Antônio Porto: tuareg global

Anderson Rocha
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Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS
24/4/2006 · 155 · 14
 

Ele é meio nômade, um dos mais requisitados instrumentistas do Mato Grosso do Sul e agora lança finalmente seu primeiro disco solo. Aqui, na Áustria e no Paraguai

Antônio Porto é uma das principais novas cabeças da música do Centro-Oeste. Ele é um surpreendente instrumentista, diretor musical criativo e compositor inspirado. Acaba de lançar seu primeiro disco solo, Nômade, com um repertório cantado em português, inglês, alemão e hebraico. Antônio toca a maioria dos instrumentos das 10 faixas do disco. Sua música poderia ser batizada de world music. Mas a verdade é que o compositor revigora a empoeirada Música Popular Brasileira com canções cheias de suingue africano e letras filosóficas-espirituais. ‘A alegria de ser um pouco luz’, como diz na faixa Fases da Lua.

O campo-grandense Antônio Porto é um nômade. Descendente de uma família de nordestinos, até os 16 anos morou em internatos católicos no interior de São Paulo. Logo se tornou um dos mais requisitados instrumentistas de Mato Grosso do Sul, ainda em meados dos anos 80, e se transferiu para São Paulo para tocar com artistas como Renato Teixeira. Em 1988 foi morar na Áustria, onde permaneceu por 10 anos. Após dois anos para aprender o alemão, tocou em bandas de jazz, de reggae e teve contato com músicos da África, que acabaram o influenciando definitivamente. Voltou a morar em São Paulo no final da década de 90. Chegou a acompanhar Pena Branca e Xavantinho. Com a morte de Xavantinho em 1999, retornou em 2000 para Campo Grande, depois de tentar se fixar no Rio de Janeiro.

Antônio Porto é um exemplo de músico que vive fora do eixo Rio-São Paulo. Desde seu retorno ao Brasil em 1998, está mais ligado ao resto da América do Sul e à Europa. Em 2001, em um telefonema inesperado, foi convidado para ser o baixista da banda de Hubert Von Goisern, uma espécie de Gilberto Gil dos países de música germânica. Até 2003, gravou três discos com Hubert, fez duas temporadas de shows em turnê pela Europa e participou da viagem que o cantor realizou com toda a banda para sete países africanos, que virou um DVD incrível.

Em julho de 2005 foi gravar com Hubert na Áustria e acabou sendo contratado pela Atlas Music. A gravadora vienense lança em maio deste ano o disco de Antônio Porto com nova capa e encarte em inglês. Além do vínculo europeu, o músico está atuando desde 2004 na cena artística de Assunção, no Paraguai. O seu CD foi lançado pela gravadora Kamikaze Records, em mais um passo para o movimento cada vez mais forte de integração entre artistas de Campo Grande e Assunção. Antônio vai se apresentar no dia 21 de maio no Festival América do Sul e será o diretor da banda, batizada de Godoana, que irá tocar no bar oficial do evento que acontece entre 20 e 27 de maio em Corumbá.

Confira aqui outra matéria publicada no Overmundo sobre o músico Antônio Porto.

Overmundo – Como analisa o atual momento para o músico no Brasil?

Porto – Já morei em São Paulo, na Europa, passei pelo Rio e voltei para Campo Grande. Quis conhecer todos estes lugares e não importa onde você esteja, as coisas podem rolar. Mas no Brasil ainda não está acontecendo. Tudo está muito concentrado no eixo Rio-São Paulo. Outro foco é a Bahia e o Recife. Eles fazem a música deles, mas que não tenho a menor intenção de tocar. Cada um na sua. Se o Rio fosse menos violento, gostaria de morar lá, até porque tem o meu filho que mora na cidade. Fico pensando em outras cidades e não vejo nada muito animador. Conheci um músico curitibano de 52 anos, por exemplo. Ele está tocando por 60 reais em Curitiba. Essa é a realidade lá e na maioria do país. Então não tem outra saída: São Paulo.

