ALMIR SATER: “Não sou sertanejo. Eu sou roqueiro”

Valentim Manieri
Almir Sater
1
Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS
27/8/2007 · 400 · 39
 

Almir Eduardo Melke Sater é o artista campo-grandense que foi mais longe no mundo da música. Sua primeira apresentação na cidade aconteceu aos 12 anos na extinta Rádio Cultura. Montou a dupla Lupe e Lampião, com o amigo Maurício Barros, tocou com o grupo chileno Água, participou da banda Tapyara e começou a virar profissional quando foi convidado para acompanhar Tetê e o Lírio Selvagem a partir de 1979 em um show em Cuiabá. Uma década depois, o garoto que cresceu com a cara suja de manga e jogando bola nos campinhos campo-grandenses se tornava um verdadeiro fenômeno da música popular brasileira. Com a aparição na novela “Pantanal”, em 1990, o país inteiro caiu nas graças daquele que se transformou no maior violeiro do Brasil de todos os tempos: Almir Sater.

Com dez álbuns solos na discografia e centenas de shows lotados por todas as regiões do país, o músico de 51 anos tem um jeito todo especial de conduzir a carreira. Participou de sucessos (O Rei do Gado) e fracassos (Ana Raio e Zé Trovão) dramatúrgicos. Ano passado aceitou o convite para atuar mais uma vez como ator em Bicho do Mato. Queria se aproximar do público jovem. Com algumas músicas na trilha sonora da novela, resolveu enfim, depois de um hiato de nove anos, produzir um novo disco: Sete Sinais! O seu show, no entanto, não muda e Almir não parece se incomodar com isso. Para ele, mais importante que uma música nova no repertório é agradar a pessoa que pagou para escutar suas canções de sucesso. Dono de um jeito manso de falar e um toque de Midas que transforma o caminho em que passa em paisagem mágica, Almir define o estilo de música produzida por ele e outros compositores de sua geração como folk brasileiro.

Na entrevista (feita após o seu show em Campo Grande, em maio de 2007), Almir explica porque não muda de show, como encara o mundo da Internet hoje em dia, fala dos parceiros Paulo Simões e Renato Teixeira, relembra o tempo em que as gravadoras eram poderosas, garante que está largando os compromissos que não têm a ver com a música, revela que pensa em gravar um novo disco instrumental e elege Geraldo Espíndola como um dos músicos que mais admira.

Escute esta entrevista AQUI!

Rodrigo Teixeira - Como você situaria esta música campo-grandense produzida por você e artistas como Paulo Simões, Geraldo Roca, os Espíndola...?
Almir Sater - É diferente de tudo. Tem influencia do folk americano, da música paraguaia, andina e esta mistura é bonita. Nossa música não é para o comércio. As pessoas se emocionam nos shows que faço. É uma música para a alma. Ninguém faz igual. O Renato (Teixeira) parece um pouco com a gente. Quando ouvi pela primeira vez pensei "não estamos sozinhos no mundo".

RT - Mas é uma música que ainda está para ser descoberta.
AS - Espero que não descubram nunca. No momento que você vira moda aí enche o saco. Toca o dia inteiro e você não agüenta mais. Toda moda acaba também. Então o bom é estar paralelo.

RT - O Jayme Monjardim afirma que você é um fenômeno porque é sucesso mesmo estando fora da grande mídia. É difícil se manter no auge?
AS – É difícil. O Jayme Monjardim me ajudou muito a atingir este sucesso. "Pantanal" foi um divisor de águas. Consegui que a minha música fosse escutada, junto com a minha imagem, com o cenário do Pantanal. Encaixou tudo. É que nem acertar aquela bola que bate na trave antes de entrar.

RT - É verdade que na época você estava querendo abandonar a carreira?
AS - Não. Tinha feito o Rasta Bonito nos EUA e recebi um convite para ir morar lá para montar um som só instrumental. No último show em Fortaleza o Sérgio Reis me ligou falando da novela. “Se lembra da novela que não rolou na Globo? Vamos gravar aqui no Pantanal?”. Meu produtor falou que estava louco de não ir. Mas só se vai para os EUA quando está ruim aqui. Quando está bom você não sai. Disse pro empresário “Agora vai ficar bom, vou ficar um ano no Pantanal tocando viola e ainda ganhar”. Foi realmente uma sorte a novela fazer sucesso e todo mundo que participou parece que tem aquela estrela pantaneira iluminando até hoje.

