Aline Anima

Foto: Ver√īnica Boskov
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eduardo ferreira · Cuiab√°, MT
19/5/2006 · 62 · 7
 

Matutei, matutei, matutei. Conclus√£o: vou postar essa entrevista na √≠ntegra. Sem cortes. Aline Figueiredo √© cr√≠tica de arte, animadora cultural e escritora, figura fundamental no cen√°rio da arte contempor√Ęnea matogrossense. √Č importante tamb√©m para o Brasil porque coloca Mato Grosso na cartografia da arte nacional. Depois de alguns protestos de artistas insatisfeitos com a exclus√£o de suas obras na sele√ß√£o do 23¬į Sal√£o Jovem Arte Matogrossense, do qual √© curadora, silenciou, n√£o deu entrevistas, n√£o se pronunciou, se recolheu a um mutismo deliberado. Abri o jogo com ela: quero que voc√™ fale tudo, como voc√™ v√™ essa hist√≥ria toda. Ela resolveu falar...

Você, ao lado de Humberto Espíndola, foi a grande animadora de uma cena fortíssima em Mato Grosso. As artes plásticas produzidas aqui representam o que há de mais forte e consolidado nas Artes. Foi difícil tal realização ou vocês encontraram um terreno fértil para isso?

N√£o foi nada f√°cil, principalmente porque o terreno que encontramos n√£o poderia ser mais √°rido. N√£o fosse a cren√ßa inabal√°vel de um ideal, embasado no talento e aliado a for√ßa de nossas juventudes, dificilmente ter√≠amos o alento para desempenhar tal invento. Pois √©, essa frase que acabo de pronunciar que parece at√© um poema √©pico, √© a mais pura verdade motivadora da minha anima√ß√£o. Quando voc√™ diz que eu, ao lado de Humberto Esp√≠ndola, ‚Äúfui a grande animadora de uma cena fort√≠ssima em Mato Grosso‚ÄĚ, fique claro que, n√£o fosse ter surgido a pl√°stica de Humberto Esp√≠ndola, l√° naquela segunda metade da d√©cada de sessenta, e com ela poder contar, eu n√£o teria os argumentos de como animar. Eu n√£o teria o passaporte para dialogar com o Brasil, sem sair de Mato Grosso! Ali√°s, eu n√£o, foi a pl√°stica de Esp√≠ndola, engajada aos teores sociais e pol√≠ticos e principalmente com a solu√ß√£o contempor√Ęnea de suas formas, quem de fato dialogou com o Pa√≠s e chamou a aten√ß√£o da cr√≠tica brasileira para o interior do Pa√≠s. At√© ent√£o, s√≥ Minas Gerais, que n√£o tem mar, conseguiu chamar tal aten√ß√£o, para o interior. Mas Minas tem a tradi√ß√£o do Barroco desde o s√©c.18.
Bom. Ent√£o, contando com a pl√°stica contempor√Ęnea de Esp√≠ndola, fundamos a AMA (Associa√ß√£o Mato-grossense de Artes) que funcionou em Campo Grande entre 1967 a 1972, que tendo Esp√≠ndola como carro chefe, conseguiu arregimentar nossos valores a exemplo da Dalva, Jo√£o Sebasti√£o, Clovis Irigaray e Concei√ß√£o Freitas da Silva, e lev√°-los para exposi√ß√Ķes coletivas realizadas no Rio de Janeiro e S√£o Paulo.
Entre outros artistas que fomos descobrindo e animando. Nesse tempo o Estado de Mato Grosso ainda n√£o havia se dividido, eu e Humberto mor√°vamos em Campo Grande, mas atu√°vamos em todo o Estado, trazendo tamb√©m exposi√ß√Ķes e cr√≠ticos importantes , a exemplo de ‚Äú50 desenhos de guache do jovem Di Cavalcanti‚ÄĚ (1968) em Cuiab√° e Campo Grande; 28 artistas das novas gera√ß√Ķes (1968) Campo Grande; ambas do acervo do MAC da USP; individual de Weja N√©ri (1969) Cuiab√° e Campo Grande, entre outras. Cr√≠ticos trouxemos Geraldo Ferraz, Walter Zanini e Clarival Valadares para proferir palestras, al√©m do autor Antonio Bivar para falar de teatro.

Quais foram as a√ß√Ķes mais estrat√©gicas para o sucesso desse trabalho?

