A viagem e as viagens de Glória

Carolina de Hollanda
Glória na foto da capa do disco
1
Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ
5/11/2007 · 333 · 39
 

Helena Aragão e Monica Ramalho


Glória Bomfim está prestes a engrossar a lista de cantoras que só estréiam em disco após algumas décadas de vida. O álbum ‘Santo e Orixá’ será lançado este mês, quando a baiana completa 50 anos. No repertório, canções de um dos mais produtivos e criativos autores da música popular brasileira – Paulo César Pinheiro – sobre um universo que ambos conhecem muito bem: os rituais e a simbologia do Candomblé. Em poucas palavras, Glória é Yalorixá, cozinheira, mãe de Vitor e dona de uma voz de arrepiar.

Estas frases iniciais poderiam abrir uma matéria ou o release de divulgação do disco, que chega às lojas através do selo Sambaqui, da gravadora Acari Records. O parágrafo conta uma novidade, cita um expoente da MPB, contextualiza minimamente o disco e a cantora. Ok. Mas pode ficar parecendo que ela é uma cantora qualquer, dedicando seu primeiro trabalho a um compositor renomado. Definitivamente, existe um jeito melhor de contar essa história.

Década de 80. Glória prepara o almoço da família para quem trabalha há uns cinco anos, numa casa no Itanhangá. Como sempre, cantarola enquanto mexe as panelas. Talvez guiada pela música, a patroa entra na cozinha e diz, em tom de brincadeira:

“Pára de puxar o saco do seu patrão, menina!”

E Glória pára mesmo. Fica pálida. Se apressa em terminar logo o serviço, enquanto tenta compreender o que acabou de ouvir. Que história era aquela? Como assim ‘puxar o saco do patrão’?, pensa, tremendo. Luciana Rabello, que, além de patroa de Glória, é a compositora e cavaquinista casada com Paulo César Pinheiro, fica meio pasma com a reação da empregada, e explica:

“Essa música que você estava cantando se chama ‘Viagem’ e é do Paulinho, seu patrão, em parceria com o João de Aquino, ora!”

Ora, ora, ora! A notícia foi impactante demais para Glória. Emocionada e nervosa, ela foi embora daquele dia de trabalho atordoada. “Foi um choque tão grande que sumi”, rememora. Luciana teve que ir à cata da moça. Quando conseguiu reavê-la, teve a dimensão do espanto dela.

Desde os primórdios, sumir era a especialidade de Glória. “Eu trabalhava como manicure em Copacabana e uma cliente se mudou pro condomínio onde a Luciana e Paulinho moravam. Para continuar atendendo a moça, coloquei a condição de só me despencar até lá se ela me arrumasse mais clientes. Assim fui fazer as unhas da Lu, mas a gente bateu de frente (risos). Na primeira vez, Julião, que tinha só dois meses, acordou. Luciana foi para o quarto e acabou dormindo. Eu fiquei esperando horas até que fui me embora”, lembra, às gargalhadas. Segundo filho do casal, Julião Pinheiro é hoje violonista e também estréia em gravação neste disco da Glória. A primogênita é Ana Rabello, cavaquinista como a mãe, que também participa do álbum fazendo coro.

Só que Luciana não havia pago o serviço e procurou muito pela Glória. “Fiquei parecendo o Saci Pererê porque faltou fazer um pé”, diverte-se. “Luciana me convenceu a voltar um dia. O bebê acordou de novo, mas dessa vez fui fazer a unha lá no quarto. Quando entrei, ele me conquistou com um sorriso”. Um pouco depois, Glória foi convidada a trabalhar na casa três vezes por semana. Na época, ela ainda vendia bolsas e fazia unhas, mas achou que daria para conciliar essas atividades. “Eu cuidava deles até às 15h, então nem eu sabia que eles eram músicos, nem eles sabiam que eu cantava”, fala Glória.