RT – Você vai voltar a gravar um disco instrumental?
AS - Estou pensando em fazer um. Mas não toco mais como antigamente. Antes tocava melhor porque tocava o dia inteiro. Mas depois que você casa e tem filho já tem a preocupação com a família e vai te tirando o tempo da viola. Os gênios da música faziam as grandes composições sempre até os 22 anos. Depois tem que cuidar de filho e fica diferente. Sinto hoje que toco pior. Tenho mais macetes. Estou pensando em um instrumental mais para o caipira e para estas coisas da fronteira.

RT – E qual foi a motivação para gravar o “Sete Sinais”?
AS – Não tinha pensado em gravar. A gente faz muito show e é desgastante. Para fazer um show você ocupa três noites dormindo em ônibus e tudo corrido. Quando me convidaram para fazer a novela “Bicho do Mato” fiquei na dúvida, mas achei legal porque senti que a criançada já não me conhecia mais. E novela é um jeito de se aproximar do público jovem. Me pediram algumas músicas para colocar na trilha. Gravei cinco músicas para escolher uma, mas pegaram as cinco e falaram que iam lançar as músicas no disco da novela. Entrei no estúdio e em 20 dias fiz meu disco. Aí fiquei esperando meses e nada. O pessoal não sabia se iria lançar ou não o disco da novela e então “já que não vão lançar lanço eu”. Fui a São Paulo e mixei o disco às pressas no tempo que tinha sobrando e lancei.

RT – O “Sete Sinais” completa a trilogia que começou com “Terra de Sonhos” e “Caminhos Me Levem”?
AS – Mais ou menos. É o mesmo clima, mesma banda. O Terra de Sonhos é um disco experimental. Tinha acabado de montar um estúdio semiprofissional em casa. E experimentamos, tipo “vamos fazer um disco aqui e tocar a vontade?”. O Caminhos Me Levem é um disco mais sujão, mais bruto. Mas tem emoção, tem peças e momentos bonitos. O Sete Sinais, em relação ao Caminhos, é mais fino. O repertório mais trabalhado. Nós ficamos umas duas semanas tocando este disco no Pantanal. Entrei no Mosh (estúdio) em São Paulo, gravei umas faixas com violão de 12, mas não era aquilo. Queria uma outra sonoridade. Aí resolvi montar um disco em casa porque senti que precisava de tempo. E em estúdio normal passou as seis horas já tem um cara com o violão esperando para entrar e gravar. Fica muito impessoal. Achei que gravando em casa, mesmo que perdesse um pouco de qualidade, a gente ia ganhar em clima.

RT – E como nasceram as músicas do disco?
AS – As sete faixas em parceria com o Paulinho (Simões) foram feitas desde 2000, na passagem do milênio. As músicas foram feitas na base do violão. Estava no Pantanal com o Simões e eu com um violãozinho pequenininho. A gente ficava conversando e as músicas foram nascendo. Ter composto no violão muda a concepção e ficou um disco mais folk. Acho que é um dos meus melhores discos. Você vai ouvindo e depois de um tempo vicia. Ele é quase unanimidade. Tem uns dois amigos que “gostaram mais ou menos”.

RT - A canção "Três Toques Na Madeira" tem a ver com o "Pagode Bom de Briga". São músicas onde você conseguiu dar uma continuidade àquela música mais caipira?
AS – Estas duas músicas são críticas humoradas. Porque fazer crítica mal-humorada não dá. Já tá tudo tão difícil, se a gente entrar com mau humor aí pesa muito. Toda crítica para cutucar uma pessoa tem que ser com um sorriso na cara, senão vira briga. E sinto que "Três Toques" tem uma levada bem raiz e uma música simples. A letra é engraçada e bate muito com o que a gente acha do Brasil neste momento. O meu parceiro Paulo Simões é o grande responsável por esta mensagem.

RT - O Paulo Simões está mais ativo neste disco. “Sete Sinais” marca um retorno desta parceria?
AS - Se estou mais tempo em Mato Grosso faço música com o Simões. Eu preciso de presença física para compor. Não sei compor me mandando uma letra por carta e eu fazer a música. Gosto mais de ficar conversando e trabalhando. É muito feliz o nosso processo de criação. Se estou na Serra da Cantareira componho com o Renato (Teixeira) que é meu vizinho. Se o Simões aparecer lá a gente faz música junto. Então é muito de onde estou. Os dois são maravilhosos. Cada um tem um estilo e um jeito de trabalhar. O Simões está mais presente no Sete Sinais porque fiquei mais tempo no Pantanal de 2000 para cá. Em 2000 estava morando lá e ele ficava com a gente. Nada pensado. Não sou um cara de planejar. Sou péssimo planejador. As coisas têm que acontecer espontaneamente. Aí uma luz acende e você enxerga.

