Trabalhei feito Isaura na Feira do Livro de Porto Alegre do ano da graça de 2007. Suado, sacrificado, mas compensador.
Publiquei várias matérias aqui.
Tem os linques no meu perfil para quem se interessar.
Não vou facilitar o trabalho que faz bem ao cérebro, músculos e às boas relações de vizinhança e regras de moral e bons costumes deste lindo e maravilhoso sítio já com mais de 30 mil assíduos e colaborativos afiliados, que apenas não sei se somos visitados poruqe, me alertou papá, não se publica a visitação diária, semanal, mensal, anual, ou por postado, ou por seção, ou qualquer, à exceção rara de uma vez que li uma de que tivemos 30 mil visitas num dia, sei não se pra uma sessão ou para todas as sessões do sítio.
Mas dizia eu da Feira do Livro de Porto Alegre.
Ela tá lá, abriu para a edição de número 54 dia 31 de outubro, linda, sem chuva, na Praça da Alfândega, nos armazéns do cais, nos prédios históricos do entorno da praça, sob os jacarandás floridos também lindos, tem o Charles Kiefer de patrono e um sem número de belos e meritórios programas culturais, além da literatura, embora o livro seja sim o protagonista principal.
Bem, nem tudo são flores roxas em corações de trouxas.
Nem rosas para uma boa prosa. Nem amarelas para pouca querela.
Sabem vocês pela imprensa poderosa nossa das imensas confusões em que estão metidas a presidência do Conselho da Lei de Incentivos e a Secretaria de Negócios de Estado da Cultura.
Sabem de tudo e não vou precisar dizer daqui que fede e é muito grossa a caca. Até porque, um oceano nos separa.
E nem que o incentivo pra Feira está ainda sendo votado atrasado com a coisa já em andamento, as melancias mais caindo do que se acomodando na carreta. Choque de gestão dá nisso.
Daí começaram a aparecer as peças pubicitárias na televisão, que precisa de um dinheirinho pra falar da feira, porque, afinal, só mobiliza gratuitamente de 500 mil a um milhão de pessoas.
Não é futebol, que ganha cobertura paga pelo interessado em transmitir com público pagante de, muitas vezes, dois mil gatos pingados torcedores presentes ao estádio. Ou com ingressos enfiados nas empesas goela abaixo pela CBF pra ver a seleção de milionários nada jogar.
Pois, em aparecendo as peças publicitárias, recebi de amigos um e-mail atribuindo o seguinte comentário a Alexandre Lalekla.
O cartaz publicitário da 54ª Feira do Livro de Porto Alegre, edição 2008 tem causado reações diversas entre os leitores.
Assinado por uma agência de publicidade denominada Matriz, traz como imagem principal uma casa de elite formada por muitos livros empilhados, com chaminé, colunatas e varandas superiores, no melhor estilo norteamericano/vitoriano lembrando os cenários de filmes como o "E o Vento Levou".
Além da falta de criatividade e síndrome de colonizado passivo evidentes, o cartaz tem sido motivo de risadas para alguns que relacionam sua imagem com a origem da mega crise financeira: o crédito fácil baseado na hipoteca de casas nos Estados Unidos.
O comerciário Marcos de 23 anos, afirma que o cartaz é o mais feio em anos. "Mostra essa casa sem graça que não tem nada a ver com a nossa região e que parece ter sido hipotecada várias vezes, tanto que as pessoas estão do lado de fora".
Ler enriquece?
Seu slogan não fica atrás. "Ler enriquece". "Enriquece quem?" pergunta a estudante Carina de 17 anos. "Com o preço que estão os livros no Brasil, só pode ser os editores de livros, só eles para morar numa casa daquelas".
A estudante que freqüenta a Feira do Livro desde 2004, afirma que este ano não comprará livro nas bancas da feira. "Só vou à feira para escolher os que quero ler, depois em casa e procuro os mesmos livros com preços mais baixos ou faço o download de graça pela internet".
Carina diz ainda que não gosta da situação em que os editores colocam os leitores brasileiros: "eles acham que a gente é imbecil, querem ficar ricos nas nossas costas".
Como nos dizem os poetas... os tempos, eles estão mudando.
Joaquim Nabuco disse sobre a escravidão existente no Brasil que ela deitaria raízes nas relações sociais do país que se fariam perceber por uns 300 a 400 anos além do fim daquele crime de lesa humanidade.
Por quantos anos se perpeturão as raízes da colonização cultural do arco dourado e da água negra, peguntam-se jovens em tixârtis, jeans e sapatos de lona de marcas em bushês feitos na China, na Coréia, no Timor e na Tailândia.
Vai aí um tênis tailandês, ô da piorra!
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Comissão que acompanhará crise na cultura instalada
A Comissão de Representação Externa que acompanhará as denúncias de fraude envolvendo a Lei de Incentivo à Cultura foi instalada dia 3/11/2008, no gabinete da presidência da Assembléia Legislativa por requerimento do deputado Ronaldo Zülke aprovado em plenário por 26 votos favoráveis e 20 contrários.
A iniciativa foi motivada por denúncias de fraudes no sistema LIC que geraram uma crise na Secretaria de Cultura envolvendo a secretária Mônica Leal e a presidente do Conselho Estadual de Cultura, Mariângela Grando.
“O trabalho da comissão não deverá se ater apenas aos problemas de gestão da Lei de Incentivo, mas avançar também sobre os fatores que entravam a atividade cultural no Rio Grande do Sul”, sugeriu o depuatado. para quem "existem plenas condições de construir um ambiente político favorável para superar a crise, buscar soluções para aprimorar os instrumentos de financiamento já existentes e iniciar o debate sobre a instituição de uma política cultural no Estado.
É, Juli.
O dinheiro público se presta a tudo, menos a incentivar a cultura.
Como disse a estudante, "eles pensam que somos trouxas".
De qualquer forma, espero que a Feira não seja atrapalhada por políticos e outros espertalhões.
beijos
É Juli...um cartaz que parece mesmo com as casas hipotecadas
ou a gente besta lá de Alphaville que adora imitar gringos...
Tanta coisa bonita, até podia ser feito de graça com tantos webs...que coisa...
Que luta, hein???
Mas vale a informação da Feira...que ela seja satrisfatória a quem acredita que viajamos em livros....
Juli,
Muito esquisito este cartaz, não entendí a proposta... Pior foi a organização da feira que deixou passar.A
Acho o preço dos livros no Brasil abusivos. A classe média é que paga, a pobre não lê e os editores é que enriquecem.
Que os novos tempos varram para bem longe a dinastia Bush e os reflexos cheguem logo até nós.
Que tal se pensássemos em algo mais concreto. Há no Brasil mais de 300.000 ONGs ( organizações NÃO GOVERNAMENTAIS ). A maioria dedica-se a fazer projetos. Concretizar esses projetos, quantas se dispõem a isso? Somos já 30.000 overmundistas. Vamos sair para a luta?
Circus do Suannes · São Paulo, SP 10/11/2008 19:34Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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