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Arlyson Loureiro: retrato de um artista carioca

Gisele Colombo
O violonista inspira-se na natureza local para fazer suas composições
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Gisele Colombo · Campo Grande, MS
21/7/2008 · 132 · 12
 

Um músico carioca encantou-se pelos horizontes sul-mato-grossenses e na terra campo-grandense fez sua morada. Escolheu para viver um lugar muito diferente do subúrbio do Rio de Janeiro, onde dedilhou os primeiros acordes do seu violão. No seu refúgio, nas proximidades da Lagoa Itatiaia, Arlyson Loureiro, artista apaixonado pela poesia da Música Popular Brasileira, compõe uma nova história. Longe da violência à que sua cidade natal foi submetida e que aprisiona aqueles que um dia prestigiaram a boemia carioca.

Há 3 anos vive em Campo Grande de bar em bar, onde canta músicas que atualmente já não fazem mais parte do repertório das novas gerações. Bisneto do maestro Algredo José Nunes, antigo regente da Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro, foi criado em meio à música brasileira. Com a banda Trem Azul, durante oito anos realizou grandes eventos e acompanhou artistas do quilate de Jorge Ben Jor, Rosana e Almir Guineto.

Agora o compositor quer dar a sua contribuição para o desenvolvimento da cultura de Mato Grosso do Sul e compartilhar suas experiências musicais conquistadas em turnês por diversos estados brasileiros e países da Europa como Dinamarca, Holanda, Suécia e Alemanha. E acredita que a miscigenação cultural, característica do Estado, é propícia para as experimentações de estilos musicais, desde que estas mantenham a raiz da música legitimamente brasileira.

Arlyson Loureiro prima pela qualidade técnica em seus projetos musicais. Como resultado de sua perseverança, acabou conquistando a admiração do maestro Turíbio Santos, diretor do Museu Villa Lobos, que depois de ouvi-lo tocar e cantar, o presenteia com a coleção de seus discos. A estrela americana, considerada a diva da Soul Music, Dionne Warwick, também ficou impressionada com sua qualidade musical num show que Loureiro fez no Rio Othon Palace. E em turnê na Bahia, o violonista conhece o empresário dinamarquês que o contrata para o projeto da gravação dos CDs intitulados “Noites do Rio”, cantados em português e com arranjos e acompanhamentos divididos com a banda Huligg de Copenhagen, ligada ao Conservatório Nacional da Dinamarca.

O compositor Arlyson Loureiro ingressa no próximo dia 25 de julho, nos projetos da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul para conquistar um espaço no cenário musical sul-mato-grossense. No Espaço da Poesia, sua participação homenageia os 50 anos da Bossa Nova. Está previsto também seu show na 2ª edição do projeto Som da Concha no dia 24 de agosto. Com aquela espontaneidade carioca, o violonista concedeu uma entrevista exclusiva para o Overmundo. Acompanhe a entrevista:

Como começou seu interesse pela música?
Arlyson Loureiro – Comecei a tocar violão na varanda de casa como a maioria das pessoas, eu tinha 11 anos, a vizinhança e os amigos começaram a ver e pintou uma oportunidade aos 16 anos para tocar numa escolinha do bairro, no subúrbio do Rio de Janeiro. O engraçado é que na primeira noite que peguei um violão num palco, faltou luz. E aí o povo começou a cantar junto, no meio da escuridão, e este fato eu achei muito bacana. Logo depois começaram os bares, e a formação de bandas. Nessa época eu toquei também em grupos católicos de teatro e música para iniciantes, quando surgiu a possibilidade de eu começar a concorrer em festivais de música sacra promovidos pela Arquidiocese do Rio. Ganhei duas vezes o primeiro lugar.

Qual foi a sua primeira banda?
Arlyson Loureiro – Foi a banda Trem Azul. Juntamos uns amigos, nos inspiramos no nome de uma música do Milton Nascimento, Beto Guedes e Lô Borges e começamos a fazer bailes na nossa vizinhança.

