Sempre fui cinéfilo de carteirinha, desde meus cinco anos, quando brincava com sombras chinesas no corredor de casa e tive meu batismo audiovisual assistindo a cena da entrada de Conde Orlock em Nosferatu no Globo Repórter, um episódio sobre vampiros, isso aos 8 anos.
No cinema, nem me lembro quando ia, guri, só assistia aos Trapalhões. Deixei de ir no cinema há exatos 19 anos, com meu primo para assistir Rambo III. Nesse meio tempo, tinha um cineclube no bairro onde moro até hoje, mas faliu depois de um ano e meio.
Foi então que apareceu o videocassete em minha vida - vamos dizer a "terceira onda", depois do cinema e da televisão. E minhas idas religiosas às locadoras. Quando comecei minha carreira de videomaker - ainda estava fazendo meu curso de Rádio e TV -, boa parte da minha carpintaria visual viera dessas tres ondas.
Hoje, infelizmente, morando num estado onde o mercado inexiste, o profissional ou vira professor ou vira assessor de imprensa, mais um crime está acontecendo aqui - a pirataria desenfreada que está acabando com as locadoras legais, que suam as bicas para tentar se manter no mercado.
Um dos poucos que se levantam contra esse clima desolador é Ubirajara Orrigo, o "Bira", um cara com quem aprendi a valorizar a vinda a uma locadora com respeito, observando os lançamentos, garimpando pérolas e ouvindo dele boas conversas, dicas, opiniões e troca de experiencias.
Depois da mercantilização dos cinemas, da falta de um intercambio maior entre lá fora e aqui, agora estão acabando um dos poucos bons programas de lazer em Cuiabá - as videolocadoras. Podem falar o que for - locadora online, locadora self-service, etc. - mas nao há prazer maior aos sentidos de um sacerdote audiovisual como eu de entrar numa sala recheada de quitutes fílmicos. E esse prazer vou passar, quando tiver, a meus filhos e netos.
Wiene, aqui em Natal vêm acontecendo a mesma coisa. As locadoras estão perdendo uma bela fatia para a pirataria; isso é fato. Mas antes de levantar alguma bandeira, é preciso, antes de tudo, analisar as causas. O alto custo, seja ele de uma ingresso de cinema, ou do DVD da locadora, inibem o público. Isso vale para os discos também. Apesar da qualidade duvidosa, e do fato de não se pagar impostos e direitos autorais, a pirataria surge pelo menos como um alerta, de como o acesso poderia ser melhor. Quem não compraria essas mídias 'originais' se fossem mais acessíveis? Isso é fato. No mais, muito bom você levantar essa questão por aqui.
FILIPE MAMEDE · Natal, RN 4/7/2007 10:32Ah, quanto à diagramação, seria legal dar um 'espaço' entre os parágrafos; isso agiliza a leitura e organiza melhor o texto. Seria muito bom também, anexar umas imagens, se possível. O apelo visual - você que é um 'cinéfilo' sabe - , é de suma importância.
FILIPE MAMEDE · Natal, RN 4/7/2007 10:35
Concordo com o Filipe e acrescento: você poderia ter desenvolvido mais o assunto, falar mais sobre essa questão polêmica.
DaniCast · São Paulo, SP 6/7/2007 10:39Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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