Ainda que as leituras n√£o leiam letras

divulgação
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Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS
18/6/2008 · 312 · 43
 

A nossa overmana Ize, Maria Luiza Magalh√£es Bastos Oswald e a colega dela Rita Marisa Ribes Pereira organizaram o livro Inf√Ęncia e Juventude - Narrativas Contempor√Ęneas, de um conjunto de autores acad√™micos. A edi√ß√£o teve um lan√ßamento comentado em fins do √ļltimo abril em Porto Alegre num encontro nacional de Educa√ß√£o na Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio Grande do Sul.
Lendo o trabalho, entendo que o conte√ļdo e a tese que aborda exigem a mais ampla publicidade.
√Č o que estou fazendo nessa apresenta√ß√£o, que n√£o √© exatamente uma resenha do livro escrito, mas impress√Ķes da leitura do meu exemplar autografado e que trata de coisas que uma filha minha de 17 anos faz h√° j√° uma d√©cada, o que nos diz tamb√©m o livro j√° na apresenta√ß√£o, alto e bom tom: as inova√ß√Ķes tecnol√≥gicas deslocam a cultura ocidental de seu eixo letrado.
Um cosplay é uma forma de leitura do mundo, assegurou-me Ana Laura, essa filhota minha de quem falei.

E ela, a publicação, trata à excelência das maneiras de entender o mundo que pode ser percebido de diversos modos e da disputa já multissecular de letrados, oralistas, imagéticos, apocalípticos, integrados e tantãs... aqui não exatamente os tambores.

E já na apresentação, que resume a obra inteira, pode-se ler:
- Crianças, jovens e adultos são sujeitos históricos que produzem cultura ao mesmo tempo em que se produzem nela.

Em sendo assim, alerta, as produ√ß√Ķes culturais s√£o grandes espelhos por onde as sociedades se olham, se repensam, se recriam

Eu penso que nenhuma pessoa, menos ainda um profissional, seja ou n√£o de Educa√ß√£o, que j√° foi crian√ßa, j√° viveu sonhos e desilus√Ķes juvenis, j√° foi de gang, de crew, de grupo, de turma, de patota, o escambau, pode deixar de entender que este mundo que j√° lemos por nossos c√≥digos, tem novas leituras poss√≠veis, diversas, pelas juventudes que nos sucedem, nossos filhos, nossos netos, que, inclusive, dispensam olimpicamente a chamada cultura letrada e se atiram de cabe√ßa, tronco, membros e alma limpa nas ilustra√ß√Ķes e imagens, sejam em que suportes se apresentem, sendo elas mesmas, muitas vezes, os suportes das leituras que fazem e das leituras que prop√Ķem... quase uma metamorfose ambulante.

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Ilhandarilha
 

Adroaldo, muito boa a resenha (é uma!). Me deu a certeza de que a Ize é uma das pessoas a quem tenho que recorrer no meu projeto (ouviu isso, Ize?).
Ize, no meu projeto tem uma frase parecida com essa sua aqui: "A empatia que crian√ßas, adolescentes e jovens demonstram para com os meios audiovisuais, os videogames e o computador √© fruto desse descentramento cultural e esse √© um dos motivos que podem explicar sua apatia diante do papel. " √Č isso que tento pesquisar. Como √© que consigo seu livro?
Abraços a ambos!

Ilhandarilha · Vit√≥ria, ES 15/6/2008 20:14
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Adroaldo Bauer
 

Grato Ilha, sugiro uma releitura do postado que resultou bastante modificado da primeira que fizeste, embora no essencial, principalmente essa tua afirmação sobre a empatia pelos meios audio-visuais, permaneça. Grato.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 15/6/2008 21:25
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Ize
 

Oi Adro, vc √© mto lindo de apresentar pro overmundo esse livro do qual eu e a Rita (que o organizamos) tanto nos orgulhamos. Eu jamais faria isso pq n√£o me sentiria √† vontade. J√° que vc me deu ensejo, a publica√ß√£o realizada com a co-autoria de nossos alunos da UERJ, e com a contribui√ß√£o valiosa de tr√™s pesquisadores de outras institui√ß√Ķes, traz recortes de nossos projetos de pesquisa que articulam os campos da educa√ß√£o e da m√≠dia.
Vou dizer a Rita, que √© gaucha como vc, pra vir aqui olhar esse presente que vc nos deu. Tenho certeza que ela vai ficar t√£o prosa qto eu estou. Principalmente pq esse livro resultou de uma certa coragem nossa de enfrentarmos temas e quest√Ķes que n√£o s√£o usuais ao campo da educa√ß√£o.
Muito obrigada mesmo, em meu nome e no dela.
Beijo grande da
Ize
PS Pra quem vier aqui ler essa apresentação, queria dizer que me encabulei que o Adroaldo me nomeasse de Doutora rsrsrsrsr. Embora eu tenha feito doutorado, sou mesmo a profª Maria Luiza, ou simplesmente Ize como vcs me chamam.