Quando você começou a fazer um trabalho solo?
Arlyson Loureiro – Eu sempre gostei de tocar violão, das composições, da inquietação, da poesia. E tudo isso foi acontecendo paralelamente com o trabalho da minha banda. Eu acreditava que o artista Arlyson Loureiro não poderia se apresentar sozinho por fazer parte de uma banda, aí eu comecei a fazer um trabalho de violão e voz, fazer minhas composições e músicas. A partir deste momento, começaram a surgir as viagens, os convites para tocar com outros artistas. Isso aconteceu quando eu tinha entre 16 e 20 anos. Tornei-me um profissional de canto e violão e me apresentei em quase todas as cidades da Região dos Lagos, no Estado do Rio.

Quais são os estilos que você mais gosta de tocar?
Arlyson Loureiro – Eu gosto de tudo que é do Brasil. O que for autenticamente brasileiro eu gosto. Eu gosto de tocar forró, jazz, bossa, samba, mas principalmente de música bonita.

Quais foram os artistas que mais te influenciaram?
Arlyson Loureiro – Eu venho do subúrbio do Rio de Janeiro, e como todo bom suburbano, eu sou sambista de carteirinha, de sangue. Mas como já andei muito por aí, descobri que a música do nordeste é maravilhosa. Sou influenciado pelo forró e pelo baião do Luis Gonzaga, pelo jazz americano, a minha música é negra, eu não gosto de música de branco. Me inspiro na Billie Roliday, em orquestras de grandes músicos americanos e misturei com a influência da negrada carioca. Gosto muito também do cancioneiro brasileiro, do repente, do congado mineiro, da música do amazonas, do berimbau da Bahia, do samba-rock de São Paulo e do samba-rock do Jorge Ben Jor.

Quais foram os artistas nacionais que você já acompanhou?
Arlyson Loureiro – Eu toquei com o pessoal da Alcione, do Ivan Lins, da Leny Andrade, Almir Guineto, Wanderley Cardoso, Rosana. Conseguir tocar com essas bandas foi uma conquista. Eu era guitarrista de um bar do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, chamado Chopp Terrace. Neste momento a Alcione só fazia um show por mês, e aí a banda dela estava meio ociosa. A gente se juntou para fazer um trabalho no Aeroporto Internacional e ficamos tocando durante uns dois anos. E quando tinha show dela, tocávamos juntos.

E quanto às suas composições?
Arlyson Loureiro – Estamos aí, né? A gente tem que colocar a cara para bater. Eu sou um intérprete violonista. E para o trabalho da noite, que eu venho fazendo há tempos, eu tenho que tocar as músicas dos outros, Milton Nascimento, Chico Buarque... Mesmo porque suas composições são exuberantes em beleza. Na minha forma de compor, na minha maneira de colocar as canções eu gosto de falar de amor, de aventuras, até da inquietação da própria vida do artista, do panorama nacional... O Chico Buarque tem até uma música que tem um verso que fala: “músicos a pé”. Eu também venho falando da realidade do músico brasileiro, da realidade do artista brasileiro de uma maneira geral, isso me inquieta muito. Porque o artista vive como um turista. Vive sem documentos, sem olerites, sem imposto de renda, ou seja, sem a proteção de ninguém. O cara fica aí largado no mundo. E é um perigo isso, pois voltamos aos anos 30, onde o músico era tratado como marginal.

Como acontece o relacionamento entre os artistas no Rio de Janeiro?
Arlyson Loureiro – É bem legal, porque o mais importante de tudo, é uma coisa implícita, o respeito à música. A gente ficava horas discutindo um acorde. No Rio a gente tem essa mania de não tocar errado, de não tocar feio. De sacrificar até o sotaque e se moldar à beleza e à exuberância da música brasileira. O Rio tem essa coisa interessante, e se você é desse metiê, gosta de tocar as músicas com qualidade, com respeito ao autor, que compôs aquilo com suor, você conquista parceiros. Porque fazer música não é fácil. Não pense que o Ivan Lins, ou o Chico Buarque sentam e a música sai inteira. É tudo mentira isso. Tudo é feito com muito suor. E quando a gente prima por esse valor à música as coisas vão acontecendo de uma maneira muito estranha. Os compositores acham você tocando em algum barzinho e falam para você aparecer na casa deles. Quando você tem um certo esmero pela música brasileira, você acaba se entrosando com os artistas cariocas. Porque eles querem qualidade, eles querem música boa. Muitos músicos se encontram para estudar as partituras das músicas, mas muitos também têm resistência a isso, porque não gostam de estudar música e não querem deixar seu ego de lado. Mas o entrosamento lá no Rio só acontece via qualidade musical.