**

Vamos então juntar as pontas. E entender como essa coincidência – assustadora, em princípio – se desdobrou na realização de um sonho tão antigo: um disco.

Maria da Glória Bomfim dos Santos (“Glória Bomfim é nome de guerra”, conta ela, um pouco encabulada) nasceu em Areal, interior da Bahia, no dia 3 de novembro de 1957. [Postamos este texto no dia 2, bem pertinho da festa de 50 anos].

Aprendeu a cantar ainda na infância para acompanhar os irmãos, músicos amadores. Eram todos do Candomblé, então logo fez o santo. Cantarolava nos rituais, mas também soltava a voz nas festas em outras cidades pela farra, em geral sem receber nada, só o lanche. "Eu tinha uns oito anos e já cantava em casamentos, aniversários, batizados. Meu pai era comerciante e, assim que chegava em casa, já de madrugada, ligava o rádio. Eu ficava ouvindo aquelas músicas... Foi assim que aprendi ‘Viagem’. Aliás, fiquei conhecida como ‘a menina da Viagem’”.

(Opa! Agora deu para entender a emoção de Glória ao descobrir que cozinhava para o autor daquela música... Mas não foi só isso. Luciana esmiúça: “Ela me disse não acreditar que alguém inventasse música e, menos ainda, que tivesse trabalhando na casa do criador daquela que a acompanhava desde criança. Eram dois fenômenos: Glória achava que músicas não eram feitas, mas que apenas existiam como as cantigas de santo de Candomblé. E não imaginava, absolutamente, que estava há quatro anos convivendo com o autor de sua maior lembrança!”. Durante a entrevista, Paulinho apareceu na varanda confirmando tudo: “Essa foi a minha primeira música como profissional. É simbólica para mim. E, pelo visto, para Glória também”).

Seguimos no flashback. Os pais de Glória se separaram e ela foi morar em Salvador. “Minha mãe me deu para uma família que havia prometido me dar estudo. Na verdade, eu tomava conta dos filhos da madame. Não teve estudo coisa nenhuma. Eu fui pra cozinha”. Meses depois, conseguiu voltar para a casa da mãe. Não por muito tempo. Este período da infância beirando a adolescência foi marcado por temporadas em casas de estranhos e de outros familiares. Quando estava em Areal, recomeçavam as cantorias nas festas populares, quase sempre levada por um rapaz chamado Tutu.

Só aos 13 anos a menina conseguiu um emprego de verdade, numa chácara de Salvador. “Nessa casa fiquei mais tempo porque ganhava direitinho”. Glória se entendia com a patroa, Josilda, mais conhecida como Nona. “Ela me perguntou o que eu queria de presente. Pedi uma passagem pro Rio de Janeiro”. O desejo foi prontamente atendido e Glória ganhou, ainda, uma morada provisória: a casa de Josenilda, irmã da patroa soteropolitana. Atrás dos truques culinários, Glória trazia uma especiaria rara na algibeira: o canto ancestral. Quem sabe não seria desta vez que trocaria as receitas pelos palcos?

Antes de cada sonho existe uma estrada. Alguns empregos atravessaram o caminho de Glória – um deles, na casa do ‘trapalhão’ Renato Aragão, onde ficou por cinco anos. Aliás, vale lembrar de um episódio cômico: no primeiro dia de trabalho, ela foi abrir a porta e não entendeu nada quando viu o Didi entrar na casa. Ela tinha visto na noite anterior aquela clássica imitação que ele fazia de Maria Bethânia e caiu na gargalhada. Depois, Glória viajou até São Paulo para cantar ‘Lama’, de Mauro Duarte, o Bolacha, no programa de calouros do Silvio Santos. Lá conheceu Benito de Paula e foi convidada para fazer uma participação especial num show dele, numa casa de shows no Leblon carioca. (“Mas sou tão azarada que no dia combinado a casa pegou fogo!”). A estrada também contabiliza muitas incursões aos pagodes da Portela, nos anos 80.