RT – Atualmente como é lançar um disco novo no mercado? Antes tinha todos aqueles programas para fazer, tinha uma trilha...
AS – Eu saía com o divulgador da gravadora no carrinho dele correndo rádio por rádio. Hoje é, sei lá eu, o purgatório. Você não sabe o que está rolando. Tá uma coisa perdida. Tenho dó das pessoas que estão começando uma carreira musical. É difícil. Tem que ter muito talento e muita paciência porque não tem caminho para você mostrar o seu trabalho. O que despontam são coisas de compreensão fácil. Musiquinha engraçadinha que fala da bundinha e tal. Um trabalho mais rebuscado precisa de um pouco mais de tempo para entender, ouvir e acho que as pessoas e os meios de comunicação não têm mais este tempo. Ainda bem que tem a Internet que você baixa música e todo mundo é dono de tudo e ninguém é dono de nada.

RT - No Youtube você tem mais de 150 mil acessos. Como você analisa a questão da tecnologia? Você não tem um site oficial por exemplo.
AS - Me constrange ficar falando de mim em um site. Quem tem que falar do artista são as pessoas que gostam do artista. Senão vira aquela coisa de vaidade, tipo "ah eu sou isso e aquilo". Não sei falar do meu trabalho. O que é, que estilo... Então o que vou falar em um site? Não tem o que falar. As pessoas que gostam e tem tempo falam entre eles, metem o pau, falam bem, falam o que quiser. Mas no momento que é um site oficial tenho que me responsabilizar por aquilo. E não quero me responsabilizar por mais nada. Aliás, to largando tudo na minha vida que não tem a ver com música. A não ser os filhos que não dá para largar. Mas acho maravilhosa a internet. Mudou o mundo do disco e da música.

RT - O CD vai acabar?
AS - O CD não vai acabar. O que está acabando são as gravadoras. Aquela pessoa que comandava o artista no chicote. Antigamente para você gravar um disco custava uma fortuna a hora de estúdio. Um estúdio custava milhões de dólares. Hoje com qualquer dolarzinho você monta um estúdio razoável em sua casa, grava o disco e lança na Internet. É democrático. O disco daqui a pouco não vai ter mais aquele negócio para você carregar. Vai estar tudo virtual, você baixa a música, monta a capa e faça o que você quiser. Baixa uma, baixa duas e paga porque o artista vive disso. Isto até impede um pouco o pirata. Agora pode ser que o cara baixe e não pague também, mas tudo bem, as gravadoras também não pagam.

RT – Você está fazendo o mesmo show há uns sete anos. Como é inserir músicas novas neste contexto?
AS – Eu não tenho um show novo e show velho. Meu show é o mesmo a vida inteira. Pode entrar uma música e sair outra ou dar mais ênfase no instrumental. Este show sintetiza o meu trabalho, com músicas de vários discos. E funciona em teatro, praça, exposição, som bom ou ruim e tocamos de costas, dentro d’água, pendurado... É um show que está na mão e agora é que sinto que ele está bom. Então vai ser o mesmo show a vida inteira. Não tem o que inventar. Um show instrumental não dá mais. Já tentei e me pendem sempre as mesmas. “Chalana”, “Violeiro Toca”, “Tocando em Frente”... Vou brigar com meu público, contra o sucesso e não vou tocar a música que a pessoa pagou para ouvir? Se for para cantar só o que eu quero a gente canta lá em casa.

RT - É mais campo-grandense que reclama disso?
AS – É mais quem vê meu show todo dia. Em Campo Grande é o Paulinho (Simões), meu amigo Zé Alfredo, minha mãe que fica falando ‘você fica cantando o mesmo show’ mas ela vai a todos os shows. Os músicos também reclamam, mas digo ‘pô agora que está gostoso este show’.