Mas os artistas cariocas são abertos?
Arlyson Loureiro – Na medida do possível eles são sim. O Djavan tem um verso que eu acho muito legal que resume mais ou menos essa questão: “Eu só quero estar com quem me serve e o de resto serei breve”. É meio isso. Se você não tiver nada para trocar, não adianta. Se você só quiser sugar, se valer da música deles, da mídia que eles têm, eles vão sacar e não irão dar a abertura que você necessita. Agora se você for com a certeza que vai aprender música, com humildade, chegar perto deles, ser igual, eles serão iguais a você também. Não são todos, mas muitos deles são assim.

E foi assim que aconteceu o seu encontro com o maestro Turíbio Santos?
Arlyson Loureiro – Isso foi uma sorte danada. Tanto ele, quanto a Dionne Warwick, que é uma mega estrela americana. Foi por acaso, eu estava tocando num bar e o pessoal do Turíbio Santos alugou o bar para fazer uma reunião e ele estava muito zangado porque tinha música ao vivo. Um cara da expressividade dele não gosta de ficar ouvindo besteira, violãozinho. Ele viu meu retrato lá na porta e ficou muito bravo. E foi muito engraçado, porque depois que ele me viu tocando, ele achou legal, chegou perto, mas eu não sabia quem era ele. Ele chegou perto e pediu para eu tocar uma canção minha. Eu disse para ele que não tinha nada a ver tocar uma canção minha na noite, mas ele insistiu falando que era músico, na maior humildade. Ele insistiu e eu falei que tudo bem. Foi aí que me deu um estalo. Eu sabia que conhecia aquele cara de algum lugar. Aí eu perguntei para ele se ele era o Turíbio Santos. Ele disse que sim. Minhas mãos começaram a tremer, eu toquei a música toda errada e a gente sentou para beber depois e ficamos amigos. Ele é um cara super acessível. Eu fiquei feliz porque ele me procurou pela qualidade. A gente não se conhecia, ele não foi apresentado a mim e ele gostou do meu trabalho. Foi um presentão! Para você ter uma idéia da generosidade dele: ele doa todo o salário dele para a Fundação Villa Lobos, de onde ele é presidente, e vive dos concertos internacionais. Ele é violonista e faz concertos das obras do Villa Lobos. Tudo isso foi altamente gratificante.

Como aconteceu seu encontro com a Dionne Warwick?
Arlyson Loureiro – Ela se sentou no bar do Othon Palace Hotel, na avenida Atlântica, Copacabana e começou a tirar fotografias minhas. Ela batia palmas e eu comecei achar que era uma mulher louca. Ela estava com um turbante. Aí vieram me dizer que era ela. Pediram para eu sentar na mesa e eu fiquei com aquela cara de bobo. A mulher tinha tocado com o Michael Jackson, Quince Jones, George Benson, e ela ali gostando do meu trabalho.

Como foi a sua experiência na Dinamarca?
Arlyson Loureiro – Eu estava tocando na Bahia, aí apareceu um dinamarquês chamado Jesper Rhode Andersen. Começamos a conversar e ele disse que queria vender o meu trabalho lá em Copenhagen. Gravei para ele um disco violão e voz, e ele foi embora. Em 1996 ele levou o esse disco e em 1997 eu já estava em Copenhagen. No início deste ano, já tínhamos 18 shows vendidos e começaram a aparecer convites dos conservatórios de música de lá. Todos os países do primeiro mundo tem uma cidade chamada, Tomorrow City (Cidade do amanhã). Tudo de moderno no mundo, eles levam para essa cidade para testar. Na Dinamarca, esta cidade chama-se Farrum, que fica a 120 Km de Copenhagen. Eu fui neste lugar para tocar para professores e artistas. Eles queriam ter contato com a música brasileira. Tive a oportunidade de tocar nos conservatórios das pequenas cidades e no Conservatório Nacional da Dinamarca. Destas apresentações, o meu produtor montou uma banda comigo e os professores dos conservatórios e gravamos dois discos de música brasileira. Tocadas por dinamarqueses e cantada em português. Eles respeitam a nossa língua. Foi uma escola para mim. Lá havia um quarteirão inteiro só de estúdios de música. Os dinamarqueses têm a consciência de que a música é a salvação cultural de um país, de que sem música, o país não enxerga direito. Fiquei sabendo de músicos que já tinham ido para a Dinamarca e a Escandinávia, mas nunca encontrei um que tenha participado deste projeto. Foi muita sorte minha. Essa experiência foi fundamental na minha vida.

