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As lições que o Bom Conselho me deu

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Roberta Tum · Palmas, TO
1/10/2007 · 110 · 24
 

Era um colégio de freiras. Nossa Senhora do Bom Conselho. Cheguei ali já na 4ª série primária, depois de acompanhar minha mãe, professora primária, pelos colégios públicos onde ela trabalhava. Fui alfabetizada em casa, pela babá, aos quatro anos de idade, brincando. Fiz o pré, e “pulei” a primeira série, por que antecipei os conteúdos. Tudo isto rendeu muita discussão. Era década de 70, e já prevalecia um limite de idade para que a criança fosse para a escola, e começasse a estudar, seguindo, corretamente, cada série. Mas minha vida na escola pública tinha terminado na 3ª série, depois de muitas encrencas.

É que eu já tinha um espírito aguerrido, polêmico, e graças a Deus e ao salário suado de minha mãe, podia ler coleções belíssimas de livros que um vendedor trazia de tempos em tempos naquelas maletas enormes que me transportavam deste mundo. Assim, sobrevivi a algumas “pequenas guerras” travadas na escola pública com professores que eu julgava – na minha pequena infância – não estarem tão preparados para o ofício. A gota d’água foi a polêmica com a professora substituta de português. Ela havia corrigido meu plural para “flores”, e afirmado categoricamente que só havia uma opção correta; “Florezinhas”. Ora, ora e o “florzinhas” então estava errado? Não aceitei a resposta e corri a buscar dicionários e gramáticas. Semanas depois, de envolvidas todas as professoras de português do Colégio Estadual Marcondes de Godoy, e tendo despertado até a intervenção da diretora, a questão foi pacificada: valiam as duas opções. Tive meu ponto de volta, e a escola inteira sabia da discussão.

Fui embora, eu e minha mania de questionar tudo, rumo ao colégio das freiras. Pela primeira vez meu pai, que sustentava a casa, mas achava desperdício gastar dinheiro com escola particular, ia pagar a mensalidade. Tinha que andar muito, sob o sol escaldante que fazia na minha cidade, a pequena Jataí, para vencer os sete quarteirões que separavam minha casa do colégio. Era novinha, e aquilo me custava muito. Naquele tampo não havia vans fazendo transporte escolar, e pegar ônibus seria impensável. Um gasto a mais, desnecessário.

O colégio era imponente, erguido à sombra de árvores seculares, com um bem cuidado jardim. Separado por uma trilha cuidadosamente organizada da casa das “irmãs”, onde ficava a sala de piano, capítulo à parte nas minhas reminiscências de escola. Lá, Madre Pillar, histórica na memória de tantos que cresceram por ali, ensinava piano munida de uma indefectível varetinha de madeira. Ao sinal dos primeiros sons equivocados, fruto da pressão nas teclas erradas, lá vinha o castigo: batidinha de vareta nos dedos do infeliz. E eu, por força da determinação de minha mãe, tinha que fazer piano, embora amasse mesmo o violão.

Havia dois mundos naquele colégio. O dos ricos, representados por seus filhos, que esbanjavam caminhonetes e outros carros da época, roupas de griffe e tudo que acompanha a arrogância peculiar a quem cresce tendo tudo, e à vontade. E o dos remediados, como eu, e tantos outros cujos pais se esforçavam para pagar a mensalidade garantindo assim um ensino “melhor” para seus filhos. A divisão era nítida na hora do recreio, quando as turminhas se dividiam, ao som do sino, que dava direito de ir à cantina, comprar o lanche.

Tudo no Colégio Bom Conselho era instigante: as histórias e estórias que corriam sobre romances das freiras com os padres, as ordens de transferência por motivos imaginários que ficávamos a cogitar. Mas os professores, estes eram um capítulo à parte. Tudo ali cheirava a ordem, hierarquia e limpeza. Os corredores, as salas de aula, as escadas, e os professores. As irmãs, e a “alta corte”, onde incluíamos as mais antigas e valorizadas professoras, estavam acima das jovens e novatas. Assim, na 4ª série, ainda me familiarizando, não tive muitos problemas. Me sentia um patinho fora d’água, e mais: um patinho feio, que não tinha o cabelo cuidadosamente escovado, não chegava de carro, nem usava roupas de griffe. Irmã Iraci, uma das mais temidas e severas, e pela qual eu tinha uma estranha simpatia (já que não havia motivos concretos para isto), materializou este meu sentimento, num comentário num dia em que passei mal: “O que você tem minha bonequinha feia?” Pode uma crueldade destas? Mas na hora me soou meio que como um elogio, que calou fundo na minha alma, para surtir seus efeitos algum tempo depois.

