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A IMIGRAÇÃO JAPONESA E O NEGRO BRASILEIRO

Foto, Indira Pessego
Vilson Almeida, comerciante em Bertioga, dos raros negros que conseguem.
1
Andre Pessego · São Paulo, SP
27/2/2008 · 352 · 89
 

Lei 601 de 18/09/1850 - Lei da Terra.
Art. 18 - O Governo fica autorizado a mandar vir anualmente à custa do Thesouro certo numero de colonnos livres para serem empregados, pelo tempo que for marcado, em estabelecimentos agrícolas ou nos trabalhos dirigidos pela Administração pública....." (sic)
Art. 19. Producto dos direitos de Chancellaria e da venda das terras, de que tratam os art. 11 e 14 será exclusivamente aplicado: 1o. à ulterior medição das terras devolutas e 2o. a importação dos colonnos livres, conforme o artigo precedente.
(sic)

A imigração japonesa, nas suas três fases, foi um ato de guerra.
Em cada uma delas o negro do mundo foi o alvo e a vítima: A África saqueada; o negro do Brasil - "substituído".
FASE I, 1908. A PARTILHA DA ÁFRICA, Conferência de Berlim, 1884 a 1885, em consequência GUERRA RUSSO/JAPONESA, 1904-1905.
Descoberto o Congo, as potências européias à época (Inglaterra, França, Alemanha, Aústria-Hungria, Prússia e Rússia), pela primeira vez na História, concordam em dividir o território africano. (*1) A Conferência de Berlim, conduzida por Bismark e impulsionada por Leopoldo II, Rei da Bélgica, o maior assassino da História (pessoa/fração de tempo), até o aparecimento de Hiroito, 1945, demarca também as chamadas "Zonas de Influência". (*1.a)
Na Partilha, o Império Russo, sempre presente, fica de fora; o Japão pretendente, não entra; o nascente poderio americano fica com o "livre comércio". Os russos fincam pés na Ásia; os japoneses querem alcançar o Atlântico. Explode a Guerra Rússia/Japão de 1904-1905. O expansionismo japones sai vencedor. Porém a Rússia continua na Ásia. (*1)
Os participantes da Conferência de Berlim acordam ser o Atlántico Brasileiro a porta de entrada para o Japão. Já em 1886 Brasil e Japão começam as tratativas de Imigração.

(A imigração européia para o Brasil começa em 1812, com a Colônia Espírito Santo; 1817, a de D. Leopoldina....)

O Tratado de Imigração Brasil/Japão, de 1886, é uma peça estranha e se desenvolve em ambiente estranho:
a) No Brasil nada se conhecia sobre o Japão; No Japão só era sabi- do que no Brasil, de bom - tinha muita terra, que todos os japoneses iam receber suas glebas; de ruim - tinha muita cobra; de péssimo, tinha muitos negros. E dos negros era ensinado em Kobe.... "uns revoltosos, precisavam ser substituídos".
b) No Brasil - o jornal de humor O MALHO e a REVISTA DA SEMANA, foram quase que alugados para preparar o espírito dos brasileiros para receber os chegantes: Propaganda enorme. E, assim, suas publicações iam da ignorância total sobre a Ásia ao enriquecimento ilícito. Verbas de origem desconhecida; corrupção sorvida nos dois lados. (*2)
(www.canaldaimprensa.com.br/nalant/nostalgia/unit9/nostalgia.
c) No Séc. XIX o negro da Bahia promoveu uma revolta para cada lustro, até por volta de 1875. Isto "repercutia negativamente", no Japão. (*3)
d) 1893, para dar mostras da desarticulação do negro, o Governo Brasileiro promove a ação MILITAR/'SANITARISTA', contra o CORTIÇO CABEÇA DE PORCO, cujas vitímas ainda não foram contadas. O Exército Brasileiro, derruba as primeiras paredes com todos dentro. Nenhuma reação - o negro desarticulado. Nenhuma ação da sociedade brasileira. (a barata venceu o porco, alusão ao médico Barata Ribeiro, 1o. Prefeito do Rio.) (*4)
(www.italiaamiga.com.br/noticias/artigos/cabeça-de-porco)

A VIAGEM, A CHEGADA.
- Em 1904 zarpa o "célebre" Kasatu Maru - para a Guerra Rússia/ Japão. O Kasatu Maru, foi o Kazan, navio hospital russo, com capacidade para 2000 pessoas. Tomado pelos japones, reformado, traz menos de 800 "pobres" japoneses. Menos de 50% da lotação. Muito ao contrário dos NAVIOS NEGREIROS, conhecidos.

A LAVOURA É SUBSTITUÍDA PELA AGRICULTURA: a guerra sublimada.
Enquanto a venda das terras financiava a vinda, a distribuição da mesma terra os atraia. E a distribuição ao imigrante aniquilava o negro brasileiro. Nenhum agricultor veio do Japão. (Nenhum país manda seus nacionais, treinados e produtivos para lugar algum). Todos se "fizeram" agricultores nas costas do escasso quadro de técnicos brasileiros e com muito dinheiro do Banco do Brasil.
Estava estabelecida o agrupamento racial/militarista japonês, no meio da já preconceituosa sociedade brasileira, configurando a ponta social mais preconceituosa das américas.

FASE II, 1917 - 1930
O Advento do Comunismo, (outra vez a Rússia). A China, aliada das nações do Leste Europeu, uma forte candidata a implantar o regime comunista. O milenar atrito sino-japonês se avoluma. Por fim pode-se dizer que este ciclo se dá nos embates do medo ideológico, mas também no preparo da II Grande Guerra. Foi o único momento em que setores da sociedade brasileira esboçaram alguma preocupação com o racismo/militarista do Império Japonês.

FASE III - 1945, II Guerra Mundial.
Hiroito vende a vida de seus súditos à bomba atômica. O negro do Brasil paga a conta.
Em 1987 o filme, sob quatro mãos, com direção de Spielberg (O IMPÉRIO DO SOL), vem dar magem a muitas revelações e discussões sobre a atuação de Hiroito. A estes outros se seguiram, dos mais recentes o sol de Skurov - (www.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u65560.shtml)
- DIA DA VITORIA, 8/05/1945. Os tratados do fim da guerra.
- 30/04/45, suicídio de Hitler; 28/04/1945, prisão e assassinato de Mussoline.
- Onde estava Hiroito, o terceiro mentor da Guerra?
- Hiroito estava entre os vencedores.
Hiroito se torna o PRIMEIRO VENCEDOR QUE PERDEU A GUERRA, o primeiro Comandante que perde a guerra e não perdeu o Poder.
Das guerras as perdas serão apuradas ao longo da História. E os ganhos? - Os ganhos da II Grande Guerra era a bomba atômica.
Era preciso testar o fogaréu da bomba. Mas, testar onde, em quem?
a) Na África? - A Europa, dona da África, não aceita.
b) Na Ámerica? - Lá está um dos donos da bomba. Também não.
c) No Brasil? - Também não: o Brasil já dera sua coolaboração à mortandade em dois momentos:
c.1 - no experimento do canhão, testado em povoações, na destruição de Palmares; (*5)
c.2 - Testando a GEMEDEIRA, canhão de repetição, alimentado com pente, na dizimação de Canudos, 1897.
d) Hiroito oferece o Japão, em troca da permanência no poder.
Por que duas cidades? - Eram dois os combustíveis da bomba, e um combustível o de Hiroito.
A Nagasaki coube o plutônio;
a Hiroshima, o urânio.

A Hiroito - coube o Poder Imperial Japonês.

A "AGRICULTURA" É SUBSTITUÍDA PELO "AGRONEGÓCIO".
Sob o pretexto de catalogar as terras na confluência da Usina de Paulo Afonso, a serem beneficiadas com o "empreendimento" - matança enorme. As terras ocupadas por índios e remanescentes de quilombolas são tomadas a bala. Milhares de pessoas mortas e jogadas no Velho Chico. (Para não morrer tantos correram mundo afora, muitos foram encher o garimpo do meu Gilbués). Terras para completar as áreas ofertadas a terceira leva de imigrantes japones.
Outra vez, nenhum agricultor. Em dificuldades o Japão não mandaria a fonte do recurso imediato: a mão de obra agrícola. Outra vez, o Banco do Brasil, 50 anos de assitência financeira.
Ainda assim , o Japão considera poucas as terras, 1950 - A Amazônia passa a ser ocupada pelos japoneses - quer por imigrantes; quer por empresas situadas no proprio Japão.
E o negro do Brasil? - continua sem terra e sem direito de ter Terra. (1950 não era diferente a situação do índio).
- E o negro? - Foi criada a figura dos Quilombos Perdidos. E os Quilombos são patrimônio nacional, portanto o negro não terá
"paper" para botar no bolso, (a escritura). Não terá direito a financiamento, nunca. Continuarão, na "Roça de Tereza", do Spírito Santo
www.overmundo.com.br/overblog/a-roca-de-tereza"

1988/90 - O PROGRAMA DOS DEKASSEGUIS -
1987, o filme "O IMPÉRIO DO SOL", quebra nas suas discussões, conteúdo do que seria "segredo de estado", 79 anos da primeira imigração. 1988, (há 20 anos) Japão/Brasil desenvolvem o programa dos dekasseguis.
O preconceito racial japonês atrvessa o Séc. XX chega ao Séc. XXI.
Em que se assentou a Escravidão Africana?
- Em sinais exteriores: A cor da pele; os lábios, o cabelo - sinais visíveis e identificáveis de longe - a olho nu.
Quais as exigências para o brasileiro ir trabalhar no Japão?
- Sinais exteriores: a cor da pele, o cabelo, o nariz, os lábios...
Só? - Não. É preciso que encravado naqueles sinais esteja a identidade precedente; a origem japonesa.
- Querem justificar dizendo que tudo é legal. Conforme as leis e exigências do Japão.
A Escravidão Africana também foi legal. Nada na Escravidão Africana escapou à legalidade. De tão legal, foi pregada e ainda tida e havida como "um ato para nunca ser contestado". Assim permanece a Escravidão Africana, amparada no seio do
"incontestável". - ( Perdigão Malheiros, A Escravidão no Brasil)
Neste ponto são rigorosamente iguais - racistas, discriminatórios, preconceituosos, desumanos - O Projeto da Escravidão Africana e o Programa Nipo-Brasileiro dos Dekasseguis.

"Que navio é este que chegou agora?
- É o navio negreiro com escravo de Angola"....

Cantiga de Roda de Capoeira.

Ninguém canta o Kasatu Maru;
Ninguém conseguiu calar as pessoas do Brasil de cantar o Navio
Negreiro.

Estes versos com sua melodia característica são cantados em quase todas as Nações, inclusive no Japão; inclusive por japoneses e dekasseguis.

Andre Pessego.
Colaborador da pagina - www.portalcapoeira.com




BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS.
- iniciada por Perdigão Malheiros, no final.
(*1) - A Partilha da África, Henri Brunschwig - Ed. Pespectiva, Cap. III
pág. 37 a 46
(*1.a) - Ídem, Cap. II

(*2) - Além da referência do Canal de Imprensa. Os Escritores Fernando Moraes e o Prof. Rogério Dezem tem cada um livro interessante sobre a matéria: Corações Sujos e Inventário DEOPs.
(*3) Rebeliões da Senzala, Clovis Moura, pag. Cap VI e VII.

(*4) Além da referência em www.italiamiga. citada. Os livros de Fernando Moraes e Rogério Dezem fazem referencia.
(*5) Palmares a Guerra dos Escravos, de Décio Freitas, pag. 173 a 176.
Na internet, páginas interessantes:
www.casadehistória.com.br/africa_docs/con_berlim.pdf
contem o texto completo da conferência de Berlim.
www.memoriaviva.com.br/omalho
traz um resumo sobre as duas publicações, cherges, etc.




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azuirfilho
 

Andre Pessego · São Paulo
Um Trabalho de Muita Honradez e Dignidade.
Um Trabalho para todos e principalmente para a Juventudever que não tem nada abandonado.
Em todos lados há lutas e Luz.
Este Trabalho é Luz na História.
Grande contribuição para a Verdade.
Referéncia para quem for interessado poderseguir e aprofundar.
Mestre André Pessego é uma pessoa Admirável.
Capoeira Lutando para o Mundo ser Melhor.
Parabéns nota 10 de Merecimento.
Abração Fraterno

azuirfilho · Campinas, SP 25/2/2008 14:21
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Lígia Saavedra
 

André, que maravilha de texto para enriquecer nossos conhecimentos e não deixar que da nossa memória se apague.

Meu amigo JC, vai adorá-lo com certeza, avise-o também.

