Brasil.gov.br Petrobras Ministério da Cultura
 
 

A RESISTÊNCIA DO VINIL (De Caseara -To)

Eduardo Castro (Divulgação)
Vinil
1
jjLeandro · Araguaína, TO
7/3/2007 · 116 · 11
 

A RESISTÊNCIA DO VINIL

Quem me despertou para escrever essa colaboração foi o Eduardo Castro, cineasta e músico, mineiro de nascimento mas tocantinense por 17 anos. O que nós temos em comum? Ele morou em Araguaína entre 1974 e 1992. Só agora o conheci, quando justamente não mora mais aqui. Está em Goiânia e o que permitiu o nosso contato foi o bom e velho vinil, com a ajuda do Overmundo. Ele entrou em contato comigo e eu topei na hora falar sobre o tema, afinal ele produziu um documentário premiado “A Resistência do Vinil” sobre o LP ou bolachão, como é carinhosamente chamado o Long Play, disco com tecnologia desenvolvida em 1948 em substituição aos discos de goma-laca de 78 rotações. No final da décado de 1980 e início dos anos 90 o CD tornou o vinil obsoleto. Mas nem por isso ele morreu.
E é sobre sua fantástica resistência, mantido vivo por uma legião de fãs, que Eduardo produziu um curta-metragem premiado em quatro ocasiões (conferir abaixo). A idéia do filme nasceu de uma visita sua a Araguaína em 2004. Ele conta que esteve com vários amigos, entre eles Marcelino, proprietário da Discoteca POP SOM. Segundo ele, “passando na rua 1° de Janeiro resolvi visitar o Marcelino que também era amigo das antigas, notei que sua loja não tinha mudado nada desde a última vez que eu estivera lá. Brinquei com ele a respeito de um disco do Frankito Lopes, que estava no mesmo lugar havia doze anos, justo o tempo que eu não voltava à cidade”. Eduardo conta ter ficado ainda mais espantado quando o amigo retrucou: “na realidade tem dezoito anos que o disco está no mesmo lugar, assim como todos os outros LPs”. Disse ter imaginado na hora que isso era “coisa de doido”. E de pronto, filmadora à mão, como todo bom cineasta, começou a gravar com o amigo. Sabia que dali surgiria algo, nem que fossem bons momentos de lazer com os amigos assistindo às filmagens. Em Goiânia, interessou-se por visitar alguns sebos que vendiam os bolachões e para sua surpresa constatou que Marcelino não era caso único. O Long Play tinha uma legião de ardorosos defensores. Foi então “que caiu a ficha”. Não teve dúvidas: “eu estava diante de um tema muito bom para um curta”, revela.
E de fato, o seu trabalho rendeu várias premiações e participações em muitos festivais. Assistindo ao documentário no You Tube você vai saber por que o vinil não morreu.

PREMIAÇÕES
Melhor curta goiano no Goiânia Mostra Curta - Outubro de 2005
Melhor direção de curtas no Festcine em Goiânia - Novembro de 2005
Vencedor do Doc TV Goyas em Goiânia – Dezembro de 2005
Melhor curta por indicação do júri popular do 13º Festival de Cuiabá – Abril de 2006

Menção Honrosa
Chico – Festival de Palmas-To

Dia 7 de março estará na programação da Cinemateca Brasileira em São Paulo

compartilhe

comentários feed

+ comentar
Spírito Santo
 

Eu mesmo tenho algumas raridades que não dou, não vendo, não empresto. Tenho um amigo alemão que está no Brasil e vive comprando vinis. Disse que lá em Colônia, onde mora, vinil vale pra caramba (inda mais de música do Brasil). O cara já tem 300 unidades (uns 40 quilos). Não sabe como vai embarcar tudo no avião.
Matéria muito bem sacada Jota.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 5/3/2007 13:15
5 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Pedro Vianna
 

JJ.

