I - HISTÓRIA
A Sérvia é um país localizado no sudeste europeu, mais especificamente na Península Balcânica, de origens medieval, bizantina e otomana. Culturalmente os Bálcãs ficaram em voga nos últimos anos graças à redescoberta de sua musicalidade, étnica, dançante e de ritmos complexos. Muito tocada em festas alternativas, seu destaque é o gênero Gipsy Punk, sendo o grupo Gogol Bordello o exemplo mais famoso (Balkan Beat Box é grupo que — apesar de ser israelita e misturar os ritmos balcânicos com hip-hop e outros estilos — também vale uma audição).
É um dos muitos países surgidos após a dissolução da ex-República Socialista Federativa da Iugoslávia em 1989. É uma região de complexa formação etnográfica, cultural e religiosa, na qual há mais de quinhentos anos três religiões rivais coexistem (católica, greco-ortodoxa e islâmica), fator que resulta em séculos de guerras, conquistas e mudanças territoriais, onde muita história foi escrita e ainda mais sangue foi derramado.
A região ganhou destaque nos noticiários ocidentais em meados da década de 90 quando a província do Kosovo unilateralmente se declarou independente, o que resultou na intensificação dos conflitos entre sérvios, iugoslavos e albaneses que vinham ocorrendo desde 1986. A Guerra do Kosovo (nome midiático do conflito) teve início em 1996 e durou quase cinco anos.
Em 24 de maio de 1999 a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), liderada pelos EUA (sempre eles), com a desculpa de libertar a província do domínio sérvio — e mais uma vez sem a aprovação do Conselho de Segurança da ONU — iniciou um bombardeio aéreo no sul e na capital do país, Belgrado. Foi a quarta guerra realizada em dez anos de governo de Slobodan Milosevic (preso em 2001 sob acusação de crimes contra humanidade e genocídio pelo Tribunal Internacional de Haia, onde ficou preso até sua morte em 2006).
O ataque, que visava “evitar a limpeza étnica promovida por Milosevic” durou quase 80 dias, matou cerca de 3.000 pessoas (destas estima-se que entre 2.000 e 2.500 sejam civis), destruiu a TV estatal (16 mortos, todos civis) e o principal hospital da capital, fatos que levam muitos analistas a crer que a principal função do bombardeio era humilhar a Rússia e colocar um ponto final no socialismo europeu.
Ao longo destas quase duas décadas de conflitos cerca de 40.000 mulheres foram violentadas pelas forças militares da Sérvia.
II - CENSURA
No ocidente, a Sérvia nunca foi um dos primeiros países que nos vem à mente quando o assunto é cinema. Mesmo após uma rápida pesquisa no Google, reconheço apenas três nomes relacionados ao país: a (bela) atriz Milla Jovovich e os diretores Peter Bogdanovich e Emir Kusturica (este também músico).
Porém isto mudou no final de julho deste ano, quando — após ter sido exibido no início do mesmo mês no VII Fantaspoa (Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre) e no Festival Lume de Cinema (em São Luiz do Maranhão) — a pedido da Caixa Econômica Federal (patrocinadora do evento e proprietária do espaço onde o mesmo seria exibido), o filme foi retirado da programação do RioFan (Festival Fantástico do Rio). Descontentes com o veto os organizadores do festival programaram uma nova sessão para a mesma data marcada, porém em outro local. Em 23 de julho de 2011 o filme seria exibido no Cine Odeon.
Seria, pois na véspera da exibição a cópia em 35mm disponível para exibição foi apreendida por ordem da juíza da 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso do Rio de Janeiro, Katerine Jatahy Nygaard. A juíza tomou tal decisão atendendo a uma ação promovida pelo diretório regional do DEM(o). Para quem não sabe, o DEM(o) — além de principal herdeiro da ditadura militar — é o partido do atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (ou ao menos era, antes dele criar um novo partido, o PSD, que mesmo antes de ser oficializado já é alvo de denúncias e investigações relacionadas à falsificação na coleta de assinaturas para sua oficialização). Curiosamente, ambos os partidos compartilham a postura de extrema-direita reacionária, chauvinista e fascista que Milosevic propagou durante seus onze anos de governo na Sérvia.
