“De que serve um livro que não saiba levar-nos para além de todos os livros”. É o pensamento de Nietzsche que impulsiona a maioria das minhas leituras. Gosto de pensar que ler um livro é um jogo, uma aventura que nos transforma, nos leva a enfrentar mistérios. Às vezes o que me atrai é o nome sugestivo, como esse Guerra no Coração do Cerrado, de Maria José Silveira, editado pela Record. O título me atraiu por motivos óbvios. Depois, lendo a apresentação, fiquei mais curiosa. Já tinha lido alguma coisa sobre Damiana da Cunha, índia criada por brancos, que serviu de intermediária nos incontáveis conflitos entre seu povo e os portugueses na Vila Boa (Cidade de Goiás), do século 18. Damiana da Cunha já tinha me impressionado por conta de suas habilidades sociais e sua força de guerreira "cayapó" - grafia do livro. Mas não passava de uma vaga lembrança das aulas de história no Lyceu de Goiânia nos idos dos anos 70.
A história de Damiana é puro material para romance: a impossibilidade histórica de sua tentativa de fazer com que duas forças culturais em conflito pudessem viver em paz, a ambigüidade da personagem, a questão da impossibilidade da conversão e, sobretudo, a guerra de extermínio de povos indígenas.
Antropóloga e mestre em Ciências Políticas, Maria José Silveira - autora de romances, contos e livros infanto-juvenis, tradutora e editora com passagens por jornais e agências de publicidade - veio a Goiás buscar uma personagem de muita força para presentear o público com um romance histórico que conta histórias de uma protagonista da história, escrito com talento, simplicidade e beleza. Impossível não se render à sensibilidade da autora para encontrar a história certa e transformá-la em um livro gostoso de se ler.
No livro, Dom Luiz da Cunha Menezes, governador da Capitania de Goyaz na época em que Damiana nasceu, viu na adoção da menina uma estratégia para subjugar os caiapós, uma das tribos mais rebeldes da região. Damiana era órfã e neta do grande cacique Angraíocha. Dom Luiz transformou a criança num símbolo da possibilidade de convivência pacífica entre brancos e índios. Convenceu o cacique de que Damiana teria um lar melhor no palácio do governo, onde poderia mostrar aos brancos o valor do povo indígena.
O acordo entre governador e cacique era ardiloso de ambas as partes. Dom Luiz queria mostrar que um índio poderia ser civilizado. O cacique pretendia usar a menina índia como espiã, para que aprendesse tudo sobre o inimigo e, no futuro, pudesse ajudar sua tribo na luta contra o povo que dominava sua terra.
Com este cenário, Maria José Silveira construiu um romance a partir da história. Ela usou a imaginação para tentar entender o que se passaria na cabeça e na trajetória de Damiana, uma criança inocente cujo futuro seria transformado radicalmente ao ser usada como instrumento entre dois opositores num conflito histórico. Na bibliografia consultada pela autora, três livros trazem Damiana como assunto, mas dentro do aspecto histórico de sua atuação como mediadora na guerra entre índios e brancos. Maria José preferiu fazer seu relato de forma literária, transformando história em ficção, pois seria a única maneira de entrar no mundo interno de Damiana, já que a heroína não deixou o relato de sua jornada.
Quem ler, certamente gostará.
Depois de devorar Guerra no Coração do Cerrado, arrisquei entrevistar Maria José Silveira, que elegantemente respondeu meus e-mails rapidamente. O resultado das conversas eletrônicas é a entrevista que se segue.
Como nasceu Guerra no Coração do Cerrado? Quais os principais detalhes da criação do enredo?
A idéia de escrever o romance nasceu de uma imagem: a figura de Damiana - índia cayapó/panará, criada durante alguns anos por um governador goiano - saindo de Vila Boa de Goiás para ir buscar seu povo no sertão.
Algumas coisas me intrigavam: o conflito radical que essa figura de mediadora entre a cultura ocidental e a cultura indígena implicava e a certeza de que, para funcionar como uma “ponte” entre os dois povos, Damiana teria que dominar dois códigos culturais completamente diferentes: o dos ocidentais e os dos cayapó/panará.
Uma tal mulher, sem dúvida nenhuma, teria que ter sido extremamente interessante. Mais ainda: teria sido ela realmente uma heroína para os colonizadores e, portanto, uma traidora do seu povo que foi praticamente dizimado?