Bjs

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 25/2/2008 20:25
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Spírito Santo
 

Mano André,

Outro dia na matéria 'resposta à revista Isto é', acerca da oposição ferrenha que se faz a legalização de terras ocupadas por remanescentes de quilombos, lembráva-mos do êxodo de milhares de ex-escravos para a Corte do Rio de Janeiro, expulsos das plantações de café do Vale do Rio Paraíba do Sul. A medida governamental de natureza pragmática tomada pelo Império do Brasil, visava, entre outras coisas, neutralizar a pressão das indenizações cobradas pelos proprietários de escravos da região (os negros cativos eram um ativo financeiro que se desvalorizou rapidamente, com a aproximação da Abolição, pondo-os à beira da falência) ou, por outro lado, fugir das responsabilidades de inserção no mercado de trabalho livre (treinamento, políticas de inclusão social, etc.) de um tipo de mão de obra (o escravo) difícil de ser readaptada às novas tecnologias sem um custo financeiro considerável. Optou-se por importar mão de obra japonesa e italiana. Decidiu-se, portanto, lançar o negro no lixão da sociedade, apostando na sua extinção pela fome (numa clara política de extermínio, certo?)
O extermínio da raça negra não se deu. Tampouco as políticas de miscigenação e diluição da raça vingaram.
Uma coisa de bom a natureza humana tem: Atos de exclusão social e genocídio, mais cedo ou mais tarde acabam tendo que ser pagos pela sociedade. No caso do Brasil - tem alguns distraídos que não perceberam ainda - o custo social (por extensão financeiro) está ficando cada vez mais alto.
Paliativos PACs (eleitoreiros?) pouco adiantarão.
Quem viver verá.
Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 26/2/2008 08:18
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Andre Pessego
 

Azuir Meu Poeta, nos falmos com frequência razoável, Graças a Deus, a voce só preciso de dizer, estaremos ai.
Ligia, minha poetisa cheia de boniteza, a voce também.
Mano Spirito Santo - é Tenho me referido, inclusive no postado a que se refere, exatamente isto. Não adianta nego espalhar rosas nas praias de copacabana, nem rezar missa de salvação. A salvação será corrigir-se o curso da História. A História não dá saltos.
Obrigado pela passagem

Andre Pessego · São Paulo, SP 26/2/2008 08:25
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anamineira
 

André, mesmo não sendo a passos largos, estamos vendo que o curso da história está mudando.
Pessoas como você estão lutando para que isso aconteça.
Gostei muito das preciosas informações. Valeu, professor!
Votado. Abração das Gerais.

anamineira · Alvinópolis, MG 26/2/2008 18:43
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Marcos Paulo Carlito
 

Boa colaboração André,

Sempre nos apresentando as facetas ocultas da História.

Abraços Guaicuru...

Marcos Paulo Carlito · , MS 26/2/2008 19:35
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xYURIx
 

muito bom mesmo, andré!
deixarei aqui o link pro pessoal que quiser ler o meu tá
http://www.overmundo.com.br/_overblog/noticia.php?titulo=revolucionarios-1

abracsxxx

xYURIx · Aracaju, SE 26/2/2008 20:07
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Saramar
 

E você ainda me chama de professora.
Este texto é uma daquelas aulas de história e política que nossos alunos demorarão a ver em suas salas ou nos livros.
Felizmente, meu querido Professor, você existe, Spirito existe e outros tantos que estão resgatando a verdadeira história brasileira.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 26/2/2008 21:15
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AZnº 666
 

Rei da Bélgica, o maior assassino da História (pessoa/fração de tempo), até o aparecimento de Hiroito!Vou correr o risco mas vou discordar dessa afirmação. Quando estive 3 meses no Asilo de Velhos havia toda a coleção da Seleções Reader Digest, aí li um bocado delas, muitas piadas e sobre a 2ª Grande Guerra, e oque motivou os EUA a soltar as bombas, foi uns balões incendiários japoneses, além da gota dágua: O ataque a Pearl Harbor! Aqui no Pará os Japas têem um bocado de terra, se compraram ou ganharam não sei. Trabalhei para 2 Japoneses, e vi que eles preservam independente de certo ou errado, as tradições dos antepassados, tanto que no japão tem hotel para estrangeiros, com tratamento diferente do hotel para Japoneses. Apesar de alguns japoneses serem morenos não vi a discriminaçao pela côr, mas pela origem não nipônica. Mas posso lhe garantir levou 5 anos com convivência de uma a duas horas diarias para que ficassemos amigos, (com o filho Nipo-Brasileiro foi um mês) apartir daí acabou a frieza de tratamento! Eu escrevo sobre meu quase sofrimento, e voçe sobre o sofrimento de seus (nossos)antepassados. Naquele meu texto meu que visitaste, eles estão preocupados com a forma monótona como os descrevi! Cada qual com as suas preocupações! Espero ter-me feito entender!

AZnº 666 · Rio de Janeiro, RJ 26/2/2008 21:20
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Andre Pessego
 

Ana, Minha Querida Ana Mineira;
Marcos Carlito, meu jovem indigenista brasileiro;
Yuri, que bom contar com essa juventude;
Professora Saramar, de tanto acudimento;
Meu Professor Leitero, de muitos fôlegos,
A voces todos, muito obrigado. Numa tarefa de gigantes,
é preciso que a História nos acolha, é preciso que passemos pelo crivo da História,
um abraço, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 26/2/2008 21:41
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Renata Silva
 

Parabens pela belissima aula de informacao.
Este texto me levou a refletir de que historia vivemos? do passado, do presente ou do futuro ...
Pensar antes que pensem por mim.
parabens!

Renata Silva · Aracaju, SE 26/2/2008 23:43
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fernando ciscozappa
 

muito bom texto!

andré, interessante articulação entre a colonização japonesa e a história dos negros no brasil.

cara, pode saber, que vou estar acompanhando seus textos inteligentes, suas provocações, sua abertura para o debate de idéias!

abraços ternos!

fernando ciscozappa · Belo Horizonte, MG 27/2/2008 07:18
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Adroaldo Bauer
 

Querido Mestre André, há muito, desde que nos falamos a primeira vez aqui, lhe conferi por respeito e admiração esse titulo. O que se comprova também agora por esse voso documento de uma outra história.
Também por associar vosso nome à levada de tambores de um outro mestre vosso homônimo de modo digno e alegre cantado por cantada por João Bosco.
...
Bateria que merece respeito e fé,
Mestre André, Mestre André!
---
Respeito e fé é o que se deve a vossa informação pesquisada, de qualidade, reportada sem a jaça do tráfico comercial e político que tisna indelével e a avassala a imprensa grande de aqui e alhures, que só dá informação se recebe dinheiro ou poder de nomear ou até eleger.
Eu estou de pé lhe aplaudindo Mestre.
E agradecido por sustentar de modo tão firme essa nossa bandeira de que, se o planeta é um só, nossa única morada até agora, o chão dela está coalhado dos cadáveres insepultos da ganância multimilenar.
Outros 500 ainda não estão contados inteiramente, mas a história só presta se, aos vivos, orienta o presente e permite que no futuro não se repitam as tragédias como farsa.
Divide e impera pelo império romano,
Primeiro a cruz depois a espada, pelo colonialismo europeu nas Américas e em África,
Quem não é Bush é terrorista
(que os Bush mesmo fabricaram associando negócios da família com os Bin Laden enquanto os EUA armavam Sadam no Iraque e os fundamentalistas no Afeganistão, que depois tieram que matar à bomba que os interesses havia trocado de sinal com o fim da união soviética).
No Brasil inda é:
põe logo sob o tapete e finge que não é com a gente.
Enquanto a elite canhestra deste país não se enxergar medonha como é nos espelhos dados aos naturais da terra que chamaram de índios, enquanto não admitir que segue marionete e herdeira irrecusável dos crimes de lesa-humanidade da economia escravocrata, restará aos de baixo, nós e os interessados aliados, dizer deles que os narizes empoados e empinados não lhes salvarão nem os dedos.
Aqui ainda não se fez a república sequer de liberdade e igualdade em direitos, nem se encontra no imaginário dos de cima resquício qualquer de fraternidade, que o modelo é de exploração da força de trabalho e ap´ropriação privada do resultado da produção social.
Aqui, ainda está por se encontrar a humanidade, na medida em que as coisas (mercadorias e serviços) já se encontram globalizadas, podemos estar a poucos passos disso, quem sabe.

Darue malungo somos
Ásè para adiante seguirmos enlutados em luta.
Saravá, mestre André.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 27/2/2008 12:03
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Cintia Thome
 



Excelente aula. Espetáculo de informações.
André Pessego, Parabens mesmo! abçs.

Cintia Thome · São Paulo, SP 27/2/2008 14:05
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Juliaura
 

Toda pessoa no planeta deveria saber disso pra acabar de vez com a esquizofrenia do eu sei mas finjo que não é comigo. Um Brasil que é bonito com esse tope cinco-centenário de sangue e humilhação de pessoas. Uma nação que se dá o respeito não podia esconder de si a história feia dela. Um futuro de dignidade para as pessoas não pode deixar de levar em conta o morticínio aqui produzido para a alforria dos senhores da lavoura arcaica.
Vai faltar brioche, dona Antonieta!
Benção seu André!
Beijo Africano com recheio de chocolate.

Juliaura · Porto Alegre, RS 27/2/2008 17:24
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido André:
Pouco a dizer, muito a aprender. Parabéns.
beijos e abraços
do Joca oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 27/2/2008 19:42
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Andre Pessego
 

Renata,
Fernando,
Professor Adroaldo
Poetisa Cintia
Poetisa Juli
Piauiense Joca Oeira,
Obrigado a todos voces. É desta junção de esforço que carece o Brasil. Que precisa o Brasil para a feitura da sua História. Eu tenho, por vezes, foleando papéis, visto um que de Grêmio Literário no Overmundo, nos moldes dos Grêmios pre-independência, prè-abolição. Assim mesmo - complexo e diverso, como soe ser. um abraço a todos.
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 27/2/2008 20:44
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azuirfilho
 

Andre Pessego · São Paulo (SP)
Mestre André Querido e seu Trabalho de Primeira.
Acho também uma grande contribuicáo o que diz a Nossa Poetisa Ana Mineira, sobre a mudanca do Curso da História.
A Mudanca é inevitável.
Precisamos é antever o processo da mudanca para como a outra Mulher Maria, Máe de Jesus, interceder e direcionar para um bem maior para todos.
Obrigado Pelo seu Trabalho que é um Presente paratodos nós.
Voto demais Merecido.
Amigo Professor

azuirfilho · Campinas, SP 27/2/2008 21:33
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Evandro Bonfim
 

o problema agrarário no Brasil não é privilégio das populações negras, nem muito menos as conseqüências da geopolítica internacional.

Evandro Bonfim · Rio de Janeiro, RJ 27/2/2008 22:17
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Andre Pessego
 

Azuir, muito obrigado pelas considerações.

Evandro.
Talvez voce esteja certo, mas não é a minha colocação.
O que eu estou dizendo é que o problema da pessoa negra como um todo é o problema da terra.
E o que estou dizendo é que o problema do Brasil é o problema do negro. Enquanto o Brasil não resolver o problema do negro, no mesmo patamar dos demais segmentos, ou etnias, não terá solução para o Brasil. É esta a questão.

Obrigado, mesmo pela passagem e pela rica observação,
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 27/2/2008 22:26
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Juliaura
 

Aliás, Mestre André, riquíssima vossa observação.
De uma gentileza que só a generosa pertinácia em relação ao objetivo explica.
No meu caderno aqui, problema é problema e privilégio é privilégio, coisa que poucos têm.
Se mais gente não tem terra, além da mercadoria que os senhores alforriados jogaram na rua da miséria, é porque também são pobres e explorados agora como os de África sempre fomos desde que aferrados lá e para cá trazidos.
Se pobres são, estão com os de baixo, , sofrendo a exploração dos de cima e deveríamos juntos estar.
Mestre Florestan Fernandes já disse que reforma agrária aqui a burguesia deixou de fazer e não fará.
Quem a pode fazer?
Olho em volta e só enxergo espelho.
Parece certo o que disse Elisa Lucinda:
Zumbi, oh meu Zumbi:
Livre do açoite e da senzala
Preso na conta-corrente do Bamerindus


Benção.
Beijo Africano.

Juliaura · Porto Alegre, RS 27/2/2008 22:43
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analuizadapenha
 

Oi... a História que não se aprende na vida de estudante para entender, e interpretar os fatos , notadamente os sociais. O Brasil está entre os quatro paises do mundo no quesito da desiguldade social, nas questões humanitárias com a super lotação das cadeias, na corrupção entre outras mazelas. Este texto deverá ser fonte para pesquisa, e esclarecimento de uma geração fadada a desconhecer suas raizes. Abraços.

analuizadapenha · Natal, RN 27/2/2008 22:57
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Frazao my brother
 

História contada por quem conhece os dos dois lados da moeda. Obrigado pela aula, amigo André.

Frazao my brother · Anastácio, MS 28/2/2008 05:35
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Robson Araujo
 

André, lido e votado, claro! Todos os dias da minha vida, penso que nossa história fica a cada dia mais bem contada, me lembro (com muito desprezo!) do famigerado jurista Ruy Barbosa (nosso martir - SIC!) que para apagar a mancha de violência da nossa história, em 1890, então ministro da Fazenda, ordenou a queima de documentos sobre a escravidão. Mais de 100 anos depois, em 2004, arquivos secretos da Ditadura Militar apareceram queimados na Base Aérea de Salvador, na Bahia. Ainda gente que não entendeu a importância da história para a cultura.
Grande abraço.