Ize · Rio de Janeiro, RJ 15/6/2008 21:34
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Ize
 

Querida Ilha, já disse a vc de outras vezes que vc pode usar e abusar de mim qto quiser. Pelo que já conversamos, tenho certeza que nossos projetos têm afinidades e que temos muito pra trocar.
Bjs
Qto ao livro mandei uma mensagem pra vc

Ize · Rio de Janeiro, RJ 15/6/2008 21:42
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Ilhandarilha
 

Muito melhor, Adroaldo. Valeu por nos trazer aqui esse livro!
E Ize, trocaremos... Beijos

Ilhandarilha · Vit√≥ria, ES 15/6/2008 23:49
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Nic NIlson
 

N√£o as conhe√ßo, nem li a obra e nunca tive contato com este mundo do mang√°, apesar de ser autor de 2 hist√≥rias em quadrinhos, publicadas pela ICEA. Mas qdo li o artigo, desejei imensamente ter em m√£os esta perola de livro. Onde encontrar? Como comprar? Faltou so esta informacao no corpo do artigo. Quero ler e presentear minha filha, que fala esta lingua. Que le atrav√©s dos c√≥digos. Que sente atrav√©s das ilustra√ß√Ķes. Eu ja sou velho, e tento, desesperadamente n√£o ficar para tr√°s, na evolu√ß√£o dos costumes.
Abracao a todas vcs

Nic NIlson · Campinas, SP 18/6/2008 10:12
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victorvapf
 

Muito merecida esta divulgaçao, alias o overmundo deveria ter um arquivo dos livros ja editados dos seus colaboradores para consultas e mesmo como adquirir. Esta e uma sugestao que deixo neste espaço. Parabens pra Ise, lindinha, e para o poeta Adroaldo pela iniciativa. Abraços

victorvapf · Belo Horizonte, MG 18/6/2008 12:13
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Cintia Thome
 

J√° havia lido, Adroaldo sempre up to date, rs
Ize que trabalho! Queria saber como adquirir um exemplar, acho fant√°stico manga...
Bela divulgação , afinal um bom jornalista fareja boas coisas.
Parabens mesmo aos dois, à equipe pela rica obra.
(me mensagem, por favor.)

Cintia Thome · S√£o Paulo, SP 18/6/2008 12:48
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Sérgio Franck
 

Adroaldo, não me surpreende o brilho da Ize. As palavras de cada um revelam o que está guardado na mente. Ela tem idéias fantásticas. Quem tem bastante por ensinar peca ao permanecer calado. Portanto, fale, divulgue... Legal-Ize!

S√©rgio Franck · Belo Horizonte, MG 18/6/2008 14:54
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Spírito Santo
 

Adro amigo,

(Ando chegando tarde às boas fontes mas, cheguei a esta enfim).

Um b√°lsamo este livro (que, sortudo, j√° tenho comigo) organizado por esta dupla fofa, modesta e auto assumida de 'fess√īras': Ize e Rita.
O tema super recorrente da inapetência dos jovens - e das pessoas em geral- diante de pedagogias conservadoras (deseducativas, por assim dizer), é mesmo mais grave do que se imagina.
√Č a face mais vis√≠vel do drama da educa√ß√£o moderna (?), principalmente no Brasil, e olha que esta inconseq√ľ√™ncia pedag√≥gica, penso eu, nem est√° ligada apenas ao coitado do suporte-papel, do livro, da palavra escrita, por assim dizer.
Sim porque, s√≥ os cegos ou os c√≠nicos n√£o enxergam a rela√ß√£o estreita entre este tema e os baix√≠ssimo n√≠vel de nossa educa√ß√£o p√ļblica (s√≥ para n√£o estendermos muito a conversa) em geral.
Pura incompet√™ncia ling√ľ√≠stica, √© do que est√£o acometidas estas pedagogias usuais ('cuspe-e-giz', 'embrulha-e-manda') Talvez seja esta a principal raz√£o de, definitivamente, n√£o sabermos ensinar √†s nossas crian√ßas, √†s nossas pessoas enfim, as coisas mais b√°sicas e elementares tais como um-mais-um igual √† dois, √©tica engorda e faz crescer, quem encobriu o Brasil, estas coisas.