RT – Quando você deve colocar as músicas do “Sete Sinais” no show?
AS - Tocar o repertório novo é outra coisa. Às vezes jogo no ensaio e sinto que ele flutua um pouco. Não está na mão. Porque este disco novo praticamente foi feito em estudiozinho caseiro e por partes. Fizemos a base, depois cada um fazia seu instrumento. Tudo devagarinho. Então a banda toda não tocou neste disco. Foi mais eu, Nadinho (baixista) e Rodrigo (irmão de Almir). Mas já estamos tocando “No Rastro da Lua Cheia” porque senti que era a melhorzinha que saía no ensaio. Tem que estar gostoso de tocar. Não dá para tocar só porque é música nova se ela está “flutuando” e o groove ainda não está legal.

RT - Quando você chegou neste “som do Almir Sater”? Em discos mais antigos você flertava com muitas tendências diferentes e até com um som mais pesado.
AS – Eu não sou sertanejo. Eu sou pop. Eu sou roqueiro. Não escuto música sertaneja em casa. Escuto violeiro pontear a viola e não tem nada a ver com sertanejo. Violeiro é instrumentista, é bandeira brasileira... Escutar o Tião Carreiro pontear uma viola é rock’n roll. Sempre gostei deste som mais de pegada. Sempre gostei de violão de 12, por exemplo. No meu segundo disco tem o “Boieiro do Nabileque” que tem tudo a ver com o “Sete Sinais”. Acho que os meus discos tem a ver um com o outro. O mais diferente é o Cria que tentei fazer um caminho mais pop e foi um resultado razoável.

RT - Você concorda que modernizou a maneira de tocar e deu um passo a frente no som da viola de 10 cordas no Brasil?
AS - A música caipira e os violeiros eram de uma geração. E cheguei de uma outra geração, com outro tipo de tendência, com um pouco de influência do rock'n roll, música folk, música andina e passei a tocar viola trazendo estas influencias. E mostrou-se as mil possibilidades da viola. O próprio Tião (Carreiro) ficou encantado e achou bonito o som e com coisas que ele nunca pensou em fazer. Sou um cara que chegou cabeludo em uma época que tinha uma diferença dentro da mesma gravadora. Tinha um selo que era só sertanejo e outro que era popular. Ninguém sabia onde me colocar. Um falava “é sertanejo” e o outro “é popular”. Perguntei qual era a diferença e qual que eles pagavam melhor. Pra sertanejo era 50% menos e eu disse "então sou popular". Na época, se tinha um royalty de 10% para o sertanejo era 5%. Era discriminado mesmo e só tocava na madrugada. Eles se vingaram, entupiram as rádios e agora tem que agüentar os caras.

RT – Como você analisa a influencia paraguaia na música brasileira?
AS - A primeira fusão da música do Paraguai com a brasileira foi Chalana lá na década de 40. Música paraguaia é simples, mais emoção. Ela pode passar pra gente aquele sentimento mais simples, tocar aquelas coisas que permitem cantar umas letras mais íntimas. Trem do Pantanal é uma guarânia com a influencia paraguaia, mas a harmonia dela é toda blues. E o blues em compasso ternário fica gozado. Nunca gostei de tocar guarânia imitando o jeito paraguaio. É sem graça. Agora é bacana trazer aquela emoção da fronteira do toque da música paraguaia para o nosso som. Nós crescemos ouvindo isso e faz parte da nossa cultura. Música ao vivo em Campo Grande é na churrascaria com grupo paraguaio tocando. Isto foi importante. Mas não sei se esta música vira sucesso. Ela já é sucesso. Este rasqueado, esta música sertaneja, ela tem muita influencia da música paraguaia, os mariachis...

RT - O Renato Teixeira fala que os artistas de MS são os cantores de uma nova era.
AS - O Renato e o Geraldo Roca têm falado muito que a gente faz um som folk. Eu concordo. Acho que é o folk brasileiro, com influencia do folk norte-americano, paraguaio, andino... É o nosso folk. É muito mais do que sertanejo. O folk brasileiro é o Roca, Simões, eu... O Geraldo Espíndola compõe canções maravilhosas com influencia da música paraguaia com um jeito dele. Ele é uma das pessoas mais completas que conheço. E é folk total. Já viu ele fazer sambinha? Não faz. Alguém desta nossa geração toca samba? Ninguém. Então nós estamos muito mais para o centro do Brasil, mais voltado para o mundo do que para o Brasil mesmo. Nossa influência aqui é mais para fora do que para dentro.

RT - De costas para o Atlântico e de frente para o Pacífico...
AS – No Mato Grosso do Sul estamos de frente para as estrelas.