Segundo a juíza e seus amiguinhos do DEM(o), o filme "faz verdadeira apologia a crimes contra criança e um incentivo para práticas de pedofilia", violando o Estatuto da Criança e do Adolescente ao "simular a participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica por meio de adulteração, montagem ou modificação de fotografia, vídeo ou qualquer outra forma de representação visual". Acontece que este estatuto está abaixo da Constituição Federal, onde se diz que "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença".
Além disso, a alegação de que o filme poderia incitar a reprodução dos atos cometidos na realidade ficcional da obra me soa vaga e até mesmo estúpida, pois, seguindo a linha de pensamento dos CENSORES da obra, filmes como Velozes & Furiosos também deveriam ser proibidos, já que estimulariam jovens a saírem correndo de carro pelas ruas da cidade; tal qual filmes de terror como Halloween, que incitariam jovens a vestirem máscaras e saírem matando pessoas na noite de 31 de outubro. Ou, indo ainda mais além neste raciocínio, deveriam proibir as novelas da Globo, na qual pessoas cometem os mais diversos e variados atos criminosos, ilegais e/ou imorais em nome de vingança, dinheiro e “poder”.
Sim, A Serbian Film contém cenas fortes, de violência explícita, necrofilia, pedofilia e por aí vai. Porém em momento algum ele faz apologia a tais práticas. As cenas que envolvem crianças e afins (que me parecem ser péssima e visivelmente encenadas com bonecos) apenas causam repugnância, de modo algum estimulando ou incentivando alguém a reproduzí-las.
Ao menos é o que dizem por aí, já que — assim como a juíza, os democratas e todos os envolvidos na CENSURA da obra — eu não assisti ao filme.
Isso mesmo, não assisti ao filme e nem pretendo fazê-lo. Não estou disposto a presenciar cenas que certamente me causarão mal-estar (como a já famosa cena de estupro de um recém-nascido, principal alegação da gang da CENSURA — desde que me tornei pai minha sensibilidade para com questões infantis foi potencializada; o simples — e infelizmente corriqueiro — fato de ver uma criança vivendo na rua, e a minha impotência diante disso, já me dói no fundo da alma).
Da mesma maneira que anos atrás não fiz questão alguma de assistir ao documentário A Carne é Fraca, que aborda os impactos da alimentação carnívora para humanos, animais e meio-ambiente. Eu já era pseudo-vegetariano e não precisa ver cenas de mau-trato animal, pois já sabia (ou ao menos tinha idéia) de como acontece o abate e demais processos relacionados ao consumo da carne.
Desta maneira chego aos dois pontos principais desta análise:
1. Ao contrário do filme supracitado, A Serbian Film não é um documentário (ou ainda um snuff movie), mas sim uma obra de ficção. Todas as cenas presentes no filme foram escritas, ensaiadas, encenadas e gravadas, e em nenhuma delas crianças foram expostas à situações de sexo, violência ou degradação física e/ou moral. Para tais cenas foram utilizados manequins, próteses e robôs, como pode ser visto no making-of do filme.
2. Assim como optei por não assistir A Carne é Fraca, esta é uma decisão que cabe única e exclusivamente à mim. É ridículo em pleno século XXI, numa suposta democracia, o governo querer decidir o que deve ou não ser visto por um adulto. Para limitar o acesso e direcionar o público (ao menos em teoria) existe a tal classificação indicativa — que no presente caso classificou (corretamente) o filme como inapropriado para menores de 18 anos (não que isso queira dizer algo, pois qualquer moleque de 13 anos pode baixar o filme e assistí-lo no conforto do seu lar).
