Por Jefferson Pinheiro e André de Oliveira, da Catarse – Coletivo de Comunicação
“O Chico Caruso, num debate aqui na UFRJ, disse que não sou cartunista, sou ativista. Que quero botar fogo no mundo, enquanto ele e outros cartunistas como Jaquar e essa turminha querem construir uma mÃdia democrática para o Brasil: Rá, rá, ráâ€.
QuerÃamos a palavra do artista que tem sua obra exposta nos folhetos zapatistas no México, no muro dos campos de refugiados palestinos no LÃbano, nas revistas dos sindicatos coreanos, nos livros bielo-russos sobre anarquismo e em tantas outras causas humanistas de peso na atualidade. Era preciso saber como ele encara toda essa influência do seu trabalho militante sendo negociado somente pelo valor da imagem e das idéias que elas trazem. Mas ouvimos mais. Latuff, além de construir novos padrões de compartilhamento da cultura, assume o engajamento polÃtico como essência de sua arte.
Chegamos até o cartunista Latuff para conversar sobre cultura livre, como parte de uma reportagem especial para a TV Brasil. Uma versão da entrevista foi publicada no jornal Brasil de Fato, na edição de 20 a 26 de março. Aqui, ela está na Ãntegra: http://agenciasubverta.blogspot.com/2008/03/arte-engajada_27.html.
Então, qual a tua arte, o teu trabalho?
O papel da arte não é ser correia de transmissão de polÃticas reacionárias. A arte que vale a pena hoje é aquela que questiona exatamente esses modelos. Ela tem que te colocar na parede, tem de fazer você sentir. Não precisa ser o tempo toda engajada, mas falta arte engajada. Comparativamente, por exemplo, à época da ditadura, que você tinha muitos artistas que davam a cara para bater, que produziam arte de contestação no cinema, no teatro, na poesia, no desenho, pintura, escultura. Mas hoje, de acordo com o pensamento vigente, não existe mais necessidade de se levantar, de reagir, de questionar porque nós estamos na democracia. “Resistir só faz sentido quando você tem tanque na rua...†É um ledo engano pensar a liberdade dessa forma, porque hoje se vive num sistema autoritário, de pensamento único, em que a mÃdia dita para você o que é ou não verdade.
Democracia é o que tem lá nos Estados Unidos, que só dois partidos centralizam a disputa? Democracia é o Paquistão, porque os Estados Unidos apóia o regime? O governo norte-americano ao mesmo tempo em que diz que Cuba é uma ditadura, não se refere como ditadura ao governo do Paquistão, porque é pró-americano. Dizem que o Hamas ganhou as eleições legÃtimas, na Palestina. Houve observadores internacionais... Mas eles são considerados terroristas. Depois do 11 de setembro foi foda, inverteu tudo.
Então nem tudo pode ser arte engajada, porque senão fica chato. E nem tudo pode ser entretenimento, porque fica vazio. É preciso ter a combinação das duas coisas, que é o que não vemos atualmente. Hoje, é só entretenimento, e nele já tem a questão ideológica colocada, só que de maneira subliminar ou lúdica. As pessoas não percebem. Normalmente, o cara que assiste Jack Bower ou Tropa de Elite é daquele tipo: “Ah, eu não gosto de polÃtica, eu não sou polÃticoâ€. Mas já está sendo cooptado sem saber.
Tu acreditas no poder de transformação da tua arte?
Eu questionava se a charge poderia ser, de fato, um agente transformador. Eu pensava: “Porra, mas é só um desenho na revista, num jornal, na internet. Um desenho não pára um mÃssel, não pára uma balaâ€. Mas aÃ, conversei com um cara, em Gaza: “Vem cá, faz diferença meu trabalho para vocêâ€? Falou que sim, que dava ânimo para eles, levantava a moral. Aà ele me fez lembrar que um dos heróis do povo palestino é um cartunista: Najir Al Ali. Então pensei: “Caralho, é isso. Realmente faz diferença. A arte levanta a moral quando você está na crise, é um tapa no ombro, é um afago na hora que você precisaâ€.
As pessoas precisam conhecer teu trabalho para que ele tenha esse efeito, e até Gaza tem um caminho... Qual é a relação que tens com tua produção, na questão da distribuição, do uso das imagens?
Antes da internet, eu não tinha qualquer perspectiva de ter o meu trabalho exibido nacionalmente ou fora do Brasil, porque eu dependeria, teria de me vender para um grande truste de comunicação. Mas com a internet ficou plenamente possÃvel a distribuição dessas imagens.