Quando pediam para ela cantar alguma coisa nas rodas portelenses, Glória quase sempre pescava alguma música de Pinheiro da memória, como “Canto das três raças” e “Mãos vazias”. Mestre Marçal, que foi uma espécie de conselheiro e a chamava carinhosamente de ‘Baianinha’, vivia dizendo: “Um dia tenho que te apresentar pra esse compositor que você gosta tanto!”. Glória não entendia muito bem, mas não ligava. E mal sabia que, àquela altura, já preparava a comida do tal compositor todo dia!

**

Quando a cozinheira descobriu a identidade nada secreta do patrão e desapareceu, fazendo com que a patroa fosse atrás dela, algo muito sutil mudou na relação delas. Luciana e Glória viraram amigas e confidentes. “Eu percebi que ela ficou muito emocionada. Encheu os olhos d´água e tudo”, recorda a cavaquinista. “Só aí tive coragem de contar pra ela sobre essa vontade de cantar pra valer”, diz a cozinheira. Atrás do fogão ou com a voz à frente das rodas de samba tão comuns no quintal da família musical, Glória se assumiu como cantora. Luciana queria oferecer mais e prometeu que, um dia, produziria o disco da baianinha.

O tempo passou. A cavaquinista fundou a Acari Records, especializada em choro (em dobradinha com o violonista Mauricio Carrilho), e o selo Sambaqui, dedicado ao samba. Paulinho continua compondo aos borbotões e lançou seu primeiro CD cantando músicas próprias em 2004. Para este ano, já estava planejado fazer o segundo disco no mesmo estilo – só que totalmente voltado para canções de santos orixás. Foi quando veio o estalo: “Percebi que a Glória tinha mais a ver com esse repertório do que eu porque ela tem relação com o santo. Sabia que ela cantaria essas 14 músicas muito bem porque é a vida dela”, afirma ele. “Não foi uma coisa de generosidade pura e simples. Achei que seria importante para as músicas”.

Luciana faz que sim com a cabeça e revela os dilemas que enfrentou para pensar o disco. “Você acredita que cheguei a ouvir coisas como ‘agora você tá lançando disco até da sua empregada?’ Por essas e outras, fiz questão de escrever um texto bem neutro no encarte, sem toda a emoção dessa história de vida nossa. Até porque acho que ela é a cantora que estávamos esperando para esse disco, é um disco forte independente dos bastidores. Vejo uma energia que não encontro por aí. Uma emoção que sinto ouvindo Clementina de Jesus e Alberta Hunter, por exemplo. Glória tem muito o que mostrar para as cantoras que estão surgindo. Em geral, elas aparecem atreladas a um modismo, seguem um padrão estabelecido. Cantar não é tudo isso que vocês estão imaginando. É um pouco mais!”, dispara.

Glória provou o que Luciana diz em estúdio. Era até esperado que ela demorasse um pouco para se entender com microfone e a técnica que envolve uma gravação. E sabe o que aconteceu? Ela tirou de letra. “Ela agiu com muita naturalidade e apesar do volume, ela tem um controle da emissão da voz fora de série”, atesta Luciana. Glória ouve a patroa e agora também produtora contar isso com um sorrisão na boca e arremata: “Pois é... Agora está caindo a ficha. Vou realizar meu sonho aos 50 anos!”. Pensa mais um pouco e arremessa: “Acabou, gente? Achei a entrevista um ‘must’, mas posso terminar de fazer o almoço?”. Gargalhada geral e lá foi ela para a cozinha. Mais quinze minutinhos e provamos os dotes da cozinheira, cujo tempero é saboroso como uma boa música. Aliás, quer saber qual foi o prato principal? Um peixe com nome de instrumento: Viola!