Como não poderia deixar de ser, a CENSURA ao filme gerou indignação por parte de diversas entidades como a Associação Brasileira de Críticos de Cinema, a Associação dos Roteiristas, a Associação Brasileira dos Documentaristas, o Congresso Brasileiro de Cinema e o Conselho Nacional de Cineclubes, as quais — de modo geral e resumido — concordam que o filme de maneira alguma faça apologia às atrocidades ali encenadas, mas sim mostra o horror de tais atos e de quão longe pode ir os limites da crueldade humana, amplamente colocada em prática nas últimas duas décadas de conflitos ocorridos na Sérvia.
É o que relatam Srdjan Spasojevic e Aleksandar Radivojevic (respectivamente diretor e roteirista do filme) em diversas entrevistas, em especial na concebida ao site Bloddy Disgusting (trechos destas aqui reproduzidos em livre tradução):
“Vivemos na Sérvia toda nossa vida, inclusive os últimos 20 anos, que foram tumultuados, realmente deprimentes e assustadores. Além dos fatores políticos, há também nossas próprias experiências em relação a tudo o que aconteceu e as emoções que começam a se desenvolver quando se vive em um ambiente onde qualquer coisa pode acontecer a qualquer momento. Existem forças que fazem com que você não seja capaz de ter seu destino em suas próprias mãos, é como se nós estivéssemos sendo manipulados, como fantoches.
Nos sentimos violados pelas autoridades. Nossa liberdade artística e política é tão restrita que tudo se torna impossível. Quando você vai para o seu trabalho, é como se você se prostituísse sem parar. Por isso a natureza pornográfica do filme, por causa de cada trabalho indecente que você já se submeteu. Isso é pornográfico, você se fode para alimentar sua família. Estamos apenas materializando metáforas. O filme funciona não como uma visão documental da realidade, mas como um raio-X, um diagnóstico da alma mal formada e doentia de nossa sociedade. É essa a razão de mostrar cenas quase insuportáveis de maneira tão direta e irrestrita.
Atualmente há um monte de coisas acontecendo no cinema sérvio, como jovens diretores cansados de serem tratados de forma desumana pelas autoridades. Os dois personagens principais do filme foram interpretados por dois dos maiores atores sérvios da atualidade, que acreditaram no projeto e acharam que ele precisava ser feito. As pessoas precisam de arte subversiva, realmente forte, pois elas foram insensibilizadas por causa das guerras e precisam de uma espécie de ducha fria através desta arte para verem o que realmente aconteceu com suas vidas. O filme é um exagero de todos estes problemas. Se você busca entretenimento, não veja este filme.”
III - HISTÓRIA DA CENSURA RECENTE
A última CENSURA oficial ocorrida no Brasil se deu em 1986 em relação ao filme Je Vous Salue Marie, de Jean-Luc Godard. Curiosamente, o filme foi censurado não pelos censores da Polícia Federal, mas sim pelo governo federal do então presidente José Sarney, que decidiu proibir o filme a pedido da igreja católica, que considerava o filme ofensivo às suas crenças.
Depois dizem que o estado é laico...
Falando em estado e Sarney, o mesmo José que 25 anos atrás proibiu o filme de Godard, em julho de 2009 conseguiu um recurso judicial para proibir o (também mega-reacionário) jornal O Estado de São Paulo de publicar notícias relacionadas à Operação Boi Barrica/Faktor, na qual o filho de Sarney era o principal investigado. Dois anos depois o Supremo Tribunal Federal ainda não julgou o mérito do processo em relação à inconstitucionalidade da censura.
Em dezembro do ano passado o músico gaúcho Tonho Crocco foi processado por compor e gravar uma música criticando o aumento salarial de 73% auto-promovido pelos deputados estaduais do Rio Grande do Sul, acusado de ofender a “honra” dos deputados.
Na contramão da liberdade de expressão, da democratização, expansão e compartilhamento de idéias e ideais promovidos e viabilizados pelas novas ferramentas digitais, em especial os blogs e as redes sociais, o estado e seus governantes tentam cercear e podar tais manifestações, receosos em perder o poder de controle sobre as massas, há décadas enraizado e difundido pela política do pão e circo.
