Aventuras de dois coroinhas no colégio interno.

Foto: Andocides Lemos - meu pai
Eu, minha turma e o Padre Gerardo em frente à igreja.
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Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ
2/11/2007 · 176 · 35
 

Achei essa fotografia da minha turma uniformizada ao lado do Padre Gerardo numa velha caixa de sapatos, sob uma pilha de outras também já gastas pelo tempo. Liguei pro Joca na expectativa de ainda poder publicá-la em minhas Dores e alegrias de uma escola à beira-mar, mas era tarde – o artigo havia saído da fila de edição e entrara em votação. Lamentei, mas ele me sugeriu escrever um texto, inspirado na fotografia, sobre minha experiência religiosa no colégio interno, na Ilha da Marambaia. Foi o que fiz.

O filósofo romeno Mircea Eliade, no clássico O mito do eterno retorno, disse que “quanto mais religioso é o homem, mais real ele é”. Não sei porque, a frase me soa hoje adequada às lembranças que guardo do Padre Gerardo, a maioria delas menos afeita às coisas do espírito que à sua condição humana. Além do gosto excessivo por vinho, Padre Gerardo era também excelente artista. Pintor de mão cheia – lembrava Rubens nas cores e tons – e escultor, sua obra retratava quase sempre a natureza da ilha e temas religiosos. Morando sozinho em uma casa simples, ampla e confortável, o padre recorria ao trabalho voluntário de duas moradoras da ilha (mãe e filha) para ajudá-lo a organizar a vida doméstica, o que acabou alimentando boatos entre os alunos. Uns diziam que ele mantinha relações sexuais com mãe e filha. Outros, que era homossexual e alguns até insinuavam que ele seria um refugiado nazista. De certo mesmo, eu e meu irmão sabíamos apenas que era um ser humano – demasiadamente humano, diria Nietzsche –, bom amigo e nosso salvo-conduto não só para o céu, que à época acreditávamos merecer, como para as belas ilhas da região, onde o ajudávamos a celebrar missas.

A possibilidade de ser coroinha surgiu por acaso. A Igreja de Nossa Senhora das Dores, centro da vida religiosa na ilha, comunicava-se com o pátio interno da escola por uma porta que ficava sempre aberta, como se nos convidando a entrar. Evidentemente, poucos atendiam ao convite, a maioria preferia freqüentar a sala de jogos, a quadra de esportes ou apenas adormecer sob a fronde dos eucaliptos centenários que nos ofereciam sombra, perfume e um generoso colo de raízes onde curtíamos a sesta. Até que em setembro, mês da padroeira, descobrimos que todos os dias, após o jantar, teríamos que render graças compulsórias à Mater Dolorosa. Foi aí que – por destino ou graça da santa – resolvi ser coroinha, menos por vocação do que pela possibilidade de gozar o privilégio que a função concedia de viajar aos domingos para celebrar missa na região. Uma rara oportunidade de sair da ilha mesmo por algumas horas.

É claro que o exercício da função tinha um outro lado, aliás o principal: aprender a liturgia da missa, que incluía chegar à igreja antes de todos, nos paramentar e arrumar a mesa com os acessórios da missa. Na hora da cerimônia, entrávamos com o padre e nos ajoelhávamos em frente ao altar, nos persignando. Durante a missa ficávamos sentados em uma cadeira atentos aos gestos do padre. Ao começar a liturgia de consagração, pegávamos as pequenas jarras (galhetas) com água e vinho para servir ao padre. Neste momento, só de implicância, eu colocava no cálice mais água que vinho. O padre falava baixinho “mais vinho!, mais vinho” e se servia ele mesmo. Quando ele levantava a hóstia para a consagração, eu tocava uma sineta – era a hora da missa que eu mais gostava. Terminada a cerimônia, o Padre Gerardo nos servia biscoitos e suco.

Já no segundo mês como coroinhas, entramos na escala de viagens. Nossa primeira missa fora da escola foi na ilha de Jaguanum, perto de Itacuruçá. Saímos pelas 10 horas da manhã no Tintureiro e por volta das 11 horas chegamos. No trajeto, Padre Gerardo tomou bastante vinho. Na ilha não havia cais. O barco parou a alguns metros da praia e um pescador nos apanhou em uma pequena canoa. A igreja ficava do outro lado da ilha, onde se concentravam as poucas casas, e era tão pobre que o sino não tinha sequer badalo. Convocamos os fiéis batendo com um vergalhão na campânula oca. Após a missa, nos reunimos em um trapiche à beira-mar onde os moradores haviam organizado – como era praxe – um lauto almoço regado a suco, cerveja, cachaça e muito vinho de garrafão. Após o almoço, enquanto eu e meu irmão mergulhávamos de uma enorme pedra na água gelada, Padre Gerardo bebia vinho e conversava com os fiéis. De repente vimos uma correria. O padre havia ficado tão bêbado que borrara as calças, literalmente, sendo socorrido pelos pescadores que lhe deram um bom banho, uma calça limpa e uma rede para descansar. Ao fim do dia, com ele ainda meio zonzo, pegamos o barco de volta para a escola. Foi um domingo inesquecível.