O que motivou a sua decisão de mudar-se para Mato Grosso do Sul?
Arlyson Loureiro – Eu ia sair do Rio de qualquer jeito porque morar lá ficou insuportável. As notícias que estamos vendo agora eu já vinha prevendo há 3 anos, época em que me mudei para cá. O descontrole da violência, eu já tinha sido assaltado 12 vezes. As casas noturnas fecharam por causa da violência e as pessoas não saem mais de casa para verem poesia. Não se ouve mais música no Rio. Descobri esta terra maravilhosa na qual quero ajudar a vislumbrar novas visões na questão cultural. As experiências que a vida me deu eu quero repassá-las e revivê-las aqui. Quero aproveitar este momento de total tranqüilidade. Aqui em Campo Grande você sai na rua e sua concentração não é abalada. Você anda por aí concentrado, não tem tiro, não tem batida de carro, não tem engarrafamento, não tem uma energia humana negativa na cidade. Ficamos ainda subordinados à natureza que aqui ainda existe. Isso é maravilhoso. Para o poeta isso é um prato cheio. A função do artista é se espraiar mesmo. Ao contrário do que é posto, a sociedade necessita do artista. Ele é o pensador, o filósofo, o apoiador de idéias. Se ele chega de uma maneira respeitosa, com um trabalho sólido, ele conquista qualquer lugar. O povo daqui é ávido por saber coisas. É tudo que o artista precisa. Busquei um novo horizonte e Campo Grande me deu isso. Estou vivendo um momento que já tinha vivido há anos atrás no Rio de Janeiro.

Como você conheceu os artistas de Mato Grosso do Sul?
Arlyson Loureiro – No Rio eu conheci o Paulo Simões, o Antônio Porto, o Sandro Moreno, artistas daqui que eu sempre tive o maior carinho por eles, o maior respeito. Eu não tinha noção do tamanho do trabalho do Paulinho. Achei muito bacana o trabalho dele e nós começamos a nos freqüentar um pouco mais. Eu ter vindo morar aqui tem muito a ver com o universo da poesia dele. Ele é um cara super acessível, um poeta maravilhoso e um ótimo músico.

O que você tem a dizer sobre a música sul-mato-grossense?
Arlyson Loureiro – Eu a acho muito rica e eu vim aqui dar a minha contribuição para a cultura deste Estado. O movimento musical está rolando e eu quero fazer parte dele, quero mostrar meu som, minhas músicas. Eu quero fazer parte do contexto, porque apesar de aqui existir o título “a música sul-mato-grossense”, regionalizada, o pensamento não é regionalizado. A atividade musical não é regionalizada, mas talvez a cabeça do artista seja regionalizada. Eu concordo com ele, porque ele é um cara que vive no universo daqui, mas eu vejo a oportunidade de haver uma simbiose, uma troca maravilhosa, de um manancial de música que eu trago do Rio de Janeiro e do resto do Brasil. Quero promover a troca, a não estagnação, o aprendizado e outras influências. Os músicos daqui tiveram influências que eu não tive, e eles não tiveram as que eu tive. Isso é fundamental e eu percebo que tem muito trabalho pra ser feito e ser apresentado nos Festivais do Estado, como o América do Sul e de Bonito, nos espaços que a Fundação de Cultura dedica à música, como o Espaço da Poesia, Som da Concha e projetos como o MS Canta Brasil. A vida cultural aqui é bem movimentada mas o manancial de músicas pode crescer ainda mais, com novos estilos. Não é uma questão de regionalizar ou desregionalizar. É preciso usar novas fórmulas musicais. A cabeça do músico local pode ser nacionalizada e até internacionalizada. Ele pode ser um representante não só da música sul-mato-grossense, mas ele pode se abrir para um campo ainda mais vasto. O processo cultural leva para esta direção. A cultura, pelo menos a musical, deve ser aberta.

