A Música está de volta às escolas

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Milena Dugacsek · Porto Alegre, RS
14/11/2008 · 67 · 9
 

Há pessoas que nascem com mais bemóis e sustenidos que as outras. Falam pelos que não têm voz ou que se tornaram roucos; agem pelos cotovelos, vísceras, coração, não medindo nem o ato, nem a vida, tão imbuídos estão pelos seus ideais. Mas quem os reconhecerá?

Para apreciação de todos, aqui do Overmundo, segue comunicado extraido do site: www.queroeducacaomusicalnaescola.com ,que anuncia a volta da música às escolas.

Já dizia Platão (...) " A Música é um meio mais poderoso do que qualquer outro, porque o ritmo e a harmonia têm sua sede na alma. Ela enriquece essa última, confere-lhe a graça e ilumina aquele que recebe uma verdadeira educação."

Todos aplausos do mundo ao Grupo de Articulação Parlamentar Pró Música.


COMUNICADO A TODOS OS INTERESSADOS NA VOLTA DA

EDUCAÇÃO MUSICAL ÀS ESCOLAS



O grupo de Articulação Parlamentar Pró-Música vem comunicar a todos que o Projeto de Lei 2732/2008 (conhecido pelo número originário do Senado PLS330/2006) foi sancionado no início da noite desta sexta-feira dia 15 de agosto, pelo Presidente da República em exercício, José Alencar. A sanção não contemplou o projeto de lei inteiramente: Houve veto proposto pelo Ministério da Educação ao artigo que tratava da especificidade da formação dos professores de música, alegada a sua inconstitucionalidade. Esta notícia foi obtida na através da Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado, transmitindo anúncio oficial feito pela Senadora Ideli Salvati (PT/SC).

Todavia o veto não compromete o avanço da tese. O governo anuncia que está aberto ao diálogo em relação à formação específica do professor de música e que este assunto poderá ser tratado a posteriori.

Assim, é com muita alegria que o GAP anuncia a todos os interessados que chegamos á realização plena da campanha "Quero Educação Musical na Escola" e que esta campanha agora, inicia uma segunda fase, focada em dar suporte à implementação da lei.

Cabe aqui tornar público o nosso reconhecimento e agradecimento às muitas mãos que trabalharam nesta campanha. O processo político foi uma parceria do GAP com a Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado, que acolheu as demandas do setor, constituindo uma pauta política para a música. Esta parceria originou dois Projetos de Lei idênticos, assinado por vários Senadores da República membros desta Comissão: Senadores Roseana Sarney (PLS 330/2006) e Roberto Saturnino, Sérgio Zambiasi, Cristovam Buarque, Romeu Tuma e Juvêncio da Fonseca (PLS 343/2006). É a todos eles que enviamos o nosso agradecimento, assim como à Senadora Marisa Serrano, a relatora.

Agradecemos aos relatores do Projeto de Lei durante a sua tramitação na Câmara, os Deputados Frank Aguiar e Leonardo Picciani, assim como aos Deputados João Matos, Presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto e Eduardo Cunha, Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania, pelo destacado empenho. Cabe ainda estender o nosso agradecimento a todos os Senadores e Deputados membros das Comissões que acolheram e aprovaram o projeto de lei por unanimidade em ambas as casas.

Foram 94 entidades nacionais e internacionais – abaixo listadas - que apoiaram o manifesto que forneceu a plataforma da tese e deu início à campanha. Foram mais 11.000 assinaturas individuais, durante os exíguos 18 meses da campanha e tramitação. Este curto processo impressiona a todos os observadores. A estes a nossa mais profunda gratidão e com quem dividimos esta conquista histórica.

Durante a campanha, vários parceiros voluntários deram força de trabalho e forneceram recursos logísticos, a saber: Staff Brasil Comunicação, Hostnet, Burburinho Cultural, Bateia Cultura, UFF e o CCBB-RJ. Agradecemos à International Society for Music Education – ISME e Associação Brasileira de Educação Musical – ABEM pela participação efetiva em todo o processo. Agradecemos às entidades constituintes do GAP – Rede Social da Música, Fórum Paulista Permanente de Música – FPPM, Associação Brasileira de Música Independente – ABMI, Universidade de Brasília – UnB, Cooperativa de Mùsica de São Paulo, Núcleo Independente de Músicos – NIM e sobretudo ao Sindicato dos Músicos Profissionais do Rio de Janeiro – SindMusi-RJ à pessoa da Presidente Déborah Cheyne pelo destacado suporte a esta campanha desde o seu primeiro dia.

O nosso mais profundo agradecimento aos artistas músicos, atores, educadores e produtores que participaram ativamente de ações fundamentais desta campanha: Daniela Mercury, Roberto Frejat, Francis Hime, Olivia Hime, Ivan Lins, Fernanda Abreu, Bibi Ferreira, Zé Renato, Gabriel Pensador, Maestrina Ligia Amadio, Carlos de Andrade, Beatriz Salles, Juca Novaes, Walter Franco, Alexandra Capone, Rênio Quintas e Eneida Soller.

