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Américo fala do teatro no antigo Mato Grosso Uno

Américo Calheiros
Américo Calheiros na peça Apocalipse Zero Hora. Seu texto e direção.
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Gisele Colombo · Campo Grande, MS
30/3/2008 · 224 · 14
 

Campo Grande (MS) - Foi através do teatro que Américo Calheiros consolidou a sua paixão e percorreu os caminhos da arte sul-mato-grossense. Atual diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, é uma personalidade que está há anos em cena nestas terras pantaneiras. É pernambucano de nascimento, mas foi em Aquidauana, na época estudantil, que tomou gosto pela arte e cultura. É formado em letras pela Faculdade Dom Aquino de Filosofia, Ciências e Letras (Fucmat) e fez especialização na Escola Martins Pena de Teatro, no Rio de Janeiro. Reside há cerca de 30 anos em Campo Grande, e durante 18 destes, lecionou em escolas de 1º e 2º graus da Capital.

Homem determinado, Calheiros introduziu o teatro na Rede de Ensino Municipal de Campo Grande. Trabalhou ainda como editor do caderno cultural Arte-Revista, do extinto Jornal da Cidade e recebeu o prêmio de jornalismo Van Jaffa, como menção especial por ter escrito uma série de artigos sobre o teatro sul-mato-grossense. Foi um dos criadores do Grupo Teatral Amador Campo-Grandense (Gutac), um dos grupos mais premiados do Estado, onde atuou como diretor e produtor durante 16 anos. É sua cria também o extinto Grupo Teatral Infantil Campo-Grandense, que apresentou durante anos, espetáculos na Rede Estadual de Ensino de Campo Grande.

No âmbito da política cultural, Calheiros desempenhou a função de presidente da Fundação Municipal de Cultura em Campo Grande, de 1997 a 2006, trabalhando sempre pelo fortalecimento da identidade e da cultura sul-mato-grossense no Estado e além fronteiras.

Depois de arrumar a "casa da cultura" e ver o público do Estado prestigiar em número expressivo os eventos organizados pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), órgão que preside desde o ano passado, Américo solta o verbo, no dia mundial do teatro, comemorado em 27 de março, e conta sua relação com o teatro, sua paixão pela escrita e peculiaridades do trato com a cultura sul-mato-grossense. Acompanhe a entrevista exclusiva:

Qual foi o acontecimento que marcou o início do seu interesse em trabalhar com a cultura?

Américo Calheiros – Desde muito criança, vi que tinha uma inclinação para trabalhar com a arte e com a cultura. É vocação pura, é uma coisa nata. Desde os 3 anos de idade eu fazia painéis nas paredes. Gradativamente, fui fazendo um pouco de tudo. Para mim na arte e na cultura não há nada que seja distante da minha pessoa. Pintei, desenhei, trabalhei com cerâmica. Desde criança cantei em programas de calouros, fiz teatro, aulas de dança, participei de espetáculos, escrevi. Sempre tive um trato muito próximo das coisas da arte e da cultura e que sempre foram muito familiares. Fazem parte da minha própria personalidade e da minha própria formação. Eu aprendi sempre a enxergar o mundo sob a lente da cultura.

Como se deu o início de sua relação com o teatro?

Américo Calheiros – Eu já havia participado de alguns grupos de teatro no ginásio, lá em Aquidauana. Na época, participei de pequenos papéis em esquetes e curiosidades. Na década de 70 vim para Campo Grande, com 16 anos para fazer o curso de letras e através da professora Maria da Glória de Sá Rosa tive a oportunidade de ver meu talento despertado para o campo do teatro. Ela, como minha professora de literatura, me deu a tarefa de escrever um texto teatral, montar um espetáculo e participar do Festival Mato-Grossense de Teatro, como se chamava na época. A partir daí, não parei mais. Sempre escrevendo, produzindo, dirigindo, atuando, mexendo com todas as áreas do teatro. O teatro é um tipo de arte que congrega todas as demais. Porque através dele você pode trabalhar com artes plásticas, com a música, com o cenário, com a literatura, ou seja, todas as formas de expressão artística. Isso me agradou muito. Eu comecei fazendo de tudo um pouco, me especializei mais na direção, pois no teatro é isso que mais gosto de fazer. Mas abri meu coração, a minha mente, a minha vontade e minha realização para o teatro na educação. Eu penso que o teatro é um instrumento valiosíssimo para educar as emoções e os sentimentos e ele é muito pouco utilizado infelizmente na nossa educação. A gente vê verdadeiras transformações nas crianças e adolescentes quando eles têm a oportunidade de se aproximar e praticar o teatro como uma forma de expressão mesmo. É possível você transformar e transformar-se através do teatro.