Nosso trabalho, desde Campo Grande, com a AMA (1967/1972) ou a partido MACP da UFMT (1974) e com a ent√£o Funda√ß√£o Cultural de Mato Grosso (1975) sempre foi norteado por a√ß√Ķes capazes de desenhar o perfil de uma anima√ß√£o descentralizadora do circuito de arte brasileira. Para tanto, a defesa de uma arte contempor√Ęnea, envolvida com a problem√°tica do mundo com a vis√£o de mundo do artista e o modo como soluciona a sua vis√£o de espa√ßo nesse mundo. A plataforma do MACP da UFMT, por exemplo, estava alicer√ßada em cinco diretrizes b√°sicas: a problem√°tica da arte brasileira; o desenvolvimento da arte mato-grossense; o indigenismo; a cultura popular e o Centro-oeste. (ver Artes Pl√°sticas no Centro-oeste, p√°g. 175/176)

Como se deu a sua inserção no pensamento crítico nacional ao lado de figuras como Araci Amaral, Roberto Pontual, Walmir Ayala, Frederico Moraes e outros?

Ent√£o, essa ‚Äúplataforma de a√ß√£o foi mesmo considerada de‚Äúa√ß√£o exemplar‚ÄĚ pela cr√≠tica brasileira no sentido de projetar artistas ‚Äď de uma regi√£o ent√£o considerada remota, de modo a contribuir para a arte brasileira. Levar a contemporaneidade e apoiar a produ√ß√£o popular de qualidade irrecus√°vel foi sempre muito bem visto pela critica. A pr√≥pria pesquisa, e publica√ß√Ķes foram tamb√©m instrumentos de considera√ß√£o na verdade, nosso trabalho quebrou as barreiras ‚Äď ou pelo menos diminuiu a distancia entre a arte litor√Ęnea e arte de dentro do Brasil. O fato de trazermos a Mato Grosso os artistas mais expressivos da arte brasileira desde l√° de 1968 seguido em todos os anos setenta, tamb√©m acredito tenha sido pontos positivos para diminuir essas distancias e proporcionar nossa liga√ß√£o com o meio critico nacional.

E agora, dando um salto no tempo, com a pulveriza√ß√£o da cr√≠tica, ou do seu papel, diante da velocidade com que as informa√ß√Ķes circulam, tornando praticamente imposs√≠vel acompanhar tudo que vem sendo produzido mundo afora, como sobreviver a esse caos, que a web, por exemplo, vem proporcionando?


N√£o vejo bem assim. Acredito que embora tenha pulverizado, o papel da critica continua. E pelo contrario, n√£o vejo a web como proporcionadora do caos. Ela proporciona exatamente que possamos acompanhar a velocidade de informa√ß√Ķes, tornando poss√≠vel, sim, acompanhar a produ√ß√£o do mundo, pois o ‚Äúmundo afora‚ÄĚ como voc√™ disse, agora esta praticamente todo dentro do computador, pois n√£o? E o papel da critica, mais uma vez, ai est√° para tra√ßar o fio condutor com a maior lisura, sem a tirania do mercado ou da m√≠dia. Al√©m do que, eu por exemplo, sobrevivo muito bem, com ou sem o ‚Äúcaos‚ÄĚ que a web proporciona. Basta n√£o dar tanta aten√ß√£o assim a ela e continuar fazendo o seu trabalho nesse mundo globalizado, tentando contribuir para o desempenho de sua regi√£o em rela√ß√£o ao seu pa√≠s e ao mundo, ou seja, a comunidade internacional. Para tanto, costumo utilizar uma frase que escrevi num cat√°logo de uma coletiva que o MACP realizou em 1978: ‚Äúo mundo √© redondo, qualquer ponto, portanto √© um ponto‚ÄĚ. Um ponto para se dialogar com o mundo o discernimento critico vem em primeiro lugar.

E o surgimento de novos suportes tecnológicos, como isso pode interferir no futuro da pintura?