Queremos registrar que toda estratégia de ação e o manifesto, marco e ponto de partida de todo o processo, foi elaborado pelo grupo de trabalho instituído pelo GAP/NIM. Para os signatários do manifesto dedicamos o nosso reconhecimento: Cristina Grossi, Cristina Saraiva, Déborah Cheyne, João Gulherme Ripper, José Nunes Fernandes, Liane Hentschke, Luciana Del Ben, Magali Kleber, Marcelo Biar, Maria Isabel Montandon, Sérgio Figueiredo, Silvia de Lucca e Turíbio Santos.

Finalmente agradecemos a sanção da lei ao Presidente Luis Inácio Lula da Silva e ao Vice-Presidente José de Alencar.

Este momento histórico resgata na forma da lei uma dívida da sociedade com a educação e dá início a um novo tempo e cria um novo paradigma para o debate nacional sobre a educação musical que serve ao Brasil hoje. Que todos saibamos consolidar esta conquista e que todos possamos usufruir no futuro, do que estamos construindo hoje.

Em nome do GAP, obrigado a todos os que apoiaram esta campanha!

Felipe Radicetti, compositor.

Coordenador do Grupo de Articulação Parlamentar Pró-Música – GAP
www.queroeducacaomusicalnaescola.com



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Eloy Santos
 

Parabens pela divulgação.
Conheço o tema.
Ele é fundamental à Cultura e à Educação.
Os brasileiros precisam saber disso.

Eloy Santos · Rio de Janeiro, RJ 12/11/2008 17:59
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Ivan Cezar
 

Querida Milena:
Estudei no Uruguai (em Rivera) porque meu pai era asilado político ( foi "convidado" a sair do País em 1965 ...)
Lá a cadeira de música era obrigatória . Estudamos todos os compositores e fomos instados a entender minimamente a música e adiferenciar uma Sinfonia de uma Marcha ...
Lá se foram os anos (muitos) e eu nunca conseguí desenvolver habilidade em algum instrumento. Tentei - comprei quase tudo - da flauta ao teclado, passando por violão ... Meu último investimento, para desespero das pessoas mais chegadas, foi um SAX feito de bambú e cuia que comprei de um músico de rua no bairro SAN TELMO em Buenos Aires .... eh eh eh Minha mãe queria me matar porque paguei Us$ 100,00 pelo insólito saxofone .Mas até hoje quem olha ele na minha casa diz : "NUNCA VI NADA IGUAL " , pois é ... para que vejas a injustiça que Deus fez comigo , convenhamos ele deveria ter me legado um pouco de talento ...
Beijos !

Ivan Cezar · São Sepé, RS 12/11/2008 19:49
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walnizia santos
 

Parabéns, querida Milena, pela divulgação
e pelo sucesso obtido com a intensa e entegral participação
do GAP.
Cada passo em favor da educação deve ser comemorado e aplaudido.
Muito bom o texto.
Beijos

walnizia santos · Brasília, DF 13/11/2008 10:00
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raphaelreys
 

Parabéns pela divulgação mina cara. Nada mais importante do que a iniciação musical. Uma iniciação a harmonia da ala com o corpo!

raphaelreys · Montes Claros, MG 13/11/2008 17:46
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Doroni Hilgenberg
 

Milena,
ótima divulgação.
Esse Grupo Articulação Parlamentar Pró-Musica, está de parabéns.
é sabido que atravéz da música, as crianças se acalmam, desenvolvem o dom e se desenvolvem para a vida.
Que venha para ficar.
bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 14/11/2008 15:26
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Stella Tuttolomondo
 

Votado!

Stella Tuttolomondo · Rio de Janeiro, RJ 14/11/2008 21:05
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Eloy Santos
 

Votei.

Eloy Santos · Rio de Janeiro, RJ 14/11/2008 21:15
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Jorge Daher
 

Votei.. mto bom!
Da uma olhada no meu tbm, por favor!

Jorge Daher · Ribeirão Preto, SP 16/11/2008 02:27
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Ivette G.M.
 

Os povos antigos usavam a música para marcar o rítmo de trabalho. Nas guerras, os tambores iam à frente marcando a marcha cadenciada dos soldados e tinha também a função de não deixar esmorecer. Na recuperação de doentes, usamos a musicoterapia, bem como para dar rítmo ao aprendizado de pessoas com déficit de atenção.
Toda escola, pública ou particular, tinha uma fanfarra e ela repuerava muito aluno cabulador, preguiçoso nos estudos, insubordinado.
Será que não diminuiriamos a violência nas escolas, com o ensino da música? Eu acredito que sim. Mas é preciso investir em educação e isto não significa apenas comprar computador.
Votado. Ivette G M

Ivette G.M. · Cotia, SP 16/11/2008 14:35
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