Robson Araujo · Campina Grande, PB 28/2/2008 09:25
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daimao
 

Parabéns

daimao · Rio de Janeiro, RJ 28/2/2008 12:04
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victorvapf
 

Belo trabalho , parabens, votado!

victorvapf · Belo Horizonte, MG 28/2/2008 12:23
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Roberto Maxwell
 

Oi, André, algumas perguntas ficaram sem resposta para mim. Como os imigrantes japoneses - os trabalhadores, que foram escravizados por dívida, inclusive - destruiram o negro brasileiro? Veja bem, minha pergunta é sobre o IMIGRANTE, não a IMIGRAÇÃO. Vale lembrar que nesse mesmo momento não vieram apenas japoneses para o Brasil. Aliás, você discute o racismo dos japoneses e não discute, também, o racismo a que foram submetidos. Por que? Você realmente acha que o negro brasileiro foi realmente derrubado pelo japonês imigrante e não pela elite agrária brasileira? Como não-agricultores se tornam produtivos apenas por atravessarem um oceano? Se eles não eram agricultores no Japão, como conseguiram aprender as técnicas tão rapidamente??? Por fim, sobre a agricultura familiar no Brasil, você não discute porque o negro não teve direito a terras. Foram os japoneses que lhes negaram esse direito? Ou foi o sistema colonial escravista brasileiro? Por fim, sobre o movimento dekassegui, você pontuou uma coisa certíssima. Por que só descendentes de japoneses servem de mão-de-obra e outros não? Isso é a forma como o japonês lida com uma falsa imagem de "homogeneidade racial". Falsa, sim, porque o Japão não é um país homogêneo como muitos japoneses preferem achar. Porém, isso é discutido aqui, sim. Mas, claro, para o poder é importante manter certos mitos. E esse mito é tão forte que você mesmo trata o Japão como homogêneo. Sendo que entre você e um japonês que passou a vida na escola sendo "educado" sobre sua pátria (como ocorre em qualquer "pátria") há uma distância enorme. Voltando aos imigrantes no Japão, aqui se discute a abolição da lei que beneficia os descendentes de japoneses para abrir a imigração para pessoas que tenham interesse em aprender japonês e se integrar à cultura local, mas que não desejem ficar, claro... Bem, isso também tem outras questões envolvidas. São questões migratórias que todos os países de Primeiro Mundo estão vivendo. Por fim, queria destacar sua frase sobre o "Kasato Maru". Acho até que ela me levou a discordar de tudo o que você pensou nos japoneses imigrantes como "agrupamento racial/militarista". Essas pessoas que imigraram são muito mal vistas no Japão. Não são heróis de guerra. Nenhum político vai a templos rezar por suas almas, como fazem com os soldados. O senso comum discrimina os "dekasseguis" por muitos motivos, um deles é que "eles" se foram quando o mais precisava e voltam quando o país está reconstruído. Um pouco diferente da sua visão heróica, não? Então, por isso não se canta o Kasato Maru. Assim como não se aplaude os 100 anos de imigração. Eles, aqui, estão "comemorando" cem anos de "amizade" entre os dois países. Bem, você sabe o significado dessas comemorações, sabe? Porém, isso não diminui a importância do que o Brasil fez para se "construir": sempre uns muitos trabalhando para o benefício de uns poucos. E esses poucos sendo massacrados nas poucas vezes que levantaram a cabeça e, hoje, fazendo parte, sim, do esquema corrupto e do toma-lá-dá-cá que caracteriza as relações políticas brasileiras. Sobre a questão do preconceito, não acredito, realmente, que você acredite que o descendente de japonês não sofra racismo no Brasil. Aliás, eu acho que você como negro sabe o que é racismo. E sabe como dói. Eu, vivendo no Japão, sou considerado "gaijin", ou seja, gente de fora e vivi umas situações constrangedoras. Poucas, preciso dizer, muito poucas. Até porque o japonês não é de se manifestra publicamente sobre sentimentos. Então, raramente alguém vai te chamar de "gaijin" na rua ou outra agressão verbal como a gente vê no Brasil. Mas, aqui há lugares Japanese Only, por exemplo. E nós lutamos contra isso, dia e noite, noite e dia. Há muita gente que se conforma, mas há um grupo de gente que não e eu faço parte desse grupo. Portanto, preconceito de raça, de gênero e de etnia, sexualidade são todos originados no status quo. Existem grupos que tentam manter o status quo a qualquer preço. Existem outros que rompem com esse status quo.
No mais, voltando ao seu texto, não precisa se avexar nas respostas. Temos bastante tempo pra discutir. Deixa que os outros debatedores também se pronunciem, se coloquem...

Roberto Maxwell · Japão , WW 28/2/2008 12:55
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NEUZA MARIA SPÍNOLA
 

Olá, André! Encontrei por acaso a sua publicação, dando umas voltas aqui. Muito bom este texto sobre a entrada dos japoneses e dos negros no Brasil, a violência histórica da Segunda Guerra Mundial, e as violências subsequentes, que causaram tanto sofrimento e que nem sempre serviram como exemplo de mudança historica, pois a cada dia vemos que o mundo está mais mau. Tentando camuflar uma época violenta da nossa história, queimam-se arquivos como se isto apagasse a própria história. Toda a violência do mundo e a ocorrida no Brasil também, são fatos que jamais poderão ser apagados. As cabeças morrerão, as mentes não existirão mais, mas história permanecerá, mesmo que não sirva de lição para os próximos governos.
Deixo meu voto para seu texto. Obrigada pela visita ao meu poema "Silêncio" e pelo comentário. bjs

NEUZA MARIA SPÍNOLA · Belo Horizonte, MG 28/2/2008 12:57
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Evandro Bonfim
 

Só queria dizer que o problema fundiário é muito mais abrangente e não envolve apenas um alvo preferencial, como a população negra, que não está homogeneamente distribuída no Brasil. Outras políticas de migração, como a de nordestinos para Amazônia, os levaram de uma situação miserável para outra ainda pior. Existem lutas específicas, sem dúvida, porque os desenvolvimentos históricos são diferenciados, mas existem questões estruturais que não podem ser individualizadas. No mais, parabéns por colocar o ponto de vista de uma das populações que integram o Brasil diante de mais um fato visto de forma unilateral.

Evandro Bonfim · Rio de Janeiro, RJ 28/2/2008 13:59
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Andre Pessego
 

Juliaura,
Analuizapenha,
Frazão,
Robson Araújo
Victor Vapf,
Roberto Maxwel,
Neuza Maria,
Evandro,
A todos muito obrigado. É uma prazer enorme merecer a consideração de voces; uma felicidade incontida receber uma palavra de voces, dos que lhes precederam. E é uma glória este convívio que estabelecemos aqui. Uma gloria, porque cada um de nós empregamos tempo e paciência - quer nos manifestando, quer estudando, a troco de uma REMUNERAÇÃO: oferecer ao Brasil o que cada um de nós julgamos seja o melhor.
Roberto, obrigado pela compreensão: Deus nos ajude que possamos continuar estudando, pensando, procurando formas e formulas para darmos o melhor de nós ao Brasil. Articulados com a nossa consciência; voltados para o bem dos nossos filhos e vindouros, vamos sim procurar deixar este Pais, grandemente melhor que o encontramos
obrigado mesmo, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 28/2/2008 14:46
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Adroaldo Bauer
 

Por mim, pelo que consta e se acrescenta, Mestre André, sou quem tem a agradecer.
Da mesma forma agradeci a Martinho da Vila, a Ruça e a escola de samba Unidos da Vila Isabel, em 1988, quando a Kizomba se mpôs ao ufanismo oficialista que ia já comemorando com festas a alforria dos senhores.
E, recorde-se, apenas com uma visão outra sobre a história e pau, cordas e panos.
Bateram palmas pra Kizomba e voltam em marcha batida para o arquivo em busca de novos mitos do tope a incensar.

Kizomba, Festa da Raça
- Martinho da Vila

Valeu Zumbi
O grito forte dos Palmares
Que correu terras céus e mares
Influenciando a Abolição
Zumbi valeu
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança
Jogo e Maracatu
Vem menininha pra dançar o Caxambu
Vem menininha pra dançar o Caxambu
Ô ô nega mina
Anastácia não se deixou escravizar
Ô ô Clementina
O pagode é o partido popular
Sarcedote ergue a taça
Convocando toda a massa
Nesse evento que congraça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção
Esta Kizomba é nossa constituição
Esta Kizomba é nossa constituição
Que magia
Reza age um e Orixá
Tem a força da Cultura
Tem a arte e a bravura
E um bom jogo de cintura
Faz valer seus ideais
E a beleza pura dos seus rituais
Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o Apartheid se destrua
Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o Apartheid se destrua
Valeu
Valeu Zumbi

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 28/2/2008 15:17
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Higor Assis
 

Olá, André !

Achei muito bacan sua colocação e parabéns pelas pesquisas, porém acredito que devemos salientar também as outras especificações que o Roberto colocou e que seria melhor ainda ter o entretenimento 'raro', para debater todas idéias ali expostas.

O outro lado da moeda também é duro de aceitar...

Higor Assis · São Paulo, SP 28/2/2008 17:12
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AZnº 666
 

A volta para a Escola ou ia ida para casa para mim era uma festa!
Andar de onibus ou carro pra qualquer criança é a melhor coisa, daí ia na janela. Mata virgem a maior parte do tempo, derepente uma clareira de uns 100metros de frente por 50 metros de fundo vendo-se um galpão casa, e um casal de japoneses arando a terra. Ele puxando o arado, ela conduzindo. Seis meses depois, (só fazia esta viagem 4 x por ano) já estavam colhendo aí quem passava olhava pois a carroça deles não tinha rodas mas SKIS como o trenó do Papai Noel! No fim de 2 anos(1963-64) que foi só oque acompanhei tinham progredindo fantasticamente!
Aqui no Pará os Japoneses colocaram um lugarejo Tomé-Açu no mundo com a plantação de Pimenta. Quem no Leste e Sul do Brasil não comeu as Horríveis tangerinas e tomates Japoneses? Quem hoje não come o Famoso Mamão Papaya?
Os negros que pra cá foram Arrastados eram Agricultores do quê na Africa?Pelo pouco que li, não só os Japoneses, como todos os outros estrangeiros convidados, foram enganados e não receberam nada do que foi prometido, diferente dos 100 terras de hoje, e por isso que tem tantos!
Entre os Japas e os Portugas fico com os Japas, pois Os portugas só nos deram os Ladrões do Erario e a Miscigenação!
"As cabeças morrerão, as mentes não existirão mais, mas história permanecerá, mesmo que não sirva de lição para os próximos.....

AZnº 666 · Rio de Janeiro, RJ 28/2/2008 17:30
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Andre Pessego
 

Professor Adroaldo, acabei de ler a materia sobre os enredos
da escola de Samba... Martinho... etc. Muito bom,
obrigado, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 28/2/2008 17:36
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Andre Pessego
 

Meu caríssimo Roberto Maxwel;
Meu pesquisador Higor Assis;
Meu Camaradinha Professor Leitero.
a) Não se pode nem mesmo com muita má vontade, ou desconhecimento, traçar qualquer paralelo entre nenhuma grupo de migrantes e do negro. Eu acho que este ponto é pacifico
b) O negro até hoje não pode ter terra. Não pode. As terras dos Quilombos não dão direito a escritura. São terras de ocupação. As trras são patrimônio nacional. Vou repeti e que provem ao contrário, ficarei feliz: Pelé não pode ter terras em Rondônia Quando Gaunchos e japoneses as grilavam. Alceu Colares, gaúcho, nao pode grilar terra em Mato Grosso.....
c) O japones trabalhou porque teve terra onde trabalhar. A concepção do Brasil é a concepção da terra.
d) Alguém se endividou. Meus caros voces lembram do alici de Moraes? O Rei da Soja? E daí. Acabou o dinheiro do Banco do Brasil.
e) Sabe que no Banco do Brasil, proporcionalmente tem mais japoneses que no banco de Toquio? Por que? E que no Banco do Brasil não tem um único negro gerente? Por que?
f) Não se trata de amarrar uma corda na ponta do tempo e puxar de volta. Se trata de consertar o que foi feito errado.
g) outra vez. Há alguma ação justa equivalente entre qualquer grupo imigratório e o negro brasileiro, nas ações de estado ou mesmo da nacionalidade? Esta a pergunta

Andre Pessego · São Paulo, SP 28/2/2008 17:58
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Adroaldo Bauer
 

Pensava que escravidão já fosse algo entendido pela história e de entendimento tácito entre seres humanos. Eu sou contra desde que a conheci horrenda como é por relatos de netos de seres humanos escravizados.
Até a ONU que assistiu à sanha estadunidense sobre Granada e de Bush agora há pouco sobre o Iraque sem tugirj á concebe e escreve que escravizar é crime contra a humanidade.
Corrente migratória pactuada entre governos é política organizada pelas elites dos países que a acertam, não é a vontade das pessoas que migram que voga.
Nãos estamos falando do pequeno agricultor do Leiteiro, nem do japonês indivíduo que até arrisca miscigenar, casar e reproduzir fora da comunidade.
Falamos de grupos social fechado, articulado e culturalmente homogêneo, muitos excludentes, como mesmo alemães ainda hoje alguns em seus clubes "onli" e italianos o foram no início, nas primeiras levas.
Militarizado pode ser um termo forte para uma comunidade que tem só arma de defesa.
Eu penso que todo o que se prepara para a defesa sabe também o que é o ataque.
Então...
O grupo social escravizado em África que o europeu apelidou de negro, joga capoeira, o japonês joga judô, talvez já tenha disseminado mais o karatê atualmente.
Então sabemos do que estamos falando.
Lograr colono é coisa de governo local.
Migração massiva de pessoas é pacto entre governos ou é êxodo ou diáspora.
Não se conta aindana história uma diáspora ou um êxodo japonês.
Já li sobre isso de judeus, vários; de africanos, outros tantos, e não só no período do colonialismo europeu abençoada pela Santa Sé, mas, também e principalmente nele.
Navios negreiro foram milhares. Um simbólico foi imortalizado pelo poeta em profunda dor.

Em honra deste debate e em homenagem a Mestre André, Juliaura e eu fizemos dupla e encontramos alguns versos:

Não há baile de máscaras em Palmares

Woodstock não é gulag de paz em Hanói
As pedras rolam da memória de Shatila
Não da desastrada jornada de Altamont
Há rosas consentidas em Hiroshima
O Mardi Gras nunca será em Dachau
Treblinka ou Buchwald não fazem festival
A diáspora africana aferrolhada, senhora
É mais que samba-enredo na avenida agora
É uma caratonha no retrovisor senhorial
Só quer ser tragédia humana na história
Dar fim, Anastácia, à farsa ainda universal


Segue o baile, que la nave va

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 28/2/2008 18:47
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AZnº 666
 

SE: Não se pode nem mesmo com muita má vontade, ou desconhecimento, traçar qualquer paralelo entre nenhuma grupo de migrantes e do negro.
Então ou este Texto é uma contradição ou eu não entendi o Espírito da Coisa!
Cidade de Deus nova, brilhando, favelados levados a toque de caixa! Meses depois os autores vão lá e vêem:
Vidros das janelas quebrados, vasos sanitários sendo usados como vasos de flôres, banheiros usados como galinheiros e pocilga!Não sei porque prefiro Ganga Zumba a Zumbi!Ah os Negros querem terra:
Vão ter que toma-las como fazem os 100 Terras, os 100 Tetos, os......

