A novela que a Globo não quer mostrar

Livros, de Van Gogh
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Cicero de Bethân · Vitória, ES
30/8/2007 · 188 · 33
 

Há muito que não via o Jornal Nacional. No último dia 25 me lembrei porquê. Em uma reportagem, o Jornal anunciou que “começou a funcionar em quatro universidades um sistema que pretende acabar com as cópias ilegais de livros”.

Choramingando que embora o número de universitários no país tenha dobrado e as vendas de livros caíram pela metade (eu enquanto entusiasta do rigor metodológico, gostaria de saber como fizeram esta pesquisa) dizia então José Manuel Moran, diretor de faculdade: “a minha recomendação é que eles comprem o livro porque é mais importante ter um livro como um todo. Agora sei que existe a indústria da cópia, por isso temos que encontrar uma saída que seja legal”.

O que o jornal não lembrou (por acaso?) é que não se trata somente de direito autoral e crime de cópia ilegal (aliás, verdade seja dita, esse apelo à idéia de prática criminosa já é mais do que oportuno). Sei que estamos falando de uma rede nefasta, não sei se criada pelas editoras e associações de proteção aos direitos autorais, mas hoje é uma barbaridade. Pois, sob a desculpa de que defendem os interesses dos autores, lançam-se em uma cruzada de caça às bruxas.

Em parte acho até que seja verdade a história de defesa dos autores, mas só em parte. Uma pequena parte. Não vou começar a filosofar aqui mas o que o Jornal Nacional esqueceu de mencionar é que livro aqui no Brasil é um artigo de luxo. E falo justamente dos altos preços. Sim, o livro no Brasil custa caro, não é pra qualquer um. E não estou nem falando de Best Sellers. Se a conversa é sobre conhecimento, os chamados livros acadêmicos, percebemos o mecanismo cruel de não-democratização do saber. As chamadas leituras necessárias à nossa formação são vendidas a peso de ouro.

Acho que todos prefeririamos ter nossa vistosa biblioteca a crescer a olhos vistos com o passar do tempo e o amadurecimento do sujeito. Mas sinceramente, quando entro nas livrarias que vendem livros novos, saio de lá deprimido. E do mesmo jeito que entrei: de mãos vazias.

A Associação Brasileira de Direito Autoral diz ter descoberto uma alternativa: vai vender trechos dos livros. "Para controlar o número de cópias, o nome e o CPF do estudante serão impressos com letras d´água embaixo do texto. A promessa de preços parecidos aos das copiadoras, mesmo com o acréscimo da parcela do autor".
Nossa, quanta consideração com os pobres autores. Aliás, me ocorreu: a menos que você seja um autor de best seller, tua porcentagem em um livro não seria pífia?

Enquanto isso, vou montando minha xeroteca que divide espaço com aqueles valiosos livros que compro nos sebos.




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joao xavi
 

eu, como universitário, to com essa discussão pelo pescoço.
a um tempo atrás pensaram um projeto de "livro genérico", que seria impresso com qualidade inferior pra permitir preços mais acessíveis.
mas vou te dizer que pelo que eu vejo aqui, estudo na puc-rio, até as xerox custam muito caro pro bolso de muitos alunos...

joao xavi · São João de Meriti, RJ 28/8/2007 11:49
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Thiago Camelo
 

Oi Cícero. Discussão interessante, que abre para opiniões das mais diversas. Uma dica sobre a edição do seu texto. Um dos links está grande demais, o que faz com que a página fique mais "larga". Que tal linkar "Jornal Nacional" ao endereço do site, por meio da ferramenta "link" ainda disponível na edição do texto? Abração!

Thiago Camelo · Rio de Janeiro, RJ 28/8/2007 13:05
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Diego Matias
 

Alguns assuntos são supervalorizados. Por exemplo, um livro de Direito e Medicina custa os olhos da cara - por causa da renda média de seus frequentadores - enquanto outras ciências não tem o preço do livro alterado dessa maneira.

Diego Matias · Corumbá, MS 28/8/2007 15:31
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baduh
 

Cícero, querido.

Esta discussão irá dar panos para as mangas, anote aí.

Você tocou num assunto que é dos mais infames em nossa pobre sociedade.

Aguardarei para entrar no debate que este texto provocará logo a seguir.

Te adianto que é um primor de texto e que o assunto é mais que candente: é incandescente! As minhas mais entusiásticas felicitações!!!!!!!!