Quando você cria uma página na internet, um blog, ou envia um desenho por e-mail para alguém, existe um fluxo, é o que se diz de processo viral. Eu achava que esse fluxo se restringia ao mundo virtual. Mas aà é que vem a mágica do negócio: o sujeito vê aquele desenho na internet e tem a possibilidade de imprimir, reproduzir numa publicação. Fiz uma charge sobre o atentado contra Benazir Butto, e saiu em jornal de grande circulação lá na Turquia. Eles pegaram na internet. Assim como acontece com o Comitê de Solidariedade aos Zapatistas, que pegava os meus desenhos e reproduzia em posters, folheto, panfleto, numa camisa. Os comitês de solidariedade à Palestina, ao Iraque, fazem da mesma maneira. E, aÃ, fodeu, aà corre… É um processo multiplicador. Eu não tenho controle sobre isso. É domÃnio público. E é isso que me importa, pois essas imagens apresentam uma visão diferente da grande imprensa burguesa e corporativa. São aquelas verdades inconvenientes que eles não querem que sejam vistas, mas a internet consegue quebrar esses bloqueios midiáticos. Então, para mim, como artista engajado, o copyleft é a melhor solução.
Tu não estás preocupado se pessoas ganham dinheiro com essa liberdade de uso das imagens? Como é tua arte ser de domÃnio público, de se apropriarem dela, mesmo que tu não saibas pra quê?
Aà vem o ativismo. Só é possÃvel fazer isso com vistas a uma questão polÃtico-social. Não é uma questão monetária que está em jogo. Tem gente que usa esses desenhos para fins da militância, têm outros que são para embolsar, mas isso não é importante para mim. Por exemplo, a imagem do Che Guevara usando um kafia, aquele lenço que se coloca na cabeça... Aquele desenho, independente de neguinho faturar ou não, o que importa é que ele esteja rodando, esteja vivo.
Ano passado me mandaram uma fotografia de um campo de refugiados palestinos no LÃbano e tinha esse desenho (mostra a camiseta que está usando) na parede. É isso que eu quero, que esses desenhos façam parte do ideário, do imaginário das pessoas, porque eles têm uma mensagem positiva sobre os palestinos que você não vê em lugar nenhum, porque o senso comum sobre os palestinos é que são terroristas, assassinos, fundamentalistas. Então, para quebrar o senso comum a melhor maneira, a que toca mais profundamente, é através da arte. Muita gente vai soltar foguetes quando eu bater as botas, vai abrir champagne no dia em que eu morrer. Se você procurar no Google pelo meu nome, você vai ver gente que me ama e que me odeia. Num site chamado Likudnik, em Israel, me ameaçaram dizendo que Israel já deveria ter cuidado de mim de um jeito ou de outro. Então, é sempre possÃvel que alguém tome uma providência contra mim. Mas aà vem o exemplo do Najir Al Ali, que foi assassinado em Londres. O trabalho dele continua rodando o mundo, o tempo todo. Isso é a vitória maior.
E como é isso de também usar a arte para sobreviver?
Tenho um trabalho paralelo que faço junto à imprensa sindical, desde 1990. Se construà uma carreira, consegui viver até hoje, comer, foi graças à imprensa sindical. Com meus pontos de vista, jamais poderia trabalhar na grande imprensa. A não ser que eu fosse uma espécie de Arnaldo Jabor, que me vendesse. Tem muita gente que tem um passado comunista ou de esquerda, que diante das “circunstânciasâ€, do chamado do canto da seria da mÃdia, se vende. Franklin Martins era guerrilheiro, agora acho que é até ministro, né?
Eu achava que ter um passado guerrilheiro era credencial para alguma coisa. Porra nenhuma! Que aÃ, os caras ficam velhos e viram a casaca fácil! Como se essa coisa da queda do muro fosse a desculpa que precisavam: “Não tem mais a disputa ideológica de esquerda e direita… os tempos mudaram… agora é democraciaâ€. AÃ, os caras abrem as pernas. E vai trabalhar onde? Na Globo, para de repente bater nos movimentos que, no passado, ele tinha afinidade ideológica.
E a gente ainda vive numa luta de classes…
Evidente! Dizer que não existe luta ideológica é conversa fiada. Agora, “tudo é mercadoâ€. É muito ruim, hein! Se fosse assim, bastava você pagar para ter publicado na grande imprensa qualquer conteúdo. Mas não é assim que a banda toca. Em 1999 eu queria fazer uns outdoors de uma exposição de charges sobre violência policial, com o tÃtulo “A PolÃcia Mataâ€. Eu tinha o dinheiro, mas a empresa de outdoor se recusou. “Ué, mas não é o mercado? Não tinha o dinheiro?†Essas censuras são permanentes, continuam. Não é oficial, como na época da ditadura, mas agora você tem a censura do mercado, que é baseada também em questões ideológicas.