AZnº 666 · Rio de Janeiro, RJ 28/2/2008 21:18
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Roberto Maxwell
 

Adroaldo, de onde você tirou que não se conta na história uma diáspora de japoneses?

Roberto Maxwell · Japão , WW 28/2/2008 22:10
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Priscila Silva
 

O que dizer depois de ter lido esse texto?
Não há nada mais a ser dito, nem discutido. Com sua inteligência e habilidade com as palavras fez-nos encantar ainda mais com a História. Admiro muito o que escreve, gosto quando cita a História do negro, todo o seu processo e também a sua vitória. Graças a Deus, o negro sobreviveu, a sua cultura está viva e se depender de todos nós não só melodias, capoeira e etc, mas toda a cultura afro será conhecida mundialmente, pq as pessoas querendo ou n, é a mais linda e rica de todas. Parabéns e obrigada pela aula. Continue brilhando como sempre brilhou;

Um beijo,
Priscila.

Priscila Silva · Serra, ES 28/2/2008 22:55
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Adroaldo Bauer
 

Daqui Roberto:
Diáspora
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O termo diáspora (em grego antigo, δ;ι;α;σ;π;ο;ρ;ά; – "dispersão") define o deslocamento, normalmente forçado ou incentivado, de grandes massas populacionais originárias de uma zona determinada para várias áreas de acolhimento distintas. O termo "diáspora" é usado com muita freqüência para fazer referência à dispersão do povo judeu no mundo antigo, a partir do exílio na Babilônia no século VI a.C. e, especialmente, depois da destruição de Jerusalém em 135 d.C.

Daqui também:
Em termos gerais, diáspora pode significar a dispersão de qualquer povo ou etnia pelo mundo.
E por ser um pouco atento à história, por exemplo,
A partir de Yayoi, e o que viria a se tornar depois o Japão, germinam os alicerces de uma cultura agrária e tribal fundamentada na formação de pequenos estados. Documentos chineses da dinastia Han referem-se a um "país de cem reinos". Estes reinos localizar-se-iam ao norte de Kyushu, uma das quatro ilhas que formam o arquipélago nipônico. Os chineses falam nos reinos de Nu (Na), l-tu (Ito), Mo-lu (Matsura) e Pu-mi (Fumi). Há indícios que o reino de Nu pagava tributos a Han no ano 57 a.C.
...
Os primeiros japoneses que vieram para o Brasil foram trazidos por absoluto estado de penúria, outros por divergências políticas e, ainda, alguns que vieram pelo simples espírito de aventura.
Mas todos tinham uma meta em comum: enriquecer rápido e retornar à pátria cosm uma situação financeira privilegiada que lhes garantisse uma vida tranqüila e respeitável.
Até o início do século XX, o Japão era um país tipicamente agrícola apesar da pequena dimensão de seu território, com poucas áreas cultiváveis...
O desemprego, a escassez de comida, a miséria e o excesso de população pressionavam o governo, gerando forte tensão social. Para minimizar esse estado caótico, o governo do Imperador Meiji começou a incentivar o êxodo japonês para países do Novo Mundo. Em 1895, foi assinado o primeiro Tratado de Amizade, de Comércio e de Navegação entre o Brasil e o Japão. Contudo, só em 1906, após o encontro entre o deputado japonês Ryu Mizuno e o Secretário de Agricultura de São Paulo, Carlos Botelho, é que foi realmente liberada a vinda de imigrantes japoneses para o Brasil.
Após navegar quase dois meses, no dia 18 de junho de 1908, o navio Kasato-Maru atracou no porto de Santos trazendo oitocentos imigrantes japoneses.

Bem, ao usar a expressão diáspora, não quis me referir a movimentos incentivados, que é possível compreendê-la também assim, que parece o teu ponto de vista.
Falo de expulsão de todo um povo (armênios e judeus), de escravização (nações tibais africanas inteiras ou a maior parte delas). milhões de seres humanos armênios, judeus ou africanos, arrancados ou expulsos de seus territórios e enviados a lugar algum pela força ou a lugar determinado para suprir necessidades de produção senhoriais.
Se vamos falar de colonização, cite um país de colonização japonesa existente, pelo menos em que sejam dirigentes do aparelho de estado embora minoria populacional...

Roberto, dê você também respostas às peguntas que faz.
Não é razoável para um debate ser apenas quem tem dúvidas, que este postado não é exatamente uma sala de aula,

Não estás querendo falar de que é Japão o governo títere da Manchúria
"Com a tomada do território, é declarada a independência da Manchúria, colocando como regente Pu Yi, o último imperador da dinastia Ching, deposto pela república. Este Estado, controlado pelos japoneses, é chamado Manchukuo­ - Nação Manchu".
Algumas décadas após a II Guerra foram necessárias para colocar o Japão entre os países adiantados e passar a ameaçar os Estados Unidos como segunda potência econômica. Assimilando bem os ensinamentos dos americanos quanto ao aumento de produtividade e melhoria de qualidade, os japoneses passaram a adotar métodos de trabalho que hoje são utilizados no mundo inteiro, que visam principalmente a eliminar o desperdício no processo industrial. Na área comercial, os japoneses ganharam dos americanos em muitos segmentos. Produtos japoneses invadiram as lojas dos Estados Unidos.
O grande desenvolvimento econômico do Japão provocou, a partir da década de 80, um movimento inverso de imigração, comparado àquele do início do século. Os nikkeis do Brasil, do Peru e dos demais países sul-americanos estão retomando ao Japão como mão-de-obra não especializada. São conhecidos como "Dekassegui". Sonham retomar ao Brasil após alguns anos de trabalho no Japão
Penso

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 28/2/2008 23:25
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Adroaldo Bauer
 

Roberto,
Em nada me orgulho, é dilacernate e vergonhoso para mim como pessoa, como ser humano, que assim tenha sido para todos os povos que estamos a examinar, em que seus governantes tiveram o comportamento bestial de que estamos falando.
Em 1539, Duarte Coelho, donatário de Pernambuco, solicitou isenção do imposto que devia pagar pela importação de “peças” africanas.

A combinação açúcar, força de trabalho escrava africana e grandes lucros já era usual na Ilha da Madeira no século anterior.
Estudo de José Roberto Pinto Góes diz: O tráfico transatlântico de pessoas (de África) logo se tornaria um dos mais lucrativos ramos do comércio colonial. Estima-se que cerca de 10 milhões de africanos chegaram vivos na América durante o tempo em que o tráfico transatlântico fez circular os navios negreiros, também conhecidos como tumbeiros pelo grande número de mortes que a viagem causava. Este tráfico acabou em 1865. Cuba foi a última área escravista a receber africanos escravizados. Destes 10 milhões de indivíduos, cerca de 3.600.000 foram trazidos para o Brasil. Pelas estimativas mais recentes, 50 mil até 1600, 560 mil no século XVII, 1.891.000 no século XVIII e 1.145.000 no século XIX.
...
"A demanda da América por escravos aliou-se à oferta de escravos por parte de dirigentes e comerciantes africanos, ligados ao próspero mercado de escravos. O tráfico, como observou o historiador Manolo Florentino, tornou-se um elemento estrutural tanto no Brasil como na África. No Brasil permitiu a continuidade e a expansão de uma sociedade baseada na exploração do trabalho escravo. Na África, passou a desempenhar um crescente papel no destino de Estados e grupos sociais diversos. A captura de 10 milhões de pessoas, embarcadas em tumbeiros e levadas como escravos para o outro lado do Atlântico, ao longo de quase 4 séculos, não seria possível sem que sólidos interesses ligados ao tráfico transatlântico existissem em ambas as margens do Oceano", diz o estudo citado.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 28/2/2008 23:46
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Roberto Maxwell
 

Oi, Adroaldo, eu tenho postado muitas respostas às perguntas que eu faço. Mas, não acho justo ser o único a falar. Há muitos textos meus tentando desvendar as relações entre Brasil e Japão, em muitos pontos de vista. MInhas questões dirigidas ao André são em relação ao pensamento dele sobre as questões que ele colocou no texto. Acho bacana que a pessoa que se propõe a debater um tema busque essas respostas e o André o fez. Meu comentário acerca do texto não foi feito apenas de perguntas. Foi feito de muitas respostas. Além disso, continuo pesquisando. Meu trabalho aqui no Japão é esse. Hoje mesmo descobri um poeta que canta o imigrante japonês. É um escritor de haiku. Ainda não li. O texto é em japonês e a leitura toma muito tempo. Então, ainda vai demorar para eu falar sobre ele por aqui. Mas, falarei em breve.

No mais, meu ponto de vista do Brasil é o de quem está fora. E o de quem está aprendendo muito sobre o Brasil fora dele. Isso não é pedantismo, de modo algum. É apenas uma explicação que eu acho que devo fazer porque percebo ser voz silenciosa nos debates que envolvem o Brasil, o nacionalismo, a nacionalidade... Meu pensamento é muito crítico acerca disso tudo. Saí do Brasil há 3 anos. Sou um auto-exilado. Não pretendo retornar. Só o farei se não encontrar outro país que me queira. É meu direito ter uma nacionalidade e, logo, um pedaço de chão para morar na pátria que me pariu. Há inúmeras razões para eu não querer voltar. Mas, isso é muito pessoal e podemos conversar sobre isso pessoalmente a qualquer momento, mesmo pela net.

Roberto Maxwell · Japão , WW 29/2/2008 03:36
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Roberto Maxwell
 

Um texto não exatamente relacionado com esse tópico, mas que eu achei que vai interessar a todos os que comentaram aqui.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/sergiomalbergier/ult10011u376728.shtml

Roberto Maxwell · Japão , WW 29/2/2008 03:54
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Roberto:
Permita-me entrar na conversa para discordar, apenas pontualmente, de você: por mais pessoais que sejam, e até, por isso mesmo, as razões que o levaram a auto-exilar-se devem ter , sim, interesse público.
beijos e abraços
do joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 29/2/2008 04:23
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Andre Pessego
 

Pessoal - a todos que já olharam este escrito e tantos outros - eu me sinto aqui no Overmundo um "sapo cheio" - a todos os que passarem, a mesma coisa um "sapo-cheio".
O elogio só serve para agradar. Ele agrada ao que recebe e agrada ao que fez o elogio quando e sabe que o destinatário ficou agradado". dizia João Pequeno, o agnóstico de Gilbués. Sintam-se pois, felizes igualmente.
- O objetivo é buscarmos a verdade para trabalharmos sobre ela. E onde está a verdade? Está na análise séria que o Brasil venha fazer de sua História, de suas relações internas e externas. Extraindo delas os possíveis acertos; identificando os erros enormes pontilhados aqui, ali, acolá. Não para bater palmas, não para condenar - Para RE-ACERTAR. REACERTAR-SE. Reacertar-nos
A Historia não comporta saltos. E o que o Brasil está fazendo, tem feito, é querer dar um salto na sua História. Querendo saltar os seus erros. Não é possível.
- Em que se baseia todos os princípios filosóficos? - Em acerto.
- Enquanto puder vou empregar parte do meu tempo estudando e me manifestando.
- Vou deixar um Link em aberto. A pedra de Diogo Cão. É mentira.
um abraço a todos

Andre Pessego · São Paulo, SP 29/2/2008 06:23
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FILIPE MAMEDE
 

André meu amigo, com este paralelo o senhor acabou gerando polêmicas, não é mesmo? Uma boa história é isso. Dá nós nas têmporas e acirra os ânimos dos convivas... A contra-argumentação sempre foi uma boa pedida. Grande colaboração. Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 29/2/2008 08:58
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Adroaldo Bauer
 

Lamento tua decisão, que nos desfalca dos que pretendem as mudanças reais para o bem, embora até possa compreender teus motivos quando souber deles, quando quiseres deles falar, Roberto.
Minha pátria maior é exatamene a mesma tua, o planeta Terra. Então, Roberto, onde estiveres, por tua decisão, à exceção que numa estação sideral (e ainda assim se a bandeira for terráquea...) seremos apropriadamente conterrâneos na mais legítima acepção do termo, .
Em sendo assim, por ora, dado que o sítio já está abastecido dos arrazoados das partes e motivou-me sempre emitir minha posição, não exatamente desconstituir uma outra, porque isso é a tarefa dos argumentos e não das pessoas, das provas e não das vontades.

Há muito sabemos que tudo muda conforme o que se inclui na análise, tudo pode mesmo ser diferente do que inicialmente parece, conforme o ponto de vista e a situação do observador nas classes em conflito.
---
Mestre André,
Estivemos aqui para o bem e, em acato a vossa sugestão (de minha parte) dou os trâmites por findos, posto que amanhã é sábado e depois domingo...
Volto a cumprimentá-lo pela iniciativa e também por agora propor a reflexão sobre a pedra de Diogo Cão, interessante sítio histórico a sr revisitado.
E, por último, ainda prefiro Palmares, porque as verdades das pessoas são apenas as verdades das pessoas, enquanto das relações sociais, estas, desde sempre, têm sido concretas e, algum filósofo antigo que não me perdôo por não lembrar do nome no momento, já nos alertara:
A verdade é um gato preto, numa sala escura e o gato não está lá!

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 29/2/2008 09:23
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Roberto Maxwell
 

Oi Joca, tudo bem? Eu acho que aqui e acolá essas razões surgem, nas minhas colaborações, nos meus escritos, nos debates... Sistematizá-las ainda é um remédio amargo pra mim.

No mais, eu achei o texto excelente pelos debates que levantou.