Abração do,

Baduh

baduh · Rio de Janeiro, RJ 28/8/2007 16:35
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Ilhandarilha
 

Cícero, assunto sem dúvida polêmico. O link do JN está quebrado e não pude ver qual o tom da matéria. Mas acho que é preciso não esquecer que, à parte as questões filosóficas da coisa, xerocar textos não deixa de ser uma pirataria intelectal, sim.
Existem muitas soluções, mas não sei se existe vontade política para isso: uma delas é a lembrada pelo João Xavi, do livro genérico. Outra seria a apontada pelo entrevistado, de disponibilizar pela internet, mediante um pagamento, partes do livro.
É claro que ai haveria ainda o problema do livro não ser lido como todo, no seu contexto inteiro, como quer e necessita o autor. Mas com a xerox indiscriminada também não ocorre isso?
O que é melhor? ler fragmentos ou nada ler?

Ilhandarilha · Vitória, ES 28/8/2007 18:08
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Ilhandarilha
 

Só para jogar mais lenha na fogueira: um amigo professor da Ufes, de saco cheio de alunos que não têm nenhuma referência sobre nenhum autor que ele falava em sala de aula, deu como trabalho do semestre aos seus alunos o seguinte exercício: ler um livro (e resenhar depois). Qualquer um!, à escolha do aluno. Mas, pelo amor de deus! Leiam alguma coisa!

Ilhandarilha · Vitória, ES 28/8/2007 18:12
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Cintia Thome
 

As famílias não aguentam os apelos de consumo e livros ficam para quando?Nunca.
Um universitário, mesmo em universidade pública, as x nem de bandejão come...
Livros? A saída são tardes em bibliotecas, mas o aluno foi preparado para isso?
Texto muito bom, sou contra cópias...sempre achei que se conhece um homem pela sua biblioteca particular, será que as gerações futuras terão como mostrar isso???
E ainda tem gente(abastada) que compra "capas" luxuosas de livros, sem miolo para "decorar" estantes...rs. Hilário.
Parabens...

Cintia Thome · São Paulo, SP 29/8/2007 05:56
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Cicero de Bethân
 

Caríssimas(os) Overminas e Overmanos,
esta ferramenta de link não está querendo trabalhar comigo. E não é de hoje. Resolvi colocar aqui então o link para o Jornal Nacional:http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1619424-3586-720379,00.html
Espero que funcione!
Abraços!

Cicero de Bethân · Vitória, ES 29/8/2007 08:09
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Cicero de Bethân
 

A coisa tá esquentando! Grande Baduh, bem que você falou!
Thiago Camelo:espero que o link tenha resolvido. Obrigado pela dica, mas tentarei um curso intensivo de botação dos links para dinamizar meus trabalhos. Neste mundo de hoje preciso ser ousado e inovador.
Abraço!

Cicero de Bethân · Vitória, ES 29/8/2007 08:24
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Cicero de Bethân
 

Salve João!
tamo junto e misturado! Concordo contigo, principalmente porque estes livros genéricos por vezes não é só o material usado para sua impressão que é inferior: a tradução, o trato com o texto, incluindo ai as diversas referências que se possa ter. É um prejuízo. E estou aqui também como universitário.
Universitários de todo o mundo, uni-vos!

Cicero de Bethân · Vitória, ES 29/8/2007 08:30
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Cicero de Bethân
 

Diego,
no final das contas isso parece coisa da máfia, não? :)
Abraço!

Cicero de Bethân · Vitória, ES 29/8/2007 08:32
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Cicero de Bethân
 

Ilha,
espero que o link agora funcione. Vale a pena passar raiva com a matéria, ficará mais bem explicado quais as intenções da Associação. No mais, concordo que xerocar é pirataria. De acordo com a lei atual. Agora, lembrando também os comentários da Cinthia, eu por mim não teria xerox, mas livros. No entanto, a coisa é bem diferente quando encaro a realidade e essa realidade me diz que se eu quiser um comprar UM livro, terei que morrer em tantas vezes no cartão (ao invés de morrer logo vou morrer aos poucos talvez?). A situação é calamitosa. Acho que uma sugestão seria um incentivo por parte do governo para reduzir o preço dos livros ditos acadêmicos, para todos aqueles que queiram ter acesso ao conhecimento.
Abraço!