Como surgiu a idéia de introduzir o teatro nas escolas municipais de Campo Grande?

Américo Calheiros – Eu era professor de língua portuguesa. As pessoas sempre pensavam que eu fosse professor de educação artística porque eu trabalhava o texto sempre, depois de ler o seu significado, discutir as palavras e fazer todos aqueles exercícios rotineiros, de forma criativa. Eu inventava, eu gostava sempre de encontrar formas criativas para ensinar e acabava sempre utilizando o teatro como instrumento. Transformava os textos em espetáculos de teatro, criava exercícios e jogos dramáticos, de tal forma que praticamente todos os meus alunos tiveram a oportunidade de uma forma ou de outra, de experimentar o fazer teatral. E dentro da educação, tanto da rede municipal quanto na rede estadual - trabalhava nas duas redes, eu apaixonado que estava pelo teatro, procurei introduzir a técnica teatral dentro das aulas e depois criar festivais de teatro nas escolas. E isso tomou um tal volume que a gente acabou fazendo o festival de teatro da rede municipal de ensino e depois eu comecei a ministrar cursos. Eu acabei indo fazer a Escola de Teatro Martins Pena no Rio de Janeiro, por meio de uma bolsa de estudos que consegui aqui através da prefeitura, com o compromisso de voltar e repassar isso para os meus colegas professores na área de educação artística e língua portuguesa. Foi uma experiência muito boa e muito rica onde eu pude constatar que a arte é realmente capaz de renovar a vida.

Qual era a sua intenção quando ajudou a criar o Grupo Teatral Amador Campo-Grandense (Gutac)?

Américo Calheiros – A criação do Grupo Teatral Amador Campo-Grandense foi em decorrência do meu exercício teatral , que iniciou na Faculdade Dom Aquino de Filosofia, Ciências e Letras (Fucmat). À medida que eu fui expandindo este fazer teatral, viajando e participando do movimento teatral. Naquele tempo tinha um encontro que se chamava Tempo de Teatro que acontecia em Cuiabá anualmente, onde todos os grupos do Estado participavam, ficavam duas semanas vendo só teatro, fazendo cursos e oficinas discutindo teatro e tendo contato com nomes reconhecidos do teatro do país todo. À medida que eu fui conhecendo os atores e autores de expressão nacional, fui ficando cada vez mais apaixonado e decidi canalizar estas tranformações, este gosto, este prazer por meio do Gutac. Eu o criei em 1971 junto com a Cristina Mato Grosso e outros colegas nosso da época e este grupo, além de fazer teatro, era um grupo de estudo, de elaboração de textos teatrais, de discussão sobre o teatro que representou o Estado no projeto Mambembão em 1979, apresentando-se com um bom resultado perante a crítica nacional, em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Goiânia. Foi uma experiência muito interessante. Depois disso, o Gutac foi para outros lugares do Brasil mostrar seus espetáculos, e após 16 anos trabalhando ininterruptamente, nas escolas e também com o Gutac, eu me afastei para me dedicar a outros rumos na minha vida. Mas realmente o teatro é muito encantador. Eu penso que todas as pessoas deveriam ter a oportunidade de ter contato com o teatro no mínimo para ficarem menos inibidas, menos fechadas e com um olhar mais atento para o mundo e para as pessoas.

Porque você criou o Grupo Teatral Infantil Campo-Grandense (Gutic)?