Os políticos querem mentes amorfas entorpecidas de novela e futebol. O governo não quer um eleitorado que pensa, pois quem pensa não troca seu voto por um pedaço de pão; quem pensa sabe que a política não vai mudar o mundo e que todo voto é inútil.
IV - P.S.
Como o cineasta Dennison Ramalho explicou muito bem em sua carta aberta à juiza Katerine Jatahy Nygaard, toda essa polêmica serviu apenas para promover o filme, que sem ela seria vista por poucas dezenas de fãs do gênero e passaria batido para o resto da sociedade, que muito provavelmente jamais ficaria sabendo da sua existência. A prova disso é que o número de visualizações do trailer do filme multiplicou rapidamente após o anúncio da proibição, transformando-o num objeto de desejo de cinéfilos, internautas ávidos por coisas proibidas e toda uma gama de curiosos de plantão. Ao final das contas, acho que a turminha dos reaças perdeu uma grande chance de ficar calada, pois boca fechada não divulga filme ruim.
Prezado, discordo da sua visão porque identifiquei no seu discurso uma ambiguidade. Por um lado, você rejeita o filme e por outro defende a expressão que ele traz à tona. Não entendi o que, afinal, você espera do filme.
Bem, só para ficar em exemplos mais próximos, que tal pensarmos em funks? Não raro, ouço pelas ruas, de dentro dos carros: "as novinha quer sentar, toma... toma que toma". Lendo assim, não dá pra ter a dimensão da coisa rolando dentro dos bailes. Mas com sorte dá para encontrar algo no Youtube. Não estou generalizando, vamos ficar nesses funks e outros proibidões. E então, é ou não é apologia ao sexo com as "novinhas"? Você pode dizer que não, e eu posso concordar, mas vou deixar essa discussão para depois.
No mais, você esqueceu um filme importante no seu texto. Uma das mentiras que têm sido repetidas nesse debate sobre "Um filme sérvio" é que nenhum filme foi proibido depois da constituição de 1988. Na verdade, o documentário "Beyond Citizen Kane" teve as cópias recolhidas pela PM (!!!), e a pedido de quem? Acho que é muita hipocrisia de um jornal escrever editorial condenando a proibição de um filme com estupro de bebê, com esse episódio no currículo, não?
Salve Rafael,
primeiramente obrigado por ler o texto e compartilhar sua visão, pois realmente acredito que este assunto pede reflexão e debate.
Talvez não tenha ficado claro no texto, mas meu intuito não era rejeitar ou aprovar o filme, mas sim trazer a tona a questão da censura ao mesmo.
Pessoalmente este não é o tipo de filme que me agrada (mesmo sendo grande fã do gênero terror), porém não concordo com os que dizem que o filme faz apologia às práticas ali encenadas, mas as utiliza para provocar repúdio e mostrar como o ser humano pode ser cruel. Para isso analiso a obra no contexto histórico-social dos seus criadores, que (direta ou indiretamente) vivenciaram tais atos desumanos ao longo das duas últimas décadas.
Quanto aos funks, confesso que me perdi um pouco no seu raciocínio, mas acho que a falta de contexto político (apesar de existir o sócio-cultural) de tais manifestações talvez as torne apologias, pois sua finalidade é unicamente hedonista, visando apenas o entretenimento (posso estar falando besteira, já que tal tema me é distante e nunca parei para observar, estudar e refletir sobre o mesmo). Mas como você mesmo diz essa é outra discussão.
Muito bem lembrado o caso "Além do Cidadão Kane". Realmente mais um triste exemplo da censura pós regime militar. Até onde sei o filme foi recolhido a pedido de Roberto Marinho e sua corja da Rede Globo de Telealienação. Não sei se o estado de São Paulo teve algo a ver com isso (bem possível, já que são farinha do mesmo saco) e também não sei se ele se manifestou contrariamente à censura do filme sérvio, pois não o acompanho (mas como este foi o discurso de todos, inclusive da grande mídia, ele deve ter ido na onda).