Acho que o surgimento de novos suportes tecnol√≥gicos s√≥ vem a contribuir para o futuro da pintura e de outros suportes ou categorias. Ou se n√£o vem a contribuir pelo menos, n√£o creio, que a curto ou m√©dio prazo vir√° a tanto interferir ao futuro da pintura. A pintura tem suficiente carga e reserva de magia pl√°stica e mat√©rica que lhe garante a longevidade expressiva. Veja bem, l√° nos anos setenta, no auge da arte conceitual, alguns afoitos proclamaram: ‚ÄúA pintura est√° morta‚ÄĚ. E o que aconteceu? Aconteceu uma avers√£o, uma satura√ß√£o do hermetismo conceitual que s√≥ foi sanado pelo apego a pintura no mundo todo. A√≠ est√° a resposta da arte figurativa e/ou abstrata incorporada pela gera√ß√£o 80, no Brasil e no mundo, revelada pela transvanguarda italiana, manifestada tamb√©m na Iugosl√°via ou nos Estados Unidos, s√£o exemplos contundentes de como a pintura foi o suporte escolhido para acolher as ang√ļstias ou alegrias de uma ‚Äúpluralidade reencontros‚ÄĚ, conforme se expressou o cr√≠tico italiano Aquile Bonito Oliva o grande te√≥rico lan√ßador do movimento. A prop√≥sito, n√≥s trouxemos a Cuiab√°, Bonito Oliva em 1975 para proferir palestra e ver nosso movimento. Ele foi o curador da Bienal de Veneza em 1980 e de mais uma ou duas Bienais. Ao definir a sua transvanguarda, ele graceja perguntando: ‚ÄúTranse ou transa da vanguarda?‚ÄĚ Isso para explicar que a pintura, ou a arte, tem a liberdade de transar ou transitar pelas reservas inesgot√°veis da hist√≥ria da arte exatamente para ver o cruzamento dessa pluralidade de reencontros. Do mesmo modo √© o comportamento do Neo-expressionismo alem√£o, uma extens√£o da transvanguarda, assim como a Bad Painting, nos Estados Unidos. Como dizia os nossos suportes tecnol√≥gicos podem at√© interferir no resultado pict√≥rico. Mas n√£o anul√°-lo, dissip√°-lo. Pois a pintura, ah, meus amigos, a pintura sempre pintar√° a verdade pl√°stica de seu tempo. A pintura tem o cheiro, as cores t√™m o fasc√≠nio mat√©rico, a tela ou o espa√ßo em branco sempre ser√£o desafios.

O Sal√£o Jovem Arte de Mato Grosso em sua 23¬™ edi√ß√£o sofreu uma certa rejei√ß√£o de um grupo que contesta seus crit√©rios de avalia√ß√£o. Como voc√™ analisa tal comportamento? Qual a import√Ęncia do Sal√£o para a Arte produzida em Mato Grosso?


Aqui, sofreu, e não é a primeira vez. Acho saudável tal rejeição, pois demonstra que o Salão é um objetivo que todos querem alcançar. Quanto aos critérios de avaliação, atualmente distribuídos em pólos, devido à extensão territorial do Estado, acho que devem ser reavaliados.
Ent√£o, vejamos, se os casos de rejei√ß√£o a esses crit√©rios acontecem, de duas uma: ou se extingue a pr√©-sele√ß√£o nos p√≥los, onde se inclui Cuiab√°, ou se acredita na lisura dos crit√©rios da comiss√£o de pr√©-sele√ß√£o. At√© agora seus membros foram formados por artistas pl√°sticos e animadores criteriosos, que souberam descobrir e valorizar talentos. Mesmo que estivessem estes misturados no turbilh√£o de equ√≠vocos. Ora, meu caro, veja bem, Dalva de Barros, Gervane de Paula, Adir Sodr√©, Benedito Nunes, Ludimila Brand√£o e Serafim Bertoloto, entre outros, j√° participaram de algumas dessas pr√©-sele√ß√Ķes. Eu mesma participei das duas √ļltimas. Ser√° que esse quadro n√£o tem respaldo para tal tarefa? Se n√£o, o que estamos fazendo aqui? Quanto a import√Ęncia do Sal√£o para a arte que se faz em Mato Grosso, √© imensa. √Č tanta, mas tanta, que at√© o Governo do Estado, que o promove sabe disso. Vejamos se consigo explicar tal import√Ęncia. O fato de ter um Sal√£o de Arte com vinte e tr√™s edi√ß√Ķes, √© important√≠ssimo para a hist√≥ria da cultura mato-grossense. Surgido em 1976, o Sal√£o poderia estar comemorando a trig√©sima edi√ß√£o este ano, mas v√° l√°, percal√ßos acontecem. Importa sua exist√™ncia enquanto par√Ęmetro para toda essa gente de todos os pontos do Pa√≠s que busca morada e esperan√ßa em Mato Grosso. Importa a exist√™ncia para Cuiab√°, modo de consolidar sua cultura enquanto capital tamb√©m cultural para toda essa gente que chega e para todos os que aqui vivem. Nesta √©poca t√£o veloz, qualquer 20 anos, j√° √© tradi√ß√£o. O Sal√£o tem mais ou a mesma idade que dezenas de cidades que aqui surgiram no momento hist√≥rico da expans√£o das fronteiras agr√≠colas do Pa√≠s. O Sal√£o √© bom para os artistas mato-grossenses espalhados e para o meio art√≠stico reunido. √Č √≥timo para a Secretaria de Estado de Cultura contar com um instrumento de eficiente di√°logo popular e democr√°tico como poucos. √Č bom para o interior e para a capital. √Č bom para provocar o novo quanto para escrever a tradi√ß√£o. As realiza√ß√Ķes do Sal√£o Jovem Arte para a arte que se produz em Mato Grosso s√£o contribui√ß√Ķes importantes tanto no sentido de revelar, estimular, quanto de confirmar talentos. √Č muita coisa.