Gravado entre maio e julho de 2007, com produção de Luciana Rabello, o álbum ‘Santo e Orixá’ traz 14 faixas, entre elas ‘Ogum menino’, ‘O mais velho’ (essas duas primeiras com trechos disponíveis neste texto), ‘Bambueiro’, ‘Revolta dos Malês’ e ‘Encanteria’. Luciana diz: “Ainda estamos escolhendo um lugar pra lançar o disco, que está na fábrica. Todos os músicos (como violonistas João Lyra e Luís Flávio Alcofra, o bandolinista Pedro Amorim, os percussionistas Paulino Dias e Celsinho Silva e a flautista Naomi Kumamoto) gravaram por amor à Glória, imbuídos desse espírito de dar um presente a ela, mas acho que é ela quem está nos dando um presente. Glória vem para preencher uma lacuna importante. É a voz do povo”.


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Monica Ramalho
 

ah, heleníssima, que barato ler o nosso trabalho assim, grandão, no super over :)) tomara que os leitores gostem tanto quanto nós!

Monica Ramalho · Rio de Janeiro, RJ 2/11/2007 11:50
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lrabello
 

Que linda matéria! Parabens! Ficamos muito felizes! Passar emoção num texto e ele ser assim tão bom de ler, é coisa de craque!
Que muitas pessoas possam conhecer a voz da Gloria Bomfim e gostar tanto quanto nós! Grande beijo!

lrabello · Rio de Janeiro, RJ 2/11/2007 16:06
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Roberto Maxwell
 

Que historia bacana, viu? Muito show mesmo. Para a Gloria, tudo o que o nome dela já insinua.

Roberto Maxwell · Japão , WW 4/11/2007 12:44
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Pedro Paulo Malta
 

Queridas,

Não bastasse esse personagem inusitado que é a Gloria, vocês ainda deram ares de roteiro cinematográfico à história dela, com flashbacks, ótimas aspas e um texto leve à beça. Pra completar, quando terminamos de ler o texto, ainda vem essa voz da alma (que voz!) nos emocionar. Essas duas amostras me deixaram louco de vontade de ouvir o CD todo!

Beijos,
PP

Pedro Paulo Malta · Rio de Janeiro, RJ 5/11/2007 05:31
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Bia
 

mais um texto de dar água na boca! linda descoberta e história contada de uma forma que 'não dá pra não ler'...e ficar doido de curiosidade de ouvir Glória!
parabéns moniquita!
beijos da bahia.
bia

Bia · Salvador, BA 5/11/2007 16:35
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Ise Meirelles
 

Q bacana!!! Gostei mt da história de Glória, e do som de sua voz. Emociona o encontro... o conto... o canto... e o encanto de realizar um sonho!!!
Mts bjs,

Ise Meirelles · Salvador, BA 5/11/2007 21:39
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Sinvaline
 

Que bela historia! Glória nao sumirá jamais...
Parabens
Votado
Sinvaline

Sinvaline · Uruaçu, GO 5/11/2007 21:59
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Alê Barreto
 

"Bah tchê", como dizemos aqui no sul, que história linda! Fiquei fã da Glória Bomfim e da Helena Aragão e Monica pela matéria! Parabéns a todas, espero conhecê-las quando for ao RJ.

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 5/11/2007 23:36
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joao xavi
 

é incrível a força com que a tradição afrobrasileira invade a nossa cultura nas mais diferentes expressões.

na música contemporânea isso fica muito claro. tem gente buscando justamente esse encontro, esse link, que no fim das contas pode trazer respostas pra algumas das nossas perguntas mais antigas.

joao xavi · São João de Meriti, RJ 6/11/2007 01:04
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Ériton Berçaco
 

Helena, minhas sinceras saudações ao seu texto.
Adorei!
E a Glória me pareceu tão familiar, talvez por ela representar - como disse a Luciana Rabello - a nossa voz, a voz do povo!
Linda demais a Glória, por dentro e por fora!´
Ouvi os dois trechos e adorei! Quero comprar o CD. Onde encontro? Qto custa???