Américo Calheiros - O Gutic era o filho do Gutac. Ele foi criado oficialmente numa proposta feita para a Secretaria de Educação do Estado naquela época. Era um grupo que fazia espetáculos infantis para crianças das escola da nossa Capital. A idéia era que este grupo atendesse os municípios do Estado. Foi criado um aqui, outro em Três Lagoas e em Cuiabá. Nós montamos quatro espetáculos. Foi o maior sucesso junto à criançada. Foi muito bom. Se este trabalho tivesse tido continuidade, levar espetáculos para as escolas, a gente teria hoje um público formado. Acredito que essa é uma idéia que ainda não é velha. Ela pode ser trabalhada junto com a educação. Porém ele não é um projeto que fica barato, é um projeto de vulto. Naquela época o número de escolas era bem menor. Mas vale a pena investir nas informações e na formação artística e cultural para nossa criançada.

Como você vê o cenário teatral de Mato Grosso do Sul?

Américo Calheiros - Penso que tem boas coisas acontecendo. Tem um pessoal que trabalha com muito gosto, corre atrás daquilo que quer, faz o que gosta independente da participação ou não do governo, ou seja, o teatro tem sobrevivido. É importante nós agora na Fundação de Cultura investirmos num projeto voltado à circulação teatral. Trabalhamos ano passado com um projeto interessante voltado para a formação de diretores de teatro. Trouxemos a Lúcia Pereira Vaz e diretores de renome nacional para trocar experiências. Queremos investir mais na circulação, formação na divulgação e apoiar também festivais de teatro como já fizemos o ano passado. Porque percebemos que está vindo um público bem interessante nestes festivais. Um novo público. E isso dá um novo ânimo para quem faz teatro. Porque quem faz teatro quer que as pessoas vejam o que ele produz. Então tudo que pudermos fazer para incentivar a produção de qualidade, conseqüênte e criativa, faremos.

Em que momento você percebeu seu talento como escritor?

Américo Calheiros - Eu nunca me julguei um escritor. Porque normalmente quando você chega na adolescência você vai desenhando na sua cabeça, suas possibilidades de profissão. Eu achei que um dia eu seria um pintor, um artista plástico, um cantor... Mas eu jamais imaginei que eu me dedicaria à escrita com o prazer que eu me dedico hoje. Eu sempre escrevi certinho, mas não achava que tivesse nada de especial nas coisas que eu escrevia. No meu exercício profissional eu fui aprimorando o ato de escrever pelo simples fato que as pessoas não gostam de escrever. Então como em toda minha vida eu sempre fui muito impaciente com as coisas, quando se precisava de um texto, de um ofício, a pessoa que devia fazer demorava tanto que eu pegava e resolvia fazer. Aí eu fui pegando o gosto através deste tipo de necessidade. Então escrever para mim foi um ato prático, utilitário. Não era um ato de sonhar, de ficcionar, de viajar pelas entranhas das palavras de significâncias e significados. Era um ato de necessidade e acabava que tudo vinha para a minha mão, nas escolas e em todos os lugares que eu trabalhava. Daí para pular ao livro foi um passo. Toda a vida eu escrevi, em todos os lugares que eu estava eu acabava escrevendo, a experiência no Jornal da Cidade também foi muito boa, eu acabei escrevendo também para algumas revistas de renome nacional artigos sobre teatro e acabava colaborando com um jornal e outro. A escrita entrou de uma forma na minha vida que hoje ela é uma das atividades que me proporciona mais prazer. Não quero dizer com isso que me transformei num escritor, mas gosto de escrever, escrevo praticamente todos os dias e se tem uma coisa que quero fazer, com ainda mais cuidado, mais interesse e quando eu tiver a possibilidade de me dedicar integralmente a isso, é escrever.

Como apareceu a oportunidade de trabalhar como editor do caderno cultural Arte-Revista?

Américo Calheiros – O Pietro Tolentino, que era o proprietário do Jornal da Cidade, um jornal que infelizmente foi extinto porque foi o pioneiro aqui em Campo Grande na divulgação da arte e da cultura. Foi o primeiro jornal que abriu de ponta a ponta um espaço para os artistas da terra, os fazedores de cultura, os animadores culturais. Nele tinha um caderno que o Pietro me convidou para editar e eu trabalhei neste caderno chamado Arte-Revista onde fizemos inúmeras matérias. Lá, por exemplo, foi publicada a primeira matéria que se fez sobre a comunidade Tia Eva. Uma matéria de minha autoria e que depois compôs um livro com uma série de matérias dessas. Fiz um condensado e publiquei um livro chamado “Memórias de Jornal. Estas matérias depois deram muitas pistas para pesquisadores das nossas universidades sobre temas culturais. Como a festa da Santinha do Cocho, como já disse, a comunidade Tia Eva e o que ela representa para Campo Grande e para Mato Grosso do Sul, Glauce Rocha, Beth e Betinha, Délio e Delinha, Amambay e Amambaí, dentre outras. Este livro mostra um panorama do que estava acontecendo naquele momento na arte de Mato Grosso do Sul.

