Observatório

Instituto Overmundo
Durante os seus já 2 anos e meio no ar, o Overmundo viu a sua proposta de difusão cultural e colaboração online desdobrar-se não apenas na vasta comunidade formada em torno do site, como em novas iniciativas movidas pelo espírito de compartilhar, enriquecer e disseminar a experiência acumulada. Agora, um espaço institucional há muito tempo planejado vai ser o catalisador e o abrigo... leia

Fóruns

Observatório · tudo sobre o Overmundo

Ajuda · tire suas dúvidas aqui

Código · sobre o sistema do site

Conversas · sobre culturas de todo o Brasil

Classificados · produtos e serviços culturais

 
A polêmica do deslocamento
priscila lolata · Salvador (BA) · 8/6/2008 13:40 · 237 votos · 24 comentários ·  
 
1
overponto
Willyams Martins
Pele Grafitada do Canela - 2006
Imagens
Cartaz da Exposição de Willyams Martins - 2008
Pele do Pilar - 2006
Protesto dos grafiteiros - 2007
Pele da Cultura - 2006
Pele do Campo Grande - 2007
O artista visual Willyams Martins e um grupo de grafiteiros de Salvador foram o centro de uma grande polêmica em setembro de 2007. Agora a polêmica foi retomada, talvez em menor proporção, mas com uma boa dose de ironia. A história é a seguinte: Williams Martins, quando fez seu mestrado na Escola de Belas Artes da Ufba, pesquisou uma técnica de resina e tecido de nylon que colada sobre a superfície de muro, retira da cidade todo tipo de textura encontrada neles. O artista chama essas telas de "peles grafitadas". A princípio retirava sujeira, rabiscos, pichações, grafismos urbanos... E numa feita, retirou a parte de um grafite, aliás, fez isso com cinco, dentre dezenas e mais dezenas de "peles grafitadas". Até aí sem problemas.

Mas Martins ganhou o prêmio Braskem com sua pesquisa e embolsou 20 mil reais, teve sua obra valorizada e ganhou mais três prêmios com seus trabalhos resultantes da pesquisa "Peles grafitadas: uma poética do deslocamento". A situação complicou. Os grafiteiros começaram a questionar o procedimento de Martins e a reivindicar direito autoral. Afinal o artista retirou partes de grafites e não disse quem tinha feito, comercializou as peças como sendo unicamente de sua autoria - reclamaram os grafiteiros.

Esse deslocamento pôs o grafite e a arte contemporânea em rodas de discussão das mais diversas pessoas na cidade do Salvador. Poucos fatos na arte soteropolitana geraram tanta repercussão, pelo menos, nos últimos 15 anos. Os protestos encabeçados pelos slogans "Artista prático" e "Ladrão de grafites", como os grafiteiros passaram a chamar Willyams Martins, foram expressos através de cartazes nos locais onde os grafites haviam sido retirados e de um blog feito para a situação. O assunto também virou manchete na imprensa local.

Martins, por sua vez, segue com seu trabalho e alega que o objeto de pesquisa não são os grafites, mas os registros da cidade que se sobrepõem nos muros urbanos, voltados para o espaço público. Que os grafismos podem ser desde sujeira, como poeira sobreposta, marcas de mão, poluição a palavras soltas, pichações e grafites.

Entendendo-se o grafite como um trabalho de arte, os grafiteiros por sua vez consideram que Martins faz a "arte da praticidade" e soltaram o verbo contra o artista. No manifesto que circulou na internet disseram que ele faz "a arte do não fazer, só sacanear aqueles que trabalham de graça, para um público comum que merece muito respeito. Com extremo ato de egoísmo o 'artista prático' Willyams Martins arranca os grafites da cidade, assina embaixo e vende".