O Brasil desconhece a música de Mato Grosso do Sul?

O Brasil está começando a sentir a necessidade de conhecer outras coisas que estão fora do litoral brasileiro, que abrange Rio, São Paulo, Bahia, Pernambuco. Conheci músicos no Rio Grande do Sul na Europa que até hoje não vi no Brasil com o mesmo nível deles. Como Alegre Correa, Pedro Tagliani, Marcio Tubino, Endrigo, baterista de Curitiba. Conheci músicos gaúchos que no Brasil, até então, não tinha visto.

Como está sendo a experiência em Assunção, depois de tocar na Europa, São Paulo e Rio?

A recepção está sendo excelente. Fiz dois shows no La Trova, o bar do músico Hugo Ferreira, que já tem uma certa tradição de reunir um público que gosta de boa música. A gente juntou a música paraguaia com a brasileira. Misturamos no repertório canções conhecidas, para o pessoal se identificar com o Brasil mesmo. Fomos aplaudidos em pé pela platéia. Não tinha mais presenciado isto no Brasil desde a década de 80.

Você arriscaria dizer que o Paraguai ainda está no clima dos anos 80, em um movimento que a gente já viveu aqui no Brasil, com a explosão do rock brazuca?

Acho que sim. Mas o problema do Paraguai é que é um país muito pequeno, que se resume a Assunção. São Bernardino é uma cidade veraneio, ainda rola alguma coisa legal. O Paraguai é muito pequeno, tem pouco mais de 5 milhões de pessoas. É difícil ganhar dinheiro lá. Não penso em dinheiro neste mercado.

Fale de sua relação com a gravadora Kamikaze Records?

O Willy Suchar, dono da gravadora, tem os contatos lá e acesso à imprensa. No lançamento do meu disco foram jornalistas importantes. Fui a várias emissoras de rádio e televisão. A Kamikaze é como uma Trama do Paraguai. Mas o mercado de disco lá é muito difícil. Além de ser o berço da pirataria da América do Sul.

Qual artista paraguaio chamou a sua atenção?

Me aproximei do Rolando Chaparro. É um dos melhores músicos que já vi tocar nos últimos anos. O trabalho dele é maravilhoso. O guitarrista Orlando Bonzi, do Paraguai, também é excelente. Também tive a oportunidade de conhecer o cantor argentino Rubén Goldin. Ele é muito respeitado em seu país. Me contou a história da moderna música da Argentina e entendi como rolou todo o movimento. Sinto que existe uma união muito grande entre esses países de língua espanhola. Eles adoram a música brasileira. O Brasil é o principal país da América do Sul. O chileno está rodando muito para Europa. Era o que o argentino fazia na década de 80. O argentino era sinônimo da contestação política.

Como músico de Campo Grande, você sente que está mais fácil se aproximar da cena musical paraguaia e Argentina? O vento da nossa música está soprando para essa região?

Nós temos com certeza uma proximidade muito grande com estes povos latino-americanos. Por ser um Estado de fronteira. Os estados fronteiriços que mais absorvem isto são o Mato Grosso do Sul e o Rio Grande do Sul. O Rio Grande absorve muito da Argentina. E a gente absorve muito do Paraguai. Uma faixa de terra que passa pelo Paraguai, Argentina, o Pampa e o Pantanal e que tem a mesma vibração.

Não é mais moda ir tentar a sorte na Europa?

É porque está muito difícil viver na Europa. Muito caro, tudo muito caro. Antigamente tinha aquele negócio de você juntar grana na Europa. Hoje em dia não dá mais. Nem você trabalhando no mercado negro você consegue juntar grana.

Mas você está voltando para lá como artista contratado, através da gravadora Atlas Music. Como foi conseguir este contato?