O mais surpreendente de tudo √© nos darmos conta agora , de que nem mesmono campo das faculdades de educa√ß√£o, foro mais que √≥bvio para esta discuss√£o ser levada a efeito, o tema √© realmente usual, priorit√°rio, exigindo at√© mesmo coragem, de quem como Ize e Rita, se disp√Ķe a enfrentar o desafio de iluminar a quest√£o, chamar os pares √†s falas.
Aprender a ensinar, ensinar a aprender, urgentemente, é do que carecemos, como de água (ou como de livros), de vergonha na cara, brio, instinto de sobrevivência, por aí.

Abs

Sp√≠rito Santo · Rio de Janeiro, RJ 18/6/2008 17:41
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Ize
 

OI Nic, o Adroaldo foi lá no meu perfil pedindo pra eu trazer a informação que vc pediu (ele não tem pq emprestou o livro pra Ana Laura, essa guria linda aí na foto que é filha dele) . Então, aí vai a referência bibliográfica como manda o figurino:
OSWALD, Maria Luiza & PEREIRA, Rita Ribes (orgs).Inf√Ęncia e Juventude: narrativas contempor√Ęneas. Rio de Janeiro, Editora DP & alii, 2008. Aproveito pra dizer que o livro n√£o trata somente do consumo e da recep√ß√£o dos mang√°s. Dos 12 ou 13 artigos (tb n√£o estou com meu exemplar aqui) 4 tocam neste tema, referindo-se √† rela√ß√£o de crian√ßas e jovens com a ind√ļstria de entretenimento japonesa. Os demais v√£o abordar a rela√ß√£o desses sujeitos com outros artefatos culturais (novelas, seriados, jogos eletr√īnicos).
Só mais uma coisinha: vc disse lá no seu recado que já é velho!?! e que tenta desesperadamente não ficar para trás. Primeiro, ser velho é um estado de espírito, certo? Depois, só o fato de vc ser overmano já mostra que vc já não ficou pra trás.
Gde abraço da Ize

Ize · Rio de Janeiro, RJ 18/6/2008 17:48
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azuirfilho
 

Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS)
Ainda que as leituras n√£o leiam letras

Seu Trabalho é muito bacana como sempre.
Essa Id√©ia de que,...Crian√ßas, jovens e adultos s√£o sujeitos hist√≥ricos que produzem cultura ao mesmo tempo em que se produzem nela. √Č , Admir√°vel.

Muito obrigado pela sua vis√°o de nos trazer esse conhecimento.
Vamos lhe agradecer sempre.
Muito mérito.
Commorgulho que lhe votamos.
Abraço Amigo

azuirfilho · Campinas, SP 18/6/2008 18:00
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Andre Pessego
 

Professor Adroaldo, Profa. Ize,
Antes de tudo a cobrança: faltou o endereço de distribuição
ou é geral. Por ex. Como a Cintia que está na Saraiva, este também está, ou lestará quando? a editora quem sabe.....
Sabemos todos, sem favor algum, tratar-se de escrita primorosa a termos por lastro os escritos da Profa. Ize.....
abração a todos
andre.

Andre Pessego · S√£o Paulo, SP 18/6/2008 18:05
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Ize
 

Oi Adro, fui lá no Nic e agora, com sua licença, vou nos outros também.

Victor, adorei mesmo que vc tenha vindo aqui, mas principalmente o "lindinha".

Cintia, vc tb querida é alguém que faço questão que conheça o que ando fazendo. Bjs

Franck, Franck eu tenho mais pra trocar do que pra ensinar. Legal-Ize é engraçado assim separado por hífen, mas se juntar não vai dar certo não. Bj

Spirito, nem preciso dizer o que sua opini√£o sobre esse livro significa pra mim, n√£o √©? Seus projetos culturais, suas id√©ias, sua implica√ß√£o e compromisso com a quest√£o da inf√Ęncia e da juventude excluidas t√™m sido um est√≠mulo e tanto para eu continuar enveredando por este caminho. Bj

Adro vc bem que podia morar mais pertinho, né? Podíamos fazer grandes parcerias. Bjão

Ize · Rio de Janeiro, RJ 18/6/2008 18:20
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Ize
 

André, só c tem permissão pra me chamar de Profª Ize nesse overmundo. Porque vc fala e eu estufo o peito. Desculpa por eu não ter deixado recado lá no seu postado que fala sobre os brasileiros no Japão. Estou ainda procurando argumentos pra debatermos o que vc denuncia lá. Beijos

Caramba Adro, eu t√ī aqui toda metida como se esse postado fosse meu. Desculpa, t√°?