Roberto Maxwell · Japão , WW 29/2/2008 10:39
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Higor Assis
 

Olá, André.

Gostei muito deste seu último comentário. Acredito que ela é a pura essência de vários dos teus postados por aqui. Há sempre dois lados e todos esta lados devem por pureza e por homb irdade serem ouvidos.

Sempre peço isso. As razões foram expostas, todas e algumas idéias debatidas sadiamente. Dos mais vou me indo embora...

Adroaldo, gostei também dos teus comentários. Seguimos aprendendo e respeitando cada ponto de vista e cada ramificação da história. Se é verdadeira ? Continuaremos no próximo capítulo...

Um abraço pra todos..

Higor Assis · São Paulo, SP 29/2/2008 10:39
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AZnº 666
 

Os verdadeiros donos da/desta Terra chamada Brazil também querem o Tal Papel, porque querem saber, se tudo aquilo que não É Deles, esta no terreno deles. Aí pergunto:
Vão expulsar e indenizar os "Invasores" ou só tomar as propriedaddes?
A Tal União que é a Dona do Pedaço, só o É de um tempo para cá, e é claro que teme dar o Tal Papel, por causa da provavel Carnificina que gerará! Quando fomos legalizar nosso no Iterpa-Pará, os primeiros Donos da Terra tinham ganham da União, 1.000.000 (UM MILHÃO) de Hectares no Pará, isso lá por 1985!
Já receberam o Tal Papel?

AZnº 666 · Rio de Janeiro, RJ 29/2/2008 12:11
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LAILTON ARAÚJO
 


MEU AMIGO ANDRÉ!


A terra sempre foi o principal motivo das discórdias entre os humanos. Outras espécies convivem dentro das regras da mãe natureza.

O ser humano do Japão (Ásia) tem a mesma origem biológica do ser humano de Angola (África). Os caminhos e interesses dos mais fortes tentam separar esses grupos humanos.

A Terra (planeta) talvez diminua a porção de terra destinada à vida nos continentes. E tudo será água! Voltaremos às origens marítimas: sem cor, raça, credo ou leis humanas.

O texto apresentado por você é autêntico na denúncia de alguns privilégios do passado. Acredito na hipótese da mediocridade política... Talvez maldade! No Brasil ainda existe a espécie “Politicus brasiles”. É a mutação da outra espécie: “Brasiles coloniques”.

O povo japonês (em pauta os imigrantes) que veio para a Terra do Nada (bananas açucaradas), contribuiu para o crescimento cultural do Brasil Brasileiro! Já fui budista e comi bolinhos de arroz. Meus melhores amigos são japoneses.

Nossas origens africanas (minha e sua) agradecem à miscigenação asiática. As minorias (que vieram para aqui) não devem pagar por erros históricos de políticos brasileiros. Todos os imigrantes sempre serão bem-vindos! A vida pertence ao planeta Terra. E as terras brasileiras deverão ser redistribuídas para os filhos da África. A indenização tem que acontecer. É justo! Foram 400 anos de exploração. Eu quero a minha parte!

Continue postando outros temas históricos. A reflexão é a melhor arma para a correção
dos erros do passado! A África e seus descendentes estão atentos! Os imigrantes japoneses também concordam com tal reparação!

Parabéns!

Abraços.

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 29/2/2008 12:58
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HUUMMM... só o fato de teu texto nos trazer "de volta" esse ilustre músico que é o meu "vizinho" aí de cima já valeu a pena.
Mas há incorreções desnecessárias nos teus argumentos, como:
1) com exceção dos habitantes iniciais da Terra do Pau-Brasil TODOS OS DEMAIS são/eram imigrantes... portugueses desbravadores, franceses e holandeses piratas, escravos da Guiné e Angola, etc e, adiante, colonos alemães e poloneses, italianos, japoneses, etc.
2) Imperadores, Reis e Rainhas são cargos vitalícios... mesmo que o país seja derrotado eles continuam nos cargos, só a morte os demove. Ademais, a própria Alemanha arrasada pôde escolher seus governantes no ´pós-guerra.
3)É FATO HISTÓRICO que o Imperador Hiroito já encaminhara a rendição do Japão 48 horas ANTES da primeira bomba atômica arrasar A CIDADE. iNFELIZMENTE O EMBAIXADOR RUSSO NÃO ENTREGOU A CARTA OFICIAL a tempo de evitar o desastre.

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 29/2/2008 21:58
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Branca Pires
 

Grande André!
Que maravilha de texto, de aula e de resgate. Bom seria se não esquecessemos nunca mais. E e que não só lembrarmos, mas recontarmoss. Assim como vc está fazendo.
Parabéns!
Grande abraço

Branca Pires · Aracaju, SE 1/3/2008 08:24
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Mestre Jeronimo - JC
 

Axe 'Andre...

Valeu 'a chamada' pra vir aqui improvisar...

texto resalta a historia, imigrantes o 'mote' & encontrei ate 'parceiro' do tipo self-exiled..., quem esta "fora" do braza -- meu caso, ate agora, nesta fase que resolvi quebrar esses 23 anos gingados pagando aluguel, e compondo nas taxas dos governos da EU e AU... incluo agora o BR tb, ja que me dei ferias por um "tempo"... bom, sao meus "500" nesses 25 anos de exilio dado, diria outro... e, adoro caldo-de-cana... e como sushi pelo menos uns 4 dias por semana... --- que por sinal, nao eh feito por japones, eh por nordestino!

Vamos ao que vale... ( p que eh um "vale"?) = pois eh, cresci / nasci no norte, aonde os japaneses tb foram se chegando, e meu pai, nordestino encharcado lah na amazonia, ... (!) + um joao mestre-de-obra (foi o que se tornou, mesmo sendo "analfa" ou sinonimo de "arigo" no nordeste) ... meu genitor, pedia um VALE, dos portuga e outros que ele tinha que prestar servico. Nao prestava servico pra japones! Nao rolava ou eles nao precisavam ou faziam por si e pra si. Isso eh uma questao que como musico, entre outras sinfonias que gingo, nao me dei o tepo ainda de improvisar: dira, pesquisar!

Bom, dos japonenses a gente tinha o contato no mercado grande, lah no porto de Manaus, pois era lah que eu os via, vendendo os legumes, quica, inte umas frutas e outras "artes" (!) azedas, e etc como um outro comentou no jogo a'acima. Eles, viviam em uma 'colonia' que tinham meio longe(naquela epoca, eu garoto, manaus dos anos 60/70), hoje, tudo isso ta no meio da cidade, quemal reconheco quando vou por lah de... turi$ta?!

Tinham terra sim os japa... 100 Terra % era o do tipo meu pai, e os da familia dele, alguns que tao ainda ate hj em cima das palafitas. Nao tem grana els falam pra comprar as terras do governo, ou, de outros... japoneses included!!!

Historia... eh, conto muita... vivo muita...!

Vivi e estudei na Alemanha, tb, e sei de "outro" lado que que falam dessa tal de segunda guerra, pois, aprendi da boca do povo por lah, dentro e fora da escola, falando e tomando "todas" as louras que eles tem: uma delicia, e quantidade que so vendo igual no nordeste: cana e caju...!!!

Entao, nesse teu texto, e no que ja foi gingado... eu acho que ta tudo valendo, pois, aqui no BR, a gente tem "mania" de pensar que tudo "lah de fora" eh que presta... em casa, nada vale.

Daih, vem a questao que copiei de vc, meu camarado manguero:

b) O negro até hoje não pode ter terra. Não pode. As terras dos Quilombos não dão direito a escritura. São terras de ocupação. As trras são patrimônio nacional.

no Banco do Brasil não tem um único negro gerente? Por que?


Pois eh.. nao eh so negro que nao pode ter "terra", os que tao nas palafitas ah no meio do rio amazonas, e outros igapos, tb nao tem esse direito : quica, $$$?!!

Sem duvida, quando o excelenti$$$$imo Ministro da CuRrtura do governo Lula fez aquele "circo" (cantando o Hino Nacional, e falando que os excluidos tava entao incluidos, lah na Serra da Bariga ano passao, no dia nacional da consciencia...??? = consciencia do que merrrmo??)... sem duvida, num eh so nego que ta se devendo, eh quem eh brasileiro. Mas, quem eh brasileiro?

Quica, O Patrimonio de Palmares fosse elevado, proclamado pelas autoridades(incluidno os de pele negra, como o Gil, e outros...!!) essa tua afirmacao, das terras, poderia ir pra outro lugar. Mas, nao foi, e nao vai!

E, o Ministro e o governo, nao vai dar o braco a torcer, nem ter a dignidade de INCLUIR, seja negro ou branco, japa ou muculmano, etc. Pois, hipocrisia seja feita, a nossa historia, ainda tem muito que reciclar: EDUCAR!

Portanto, eu acho valida tua chamada pro direito do povo, pra ter Terra! Povo, do BR!

Quanto a segunda chamda: sera mesmo que nao tem gerente de "cor" no BB??

Bom... no BBB... tem!!

Bom... mundo da volta meo sinho!

Axe

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 1/3/2008 15:28
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Lili_Beth*
 

Querido Andre:

M
A
R
A
V
I
L
H
O
S
O
!
!
!

Carinho_Respeito_Admiração
Por tão nobre dissertação
Mestre com maestria.

Beijos_Meus*
*

Lili_Beth* · Rio de Janeiro, RJ 1/3/2008 21:08
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Roberta Tum
 

Meu amigo André!!

Quantas lições no seu texto, e nos comentários que ele suscitou.
Continue provocando discussões como essas: que acrescentam!

Um beijo!

Roberta Tum · Palmas, TO 2/3/2008 09:58
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Mell Glitter
 

Belíssimo trabalho que exigiu pesquisas e aprofundamentos.Cultura compartilhada e infiltrada aos leigos.Obra nota 10, pela dedicação, escrita e referência de assunto.Votadíssimo!!!Bjos

Mell Glitter · São Paulo, SP 2/3/2008 23:00
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SILVIA BATISTA
 

Parabéns, ótimo texto. Vem a acrescentar e dignificar ainda mais a atual situação social nesse país. Um grande beijo. Silvia.

SILVIA BATISTA · João Pessoa, PB 3/3/2008 11:29
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Yamano
 

Não gostei muito do texto não. Mal estruturado, mal argumentado e com referências que não funcionam [os únicos links que funcionaram comigo foram o do uol (que leva a uma entrevista do Caetano Veloso e Devendra Bankhart) e do site de capoeira].

Que a imigração (não apenas de japoneses, mas de todos os outros contingentes) impediu a ascensão social negra não tenho dúvidas. A sociedade de classes do capitalismo brasileiro que veio após o Império foi feita com o negro à margem graças à mão de obra imigrante. O negro ficou num papel marginalizado, como se ainda estivesse na sociedade de castas, como dizia Florestan Fernandes, porque não havia "falta de braços" vindo de além-mar.

Porém isso não justifica criar um texto fantasioso e mal argumentado como esse, muito menos comparar a política do dekassegui com a escravidão negra. Um país é soberano para decidir quem entra ou sai dele, senão chamamos isso de invasão, e se o Japão é racista a ponto de querer que só gente com sangue do povo deles entre, em nome de uma homogeneidade que nunca existiu, problema deles, que terão que enfrentar a bomba relógio do envelhecimento da população. Mesmo assim, deve-se salientar que os maiores contingentes estrangeiros no Japão são de coreanos e chineses, que não tem sangue japones, e que um nikkei é definido como alguém que tenha sangue japonês, valendo o termo também para mestiços de QUALQUER RAÇA. Ou seja, um mestiço de japonês com negro que tenha todo o fenótipo negro, se comprovar a ascendência, poderá ser um dekassegui. Jus Sanguinis.

Se quiser, André, mostro os pontos falhos na argumentação histórica do seu texto.

Abraços!

Yamano · São Paulo, SP 12/3/2008 12:21
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Mestre Jeronimo - JC
 

Axe'

Interessante tua trajetoria no sentido do jogo em pauta. Fico na escuta pra aprender mais sobre essas 'nuancas' de mistura de pele, que existem neste planeta, e que cultuam certas culturas no sentido materialista do viver. Afinal, alma, nao tem cor mesmo, e se tem, quem eh capaz de definir aqui nesta 'roda' -- plano de existencia!?

Abr

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 12/3/2008 12:34
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Spírito Santo
 

Yamano,
Não sei sobre o interesse do André, mas eu, sinceramente, gostaria muito de conhecer os pontos falhos da argumentaçãos neste post (e em qualquer outro, inclusive nos de minha autoria). Acho criticável que os comentários por aqui, em sua maioria, sejam lacônicos 'Que beleza!'Que legal!' 'Votadíssimo!', etc, sem nenhuma preocupação com a função de um escrito que é buscar iluminar questões tão importantes quanto esta levantada pelo André e suscitar o debate delas, para o esclarecimento de todos.
Acho que este tipo de encaminhamento para a discussão franca, quando bem embasada, sem juízos préconcebidos ou apressados (emocionados e passionais na maior parte das vezes) tende a enriquecer bastante o debate de qualquer assunto, para não ficarmos naquela coisa inútil do 'gostei', 'adorei','não gostei'.
Aprpósito, ainda ontem conheci um excelente site moçambicano onde está rolando um intenso e franco debate sobre corrupção na sociedade e, dizem, até no governo (Moçambique, comos e sabe, é um país africano muito pequeno e paupérrimo, que se tornou independente a pouco mais de 30 anos, por meio de uma luta armada. O índice de corrupção lá, se comparado ao Brasil é irrisório, mas, a sociedade inteira está empenhada em combater o que para eles é um monstro terrível. Exsiet uma campanha estatal com cartazes e central de denúncias mobilizando toda a polpulação. E no Brasil? Atingimos a ponto alarmante de corrupção estatal e nada. A corrupção está tão entranhada na sociedade que até a discussão do assunto se tornou irrelevante para a maioria.
Acho que está na hora de se debater com mais profundidade o Brasil. O racismo e a exclusão do negro. As supostas vantagens fornecidas aos imigrantes japoneses, italianos, tudo que diga respeito à nossa evolução como sociedade de fato.