Cicero de Bethân · Vitória, ES 29/8/2007 08:47
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FILIPE MAMEDE
 

Pois é Cícero. Estou no último ano do curso de jornalismo aqui na UFRN. Assisto às aulas de pelo menos cinco displinas por semestre. Cada uma delas, nos oferece uma ementa da disciplina contendo, pelo menos, 20 obras relacionados com a matéria. Concordo com o tal reitor. Seria muito bom poder comprar os livros e tal e tal. Mas imagine comprar 100 livros por semestre. 'É pra matar até o guarda".
Ah, veja se consegue uma fotinhas de uns livros, da xerox, ou de uma biblioteca. Aproveite as ferramentas do overmundo.

Um ABRAÇO.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 29/8/2007 14:41
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Nivaldo Lemos
 

Cícero,

obrigado pelo convite. Você tem toda razão, isso é uma vergonha e uma hipocrisia. Direito autoral - como se sabe - protege muito mais o direito das editoras e distribuidoras (que são as que ficam com a parte do leão nessa injusta equação de mercado) do que propriamente os autores como o nome sugere.

E digo isso de cadeira. Sou autor de livros (destes ditos necessários, pois são de história) e é de corar um mendigo o que recebo de direitos, mesmo sendo por muitos considerado um "privilegiado" por abiscoitar incríveis 10% das vendas! Que na verdade corresponde, no meu caso, a míseros 3,3%, pois as obras são em co-autoria com outros dois autores. Pois bem, após a sétima edição e a venda de mais de 80 mil exemplares, creio eu, recebo em média a cada três cerca de R$ 200,00, quando não menos de direitos autorais.

Esta é a realidade do mercado, com raras exceções, é claro! Mas que a Globo jamais vai denunciar, pois ela também é editora.

Um abraço e parabéns pelo texto.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 29/8/2007 15:30
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Carlos Bruce Batista
 

Organizações Globo cara....

Carlos Bruce Batista · Rio de Janeiro, RJ 29/8/2007 18:13
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LAILTON ARAÚJO
 


AMIGO CÍCERO!

O tema colocado em discussão é muito importante...

Ainda sou estudante... Meses atrás levantei essa "lebre" em uma Faculdade... Eu fazia parte da Diretoria do "CA" - Centro Acadêmico.

Acho que por fazer parte (como músico e compositor) de associações autorais, defendo o legítimo "Direito do Autor". Escrever um livro é trabalhoso... Requer horas e horas, anos e anos de pesquisas... Não é justo o trabalho de alguém ser leiloado em forma de páginas... Muitas vezes: esquartejado... Perdendo todo o roteiro e idéias! Pretendo trabalhar como escritor de livros de Biologia – depois de formado.

Por outro lado... A população brasileira está carente! Carente de tudo! Imagine: livros? É artigo de luxo! Muitos nem sabem pra que serve um livro! Inclusive nas Faculdades!

Algumas idéias para debate...

As editoras deveriam disponibilizar livros ou capítulos destes (organizados por temas) em sites especiais na internet (protegidos por senhas) - apenas para leitura individual. Outra forma seria todo o livro ou livros, ou parte deles (por assunto) dentro de um CD – com os arquivos também protegidos, evitando-se a pirataria.

O custo da mágica...

Para a aquisição desses referidos produtos, cada estudante ou professor pagaria uma quantia mínima em centavos – contabilizados por páginas. O valor nunca ultrapassaria a quantia de R$ 20,00 – mesmo que a citada obra tivesse 200, 300 ou 500 páginas.

Como tornar viável...

Cada produto educacional traria o nome do autor, editora, instituição educacional, e um patrocinador cultural. Os bancos ganham muito dinheiro. Eles têm a obrigação de promover a educação do povo. A PETROBRÁS bancaria livros digitais com temas do meio ambiente. Outras empresas entrariam no esquema. E as próprias faculdades particulares poderiam colocar seus comerciais nas contra-capas dos livros. Até as correções e atualizações ficariam mais fáceis e econômicas, para autores e editoras.

Combatendo o desperdício do papel...

* As apostilas (usa-se papel e não é ecológico) sairiam do mercado. Está na contramão da Ecologia - fragmenta o conhecimento! Estupra o que o autor escreve!