Almir Sater/Discos Solos

1981 - Estradeiro
1982 - Doma
1985 - Instrumental I
1986 - Cria
1989 - Rasta Bonito
1990 - Instrumental II
1992 - Ao Vivo
1994 - Terra de Sonhos
1997 - Caminhos Me Levem
2006 - Sete Sinais

Escute os discos do Almir clicando AQUI!

TRÊS TOQUES NA MADEIRA (LETRA)
(Paulo Simões/Almir Sater)

Dessa maneira...
Dessa maneira...
Tá muito pouco três toques na madeira
Novo milênio e a gente na rabeira
Bola da vez na ciranda financeira
No desce que sobe que ladeira
Montanha russa à moda brasileira

Maior limpeza
Venderam tudo até a prateleira
Abriram a bolsa e bateram a carteira
Esse câmbio que sobe que desce que vem
Pra cima da gente que nem um trem

Gente fina a mamata já cansou
Fim de baile,fim de show
Feliz de quem curtiu
Um bis pra quem bailou o velho rock n´roll
Mas que moleza

Chega novembro e a fauna brasileira
Vai lá na praia e se espicha numa esteira
Junta Natal,carnaval, só doideira
Ressaca "marvada" só dá quarta feira
E até a Pascoa tem muita saideira
Por gentileza,se a rataria
Pular fora da banheira
Olha a fineza

Chaveia a porta e não deixa a luz acesa
Iluminando a vastidão desta pobreza
Sem eira nem beira e vivendo feliz
Sambando na escola delícia de País
Gente fina esse clima desandou
Horizonte pretiou
Êeeh boi vem agua aí
já trovejou

Mas que beleza
Tá muito tarde pra por a ratoeira
Nossa riqueza
Tá navegando no mar da globalheira
Com tanto ricaço e madame que luxa
Tanto que aspira
Que estica e puxa
Opera daqui,conserta dali
Acaba outdoor do Rei do bisturi
Êeei, hei
A coisa tá feia
Nem adianta três toques na madeira
Dessa Maneira,
Vou me manda
Lá pras "banda pantaneira"
Eu digo, bye bye
Hasta luego
arriverdecci
Eu digo, bye bye

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comentários feed

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José
 

Olá, Rodrigo!
Almir Sater, faz parte de meu cotidiano... Música para alma. Bom demais!!! Bela entrevista!
Agradecido.
Abraço

José · Criciúma, SC 27/8/2007 08:40
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Rodrigo Teixeira
 

Legal José! Obrigado pela leitura. Grande abraço!

Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 27/8/2007 09:13
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Leao Sem Dentes
 

Parabens pela materia. Sucesso Almir Sater, e obrigado pelos presentes. Suas musicas!

Leao Sem Dentes · Cuiabá, MT 27/8/2007 10:52
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Rodrigo Teixeira
 

Obrigado Leão Sem Dentes cuiabano. O Almir é NOSSO!

Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 27/8/2007 11:12
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Belchior Cabral
 

RodTex, Tô tateando, vida de aprendiz da vida e da Internet: Maravilha de entrevista. Estou discordando do Almir, com um "riso na cara": creio que não vai fazer mal divulgar um pouco + essa música para o Brasil. "Paralelo" à bandalheira da programação sem alma do Rádio e da TV que envergonha o País. Novidade: ponte com o Eduardo, de Cuiabá, grande figura, poeta permanente, ternura e ciência social para a aridez tecnológica do século.

Belchior Cabral · Uruaçu, GO 27/8/2007 11:52
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Rodrigo Teixeira
 

Muito bom você por aqui Belchior! Vc é gente que faz neste Matão. Com certeza, temos que divulgar cada vez mais a música de MS e o Almir sabe disso.

E salve Manu Edu! O cabela-branca-mais-pensante do Centro Oeste brazuca.

Grande abraço!

Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 27/8/2007 11:57
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Humberto Firmo
 

Almir, uma estrela pantaneira.
Rodrigo, de prima a entrevista.
Um abraço calango!

Humberto Firmo · Brasília, DF 27/8/2007 14:26
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Guilherme Mattoso
 

mandou bem! legal a entrevista.

Guilherme Mattoso · Niterói, RJ 27/8/2007 14:43
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crispinga
 

Sua especialidade. Mandou muito bem! Sou fã do Almir e do Rodrigo Sater!
The wild side!
Cris

crispinga · Nova Friburgo, RJ 27/8/2007 15:47
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Egeu Laus
 

Um abraço, Rodrigo. Boa entrevista.