Você acredita que Mato Grosso do Sul pode virar referência da cultura nacional?
Arlyson Loureiro – Sem dúvida nenhuma. Basta a gente querer, acabar com as pequenas manias. Primeiro os artistas e depois os condutores da cultura estadual. É preciso acabar com os vícios e de querer imitar a cultura de outros estados, tentando se adequar ao mercado do Rio e São Paulo, por exemplo. Nós temos que encontrar as nossas próprias soluções, nossos artistas e nossas músicas. Com o pouco tempo que estou aqui, percebo que a música do Estado perante o resto do país ainda está indefinida. Fica entre polca, chamamé. O chamamé é do Rio Grande do Sul. A polca é música do Paraguai. A música é bonita, tenho respeito, mas é para paraguaios. Aqui no Estado existe uma vertente de artistas que se influenciam por ela, mas eu acho a música brasileira muito mais rica que a do Paraguai. Se você for a Assunção, você vai ver a música brasileira ser tocada. Os músicos de lá tocam a nossa música, e os músicos de Mato Grosso do Sul tocam a música do Paraguai. Aí eu não entendo. E outra questão. Se for para tocar a música do Paraguai, vamos falar o espanhol corretamente, em respeito à língua deles. Porque quando os paraguaios tocam e cantam a nossa música, eles respeitam a nossa língua, a cantam até sem o sotaque. Mato Grosso do Sul precisa repensar tudo isso. É preciso respeitar as outras influências musicais e não só aquelas que nós achamos que são só as de Mato Grosso do Sul. Nós temos que achar uma representatividade histórica para nos influenciarmos. Querer ser autêntico, mas sem o respaldo do cunho popular e cultural da nossa terra, não adianta. Eu falo nas minhas canções dos animais, das plantas, da terra, das cidades, do povo, das árvores, dos rios. Se existe isso aqui, é pouco divulgado. Os gringos fazem músicas com os nossos nomes e nós não falamos. O que está acontecendo? Mato Grosso do Sul tem todas as condições para ser um Estado de referência cultural, se cada um dos artistas não ficarem preocupados com seu próprio quinhão.

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JACK CORREIA
 

Gisele, o artista em questão está bem apresentado ao Overmundo, pois a sua matéria está ótima! Achei um pouco confusa, e até questionável, a forma pela qual o artista se define musicalmente, considerando os gêneros musicais que o influenciaram e as suas "preferências auditivas" como: música de branco x música de negro com a frase "minha música é negra, eu não gosto de música de branco". Não sei, mas se pensarmos, por exemplo, em Bossa Nova (música de branco e que teve origem nos bairros de classe média no RJ), não dá pra deixar de pensar que esse movimento musical tem influência também do samba e do jazz (música de negro), sem falar de estilos musicais onde podemos encontrar o índio, o branco e o negro em um mesmo som! Mas essa é uma opinião pessoal sobre música, apenas, não uma crítica destrutiva ao artista que você nos apresenta. Mais uma vez, digo que sua matéria está ótima, parabéns, e só nos resta esperar mais postados seus. Abraços.

JACK CORREIA · Crato, CE 20/7/2008 19:22
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Gisele Colombo
 

Jack, obrigada pelas palavras, as críticas são sempre bem vindas, por ninguém é dono da verdade e estamos aí para "Pôr a cara para bater" mesmo. Em minhas entrevistas coloco na íntegra as falas do entrevistados, portanto, eles é que são responsáveis pela difusão de suas idéias. No caso do Arlyson, acredito que ele quis dizer que a música negra tem mais suwing, um ritmo que lhe agrada mais. Não é uma questão de preconceito. Mas valeu pelo voto! Estarei sempre aqui! Abcs Gi.

Gisele Colombo · Campo Grande, MS 20/7/2008 20:17
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Jair Jnusi
 

Votado e aplaudido de pé!