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 12/3/2008 12:49
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AZnº 666
 

Deu na Plim-Plim hoje de manhã, sobre as promessas dadas aos Suiços imigrantes, só receberam a terra e um galpão como casa.
Morreram 125 dos 400 e poucos que vieram no navio! Hoje estão vivendo da terra provavelmente sem aposentadoria, por aí!
Quanto a corrupção tem gente que gastou 140 milhões no cartão e a reforma toda do morro do alemão com hospital, bondinho será de 180 milhões!

AZnº 666 · Rio de Janeiro, RJ 12/3/2008 15:00
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Andre Pessego
 

Com todo o prazer da alma volto a me dirigir a todos os que leram estes escrito; aos que lerão.
Devo sim esclarecimento a algumas pessoas vou começar:
a) Meu amigo dileto Professor Leiteiro, (AZno. 666); ao Meu muito considrado cronista Nato Azevedo; ao meu admirável Mestre Jerônimo, primeiro.
1) Agricultura: Segundo o Prof. Aloyzio Azevedo, "Senhores e Escravos", pagina 24 e seguintes; "Em 1500 o índio brasileiro era mais agricultor, com melhor conhecimento que o mercantilista europeu". Para César Maia, "A primeira fazenda de café do Brasil
foi implantada com tecnologia do Haiti.".
- Quem primeiro conheceu o ferro foi o africano, e quem primeiro trabalhou com o ferro foi o negro.
- Vitaliciedade do Imperador Diante das ações da guerra a figura do próprio estado perdedor ou anexado desaparece. Veja a Prússia, a Mongólia, mais recentes os paises do conglomerado Russia. Mesmo a Austria foi anexada por Hitler, paga tomar parte da África.
- Morreram holandeses, italianos, etc. no Brasil e na América, no "intercâmbio das doenças". As do branco matou índios e animais
e as tropicais matou também tantos dos que chegaram.
- A Suiça também, claro está no bojo da imigração via colônias.
Vou separar o artigo em dois., porque quando demora não entra.
um abraço, Andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 12/3/2008 18:45
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Andre Pessego
 

Meu Caro Yamano, muito prazer, muito obrigado
- O gostar de um cidadão não conta numa análise de um fato Histórico. Seu gosto pessoal só conta na formação dos seus filhos, como elemento da História a vir. E só.
Mas, voce não passa distante, salvo nas palavras, na colocação perfeita: Toda a "POLITICA DE IMIGRAÇÃO", foi criminosa para com o negro brasileiro.
A minha colocação é contra a política de imigração brasileira, conduzida à bala, na maior parte, pelo Exercito Brasileiro.
A Imigração Japonesa, foi um ato de guerra, com características racista, discriminatória contra o negro brasileiro. E mais, que perdura.
Imagina uma cesta de produtos essenciais de 1500; analisa esta mesma cesta com produtos essenciais de 2008. Imagina agora, o acordo dos DEKASSEGUIS, 1986; imagina as práticas da escravidão africana de 1500. O acordo dos dekasseguis é muito mais imoral, racista, preconceituosa.
- O Japão tem sua autonomia e interesses de Estado e de Nação, sei disto. Mas quem tirou o Japão do sufoco, foi o sacrifício do brasileiro como um todo.
vou continuar por que se demora o site não reconhece

Andre Pessego · São Paulo, SP 12/3/2008 19:00
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Andre Pessego
 

Yamano,
Nao confie no que digo, no que escrevo - vai às bibliotecas,
vai às livrarias. Na biblioteca de S. Paulo tem explares avulsos e encadernados do Jornal O Malho, da Revista da Semana, e até
do almanaque do BiotÓnico Foutora - em cuja capa está lá
"I, I é Xarope do muito bom a´te no Japão".
- Minha colocação contra a obrigadoriedade do amém, da propaganda enganosa, por mais de 100 anos.
- A título de "patrocínio" o Estado Brasileiro mete-nos guoela a baixo a mais deslavada propaganda, se tornando obrigatório.
- Toda colonia festeja, comera, e tal com suas festas típicas sem ingerência do Estado. A Imigração Japonesa não. O Estado gasta milhões e milhões, ha um século. Yamano, a minha filha teve dois pontos tirados, de nota de trbalho escola (e esclarecido), porque fez alusão ao negro, numa redação sobre a imigração japonesa, na escola em que estuda. Sabe quando em 2007.
- Não faço referência nem contra nem a favor a uma única pessoa.
Me coloco contra a politica de imigração. Tanto que começo aludindo ao inicio da imigração, via figura de colônias.
- Coloco, pedindo esforço para corrigirmos, o mais breve possível
ao fato de termos criado UMA PONTA de sociedade terrivelmente
racista, preconceituosa, que é a sociedade dos descendentes dos imigrantes japoneses. Exatamente pela formação militar/racial que recebiam em Kobe. contra o NEGRO URBANO, o perigo.
A FAVELA, sua origem tem um pé em Canudos e outro em Kobe.
1945 - Acordo de Imigração Japonesa - 50 anos de assistência financeira.
A minha colocação é esta.
um abraço andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 12/3/2008 19:14
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Yamano
 

Olá André,

Gostaria que nós continuássemos a discussão num ambiente mais propício. Infelizmente o overblog impede que se escreva mais de 5000 caracteres numa resposta, além de não haver ferramentas de citação ou de inserção de imagens. Sendo assim, proponho que nos mudemos para um fórum de discussão. Se vc assentir, convido vc e a todos que estão acompanhando o debate para ir para um fórum que, apesar de ser em inglês (não sei se você domina essa língua), tem uma seção lusófona na qual podemos falar à vontade (uma vez feito o registro, é claro). Se aceitarem, darei o endereço e qual é o meu nick lá.

E caso não aceite, creio que teremos de realizar a discussão a conta-gotas, dado o fato de eu ser prolixo (como é óbvio). Bem, se for dessa forma peço que por favor explicite um pouco mais os argumentos, pois parece que muitas vezes não consigo entendê-los. Por exemplo, a sua citação da capa do almanaque Biotonico Fontoura. O que "I, I é Xarope do muito bom a´te no Japão" tem a ver com os atos dos imigrantes japoneses no Brasil, os negros, ou o governo de algum país? Me parece nada mais que uma propaganda de xarope.

Bem, direto ao primeiro ponto caso queiramos discutir. No texto original está escrito que o Japão queria alcançar o Atlântico. Tem alguma prova disso? Algum documento comprovando tal fato? Me parece muito ilógico, dado o fato desse oceano estar do outro lado do mundo para eles e os planos de expansão colonial japonesa terem se dado (retorica e praticamente) na Ásia, criando a chamada Esfera de Co-Prosperidade Asiática (que na verdade era mais um império colonial). Todos os recursos naturais necessários estavam ali e não lembro de nenhuma autoridade ou documento japonês (ou mesmo ocidental), dizendo que eles queriam alguma base no Atlântico.

Você também disse que os participantes do Congresso de Berlim acordaram que o Atlântico brasileiro seria a porta de entrada do Japão. Alguma prova disso? A ata do Congresso não diz nada sobre isso (nem sobre Japão ou Brasil pra falar a verdade).

Abraços! E aguardo sua resposta à minha proposta!

Yamano · São Paulo, SP 12/3/2008 21:41
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Andre Pessego
 

Meu Caro Yamano,
ontem voltei da Capoeira e fui "logrado" pelo computador, quendo me mandou "logar".
a) O Japão queria botar o pé no Atlântico. PROVA - de onde voce fala, de onde falaram teus pais. Teus antecedentes migraram para onde? -
b) biotônico - com verba de origem suja - 100 anos de propaganda, de tudo. E o pior por pessoas, incialmente, que nada sabia do Japão. E assim.. por diante.
c) esclarecimento, convencimento: Yamano, convencer-me ou a voce como indivíduos, tolice. Sei que voce conhece a História do Japão enormemente melhor que eu. É claro. Como também voce talvez nunca parou pra pensar na descoberta do diamente de kimberley, 1867. Vamos convencer a outros- mais úteis.
d) Vamos procurar convencer ao Banco de Tókio a empregar negros brasileiros: moças negras na recepção de seus escritórios;
convencer ao enorme comercio da colônia japonesa, a empregar brasileiros negros;
e) Na nascente República Brasileira, se não houve lei, houve um entendimento (Veja Nina Rodrigues, "o bruxo") para destinar os empregos de serventia ao negro - copeiros, contínuos, porteiros, faxineiros, etc, até motoristas - nas repartições públicas. Infelizmente a pol´tica de imigração (todas, como bem vê voce), tomou. Como disse não se trata de nada contra ou a favor de individuos ou grupos de indivíduos. Trata-se de CONSERTAR.
Mas Yamano, não parei ai, vou postar outros "artigos vivos", este
já está na prateleira da História.
Não estou fechando a porta pra nada, estou aqui,
um abraço, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 13/3/2008 06:23
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Yamano
 

Olá André,
Não te mandei logar. Sinto muito se dei essa impressão. Tenho paciência, posso ficar discutindo isso uma mensagem por semana ou por dia.
a) A sua prova não me convence. Os japoneses migraram para o interior de São Paulo, do Paraná, do Mato Grosso do Sul e do Pará. Meio difícil tomar a costa brasileira assim, não? Meio difícil tomar a costa atlãntica brasileira com 200.000 pessoas no máximo, espalhadas pelo interior desses estados, contra milhões e milhões de brasileiros, não? Faria mais sentido tomar a costa com o exército deles, muito melhor que o brasileiro. E 30.000 vieram depois da guerra, quando o Japão não podia conquistar é mais nada. Isso sem falar que sua explicação deixa de fora o grande contingente que foi para o Peru, Paraguai, Argentina, Filipinas, EUA (costa oeste e Havaí), Austrália e costa oeste do Canadá.
Sua explicação também é ilógica, pois extendendo-a a outros grupos de imigrantes poderíamos dizer que a Itália e a Espanha também queriam tomar o Atlântico Sul, já que tantos deles vieram para cá...
Não, eu prefiro ficar com a explicação mais racional, de que o Japão após a revolução Meiji e a modernização sofreu um problema de superpopulação e falta de terras (algo fácil de acontecer em ilhas tão pouco aráveis) e daí mandou seus excessos de contigentes populacionais para outros países, afim deles deixarem de causar problemas (não iriam se aliar a partidos comunistas ou coisas do gênero). Os destinos preferidos foram inicialmente os EUA, Canadá e Austrália, mas no começo do século XX esses países proibiram a entrada de japoneses (Gentleman's agreement - 1907, White Australia Policy), o que forçou o governo do Japão a se voltar para a América Latina, o Brasil em especial. Em especial porque ao mesmo tempo os governos dos países que mais forneciam imigrantes para cá (Espanha e Itália) tinham parado de incentivar a imigração, dada as condições horríveis de vida dos seus expatriados nas terras brasileiras, imitando assim o que a Alemanha tinha feito uns 40 anos antes. Tal proibição não se repetiu com Argentina, Uruguai ou Chile, mostrando o porque do governo brasileiro ter procurado diversificar suas opções.
b) Me explique racionalmente como a frase da propaganda incentiva a imigração japonesa ou o maltrato dos negros. Ou mesmo prove que a verba é de dinheiro sujo. Ou diga qual a importância daquela propaganda num almanaque que praticamente ninguém le ou lia sobre o processo histórico que estamos discutindo.
c) Eu só busco a verdade, por mais dura que ela seja. Estou sempre aberto à novas idéias, por mais malucas que pareçam. Acredito que as evidências e a razão não estão do lado da mentira e da falsidade, e assim pode-se tentar chegar perto da verdade. Já discuti com racistas brancos que afirmam que há uma conspiração judio-sionista para acabar com a raça branca via miscigenação, e com afrocentristas que afirmam que o Egito Antigo era uma nação negra. Com eugenicistas que dividiam os diferentes grupos da humanidade em progressivo/primitivo/infantilizado até muçulmanos que afirmam que o Islã não é uma religião que converte à força. Nesse último caso até me convenci com a evidência histórica, pois os casos de conversão a força na história do Islã podem ser contados nos dedos de uma mão. Sendo assim, estou sempre aberto a discussões para chegar ao fundo da verdade, mostrando evidências.
d) Prefiro formular medidas reparatórias uma vez que tenha entendido completamente qual o processo que levou à atual situação social e sua permanência. Será mesmo que os japoneses (imigrantes e que estão no Japão) discrimanaram os negros brasileiros? Teria sido isso algo que veio diretamente do japão (como vc afirma quando cita sentimentos militaristas vindos de Kobe - algo que vc tem de provar tbm) ou algo que se aprendeu nessa nossa sociedade, como afirma Florestan Fernandes em relação a todos os imigrantes (Imigração e Relações Raciais)?

Não é tanto o papel que todos os imigrantes tiveram na marginalização da população negra existente que eu questiono, mas sim suas outras afirmações (um ato de guerra, o japonês via o negro urbano como seu inimigo, doutrinação militar em Kobe [sendo que os japoneses vinham de vários portos diferentes], comparação do fenomeno atual de imigração com a escravidão negra, hirohito e a bomba atômica, formação da ponta mais racista da sociedade brasileira, etc). Um ponto de vista historicamente errôneo e com argumentação falha apenas atrapalhará o movimento de igualdade racial negra, o que não é bom para ninguém.

Abraços!