Esse conflito tinha a dimensão da verdadeira tragédia, no sentido clássico da palavra: as forças sociais, muito maiores do que o indivíduo, determinando o resultado final de sua ação.
Achei que era uma história que deveria ser investigada mais profundamente, e que merecia ser contada.
A protagonista Damiana tem dilemas que pontuam toda a narrativa. Foi um processo demorado o aperfeiçoamento ficcional dessa personagem histórica?
Meu desafio foi criar uma Damiana verossímil, mas não só isso. Um dos problemas mais sérios que tive de resolver, por exemplo, foi o da linguagem falada pelos cayapó/panará cuja cultura foi, de fato, a mais importante para a formação de Damiana.
Queria evitar a armadilha de colocar o indígena falando no português primário do estrangeiro que não domina a língua. Esse “equívoco”, cometido por vários autores, leva à representação do índio como intelectualmente incapaz. Não passa pela cabeça de ninguém fazer o contrário, mas ponha um branco tentando se expressar tatibitate na língua panará e veremos como ele vai parecer um imbecil. Esse tipo de detalhe acaba tendo conseqüências funestas, aumentando o preconceito que ainda hoje existe contra os índios. A solução que encontrei foi fazer um narrador onisciente capaz de entender a língua panará e traduzi-la para o leitor em português correto. A não ser em um pequeno episódio, os índios no meu livro falam panará e são traduzidos pelo narrador. No entanto, para deixar claro as diferenças culturais também na linguagem, usei o artifício de fazer suas frases mais curtas, sincopadas.
Por outro lado, estamos tratando de um momento em que a cultura panará vivia uma fase de florescimento e luta, com pleno domínio de táticas e estratégia de guerra, ainda não contaminados pelos brancos. Procuro mostrar o grande orgulho que eles certamente teriam de seus costumes e tradições, de ser o povo cayapó, um povo guerreiro e conquistador.
Damiana, portanto, deveria se debater entre esses sentimentos: de um lado, o orgulho de ser quem era; de outro, a admiração pela cultura branca, justo a cultura que desprezava e odiava a sua.
Nunca saberemos, de fato, o que ela sentia e pensava, mas o importante em qualquer tipo de ficção é conseguir a chamada “suspensão da descrença” por parte de quem lê, fazendo o leitor “acreditar” que é “verdade” o que ele sabe perfeitamente que é uma invenção, “mentira”.
Seja como for, os dilemas de Damiana podem ser entendidos perfeitamente por todos nós. Se for verdade que pertencemos a culturas diferentes, somos, apesar disso, semelhantes e, no fundamental, iguais.
Foi difícil encontrar material de pesquisa sobre Damiana da Cunha?
Quais foram suas fontes? Como foi aliar o material de pesquisa à criatividade emocional?
A história de Damiana e a cultura cayapó/panará já despertaram o interesse de alguns historiadores e antropólogos, tanto em Goiás quanto fora. Não são muitos, mas foram fundamentais para o meu trabalho e estão todos citados no final do romance. Ente os goianos, cito especialmente o livro do professor Jézus Marcos de Ataídes e os de Paulo Bertran, falecido o ano passado, um brilhante historiador que Goiás perdeu demasiado cedo.
A Vila Boa que o leitor encontra em Guerra no Coração do Cerrado existiu ou é puramente ficção?
Para ficcionalizar a vida da cidade, parti de informações históricas precisas, tiradas de vários autores, inclusive dos livros dos viajantes Saint-Hilaire e Pohl. A cidade entorpecida pelo marasmo colonial, o fim-de-mundo aonde as autoridades políticas chegavam para extrair dali tudo que pudessem extrair sem nenhuma intenção de permanecer, a hipocrisia geral de uma sociedade muito contaminada pela idéia de ser um lugar de enriquecimento, as amásias escolhidas entre as raras e por isso super valorizadas mulheres brancas, o ódio e o desprezo ao povo indígena e a incapacidade de reconhecer seus direitos como primeiros habitantes daquelas paragens, tudo isso infelizmente existiu. E não só em Goiás, como sabemos. A sociedade colonial foi predadora em todo o canto do mundo por onde passou.
Transformar história em ficção era a única maneira de entrar no mundo interno de Damiana?
