EXPO 'AGUILAR 50 ANOS' NO CCBB-SP
10 de maio a 17 de julho de 2010
A primeira grande retrospectiva do artista José Roberto Aguilar apresenta trabalhos produzidos entre os anos 1960 e 2000.
Com curadoria de Haron Cohen e produção da Arte 3, a mostra traz cerca de 75 pinturas e uma coletânea de gravuras, desenhos, filmes, vídeoarte e instalações, incluindo a inédita “Vestidos de Noiva”, que ocupará o hall central do CCBB
O CCBB apresenta em São Paulo, de 10 de maio a 17 de julho de 2010, a exposição “Aguilar 50 Anos”. Trata-se da maior retrospectiva já realizada do multiperformático artista paulistano José Roberto Aguilar, 69 anos, reunindo trabalhos produzidos ao longo de suas cinco décadas de carreira.
No 3º andar estarão as obras da década de 1960, época em que Aguilar participa da 7ª Bienal Internacional de São Paulo e da mostra OPINIÃO - 65, no MAM do Rio de Janeiro. Desta fase, serão vistas telas como ‘Anima’ (1963) e ‘Conversa’ (1965). No mesmo piso, serão apresentadas as obras dos anos 1970, quando o artista vai morar fora do Brasil e começa a se dedicar à vídeoarte. Entre os destaques que estarão na mostra, ‘Paisagem’ (1971), da série Londres, ‘Macunaíma’ (1974), da série Transformação do Tabu em Tókio, e ‘I Ching’ (1975), da série Nova York.
Na sala do 2º andar, serão expostas pinturas da década de 1980, marcada pela participação de Aguilar em diversas mostras, no Brasil e exterior, e pela criação de sua Banda Performática. Entre as mais de 20 telas, estarão ‘Homenagem a Bukowski’ (1982), ‘The Most Beautiful Cup of Tea’ (1984), da série Japão, e ‘Einstein’s Dreams’ (1983). Também neste piso, as obras dos anos 1990, como ‘O Papa Iluminado’ (1992).
Os anos 2000 serão lembrados no 1º andar, onde além de telas, como ‘O Circo de Calder’ (2000), da série Rio de Poesias, e ‘Bandeira dos Visionários (Getúlio)’ (2003), da série Brasil de Aguilar, haverá cinco instalações do artista: ‘Jardim de Alice’ e uma série de quatro trabalhos - apresentados pela primeira vez em 2005, no Instituto Tomei Ohtake - em que uma figura feminina projetada interage com objetos reais, como uma ducha e uma poltrona.
No térreo, ao entrar no CCBB, o visitante irá se deparar com ‘Estrela Senna’ (2001), uma gigante pintura de Aguilar, com mais de 10 metros de comprimento e dois de altura. Também verá uma instalação construída a partir de esculturas de vidro denominadas “espadas de luz” e a inédita ‘Vestidos de Noiva’, que foi criada especialmente para esta mostra e ocupará o hall central do CCBB.
Além das pinturas selecionadas, “Aguilar 50 Anos” abordará a videoarte - técnica em que o artista é considerado um dos pioneiros -, exibindo trabalhos célebres, como ‘Divina Comédia Brasileira’ (1980) e ‘Sonho e Contra Sonho’ (1981). A mostra terá ainda gravuras, cartazes, desenhos e livros produzidos por Aguilar e discos da Banda Performática.
O multiperformático Aguilar
Pintor, vídeomaker, performer, escultor, músico e escritor, José Roberto Aguilar nasceu em São Paulo, em 1941. Estudou economia, mas, autodidata, em 1958, já participava da vida cultural paulistana, integrando o movimento performático-literário Kaos, de Jorge Mautner.
Em 1961, realizou sua primeira exposição e em 1963, foi selecionado para participar da 7ª Bienal Internacional de São Paulo. Considerado um dos pioneiros da nova figuração no Brasil, participa da mostra OPINIÃO - 65 no MAM, em 1965. Durante a agitada década, mantém um ateliê da R. Frei Caneca, que é freqüentado por alguns dos principais responsáveis pela renovação política e cultural por que passava a vida brasileira.