Estava fazendo uma gravação com Hubert em julho de 2005 na Áustria. Acabaram me chamando para substituir o baixista do Kadero, um músico marroquino. Tudo de última hora. Tivemos um ensaio para tocar 20 músicas do cara. Depois do show dei meu disco para a Katrin Pröll da Atlas. Ela ouviu e me ligou no outro dia. Perguntou se tinha gravadora. Falei que não. Então ela disse que queria lançar o disco pela gravadora. Logo depois ela me mandou um e-mail dizendo que o Kadero foi o oitavo colocado numa pesquisa de mercado. Foi o oitavo disco de 2005 na Alemanha. Ou seja, uma gravadora pequena, com um ano de existência, conseguiu colocar um disco como oitavo na Alemanha.

O que há de prático nesta relação?

A Atlas Music vai lançar meu disco no verão deste ano. O CD já está pronto com novo encarte e programação visual. A gravadora tem distribuidoras na Inglaterra, na França, na Alemanha e no Norte da África. É ótimo porque já tive em Marrocos e no Egito na turnê com o Hubert. Se o meu disco chegar lá mesmo vai ser legal. Já toquei com Josef Dafer, da Tunísia, uma boa referência.

O fato de você ter tocado com o Hubert vai contribuir para alavancar seu trabalho na Europa?

Acredito que sim. O Hubert é um cara que consegue circular muito bem por lá. Ele já esteve na mídia. Foi top. De repente, começou a fazer um trabalho menos comercial, voltado para world music. Mais experimental e letras conceituais. Ele toca muito no assunto sócio-político e consegue destaque na mídia pelo fato dele também ser muito irreverente. Uma vez ganhou o prêmio Mozart, que é o grande prêmio da Áustria, promovido pela TV austríaca. Daí, ele ficou 20 minutos falando mal da TV que havia concedido o prêmio para ele. Tipo: “Vocês não me tocam e agora querem me premiar”. Ele é assim. Tem gente que odeia e tem pavor dele, mas é um cara que tem um poder muito grande na linha alternativa. Vai dar um impulso para meu disco.

Mas vai rolar grana nesse projeto?

A gente tem que fazer um contrato. Com certeza vou ganhar uma porcentagem do que vender.

E a Kamikaze Records, o que tem de concreto?

Na verdade, até agora a gravadora pegou alguns Cds e vendeu no Paraguai. Não aconteceu nada ainda. Sei que é diferente a condição do Paraguai em relação à Áustria. Estou investindo no Paraguai porque espero um retorno em termos de contato com outros músicos sul-americanos. Encaro a Kamikaze como uma porta para a América do Sul. Tenho muita vontade de conquistar a Argentina. Sou muito fã deste país. Pedro Aznar é uma grande referência. Astor Piazzolla para mim é vital.

Por que você acha que os músicos daqui não conseguem fazer uma pressão em Campo Grande e conquistar um maior público?

Primeiro, nos faltam empresários e produtores. Pessoas que peguem nosso trabalho, coloquem debaixo do braço e vão à luta. Porque o que acontece em São Paulo é que o músico tem mais estrutura, com uma pessoa fazendo este contato. Aqui não tem isso, só o pessoal do sertanejo. E eles não param de tocar. Mas um dia isso vai acabar. Existe a música sertaneja e a breganeja. A breganeja não tem nada a ver com Mato Grosso do Sul. O gaúcho do Mato Grosso do Sul usa calça jeans apertada e chapéu americano. O nosso bugre aqui usa botina e calça leve. É um outro tipo de sertanejo. Tão misturando música baiana com a gaúcha e dizendo que é a música de Mato Grosso do Sul.

Como você vê isso?

Não gosto. Não tem conceito. É extremamente comercial. A arte é conceito. Se for ver bem o que fazem, tudo é cópia. Nada é criado. Não tem uma melodia diferente.

Por que seu disco não toca nas rádios daqui?

