Com a idade, fico até com medo do Alzheimer, esqueço cada vez mais freqüentemente o nome de pessoas que me são caras e de outras que são famosas e até pouco tempo estavam na ponta da língua. Por isto acho muita graça em lembrar do nome de uma colega da primeira à quarta série do ginásio, chinesa, ou filha de chineses, chamada Aarin Chu.
Como já relatei em uma colaboração anterior, fiz o curso ginasial, isto é, estudei durante quatro anos (fui reprovado na quarta série) no Instituto Estadual de Educação "Professor Alberto Conte", em Santo Amaro, como também já contei. Naquele tempo, como alguns já sabem, era preciso prestar exame de admissão ao ginásio, uma faca de dois legumes pois, se de um lado denotava a falta de vagas para todos, elitizando a escola pública já no chamado 2º grau, ao mesmo tempo, obrigava os que conseguiam entrar, e mesmo os que não conseguiam, a prepararem-se melhor.
Só para tirar a má impressão de vocês quanto ao meu confessado esquecimento, e não para me gabar, de jeito nenhum, passei no exame de admissão em 14º lugar com média 7,28.
Mas voltando. Estudei com Aarin Chu durante quatro anos, e durante quatro anos ouvia, em todo o início de aula, a professora chamár –Aarin Chu! e ela responder – Presente!
Podem não acreditar, eu mesmo não acreditaria, mas durante todos estes anos eu e a supracitada colega nunca nos encaramos; nao me lembro de tê-la observado de frente. E olhe que não a estou culpando, absolutamente. No máximo podemos "dividir a culpa" – ela, por timidez certamente e eu, constato hoje, um tanto consternado, porque nunca me passou pela cabeça aproximar-me dela. Preconceito? Com toda a certeza. E este mútuo isolamento se deu de forma ainda mais facilitada porque ela sentava na primeira fila. Mas mesmo os CDFs, como era chamada a turma do gogó, privei da amizade de alguns deles.
Nos dois primeiros anos, creio que porque não havia outros nomes iniciados com A, me passou despercebido o duplo A do nome dela. Na terceira Série, no entanto, veio uma moça transferida (Alice ou Ângela), e a Aarin continuou sendo a primeirona da lista de chamada.
Achei que a ordem alfabética da chamada estava sendo desrespeitada. De novo, em vez de perguntar a ela, fui olhar no diário de classe da professora e me deparei com o "Aa" que fazia o nome dela ser sempre o primeiro por ordem alfabética, a não ser que alguém conheça uma "Aabin" no mesmo contexto.
Quis o destino (Deus?) que eu viesse a guardar na memória uma pessoa das mais improváveis. Fico pensando: ao segregá-la, mesmo inconscientemente, da maneira que fiz, quem sabe se não saí perdendo uma boa amiga?
AARIN CHU, esteja você onde estiver, saiba que estará sempre PRESENTE na minha memória. E de lá receba um carinhoso beijo, embora atrasado, do
Joca Oeiras, o anjo andarilho
Em tempo: Vejam o que eu encontrei no Gloogle ao invocar o nome dela:
[PDF] Schizophrenia SourceFormato do arquivo: PDF/Adobe Acrobat - Ver em HTML
Dr. Aarin Chu, DDS. Dr. Thomas Coles, Jr. Raymond M. Cracchiolo. Eileen Craig. Carolyn Critser. Laura C. Cruthers. Carolyn S. Drescher. Janice Sweek Fairley ...
www.nsfoundation.org/newsletters/sourcefall05.pdf - Páginas Semelhantes
ehehhe
estranho você nunca ter conversado com ela!
eu sou diferente... não querendo ser popular, mas tenho a mania de me dar bem com todos (não que o fato de você não conversar signifique que você não se dava bem com todos!). Oi para todo mundo!