Após a polêmica - Meses após essa situação, Martins fez uma outra exposição com as "peles grafitadas" na qual segue imprimindo em suas telas os vestígios da cidade fixados nos muros. Alguns trabalhos são recortes de espaços nos quais cartazes se sobrepõem. Usando da auto-ironia, a imagem de divulgação da exposição é um dos cartazes que os grafiteiros fizeram em protesto e colaram nos locais onde Martins retirou parte de um grafite. O artista diz que usou esse trabalho para divulgar sua exposição propondo "um diálogo com esses jovens da cidade e com o que eles propuseram. Houve uma provocação e respondo com uma proposta de diálogo". Os grafiteiros não se manifestaram desta vez. "Acho que eles entenderam que a pesquisa não era só retirar grafites, mas que o trabalho tem uma série de desdobramentos sobre a memória, o espaço, o que ficou como registro da cidade, dentre outras coisas", explica.

Na expansão das linguagens da arte contemporânea, a ocupação do espaço público com intervenções de artes visuais vem sendo uma constante (não apenas do grafite). A apropriação já faz parte dos procedimentos da história da arte desde a primeira década do século XX. Mas será legítimo a retirada de parte de um grafite? Eis a grande questão que circundou toda a polêmica em 2007 e retorna com ironia dentro da continuidade de uma pesquisa que se iniciou na academia.

O apego dos grafiteiros ao seu trabalho não contraria a proposta de se expressar na rua em locais sem "segurança", onde qualquer outra pessoa pode pichar, riscar ou mesmo pintar de branco sobre os grafites? A questão é Willyams Martins ter levado um pedaço do grafite para a galeria sem dizer a autoria da imagem (no caso do grafite) original? Mas os grafites, quando estão na rua, são identificados pelo cidadão como sendo desse ou daquele grafiteiro?

Diante de tantos questionamento, a opinião pública se diverge, uns acham uma agressão os danos causados aos grafites que enfeitam a cidade, outros acham que o grafiteiros têm que praticar o desapego à obra. E assim, muitas opiniões são reproduzidas e outras tantas têm argumentos inusitados. Para conhecer um pouco do trabalho de Willyams Martins pode-se acessar www.martins.art.br e para acompanhar os protestos dos grafiteiros acesse www.artistapratico.blogspot.com .

tags: Salvador BA artes-visuais


 
canto_esquerdo comentários rss postar novo comentário canto_direito
 
São tres coisas que acho fantásticas no Brasil, E não sei a orgiem.
Como não souberam Sivio Romero; Gilberto Freire nem Camara Cascudo.
a) Qual a base/origem cultural historiográfica do Repentista;
b) a mesma base socio-pol´tico do Mestre de Capoeira;
c) A origem da cultura e da técnica sistemática do grafiteiro.
Fica até uma sugestão. Desenvolva alguma coisa e envereda
a escrever, mesmo que seja raciocinio proprio.
abraço
andre.
Andre Pessego · São Paulo (SP) · 7/6/2008 20:58 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Priscila, li e reli pra tentar entender melhor essa polêmica. Eu acredito que um grafite na parede (não pichação) é uma arte. Aquele que fez aquilo, se inspirou em algo, quer expressar uma idéia e usou o seu dom, num muro qualquer, numa parede qualquer, em espaço público. É lugar público? É! Mas, como toda obra de arte, o grafite tem uma identidade, tem um artista por trás! Em todo grafite que vejo, há uma assinatura abaixo, nem que seja um rabisco pra identificar a autoria. Pode estar assinado só "Zé" ou "José"... mas foi aquele "Zé" ou "José" que criou aquilo ali e isso deve ser respeitado! Se um cara tira a obra, leva pra expor (ainda que seja com sujeira, marca de mão de alguém que passou, etc.) numa galeria, deve, obrigatoriamente dizer que foi "Zé" ou "José" o grafiteiro, ainda que não saiba, sequer, quem é esse artista, ou, que as pessoas que passaram não tenham olhado pra esse nome no grafite! Não fazendo isso, fica, no mínimo, feio! Quando alguém expõe algo que não criou e ainda lucra com isso sem identificar a autoria, já é horrível, e pior ainda, é isso tudo e também danificar a obra na parede ao retirar uma parte! É assim que penso.
JACK CORREIA · Crato (CE) · 8/6/2008 01:20 
1 pessoa achou útil
Sua opinião: Útil   