Falam que minha música não é comercial. Um programador de rádio me disse isso. Disseram que minha música não é radiofônica. Não é radiofônica para eles. Se não quiser tocar, não toque. Não vou brigar e implorar. Mas vai chegar uma hora que minha música vai tocar.

A geração dos músicos conhecidos como Prata da Casa manda no Estado ainda?

Estão surgindo outros compositores. Só que é o seguinte: estes caras ditos Prata da Casa produzem até hoje. O Guilherme Rondon musicalmente evoluiu muito. Acho que ampliou bastante. Ele mostrou um samba que compôs em Assunção. Achei maravilhoso. Os Espíndola nunca pararam. Têm estilo marcado e sempre estão compondo. Principalmente a Tetê e a Alzira. Já o Almir (Sater) não vi nada de novo dele. Acho um grande músico e instrumentista. Só que não tenho visto nada de novo no trabalho dele nos últimos anos. O pessoal mais jovem está mirando outros compositores. Quando vejo o Olho de Gato tocando e o público cantando minhas músicas acho maravilhoso. Acho que tem uma nova galera vindo, como o Filho dos Livres, por exemplo. Acredito que o certo seria tentar emplacar estes compositores menos conhecidos daqui. Um tocar a música do outro. O Paulo Simões tocou muita música de Geraldo Espíndola e Geraldo Roca. O mercado está muito difícil hoje em dia. Lotar os 180 lugares do Teatro Prosa, por exemplo, é tarefa complicada. Então esta nova geração está na hora de emplacar outras coisas. Não que esqueçam os medalhões. Estes caras, a gente nunca vai esquecer, porque eles (Geraldo Espíndola, Paulo Simões, Geraldo Roca, Guilherme Rondon...) estão para o Mato Grosso do Sul como Gilberto Gil, Caetano Veloso e João Gilberto para o resto do Brasil. Jamais serão apagados. Eles têm trabalhos bonitos e marcantes.

Você é conhecido pelas histórias malucas. Conta uma das loucuras que fez em cima do palco?

Uma vez que fui tocar com o Perigo na Área, em São Paulo, na festa da Sabesp. Tava o Fernando Henrique Cardoso lá e outros figurões. Estava bêbado. Me deu vontade de fazer xixi. Olhei e vi que o banheiro estava muito distante do palco. Falei: "não vou chegar lá nem a pau". Não tive dúvida. Virei para trás do palco e mijei num vasinho. Ninguém acreditou.

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Gisele Colombo
 

Rodrigo, curti muito a sua matéria. É muito legal saber cada vez mais sobre os nossos ídolos da música sul-mato-grossense. Abraço Gisele

Gisele Colombo · Campo Grande, MS 20/4/2006 16:00
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maria alice
 

Grande entrevista, grande Rodrigo! Antonio Porto é um daqueles artistas tão grandes que não cabem em descrições simples. Quem já conhece e curte música de qualidade, é fã. Se as rádios não abrem espaço é porque têm uma percepção medíocre do gosto musical das pessoas. Meu filho tem 7 anos e adora o disco dele e a babá dele, que tem 24 e mora na periferia e seria, na visão das rádios, consumidora apenas de música breganeja, ama o disco dele. Acho que está na hora das rádios pensarem em oferecer outros produtos aos seus ouvintes. Não tenham medo de perder audiência, o povo gosta de música boa!!! Sucesso para Antonio Porto!

maria alice · Campo Grande, MS 24/4/2006 21:48
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Gilson Espindola
 

Antônio Porto é sem duvida um dos grandes nomes da música do Brasil. Eu tenho orgulho de ter começado minha vida musical com essa grande fera... É uma pena que ainda no Brasil e principalmente aqui em MS nós só valorisamos os nossos artistas quando eles passam para outra dimensão... Antônio meu irmão... você é grande e sabe disso.... Rodrigo, continue assim valorizando quem merece relamente... e olha que são muitos em nosso estado... você tem matéria prima pra dar com pau...heheheh grande abraço.

