Bons tempos aquele em que o música de protesto era feito na voz e na mente de Chico Buarque, Geraldo Vandré, dentre outros, que o baião dominava as rádios com o mestre Gonzagão e o carnaval tinha as marchinhas de Capiba tocando no salão, ainda tinha a turma "despreocupada" que curtia a jovem guarda e a galera intelectualizada que ia de "bossa nova". Artistas sem fronteiras, sem classe social, com público dos guetos às elites.
Mas hoje é diferente, com exceção desses ícones que ainda resistem no tempo a MPB não é mais do povão não é mais popular. A MPB, é marca registrada dos defensores da "boa" música brasileira, ou seja, da música que eles elegem como boa, os mesmos que definem uma música como "lixo", e depois a aplaudem na voz de Caetano Veloso. Talvez não sei, possam ser cantores frustrados, por que não fizeram sucesso, plagiando o Chico Buarque ou o Tom Jobim.
Mas felizmente o povo não é besta, pelo menos em matéria de música, pra deixar que outros decidam o que deve e não deve ser ouvido. O resultado disso é que as gravadoras lotadas de opiniões desses "donos da MPB" estão quebrando e vão quebrar ainda mais, isso ocorre porque são incapazes de fazer um som pra agradar a massa, mas quando o som surge dessa própria massa, não presta, é lixo feito por imbecis, essa é a cara do Brasil.
Então, mesmo que você não curta a música do povão respeite-a, por que essa é a nova música popular brasileira. Popular expressão que vem do latim populare, que o mestre Aurélio define como; Do Povo ou próprio do povo, feito para o povo, agradável ao povo; que tem as simpatias dele, ou seja, música da massa, feito pela massa e para massa, ou seja, o Samba e o Funk carioca, o pagode de São Paulo, o o Calypso do Pará, o frevo e o Tercno-brega de Pernambuco, o forró do nordeste, o sertanejo de Goiás, queiram ou não queiram, é essa a nova cara da Música Popular Brasileira e quem diz isso é o povo.
Agora se você meu amigo é músico de "gueto", de pequenos grupinhos, que faz música pra se apresentar em circuito alternativo ou em feira cultural bancada pelo governo, se grande público pra você é 500 pessoas, meu amigo você faz música alternativa, porque MPB quem faz é quem vende música a quem nem tem dinheiro pra comprar um pão, que faz das tripas coração, mas não abre mão de consumir um cantor ou cantora de seu coração. Respeitem a música do povo, respeitem os cantores do povo, por que somos incapazes de lhes garantir cidadania e agora queremos usurpar-los de sua identidade musical. Autor.
Cristiano, reescrevo trechos com sugestões de edição incorporadas:
"Bons tempos aqueles em que a música de protesto era feita na voz e na mente de Chico Buarque, Geraldo Vandré, dentre outros, que o baião..." - "aqueles" em plural, artigo feminino a em lugar de masculino o, assim como concordância do verbo fazer.
"Mas hoje é diferente. Com exceção desses ícones que ainda resistem no tempo, a MPB não é mais do povão, não é mais popular..." - Ponto final depois de "diferente". Início de outra frase. Vírgula depois de "tempo" e depois de "povão".
"A MPB é marca registrada dos defensores da "boa" música brasileira..." -Supressão de vírgula entre "MPB" e "é".
"Talvez, não sei, possam ser cantores frustrados, porque não fizeram sucesso plagiando o Chico Buarque ou o Tom Jobim" - Vírgula entre "Talvez" e "não sei". Supressão de vírgula entre "sucesso" e "plagiando".
Daqui por diante não vou mais especificar as alterações, apenas transcrever já modificado, de outro jeito leva muito tempo...
"O resultado disso é que as gravadoras, lotadas de opiniões desses "donos da MPB" estão quebrando, e vão quebrar ainda mais. Isso ocorre..."
"Então, mesmo que você não curta a música do povão, respeite-a, porque essa é a nova música popular brasileira. Popular expressão que vem do latim populare, que o mestre Aurélio define como: Do povo ou próprio do povo, feito para o povo, agradável ao povo; que tem as simpatias dele, ou seja, música da massa, feita pela massa e para a massa, ou seja, o Samba e o Funk carioca, o pagode de São Paulo, o o Calypso do Pará, o frevo e o Tecno-brega de Pernambuco, o forró do nordeste, o sertanejo de Goiás, queiram ou não queiram, é essa a nova cara da Música Popular Brasileira, e quem diz isso é o povo."
"Respeitem a música do povo, respeitem os cantores do povo, porque somos incapazes de lhes garantir cidadania e agora queremos usurpá-los de sua identidade musical".
Ufa!
Acabo de descobrir que é muito difícil revisar assim, tendo que especificar cada alteração, tanto que desisti no meio de fazer isso. Da próxima vez copio e colo o texto inteiro e pronto.
Abraço e espero que dê tempo de veres as sugestões antes da entrada na fila de votação (faltam dez horas).
Felipe, muito obrigado pela colaboração, os "errinhos" é pq tô meio sem tempo pra participar e a ferramenta é tão interessante que fiz três textos e não tive tempo de revisa-los....
Cristiano lima · Olinda, PE 4/4/2007 17:07
Pô, Cristiano... pena que passou aqui só depois do tempo de edição...
Sugiro, já que andas com pouco tempo, que faças quem sabe um texto por vez, e retrabalhes o tanto que seja necessário pra deixar ele "tinindo". Que tal?
Passaram batidos aí uns erros meio graves, começando já na primeira linha. É legal, ao enviar uma colaboração, ficar atento nas 48 horas seguintes, pra conferir os comentários de edição. Caso contrário, quem se dedica a sugerir correções acaba perdendo energia à toa.
Abraço,
felipe, valeu pela dica vou prestar mais atenção
Cristiano lima · Olinda, PE 4/4/2007 17:15
Mas desde quando mpb foi realmente popular? nunca.
sempre foi dominada pela elite intelectual da sociedade, ou vc acha que o som das feiras PODE ser chamado de mpb. Caetano ficaria xiliquento e João gilberto pediria para se calarem.
Gostei muito do texto, principalmente do último paragráfo. Não podemos cobrar de uma população tão necessitada e sem acesso que eles venham a entender a riqueza de uma música de Chico Buarque. O Povo precisa de educação de qualidade, de acesso à arte, de opções... sim o nosso "gueto" culturalóide está bem longe de ser PoP
Jan Moura · Cuiabá, MT 5/4/2007 09:23Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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