Essa é uma das grandes potencialidades da ficção: ela nos oferece o caminho da subjetividade e, ao fazer isso, nos possibilita tentar entender as motivações, os sofrimentos e as alegrias de nossos semelhantes em momentos históricos diferentes. A ficção e a pesquisa histórica são duas linguagens e dois caminhos que podem se complementar, levando a um mesmo ponto: um melhor entendimento do que passamos para chegar até aqui.
Damiana foi uma índia brasileira e uma mulher que teve papel de destaque nos conflitos e tréguas da colonização de Goiás pelos portugueses no fim do século 18. Quando a senhora resolveu escrever o livro qual era a idéia: retratar a hostilidade e incompreensão entre duas culturas? Ou mostrar a força e determinação de uma mulher?
Meu interesse pelo romance histórico nasce da crença de que é preciso entender os grandes problemas do presente em sua gestação. Quando falamos do Goiás daquele tempo, estamos falando também do Goiás que veio dali. Estamos falando do homem que ainda hoje vive em uma sociedade onde por todo lado campeia a intransigência cultural, a incapacidade de aceitar e entender o outro, o diferente.
A matriz do problema que levou os colonizadores brancos a dizimar o povo de Damiana permanece quase a mesma. Não só em Goiás, como no Brasil, e não só no Brasil, mas em várias regiões do mundo, como lamentavelmente vemos todos os dias nos jornais. Os interesses econômicos, que aliados à incompreensão, desprezo e ódio pelo outro, levaram e continuam levando às guerras.
A senhora concorda que Guerra no Coração do Cerrado, apesar de ter sua ação em tempos distantes, tem um tema atualíssimo: interesses econômicos?
Sem dúvida nenhuma. E não só a questão dos interesses econômicos, mas também a permanente questão da intransigência cultural. Até hoje, a incompreensão e o desrespeito aos direitos e à cultura dos índios brasileiros impregna nossa cultura. Até hoje os remanescentes do povo da Damiana continuam acossados, ameaçados e suas terras cobiçadas pelos madeireiros, mineradores, plantadores de grandes cultivos multinacionais.
Damiana foi realmente um símbolo da possibilidade de convivência pacífica entre brancos e índios? Quem realmente se beneficiou da adoção de Damiana? Os caiapós ou o colonizador?
Ao contrário: Damiana foi um símbolo da impossibilidade da convivência pacífica entre brancos e índios numa sociedade como foi a sociedade colonial. Quem se beneficiou, como já estava determinado pelas forças sociais em ação naquele momento, foi clara e exclusivamente o colonizador. O branco foi uma praga terrivelmente maléfica que caiu sobre os índios.
Apesar de ser criada pelo homem-branco, Damiana tinha compreensão das características de seu povo indígena. Isso a transformou em uma mulher com uma visão diferenciada, que sabia buscar os aspectos bons de cada uma das raças. É isso que encanta os leitores. Damiana foi realmente uma heroína para os brancos e uma respeitada liderança para os indígenas?
Essa é uma das poucas certezas que podemos ter sobre Damiana: para fazer o que fez, ela teria, necessariamente, que dominar os dois códigos culturais. Para atuar como mediadora, teria que ser respeitada pelos brancos e ser ouvida pelos cayapó-panará.
A tragédia de sua história, no entanto, é que, por questões muito maiores do que ela, essa mediação só podia levar ao que levou: ao extermínio e fuga do povo cayapó-panará, e à vitória cruenta do colonizador.
Damiana era uma feminista? Seu livro mostra que, na vida pessoal, ela não fez concessões e casou-se com homens brancos que levou para morar na aldeia caiapó. E nunca abriu mão da fé e dos rituais das crenças de seu povo.
Impossível usar a categoria feminista para a época e a cultura de Damiana. Além de ser um anacronismo, em nenhum momento tive a intenção de tratar a questão a partir desse ponto de vista. O que me interessa nessa história não é o papel de Damiana enquanto mulher, mas enquanto protagonista de um conflito definidor do passado que até hoje repercute em nosso presente.
Damiana tinha consciência de que era usada pelos brancos e “se deixava levar” não por fraqueza, mas porque tinha certeza que a guerra contra os brancos era perdida. Mas e a guerra do coração? Quem venceu?
Será que meu romance responde a isso? Deixo para o leitor essa resposta.
É muito interessante a forma como a senhora descreve a análise de Damiana sobre o ritual da Semana Santa, quando ela e Dom Tristão estão na aldeia, assistindo a um “ritual selvagem”. A senhora tem algo a dizer sobre isso?
