Acho que todo mundo conhece Eliza Capai. Filha do fotógrafo e professor de física Humberto Capai e jornalista talentosa, Eliza ficou conhecida por suas participações no programa Saia Justa, do canal pago GNT, e coleciona trabalhos também para as TVs Cultura e Bandeirantes, revistas Marie Claire e Viagem e Turismo e tem no currículo até a cobertura de uma Copa do Mundo.
Em 2010, Eliza viajou pela África, produzindo material para TV e conhecendo e documentando a situação da mulher em diversos países e culturas: Marrocos, Mali, Cabo Verde, Etiópia e África do Sul. São mais de 40 horas de gravação que já viraram 12 matérias para o canal GNT (uma série sobre mulheres para o programa Saia Justa e outra com temáticas sociais para o Happy Hour) e agora vão virar um documentário longa metragem.
Fazer um filme custa dinheiro, mas não precisa depender do governo e pode ser financiado coletivamente. Muita gente não lembra, ou não sabe, mas a história recente do cinema feito no Rio Grande do Sul amadureceu no filme Verdes Anos, uma produção financiada coletivamente.
[Felicito a existência de outras formas de financiamento além do capital em busca do ganho financeiro ou de imagem e do estatal, mas não considero nenhum destes ruim ou desnecessário.
Aliás, o Poder Público investe é pouco (e muitas vezes mal) nas artes no Brasil e no Espírito Santo.]
E é assim, com financiamento coletivo, o primeiro corte do filme será feito. Segue, nas palavras de Eliza, uma explicação do projeto e como aderir a ele:
"No ano passado fiz uma viagem de quase sete meses pela África. Passei por países com culturas absolutamente diferentes: Marrocos, Cabo Verde, Mali, Etiópia e África do Sul. Do caminho fui juntando histórias de mulheres das mais diferentes cores, realidades, religiões... Gravei tudo em vídeo, em alta resolução, junto com dezenas de horas de paisagens, cores, musicas, feiras, vilas, mares, desertos... Desde que voltei não paro de organizar as ideias e continuar as leituras sobre o ser mulher, sobre a diversidade e a dificuldade que muitas vezes temos em ver e respeitar os Outros.
Bem, e daí?
Daí que este material todo está louco para virar um documentário longa metragem que discuta estas várias mulheres contemporâneas, africanas. E para que a edição aconteça, que a aventura se resuma de forma poética e política, todos e qualquer um podemos participar. O “Africanas” esta num site de financiamento coletivo onde com doações de a partir de R$ 15 qualquer um pode bancar este documentário. Em troca de cada doação, um premio exclusivo! Se o projeto alcança 100% do valor pedido – pelo menos – o documentário é realizado; se não alcança, o valor volta para os apoiadores.... Que tal dar uma olhadinha em http://movere.me/exibeProjeto.do?id=12 e embarcar nesta aventura?"
Aproveite e navegue também pela página pessoal de Eliza Capai para conhecer outros trabalhos dela. http://www.elizacapai.com
Eu ainda quero ver
Nas multidões coloridas,
Reinar a paz da igualdade,
Todas as raças unidas
Pela melhor convivência,
Sendo esta consciência
Orgulho das nossas vidas.
E não ouvir mais falar
Em preconceito e tortura,
Que gere perversidade
Achincalhando a ternura,
Dando nó em nossa lida
Fazendo a tela da vida
Ser uma tosca pintura.
Parabéns, sucesso, orgulho, garra................
Vamos em frente...........
andre
Bacana esta iniciativa. Em tempos de falta de fundos para a cultura e dificuldade em captar recursos da iniciativa privada para projetos aprovados em leis de incentivo, esta pode ser uma boa ideia. Sinto uma ponta considerável de orgulho desta cariocapixaba, cujo pai - o excelente fotógrafo Humberto Capai - é de Muqui-ES, minha cidade. Vou contar as moedinhas e entrar nesta.
Ériton Berçaco · Muqui, ES 4/9/2011 23:22
Joca, eu abrir o link, achei bastante informações porém
não encontrei a forma de fazer a contribuição
E quero fazer. Voce que é entendido de internet
me manda o link já pronto.
abração
andré
Andre,
Felizmente, o filme "Africanas" atingiu a meta para viabilizar a realização do primeiro corte e, no momento, não recebe mais doações. No final, 186 pessoas contribuiram.
No sítio do Movere (http://movere.me/) há outros projetos legais que ainda estão na fase de captação de recursos.
Valeu pela força.
Abraço,
Joca
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