Artur Azevedo foi considerado por Sabato Magaldi uma das maiores figuras da história do teatro brasileiro, pela personalidade e obra dramatúrgica.
Nascido no Maranhão, foi no Rio de Janeiro que se consolidou como jornalista, contista, poeta, crítico teatral e dramaturgo. Foi continuador de Martins Pena e França Junior, fez sucesso escrevendo para o Teatro de Revista e deixou duas grandes obras-primas da comédia de costumes brasileira: Capital Federal (1897) e O Mambembe.
Suas peças retratavam o cotidiano da vida carioca e os hábitos da capital: suas histórias exploravam as infidelidades conjugais, os namoros, as relações de família e tudo o mais que se passava nas ruas e na vida do Rio de Janeiro. Com um extraordinário frescor, suas peças ainda funcionam nos palcos até hoje pela graça e pela agudez que retratam as situações do cotidiano.
Homem de teatro foi um admirável batalhador do movimento cênico. Consta na Wikipédia: Escreveu cerca de duzentas peças para teatro e tentou fazer surgir o teatro nacional, incentivando a encenação de obras brasileiras. Como diretor do Teatro João Caetano, no Rio, encenou quinze originais brasileiros em menos de três meses.
Lutou pela construção do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, obra que não viu inaugurar.
Ocupou a cadeira 29, cujo patrono é Martins Pena, da Academia Brasileira de Letras.
Em 1903 escreveu uma espécie de epitáfio:
“Quando eu morrer, não deixarei meu pobre nome ligado a nenhum livro, ninguém citará um verso meu, uma frase que me saísse do cérebro; mas com certeza hão de dizer: Ele amava o teatro, e este epitáfio moral é bastante, creiam, para a minha bem-aventurança eterna.”
Morreu em outubro de 1908, no Rio de Janeiro.
Fecham-se as cortinas.
Aplausos, por favor.
Olá minha querida Celeia,
Que bom você falar de Artur Azevedo esta grande personalidade dramaturgia brasileira. Meus sinceros aplausos e beijos.
Carlos Magno
Olá Celéia,
muito interessante a tua iniciativa. A memória é presente quando recebemos estes presentes.
Bjs,
Exclente lembrança, agora no no centenário deste grande criador e incentivador do teatro.
Obrigada.
beijos
Celéia, meu amor
Sem nem um demérito para o teu trbalho. Aliás ele vale só pela inserção. Aqui no overmundo, se fala de cultura, e o que menos entra em pauta é teatro. E o teatro é o termómetro de uma sociedade. Se o Teatro vai mal, a sociedade vai mal. É o caso do Brasil.
Mas, tenho profundo medo. Medo quando no Brasil se fala em autores de 200 peças. Impossível. Quem inventou o telefone so inventou o telefone. Não há inventor, no mundo ´tecnico científico de 200 inventos. Uma peça teatral é igual. Ninguém viveu 200 gerações. E é humanamente impossível alguém escrever 5 peças teatrais. O que há é um conjunto de 2 ou tres "peças temas" (não sei se´será este o nome) e daí há um desdobramento. Aloísio Azevedo só escreveu Capital Federal, (teatro de costumes), já anterior.
E por ai, mantemos cadáveres vivos, é o caso do Roberto Carlos.
Adorei teu artigo. Voto, votaria só pelo nome TEATRO.
UM ABRAÇO. Pelo amor de Deus desculpa-me se de alguma forma lhe choquei.
andre.
oi André, obrigada pelo comentário. Não fiquei chocada, mas acho que não compreendi muito bem.
Vamos ver se te respondo.
Artur Azevedo era imrão de Aloísio de Azevedo, foi um profícuo escritor e escreveu muito mesmo! Resolvi escrever sobre o centenário de sua morte porque não se dá muito importância para sua obra, por que foi comediógrafo e tende-se a considerar um gênero menor.puro preconceito!
ele escreveu muito para o Teatro de Revista, que é um tipo de espetáculo que mistura dança, música e esquetes sobre fatos da atualidade, utilizando linguagem jocosa, caricatura etc. É ao mesmo tempo diversão e crítica da situação política e social do país. Qualquer semelhança com programas cômicos nacionais não é mera coincidência.
Há uma coletânea de quadros de Revista chamada Teatro a Vapor, de Artur Azevedo, que é uma delícia! Montei alguns com meus alunos adolescentes e els adoraram, reconheceram os tipos e as situações...olha qaue foi escrito há quase cem anos atrás!
Quanto à impossibilidade de um dramaturgo escrever mais de cinco peças, acho que você deve repensar...Shakespeare, só para citar um nome de qualidade inquestionável, escreveu cerca de 38 peças; Nelson Rodrigues, umas 17, acredito; Moliere, 38, dentre as mais conhecidas.
É claro que muito da obra de Artur Azevedo não tem qualidade significativa. Mas Capital Federal e Mambembe são excelentes e já bastariam para colocá-lo no rol dos grandes dramaturgos brasileiros. Além disto ele era uma figura admirável! Trabalhou incansavelmente pela produção teatral de sua época.
Ficou longo, mas espero ter ajudado na discussão!
abraço
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