E eu sempre estava no início da chamada, mas nunca em primeiro... talvez esse fosse meu maior desejo infantil... ser a primeira da chamada... ehhehehe
Mas, ó, já consegui ser a segunda!
abraços!
Querido, é ALZHEIMER. Não acho o post da Dani! Será que acionaram o botãozinho "fora de lugar"?
crispinga · Nova Friburgo, RJ 15/9/2007 11:26
Joca, MARVILHOSO mais esse texto.
Tem correção pra fazer (erros de digitação) no 7º §: "Achei que a ordem alfabética (e não alfabéica) da chamada estava ( e não esta) sendo desrespeitada.
Beijos da Ize
PS Tem texto da Dani no pedaço? Quedê?
Joca,
Que doce o seu texto! Parabéns.
Bjs.
Senhor Joca, adorei.
Eu tb tenho dessas, de me lembrar de pessoas ou mesmo momento que eu não tenho a MENOR idéia de COMO eu fui gravar... E olha que eu tenho bem menos anos que o senhor.HAHAHA.
Em tempo:meu teclado estáARREBENTADOOOO, desculpe os erros.
momentosssss...o s tá afundado... o a tá afundado... a tecla space tá afundada... isso tá me deixando maluquinha.
Carol Kalil · Rio de Janeiro, RJ 16/9/2007 20:44
Uma observação: senti falta dos créditos das imagens (só colocar "imagens ..." não é suficiente. Qual é o tipo de licença dessas imagens? Se tiverem direitos reservados, convém especificar e, de preferência, procurar imagens licenciadas em Creative Commons).
(Joca, vai na mesma linha do teu "quem fala?"... tem a ver com citar a fonte...)
Abraços,
Felipe
Querido Obrer:
Fica pra próxima, oK?
beijos e abraços
do joca oeiras, o anjo andarilho
Tive um colega chinês quando estava no ginásio, na escola pública, mas não me lembro do nome dele. Se esquecer nomes é sinal de Alzheimer, me coloca na lista, por favor. :)
Esse colega era muito mais velho que nós, não falava nada de português, foi aprendendo aos poucos e os colegas de sala "sacaneavam" com ele: só ensinavam palavrão. Eu procurava ensinar à ele que aquelas palavras não eram para ser usadas e tentava ajudá-lo a aprender palavras mais úteis. Ele estudava português com um professor particular e andava sempre com um diocionário. Um dia, muito gentilmente, ele me deu um cartão de um restaurante chinês próximo da escola, e com rudimentos de fala e muitos sinais, entendi que era o restaurante dos pais dele. Eu estava sendo convidada para ir lá. Fui, depois de pedir para meu pai me levar e toda aquela complicação familiar para ser autorizada a sair de casa aos 11 anos de idade e fiquei encantada, porque eu nunca tinha ido a um restaurante chinês e na entrada tinha um daqueles tanques de carpas, com uma pontezinha para entrar no restaurante. Fui recebida como convidada pela mãe dele, tomei chá com biscoitos e conversamos de forma rudimentar, porque nenhum deles falava português corretamente. Foram todos gentis comigo, entendi que era uma espécie de agradecimento por eu ter sido educada e gentil com o filho deles.
Nunca esqueci isso, foi meu primeiro contato oficial com uma cultura estrangeira, além dos livros que eu lia.
Aguardo ansiosa a votação e a arte final que você e a Ize vão dar ao "conjunto da obra"!
Já tenho boas fotos de Brasília!
Estou esperando baixar o santo!
Na torcida por todos que estão colaborando!
Parabéns pelo projeto...Para ambos!
BJS
Cris
Joca, que texto delicioso! Ainda não deu tempo, mas vou tentar escrever sobre minha época de escola, que deve ser mais ou menos a sua... eu também fiz exame de admissão! Agradeço suas leituras e comentários... Boa semana! Abçs...