Na virada dos anos 1970, deixa o Brasil. Vive em Londres, de 1969 a 1972, e realiza exposição em Birmingham. Entre 1974 e 1975, mora em Nova York, onde começa a realizar um trabalho pioneiro de videoarte. Volta ao país e em 1977 participa da 14ª Bienal Internacional de São Paulo com a instalação Circo Antropofágico, em que expõe 12 monitores de TV, e ganha o Prêmio Governador do Estado. No ano seguinte, participa de videoperformance no Centro Georges Pompidou, em Paris, e no Festival de Videoarte de Tóquio.
Na década de 1980, participa de diversas exposições, sendo um dos artistas brasileiros mais presentes em mostras no exterior, sobretudo nos Estados Unidos e Alemanha. Cria a Banda Performática, que realiza espetáculos em praças públicas, com destaque para o grande evento da Revolução Francesa, em 1989, em que coloca 300 artistas em cena na frente do estádio do Pacaembu e é visto por 10 mil pessoas. Compõe músicas, grava discos e lança o livro “A Divina Comédia Brasileira”.
Nos anos 1990, faz pinturas em telas gigantes e esculturas em vidro e cerâmica. Expõe no MASP e no MAM-SP. De 1995 a 2002, é diretor do espaço cultural Casa das Rosas, em São Paulo, em 2003, é nomeado representante do Ministério da Cultura na capital paulista. Em 2005, realiza uma individual no Instituto Tomie Ohtake.
José Roberto Aguilar
'Aguilar 50 anos'
R. Alvares Penteado, 112 - Centro
São Paulo,SP Mapa
Aguilar é multi...
Vou acompanhar seu trabalho, bjs
Isso é que é uma viagem aos porões do inconsciente quixotesco do homem!
raphaelreys · Montes Claros, MG 4/7/2010 15:53
Nossa, que maravilha, Cintia!
E vc nos deu uma aula de Aguilar, eu só o sabia "por alto". Rsrsrs
Obrigada amiga!
Esse "cara" é mesmo muito bom. Legal conhecer!
Abçs. e parabéns pela divulgação.
Quem estiver ou for a Sampa não deve deixar de ir.
Aguilar é referencia da arte dos últimos 50 anos desse Brasil que tanto oscilou politicamente, cresceu, mas aí está um artista contemporâneo dos mais importantes da arte brasileira com uma excelente trajetória. abs
...
Obrigadaaaaaaa...vc é uma professora de belas artes !!!
Beijos!!!
Que belo artista.
Parabéns pelo post e pela divulgação, sempre, de bons programas.
Torço para que a sua recuperação seja uma realidade e eterna.
abraços.
è aqui do lado de casa... vou lá ainda essa semana !
eu nem sabia disso, obrigado pela dica !
Um beijo !
ótimo post, pena não poder visitar a exposição em SP até dia 17. Tomara que venha para o CCBB do RJ...
lu martins · Rio de Janeiro, RJ 5/7/2010 10:29
Lu, o CCBB podia selecionar alguns Estados e levar essa mostra tão importante. Aguilar merece.Aguilar é arte que hoje não se faz mais...são poucos. Aguilar é exemplo para as gerações mais novas...
bju
Já ia indo mesmo , ia pra ver os cartuns da Copa - agora sem o mesmo apelo - e aproveito pra ver o Aguilar. Aliás, agora faço o contrário.Toda vez que vejo pintura expressionista tenho vontade de voltar pra casa e pintar algo parecido. Acho um grande tesão . Por duas vezes em que expuseram o grupo COBRA por aqui eu corri pra ver. Mas o Aquilar é mais que isso, né?
Brigado pela dica.
abraço
Boa dica! pena que eu esteja tão longe. Beijosssss
nildo dilfreitas · Brumado, BA 6/7/2010 21:50
Muito bom, querida; pena eu morar tão longe...
Beijssss
Cintia, minha flor, só agora volto ao over.
de novo só o tempo que passa...
O Aguilar não é o mesmo da banda peformatica? e que cantava Monsieur Duchamp? caramba publicacao de 2010... quanto atraso, mas quanta chegança tambem. beijosssssssss
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