Finalmente, respondendo seu primeiro questionamento, não espero nada do filme. Na verdade, como disse no texto, nem pretendo assistí-lo, pois deve ser apenas mais um filme ruim (como tantos outros por aí). Apenas defendo o direito de ser livremente exibido a quem quiser assistí-lo.
Grande abraço,
bagadefente
Baga, essa conversa rolou amplamente no Facebook, na imprensa em alguns ensaios publicados e em reuniões e manifestações organizadas, que sei, ao menos aqui no Rio. Obrigada por trazê-la aqui para o Overmundo.
O problema salientado é sobretudo a censura - não interessa se queremos ver o conteúdo ou não, interessa que temos direito a essa escolha, ao menos segundo a Constituição. Pessoalmente, a própria classificação indicativa já considero um tremendo eufemismo, porque me lembro dos tempos em que não tinha idade pra ver esse ou aquele filme, e nem com os pais entrava, dependendo do cinema... Muita coisa fica julgada pela "cara", pela repercussão, enquanto esse julgamento/vontade de assistir ou não deve caber a cada pessoa. A própria juíza não tinha assistido ao filme quando o vetou aqui no Rio, mas tinha-se se falado sobre o seu conteúdo e isso foi suficiente.
No mais, o apanhado sobre a história da Sérvia/Iugoslávia e a contextualização sobre o ato de censura por aqui (no Brasil) acho que contribuem bastante. Pensei se veria ou não - é curioso o cartaz do filme, com o mapa da Sérvia sangrando... além de terror, é um filme político, ao que tudo indica.
Oi Inês,
confesso que acompanhei um pouco superficialmente a discussão, lendo mais opiniões em sites e blogs quando resolvi expressar a minha. esta é minha primeira colaboração no site e saber que ela colaborou de alguma forma é um incentivo.
concordo com seus pontos (quando mais novo também já fui barrado no cinema), mas o que me deixa perplexo é tentar entender como alguém censura algo sem conhecer de fato seu conteúdo. meu soa paradoxal e absurdo.
eu mesmo não conhecia a questão Sérvia/Iugoslávia além do superficial, mas como em diversas entrevistas o diretor comenta o caráter alegórico-político do filme resolvi me debruçar um pouco para tentar entender melhor a situação, que é realmente perturbadora — acredito que até mais que o próprio filme...
Oi, Baga e Inês.
Acho saudável compartilharmos nossas visões sobre censura. Em princípio, abomino sem nenhuma ressalva a censura estatal. Mas claro, acho também que a censura existe em todas as culturas como mecanismo psíquico, individual, de defesa. Ou, em outras palavras, acho que a censura é também o ato da crítica.
A discussão sobre a polêmica "censura" envolveu praticamente toda a classe artística de cineastas do Rio de Janeiro. Digo isso por avaliações que monitorei nas mídias sociais e também nos principais jornais, em especial O Globo. Houve um ato de protesto, registrado até em vídeo, em que poderemos constatar, levando em conta a boa-fé dos manifestantes, que até o governo estadual (PMDB/PT), através da secretaria de cultura, apoiou a iniciativa. Depois desse evento, foi marcado um outro ato, este na Fundação Progresso. Infelizmente, não li nenhuma cobertura jornalística sobre essa segunda manifestação. Seria interessante avaliarmos o que houve.
Para não me alongar muito, gostaria de dividir duas críticas que, acredito, jogam luz na questão desse nosso debate.
O primeiro, escrito por Luciano Trigo: http://g1.globo.com/platb/maquinadeescrever/2011/07/26/um-filme-degradante-e-uma-falsa-polemica/
O segundo, por Eduardo Escorel: http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/questoes-cinematograficas/geral/falsos-democratas-filme-interditado
Um abraço a todos.
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