Nydia Bonetti · Campinas, SP 16/9/2007 23:34O que nos aproxima das pessoas, além das possíveis afinidades? Por que nos aproximamos de um determinado grupo e não de outro? E se fosse diferente, se nos aproximássemos do grupo a ao invés do b? Muita coisa mudaria. É tudo muito curioso. Lembro de vários nomes de pessoas com quem estudei, algumas foram mais próximas, outras nem tanto. É pena que a dinâmica da vida promova mais desencontros do que continuidades. A cultura oriental é fascinante. Bela crônica, um abraço!
Marcato Pereira · Rio de Janeiro, RJ 16/9/2007 23:53
Muito lindo seu texto.
Será preconceito? Na minha época, havia nichos na sala de aula, cada um no seu, não havia como slatar para outro. Coisa de casta, você sabe.
beijos
P.S. Já estou escrevendo minhas "memórias" para o projeto, por favor, espere um pouquinho mais.
Olá Joca, como prometi, aqui estou.
Com todas essa lembranças, estás longe do mal de ALZHEIMER, certamente.
Felizarda a Aarin Chu, pois após tantos anos ainda consegues lembrar-lhe o nome. Mas há coisas que mesmo distantes e até insignificantes, conseguimos guardar neste arquivo tão fascinante que é o nosso cerébro.
Voltrei. Um grande abraço!
Ô Joca,
Eu, interiorano, bem interiorano - tinha onde esconder-me
e às aspirações dos desabrochares amorosos - fiquei a pensar
de como se davam nas cidades grandes - gente por todos os lados, é fantastico ler essas revelações = ficam mais humanas, as pessoas a um "passo" estão a nosso alcance, um abraço, andre
Joca, meu amigo, não sei se foi um chiste da tua parte, mas veja:
"uma faca de dois legumes ".
Rapaz, sua memória está, na verdade, muito boa, pois, você se lembrou, até mesmo, da grafia do nome da chinezinha. Muito bom.
Querido Filipe:
Realmente é um chiste. E bastante utilizado. Mas ouvi de terceiros, não é da minha lavra, infelismente. Tem também aquele "A ordem dos fatores não altera o viaduto" e "dou um boi pra não entrar numa briga e uma boiada pra sair", entre outros. Aliás o Barão de Itararé (Aparicio Torelli) era craque nestes ditos "jocosos" (em alusões óbvias, por favor).
Beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Errata:
"infelizmente" e "A ordem dos tratores não altera o viaduto", perdão!
Olá, Joca:
Ao mesmo tempo engraçado e comovente o teu relato sobre a chinesinha. E, veja, pela informação colhida no Google, qualquer problema mais grave vc pode recorrer a ela mesma ... (risos) ... Mas não se preocupe, não é Alzheimer não, é memória seletiva mesmo ... (brincadeira) ...
Falando sério: tenho acompanhado as colaborações postadas dentro da sua proposta, todas muito boas, apenas não tenho comentado porque tenho o hábito de ficar absorvendo e elaborando antes de comentar (mas é tanta coisa que às vezes acabo esquecendo).
Como já disse, estou ruminando algumas idéias, também. Tem prazo para postar ? O comentário da Dani tá muito legal, já dá quase uma matéria dentro do tema.
No mais, parabéns pela idéia, e até mais ler.
Em tempo: quis dizer que é tanta coisa legal, de um modo geral, aqui no Overmundo, que a gente não dá conta de ler e comentar tudo com a atenção que gostaria.
Levi Orlando · Porto Alegre, RS 17/9/2007 09:00
Votado, victorvapf...(gostei)
victorvapf · Belo Horizonte, MG 17/9/2007 12:13
BJOCA...E a saga continua...
CRIS
Alguns esclarecimentos sobre o Projeto "Reminiscências de escola":
Já há algum tempo, alguns overmanos e overminas são testemunhas disto, eu vinha pensando no aproveitamento mais a fundo do caráter colaborativo do Overmundo. Tendo pensado uma vez alto (num tópico do observatório) fui esclarecido de que tentativas anteriores tinham se frustrado por não haver quem se responsabilizasse por juntar os fios e tecer a malha.