Eu lembro que a CUT tinha um esquema para montar uma emissora de televisão, com estúdio, tudo pronto, mas não conseguia a concessão. Como é que se dá concessão de rádio e TV? É uma questão mercadológica? Nada disso, é uma questão essencialmente ideológica. Mas tem sempre esses arautos do mercado, do liberalismo dizendo: “Não, caiu o muro, agora não tem mais esquerda e direitaâ€.
Aqui que não tem! Neguinho bate no Chavez 24 horas! É unÃssono. Não é possÃvel que num paÃs enorme como o Brasil, de norte a sul, todas as emissoras só batam no Chavez. Não pode haver essa unanimidade, tem de ter um contraponto. Até nos EUA, que são aquele monte de reaça, você tem contraponto. Sobre a guerra do Iraque, sobre a questão palestina, em Israel você tem o contraponto.
E o que tu achas sobre essas pessoas que transgridem com o direito autoral para fazer circular mensagens?
Tem um novo filme do Brian de Palma chamado “Redactedâ€, que já está na internet, devidamente legendado. Eu baixei e assisti. O Brian de Palma não tem trajetória de militância, é essencialmente um diretor hollywoodiano, comercial. Rapaz, esse “Redacted†é uma porrada, um soco no estômago. Mostra os eventos que antecederam ao estupro de uma menina de 15 anos, a sua execução e da sua famÃlia por soldados americanos em Samara, no Iraque. Se você não sabe que foi o Brian de Palma que filmou aquilo, você vai dizer que é o Michael Moore ou qualquer ativista de esquerda, comunista. Fernando Botero, que não é artista engajado, é um pintor de galerias, viu aquelas imagens de prisioneiros sendo abusados em Abu Ghraib e resolveu fazer uma série de pinturas que incomodam as pessoas, e elas não estão à venda. A maioria das galerias dos EUA se recusou a exibir as pinturas. Ele, que sempre encheu o rabo de dinheiro com aquelas figuras rechonchudas, teve seu chilique. Então, mesmo que o sujeito não seja um ativista, se como artista, de vez em quando, comprar essas brigas, lutas justas, já está bom. Que você não vê um puto de um artista fazer concerto pela Palestina. Diversas outras campanhas que você possa imaginar, eles fazem: Darfur, as baleias, aquecimento global, o caralho de asas, mas você nunca tem da Palestina.
Eu espero que os artistas sejam tocados, porque a situação está muito feia. As idéias fascistóides estão brotando do chão como erva daninha, estão ganhando espaço, sendo bem recebidas pelas pessoas. A grande mÃdia tem servido de alto-falante para essas coisas. É preciso voltar a incomodar, o que não está mais acontecendo. Está todo mundo abraçando o pensamento comum: todo mundo só quer o entretenimento… E a ideologia vai sendo colocada na nossa bunda no entretenimento, mas ninguém sente. É preciso que os artistas tenham um Ãmpeto guerrilheiro.
Sou fã do Latuff há muito tempo.
Parabéns pela entrevista!
Li atenciosamente,achei uma entrevista maravilhosa.Ainda que dita as verdades que nós já sabemos.
Na verdade os interesses são difusos.Infelizmente a mÃdia faz esses heróis,e deixam de lado talentos e verdades.Não temos liberdade essa é que é a grande verdade.Parabéns pela matéria!.
"Que você não vê um puto de um artista fazer concerto pela Palestina. Diversas outras campanhas que você possa imaginar, eles fazem: Darfur, as baleias, aquecimento global, o caralho de asas, mas você nunca tem da Palestina."
É o que eu venho dizendo sempre...
Liberdade em mÃdia depende do dono da mdia.
É a voz do dono que comanda, penso isso, por enquanto, desde que me informava do que se passava no mundo pelos murais da faculdade de jornalismo da Ufrgs, em 1974.
Passado esse pouco tempo, como diria Assis Chateubriand, nada muito mudou.
Se ele não disse, poderia ter dito, posto que conhecia o ofÃcio como mestre dos de cima, antes dos de hoje, uns ainda aprendizes de manipuladores, outros já calejados de tanto que lhes puxam as partes baixas.
Latuff é cartunista!
Outros que também o são estão engajados noutros tachos, diria um gajo.
Os que a nada servem, servem para o quê?
ANDRÉ!
O "Carlos Lattuf" sabe o que diz e o que cria.
Aprendi um pouco mais.
Parabéns pela matéria!
Abraços.
Lailton Araújo
Vox Populi ( depende do populi... ) !