Gilson Espindola · Campo Grande, MS 25/4/2006 09:21
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Bia Marques
 

Antônio Porto por Rodrigo Teixeira foi sob medida. Esse ente de uma música sem fronteiras também já assinou seu nome na história e ainda tem muito mais por vir. Tenho que concordar com Maria Alice, música boa vai bem pra todos os ouvidos!

Bia Marques · Campo Grande, MS 25/4/2006 13:29
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Marcio De Camillo
 

Bom...quem não conhece Antônio Porto está ai uma oportunidade, Toninho é realmente músico, sabe o que é música, é um guerreiro nesse cenário nebuloso em que se encontra a música no MS, no Brasil e porque não dizer no mundo.
Antônio Porto é o nosso norte.

Marcio De Camillo · Campo Grande, MS 25/4/2006 21:46
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Balbino
 

muito oportuna essa matéria/entrevista, ouvi esse cd do Antônio Porto e me surpreendi com a qualidade das musicas e da produção do cd, já "apliquei" um monte de gente aqui por Cuiabá, ampliar horizontes, recordar o passado e soltar o verbo, valeu.

Balbino · Cuiabá, MT 26/4/2006 11:37
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Tânia Brito
 

"Nômade" retrata bem a música de Antônio Porto: sem fronteiras, sem barreiras! Uma sonoridade que deve ser levada aos quatro cantos, para todas as direções...Sob medida para pessoas de bom gosto e de sensibilidade aguçada. Parabéns ao Antônio Porto, merecedor de todos os elogios e comentários aqui postados; E ao Rodrigo Teixara, votos de que nos traga sempre seus belos textos e a disposição em divulgar o que realmente merece ser divulgado.NÔMADE: ALTAMENTE RECOMENDÁVEL!FAZ BEM AOS OUVIDOS E ÀS NOSSAS ALMAS.

Tânia Brito · Campo Grande, MS 29/4/2006 19:10
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Eliane Borges
 

" Música difereciada e de qualidade superior, pena que poucas pessoas tenham acesso,torço para que nosso país caminhe em direção a músicos como "Toninho Porto",nossos governantes precisam ter a sensibilidade que a "arte " é caminho que liberta o homem das traves que o impede de ser feliz ou pelo menos ter a esperança de tentar.
Eliane Borges
Cuiabá- Mt

Eliane Borges · Cuiabá, MT 6/8/2006 00:28
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Toni Porto
 

A música Nômade, que batiza o disco de Antônio Porto, está lá no banco de cultura!

Toni Porto · Campo Grande, MS 10/8/2006 20:31
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Olho de Gato
 

Grande mestre da música sulmatogrossense, demais a matéria!!

Olho de Gato · Dourados, MS 26/8/2006 17:39
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Toni Porto
 

valeu gente!!! vcs sempre seraum lembrados...

Toni Porto · Campo Grande, MS 23/9/2006 02:06
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João Fígar
 

Grande Toninho Porto, nós sempre curtimos por aí, é um amigão, um excelente musico, que rompeu as barreiras com o seu talento. Tenho a certeza de que isso não vai parar de acontecer.Toninho, sucesso e pé na estrada. Valeu Rodrigão pelo excelente trabalho que tem feito, divulgando a nossa música e valorizando nossos artistas, parabéns e obrigado
João Fígar

João Fígar · Campo Grande, MS 27/9/2006 11:19
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Joana Moroni
 

O homem mais incrível que eu já conheci...

Joana Moroni · Campo Grande, MS 4/11/2006 03:35
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luisa pfau
 

Olá, eu procurando um atlas hidrografico da bacia do rio São Francisco dei
de cara com esse cara, nem sei mais onde pesquisar, o pior é que vou descer o rio e em vez de um mapa vou levar melodias, que o TAO me proteja.....

luisa pfau · São Paulo, SP 3/1/2009 18:26
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