Foi o que resolvi fazer: propor um mote que tivesse o condão de ser comum a todos (ou quase todos) e chamar para mim a responsabilidade de dar um formato final a um livro sobre reminiscências de escola resultante das contribuições individuais de cada um. A Ize não apenas me estimulou a prosseguir (quando eu estava a ponto de jogar a toalha), como se dispôs a assumir uma parcela da responsabilidade o que, sem dúvida, teve o efeito imediato de devolver-me o entusiasmo e conferir maior credibilidade ao nosso intento
A partir deste momento só temos visto crescer o interesse pelo acalentado plano, que recebeu incentivo de muitos overmanos e minas – inclusive do Hermano Viana, muito importante para nós – o que, de um lado, nos empolgou ainda mais e, de outro, conferiu ainda maior confiabilidade à proposta. Estou repisando estas teclas, o binômio entusiasmo-credibilidade, porque dele é que vai depender, basicamente, o sucesso da empreitada.
Gostaría de ressaltar, ainda, que o apoio de todos, seja através da postagem de textos e fotos, seja através do valioso auxílio à edição por intermédio dos comentários, é imprescindível para que o livro de fato saia. A quantidade e a qualidade dos textos já enviados mostra, felizmente, que a fase do "será que pega" passou. O carro saiu, ainda em primeira, mas já, nesta altura, pedindo a segunda.
O "manual" abaixo, assinado por mim e pela Ize, traz algumas diretrizes que podem auxiliar a produção dos textos que integrarão o livro, cujo objetivo é mapear as experiências escolares de overmanos e minas.
Vamos a ele
Beijos e abraços,
Do Joca Oeiras, o anjo andarilho
“Reminiscências de Escola” (título provisório): Diretrizes Editoriais
1- O livro em tela, fruto do trabalho de overmanos e overminas não pertence a A ou B mas ao Overmundo. Se vier a ser publicado em papel, sem remuneração pelo trabalho autoral e editorial, o site deverá ser destacado como seu produtor coletivo.
Por isto mesmo é condição sine-qua-nom para figurar no livro que cada colaboração individual venha a ser publicada – isto é, obtenha mais de 60 votos– no Overblog.
Algumas pessoas ponderaram, e delas não tiramos a razão, que este tipo de texto caberia melhor como “não ficção” no Banco de Cultura. Gostaríamos de obter a compreensão de todos para o fato de que o overblog, com a possibilidade de postagem iconográfica, é muito mais cômodo para o trabalho editorial.
2- O projeto editorial em tela terá tanto maior sucesso, e disto os editores estão cientes, quanto maior for a diversidade (em todos os sentidos que se possa entender) das contribuições recebidas.
Por outro lado, quanto maior for a capacidade dos editores de agrupar as semelhanças, isto é, quanto maior (ou mais evidente) for a lógica interna do livro, maior será o sucesso dos editores.
Por isto estamos pedindo aos colaboradores, sempre na estrita medida do possível, é claro, que procurem nos fornecer os seguintes dados que nos permitam balizar as contribuições:
a) Ano em que a experiência ocorreu;
b) Espaço geográfico em que a experiência ocorreu: estado/município;
c) Informações sobre se a escola era da rede pública ou privada; se da rede privada, se era laica ou religiosa;
d) Informações sobre os prédios escolares;
e) Composição social do alunado;
f) Serão benvindas informações que contribuam para a contextualização da experiência, como por exemplo, dados do município no que se refere ao tamanho, à economia, às políticas de educação...
Com relação às temáticas, como não podia deixar de ser num projeto que trabalha com reminiscências, fica a cargo do(a) colaborador(a) discorrer sobre as experiências que mais lhe marcaram, como por exemplo: grade curricular, metodologias de ensino, relação professor/aluno, disciplina, avaliação, relação escola/comunidade, relação escola/famílias, orientação religiosa da escola, amizade entre alunos, o que mais houver.