Uma das questões que perpassa meu romance é justamente o que poderíamos chamar de “a impossibilidade da conversão”. Procuro mostrar como Damiana, desde pequena, para entender o que via tinha que “traduzir” para sua cultura os rituais da Igreja Católica, e os ensinamentos do Vigário que, diga-se de passagem, não era um catequista. É importante ressaltar isso: os jesuítas, que efetivamente tinham a preocupação da catequese na história do nosso país, não tiveram espaço na colonização de Goiás. Ao Goiás daquela época chegavam padres e sacerdotes cuja preocupação não era a “salvação das almas”.
No meu romance, Damiana vê os ritos e crenças católicos como se fossem uma “versão” das crenças e rituais de seu povo. Vê as semelhanças e não as diferenças.
Nessa cena a que você se refere, o que procuro mostrar é exatamente isso: para Damiana, o “ritual selvagem”, que o governador Dom Tristão abomina, tem uma grande semelhança com os “sacrifícios” dos fiéis na Semana Santa.
No entanto, sinto hoje que essa é uma parte que deixei um pouco ambígua no romance. E é bom que fique assim. Cada leitor pode fazer sua leitura e procurar entender, a seu modo, o conflito vivido pelos indígenas e pelos católicos de Vila Boa naquele momento.
Damiana da Cunha Menezes era uma personagem desconhecida da maioria. E em seu livro a gente conhece a sua importância na história de Goiás e do Brasil. Uma protagonista de histórias e da História. Como a senhora avalia esse resgate?
Na história de nosso Estado existe uma grande carência de heróis. Não temos as figuras históricas libertárias que tiveram, por exemplo, vários outros Estados, como o Amazonas com Ajuricaba; o Rio Grande do Sul com Anita Garibaldi; a Bahia com Maria Quitéria; Pernambuco, com Frei Caneca, só para citar alguns.
E no caso de Damiana, era pior ainda. Do pouco que se sabia, ela era reivindicada como heroína da colonização, como a índia que teria abraçado a fé católica de tal forma que se dispôs a enfrentar o perigoso sertão para trazer seu povo para... ser exterminado. Alguma coisa não “batia” nessa versão. Achei que valia a pena investigar isso mais de perto, e espero ter conseguido passar uma outra visão dessa mulher que foi líder dos cayapó/panará em um momento de grande significado histórico.
Já se disse, “infeliz do povo que precisa de heróis”. Bela afirmação utópica que afirma exatamente o contrário do que diz: no mundo real, a história é tecida entre conflitos, lutas, desigualdades, injustiças. Sem os heróis, onde estaríamos nós?
Título: Guerra no Coração do Cerrado
Autora: Maria José Silveira
Editora: Record
Preço: R$ 39,90
Já me aguçou a vontade de ler o livro e conhecer mais sobre Damiana da Cunha.
Cida Almeida · Goiânia, GO 23/3/2007 10:36Interessantíssimo. A autora parece muito consciente nas difíceis escolhas que fez. Esse tipo de livro tem tantos riscos... Muito bom saber sobre a personagem e sobre essa obra de ficção. Obrigada!
Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 23/3/2007 15:22Parece um livro interessante...tanto em sua temática quanto em sua construção.
apple · Juiz de Fora, MG 25/3/2007 07:35
Excelente!! É isso que precisamos, resgate histórico e cultural. O brasileiro não tem memória, não tem identidade. Daí ficamos tentando nos indentificar com a loricie consumista pregada na TV e nos sentindo frustrado e infelizes porque é impossível. A questão do conflito cultural é extremamente contemporâneo porque a cultura brasileira continua tendo que lutar bravamente com o estrangeirismo que tem muito mais disseminação pelo poder econômico que detém.
Ai, falei demais. Ficam meus parabéns, adorei.
Cida, Que bom que meu texto despertou em você a vontade de ler o livro. Leia mesmo. Você vai gostar de descobrir um pouco dessa personagem da história do nosso Goiás.
Tacilda Aquino · Goiânia, GO 25/3/2007 18:56Helena, quem agradece sou eu. Também achei a autora muito consciente em sua missão de resgatar uma personagem que, apesar de ter vivido no Século 18, ainda é atualíssima. E o livro é realmente muito bom.
Tacilda Aquino · Goiânia, GO 25/3/2007 19:03Apple, como da maçã oferecida por Maria José Silveira. Você vai gostar de conhecer Damiana da Cunha.