Pra ver e guardar de tão raro !
Então nem tudo pode ser arte engajada, porque senão fica chato. E nem tudo pode ser entretenimento, porque fica vazio. É preciso ter a combinação das duas coisas, que é o que não vemos atualmente. Hoje, é só entretenimento, e nele já tem a questão ideológica colocada, só que de maneira subliminar ou lúdica. As pessoas não percebem. Normalmente, o cara que assiste Jack Bower ou Tropa de Elite é daquele tipo: “Ah, eu não gosto de polÃtica, eu não sou polÃticoâ€. Mas já está sendo cooptado sem saber.
Excelente texto e entrevista de qualidade do cartunista Lattuf e achei super inteligente e colo este trecho super. Viva POA!
Também sou fã do Latuff há muitos anos! Legal encontrá-lo por essas bandas...
Kuja · São Paulo, SP 4/4/2008 20:47
concordo com o Latuff em quase tudo.
apenas discordo quando ele trata dos contrapontos. Penso, muito comigo mesmo, que não há mais dois lados definidos como na é poca do muro de berlim: leste/oeste, direita/esquerda, par ou Ãmpar etc. no mundo globalizado não existem mais bandeiras, cada qual joga no seu time, vive-se num mundo deveras individualista. todos contra um e um contra todos!A globo defende , por exemplo, os interesses mesquinhos dela, os sindicatos defendem os deles, mas não são nem de longe contrapontos. o mercado , em verdade, tornou-se uma colcha de retalhos: acredito que toda tese carrega uma antÃtese que compõem uma sÃntese. Nos nossos dias, vivemos numa sÃntese constante, não sabemos ao certo qual é a tese e qual é a antÃtese exatamente, pois tudo é muito rápido, muito veloz, a nossa percepção ainda limitada. à s vezes estamos pensando trabalhar para a esquerda que se tornou-se direita, mas já somos em realidade uma direita se tornando esquerda e assim por diante. è tudo muito Ãntimo, nessa relação entre direita e esquerda, hoje não se tem como definir quem é quem, salvo honrosas exceções como o próprio Latuff.
De resto estou plenamente de acordo. A arte tem de ser engajada, e toda arte é engajada de alguma forma:
É PRECISO VOLTAR A INCOMODAR!!!!!
obrigado a quem me convocou a opinar e votar.
Parabéns ao responsável pela matéria! excelente entrevista!
abraços,
Taà um cara de boa cepa, esse Latuff, Kais.
Eu prefiro que as crianças todas, de todos os paÃses, atirem pedras nos tanques de guerra, porque prefiro a paz a essa bestialidade que a humanidade insiste que democratiza, humaniza, liberta quarará, quarará, quaquá. Aliás, eu prefiro mais que os donos dos tanques deixem de existir e as crianças brinquem neles bem assim.
Eu também vejo zero igual a 360, opostos se igualando, quando se pensa redondo, mas não vejo o mesmo, nem igualdade entre o chão do meu barraco e a cobertura do 36º.
Na vertical é muito diferente zero de 360.
Os de baixo (Salve, Florestan! Honra a Martin Luther King!) sabemos quem são os de cima
- tira o pé da minha orelha,
vai estragar meu penteado,
ô seu filho da macega,
pensas que eu não sei
de que borracha é feita
a sola da tuda bota
ô soldadinho,
foi meu irmão que colou ela aÃ,
fez 300 pares no mês
e recebeu de salário em 30 dias
o preço de só duas.
Quem ficou com as 298
é quem te arma contra mim
o filho da laranja mecânica azeda!
Já avisei pra tira o pé da minha orelha
capacho de sinistro...
olha que o fogo amigo te pega...
defenestra, penetra,
volta pra Saturno,
que teu mundo é outro,
imundo do coturno.
---
Perdão, kais, é que incorporou uma santinha do pau oco ni mim. Eu gosto do Latuff e penso que é cartunista, sim.
Beijin, guri.
grande latuff!
referencia na atuação dos mais diversos movimentos populares.
André, (todo andré é inteligente)
Verdade. Castro Alves não ganhou um só tostão com suas poesias. Os grandes versos dele foram declamados em Praça Pública, correndo da polÃcia na maioria das vezes.
As imagens de negros cantadores de misturas de rÃtimos e sons
da Jamaica, certamente, não lhes rederam um centavo.
Quando se fala em dinheiro quer se falar em contabilidade,
não se fala em balanço. Este só a história o fará.
Os crÃticos via cartuns, ou mesmo sobre anedotas, piadas, entre nós, no Brasil, por não serem muitos em cada geração teve sempre este sentimento de desapropriação:
-a) Chico AnÃsio se diz amargurado; como que não admitindo a possibilidade de substituição, e o será, até pela morte.