Estou com os demais grafiteiros...desrespeito à arte na rua, um exemplar único sendo danificado ao bel prazer , desrespeito às obras e aos autores dos mesmos...
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 8/6/2008 14:25 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Acho que não devia ser danificada a obra de outro artista sem o consentimento do próprio...
Acho um desrespeito...
Grafiteiro não é pixador. e sim, um arte!!!
Jair Jnusi · Rio de Janeiro (RJ) · 8/6/2008 14:49 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Tmabém entendo que o grafiteiro, pratica arte. Não é um pichador. Portanto, entendo também que se dceveria respeitar a obra do artista.
Muito bomo seu trabalho.
Abraços
Saavedra Valentim · Vitória (ES) · 8/6/2008 18:29 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Tmabém entendo que o grafiteiro, pratica arte. Não é um pichador. Portanto, entendo também que se dceveria respeitar a obra do artista.
Muito bomo seu trabalho. Votei!
Abraços
Saavedra Valentim · Vitória (ES) · 8/6/2008 18:29 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

acompanho este debate há algum tempo - muito obrigado Priscila por esta atualização aqui no Overmundo - só o Williams ter gerado tantas reflexões divergentes já mostra que sua ação artística (sem dúvida nenhuma) é muito poderosa
Hermano Vianna · Rio de Janeiro (RJ) · 8/6/2008 20:05 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Ser poderoso é sinônimo de fazer coisas erradas, sim porque
fazer um ctrl c com um grafite pra depois fazer um crtl v em outro lugar, que nome se dá a isso a não ser apropriação indébita ou vulgo roubo.
Se liberou geral eu vou na Praça Princesa Isabel pegar aquela estátua do Deodoro pra mim !
alcanu · São Paulo (SP) · 8/6/2008 20:28 
1 pessoa achou útil
Sua opinião: Útil   

acho muito interessante a sua colaboração, priscila. acho também que essa obsessão pelo posicionamento (ser contra ou a favor desse ou daquele) nos impede de elaborra uma reflexão sobre tudo que está em jogo.

penso que simplesmente criticar o Willyams Martins como alguém que se apropriou de uma arte de terceiros é negar uma longa discussão e prática na história da arte... e essa discussão é fundamental para definir os rumos do trabalho artístico e do pensemento.

os grafiteiros querem ser reconhecicodos como artistas, donos de um trabalho pessoal? e quando duchamp pôs um bigode na monalisa? e a descronstrução da autoria em prol da linguagem como vírus?

honestamente, não quero ser contra isso ou defender o direito a autoria dos grafiteiros automaticamente, ou mesmo rebater a proposta do Willyams Martins. li o que você escreveu e não me basta... quero mais, quero pensar e ler. conhecer melhor isso tudo, o próprio trabalho das peles grafitadas. acho que merecemos mais para poder discutir. e temos que buscar isso.

parabéns, priscila, porôr na pauta um assunto que realmente precisa ser discutido com honestidade.
toinho.castro · Rio de Janeiro (RJ) · 9/6/2008 00:48 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Priscila, eu fiquei com uma dúvida que nem o site do Williams me esclareceu: os grafites são removidos, tirados, das paredes?

Bem, quanto à filosofia, eu achei a idéia interessante. É o remix do grafite.
Roberto Maxwell · Japão · 9/6/2008 09:10 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Acho que entendi. Ele remove o grafite. Putz, sendo bem sincero, eu ficaria puto se o meu grafite fosse removido. Ou não? Não sei. O debate é fantástico. Porém, eu acho que eu ficaria puto se meu grafite fosse removido. Sobre a discussão de direito autoral, deveria rolar como no CC, modificação da obra merece citação, não?
Roberto Maxwell · Japão · 9/6/2008 09:12 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