* Os livros por terem uma vida útil longa - continuariam em uso. Muita gente quer ter o prazer de formar uma biblioteca - mesmo desatualizada. Eu me incluo nos que gostam de livros. Concordo que são caros! Protesto e protesto! Compro livros em "sebos". O que está desatualizado eu busco na internet... Dá trabalho!

Financiando quem lê o livro...

* Financiamentos para os leitores: o livro seria financiado em 100 suaves prestações - com direitos a refinanciamentos e atrasos. Detalhes: sem juros e correções monetárias! O autor (mesmo o de contos e poesias) seria contemplado na via contrária: receberia uma quantia para a publicação e pagaria em 15 anos... Também sem juros e correção! Estou viajando! rsrsr

Viva o Livro! O Livro ainda Vive! Vida Longa para o Livro... Mesmo digital!

Grande abraço!

Lailton Araújo


LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 30/8/2007 00:16
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LAILTON ARAÚJO
 

CÍCERO...

Votei bem votado!

Abraços.

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 30/8/2007 14:43
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Diego Matias
 

Cícero, tem um cerviço chamado TinyURL que diminui endereços de web muito grandes - como este da notícia. Espero que te ajude. Votei no texto, abraço!

Diego Matias · Corumbá, MS 30/8/2007 15:36
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Diego Matias
 

Cícero, tem um serviço chamado TinyURL que diminui endereços de web muito grandes - como este da notícia. Espero que te ajude. Votei no texto, abraço!

Diego Matias · Corumbá, MS 30/8/2007 15:37
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Cintia Thome
 

Votei bem votado.
bjus.

Cintia Thome · São Paulo, SP 30/8/2007 17:25
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Rodrigo Gerolineto Fonseca
 

Cícero,

O mais grave é o prejuízo social, que é dificultar o acesso ao conhecimento. O melhor é, realmente, ter acesso à íntegra das obras literárias. Com a venda de livros esquartejados, a única integridade mantida diz respeito ao lucro das editoras. Não há preocupação alguma com a formação das mentes brilhantes que, pelo simples fato de existirem, podem influenciar nos destinos de nosso país. Pela quantidade de editoras existentes e dos títulos lançados anualmente, não creio que os editores estejam em risco de extinção; já, uma boa formação acadêmica...

Rodrigo Gerolineto Fonseca · Picos, PI 30/8/2007 20:43
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baduh
 

ahahahah Acrescentei os meus cinco pontinhos. Irá entrar sim, para os anais do Over!

Temos que arranjar um meio eficiente, sério, ativo, de sair das mãos do rufião fabricante de livros.

Há alguns exemplos de sucesso, na área musical, onde o roqueiro Lobão, por exemplo, vendeu muito bem um CD independente, nas bancas de jornais.

Além de imporem contratos onde o autor não leva praticamente nada de saída, ainda há o acinte do pagamento de direitos-autorais feito em valores achincalhantes.

Há aquela máfia que estabelece os livros obrigatórios no sistema de ensino público, há revistas de grande circulação que não passam de catálogos de venda, inclusive de venda de ideologias, interesses. Pura manipulação.

É preciso que nós, que produzimos arte de forma independente e sincera, nos unamos em cooperativas e também nas denúncias contra o que já está por aqui - estabelecido de forma canalha, há décadas.

Na minha especialidade - panfletos incendiários - podem contar comigo.

Grande abraço,

Baduh

baduh · Rio de Janeiro, RJ 30/8/2007 20:49
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Saramar
 

Cicero, creio que acontece com as editoras o mesmo que acontece com as gravadoras de discos: ganância, que prejudica todo mundo, menos elas.
No caso dos discos e filmes, há uma grita geral, porém livros? Quem se importa com isso, neste país "onde ninguém lê"?
Essa falácia, essa marca de não-leitores ajuda (eu creio) a manter os livros como objetos inatingíveis.
Não acredito em soluções que envolvem governos. Acredito mais nos professores incentivando os alunos a buscarem as bibliotecas e na luta junto às editoras para diminuir o preço dos livros.
E elas alegarão: os impostos são altíssimos.
E voltaremos ao início dessa doida ciranda de indiferença para o problema do qual a xerocomania é apenas uma face.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 30/8/2007 21:12
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Alê Barreto
 

Eu acho que cada caso é um caso. O texto aborda em grande parte a questão dos livros didáticos. No caso dos famosos "xeróx" de universidade, há 3 principais interesses econômicos: a empresa que faz cópias, quer ganhar através da cópia dos livros; a editora, quer evitar perda de venda de livros por impressões sem autorização; os alunos, como qualquer consumidor comum, vão atrás sempre do menor preço. As editoras poderiam fazer um convênio com todos estes xeróx, que são na verdade "gráficas expressas", para que estes fizessem impressões dos livros através das máquinas de xeróx, a um preço acessível, e recebendo um % para cada impressão. Ganhariam os 3: estudantes, xeróx e editoras.