Yamano · São Paulo, SP 13/3/2008 12:37
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Yamano
 

Em relação à revista "O Malho", me parece ser uma revista satírica criada em 1902, que durante um bom tempo discutiu o Japão (seja na guerra Russo-Japonesa, seja na imigração). Alguns artigos interessantes sobre esses retratos vis a vis os esterótipos dos chineses no imaginário nacional:



Nesses artigos atribui-se ao japonismo e ao orientalismo (um movimento artistico dos seculos XIX e XX que idealizam o oriental) as imagens benignas que são feitas dos japoneses, todas estereotipadas diga-se de passagem. E também mostram que quando os imigrantes vieram realmente, ocorreu um recrudescimento do sentimento do perigo amarelo, com charges mostrando que os japoneses, por aceitarem salários menores, roubariam os empregos dos nacionais. Esse tipo de reação anti-imigrante é bem comum, ocorrendo desde a imigração irlandesa para os EUA até as propagandas atuais da direita européia, como o British National Party ou a Lega Nord
Não sei porque você pensa que os anúncios ou artigos eram comprados com dinheiro sujo, gostaria que você mostrasse provas de tal fato. Para mim parecem ser reflexo do japonismo mesmo, sendo revertidas rapidamente em discriminação uma vez que se tem contato real com os japoneses.

Abraços!

Yamano · São Paulo, SP 13/3/2008 14:51
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Yamano
 

Hum os links não funcionam. De qualquer forma, coloco eles explicitamente aqui então:
Artigos
http://www.discovernikkei.org/forum/en/node/1733
http://www.discovernikkei.org/forum/en/node/1759
http://www.discovernikkei.org/forum/en/node/1783
Propaganda política da Lega Nord contra a imigração:
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/a/a7/Lega_poster.jpg

Yamano · São Paulo, SP 13/3/2008 14:55
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Juliaura
 

Ué, mas o espanhóis já tinham tomado antes o atântico sul, que perderam depois pros ingleses e depois pra eles mesmos que resolveram ficar por aqui com outros nomes?
Então nisso que se está falando aqui o que importa de fato são as circunstâncias, que pessoas têm duas pernas e dois braços e cabeça com algum miolo e olho em todo canto do planeta. E trabalham e alguém usufrui do fruto que produzem, numa parcela maior do que cabe a cada produtor. Muuuuuuuiiiiiiiittttttooooooo maior.
Não enxergo difrença alguma de um fascista no Brasil, na Itália ou no Japão, nem de nazistas em qualquer lugar do mundo, embora comunistas se diferenciaram um pouco nos encaminhamentos de como e por onde em cada país, às vezes.
Basta ver que as histórias (já tá atem nos livros) dac então URSS e China, que não se bicaram depois de um tempo e elas duas reivindicavam do comunismo, não era isso?
Embora, que eu saiba, nem chegaram muito perto do próprio Socialismo, que as forças produtivas ficaram mesmo no campo da modernização do capital e daí as relações sociais nem foram novas, nem outras e as avózinhas fizeram as cabeças do netinhos e netinhas e voltou tudo à vaca fria.
Que tem a ver isso com o que tá aqui?
Penso que tudo.
Nem tanto ao mar, diria um japonês pobre (tem dessses né?), no meio de uma tempestade, embarcado num pesqueirinho frágil; nem tanto à terra, diria eu, no Morro do Alemão, que tão alto não precisa, que prefiro a praia, onde o mar beija a areia e o vento balança a folha da do coqueiro, que já não há.
Se tratados de governo existiram, ah, constam que alguns existiram, por exemplo, o que comprou a indpendência do Brasil e depois os de diversas políticas de imigração, porque se Alemanha e Japão fecharam as portas pra cá por leis deles é que tavam aberta as portas pra cá por leis deles, nos idica também a lógica.
Depois, gente, eu ainda continuo pensando como Mestre Lua me diz que é desde que eu ainda usava fraldas: querida lindinha, discrimina quem tem poder, quem não tem, no máximo dos máximos pode ser racista.
Aí nem tá me interessando muito o que cada um com seu cada qual pensa, porque vai me interessar se ele manda e se os que mandam com ele pensam como ele, porque se ele tem preconceito contra mim e não vai com minha pele, minha fuça ou meu credo, com poder ele me fuzila, me aferra ou me deixa pobre uns 400 anos, pode ser assim?
Como também aprendi um pouquinho com o grande Mestre Florestan Fernandes, os de baixo tem tarefas políticas que os de cima deixaram de fazer, mesmo sendo deles: a reforma agrária, a reforma democrática (que supõe a república e a igualdade de direitos e oportunidades iguais respeitadas as diferenças, porque nem japonês é tudo igual) e a defesa da soberania daqui pela luta antiimperialista.
Curioso como o trabalhdor do porto, o Mestre Lua, já aposentado da lida, e o professor Mestre Florestan, em outra esfera e espro em boa companhia, estão próximos no que pensam, ou no que eu penso que pensem.
E Lua, como Florestan, ainda nos dizem sempre que vencer o racismo e a discriminação é uma luta de todas as pessoas, sejam exploradas, sejam exploradas e discriminadas.
Inaugurar os caminhos novos, penso por enquanto, supõe encontrar o outro na mesma circunstância e agirem juntas, essas santas almas, para dar fim ao capeta, aos demos todos da exploração aqui e alhures, olhando bem de pertinho, com muito estudo e cuidado a circunstâcia mesma de cada lugarzinho, que se diferencia e cria umas parcerias que muitas vezes puxa pra trás, além de não deixar ir pra frente.
Tá. Vou ficando por aqui.
Té!

Juliaura · Porto Alegre, RS 13/3/2008 15:12
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Yamano
 

Spirito Santo,

Vou ler mais sobre isso que você falou de Moçambique (país que eu não considero um país pequeno, é que nós brasileiros temos um país grande demais por isso achamos os dos outros pequenos). Eu gostaria de mencionar também que estou estudando a história de alguns países do Caribe.
Muito interessante por exemplo saber que após o fim da escravidão muitos deles passaram pela chamada "falta de braços" também e importaram imigrantes da Índia e da China. Hoje em dia há mais descendentes de indianos em Trinidad e Tobago que de negros, por exemplo.
E um país que me interessou mesmo foi Barbados, que tem o terceiro maior índice de desenvolvimento humano das Américas, atrás de Canadá e EUA, e o trigésimo terceiro do mundo. A população de Barbados é 90% de descendência africana, mas nem sempre foi assim. No passado uma boa parte dos escravos e servos por dívidas de lá eram irlandeses capturados nas revoltas contra a Inglaterra. Os irlandeses chegaram até a participar de rebeliões junto com os escravos africanos. Depois de um tempo parece que a escravidão africana foi incentivada por leis e os irlandeses se mudaram para outras ilhas (isto é, os servos por dívida, porque os escravos morreram mesmo). Os motivos deviam ser econômicos mesmo (alguém deveria estar lucrando muito com o tráfico negreiro), porque os ingleses não viam os irlandeses como brancos pelo menos até o século XX (se é que eles os vêem assim hoje).

Abraços!

Yamano · São Paulo, SP 13/3/2008 20:13
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Andre Pessego
 

Companheiro Yamano, (gosto desse tratmento companheiro).
Avesso à unicidade deixo-lhe`na troca de impressões com outros. Mas procura conhecer um pouco o Prof. Eiichiro Azuma. olha o que ele diz.
"Em meados da década de 30, apos o estabelecimento de um governo fantoche na Manchúria, o Japão fez da imigração uma política de Estado". E mais se referindo à America Latina. "Embora
muitos desses chamados "imigrantes" (aspas dele) tivessem a mesma base sócio-econômica que seus correlatos nas Américas, o primeiro grupo era essensialmente de colonizadores protegidos pelo poder militar do japão".
Ainda lhe sugeriria dar uma olhada no Médico e Historiador Luis Mir - GUERRA CIVIL ESTADO E TRAUMA.
Ainda não mereferi à "imigração" para o Perú, para não tocar no caso do Chile, que voce sabe.
E ainda por uma questão de compromisso disciplinar não me referir à CAPOEIRA. Porque não assino este artigo com nenhum Mestre, e embora contrário ao sectarismo (incutido nos "imigrantes" e destes para osdescendentes de japoneses), primo pela sobrevivência desse agrupamento - o único que luta hoje (dentre os pobres no Brasil) - esta afirmação é de Décio Freitas.
Por fim cito o Prof. Luis Mir. "A Nação brasileira se forja com um conjunto de instintos primitivos e pré-racionais, pelo ódio ao estranho, pela identiade étnica xonófoba contra a maioria, pela indisposição de compartilhar. E o Estado brasileiro finaliza a fria armadura jurídico-político-administravida, movida a abolutismo étnico que jamais poderia apaziguar o caldeirão étinoco"
Mas, ainda (voce é sabedor) se torna impossível analisr algo isoladamente. Voce ver o Japão e seus imigrantes apenas na luz do que afirma o estado militarista/preconceituoso. Do Brasil ou do Japão é tudo igual.
Meu caro falei demais,
um abração, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 13/3/2008 21:20
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Mestre Jeronimo - JC
 

Axe' Baba (*de Oxala!)

Do Brasil ou do Japão é tudo igual.

Andre, falou e disse: TUDO SER HUMANO!

Precisando se educar, se re-educar, e sempre EDUCAR, pra gente poder hr dessa, quica, o sonho humano na va~ imaginacao, em verso e prosa, dia desses, de segunda a segunda, Laroiee... poder enfim, O PODER em nois EVOLUIR!

Beleza pura o jogo, a gente aprendendo sobre a gente com vc/s... cumpades!

Iee!

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 14/3/2008 09:26
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AZnº 666
 

Vi o Negro Ismael Ivo dançando e me emocionei, na 1ª oportunidade que tive perguntei-lhe: Porque tinha tanta necessidade de agradar aos negros. Respondeu-me que:
Era o Karma, Eu Estava Pagando oque Meus Antepassados Fizeram! Pergunto- lhes caros leitores: Deverão os Austríacos e Alemães de hoje pagarem oque o falso alemão Hitler e seus alemães comandados fizeram contra os alemães judeus? O governo Brasileiro esta pagando as Vítimas de 1964, mulher de general 100 mil, mulher de pobrew coitado: 100 reais. Como pagar aos Negros que foram capturados por um Rei Negro que exigiam a Hegemonia na venda de seus descendentes?
Trabalhos melhores, deixe-me ver: No meu caso parei de estudar no 2º ginasial, (hoje 6ª série) assim mesmo me sentindo capacitado para vôos maiores pleiteava faxina e serviços gerais! Mas meu vizinho negro trabalhava de motorista num banco e isso nunca me inveijou! Claro que levei vantagens sendo branco morador de morro, mas é fato que os Capitães do mato de outrora eram brancos e hoje.....É claro que vai ser a glória muitos negros na Universidade, mas a mesma Política que tanto mal fê-los no passado vai.....

AZnº 666 · Rio de Janeiro, RJ 14/3/2008 11:50
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Adroaldo Bauer
 

Não são pessoas que devem pagar as dívidas da história da exploração da força de trabalho escravizada.
São as classes que exploraram e suas herdeiras de benefícios desde seus aparelhos de reprodução política e ideológica, um deles o que tem a chave do cofre dos recursos públicos.
Se essa sociedade se montou sobre o crime de lesa humanidade, que essa sociedade, seu governo em qualquer tempo, pague à humanidade o que deve.
Promova ações de libertação da exploração, regenere o humano que deve haver nas relações entre pessoas, que dê fim a coisificação de pessoas.
É só e apenas disso que se trata, um escravista, seja rei, peão, colonizador ou o bandido que for, é apenas um bandido, criminoso ante os homens e a humanidade, seja até papas quaisquer que tenham abençoado as espadas que garantiram o ato de importação de "peças", eufeminsmo que a canalha verdadeira, não o vulgo, encontrou para se desobrigar de entender conscientemente que estava trazendo pessoas a ferros para fazer morrer em navios ou na lavoura a troco de patacas.
Para usufruto pessoal, familiar e de classe, sim!
Não nos desviemos do essencial. Ou se olha o espelho retroisor dessa nau insensata com generosidade e compreensão de que há herdeiros quatrocentões dos lucros do escravismo, ou se vai pensar que se fica rico no país ganhando na loteria ou trabalhando de sol a sol. Riqueza, não poupancinha de assalariado, resulta da apropiração individual da exploração da força do trabalho alheio.
Os proprietários dos meios de produção e a banca financeira sabem disso, nós fingimos que não devemos saber para não dar combate ao principal.
Suponho que o futuro vá nos cobrar e de nosso filhos e netos termos fingido tanto não saber só isso.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 14/3/2008 13:22
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HUUUMMM... debates - quaisquer deles - me parecem sempre "discussão de surdo com cego": um nada ouve e o interlocutor nada vê.
Mas devo esclarecer meu depoimento inicial "lá em cima":
1) no caso específico da Segunda Guerra Mundial, vários países foram OCUPADOS pelos nazistas, não tinha exércitos capazes de enfrentá-los, no caso da França, da Itália (que se aliou à Hitler), da Austría, Polônia e micronações vizinhas. Na OCUPAÇÃO são destituidas/substituidas todas as autoridades do país dominado. Nem sempre isso sucede na RENDIÇÃO, caso recente da Argentina, no conflito sobre as Malvinas. Ou no caso do VIETNAM, onde os americanos "vencedores" saíram com o rabo entre as pernas. Hitler quebrou vários acordos de paz, usando os países citados acima COMO CORREDOR para seus exércitos se deslocarem.

2)O FERRO é salvo engano anterior à raça negra (ou melhor, africana) como PERSONAGEM DA HISTÓRIA moderna... vem dos povos etruscos, dos assírios e egípcios, vikings e povos desbravadores muito antigos já o conheciam.