Ah, encontrei um site com a música "Viagem", interpretada por Marisa Gata Mansa. Dá pra ler a letra e ouvir a música. Bela composição, q eu não conhecia!
Bjs

Ériton Berçaco · Muqui, ES 6/11/2007 10:01
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Monica Ramalho
 

bia, querida, minha leitora fiel :))
alê, vou passar o natal em poa. quem sabe a gente não marca um chope naquela famosa rua de botecos?
salve glória!

Monica Ramalho · Rio de Janeiro, RJ 6/11/2007 10:28
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Ériton Berçaco
 

Mônica, sorry...
As minhas saudações são pra Helena e pra vc também!
Parabéns pelo trabalho a duas mãos!

Ériton Berçaco · Muqui, ES 6/11/2007 10:40
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Monica Ramalho
 

relax, ériton. estive em vitória, vila velha e linhares esse ano :) fiquei encantadíssima com o convento de mil quinhentos e lá vai fumaça. subi aquela rampona a pé rs rs rs.
um beijo pra você

Monica Ramalho · Rio de Janeiro, RJ 6/11/2007 10:51
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Helena Aragão
 

Gente, obrigadíssima pelos comentários. Que bom saber que ouviram os trechos, vale muito a pena. Ériton, valeu mesmo por mandar este link com "Viagem". O disco ainda não foi lançado, será ainda este mês, e pode ter certeza que pelo site da Acari vocês vão poder comprar o disco (ou pelo menos saber como fazer para comprar).
Abraços!

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 6/11/2007 13:28
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Nana Vaz
 

Helena e Mônica, muito boa a matéria, linda, parabéns. Também ainda não escutei o disco e estou curiosa, pois já ouvi a Glória ao vivo, e posso garantir que ela é mesmo "tudo isso e mais um pouco".
Beijos

Nana Vaz · Rio de Janeiro, RJ 6/11/2007 13:44
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Romeu Martins
 

Novamente, um ótimo texto. Parabéns

Romeu Martins · São José, SC 6/11/2007 14:30
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Cintia Thome
 

Helena

Gostei muito da estória da Glória
Parabens pela matéria para o Overmundo
Vou ficar atenta, de olho..Votado.
bjus

Cintia Thome · São Paulo, SP 6/11/2007 14:30
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Luis_RJ
 

história de vida linda contada por um texto que dá luz aos detalhes mais humanos da trajetória dessa cantora, que agora se descobre como tal. Tem só dois trechinhos de músicas (as duas lindas, especialmente a segunda, na minha opinião), mas já dá pra sentir que é daquelas vozes que nascem na alma, sem interferências, sem dificuldade, já aparece ali nas primeiras notas :)
Vida longa à cantora e parabéns pras autoras do texto!

Luis_RJ · Rio de Janeiro, RJ 6/11/2007 15:33
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Lígia Saavedra
 

Puxa! (suspirando fundo) Que bela história e que maravilhoso desfecho.
Sucesso e Glória com um Bonfim!
Bj

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 6/11/2007 20:13
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Val Becker
 

Parabéns a todas!! Glória e sua voz cheia de personalidade e maturidade na interpretação...maravilhosa; Luciana, pela generosidade, disponibilidade e empenho; Helena e Monica, por absorver e transpor com maestria às palavras a sensibilidade da história toda e desse momento tão especial. Queridas, mais uma vez parabéns!! [e quero ouvir logo o cd] :)))

Val Becker · Rio de Janeiro, RJ 6/11/2007 21:04
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Marcelo Moutinho
 

Parabéns, moças. Belo texto. Quero ouvir o CD!