uma provinha do trabalho dos grafiteiros citados no blog artista pratico:
http://www.flickr.com/photos/ananda_nahu/2443919174/
http://www.fotolog.com/izolag/18473809
http://www.flickr.com/photos/ananda_nahu/2382978266/
http://www.flickr.com/photos/ananda_nahu/2222308877/
http://www.flickr.com/photos/ananda_nahu/2188501703/

joao xavi · São João de Meriti (RJ) · 9/6/2008 11:04 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Assunto interessante. Bom de se pensar.
Voto confirmado
ayruman · Chapada dos Guimarães (MT) · 9/6/2008 12:52 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Apropriação indébita...até na arte...a arte sempre é louca,
há muita cópia ou "releitura" (rs) mas larápia nunca soube....
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 9/6/2008 15:17 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

apropriação indevida, eu quis dizer...ou seja, me parece um gatuno dos bons...
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 9/6/2008 15:20 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Deslocou do muro - um espaço público - expôs em pele - em galeria, um espaço privado.
Descolou uma grana pra si, não citou a fonte da autoria primeira.
Pelo direito do autor, caberia necessariamente a citação da autoria, ainda que em obra derivada, reafirmada em outro suporte, ajuntada a umas tantas outras imagens da cidade.
Se bem entendi, o Louvre abriu uma exposição de Picasso e pôs um quadro de Portinari entre as telas - sem assinatura, sem citar no folheto, sem mais aquela. O Louvre errou.
Por algum motivo, o Louvre não faz uma coisa dessas. Então, ainda que haja estranhamento e arte nas peles, os que originaram a matriz das peles deveriam ser citados pelo menos como pesquisados, na arte dali derivada.
Tenho uma certa inclinação pelo pensamento que se generaliza de que o conhecimento é propriedade universal, patrimônio da humanidade.
Daí deveria decorrer que todos se beneficiam do que ela gera de riquezas materiais ou imateriais.
Seria uma outra sociedade, com outras relações sociais, com outras relações de produção, que preservasse o que é do outro com o mesmo amor que preserva o que é próprio de cada um.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 9/6/2008 18:52 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Muito interessante. A arte tem que sair às ruas, ganhar os muros, paredes, instalar-se no mundo. Assim começou a arte - nas cavernas, nas catacumbas, o homem registrando a sua passagem no mundo, dominando o mundo com a sua marca, criando formas e, assim, proclamando: eu existo.
Abraços.
José Carlos Brandão · Bauru (SP) · 9/6/2008 19:01 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

dudavalle Daniel Senise faz isso há anos, então a tal técnica de resina e tecido nylon não eh nova, quer dizer "parte da pesquisa ..."
Senise retira texturas do chão e não dos muros das cidades.
A questão fica então: quem se apropria de que ? Os grafiteiros se apropriam do espaço público e Williams se apropria do trabalho dos grafiteiros/espaço público ?
Apropriação eh quase sempre meio sem graça, subversões são melhores.
dudavalle · Rio de Janeiro (RJ) · 9/6/2008 19:18 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Esse assunto é muito sério. O artista Willyams Martins, deveria ter dialogado com os grafiteiros sobre o seu projeto. Assim não geraria tanta polêmica.
A coisa não esfriou! O assunto volta à tona!
A revista Metrópole que circula em Salvador, na sua edição especial de número 12, na coluna Cultura, publica a matéria sob título Ladrão de grafite - Roubando o que não tem dono, assinada pela jornalista Juliana Cunha, com depoimentos de várias pessoas sendo contra ou a favor dos deslocamentos dos grafites.

jfparanagua · Salvador (BA) · 10/6/2008 19:42 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

há não muito tempo atás os grafiteiros eram tachados de marginais, ladrões fortivos do muro branco alheio e alvo da polícia (talvez tantos ainda o sejam). era uma intervenção gráfica na cidade, para mexer com certos valares e olhares, mais que arte, propriamente dita. era uma espécie de subversão, que tinha, antes das artes plástivcas, um ligação forte com a poesia. o papel do texto era forte.