3)Meu caro amigo André "conclui" (as aspas são necessárias!) que o JAPONÊS, enquanto povo é RACISTA SÓ COM O NEGRO... convivi -- não só no Paraná, nos anos 60, como aqui no Pará, recentemente -- com famílias japonesas e posso garantir que a RISPIDEZ usual deles com o brasileiro comum tem mais de reserva (e prevenção) com esse "povo de ladrões e vagabundos" do que de RACISMO, no estrito sentido da palavra.

4)EM 1907 ou em qualquer outra data -- até na Segunda Guerra -- o Exército Japonês não tinha/jamais teve o poderio militar que o André alardeia. Li tudo o que pude sobre essa Guerra... os nipônicos tinha coragem de sobra, os "kamikazes" (algumas centenas, se tanto) decidiram várias batalhas mas não havia infantaria (homens a pé/luta corpo a corpo) de monta e mesmo sua Marinha tinha um número modesto de navios e submarinos.

5)Parabéns a todos --- até aos "engraçadinhos" -- por esse debate ter mantido o nível e se transformar numa aula, mesmo que superficial, sobre as sandices des Humanidade destrutiva. O sr. YAMANO nos dá um belo momento para reflexões variadas.

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 14/3/2008 14:45
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AZnº 666
 

Não servi ao Exército mas quem serviu garante que a lavagem cerebral é a mesma dos que serviram a Revolução de 64 no Brasil ou os Alemães de 1940, portanto a forma de pensar é a mesma, daí eles indenizarem....Para mim o salário minimo é Salário de escravo, daí eu preferir ser autônomo, com todos os prejuízos futuros.
Depois dos 30 anos qualquer um que acreditar em tudo oque Lê e VÊ corre risco. Vejamos: Nossos filhos ainda aprendem "A Verdadeira história de Zumbi" e desconhecem a outra. Aprendem que Adão e Eva foram expulsos por desobediência e não por conhecimento, aprendem que fomos salvos pela morte de JC e não pelo desprezo:
Vim para os meus e eles não me quiseram!
É claro que nossos filhos não sabem a Verdadeira História da maioria dos Heróis Brasileiros!
"Nós fingimos que não devemos saber para não dar combate ao principal.
Suponho que o futuro vá nos cobrar e de nosso filhos e netos termos fingido tanto não saber só isso."
Nós continuamos fingindo!

AZnº 666 · Rio de Janeiro, RJ 14/3/2008 16:50
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Yamano
 

Neto Azevedo, as primeiras fundições do ferro datam de 1200-1500 BC e são da África subsaariana sim. E o aço mais antigo também é encontrado lá.

Alguns sites que falam sobre isso em inglês:
http://wysinger.homestead.com/ironage.html
http://muse.jhu.edu/demo/history_in_africa/v032/32.1alpern.pdf

Yamano · São Paulo, SP 14/3/2008 21:44
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Spírito Santo
 

André, Yamano Sam (e todo mundo, é claro)

Em O Globo de hoje (caderno Ciências, pág 45 - disponível on line) uma elucidativa matéria sobre o tema deste post, denominada 'O racismo seletivo de Vargas' (André e Yamano vão adorar)o tetdxo é de Roberta Jansen, comentando um trabalho da historiadora Endrica Geraldo
---------
E mais: Um adendo, para o 'mano véio 'Nato':
Nesta história do ferro, direta ou indiretamente, o André - e o nosso 'mano' Yamano- ao que tudo indica, tem toda a razão. É um fato histórico mesmo, assim como você diz, mas, é preciso se localizar as origens num contexto geográfico que vai dar na África mesmo.
O ser humano - já está provado - nasceu mesmo negro e na África, numa região ali por perto dos grandes lagos de Uganda, Sudão. Dali se dispersou e foi gerando outros povos e etnias, cuja aparência foi se adaptando (como bem provou Darwin) ao meio ambiente (biotipos). Vamos combinar então: Melanina é filtro solar. Cabelo duro, nariz chato, etc. tudo isto são apenas adaptações do ser humano ao meio ambiente. Logo, pela lógica, os biotipos Etruscos, Assírios e Caldeus (que de certo modo, provavelmente e sob certos pontos de vista, seriam negros também) vieram um pouco depois. Os Egípcios, por pura lógica desta dispersão, estando tão próximos do berço do homem original devem ter sido negróides no início e durante várias dinastias (sem se falar no longo período da dinastia dos Núbio-Egípcia). O biotipo do egípcio dos filmes de hollywood, com certeza nunca existiu, pelo menos até os Gregos evoluirem e surgir alguma miscigenação entre estes as dinastias egípcias comtemporâneas desta evolução grega (o caso do reinado da mulata Cleópatra, é clássico neste sentido). Por outro lado, os Vikings não são tão antigos assim porque são oriundos de gente que migrou de algum lugar da Ásia ou da África rumo as partes mais frias da terra, gente com biotipo que só pode se formar depois da descoberta do fogo. Então vamos combinar também: Cabelos lisos e claros como a pele, significam apenas mais capacidade/necessidade para captar vitamina A do sol, além de calor (menos melanina como necessidade de sobrevivência, adaptação ao meio, certo?)
Por esta lógica - e apenas por isto- o ferro foi descoberto por africanos, provavelmente, antes de um grande ciclo de dispersão do ser humano pelo planeta. É lógico que assim tenha sido e a arqueologia, cada dia vai mais se encaminhando neste sentido.
Ou seja: Nada que diga respeito ao ser humano é anterior à raça negra.

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 15/3/2008 15:56
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Mestre Jeronimo - JC
 

Axe'

Ou seja: Nada que diga respeito ao ser humano é anterior à raça negra.

Afirmacao interessante, mas, tb,(como tudo X nada...) como 'todo' dia' tem 'gente inventando' e desinventando coisas, a nosso respeito social (*intere$$e rola desde... ), seria prudente Tb nao se afirmar em tudo em !!! pois, como vemos, e vivemos, de onde quica viemos (?!) pode essa atitude gerar mais conflito humano aonde tem sempre gente de todo 'tipo' querendo ser a 'raca' que fez as racas.

A 'aula' em questao, eh muito valida, entretanto!

Abrs

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 17/3/2008 11:59
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Spírito Santo
 

Qualé, Jerô?
Até concordo que parece exagero falar em 'tudo', assim, sem explicar que este 'tudo', no caso, diz respeito a origem biológica apenas, contudo (sem trocadilho) acho bom frisar este aspecto, hoje, rigorosamente, científico porque, até então, os poderosos do mundo, desde priscas eras, nos têm enganado com esta história de supremacia racial caucasiana que, podemos dizer agora, com a boca bem cheia, era uma rematada, uma deslavada mentira.
Pior seria se eu dissesse (o que também é verdade) que nada que etc., etc, etc....é anterior ao macaco.
Aí sim, arranjava briga feia com gregos e bahianos. Rs rs rs rs rs !!!

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 17/3/2008 13:47
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Andre Pessego
 

Posso chama-los a todos de "Minhas Mãos Direita", na rolagem deste escrito. E os tenho, (a todos) como tal, agradcidamente.

É preciso termos em conta que nada da História da África, nada,
está dito, contado, escrito, no âmbito da História.
Tudo o que se "conhece" da África está nos limites da DIPLOMACIA,
portanto está dito sobs os cuidados para o que não se sabe.
- No âmbito do negro inclusive. No que diz respeito ao negro brasileiro principalmente.
- Vamos ficar na CAPOEIRA, o que se sabe da Capoeira é da metade do Séc. XIX para cá. E antes? - Mesmo no âmbito da História de Palmares, nada foi dito.
Mas, é isto. Vamos ver, se ainda viventes deste planeta veremos
a História da África, do Negro, tratada no âmbito da História.
abs,

Andre Pessego · São Paulo, SP 17/3/2008 15:29
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Mestre Jeronimo - JC
 

Axe'

S... eh como falou... mentira deslavada! Nao devemos ficar endeusando falsos "deuse$" que discriminam a sih, e outros.

O mundo, a gente humana, somos alem do que inventaram os "gregos X bahianos" ... e outros "acreanos X areanos caucasos", etc, etc.

E, pra concluir, inteligente, alma, nao tem cor!

Entao... nossa historia poderia ser uma HISTORIA, e nao, essa anedota ignorante que inclusive orgaos de religiao fazem valer pro povo se deseducar -- pra escravi$ar!

Abrs

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 17/3/2008 17:53
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AZnº 666
 

Ah, o ferro está frio?
Deixe-me colocar meu ecapetado fogo nesta fornalha:
E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida. Gênesis 3:24
E aconteceu que, ao terceiro dia, quando estavam com a mais violenta dor, os dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, e entraram afoitamente na cidade, e mataram todos os homens. Gênesis 34:25
wwwbiblia online.com

AZnº 666 · Rio de Janeiro, RJ 17/3/2008 18:28
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camuccelli
 

Obrigado Anadré!

camuccelli · Rio de Janeiro, RJ 16/5/2008 15:39
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Mestre Jeronimo - JC
 

Axe'

Como estamos 'gingando' compondo o que tem a ver com o tema deste forum, vou copando aqui pra outros que queiram avaliar este 'jogo': (quem sabe sai mais "braza" pra ferver o leite e outros sushi...) -- Iee!

----- Original Message ----- From: andrepessego To: mestrejeronimo
Sent: Friday, 16 May 2008 20:17 Subject: Re:no BR, sendo fillho d'um negro e uma branca, SOU BRASILEIRO?? ou, serei europeu? africano?... ?


Meu Mestre, meus mestres

Preparem-se para este final da primeira década do Sec. XXI, no Brasil,
vejamos dois exemplos:

a) O Ibge divulgou que em 5 ou 10 anos o negro será maioria no Brasil.
b) a intelectualidade negra, já está dividida e se manifestando.


Quando isto aconteceu vieram os imigrantes. Quando isto aconteceu
veio a imigração japonesa, estabelecer o preconceito racialmilitarista.
um abraço
andre.

> ----- Original Message ----- From: mestre Umoi - Lisboa PORT To: mestrejc Sent: Friday, 16 May 2008 09:55
Subject: RE: querem "Descolorir" a Africa e exaltam os Europeus


>Como mencionei no meu e-mail, também sou filho de um negro baiano Sr. Ênio Souza que mesmo já não estando aqui entre nós continua a ser o meu maior exemplo de caráter, honestidade, integridade e retidão. Não por que era negro, mas por que era de bom caráter, porque era honesto, por que era íntegro e por que era "reto" no comportamento.
> Posso te garantir que tenho também uma visão crítrica sobre o que se passa ainda hoje no nosso país em relacao ao legado cultural deixado pelos africanos e descendentes ja nascidos no Brasil e que no tocante ao historial da nossa capoeira e na qualidade de transmissor de um conhecimento defendo essa bandeira da africanidade negra na capoeira ainda que possa ter sido, de acordo com que acredito, obra dos filhos e netos dos primeiros escravos e já nascidos no Brasil e que legitima, aos meus olhos, a capoeira ser chamada de arte afro-brasileira.
> Todavia, caro prof. Guto, como eu frizei que foi aqui na Europa que tive essa consciência de que afinal eu sou fillho de um negro e uma branca, acabei também por me lembrar que sempre me incomodou o fato de quando eu apresentava meu irmão a alguem, vinha sempre aquela pergunta: "mas são irmãos mesmo? de sangue?" apenas por meu irmão ser branco. Sim, é meu irmão que carinhosamente, até hoje, me chama de negão.
> Um abraco amigo, prof. Guto. Paz e harmonia pra você.
> Umoi.
>

> ----- Original Message ---- From: Prof. Guto To: mestrejeronimo Sent: Friday, 16 May 2008 02:24
> Subject: Capoeira não tem cor???
>
> Caro Mestre Umoi
> (e demais capoeiristas e /ou simpatizantes, que recebem os emails da roda virtual)
>
> Meu nome é Guto Obáfemi e sou de Porto Alegre/RS - Brasil, faço parte da Áfricanamente Escola de Capoeira Angola e venho muito respeitosamente emitir minha opinião sobre o seu email que afirma que "o capuera inteligente sabe que não tem a ver com cor da pele... e que.. sem dúvida nenhuma capoeira não tem cor".
> Mas aqui no Brasil, PASSADO 120 ANOS DE ABOLIÇÃO, pouca coisa mudou, no que diz respeito à auto-imagem, auto-estima e auto-conceito do nosso povo, que a diariamente é tornado invisivel ou diminuido em programas de televisões humoristicos, jornalisticos, novelas e etc.. violências tão grandes ou maiores do que o "Sr. Dantas que pelo menos teve coragem e falou o que pensava", enfim violentações simbólicas que causam um grande déficit na afirmação da nossa identidade étnica ou cultural.
>
> "Descolorir" a capoeira é mais uma destas violências históricas, repito, que tornam tudo o que é do povo negro como produto cultural brasileiro, mas que reconhecem, nomeiam e celebram as culturas trazidas pelos imigrantes europeus sem problema nenhum.
>
> Então precisamos demarcar espaços e divulgarmos aos 4 cantos do mundo nossas realizações, para adquirirmos respeito próprio e coletivo.
>
> Obs:. Nós sabemos e reconhecemos as contribuições dadas por povos não negros na construção histórica da capoeira no Brasil, mas acreditamos que por maior que tenha sido esta contribuição, ela não chegou a mudar
> substancialmente os valores éticos, filosóficos e cosmológicos negro africanos, pelo menos até agora.
>
> Um abraço,
>
> Guto
> Áfricanamente Escola de Capoeira Angola
> www.africanamenteescoladecapoeiraangola.blogspot.com

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 17/5/2008 22:17
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Aldy Carvalho
 

a cada dia buscamos construir com as nossas ações, o espelho melhor das nossas faces, dos nossos dias.
Aldy

Aldy Carvalho · São Paulo, SP 23/5/2008 15:44
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Andre Pessego
 

abrigado, aos que passaram depois da publicação
abraço
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 19/11/2008 17:57
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