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 27/8/2007 16:57
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Mansur
 

Grande figura o Almir! Um artista fantástico!
Bela entrevista.
Abraços

Mansur · Rio de Janeiro, RJ 27/8/2007 17:46
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capileh charbel
 

eita mato grosso, abraço tex e almir.

capileh charbel · São Paulo, SP 27/8/2007 19:50
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Andreia Costa
 

"e quem não ouviu falar
Quem não quis conhecer
Aquele cavaleiro que vive pela fronteira ..." Almir Sater

Feliz de nos que o conhecemos,
E parabéns Rodrigo pela entreviosta.

Andreia Costa · Belo Horizonte, MG 27/8/2007 20:35
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Patricia Moreira
 

Excelente a entrevista!!! parabéns.!!!

Patricia Moreira · Vitória da Conquista, BA 27/8/2007 21:57
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Maniefurt
 

Ótima entrevista! Obrigada por "trazer" o grande artista Almir Sater até nós....eita, música boa!

Maniefurt · Salvador, BA 27/8/2007 22:32
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Esso A.
 

long live for rock'n roll!

www.sitiodoesso.com

Esso A. · Natal, RN 28/8/2007 01:14
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Rodrigo Teixeira
 

Obrigadão pessoal!

É bacana ver pessoas de todos os cantos do país consagrando o som do Almir. É o vento musical do Brasil-Central que segue pelo país adentro sorrateiro mas firme.

Abraços!

Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 28/8/2007 02:50
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BETHA
 

RODRIGO,
adorei tudo o que escreveu, como adoro Almir Sater.
Abçs.

BETHA · Carnaíba, PE 28/8/2007 07:32
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Cecilia de Paiva
 

Que entrevista hein? esse 'nosso' almir é igual esculpir, cada vez que se mexe ou se olha, fica vez melhor! assim como os teus escritos. valeu pelo coment na mostra do MPE...aki faço um caminho de formiguinha para que alguns trabalhos feitos em algum cantinho sejam mostrados sem medo. o olhinho deles brilham, a voz é suave quando contam que alguem ligou pra eles por causa de alguma materia de jornal, net, etc. é bom d+ falar desse pessoal que traduz o sonho numa tela, numa escultura, numa fotografia, nos palhacinhos de tubo de papel higienico feito por artistas da reciclagem,... tantos e tantos, sem falar nos declamadores..

Cecilia de Paiva · Campo Grande, MS 28/8/2007 09:30
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Sérgio Franck
 

"Ando devavar poque já tive pressa
levo esse sorriso porque já chorei demais..."

Almir Sater é o que disser que é; pode.

Quem rega as raízes merece os bons frutos que colhe.

Vida longa ao rock n' roll, vida longa à viola; vida longa ao Almir.

Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 28/8/2007 10:04
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Rodrigo Teixeira
 

Betha e Sérgio, brigadão. Agradecido, como diz o overmano José!

E Cecília, muito bacana você participar do Overmundo. Continue, continue, eu garanto que vale a pena.

O Almir é isso: estrela pantaneira!

Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 28/8/2007 10:16
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Cit Kane
 

Amir Sater é um grande artista, fiel a si mesmo. Da minha parte, ouvi a música dele pela primeira vez numa apresentaçnao em Brasília, nos idos de 1986, 87. Depois, fiquei viciado em seu LP "Instrumental". Dali em diante passei a me interessar mais e mais pela sonoridade e o universo da viola caipira, que acabei aprendendo os rudimentos da técnica. Graças, posso dizer, ao encontro com a arte do Almir.

Cit Kane · Rio de Janeiro, RJ 28/8/2007 13:35
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Cit Kane
 

Amir Sater é um grande artista, fiel a si mesmo. Da minha parte, ouvi a música dele pela primeira vez numa apresentaçnao em Brasília, nos idos de 1986, 87. Depois, fiquei viciado em seu LP "Instrumental". Dali em diante passei a me interessar mais e mais pela sonoridade e o universo da viola caipira, que acabei aprendendo os rudimentos da técnica. Graças, posso dizer, ao encontro com a música do Almir.

Cit Kane · Rio de Janeiro, RJ 28/8/2007 14:06
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Marluce Freire Nascasbez
 

Rodrigo,

Bela matéria!
Excelente entrevista!!