3- Com relação à iconografia, quanto mais rica e pertinente ela for, tanto melhor, sendo ideal, quando possível, que ela seja digitalizada num CD. O acesso ao maior número possível de fotos facilita a escolha das melhores e das mais significativas. As fotos antigas, nem é preciso dizer, enriquecem sobremodo um livro de memórias.
4- Ainda não temos, no momento, previsão exata de data para o fechamento do livro, uma vez que isso depende do fluxo de envio dos textos. Mas pensamos em duas possibilidades: 15 de novembro próximo, caso se decida pelo lançamento no Natal ou 15 de janeiro, se decidirmos, o que é mais provável, lançá-lo no início do período escolar de 2008. A data será comunicada no início de outubro.
5- Por ter crescido a nossa responsabilidade – temos que ver cada parte pensando no todo – pedimos paciência conosco se nossos comentários forem muito minuciosos e não propriamente amenos: editor nunca foi flor que se cheire!
6- As contribuições até agora recebidas muito nos alegraram e reforçaram a nossa esperança de que haja ainda muita coisa muito boa por vir.
Mãos à obra!
Overmundo, 16 de setembro de 2007
Joca Oeiras, o anjo andarilho e Ize
Errata:
Desculpem, saiu truncado:
1- O livro em tela, fruto do trabalho de overmanos e overminas não pertence a A ou B mas ao Overmundo. Se vier a ser publicado em papel, sem remuneração pelo trabalho autoral e editorial, o site deverá ser destacado como seu produtor coletivo."
onde se lê o escrito acima, leiam:
"1- O livro em tela, fruto do trabalho de overmanos e overminas não pertence a A ou B mas ao Overmundo. Se vier a ser publicado em papel, independentemente da remuneração pelo trabalho autoral e editorial, o site deverá ser destacado como seu produtor coletivo."
è claro que, se virar um produto comercial, ninguém se disporá a trabalhar de graça, obviamente. A bandeira do overmundo, porém, deverá constar na capa do livro.
Joca,... adorei seu texto.
Belíssimo! Obrigada pela partilha amigo. Um abraço.
Belo texto,Joca.Penso que Aarin ficaria lisongeada em saber que
você ainda lembra dela.
Acho que lembramos dos que de alguma forma foram importantes para nós,ou dos que por algum motivo chamavam a atenção...
Abraços.
Caro Joca sua historia me faz lembrar uma comigo bem semelhante.
e com um nome tbm incomum Pulqueria, me lembro apenas do nome ela era invisível na sala de aula depois da chamada.
parabens um abraço.
Adorei as lembranças, tive colegas chinezinhas e não consegui muita amizade, talvez pelo mesmo motivo que o seu, mas tenho lembrança de uma no colégio, ela chamava-se Alice e o professor , na sua estupidez sarrista, dizia:"Alice, trouxe pastel hoje?" e ela abaixava a cabeça, era deprimente o que este professor fazia escachando as alunas...hoje seria constrangimento rs. este professor comigo dizia que eu deverria cortar meus cabelos(longos, na época), pois eu tinha idéias curtas sobre gramática inglesa rs Que Deus o mantenha em algum lugar, menos na casa Dele! rs!
Bom texto oeiras...a gente tem tanta estória, alegrias, decepções...mas é uma fase cor-de-rosa rs.
Votado.
Não lembro de nomes, sou péssimo pra guardar nomes.
Nem dos professores eu lembro dos nomes.
Sou do tempo em que se tratava todos de "bicho":
"e aí bicho pra cá", "e aí bicho pra lá". Ficou nisso.
Estranhos modos de se cumprimentar.
Joca, bela recordação.
Continue lembrando pra não perder o fio da meada.