O que significou para você receber o prêmio de jornalismo Van Jaffa. Em que ano aconteceu isso?

Américo Calheiros - Foi nesta mesma época, entre 1979 e 1980. Foi um prêmio de âmbito nacional, dirigido à matérias sobre teatro. Quem tivesse um conjunto de matérias sobre teatro, as mandava para participar do prêmio. E como eu tinhas as minhas matérias publicadas no Jornal da Cidade, enviei e fui agraciado com o prêmio de menção especial.

Como você consegue equilibrar na escolha da programação dos eventos da FCMS, as atrações que o público gosta e aquelas que ainda necessitam formar público?

Américo Calheiros - Você tem que trabalhar em cima da criação popular. Está tudo aí à mostra. Tem que botar o sentimento para funcionar, o feeling, tem que estar atento para tudo o que está acontecendo, tem que ter o despojamento necessário para você não trabalhar apenas com aquilo que você gosta e que você quer, tem que estar numa audição permanente com as pessoas e você vai também recebendo sugestões e trabalhando em cima daquilo que é o desejo das pessoas. Até porque elas dizem ou individualmente, ou em grupos, ou em associações, entidades... Da forma como elas trabalham, elas se manifestam trazendo projetos e sugestões. Por outro lado, você não pode esquecer daqueles projetos que têm um número maior de pessoas envolvidas, como a música por exemplo, que é o carro chefe da cultura sul-mato-grossense e da cultura brasileira e aglutina um número grande de pessoas em torno dela. Mas você não pode esquecer também da literatura, num país que tem um índice baixíssimo de leitura, chega apenas a 2.1 livros lidos por ano, você não pode esquecer da música erudita também, que é uma vertente menos divulgada da música, não pode esquecer da poesia, que está dentro de literatura mas é um viés muito específico, das artes plásticas no campo da informação, das artes visuais como um todo, como o cinema com toda a sua capacidade de formar uma visão crítica da nossa sociedade e outras manifestações que precisam ser acudidas que estão buscando público junto às escolas, às comunidades e no nosso caso, buscando o público dos municípios do interior do Estado.

Das expressões artísticas, qual é aquela que você tem mais xodó?

Américo Calheiros - Eu gosto de todas. Tudo me dá prazer. Tudo que é produto de um trabalho feito com competência e sensibilidade. Porque não adianta só você gostar. Você tem que correr atrás do conhecimento.Você tem que estudar, pesquisar, saber do que você está falando e fazendo. Às vezes a pessoa tem um grande talento, nasce um grande ator ou atriz, mas você tem que aprimorar sua técnica vocal, cuidar mais do seu corpo que é um instrumento de trabalho no teatro, tem que conhecer a história do teatro. Você pode ser um bom artista, mas se você não correr atrás das técnicas, você vai ficar ultrapassado. Então eu gosto de todo trabalho artístico que é bem feito e produto de intuição, conhecimento, sensibilidade e educação.

Qual é a diferença em administrar uma Fundação de Cultura do Município de uma Fundação de Cultura do Estado?

Américo Calheiros - A do Estado tem uma abrangência maior, que obriga a enxergar numa dimensão mais ampla. Você precisa estar voltado para o Estado como um todo e é por isso que nós buscamos a trabalhar a cultura aliada à questão do desenvolvimento. Porque a cultura hoje no mundo, gera emprego, gera renda, as indústrias produtivas estão vendendo milhares de eventos mundo afora, baseadas nas manifestações de arte e cultura dos diversos países do mundo. Estão exportando seus produtos culturais, que já colocou os Estados Unidos na vanguarda destas exportações nesta área desde a década passada. Embora em Mato Grosso do Sul, esta realidade ainda seja tímida, nós temos a confiança e a esperança que nós possamos um dia, melhorar o nosso patamar de desenvolvimento cultural em consonância com o desenvolvimento econômico.