Deixaste-me com um gostinho de "vê-lo", mas
contenho-me em ouvi-lo!
Almir Sater é dono de uma das mais belas vozes de cantores brasileiros( compositor também!) Guanhaste um belo presente, hein? Parabéns!

Um aBRAÇO,
Marluce


Marluce Freire Nascasbez · Carnaíba, PE 28/8/2007 14:19
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Claudiocareca
 

"Agora pode ser que o cara baixe e não pague também, mas tudo bem, as gravadoras também não pagam."

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK impagável!

Parabéns Rodtex, maravilhosa entrevista e que bom conhecer um pouco mais deste monstro que é o Almir...

Claudiocareca · Cuiabá, MT 28/8/2007 18:05
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Benny Franklin
 

Verdadeiramente, Almir é Sater!
Presente do Cosmo aos Pantaneiros - e a mim, também!
Perfeito, Rodrigo.
Abçs. Benny.

Benny Franklin · Belém, PA 28/8/2007 20:38
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Tati MOTTA
 

Rodrigo, aplausos para o seu trabalho! O Almir é um profissional de "mão cheia", um cara sensível, talentoso e comprometido com a música! Sempre que posso "estou eu lá" para aplaudi-lo!

Tati MOTTA · Belo Horizonte, MG 29/8/2007 07:29
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fabiano rabequeiro !!!!
 

Ótima entrevista Rodrigo, adoro a música de Almir, mas vc sabe me responder pq ele não se apresenta para o povo de Campo Grande, quando digo "povo", eu não digo a classe A, que paga preços elevadíssimos, sei q tbem em parte ele não tem nada haver com isso, mas a maioria da população de Campo Grande, concerteza espera por uma oportunidade de ir ao show dele, viajar nas músicas, sentir o cheiro de mato, ouvir os pássaros em suas canções "o pontear de sua viola" .

fabiano rabequeiro !!!! · Campo Grande, MS 29/8/2007 10:33
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Déa Trancoso
 

Rodrigo, querido, não te conheço, estou aqui em BH/MG. Mas que entrevista boa, hein cumpadi? Num dos primeiros shows do Almir por aqui, nos idos tempos, fui lá no camarim conhecê-lo e aí comecei a chorar do nada. Ele me disse para não ficar daquele jeito que ele também tinha os seus ídolos. Foi muito carinhoso. Recebeu a criançada de uma escola que tinha ido vê-lo, pelo sucesso de Pantanal e tal... Aquele homem enorme, sempre com um sorriso largo na cara. A música dele é de fato para a alma e está de frente para as estrelas como ele diz. Parabéns.
Beijo no coração...

Déa Trancoso · Belo Horizonte, MG 29/8/2007 12:33
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FILIPE MAMEDE
 

Meu pai é quem gosta do Almir Sater. Mas realmente a música é boa, apesar de não ser minha praia. Quanto á entrevista, ficou excelente. As fotos (especialmente a primeira) estão muito boas. Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 29/8/2007 15:29
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Rodrigo Teixeira
 

Cit, bacana que o Almir tenha te inspirado a tocar viola. Ainda mais aí no Rio de Janeiro, onde a viola é pouco usual. Sorte!

Marluce, me anima muito saber que após ler a entrevista ficou com gosto de quero mais. Acho que fazer com que o leitor se interesse pelo entrevistado é o grande objetivo de uma entrevista! E o 'presente' eu ganhei após muita insistencia e jeitinho pra atrair o Almir. Valeu!

Claudiocareca bacana ter lido a matéria. E o Almir é do tipo que a gente não se decepciona quando chega perto. Ao contrário de muitas celebridades por aí! Sou seu fã!

Valeu Benny! Bom saber que a música do Almir chega nos quatro cantos do Brasil! Agradecido.

Tati eu tb sempre que posso vou aos shows do Almir. Mesmo que já saiba o que vou escutar. Saudações.

Fabiano, muito bom seu questionamento. Seria uma bela pergunta para fazer ao Almir! Realmente ele tem vindo mais a Campo Grande tocar em teatro e o preço é salgado. Fico pensando onde o Almir poderia se apresentar de graça e não vejo muitos projetos para isso. FICA AÍ UMA BOA SUGESTÃO para os shows de final de ano organizados por TV Morena, Prefeitura e Governo... Valeu Fabiano! Apareça por aqui! Vc é músico? Divulgue no Overmundo.