Quando passei para o terceiro ano – entre os 13 e 14 anos – fui eleito líder das atividades socioculturais da escola (GT de Cultura) e resolvi abandonar a função de coroinha. A nova função, além de me parecer mais interessante, também oferecia privilégios como o de visitar a família a cada dois meses e manter a chave da biblioteca, onde passamos a nos refugiar da missa para rezar por cartilhas não tão virtuosas como o catecismo, mas sem dúvida mais atraentes. Todavia, antes de deixar de ser coroinha, participamos ainda de um último passeio que Padre Gerardo organizou: uma excursão ao Morro da Velha, o ponto mais alto da ilha, com 641 metros, onde havia uma cruz de madeira.

Saímos pela manhã num grupo de talvez 10 ou 12 alunos, acompanhados por monitores – o padre não foi por causa da idade. Subimos durante aproximadamente duas horas pela mata fechada e cheia de mosquitos. Enfrentávamos além do calor e dos mosquitos, o medo de uma lenda fantástica sobre um baú que teria sido escondido por um frade no alto do morro, à época dos escravos, e em cujo interior haveria – não se sabe porque – um caderno para assinaturas e uma caneta. Segundo a lenda, quem tentava chegar ao baú acabava se perdendo na mata. Coincidência ou não, após duas horas de caminhada morro acima, alguém gritou “olha a cobra!” – e foi uma correria só, cada um para um lado. Parte do grupo se perdeu na mata fechada e somente eu e mais quatro pessoas chegamos ao topo. Lá no alto, acabei saindo na porrada com um colega chamado Tesourinha, com quem tinha uma rixa antiga, mas fomos prontamente apartados pelos outros. Serenados os ânimos, entre mortos e feridos escapamos todos. Mas o passeio que deveria acabar ao meio-dia estendeu-se até o fim da tarde, quando o último aluno chegou à escola todo sujo e picado de mosquito. Terminei assim meu tempo de coroinha e – de quebra – ainda ajudei a reforçar a misteriosa lenda do baú.

____________________________________________________________
Adendo

Pesquisando no fim de semana sobre a Escola Técnica Darcy Vargas no Orkut, descobri a comunidade “Eu Estudei na Ilha de Marambaia”, organizada pelo meu ex-colega de ginásio Carlos Alberto. Além de foto dos desfiles de Sete Setembro em Mangaratiba, da escola, da turma em sala de aula e de algumas meninas – moradoras da ilha – que estudavam em regime de externato, o texto cita o nome de vários colegas e de professores que lecionaram na escola à época. Por considerar que acrescenta informações que me fugiram à memória e enriquecem minhas recordações escolares, reproduzo aqui o pequeno texto como adendo:

“Eu estudei na Escola Técnica Darcy Vargas, também Colégio Estadual Darcy Vargas, entre os anos de 1966 e 1969, que à época tinha como Diretor da Unidade de Ensino o Professor Adaury Alheiros da Silva e, como Diretor da Parte Administrativa, o Professor Manoel Bastos (Alojamentos, Alimentação, Diversão - futebol, sala de jogos -, Religião, Lavanderia, etc.). Foi um belo e feliz período de minha vida, que guardo com muito carinho, pois tive o privilégio de desfrutar de um lugar abençoado por Deus, de praias lindas, limpas e belas (Praia Grande, do Sino, do Saco, etc.). Assim como tive o privilégio de usufruir uma ótima formação educacional, ministrada pelos professores: Adaury (Geografia), Leonel Mareto (Artes Industriais), Cyro da Silva (História Geral), Jader Bruno (Álgebra), Otacílio Araújo (Aritmética), Lilia de Souza (Português), Odilon Zorzi Ciência), Ademir Elester (Inglês), Prof. Cruz (Desenho), Francisco Eugenio (Desenho), Maestro Antonio Camargo (Música) e mais Abdias D'Avila, Jackson Oliveira, Marly Nadege, Nilton Oliveira, Orlando Santos, Regina Fernandes, Sergio Vilar. Tive contato com muitas pessoas das quais ainda me recordo e sinto saudades, como as alunas moradoras da Ilha: Maria Aparecida Pires, Isa Fontes do Nascimento, Ivone, Maria Aparecida Borges, Maria das Graças, Teresa, Nilce e os internos Francisco Cosme F. Carvalho (Vovó), Ademir Lima de Carvalho, Paulo Mauricio (Tachinha), José Roberto Marinho, Arnaldo Schunk, Antonio Carlos Melo (Neguinho), Eduardo José de Melo (Gagarim), Janir (Bae), José Domício dos Santos (Cachimbau), Adair Silva Gonçalves, Cirilo, Pedro Paulo Pereira Portes, Hélio Dias Rodrigues, Gercino e Gilberto José do Nascimento, Wanderley Gomes de Almeida, Adão, Zarnof, Derly, Jorge Rodrigues da Silva (Calango), Lauro Correa, Hélio Fraga, João Vicente, Hidelbrando (Zé Carioca), etc. Foi em uma época mágica e que tenho muitas saudades.”

