“Mulheres de Holanda” foi o que poderia se chamar de homenagem às mães, e, principalmente, a Chico Buarque de Holanda, um dos mitos da música popular brasileira. No entanto, o espetáculo musical apresentado no teatro Um do Sesc/Esplanada, sábado 13, em Porto Velho, não passou da força de vontade e boa iniciativa para uma cidade com pouquíssimos eventos desta natureza, na única cidade do país que não tem teatro estadual. E só!
As “Mulheres de Holanda” tinham a missão de interpretar grandes sucessos do cantor e compositor Chico Buarque de Holanda, numa homenagem as mães por conta da data comemorativa do segundo domingo de maio, 14. Até aí, tudo na mais perfeita ordem. O teatro um do Sesc não é tão grande, mas é confortável, embora modesto, porém, nem todas as cadeiras ficaram preenchidas, comprovando a velha teoria que, quando o assunto é cultura em Porto Velho, a maioria prefere ficar em casa.Cultura é algo escasso por aqui. E é aí que entra a boa iniciativa e força de vontade. As “Mulheres” se esforçaram e, com certeza, deram o seu melhor para interpretar as músicas do velho Chico, mas a tarefa pareceu difícil demais.
Senão, vejamos. Era claro, em algumas músicas, surgir um “branco” e as intérpretes, quando não desafinavam, esqueciam as letras das músicas. Em uma de suas passagens, na música ‘Cotidiano’, numa forma de evitar um vexame maior, ficou nítido que uma espécie de “cola” foi colocada no palco, e as duas interpretes ficaram – acho que todos perceberam o mico - lendo o papel, como se não tivesse havido ensaio antes da apresentação. Mas todos aceitaram o “Cálice” e aplaudiram de "pé".
Outra coisa que, sem dúvida, quase ninguém entendeu foi a performance de uma apresentação classificada como “expressão corporal”, cena que beirou o ridículo, envolvidos em passos de danças que iam de um lado para o outro, mas não se sabia, ao certo, aonde queria chegar. Tudo meio perdido. Um horror. Uma mistura de expressão corporal e a “bailarina da praça”. Nada contra, mas, convenhamos: entrar rodando e sair pulando ao som de Chico não têm muita coisa a ver.
No mais, nem tudo se perdeu no curtíssimo tempo de duração do show, que durou não mais que uma hora, nem menos que quarenta minutos. O público saiu satisfeito, cantando as músicas de Chico e comentando, com toda razão, que o espetáculo poderia, e deveria, ser bem mais elaborado e mais organizado. Seria, até, uma homenagem melhor com cara de “dia das mães”.
sugiro que em vez de "último sábado 13", se fale em "sábado 13", já que, enquanto comento aqui, o texto tem ainda 44h de edição. abraço!
Zema Ribeiro · São Luís, MA 19/5/2006 16:47
Olha, hoje, 09/05/2010
4 anos depois deste postado, quero dizer ao meu xará, que eu dou parabéns à obra "Mulheres de Holanda" apresentada em Porto Velho.
PARABÉNS, PARABÉNS, PARABÉNS!!!
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