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 31/8/2007 00:05
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Higor Assis
 

Gostei

Higor Assis · São Paulo, SP 31/8/2007 07:49
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Ilhandarilha
 

Cícero, tinha esquecido totalmente disso, mas agora, vendo os comentários no seu post me lembrei de uma coisa que conheci a mais de 10 anos, quando trabalhava na Escola Técnica (que ainda não era CEFETES): um representante da xerox esteve na escola para demonstrar uma máquina que eles estavam lançando que tinha conexão de rede. Ela permitia copiar e-books em formato de livro! É isso mesmo: você fabricava seu livro na hora, conectando com a editora! Alguns funcionários da antiga ETFES e de escolas e copiadoras, entre os quais eu, fomos levados ao hotel Ilha do Boi para um worshop sobre o funcionamento da dita máquina.
Isso foi a mais de dez anos. De lá pra cá a Xerox sumiu do estado (lembra que eles construíram aquele prédio enorme em frente à Ufes que agora é da Petrobras?) e eu nunca mais ouvi falar de uma máquina assim. Cadê essa máquina? Cadê a empresa Xerox? Acho que ninguém aqui no estado comprou essa máquina, pois nunca mais vi algo parecido nem em notícia de jornal. Mas não seria uma solução para o problema?

Ilhandarilha · Vitória, ES 31/8/2007 08:55
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ktarrock
 

Cara!!!! Eu tow passando por esse problema agora! Sede de conhecimento que só pode ser saciada com aquelas cinzentas páginas de uma xerox qualquer e vagabunda!

ktarrock · Recife, PE 31/8/2007 12:20
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Roberta Tum
 

Cícero...adoro os livros, detesto as cópias, mas elas são necessárias, muitas vezes. Esta discussão me lembra outra, a da pirataria dos Cd's. Livros, música, patrimônio da humanidade, cada dia de mais difícil acesso pelas vias "legais".
Descobri uma saída interessante para adquirir, veja bem - SÓ O QUE VOU USAR - por que muita coisa é descartável, ou não terá muita utilidade depois de um determinado momento, em que terminar de cumprir sua função.
É um site super legal, que reúne sebos de todo Brasil. Tenho encontrado bons títulos a bons preços lá. Anotem e visitem
Estante Virtual.
Muito bom!

Roberta Tum · Palmas, TO 1/9/2007 11:17
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Cicero de Bethân
 

Pessoas,
muito obrigado a todos! Suas opiniões e comentários, com certeza são muito valiosos para que a discussão alcance o terreno das ações (tá anotado Baduh!rsrs). E para quem quiser, já está aqui registrada nos anais, não pode parar! Vamo que vamo!
Abraço!

Cicero de Bethân · Vitória, ES 1/9/2007 21:34
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zepereiranoticias.blogspot.com
 

Boa, Cícerão.

zepereiranoticias.blogspot.com · Belo Horizonte, MG 3/9/2007 12:21
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Cesar de Paula
 

É a pura verdade. Eu também primeiramente vou aos sebos, se não encontro o livro, vou às bibliotecas, e por último compro quando é estritamente necessário às minhas pesquisas...Confesso que sou um tanto compulsivo e tenho vontade de comprar todos os livros que me interessam, só que os novos, devido ao preço, me assustam... Vai aí uma dica:
www.estantevirtual.com.br

Abraços.

Cesar de Paula · Brasília, DF 3/9/2007 21:13
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Martins Social
 

Caro Cícero,

Muito boa reflexão. Parabéns.

Martins Social · Vila Velha, ES 5/9/2007 15:33
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achr
 

Tem uma editora aqui de Porto Alegre que já está trabalhando com esse conceito, vendendo trechos e/ou capítulos no formato PDF ou impresso, através de parceria com universidades.
Mas não sei, os valores... os valores se são em conta.
Muito bom o texto. Grande abraço

achr · Porto Alegre, RS 7/9/2007 20:28
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