Qual foi o espetáculo feito por artistas sul-mato-grossenses que mais te emocionou?

Américo Calheiros - Já passei tantas emoções, como diria Roberto Carlos. Porque cada um, a seu tempo, a seu momento nos provoca uma reflexão, uma emoção. Porque a emoção nunca está destituída da reflexão. Você é tocado pelo sentimento e pelo pensamento. Todo espetáculo provoca sua mente, sua alma, seu corpo. É um estado total de alteração quando você vê um bom espetáculo. Você vê que tem muita coisa boa no Estado e tem coisas que ainda têm que alcançar um patamar maior. Mas tanto na música, como no teatro tenho visto grandes espetáculos. Se eu for citar apenas um, eu não estaria fazendo jus a todos.

Como você definiria a cultura sul-mato-grossense?

Américo Calheiros - Ela é uma cultura produto dos distintos povos aqui existentes. Das influências destes povos fantásticos que fazem parte da nossa miscigenação étnica e cultural ao mesmo tempo. O Brasil de um modo geral teve a presença de muitos povos desde a colonização, mas aqui em Mato Grosso do Sul, a gente vê uma presença mais concentrada tanto dos libaneses, italianos, japoneses que aqui plantaram raízes e se juntaram impregnando a nossa terra, o nosso sonho, a nossa cultura, a nossa vivência, o nosso modo de ser, tudo isso interligado com este solo novo que estava pronto para receber isso. Mais ainda, porque nós temos duas fronteiras secas aqui, uma com o Paraguai e outra com a Bolívia, e nós não podemos desconsiderar a influência destes dois países, que eu me lembro muito bem quando criança, que a força da influência paraguaia e boliviana era muito grande na música, na gastronomia. A resultante de todas essas influências, somadas à cultura pantaneira é o que retrata uma cultura que está em crescimento e formação. Nós somos um Estado novo e hoje estamos com uma fisionomia sendo construída, mas percebemos estas marcas fortes incluindo também a cultura indígena que está muito esquecida.

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Rodrigo Teixeira
 

Opa! Que bela surpresa Gisele. Adorei as fotos, em especial aquele primeira em frente ao cinema que não existe mais e aquele cartaz da peça Contra-mão. É muito saber que a frente da FCMS está um artista antes de tudo, com sensibilidade para entender e perceber o que a arte de MS precisa. Boa sorte em sua caminhada Américo!
abs
Rodrigo Teixeira

Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 30/3/2008 23:48
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Denis Sen@
 

Muito bom!!!

Viva a cultura brasileira e vamos acordar o povo a reconhecer o valor e o poder da arte!!!

http://overmundo.com.br/banco/graffiti-na-galeria-do-conjunto-cultural-da-caixa



Denis Sen@ · Salvador, BA 31/3/2008 01:18
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clara arruda
 

A cultura é um fator para dominuir as diferenças,adorei.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 31/3/2008 08:14
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Gisele Colombo
 

Rodrigo, Dênis e Clara, que bom que vocês gostaram da entrevista! A idéia é justamente saber mais sobre o que o Américo pensa, aproximá-lo daqueles que de alguma forma estejam envolvidos com a arte de Mato Grosso do Sul e da arte brasileira. Na verdade poucos ainda o conhecem, mas para quem esteja aberto para conhecê-lo melhor, vai se surpreender com a pessoa consciente que ele é. Abcs a todos! Gi

Gisele Colombo · Campo Grande, MS 31/3/2008 11:43
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Bia Marques
 

Gostei Gisele, tuas matérias têm sido dce grande contribuição pra esse nosso matão.

Bia Marques · Campo Grande, MS 31/3/2008 12:09
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Gisele Colombo
 

Valeu Bia! Faço o possível que a a gente conhece cada vez mais os nossos personagens da cultura! Só compartilhando é que se cresce! Abcs Gi

Gisele Colombo · Campo Grande, MS 31/3/2008 13:06
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Zezito de Oliveira
 

Gisele.
Gostei muito da matéria e em especial por ter sido publicada poucos dias próximo ao dia internacional do teatro. É muito bom poder conhecer as histórias de vida de quem ajudou a semear a arte de representar por esse país afora.
Afinal, a novidade é que o Brasil não é só litoral...
Abraços,

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE 31/3/2008 16:42
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Marcos Paulo Carlito
 

Interessante,

Não sabia que o Américo é das antigas. Mais que isso, que já foi revolucionário e mambembe (é o que parece nas fotos).