Ize · Rio de Janeiro, RJ 18/6/2008 18:28
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Claudia Almeida
 

Querido,
estou numa lan, maravilha
beijinhos
Claudia Almeida

Claudia Almeida · Niter√≥i, RJ 18/6/2008 19:41
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Adroaldo Bauer
 

Ize, querida,
Não se avexe, nem tenha pejo "... Entra, pode entrar, a casa é tua..." como recomendaria Lupicínio Rodrigues, na Cadeira Vazia
---
Não corra, o minuto da existência é precioso Claudia.
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Mestre André, a editora tá na fala das 17h48 da Ize. Grato pela parte que me toca.
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Gentil, tu, Azuir.
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Cala boca mo√ßo, nunca mais! √Č justo isso, Franck.
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Cíntia, agradecido, honrado fico.
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Agradecido Victor.
Seria uma honra para n√≥s, pelo menos para mim, ter aqui algu√©m da equipe da administra√ß√£o deste s√≠tio ponderando algo sobre o que prop√Ķes enquanto banco de obras de manos e minas do over e tamb√©m sobre o m√©rito mesmo dos conte√ļdos apresentados no postado.
---
Agradeço, Nic.
---
Eu sempre aprendo, todos os dias, toda hora, todo minuto, Spírito. E pretendo que tenham, os que também sabem outros saberes, o direito e o dever de trocar, por humanos, independente dos ganhos, porque a luta pela sobrvivência e a paga pelo labor se disputa noutro lugar e com outras tantas ferramentas distintas das daqui, notadamente os sindicatos, os partidos políticos (sim!) e os movimentos populares por direitos.
As juventudes sabem, trocam e nos dizem muito sobre isso!

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 18/6/2008 20:02
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Mestre Jeronimo - JC
 

Axe'

Pois eh... chamou, to aqui dando uma gingada na tua composicao. &, Concordo:

alerta, as produ√ß√Ķes culturais s√£o grandes espelhos por onde as sociedades se olham, se repensam, se recriam

Eh isso, precisamos estar mesmo ALERTAS pra o que estamos digerindo do que esta sendo palntado na 'fabrica' da cultura pela nossa sociedade, HUMANA.

Abr ativista, educacional, e juvenil.

Mestre Jeronimo - JC · Austr√°lia , WW 18/6/2008 21:34
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Saramar
 

Adroaldo, por ter ficado mais de uma semana sem conexão, só agora, visitando a home do Overmundo, vi esta colaboração.
Confesso que lendo-a, deu uma tristeza no meu coração, educadora que já fui.
Pensando na escola p√ļblica brasileira e neste livro, nestas realidades todas que voc√™ mostrou e que Ize e suas parceiras ajudam a constru√≠r, comparo-as com a realidade da maioria dos jovens, das crian√ßas brasileiras nestas escolas do pa√≠s, sob a orienta√ß√£o de professores despreprados, t√£o pobrezinhos, como aqueles animaiszinhos de S√£o Francisco (e nem temos mais santos!).
Porém, sei bem, vivemos em constante construção e quem coloca um tijolo como você, mostrando essa beleza, faz parte do alicerce, bem como Ize, nossa professora.
Obrigada.

beijos

Saramar · Goi√Ęnia, GO 18/6/2008 22:55
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Andre Pessego
 

Ok. Prof. Tomei conhecimento da Editora vou me informar de onde tem está sendo distribuído em SP. Acho que numa das grandes
Cultura e ou Saraiva.
andre.

Andre Pessego · S√£o Paulo, SP 18/6/2008 23:25
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FILIPE MAMEDE
 

Adroaldo, grande mestre, tua refer√™ncia √† outro gigante - o Humberto Eco, n√£o passou desapercebida. √Č preciso reinventar, seja criando novas possibilidades ou reaproveitando o que j√° existe por a√≠. Recentemente fiz uma mat√©ria pelo interior do Estado e me deparei com uma escolinha de zona rural, onde as crian√ßas aprendiam a ler com Literatura de Cordel... fascinante.

Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 19/6/2008 13:06
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Doroni Hilgenberg
 

Boa noite Adroaldo, bela apresenta√ß√£o do livro " Ainda que as leituras nao leiam letras". Como pedagoga sei da import√Ęncia, principalmente para as crian√ßas, desse novo conseito de aprendizagem, visto que antes mesmo delas aprenderem a ler ou escrever, elas constroem magnificas hist√≥rinha atrav√©s de desenhos. Foi comprovado num pequeno projeto que fizemos, elas n√£o desenham por desenhar, elas desenham contando uma hist√≥ria. Parab√©ns a Ize, a Maria e a Rita e principalmente a voc√™ pela divulga√ß√£o de um trabalho t√£o importante e esclarecedor. Bjssss.

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 19/6/2008 21:35
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raphaelreys
 

O espelho é sempre uma místicapara a alma que vê. Aqui no interiror de Minas nos anos 50 conhecí muitas crianças que aprenderam a a ler em revistas de quadrinhos, ligando a escrita na ação sugerida na imagem! Beleza pura meu caro Adroaldo!

raphaelreys · Montes Claros, MG 20/6/2008 06:34
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Compuls√£o Di√°ria
 

Oi Adro, parab√©ns pela divulga√ß√£o e para as aoutoras tamb√©m. Boas ilustra√ß√Ķes s√£o inequec√≠veis e ajudam a gravar/grafar/
mille baci

Compuls√£o Di√°ria · S√£o Paulo, SP 20/6/2008 07:44
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Pepê Mattos
 

Caro e grande Adroaldo... Obrigado pelo convite... A pergunta que n√£o quer calar: ser√° essa nova faceta da leitura - com a qual a maioria de n√≥s n√£o concorda - a maneira correta de se ler atualmente?... Tenho me desesperado com minhas 3 filhas que passam longe de minha respeit√°vel biblioteca e passam horas assistindo mang√°s, animes, sitcoms americanas, ouvem pagode, ragga, emo-rock e... Tudo bem, ainda estou vivo... Minha namorada e eu nos desesperamos mas tivemos (principalmente eu) que dar um freio na minha m√£o que j√° se aproximava do punhal que desferiria o tiro certeiro no cerebelo (se eu conseguisse localiz√°-lo antes de mexer meu indicador)... E se eu acrescentar que mesmo uma delas que j√° est√° no ensino superior sequer a flagro lendo algo voltado ao seu curso e outra que est√° no cursinho desanda a ler ad infinitum a saga da J. K. Rowlings, eu passo como o qu√™?... Diz-me a mais velha que "esse √© o nosso jeito, pai"... N√£o adiantou eu dizer que na idade delas eu j√° tinha lido uma montanha de leitura obrigat√≥ria pra eu ser isso que sou hoje (O qu√™, pai? Bem. filha, pra dizer a verdade, nem sei o qu√™)... Tamb√©m n√£o adiantou afirmar que li tudo isso sem isso existir em casa, pois meus pais semi-iletrados n√£o tinham condi√ß√£o de perder cruzeiros minguados com essas "leituras sem gra√ßa", embora meu pai guardasse a 37 chaves sua cole√ß√£o de Reader's Digest e "Voc√™ sabia que...?"... Tive que cancelar minha tv por assinatura e deixar uma tv s√≥ na sala para minimizar meu destempero (e adiar minha ida √† UTI), j√° que elas zappeariam doidivanamente atr√°s das 667 sitcoms enlatadas ianques... Tudo bem, estou sob sedativos liter√°rios e n√£o corro risco por ora... Mas "as inova√ß√Ķes tecnol√≥gicas deslocam a cultura ocidental de seu eixo letrado" me deram a exata no√ß√£o daquilo que me desespera... Ent√£o outra pergunta se faz necess√°ria, at√© porque essa discuss√£o √© tri-pertinente (pra usar um termo ga√ļcho): ser√° essa a gera√ß√£o iletrada que far√° a literatura (ou sei l√° o que) dos primeiros tempos do 3¬ļ mil√™nio?... Abra√ßos...

Pep√™ Mattos · Macap√°, AP 20/6/2008 08:03
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Ilhandarilha
 

Pep√™, como m√£e de um adolescente quase iletrado (como a maior parte deles, ali√°s), apesar da minhas vasta biblioteca e minha compuls√£o por leitura, tamb√©m tenho os receios que vc tem. Como pesquisadora da educa√ß√£o, no entanto, vejo como necessidade b√°sica da escola a aproxima√ß√£o (e apropria√ß√£o) com essas novas formas de linguagem. As que o livro organizado pela Ize e pela Rita se referem n√£o s√£o, necessariamente, vazias. Quadrinhos, v√≠deos, cinema, seriados de tv t√™m em si um discurso espec√≠fico, expresso por meio de uma linguagem espec√≠fica. Se os educadores ignorarem esse tipo de linguagem e discurso, correm o risco de ignorarem seus educando (risco?). Como j√° disse Michel Foulcault "por mais que o discurso seja aparentemente bem pouca coisa, as interdi√ß√Ķes que o atingem revelam logo, rapidamente, sua liga√ß√£o com o desejo e com o poder". Ent√£o, como aponta o mestre Foulcault, √© bom que educadores se apropriem e se ocupem dos discursos veiculados em todos os meios, n√£o √©? Acho que a import√Ęncia do livro est√° ai.
abraços!