Marcelo Moutinho · Rio de Janeiro, RJ 7/11/2007 00:39
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Andre Pessego
 

Apois é. - E o Brasil é isto - ninguém precisa passar pelo bolso
do outro para se irmanar, para se congratular; para se
sentir e se fazer feliz. A Luta social não precisava de espinhar-se
não raro ao extremo da vida, uns contra os outros; sempre doída.
Quando esta irmandade, (assim dizia-se no meu lugar),
se manifesta caboclamente - com a mansidão do índio, o riso largo (soberbo e doce) do negro; e o tino comercial do europeu, todo o Brasil se alegra, se faz feliz. Esta deverá ser a luta social: sua condução, seu resultado, em todos os campos de atividade.
Helena, é isto, abraço,
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 7/11/2007 04:17
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lrabello
 

Vocês não fazem idéia da alegria que sinto lendo esses comentários e vendo que a Gloria consegue despertar em vocês o mesmo sentimento e admiração que despertou em mim desde sempre! Helena e Mônica: que texto bom! Vocês são pessoas que honram seus talentos, colocando-os a serviço da nossa cultura com liberdade, sinceridade e emoção! Oxalá esse sentimento se espalhe por todos os que escrevem sobre arte no Brasil! Precisamos disso! Em breve o cd da Glória Bomfim estará À venda no site da Acari http://www.acari.com.br. Aguardem, comprem e nos ajudem a espalhar!
Luciana Rabello

lrabello · Rio de Janeiro, RJ 7/11/2007 10:44
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Conceição Campos
 

O repertório do Paulo César Pinheiro era da pesada. Muito bonito, temático e inédito, representava um desafio que muita cantora experiente não encararia. Mas a Glória encarou logo na estréia. Encarou e deu conta. Com seu canto forte, sem firula, pleno de emoção e beleza, fez um disco que arrepia. A Acari está de parabéns por mais essa ousadia!

Conceição Campos · Rio de Janeiro, RJ 7/11/2007 12:04
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Monica Ramalho
 

tô feliz da vida com tantos comentários, gente! e com essa 'votarada' toda.
aplausos para os amados e fantásticos glória, luciana e paulinho. e também para a doce helena - sorte estrear a nossa parceria no jornalismo com esses personagens incríveis.
um abraço e até!

Monica Ramalho · Rio de Janeiro, RJ 7/11/2007 12:45
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Ériton Berçaco
 

Oi Mônica, qdo quiser vir pra cá, tomar café da roça e comer comida capixaba, é só falar.
Traga a Helena tb, q já conhece minha terra.
Bjos

Ériton Berçaco · Muqui, ES 7/11/2007 14:34
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Rê.
 

Salve Glória! Que delícia! Mônica, amada, que linda que você é. “Glória” saindo do forno, desejo muito que tudo isso aconteça aqui em Minas também. Helena, parabéns. Encantadíssima...

Beijos.

Rê. · Belo Horizonte, MG 18/11/2007 13:38
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Helena Aragão
 

Ontem foi o tão esperado show da Glória. Estava lotado e animadíssimo, como era de se esperar. Alguns amigos já com as letras na ponta de língua. Ela de pés no chão, muito à vontade com o microfone, dançando e sorrindo (e chorando no final, porque ninguém é de ferro). Nasce uma estrela (aos olhos do público, porque isso ela já é há muito tempo!) Abraços

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 23/1/2008 15:23
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Luiz Carvalho
 

Olá Helena, muito obrigado pelo comentário. Bela aula de como traçar o perfil de um artista sem cair no banal ou no piegas. Beijos.