Você acredita na capacidade de renovação das artes plásticas de Mato Grosso?


Bom, l√° se v√£o 20 anos em que as leis incentivo tentam se afirmar. Desde o plano Federal (Lei Sarney, Lei Rouanet), Estadual ou Municipal e acredito que estejam conseguindo medrar por esse terreno t√£o dif√≠cil entre n√≥s. Nossos empres√°rios n√£o tem a tradi√ß√£o de subvencionar a cultura como aconteceu com mecenas de outros paises desde a primeira metade do s√©culo 20. N√£o vamos dizer que n√£o tivemos tal exerc√≠cio do mecenato. Tivemos. A√≠ est√° o Museu de Arte de S√£o Paulo Assis Chateaubriand (1947), os Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e de S√£o Paulo (1948) e a Funda√ß√£o Bienal de S√£o Paulo (1951). Mas foi s√≥. A ditadura tratou de varrer essa experi√™ncia. Mas como dizia, as Leis de Incentivo em todos os n√≠veis est√£o tratando de adequar e ajustar para facilitar esse beneficio. √Č claro que as leis de incentivo ajudam. E est√£o a√≠ para melhor aproveitar os benef√≠cios e o bom emprego do dinheiro p√ļblico. √Č claro que a transpar√™ncia do Conselho Consultivo, que nomeia esses projetos √© fundamental no sentido que esses mesmos projetos escolhidos sejam de relevante contribui√ß√£o junto √† pol√≠tica cultural, seja em qualquer n√≠vel, federal, estadual ou municipal. Na verdade √© o ‚Äúdinheiro‚ÄĚ quem move a a√ß√£o, porque, banca a a√ß√£o. Da√≠ a lisura do Conselho, porque no fundo ele acaba trancando a pol√≠tica de anima√ß√£o.

Depois da explosão de nomes como João Sebastião, Adir Sodré, Dalva de Barros, Gervane de Paula, Benedito Nunes e muitos outros que estão aí produzindo ainda, você acredita em novos talentos? Podem surgir, ou estão surgindo novos e tão bons quanto os citados acima?


Faltam muitos entre os citados acima Victoria Basaia, Jonas Barros, Regina Pena precisam ser relacionados. Sim acredito em novos talentos, sempre acreditarei e neles deposito a minha fé. Eles estão surgindo, via o Salão Jovem Arte, estimulados e confirmados pelo Salão e/ou pelo Museu MACP. Se serão tão bom como os citados só o tempo poderá dizer, mas a garra com que levam o invento pode garantir o sucesso e a renovação das nossas artes.

A cultura está em crise diante de um mercado tão voraz? Como vê essa dicotomia cultura x mercado?

Mercado voraz? Pelo menos entre n√≥s, o mercado se j√° existe, est√° longe de ser voraz. Mas v√° l√°, vamos falar da arte internacional. Voc√™ bem empregou a palavra ‚Äúdicotomia‚ÄĚ, nesse assunto. N√£o acredito que a cultura, ou seja, o valor do artista de hoje possa se reconhecer pelo seu sucesso de mercado. Alias, n√£o s√≥ de hoje, mas de ontem e antes de ontem. A hist√≥ria da arte est√° a√≠ para mostrar. O valor de mercado, o sucesso do mercado, est√° muito mais ligado aos valores midi√°ticos do que propriamente √† cultura. A√≠ est√°, voltando ao in√≠cio da nossa entrevista, quanto ao papel da critica. Pode estar pulverizado junto ao frenesi ou ao oba oba ‚Äď das paginas da web ou dos espa√ßos televisivos. Para mim, no meu entender de animadora nunca relacionei o valor cultural da obra de um artista com o valor o sucesso de mercado de sua obra. Nunca, nunca. E digo mais, vi quem muito vendeu (n√£o estou falando daqui), na venda se estilizou. √Č claro, o mercado, esse mercado voraz, s√≥ gosta do que se conhece. Compra de boa f√©, mas n√£o paga ou n√£o gosta de pagar pela produ√ß√£o da obra nova, aquela que o artista est√° lutando para resolver.