Ilhandarilha · Vit√≥ria, ES 20/6/2008 11:03
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Pepê Mattos
 

Puxa, isso pesa "pais, m√£es, p√£es, mais de adolescentes iletrados"... D√° vontade de chorar... Por outro lado, n√£o somos donos da verdade, ilha, sei disso... Mestre Foucault escreveu isso nos anos 60? Perdoe a ignor√Ęncia, mas aceito a indica√ß√£o do livro em que ele ressaltou essa m√°xima... D√° pra encaix√°-lo no rol de minhas leituras sobre o livre-pensar... No mais, sei que n√£o sou o √ļnico na beira do precip√≠cio... Sinto a presen√ßa de muitos overmanos a fit√°-lo do alto que os desnorteia... Mas √© um assunto pra entrar para um f√≥rum, que acham?... Se √© que j√° n√£o existe um... Quem sabe assim despeda√ße-se em mim essa √Ęnsia, essa ang√ļstia, essa dor que n√£o tem nome... Ou tem?...

Pep√™ Mattos · Macap√°, AP 20/6/2008 11:35
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Ilhandarilha
 

Pep√™, essa cita√ß√£o ai foi pescada da aula inaugural dele no Coll√®ge de France, em dezembro de 1970. Essa palestra inaugural foi editada num livrinho (no tamanho, n√£o no conte√ļdo!) chamado "A Ordem do Discurso". √Č bem baratinho... L√° ele, numa prosa bem gostosa de ler, fala sobre as rela√ß√Ķes entre as pr√°ticas discursivas e os poderes (no plural, mesmo). Acho que √© leitura obrigat√≥ria para quem se interessa sobre a quest√£o da linguagem, do discurso e do poder (n√£o entendido aqui como apenas o poder pol√≠tico, mas todas as formas de poder).

Boa a sua sugestão do fórum: caberia bem um tópico nas conversas sobre cultura. Abre um lá!
Abraços

Ilhandarilha · Vit√≥ria, ES 20/6/2008 12:28
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Lili_Beth*
 

Ol√° Meus_Queridos Educadores!

Fico aguardando o fórum, já que só agora estou retornando (Retorno e ando ... as voltas com um mosquitinho tão pequenininho ... rsrsrs ...

Parab√©ns pela resenha e pela transmiss√£o nas amplas inst√Ęncias de acolhimento da educa√ß√£o e cultura!

Beijos_meus*
*

VO(L)TADO!!!

Lili_Beth* · Rio de Janeiro, RJ 20/6/2008 15:31
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jjLeandro
 

Trabalho competente resulta de pessoas competentes. Um desprendimento a sua atitude, Adroaldo. Além do mais, sei do seu rigor em realizar boas obras e apoiar iniciativas idem.
abcs

jjLeandro · Aragua√≠na, TO 20/6/2008 19:00
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Adroaldo Bauer
 