Preservo meus vinis com muito carinho até hoje. Sempre que posso vou ao sebo do Denis aqui em Belém pra ver se arrecado alguma raridade pro 3 ou 4 reais. Penso que se tem uma relação muito mais próxima co os vinis do que com os cds. O lance de pôr a agulha, virar de lado, a relação tátil que se tem com a coisa toda. Enfim, sou um desses retrógrados assumidos...

abraços,
Pedro

Pedro Vianna · Belém, PA 7/3/2007 12:48
4 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Spírito Santo
 

Um palpite: Acho que as vitrolas vão ter que voltar. O número de adeptos do vinil cresce assustadoramente.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 7/3/2007 13:26
3 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
André Teixeira
 

Salve JJ!!! Sou colecionador de Aracaju. Aprecio toda boa iniciativa para preservar um pouco da cultura musical brasileira. Faça contato pelo e-mail: antoidrex@yahoo.com.br para trocarmos uma idéias. Quero fazer contato com pessoas que trabalham ainda hoje com venda de vinis.
GRANDE abraço!!!
A.T.

André Teixeira · Aracaju, SE 7/3/2007 17:20
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Antonio Rezende
 

Guardo alguns poucos vinis como peças decorativas. Doei tudo a um colecionador chegado. Gostei da matéria, Leandro. Fiquei curioso quanto ao Eduardo em questão. Não sei se é o mesmo velho amigo da "serigrafia", o roqueiro cabeludo dos anos 80 e 90, em Araguaína, que morava próximo ao mercado municipal. Um abraço!

Antonio Rezende · Palmas, TO 8/3/2007 00:38
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Francinne Amarante
 

que maravilha!
tenho uma pequena coleção, claro..ninguém chega perto,rsrs.
muito boa colaboração.já vou no You Tube.
beijão
Fran

Francinne Amarante · Brasília, DF 10/3/2007 15:26
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Egeu Laus
 

Também tenho a minha coleção de vinis da primeira fase (somente os 10 polegadas que tinham 4 músicas de cada lado). Um período que começou em 1951 e encerrou-se em 1958 quando surgiu o Lp "12 polegadas" com 6 músicas de cada lado.
Vocês sabem que em belfort Roxo (RJ) sobrevive a única fabrica de vinis do Brasil, atualmente? Vejam matéria na revista Piauí (de março) e foi feito também um video documentário. Não sei se está no YouTube.
Abraços!

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 10/3/2007 17:16
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Camafunga
 

De extremos, ou minha coleção de vinil que mantenho e cuido como jóia desde minha adolescencia, assim como meu aparelho um prato tecnics do início da decada de oitenta, impecável, ou todos os cds para mp3, não há a menor possibilidade de fetiche pelas caixinhas de cd e seus encartes.

Camafunga · Pelotas, RS 12/3/2007 16:56
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Bruna Célia
 

Tive a oportunidade de assistir esse documentário no Chico. Adorei.

A matéria ficou boa, mas continuo insistindo: o texto deve ser editado para Internet. Frases curtas. Parágrafos menores ainda. Assim você acarretaeá muito mais leitores!
ABS

=)

Bruna Célia · Goiânia, GO 11/5/2007 11:03
sua opinião: subir
Bruna Célia
 

ops, "acarretará"

Bruna Célia · Goiânia, GO 11/5/2007 11:03
sua opinião: subir
joao xavi
 

muito bom o texto e o video!
só acho que podiam ter explorado mais o uso do vinil pelos dj´s de rap. como foi dito rapidinho no doc, é o rap que continua movimentado a produção de vinil no brasil.
além disso, seria bacana mostrar como os dj´s usam os vinis pra produzir novos sons...

joao xavi · São João de Meriti, RJ 26/1/2008 16:03
sua opinião: subir

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

filtro por estado

busca por tag

observatório

feed
Revista Overmundo nº 6: esquentando as turbinas!

A Revista Overmundo está chegando ao fim de sua primeira temporada e você não pode perder a oportunidade de colaborar! A edição nº 6 da revista,... +leia

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados