore, na medida do possível, com o andamento geral do livro.
Todavia, a presença do autor de cada texto é de suma importância no grupo de edição. Penso que tudo que venha a ser somado a cada texto (fotos, dados, etc.) deve partir do autor ou, no mínimo, carece do aval desse.
Por tudo o quê disse acima, então, encerro solicitando a sua presença no grupo tanto pelo valor que atribuo a sua pessoa (valores, capacidade e empenho) quanto pela pertinência que vejo na presença de todos os autores no grupo.
Grande abraço
Marcos Paulo da Gota Serena,
desculpe-me a demora, mas, como você sabe, é tanta coisa no Over que a gente acaba se perdendo... O que importa é que descobri que você é realmente uma estrela, que delícia de texto! Escrito com o carinho que a infância merece e com a sabedoria que a maturidade nos acrescenta, descreve de forma magistral sua passagem do Jardim para o Primário. Quase deu pra sentir sua a ansiedade e a dos pais e professoras - sentimento que nessa época é tão gostoso e nos enche de medo e prazer de sermos enfim grandes estrelas. No seu caso, e parodiando Bandeira, estrela da vida inteira. Lindo texto, parabéns, amigo.
Um forte e carinhoso abraço.
Obrigado amigo Nivaldo,
Seu comentário é de uma gentileza ímpar. Sua presença em minhas colaborações me deixa contente...
Grande abraço!
A Estrelinha está virando o sol no Overmundo - estrela de Primeira grandeza. Parabéns, Carlito não mais inconformado. Beijo grande.
Joana Eleutério · Brasília, DF 15/11/2007 18:20
Ô lôco meu!
Assim você me mima Joana!
Grande abraço Guaicuru!
Ai que conto lindo! E real! Adorei!
Vou deixar aqui uns versinhos pra vc, grande mensageiro!
Estrela cintilante
Uma estrela cintilante desceu do céu,
construiu seus sonhos, num barco de papel.
O barquinho avisou: ---- Estrelinha, sou de papel!
Mas a estrelinha teimosa só olhava para o léu.
Fascinada ela via, o barquinho navegando
num mar sem fim, ele suspirava: ---- Ai de mim!
Veio a chuva de verão, o papel resistiu.
A estrelinha disse: ---- Viu? Nem partiu!
Uma forte tempestade, a agitou de verdade,
então ela suplicou: ---- Misericórdia meu Deus!
---- O universo é harmonia, é luz que ilumina o dia
---- disse o barquinho ---- Conhece-te primeiro.
A estrelinha agradeceu a Deus e ao barquinho,
Leu em uma tela um recadinho:
Deus ama sua criação. A fé tem razão.
A verdade tem voz. O Amor tem visão.
Ela ganhou do barquinho um amigo: o livro!
---- “Confia em ti mesmo” “Conhece a ti mesmo”
---- confirmou o livro: ---- “Caminhe na fé.”
A estrelinha o levou para casa, ele lhe deu asas!
Lá do céu, nova mensagem recebeu:
“Sonhe e Ame como Jesus amou!”
A estrelinha se disciplinou, refletiu e aprendeu,
seu espaço conquistou, seus sonhos realizou.
Grande Abraço Guaicuru!
Dê
Obrigado pela presença querida amiga, e pela bonita mensagem de aprendizado e carinho.
Grande abraço Guaicuru!!!
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