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À memória de Sérgio Sampaio

Vitor de Azevedo Lopes
Detalhe do centro de Cachoeiro de Itapemirim
1
Vitor Lopes · Vitória, ES
20/4/2007 · 63 · 10
 

Comentam pelas ruas da cidade que ele sempre foi muito mais visto por ali do que o seu conterrâneo mais famoso, o compositor Roberto Carlos. A irmã, Mara, ouve até hoje o som do seu assovio quando chega a Cachoeiro de Itapemirim para visitar parentes. Hoje, morando em Vitória, capital do Espírito Santo, não precisa se deslocar à cidade em que nasceu para relembrar de como era viver ao lado do seu irmão Sérgio Sampaio, autor do disco “Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua” (1973), que, se vivo, completaria 60 anos no dia 13 de abril.

Sérgio Sampaio – que faleceu em maio de 1994 - luta até hoje para que sua música seja reconhecida do tamanho que ela é, para que a cidade em que nasceu e onde foi finalmente sepultado em 1998, após ficar dois anos esquecido em um cemitério no Rio de Janeiro, celebre em sua história os pensamentos deste artista de vanguarda, responsável por uma mistura única do tradicionalismo da música nacional com a febre da composição eletrônica da guitarra.

Em Cachoeiro, sul do Espírito Santo, cidade que Sérgio tanto celebrou em conversas com amigos, não houve passeata para lembrar do seu nascimento. As escolas não fizeram peças de teatros, a prefeitura não organizou shows nem nenhum outro tipo de homenagem. A cidade calou-se em um minuto de silêncio que já dura décadas.

Alertados sobre a data, produtores culturais da cidade se movimentaram. No dia 14 a Secretaria de Cultura da cidade organizou um evento musical em homenagem a...
Vinícius de Moraes. Não tinham tempo para falar de Sérgio, mas iriam mencioná-lo de raspão na celebração ao carioca.

O compositor, que sempre quis ter uma canção sua gravada por Roberto Carlos – o que nunca ocorreu -, viveu no ostracismo, sendo o adjetivo de ‘maldito’ muito mais dito do que a própria obra.

A irmã Mara lamenta. Dói para ela saber que Sérgio Sampaio está esquecido, que não é nome de rua, não é nome de praça, não é nome de escola, não é lembrança de nada. Cachoeiro apagou para si a memória de um dos nomes mais importantes da história da música latino-americana.

De longe, Mara ouve na memória os assovios do irmão e afirma que mesmo famoso para uns, o Sérgio só queria o tempo todo ir a Cachoeiro encontrar a família e os amigos de bar. “Era nas letras dele que você podia sentir o que ele queria”, comenta. E isso, o próprio Sérgio deixou claro: “Tudo cruel, tudo sistema (...) Eu subo e nunca estou no céu”.

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Fabricio Noronha
 

Vitor,

mucho bom, mucho bom.
mas ainda está em fila de edição, não dá pra votar.
.
tudo cruel. de qlqr forma, parábens.

Fabricio Noronha · Vitória, ES 18/4/2007 10:06
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Amélia
 

Bom,Vitor também acredito que o icentivo para a obra do Sergio Sampaio ainda é bem precário,pode sim ter vários fatores imbutidos nessa questão,mas acredito que aos poucos vem se tentando mostrar ao público capixaba essa figura tão importante no cenário cultural da cidade. Claro que não é da melhor maneira, porém aos poucos vem sendo fundido a idéia e projetos vem sendo feitos,mas como sempre a passos de tartaruga.Gostei do seu comentário,achei bom!Abraços! Amélia/Cachoeiro de itapemirim

Amélia · Cachoeiro de Itapemirim, ES 19/4/2007 02:20
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SILVASSA
 

te espero na votação

SILVASSA · Salvador, BA 20/4/2007 09:00
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Maldoror
 

Lindo, sem outros adjetivos.
Sou fã do Sérgio Sampaio que já dizia:
"Um livro de poesia na gaveta, não adianta nada,
lugar de poesia é na calçada...

Maldoror · Belém, PA 20/4/2007 15:41
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isaac_lira
 

ótimo texto, vitor... salve, sérgio !!!

isaac_lira · Natal, RN 20/4/2007 16:32
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Ilhandarilha
 

Poxa, Vitor, só agora vi esse texto seu aqui, infelizmente já arquivado. Muito bom, mesmo. Você podia reescreve-lo, acrescentando sobre o show em homenagem a ele no Armazém 5. O que acha? E me avise para que eu vote. abraços!

Ilhandarilha · Vitória, ES 31/5/2007 09:15
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Ériton Berçaco
 

Vitor, mesmo tarde, quero parabenizar-lhe pelo humor crítico de seu texto. Muito singular. Parabéns!
Sergio sampaio se orgulharia. E talvez jamais quisesse ser nome de rua, mas ter um bloco com seus ideais na rua de qualquer cidade, secreta ou não.
Ele queria "todo mundo nesse carnaval...
[...]
Brincar, botar pra gemer"

Ériton Berçaco · Muqui, ES 7/8/2007 22:25
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diego_leigo
 

Só agora vi o seu texto. Parabéns!

diego_leigo · Senador Canedo, GO 17/7/2008 18:09
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Francisco Guilherme
 

Cara, muito bom o seu texto.

Sou colaborador de uma banda de rock chamada Poucas Trancas e eles vão realizar em breve um tributo a Sergio Sampaio e eles precisam de material. Você poderia ajudá-los?

Francisco Guilherme · Santo André, SP 12/9/2008 17:01
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