Professora Idelma, no entanto deixou a mais forte impressão. Ela era a poderosa professora de português. Passei a conviver com ela na segunda fase do primeiro grau (era assim que se chamava). Seu salto alto, ecoando pelos corredores, ou entre as carteiras na sala silenciosa enquanto fazíamos as tarefas descritas no quadro negro, ainda ecoam na minha memória. Eu já tinha dificuldades em enxergar, mas não havia percebido o quanto. E simplesmente não conseguia distinguir o “Q” do “G”. Quero, e guardar, escritos em minúsculas, eram palavras difíceis para mim. E ela não explicava a diferença. Apenas repetia, do alto de sua superioridade: “preste atenção”. E eu prestava, mas não conseguia ver a diferença.

Assim, numa tarde, todos foram dispensados, menos eu. A tarefa era escrever 100 linhas de “q”, e 100 linhas de “g”. Engoli as lágrimas e fiquei ali, naquela tarefa penosa, hercúlea para mim. Fiz tudo, até que tocou a sineta final. Ela, sem olhar o caderno, me mandou concluir em casa, e levar pronto na próxima aula. Levei para casa, a humilhação e a tarefa, que submeti ao olhar da minha mãe. Ela, observadora, me disse: “filha, um tem uma barriguinha, o outro tem um bumbum”. E só então se fez a luz, e eu aprendi a diferenciá-los. Meses depois a professora de uma outra disciplina percebeu meu esforço em apertar os olhos, e me recomendou uma consulta ao oculista. Era miopia, acima de dois graus.

Além da memória do que a rigidez me causou, ficaram as boas impressões. A professora de geografia, que fazia concursos, e um dia ofereceu o próprio automóvel de prêmio para quem soubesse responder por que o pico das montanhas é gelado, se o sol bate lá primeiro? Coisas assim eu nunca esqueci. Uma lição que aprendi para sempre. No Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho aprendi a distinguir a visão dos outros e a minha própria, a meu respeito. Amadureci, para não permitir que outras pessoas e conceitos abalassem minha auto estima. Mesmo que para isso tivesse que bater – literalmente – na líder da turma das patricinhas que andavam atrás de mim falando coisas para me depreciar, como criticando meu cabelo, afro descendente, sempre com ar de despenteado.

O tempo passou, e da rigidez do colégio de freiras, fui embora fazer o segundo grau numa escola conveniada, e de orientação evangélica. Mas aí então já era adolescente, e sabia me defender, me impor e escrever. Sim, por que de tanto ler, aprendi a escrever, organizar idéias e polemizar. Terminei o segundo grau com 16 anos e passei de cara em dois vestibulares: um da universidade federal, e outro de uma faculdade particular. Podia escolher se faria pedagogia, ou administração de empresas. Mas sonhava em bater asas e voar. Queria ser jornalista, e para isto teria que mudar de cidade, de mundo, e enfrentar novos desafios. Saída de um curso profissionalizante: Técnico em Magistério, nunca usei muito do que aprendi no Colégio Bom Conselho. Especialmente o que ensinavam em duas disciplinas que não existem mais: Educação Moral e Cívica, e Educação para o Lar. A bonequinha feia, nunca alisou o cabelo, e aprendeu a erguer a voz com quem tente subestimá-la. Apesar de tantas lições de inferioridade que a escola me deu, sobrevivi, grande, e forte. Com orgulho de mim.