Abraços!
Joca, acho que vc lembrou muuuito bem os ricos detalhes nessa história.
Não tive colega chines mas lembro-me de um japones que nos convidou para fazer o lançamento do foguete de um outro colega na sua casa, era um sítio afastado da cidade, passamos o dia todo lá. O foguete não subiu e não almoçamos, o almoço era cobra no leite.Não foi nada engraçado, né?
Um abraço
Joca,
Muito bem votado a doce história de sua AARIN CHU!!! Merecido! Lembrei de uma coleguinda do segundo ano primário, mas bem diferente da sua história. Nossass carteiras eram duplas e ela era a minha parceira. Seu nome era Rita. Bem miudinha, pele negra, sempre de trancinhas e um sorriso inesquecível. Mudou de cidade no meio do ano, durante as férias. Não houve despedida, mas a imagem dela ficou carinhosamente guardada passados quase cinqüenta anos. Onde andarás, Ritinha? Beijão.
Joca,
Gostei de saber que vc também sempre frequentou a turma do "fundão". Mesmo sendo um aluno "razoavelmente bom" eu sempre me identifiquei com a turma do "fundão", normalmente, constituída pelos piores alunos da classe.
Quem sabe o destino ainda coloque a AARIN CHU em seu caminho e aí v. terá a oportunidade de se redimir e, talvez, até recuperar com bons momentos o tempo em que embora presentes estiveram ausentes um do outro.
Abraços
Queridos Amigos
Pode ser que alguns elementos da cena tenham saído apenas da minha cabeça. É até provavel. Mas não me canso, desde que me veio à cabeça escrever sobre a Aarin, de me imaginar na sala de aulas vendo a Aarin sentada de costas para mim na primeira carteira da 3 ª fileira à direita da mesa dos professores. Esta está virando uma imagem recorrente. É impressionante! Blusa branca e sainha plissada da cor cáqui. Dani, pergunte à sua mãe se o uniforme do PACONTE (Prof.Alberto Conte) não era assim.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Outra lembrança que me veio agora, relativa à ordem de chamada dos alunos, é que eu ficava sempre com os números 23 ou 24 (na ordem de chamada, eu digo) e isto era motivo de gozação – 24 era "viado" e 23 "quase"– adolescente sofre com cada bobagem!
beijos e abraços
do Joca Oeriras, o anjo andarilho
JOca, amigo.
Texto excelente. Projeto bem bolado, bem costurado, com uma divulgação excelente. Prometo mandar o meu recado.
Abraços, amigo
Belo trabalho. Um lembrete Joca, na tua pesquisa no Google, aparece Dr. Aarin Chu e não Dra. Dever ser filho dela.Se ele ler essa história, passa longe desse hospital.
Abraços
Noélio
Joca:
Duas questões de ordem prática:
- Qual o procedimento no caso do texto ultrapassar o limite de 800 caracteres ?
- O texto precisa necessáriamente ser postado em arquivo PDF ?
Um abraço.
Querido Levi:
Se vc está se referindo ao livro:
1 Estamos propondo que o texto seja postado no overblog
2 Quem falou em PDF?
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Meu querido Joca.
Presente! Para ler o teu texto, aplaudí-lo e votar, mesmo fora de hora!
Postei a minha colaboração no Banco de Cultura, talvez erroneamente, mas seria difícil agora manobrar... Escrevi de meia-noite às três e pouco da manhã... O texto ficou grandinho e tive que continuar no espaço dos comentários... Desculpe lá! Veja se pode ficar onde já está... Pelo menos desta vez, em que estou tão atarefado (e que roubei do meu sono e do meu descanso as lembranças antigas de um tempo tão feliz... e difícil!)
Muito lindo o teu texto, uma declaração de amor verdadeiro, de amizade pura! Um grande abraço. Espero que este teu texto sobre a chinezinha entre na coletânea!
