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Automóveis x Ruas do Rio Antigo Relação Impossível

Antônio Agenor Barbosa
Vaga Certa - Automóveis x Ruas Coloniais do Rio Antigo (Relação Impossível)
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Antônio Agenor Barbosa · Rio de Janeiro, RJ
7/12/2008 · 116 · 4
 

Em pleno Centro Histórico do Rio de Janeiro muitas ruas ainda permanecem com as suas dimensões e a sua estrutura física como eram na época Colonial.

Naqueles tempos as ruas eram estreitas por diversas razões, dentre outras, pelo fato de a Urbanização portuguesa na América ter sido feita à medida em que as necessidades e demandas de expansão da Cidade eram exigidas por seus administradores e governantes. É preciso lembrar que havia também uma precariedade de serviços de infra-estrutura urbana e as ruas não eram pavimentadas e sequer tinham meio-fio e um sistema eficiente de escoamento de águas pluviais. (Se a cidade ainda sofre com as chuvas nos dias de hoje imaginem naquela época!).

Portanto, em muitas ruas da Cidade estas dimensões e escalas das ruas remanescentes da época colonial não suportam a maior praga dos nossos tempos, a saber: o automóvel.

Ruas como a Rua da Quitanda, Rua da Conceição, Rua da Candelária e Rua do Rosário não deveriam ser utilizadas por automóveis porque, simplesmente, não foram dimensionadas e planejadas para isto. Esta é uma relação impossível e predatória para a cidade.

Se pensarmos em uma Cidade como Ouro Preto, por exemplo, a questão é mais abrangente ainda. Soluções existem e são possíveis mas os governos e a sociedade preferem fechar os olhos para esta questão e a cidade velha recebe cada vez mais automóveis nas suas estreitas ruas, dia a dia , ano a ano, numa equação muito difícil de entender e de explicar racionalmente.

Nas fotos em anexo há o registro desta relação impossível entre o automóvel e as ruas do Rio de Janeiro Colonial. O registro, de minha autoria, é do dia 03 de dezembro de 2008 na Ladeira do João Homem, no Morro da Conceição, uma dessas ruas em que, no meu modesto ponto de vista e opinião, deveria ser proibido o tráfego de automóveis definitivamente.


Antônio Agenor Barbosa
Arquiteto e Urbanista
Professor Universitário

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Helena Aragão
 

Caramba, Antonio, o alarde que você faz no texto já é suficiente, mas com as fotos ele se torna dramático! Como esses sujeitos conseguiram largar os carros assim? Meu deus...

Em Ouro Preto a questão é grave mesmo, sobretudo no que diz respeito a caminhões pesados no Centro HIstórico. Não sei como está a situação agora, mas já houve casos graves, como o de um caminhão desgovernado que acertou uma fonte centenária... Lamentável.

Abs!

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 3/12/2008 17:51
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Sergio Rosa
 

Estive em Ouro Preto recentemente e vi alguns veículos pesados circulando no entorno da Praça Tiradentes. Mas imagino que eles não podem circular por toda a cidade.

É uma questão complicada. Ao mesmo tempo que já está provado que esse trânsito pesado prejudica a estrutura antiga da cidade e também a circulação dos turistas pelas ruas, temos que entender que parte do município depende da logística que envolve o trânsito pesado (ônibus, comércio, etc.).

Sergio Rosa · Belo Horizonte, MG 6/12/2008 11:03
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graça grauna
 

apoiado. Bjos e votos.

graça grauna · Recife, PE 6/12/2008 14:13
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Vinicius Dias
 

Coisas simples que despertam nosso olhar inocente.
Parabéns pelo olhar atento Antônio.

Vinicius Dias · Rio de Janeiro, RJ 7/12/2008 17:06
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Automóveis x Ruas do Rio Colonial (Uma relação impossível) zoom
Automóveis x Ruas do Rio Colonial (Uma relação impossível)
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