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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Roberta:
Vc sabe que está muito bom, não preciso eu dizer que está ótimo.
Então: em vez de
"É que eu já tinha um espírito aguerrido, polêmico, e graças à Deus e ao salário suado de minha mãe"; "É que eu já tinha um espírito aguerrido, polêmico, e graças a Deus e ao salário suado de minha mãe"
em vez de "Haviam dois mundos naquele colégio"; "Havia dois mundos naquele colégio" ; acho que, embora não tenha absoluta certeza, "Tudo ali cheirava a ordem" e não "Tudo ali cheirava à ordem"; em vez de "não haviam vans fazendo transporte escolar";"não havia vans fazendo transporte escolar" pois o verbo haver no sentido de existir, é impessoal. Tem também o "patinho feito", evidentemente, "patinho feio". Mas nada disso impede que eu repita é bonita, é bonita e é bonita!
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 27/9/2007 18:03
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Em tempo, só mais uma correçãozinha: em vez de "sobrevivi à algumas “pequenas guerras” "; "sobrevivi a algumas “pequenas guerras”"
+ beijos e + abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 27/9/2007 18:12
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Andre Pessego
 

Roberta, boniteza de Palmas, pois que não palmas para tuas lembranças.
Ainda tenho observado nesta série já publicada, de tantas lembranças, a semelhança das lembrnças de todos nós. Não difere muito. Imagino que na década de 70, a televisão, e o consumismo tomando corpo já haveria de haver diferenças sentidas nos meninos pelo bolso dos pais.
um abraço, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 27/9/2007 18:25
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Roberta Tum
 

Oi Joca,
correções feitas.
Agradecida!

Roberta Tum · Palmas, TO 27/9/2007 19:31
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Roberta Tum
 

André, meu companheiro,
realmente nossas memórias se encontram por caminhos
tortuosos que juntam realidades vividas em lugares tão distantes.
Beijos e obrigada!

Roberta Tum · Palmas, TO 27/9/2007 19:32
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Rodrigo Gerolineto Fonseca
 

Belíssima experiência de vida. É triste ver que apesar de todas as pedagogias, muitos "educadores" ainda submetem seus alunos mais às experiências com seus carrascos do que à troca de conhecimentos e construção do saber que, na maioria das vezes, com certeza, tiveram oportunidade de conhecer em sua formação acadêmica. Como poderiamos dizer? Não basta olhar para ver. Você viu e bons conselhos pode dar na pedagogia da vida. Parabéns.

Rodrigo Gerolineto Fonseca · Picos, PI 27/9/2007 23:37
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baduh
 

Roberta.
Também tive lá as minhas querelas com professores de português duros de cabeça ...
O texto é uma beleza e irá brilhar em nosso livrinho de reminiscências!
Um beijo, adorei.
Baduh

baduh · Rio de Janeiro, RJ 28/9/2007 00:07
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Roberta Tum
 

Rodrigo, o melhor é que a gente é feito de uma fibra à prova de fogo... e sobrevive transformando estas experiências ruins em aprendizado. Esta professora, por exemplo, fora os excessos era admirável pelo conhecimento e zêlo com a língua portuguesa. Obrigada pela passagem e pelo comentário!

Roberta Tum · Palmas, TO 28/9/2007 08:58
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Roberta Tum
 

Baduh, agradecida pela gentileza do seu comentário! Querelas tenho até hj, e não só com os de português...rs. Mas faz parte! Beijos!

Roberta Tum · Palmas, TO 28/9/2007 08:59
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Roberta:
Fotos, não as há?...ou, talvez as haja? Adoraria ver a sombra das árvores seculares (além das próprias, e de tudo o mais, é claro).
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 28/9/2007 09:13
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Letícia L. Möller
 

Roberta,
que belo texto, gostei muito. Tenho acompanhado com entusiasmo as reminiscências escolares de todos vocês.
Beijos,
Leticia.

Letícia L. Möller · Porto Alegre, RS 28/9/2007 09:27
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FILIPE MAMEDE
 

A histórias não contadas dos padrecos com as freirihas dariam uma bela nota de rodapé... Tua mãe foi de uma simplicidade tamanha, Roberta, quando disse: “filha, um tem uma barriguinha, o outro tem um bumbum”. Coisa de mãe que entende os filhos... e era só isso que você precisava não é mesmo? Simplicidade...
Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 28/9/2007 10:28
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anamineira
 