Parabéns Gisele, por revelar o passado tão legal deste cara que ainda é para nós, novos produtores em Mato Grosso do Sul, um desconhecido.

Grande abraço Guaicuru!



Marcos Paulo Carlito · , MS 31/3/2008 23:08
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 Profeta  Teatro
 

Falo de "Teatro" !!!

tô dentro.....

Valeu Gisele !!! O nosso "Teatro" agradece sempre...!!

Bjs e Bjs

Profeta Teatro · Campo Grande, MS 1/4/2008 20:11
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Gisele Colombo
 

Valeu Marcos! Como Assessora de Imprensa do Estado, tenho viajado pelos 4 cantos de MS. Você não tem idéia de de quanta gente neste Estado ainda precisa de formação, informação e estímulo à cultura e sensibilidade. Gente simples. E nós, que temos mais formação e informação temos que no mínimo ajudar na difusão de informações culturais e juntos montar o quebra cabeça das manifestações que acontecem em todos os lugares do nosso Estado! As matérias que envio para o overmundo tem essa intenção. Abcs Gi

Gisele Colombo · Campo Grande, MS 2/4/2008 10:40
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Gisele Colombo
 

Abcs Profeta! Cultura de MS na cabeça!

Gisele Colombo · Campo Grande, MS 2/4/2008 12:03
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Gisele Colombo
 

Como o entrevistado não havia tido tempo de revisar a entrevista quando publiquei, são necessárias algumas correções. Ao invés de Lúcia Pereira Vaz, o diretor é Amilton Vaz Pereira na pergunta do cenário teatral de MS. O proprietário do Jornal da Cidade era o José Pinheiro Tolentino. A festa tradicional de MS é Pontinha do Cocho e não Santinha do Cocho. Na pergunta sobre o equilíbrio na escolha da programação de eventos da FCMS, o Américo disse que "tem que trabalhar em cima da aspiração popular", na verdade. E na pergunda sobre a administração da FCMS, a frase muda para "Embora em Mato Grosso do Sul, esta realidade ainda seja tímida, nós temos a confiança e a esperança que nós possamos um dia, alcançar um patamar maior de desenvolvimento cultural em consonância com o desenvolvimento econômico. Agradeço a revisão final do Américo.

Gisele Colombo · Campo Grande, MS 10/4/2008 18:27
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Nadir Vilela Poetisa
 

Lindo trabalho!!! votado com louvor...estou com musica nova de uma passadinha lá e deixe sua opinião... bjs no core...

Nadir Vilela Poetisa · Itatiaia, RJ 15/4/2008 14:13
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Defletas
 

[b]Haverá Banca de Capacitação Profissional (IN nº 004/99) em Cuiabá/MT no dia 13 de julho de 2008.

Seja Profissional de fato e de direito tenha DRT!

Banca de Capacitação Profissional para o Candidato em se Habilitar (DRT) ao Exercício Profissional na Categoria Regulamentada pela Lei Federal nº 6.533/78 e Decreto nº 82.385/78, que abrangem os Trabalhadores nas seguintes áreas:
I – Artes Cênicas (Circo, Teatro, Dança, Moda, Opera, Produção e Shows de Variedades...);
II – Cinema;
III – Fotonovela;
IV – Radiodifusão.

Contato SATED/MT:
(65) 3321-8095 / 8415-3992 / 9212-7575
E/mail: satedmt@hotmail.com

Sede: Rua Sete de Setembro (próximo ao MISC e ao IPHAN), nº 427, Centro (Histórico), Cuiabá/MT

Saudações culturais;

Nestor Defletas
Pres. do SATED/MT

Defletas · Cuiabá, MT 22/6/2008 14:56
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Peça "Foi no belo sul Mato Grosso", texto: Cristina Mato Grosso/direção: Américo
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Alunos da E. M. Pe. José Valeajiar na peça "Jojó é um caso sério" em 1978
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