Baduh
Sabe, Joca, nunca gostei de estar na frente na chamada do professor. Havia professores que gostavam, talvez por preguiça, de quando ia inquirir a sala chamar logo o primeiro da lista. Com a inicial do nome em "J", ficava ali pelo meio. Era uma situação confortável. Nada de extremos. O professor podia muito bem recorrer facilmente ao final da lista.
abcs
adorei o relato. às vezes sinto isso em relação às pessoasq ue sempre vejo e nunca converso. tomara que você a encontre e que conversem durante horas. beijos, querido.
Candice Gonçalves · Crato, CE 18/9/2007 12:11
adorei o relato. às vezes sinto isso em relação às pessoas que sempre vejo e nunca converso. tomara que você a encontre e que conversem durante horas. beijos, querido.
Candice Gonçalves · Crato, CE 18/9/2007 12:13
Parabens Amigo. Admirável a aula dada no seu texto.
Admirável a sua coragem de falar de timidez e de preconceito na Infância e numa forma carinhosa e paterna como deve de ser. Admirável a perspectiva que fica de exemplo para a Juventide se mirar no seu trabalho e fazer um sem fim de outros. Pereparando a memória e exetcitando a capacidadede criação.
Parabens Amigo. Admirável a aula dada no seu texto.
Admirável a sua coragem de falar de timidez e de preconceito na Infância e numa forma carinhosa e paterna como deve de ser. Admirável a perspectiva que fica de exemplo para a Juventude se mirar no seu trabalho e fazer um sem fim de outros. Pereparando a memória e execitando a capacidade de criação.
Parabens. Outro dia esqueci o nome da minha nora, custei lembrar...Mas nao conta pra ninguem nao! Abrs Victorvapf.
victorvapf · Belo Horizonte, MG 18/9/2007 15:16
Querido Azuir:
Obrigado pelas palavras de incentivo. E vc, não se habilita a colaborar com o livro? Ou já esta tudo engatilhado? Vou gostar de ver!
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
oi, tudo bem
gostei muito da sua historia, acho que ela está presente em sua memória, por que na época que vocês estudavam juntos, você mesmo que inconcientemente deu muita atenção a ela, você pensava nela o tempo todo quando estavam em sala de aula, acho que vocês tinha bastante coisas em comum, mas, pelo que parece, você nunca saberá ao certo.
boa sorte, bjs...
joyce
Joca e amigos do Overmundo,
desculpem-me a desatenção com os textos que me recomendaram nos últimos dias. Estou cheio de trabalho e pouco tempo tive para ler ou sequer entrar no Over esta semana. Na medida do possível, lerei e comentarei todos.
Joca,
quanto a você, meu amigo, se com pouca memória escreve um texto desses, imagine se elas lhe assomassem à-toa! Sua homenagem à Aarin Chu é de uma delicadeza chinesa e certamente a orgulharia. A mim só embevece lê-lo. As fotos dão o clima que o texto exige. Uma beleza de história e uma narrativa que me enche de inveja por não ser minha. Enfim... um dia chego lá. Parabéns, amigo.
Uma abraço.
Oi, Joca,
parabéns por mais essa memória, coisas simples e verdadeiras.
Abçs de Betha.
Joca, seu texto me fez lembrar dos antigos colegas de classe. Lembrar da saudade. Parabéns, um abraço carinhoso,
anamineira · Alvinópolis, MG 18/9/2007 20:09
Oi, Joca
Demorei por motivos de trabalho acumulado.Mas seu texto é delicioso de se ler. As reminiscências estudantis sempre são gostosas de se relatar. Dá uma saudade danada!!!
Em breve mandarei as minhas, peço só um pouco de paciência!
Parabéns, mais uma vez.
Abraços!
Joca,
votei com atraso pois estive viajando por alguns dias.
Gostei muito de mais essa reminiscencia escolar.