- b) Ziraldo se sente injustiçado, e assim por diante.
c) Jorge Amado morreu dizendo que Ditadura nenhuma jamais
o proibiu de fazer nada.
E é assim - Ninguém vai interromper a História,
quero agradecer ao Kail, pela dica.,
um abraço andre.
André M. de Oliveira · Porto Alegre (RS)
A Lutada Vida é PolÃtica.
Lutam pelas riquesas produzidas e em potencial.
A Midia é engajadÃssima.
a mÃdia dita para você o que é ou não verdade.
Até as novelas passam as dicas do interesse da mÃdia e dos grupos PolÃticos que defendem o Neoliberalismo e a Globalizacáo.
Parabéns pelo Trabalho.
Muita Coragem.
Grande contribuicáo.
André Oliveira, desculpa eu da indelicadeza de ficar conversando cono o amiguinho Kais no teu postado e nem te dar os parabéns pela postagem de nosso cartunista requerido e amado.
Perdoa eu, tá? É que ando meio doidinha, mais que sempre fui, atazanada por umas questõezinhas de vida privada e perdi a noção do social, das gentilezas que merecias e que acabei esquecendo.
Não me queira mal, guri.
Beijin.
André, excelente reportagem, as colocações do Latuff são perfeitas. Obrigada Kais por me convidar a visitar tão boa reportagem, não tenho tido tempo de visitar o Over, infelizmente. Mas, adorei, principalmente pelos destaques sobre a Palestina e sobre os grandes nomes da midia que se vendem a Globo.
beijos
http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=605
Para mais do Latuff e algo mais ...
Fui dar uma conferida no site israelense que pede a cabeça do Latuff, e não é que os nazistas dedicaram uma página inteira para o nosso artista BRASILEIRO?! Não era do nosso governo ir tirar satisfação??
http://www.likudnik.co.il/Front/NewsNet/reports.asp?reportId=171273
Mais sobre o assunto que deve ser de conhecimento público
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=7419
E dizer que já fazem parte do Mercosul...
Ao menos eles reconhecem...
"um talento gráfico fantástico e um grande cartunista."
latuf já é ,faz tempo !!!!
só zé povinho não sabe .
força , meu amigo de açao .
o maldito
Entrevista muito interessante e estimulante.
Só agora vi a entrevista com o Carlos Latuff. Parabéns!
A arte é a melhor arma contra as injustiças sociais e o cinismo polÃtico.
Até Quando?
Até quando estaremos à mercê de canalhas gananciosos
Que nos roubam a vida dia após dia,
Os fragmentos de nossas esperanças de um mundo melhor,
A confiança em nossas capacidades de nos revoltar,
A beleza de nossos sonhos de plenitude moral, social, cidadã?
Até quando confiaremos nossa cidadania aos crápulas da corrupção na polÃtica,
Nos serviços que pagamos para nos viabilizar metas e objetivos pessoais e sociais,
Nas mega-empresas gananciosas que nos enganam,
Nos órgãos públicos e privados que pagamos para nos prover?
Até quando ficaremos de braços cruzados,
Financiaremos, com nossa inércia, a crueldade da corrupção polÃtica, da pilantragem,
Calaremos às violações cotidianas, aos roubos de nossas vidas,
Fingiremos que a dor dos outros não é nossa também,
Fecharemos os olhos à hipocrisia, ao cinismo, à falta de escrúpulos e ética, daqueles que tentam nos calar,
Aceitaremos calados os sofismas imbecis que se tornaram comuns,
Engoliremos, goela abaixo, nossas tentativas de protestos contra todas as violacões,
Violaremos a nós próprios na venda corrupta de nossos valores morais,
Seremos prisioneiros e cúmplices da canalhice econômica e polÃtica?
Até quando aceitaremos troco em balinha,
Balas nas ruas da violência,
Corrosão de nossas consciências,
Gente que fura a fila,
Desculpas de companhias aéreas,
Pano quente dos órgãos públicos,
Falta de justiça séria e honesta,
Ruas escuras,
Buracos nas ruas, na polÃtica,
Impostos abusivos,
Fraudes no INSS e noutros órgãos públicos,
Fraudes do cotidiano que nem mais percebemos?
Até quando permitiremos dois pesos e duas medias para classes sociais distintas, distantes?
Até quando teremos que morrer sem nos dar a chance de gritar contra todas as violações contra nossa cidadania?
Até quando gritaremos somente quando a bala nos atingir fisicamente?
Até Quando?
a) Pedro Miléo
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