hoje são os grafiteiros artistas, reconhecidos como tal e a cidade virou uma galeria aberta.

vejo tantas discussões.... como por exemplo a questão da autoria, que, na verdade, já é antiga. como fica o autor num mundo tão cheio de samples, fragmentos misturados e camadas.

e se eu fizer um grafite em cima de outro grafite? e se eu o fizer combinando com outro, construindo ou descontruindo? e se eu pintar meu muro branco, grafitado, de vermelho? quando uma obra deixa de ser minha e passa a ser do outro?
toinho.castro · Rio de Janeiro (RJ) · 12/6/2008 11:36 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Grande debate!!! Se eu fosse grafiteiro estaria em plena crise de amor e ódio. Será que amo ou será que odeio nosso amigo Willyams? Pô...o cara pegou o grafiti que me custou tanto tempo e dinheiro, descolou da parede e foi exibir em outro lugar? Como assim???? Pior!! Foi vender como se fosse obra de arte e nunca mais fez referência ao meu nome??? Nem me procurou prá me dar a minha parte?? Sacanagem!!! Verdade! Por outro lado, tá me valorizando. Se ele roubou meu grafiti e conseguiu vender depois, ajudou a promover meu trabalho. Tá certo, não o meu trabalho individual, mas sim o trabalho de todos grafiteiros. Ou quem sabe até mesmo meu trabalho individual, pois é bem possível que a pessoa que comprou sua tela queira saber quem é o artista primeiro da obra... se interesse por mim e pelos outros colegas grafiteiros que andam por aí repintando a cidade. Será que esta é uma nova forma de trabalho colaborativo, do tipo que rola no Overmundo? Bem, de todas formas nosso Willyams-trapalhão estimolou uma fantástica discussão sobre o trabalho dos grafiteiros. Tá...tá certo. Mas podia ter me dado os devidos créditos, tanto os simbólicos quanto os pecuniários...as latinhas andam mais e mais caras. É pensando bem é isso aí. Um dia desses alguém leva uma tela dele e ele vai ver o que é bom prá tosse. Beijos!
Jacques · Rio de Janeiro (RJ) · 12/6/2008 18:23 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

italotupinamba ei, conheço o willams, é meu parente, é gente honesta e proletário por convicção, artista completo, pode crer. é isso aí, m.r.p., pro alto e avante!!!
italotupinamba · Teresina (PI) · 13/6/2008 13:28 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

a arte é um recorte. é algo que eu enxergo e separo do mundo... e nem digo quem era.
toinho.castro · Rio de Janeiro (RJ) · 15/6/2008 01:28 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Se da comida que eu como, ainda que essa só alimente o espírito que nela encontra as forças para o físico animar, só eu comer, de nada adiantará à espécie, sequer a arte que dele derivar.
Não quero uma tribo, ou alguém delas, se impondo às demais da espécie apenas porque encontrou mais forças físicas para aplicar engenho e arte.
Dinheiro ainda compra alimento nessa terra de meu deus.
Se fruir a arte na parede aberta ou na galeria fechada já não tem diferença, pelo menos se perceba que repartir o pão (ou atribuir os créditos ao padeiro, no mínimo) é gesto concreto, moral necesária, para escapar ao discuros balofo do viva a vida com amor e paz e flor e deixe viver.
Se alguém quer o mal de alguém que o diga com as letras todas, para que esse alguém esteja avisado de que lhe vem o ataque de algum lado, ainda que não por de cima, como de hábito.
E querer o mal, nesse caso, pode sr até uma açao inconsciente, mas a ninguém é dado desconhecer as leis, quanto mais as regras do bom senso para o conv[ivio.
O que é meu só é teu se o que é teu também é meu. Se não, ainda é meu o que é meu e é teu o que é teu.
Mudar relações sociais implica em mudar condutas individuais, também.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 15/6/2008 11:41 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   
 



  Adicione seu comentário: para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

 
canto_esquerdo   canto_direito