Déa adorei seu recado. Sensível e honesto. Mas já nos conhecemos agora! Tenho muita curiosidade em ir a BH. Quando for nos encontramos ok! Sim o Almir tem um jeito todo especial. Com certeza é um dos segredos do sucesso dele. Ninguém gosta de gente besta naum é naum? E acho tb que é música pra Alma e feita com muitas estrelas no céu! Bj grande!

Filipe você foi o único até agora a falar da primeira foto. Na verdade é uma relíquia. Foi feita em 1979 para o livreto do show realizado em Cuiabá de Tetê & Lírio Selvagem. Foi o primeiro cachê como músico profissional do Almir. No ano seguinte, ele acabou arranjando boa parte do primeiro disco solo da Tetê (Piraretã) e logo depois gravou seu primeiro disco (1981). Legal você ter notado a foto.

Acredito que várias coisas que o Almir falou daria um debate. Fico contente por todos os elogios acima e ao mesmo tempo na expectativa de aprofundar o que o Almir disse.

Grande abraço!

Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 29/8/2007 21:23
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FILIPE MAMEDE
 

Sempre comento das fotos nas colaborações por aqui. As vezes a gente procura, procura, procura tanto uma fotografia pra ilustrar o texto, e tem-se a impressão que elas passam despercebidas. As imagens e os textos devem ser um complemento um do outro. Devem ser valorizados como um perfeito casamento. Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 30/8/2007 10:27
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Marcos Paulo Carlito
 

Rodrigo, parabéns pela entrevista com o Almir.

Trabalho denso, de fôlego, muito importante como arquivo histórico para a música sul-matogrossense.

Abraços

Marcos Paulo Carlito

Marcos Paulo Carlito · , MS 1/10/2007 20:08
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Claudiocareca
 

Rotex, amanhã o homem tá por aqui. Estou publicando uma matéria no DC Ilustrado(Diario de Cbá) com trechos da sua entrevista, citando-a, é claro. Caso queira ver provavelmente estará no site do jornal. Se der tempo de você ler e me dar o ok ficarei mais feliz apesar de acreditar que vc não se oporia a isto. A propósito as fotos eu poderia usar alguma?

grande abraço,
Claudio

Claudiocareca · Cuiabá, MT 17/10/2008 10:53
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Aldy Carvalho
 

Almir,
Grde abraço desse "milde cantador", beradeiro láaaaaaa do Sertão,
Aldy

Aldy Carvalho · São Paulo, SP 10/11/2008 12:16
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Carol Alencar
 

ai ai...(suspiros)

que lindo ver tanto talento numa página só.... tanto de quem toca (os dois) quanto de quem escreve.... ;P

detonou né ídolo!
como sempre!
bjs de cristal!

Carol Alencar · Campo Grande, MS 26/8/2009 11:38
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cefenu
 

Belíssima entrevista! Parabens!

cefenu · Aparecida de Goiânia, GO 22/1/2011 19:38
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Silvio Junior
 

Parabéns pela excelente entrevista com Almir Sater o "Rei da Viola". Estou muito Feliz, pois ele estará em minha cidade, Palmas - PR dia 28/07/2013 no salão nobre do CPEA, terei o prazer de ouví-lo tocar e cantar.
Obrigado pela entrevista e por Almir Sater existir e nos brindar com sua presença assim como nos brindar com seu Show!
Um abraço fraterno!

Silvio Junior · Palmas, PR 27/6/2013 10:32
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Cesar Guilherme
 

Entrevista sensacional !

Cesar Guilherme · Campo Grande, MS 21/8/2013 14:05
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1979 • Almir toca com Tetê (em pé), Yara Rennó, Alzira, Celito e Geraldo zoom
1979 • Almir toca com Tetê (em pé), Yara Rennó, Alzira, Celito e Geraldo
Almir no Festival de Inverno de Bonito em 2006 zoom
Almir no Festival de Inverno de Bonito em 2006
2006 • Capa do disco Sete Sinais zoom
2006 • Capa do disco Sete Sinais
1997 • Capa do disco Caminhos Me Levem zoom
1997 • Capa do disco Caminhos Me Levem
1994 • Capa do disco Terra de Sonhos zoom
1994 • Capa do disco Terra de Sonhos
Estúdio de Almir na Serra da Cantareira zoom
Estúdio de Almir na Serra da Cantareira

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Confira versão de Rodrigo e Gabriel Sater para a instrumental Doma, de Almir

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