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Rodrigo Teixeira
 

Oi Edu! Estava pensando em colocar um link em sua matéria da Aline para o artigo Os Filhos de Humberto q está no banco de cultura. Mas não estou vendo onde posso fazer isso. Abração Rod Tex

Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 17/5/2006 23:58
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eduardo ferreira
 

oi rodtex, brigad√£o pela sugest√£o - farei isso, ali√°s colocarei outros links tamb√©m para ampliar as possibilidades de leitura da galera. valeu (a fila de edi√ß√£o √© √≥tima para corrigir ao m√°ximo, nem que seja as m√≠nimas, imperfei√ß√Ķes). abs.

eduardo ferreira · Cuiab√°, MT 18/5/2006 18:37
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Rodrigo Teixeira
 

Edu, a Aline vai estar dando um curso de história da arte no Festival América do Sul (www.festivalamericadosul.com.br) de 22 a 27 de maio, em Corumbá. Alguns artistas plásticos de Cuiabá estarão lá tb, como o Gervane e o Sebastião. E o coodernador de artes plásticas do festival é o Humberto Espíndola. Tudo a ver com a sua matéria. Estarão comemorando 4 décadas do movimento iniciado em 1966 em que se construiu a ponte Cuiabá-Campo Grande! abs Rod Tex

Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 18/5/2006 19:38
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eduardo ferreira
 

rodrigo, vejo aline figueiredo como uma das grandes injustiçadas nesse momento de "crise" nas artes matogrossenses. nada começou agora. tudo ainda está por vir.

eduardo ferreira · Cuiab√°, MT 19/5/2006 11:17
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Balbino
 

Entrevista mais que oportuna, à propósito no blog Caximir Buquet(overmundo blog's) tem materinha quentinha do Salão jovem arte Matogrossense

Balbino · Cuiab√°, MT 19/5/2006 17:32
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Sleiman
 

Nossa to perdido...cara eu nem conhecia a ALINE e mal sabia q cuiabá tinha uma arte plastica tão forte...eu sempre vou ao MARCO-CG mas num me apego ao nome dos artistas....na verdade eu curto evr os quadros mas num entendo der conceitos e tals...Mas agora fiquei empolgado de conhecer essa galera aí...infelizmente o festival américa do sul eh em corumbá aí eu naum posso ir...mas bem q podiam fazer um festival de artes plasticas aqui q reunice o centro oeste e alguns paraguaios e bolivianos...ai nele teriam os artistas explicando as suas obras...pois quem eh leigo como eu, tem horas q se sente perdido...e com os artistas explicando naum faria apenas entendermos aquele quadro mas termos uma noção mto maior de arte e a longo prazo issu geraria um mercado consumidor mto mais amplo o q faria a arte aumentar ainda mais....
e ainda poderia ter alguns foruns com o nosso eduardo e uns showzinhos com o rodrig√£o!
e eu aproveitandu tudo uahuahuahuahuhauhaa

Sleiman · Campo Grande, MS 6/1/2007 22:27
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Eixo Cult
 

"aquela que o artista est√° lutando para resolver"

Acho que ilustra bem o momento..

E uma renova√ß√£o constante, mas quem se prop√Ķe a criar sua arte, enfrenta varios desafios.

O artista precisa de seu tempo, seu momento, sua estrutura para poder, adptar o ambiente ao seu redor,fazendo apenas uma plataforma de objetos, passando por eles com o objetivo de criar.

Apoio, precisa de apoio, para poder se aprofundar em seu m√©todo de cria√ß√£o e percep√ß√£o. Apoio esse financeiro, estruturante, que deveria ser disposto por a√ß√Ķes pol√≠ticas, com o objetivo de investir nas cria√ß√£o de novas obras e tenden√ßias culturais.

Mas atualmente, não sei se por mal ou por bem, o artista caminha para ser um ser político, lutador de verbas publicas, criador de grupos que infelizmente leva ao arrebentamento cultural.

Que fala de política eu excluo do facebook, falou um amigo fotografo

Cultura é política, Política é cultura, discursa outra amiga produtora cultural.


Abraços

ótima entrevista Eduardo....


Eixo Cult · Diamantino, MT 18/12/2010 10:53
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