Tacilda Aquino · Goiânia, GO 25/3/2007 19:05DaniCast, que bom que gostou do texto. Penso que temos mais é que resgatar esses personsagens singulares de nossa história e cultura, que ainda são desconhecidos da maioria dos brasileiros. Alguns, infelizmente, ficam apenas no círculo acadêmico. Por isso gostei muito do trabalho da pesquisadora Maria José da Silveira, que me aguçou também o desejo de conhecer outros livros dela, focados na força e determinação femininas. Grata pela leitura.
Tacilda Aquino · Goiânia, GO 25/3/2007 19:17
Tacilda nos apresenta Maria José que reapresenta Damiana para a história.
Parabéns Tacilda. O ânimo de incensar legitimamente quem o merece desnuda - na justa contrapartida - a beleza da alma de quem o faz. E o despreendimento. E o amor pela criação de outro autor - autora neste caso.
A inspiração metódica de Maria José é, antes que exemplo, desafio a novos e antigos escribas.
Há sempre a controvérsia das versões de dominados e dominadores.
Vejam que Bush faz a guerra em nome da paz, que a CNN et caeterva insistem em chamar de violência no Iraque.
Colonizadores têm os mesmo traços em qualquer período histórico: dizem o contrário do que pensam para enganar. Mentem desbragada e descarada_mente.
Damiana reapresentada é uma pessoa, um ser humano, antes de mulher e índia, de uma cultura e um povo em tacape, lança e flecha submetidos ao aço e à pólvora, mais que à astúcia e a matreirice, que não se aproximam de modo algum da inteligência.
Onde estão portugueses e espanhóis hoje pode nos dar pistas de onde estarão em breve (que Tutatis assim o permita) os colonizadores de hoje, entre eles os colonos-dos-colonos ingleses que, ambos, também dizimaram culturas locais de seres humanos (Não se deixe nunca de reler, ler e falar de Enterrem meu coração na curva do rio).
Senti Damiana gritar em sofrimento e dor. Uma caypó que poderia ser traduzida para uma sioux; pelo onisciente narrador de Maria José, do português para o inglês.
Gostei de tudo neste postado. E a foto de Maria José, plácida, firme e indagativa diz da força deste livro que todos deveríamos procurar ler e divulgar para ser lido.
Agradecido, Tacilda.
Nossa Adroaldo, você nem imagina como seu comentário me sensibilizou! Obrigada mesmo. A gente tem algumas coisas em comum: jornalismo e serviço público. Além é claro, do gosto pela escrita e leitura.
Tacilda Aquino · Goiânia, GO 27/3/2007 14:03
Sensível como aparecestes para revelar Maria José que reapresentou Damiana, espalhastes o dom pelo overmundo, tenha certeza.
Peguei tua idéia e publiquei algumas linhas de resumo num sítio outro (clique aqui e lá digite Damiana na caixa de busca para ler). Lá tem um limite em 900 palavras para contribuições e foi necessário enxugar, como se dizia. espero que compreendas. O link de lá, no entanto, remete pra cá, para a inteireza da tua postagem.
Outra coisa nossa em comum: tentamos o mais possível ser humanos.
Fui lá, vi, li e gostei. Classifiquei também seu comentário e aproveitei para ler algumas outras postagens. E adicionei aos meus favoritos para ver melhor depois. Brigadão, de novo.
Tacilda Aquino · Goiânia, GO 27/3/2007 16:18Tacilda acho que vou sair correndo para comprar o livro! rsrsrs muito bom teu texto.... precisamos, como disse a Dani, de um resgate histórico e cultural.... parabéns!
Celio Soares Jr · Pelotas, RS 2/4/2007 20:59Compre mesmo. Você vai gostar. E vai querer ler outros livros da Maria José.
Tacilda Aquino · Goiânia, GO 3/4/2007 19:21
Tacilda Aquino,
Impulsionaste-me a exemplo de Nietzsche a conhecer Damiana da Cunha X Maria José Silveira, e obviamente
você!
Parabéns!
Marluce
Que bom que quer nos conhecer...
Tem um pouco de mim no overmundo e no blog
e da Maria José, os livros...
Tacilda, gostei, e também fiquei a fim de ler!
Abraços!
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
Está no ar o blog de pesquisas do Instituto Overmundo. Você já pode encontrar lá os primeiros dados da pesquisa “Análise de modelos de negócios... +leia
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!