Leandro, Lili, Ilha, Pep√™, Ced√™, Raphael, Doroni, Filipe, Mestre Andr√©, Saramar, Mestre Jer√īnimo, demais pessoas tantas que por aqui passaram e ainda v√£o passar: sou grat√≠ssimo.
Vossas palavras em referência a minha inciativa, se somadas, dão um réquiem, e eu o prefiro, sim!, em vida, que sou humilde, mas não a ponto de querê-lo naquele outro momento, do lado de lá do umbral.
Os méritos de tanto que dizem, entanto, tenho certeza, são da publicação, esta seleta de parte da pesquisa inda em desenvolvimento das nossas queridas professoras Ize e Rita Marisa.
São quem afirmam a vontade, as desbravadoras dos conceitos e quem sustentam os desafios acadêmico de fazer entrar nas vetustas salas os saberes dos outros, que os têm, mesmo que pelos quadrinhos, que também foi por onde aprendi a ler, antes de chegar na escola, pela imagem da tevê ou dos videos, pelo cosplay.
Afinal, no decantado e já ultrapassado '68, fingíamos que éramos a mesma juventude que estava nos palcos do mundo tocando o rock ou o blues ou a tropicália, mesmo BR3, Probido Proibir ou Pra não dizer que não falei de flores, e nossos pais não sabiam conversar sobre nossas idéias ousadas, nem lhes agradava muito guitarras, disstoricdas e wha-whas muito embora as tolerassem inda que fossemos gradativamente mudando o mundo deles também.
O demais, no quesito Educação, entende mais a Ize, que eu só fui aluno a vida toda, e seminário foi o máximo que conseguimos de democracia e apenas em alguns momentos que, infelizmente, minha formação escolar se deu de 61 a 72, o pau comendo solto.
Não muda muito se o explorador de plantão é Roma, Inglaterra, EUA ou Japão (olha que a china vem aí gente!).
Continuam sendo impérios de exploração da humanidade.
E disso, mesmo os cosplayers, ou os mais c√Ęndidos apaixonados de animes n√£o poder√£o fugir, ainda que algu√©m lhes sutente materialmente a exist√™ncia: remanesce o lado dos de cima e o lado dos de baixo.
Um beijo no coração de todas vocês, pessoas almas generosas.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 20/6/2008 22:30
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Ize
 

Ol√° pessoas do bem,
meu amigo Adroaldo, com sua rara sensibilidade, mostrou nesse √ļltimo coment√°rio o quanto √© importante olhar alteritariamente para as rela√ß√Ķes que cada gera√ß√£o constr√≥i com o artefatos culturais de seu tempo. Completando o que t√£o propriamente ele j√° disse, porque ele solicitou que eu fizesse isso, o que importa destacar dessa reflex√£o √© que a aus√™ncia desse olhar impede, ou dificulta, o t√£o almejado encontro entre as gera√ß√Ķes. Sei que √© mto dif√≠cil aceitar que nossos filhos e alunos n√£o adorem ler como n√≥s que fomos educados sob a l√≥gica da cultura letrada. No entanto, o que eles mostram √© que isso n√£o √© uma falta ou um defeito. Tendo nascido e crescido no contexto da "civiliza√ß√£o da imagem", n√£o estranha que sua forma de se relacionar com a cultura e com o conhecimento seja diversa da nossa. N√£o √© simplesmente por gosto ou prefer√™ncia que eles se constituem como a gera√ß√£o "zapping", mas por conta da acelerada revolu√ß√£o tecnol√≥gica e cultural que modifica suas subjetividades e identidades. N√£o √© de ler ou de escrever que eles n√£o gostam. Nunca crian√ßas e jovens leram e escreveram tanto, por prazer, como fazem hj. Agorinha mesmo acabei de sair de um blog em que crian√ßas dos 9 aos 12 anos escrevem hist√≥rias deliciosas. Sem falar no orkut, no msn, nos jogos de RPG, nas fanfics, nos e-mails etc, etc, etc Do que eles n√£o gostam √© do livro que "n√£o anda", repleto de descri√ß√Ķes imensas que n√£o combinam com a maneira como eles vivem o tempo, nem das escritas que a escola lhes cobra, "chat√©rrimas e sem sentido".

Sobre a dimensão excludente da revolução tecnológica, ela é fato inegável, mas é essa dimensão que precisa ser ponto de pauta da nossa luta por uma sociedade mais justa, e não a revolução tecnológica que, inclusive, não retrocede mais. A escola é um dos espaços em que essa luta precisa ocorrer, da mesma maneira como muitos de nós lutamos, há algum tempo atrás, para estender aos setores populares os mesmos benefícios que a cultura letrada, absolutamente elitista, trouxe às classes privilegiadas.

Nossa! desculpem-me pela extens√£o do coment√°rio! √Č que quando falo disso me esque√ßo da vida. Ainda teria muito mais pra continuar dizendo, mas fica pra pr√≥xima.

Bjos em todos e um especial pra vc Adroaldo

Ize · Rio de Janeiro, RJ 20/6/2008 23:48
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Mestre Jeronimo - JC
 

Adroaldo,

Eh isso, essa sensibilidade pra saber que um 'samba de uma nota so' tem varios acordes, e muitas notas em conjunto, como nois aqui, alem, fazendo uma parte pra essa parte da REVOLUCAO CULTURAL que ainda estamos digerindo, e, inserindo, no nosso contexto humano.