Roberta, seus primeiros anos escolares foram "osso" mesmo. Lembrei até da minha sogra contando que ela estudava em um colégio interno, e como gostava muito de ler, de noite, entrava na biblioteca escondida das irmãs e pegava livros para ler durante a madrugada. Ela conta que não seguiu nenhuma religão, por um bom tempo, pois lembrava que as Irmãs eram maldosas e falavam a todo momento que Deus ia castigar todo mundo. Foram experiências negativas que deixaram sequelas. Parabéns pelo texto. Excelente. Abraços.

anamineira · Alvinópolis, MG 28/9/2007 15:51
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Roberta Tum
 

Obrigada, Ana Mineira, realmente colégios de freiras marcaram a vida de muita gente...rs, ainda bem que superamos e guardamos as coisas boas.
Filipe, minha mãe também era professora, como eu disse lá no começo do texto, e tinha seu jeito de ensinar. Comigo, paciência. Ajudou em vários momentos. Obrigada, e um abraço!
Letícia, agradeço a leitura e o comentário elogioso. Bjs

Roberta Tum · Palmas, TO 28/9/2007 17:53
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Andre Pessego
 

Muito bem, vim copiar o formato da "tags"; e calhou de iniciar a votação. Embora c ontinue sugerindo um tempo mínimo na fila de votação, independente da votação. È que tem materias que saem tão rápido da fila de votação.
Mas, voto convencido da grandeza da matéria,. um abraço, andre.

é que estou fazendo o meu escrito.
RETRATO D'UMA ESCOLA, sem retrato.

Andre Pessego · São Paulo, SP 29/9/2007 17:39
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anamineira
 

Votado, por você e pelo ensinamento de sua mãe. Abraços.

anamineira · Alvinópolis, MG 29/9/2007 18:21
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baduh
 

Roberta.
É com o máximo prazer que volto para votar neste lindo texto (um dos mais belos de todos!), que irá brilhar em nosso livro querido "Reminiscências da Escola".
Um beijo do,
Baduh

baduh · Rio de Janeiro, RJ 30/9/2007 10:16
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Lobodomar
 

Texto lindo. Voto carimbado. Além de muito bem escrito, contém uma mensagem de humildade muito importante. Grande abraço, Roberta!

Lobodomar · Guarapari, ES 30/9/2007 20:39
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Rubenio Marcelo
 

Roberta,
Nossa vida é nossa história. Que belas reminiscências... Seu texto fantástico. Parece que vi as cenas...
abraços,

RM

Rubenio Marcelo · Campo Grande, MS 1/10/2007 09:35
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Roberta Tum
 

André, sei que vc só vota no que acredita, portanto, agradecida, mais uma vez.
Ana, Baduh, Lobo do mar, Rubênio, ter leitores como vocês, críticos, bem informados, é uma alegria. Grande abraço!

Roberta Tum · Palmas, TO 1/10/2007 10:06
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crispinga
 

Bem -vinda ao Clube dos Saudosistas!
BJS
CRIS

crispinga · Nova Friburgo, RJ 1/10/2007 11:09
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overbonita
 

Fiquei curiosíssima...

"A professora de geografia, que fazia concursos, e um dia ofereceu o próprio automóvel de prêmio para quem soubesse responder por que o pico das montanhas é gelado, se o sol bate lá primeiro? Coisas assim eu nunca esqueci."

POR QUÊ????

seria bom nos contar, né?

(vc ganhou o carro? alguém ganhou?)

overbonita · França , WW 8/10/2007 19:15
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Roberta Tum
 

Cris,obrigada.. bjs!
Overbonita (rs... adorei o nick),
ninguém ganhou o carro, por que não sabíamos a resposta.
Ninguém passou perto, acho que por isso mesmo ela ofereceu.
A resposta certa é que os raios solares atravessam a atmosfera
e incidem sobre a superfície da terra, aquecendo primeiro o
que está embaixo. As ondas de calor então se propagam, e os picos de montanhas e locais mais altos, são os mais frios, por estarem mais distantes da superfície.
Tá vendo que aula boa?, eu devia ter uns 11 anos, e nunca mais esqueci.
Bjs

Roberta Tum · Palmas, TO 9/10/2007 12:58
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Roberta:
A Escola das Freiras do Bom Conselho é em Palmas ou em Goiania? Não consegui me esclarecer sobre isto.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 7/12/2007 11:35
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