Beijo,
Nossa Joca, que comovente, tomara que um reencontro faça vocês conversarem muito .Adorei o texto, votadíssimo!
carol de trancinhas · Brasília, DF 22/9/2007 10:07
Elizabeth Wilrich, era a louramais bonita da minha escola. É estranho que quando criança a gente se enamora de alguém não imagina que possa ter outros tambem enamorados. Na minha cabeça só nos 2 existia-mos!
AZnº 666 · Rio de Janeiro, RJ 26/9/2007 11:53
Queridos amigos:
Vejam só que legal o e-mail que acabo de receber
Oi Joca tudo bem ? aqui e A Fabiana Marcos Aluno Do Alberto Conte do 3B e que a escoa vai fazer 60anos eu fazendo uma pesquisa na internet achei o seu depoimento. Eu gostaria de fazer uma entevista com vc. O aniversário será comemorado nos dias 09,10 e 11 de Outubro, quando reuniremos alunos, ex-alunos, funcionários, professores, ex-professores e comunidade para um grande evento cultural.Gostaria de fazer uma entrevista com vc:
Em que ano você estudou? Como era a escola? Se era rigida? Se tinha que fazer Provas para poder Estudar no Conte?E o que mudou na escola? Como eram as festa e as excursão?Depoimento Muito obrigado pela compreenção ate mais venha participar obrigado bjs
Um projeto gráfico para as ‘Reminiscências da Escola”
O coletivo de autores do livro colaborativo “Reminiscências da Escola”, sem abrir mão de sua intenção de vir a publicar, em papel impresso, o indigitado livro deliberou iniciar, sem maiores delongas, a elaboração do e-book do livro.
Para tanto estamos, desde hoje, à procura de um “web-designer” para que possamos definir um Projeto Gráfico que traduza as intenções que em tantas outras ocasiões manifestamos, a saber, um livro que, a par das memórias individuais de cada autor, descreva o rico painel representado pelas escolas por cada um deles freqüentada.
Vale para todos os colaboradores do livro, inclusive para a pessoa que se disponha a diagramá-lo: se, (ou quando) o livro for publicado, todos seremos remunerados.
ola joca!! eu também estudei na classe da aarim chu!!!! no alberto conte!!!!!!!; ela se sentava na primeira fila..bem ao lado da mesa do professor.. tipo uma cadeira individual; eu ficava um pouco atras;
como na época chamavam -me pelo sobrenome..havia outra miriam..miriam sato...; os alunos falavam sztulminha..e a aarim...falava stiuman..ela era fluente em ingles; muito timida...e era a única chinesa que conheci durante toda minha vida escolar;
penso que ela veio da china livre; eu tenho a iagem do rosto dela gravado na mente!!1
nao consigo lembrar-me de voce..desculpe!!!eramos 51 alunos; eu fiz clássico ( no conte so tinha noturno) um ano no roosevelt da rua sao joaquim e terminei no alberto levy; se vc se lembra do porf. reis de latim..uma vez ele me deu uma bronca..porque pediu pra todo mundo ficar quieto..e eu começei a rir...de leve ...e ele perguntou:
a senhora está com dor de barriga???
vc foi com a prof. inara, de matemática ,na fábrica da kibom??? abraços..miriam!!!
ah;;;mais uma coisa....queira desculpar a digitação....nunca fui muito boa e o teclado está " doente""..pula letras..preciso trocar!!!
uma vez tb procurei no google sobre a aarim..enfim..sobre todos de quem eu me lembrei. o allen augusto dupré, eu soube que foi trabalhar no estadao...; lembro da eliana teixeira que se casou com um musico;e sou madrinha de batismo da filha da denise botiini natal;lembra-se da sueli teixeira, uma moça linda, sobrinha do terrível prof. teixeira de matemática??
e o diretor luis contier???ah...bons tempos...nós fomos privilegiados..tivemso uma boa escola pública!!!!
até a vista. miriam
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