Ao falar de educacao e rpck'in roll, poe samba e frevo nisso, pois o processo eh muito tempo,e tempo sendo ilusao, eh hoje, agora que precisamos nos re-educar sempre, as nossas juventudes, criancas, precosando deste acorde fatal, que determina a TONalIDADE do processo de se nascer, crecer e... evoluir.

Pra nao dizer que tb nao falei das 'flores' envio um buque de rosas na amizade pra todos os educadores, quem busca a nossa evolucao.

Axe'

Mestre Jeronimo - JC · Austr√°lia , WW 21/6/2008 00:35
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Adroaldo Bauer
 

Isso Mestre Jer√īnimo. H√° outros olhares a perceber. Agrade√ßo tua aten√ß√£o.
E convido a todas as pessoas que queiram continuar esse debate a visitar o postado da profesora Ize, Territórios do Protagonismo Juvenil ainda em edição, lá no overblogue, por esse linque aqui.
Agradecido.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 4/7/2008 22:26
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N.Lym
 

Obrigada pelo compreensivo e maduro coment√°rio, Adroaldo. Infelizmente n√£o s√£o todos que captam as sutilezas expostas atrav√©s das palavras e voc√™ foi um dos poucos que compreendeu. Quanto ao livro, torcerei para que as autoras tenham sucesso. Mang√°s e Animes s√£o sempre assuntos atuais e cada leitura, dos diversos estilos de escrita, s√£o caminhos que me conduz a imensas transforma√ß√Ķes sim!

N.Lym · Fortaleza, CE 14/8/2008 13:04
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Cassiane Schmidt
 

Parabéns para as autoras pelo livro, e para voçê, incentivador da cultura, é assim, através de iniciativas que promovam a cutura, que será possível construir o equilibrio cultural em seu eixo letrado, como disse a tua filha!

Abraços

Cassiane Schmidt · Gaspar, SC 21/11/2008 12:12
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wel alves
 

To gostando desse, overmundo!

wel alves · Linhares, ES 4/1/2009 02:49
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drigo
 

Caro Bauer,

Voc√™ falou sobre as gera√ß√Ķes que vir√£o. Realmente neste meio multi-tudo, fica dif√≠cil reter a aten√ß√£o de uma crian√ßa no papel.

Ali√°s, o papel deveria ser procurado por livre e espont√Ęnea pelos jovens. Todos os livros parecem chatos e desnecess√°rios, j√° era assim para muitos de minha gera√ß√£o, quando comecei a ler, imagine agora!

Creio que futuramente at√© mesmo os meios audiovisuais se adaptar√£o ao tipo de narrativa din√Ęmica, digo acelerada, comum aos jogos eletr√īnicos, RPG, Mang√°s, etc, pois a gera√ß√£o letrada n√£o estar√° mais aqui.

Como a programa√ß√£o televisiva se justifica pelo "gosto m√©dio do p√ļblico", √© assim que dizem, j√° imaginamos o que vir√°.

Parab√©ns pela colabora√ß√£o. √Č um assunto importante.

Um abraço.

drigo · Belo Horizonte, MG 12/2/2009 14:01
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drigo
 

Citando um especialista em comunicação:

“No passado humano comum, o conhecimento e a informação eram maiores dentro da sala de aula do que fora dela.

Com a inversão espetacular dessa situação, dir-se-ia que é possível que a função da escola também se tenha invertido, que a função da escola já não seja instruir, mas descobrir.

E a fun√ß√£o do estabelecimento de ensino √© treinar a percep√ß√£o do ambiente exterior em vez de meramente reproduzir informa√ß√£o e introduzi-la nos cr√Ęnios dos alunos dentro do ambiente‚ÄĚ.

- Marshall McLuhan na Galeria de Arte Kaufmann, NY em 1966.

drigo · Belo Horizonte, MG 12/2/2009 14:02
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Adroaldo Bauer
 

E Paulo Freire já alertara, pelos idos de '68, que há o saber em todos, o que falta é o espaço democrático para a troca deles. Aí, aprende quem queira.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 13/2/2009 00:24
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Adroaldo Bauer
 

Penso que o que aqui se faz importa aqui estar. E convido.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 16/4/2009 15:51
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Naeno
 

Belo texto, oportuno objeto de leitura. Guardar de um amigo.

Naeno

Naeno · Teresina, PI 17/4/2009 21:17
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Patipetista
 

Que legal ! Obrigada pro mostrar-me esta parte do mundo cultural da qual eu n√£o havia ainda percebido !
beijinho...

Patipetista · Tabo√£o da Serra, SP 10/6/2009 20:33
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