Luiz Carvalho · São Paulo, SP 30/4/2008 15:06
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ary marcos
 

Só o samba proporciona essas histórias que emocionam e marcam nossas almas. Vejam só, a poucas horas atrás antes de estar escrevendo esse comentário, perguntava para alguns amigos se conheciam a Gloria pois ouvi na web radio do Conrad a Muqueca de Siri um samba que não sei o nome mas que me impressionou muito tanto pela voz quanto pela letra e sabia que era ela por causa da descriçaõ do programa. Meio desanimado tentei mais uma vez e entrei no Google e para minha felicidade fui levado a esta história fascinante. Paulinho Pinheiro já me emocionou e emocina-me de todas as maneiras, agora desta vez foi demais, pegou fundo. Vou esperar amanhecer e vou correr para a minha loja preferida e com toda certeza voltarei mais feliz ainda prá casa. Agora pessoal, tem um detalhe, a conta da dose extra do Isordil vou mandar prá voces, ok .
Obrigado Paulinho mais uma vez.

ary marcos · São Paulo, SP 21/5/2008 00:17
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Helena Aragão
 

Ary,
Não existe recompensa melhor ao escrever uma matéria do que receber um comentário como este. Que bom que o texto ajudou a conhecer melhor a história sensacional da Glória e te estimulou a buscar o CD. Se tiver dificuldade de encontrá-lo, vale a pena entrar no site da Acari (a Luciana Rabello dá o endereço aí num dos comentários) que eles vendem por lá. Abraço e boas descobertas musicais.

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 21/5/2008 14:42
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ary marcos
 

Helena, fico muito grato por existirem pessoas como voces, pois só isso nos enche de esprerança e faz crer em dias melhores.

ary marcos · São Paulo, SP 22/5/2008 11:22
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ary marcos
 

Ah, ia esquecendo, já fiz a compra do cd diretamante com a Acari
Valeu!

ary marcos · São Paulo, SP 22/5/2008 11:24
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David da Silva
 

Cheguei até aqui guiado pelo meu irmão na devoção do Samba, o Ary Marcos, aquele rapaz da flauta mágica acima. Já sou, há décadas, adorador da obra do Paulinho Cesar Pinheiro, devoto que sou do imenso imortal Baden Powell. Passo a ser, desta postagem em diante, vigia encantado dos textos desta dupla de jornalistas sublimes, que me arrancaram lágrimas aos borbotões, em plena 10h15 da madrugada... Mônica e Helena, pelamordedeus coloquem suas doçuras e seus talentos e seus feitiços jornalísticos a serviço da biografia do nosso colossal letrista maior.
Eu já sabia que na casa de Paulinho Cesar Pinheiro da mulher dele emana música, e das paredes escorrem versos. Por isto, ele está santificado em vida. Só não imaginava que ele exerce o ofício de deus ao rés do chão.

David da Silva · Taboão da Serra, SP 22/5/2008 16:36
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David da Silva
 

EM TEMPO: Está faltando criar a tag com o nome gloria-bonfim.

David da Silva · Taboão da Serra, SP 22/5/2008 16:39
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Luciene Lady Lu
 

Gente, fiquei arrepiada com a voz dessa mulher!!
Quero esse disco no meu niver, galera!! :D :D
Beijos

Luciene Lady Lu · São Paulo, SP 26/5/2008 17:32
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Monica Ramalho
 

oi, david! obrigada pela leitura atenta da nossa reportagem. além de talentosa, a glória é uma graça de pessoa, assim como o paulinho e a luciana. você adoraria conhecê-los! vamos seguir ouvindo a música desse povo sensacional ;)

legal, luciene! avisa pros teus amigos que o disco 'santo e orixá' está à venda pelo site da acari records (www.acari.com.br). e feliz aniversário pra você! :))

Monica Ramalho · Rio de Janeiro, RJ 26/5/2008 18:47
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Juscelino Mendes
 

Maravilha! Grato.
Abraços.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 5/9/2008 16:56
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JOSE MAURO CANDIDO MENDES
 

COMO É BOM NAVEGAR POR ESTES CAMINHOS QUE NEM CABRAL E NEM CAMINHA CONHECEU.
PRIVILEGIO É NOSSO.
ABRAÇOS.

JOSE MAURO CANDIDO MENDES · Goiânia, GO 29/9/2008 15:58
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