Jair Jnusi · Rio de Janeiro, RJ 22/7/2008 16:44
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Balbino
 

o último parágrafo dessa entrevista é intrigante. vamo lá, vc diz ser a polca um estilo de música paraguaia, mas ela nasceu na região da Boêmia antigo império Austríaco se expandindo por toda europa e partes da américa, isso tudo no início do sec 19. o chamamé é mistura de guarani, espanhol e italiano, uma mistura linda como é toda nossa cultura, nosso povo, seria estranho se o chamamé não fosse tocado aí em MS pois é um dos berços de tal estilo musical, quanto a cantar as "coisas" da nossa terra, Tetê Espíndola, Almir Sater, Rodrigo Teixeira, Antonio Porto, Geraldo Ribeiro, Geraldo Espindola e tantos outros conhecidos aí e no mundo todo já fazem com muita propriedade, então meu caro os estilos estão aí para serem degustados, é muito indelicado(ou pretencioso) de sua parte achar que "nossa" música é mais que a música paraguaia, essa questão passa por preconceito histórico aos Paraguaios, um povo resistente e muito bravo culturalmente, bravo no sentido de manter as tradições apesar de terem sido espoliados durante séculos. é isso, grande abraço.

Balbino · Cuiabá, MT 23/7/2008 18:15
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Daltro Júnior
 

Valeu Gi,abraços !!!!Sempre na divulgação,é isso aí,nos vemos!!!!

Daltro Júnior · Corumbá, MS 24/7/2008 10:43
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Gisele Colombo
 

Obrigada amigo! Como estão os preparativos para sua exposição? Quando for acontecer me avise para eu fazer a divulgação. "Tamo junto", sempre! abraços Gi

Gisele Colombo · Campo Grande, MS 24/7/2008 10:48
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Gisele Colombo
 

Balbino, obrigada pelas considerações. Promover o debate é sempre importante! Abcs Gi

Gisele Colombo · Campo Grande, MS 24/7/2008 10:50
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Bianca Ferreia
 

Até concordo com o Arlyson sobre a violência do RJ mas eu tentei fugir disso indo morar na Bahia, mas não aguentei 1 ano. A saudade me fez voltar. Mas voltando ao assunto: o meu comentário é sobre esse artista excelente que é o Arlyson. O conheço há mais ou menos 10 anos e realmente a musicaliodade dele é fantástica. Não sou nenhuma entendida no assunto mas eu adorava vê-lo sentadinho em um banquinho, num bar carioca qq e ouvir, só ouvir e nada mais. Eu sou uma apaixonada pela voz dele. Ele faz falta aqui sim, mas com certeza vai encantar a todos ai em Mato Grosso.

Bianca Ferreia · Rio de Janeiro, RJ 24/10/2008 09:50
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Gisele Colombo
 

Obrigada pelo seu comentário Bianca. Realmente é um prazer ouvir o Arlyson cantar. Agora ele alegra os sul-mato-grossenses com sua arte. Abcs Gi

Gisele Colombo · Campo Grande, MS 24/10/2008 12:03
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adrianacarmo
 

Um dos melhores músicos que conheci em toda minha vida. Uma pessoa incrível. Culto, inteligente, sabe o que quer. Ele faz muita falta aqui no Rio. Fico feliz de saber que ele encontrou um lugar pra ser feliz. Te amo amigo! Pra sempre em meu coração. Valeu Gisele, por tê-lo posto em evidência, que é o seu lugar! Parábens ao povo de Mato Grosso do Sul por tê-lo em seus braços! Mande um grande beijo a esse amigo!

adrianacarmo · Duque de Caxias, RJ 7/11/2008 21:51
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Bianca Ferreia
 

Gisele,

eu criei uma comunidade para o Arlyson no orkut. O link é esse:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=54697796&refresh=1

Me ajuda a divulgar???? please???

Bianca Ferreia · Rio de Janeiro, RJ 4/2/2009 16:42
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Gisele Colombo
 

Pode deixar que divulgo sim Bianca!

Gisele Colombo · Campo Grande, MS 5/2/2009 08:57
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Com o maestro Turíbio Santos zoom
Com o maestro Turíbio Santos
Com Lúcio Nascimento, baixista do Trio da Leny Andrade zoom
Com Lúcio Nascimento, baixista do Trio da Leny Andrade
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Em 1991 com Vanderlei Cardoso
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