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Cintia Thome
 

Nivaldo, que texto, documento de uma época, lembranças, descobertas em uma caixa de sapatos e depois pela internet...Nivaldo, esta tua troca para a Cultura, chave da Biblioteca, fez com que a escolha para aCultura. O Padre era um bom sujeito, conheci padres assim, rs Inclusive o Padre que abençoou meu casamento e depois batizou meus filhos era alegrinho,...Recordar é viver, quando foi alegria...abçs.

Cintia Thome · São Paulo, SP 30/10/2007 21:38
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Elizete Vasconcelos Arantes Filha
 

Nivaldo, li, gostei, marquei para votar. Vou ler outra vez mais tarde com mais calma. Tenho um monte de história para contar do meu tempo de colégio. Infelizmente tô sem tempo de colocar no papel e também gostaria de fotografar minha antiga escola que fica em outro estado e também meus amigos de infância. Na verdade é muita história.
Mas, vamos com calma que um dia eu faço tudo isso e publico aqui no over.
Grande abraço,
Elizete

Elizete Vasconcelos Arantes Filha · Natal, RN 31/10/2007 12:53
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Adriana Costa
 

Maravilhosas recordações e deliciosas de ler, Nivaldo! Enche os olhos e o coração!
Flores pra você sempre @>--

Adriana Costa · Brasília, DF 31/10/2007 13:25
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Nivaldo Lemos
 

Cintia, Elizete e Adriana das flores,
obrigado a cada uma em particular pela gentileza da visita e pela palavras de carinho. Um beijo em cada uma.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 31/10/2007 14:16
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arlindo fernandez
 

Meu amigo Nivaldo Lemos!

Confesso que fiquei letrado.“Quanto mais religioso é o homem, mais real ele é”. Cara, nunca tinha pensado nesta profunda verdade. Então, pense comigo! Que tipo de realidade vc espera de um sujeito que só acredita na ciência??!! Risos.
Meu amigo,
gostei muito do padre, ele andava um tom na frente. Imagino que foi este padre que te ensinou alucinar o verbo.(mesmo que ele tenha borrado nas calças, fazer o que!)
Nivaldo, tus és um erudito, um profundo conhecedor de literatura - um dos mais letrados que conheço. Qualquer coisa que vc escrever, merece ser lida e lida e lida ...
saudações.

arlindo fernandez · Campo Grande, MS 31/10/2007 16:48
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NIVALDO, só tenho 2 minutos... volto adiante. Me aguarde!

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 31/10/2007 17:13
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Nivaldo Lemos
 

Calma, Arlindo, assim você mata o velho. Obrigado mais uma vez, amigos pelas sempre generosas e carinhosas palavras.

Abraço e beijo afetuosos.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 31/10/2007 17:27
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azuirfilho
 

Mestre Nivaldo Lemos Saudação.
Um Trabalho de muita elevação e capricho.Seu Trabalho é um verdadeiro orgulho para todos nós por podermos vir aqui ler a elogiar pela Capacidade de Criação.
Este Trabalho tão caprichado eleva a todos nós e também ao nosso Overmundo.
Louvor Merecido.
Parabéns e receba um grande abraço.

azuirfilho · Campinas, SP 31/10/2007 19:04
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Nivaldo Lemos
 

Querido amigo Azuir,
fico muito feliz de que goste dos meus textos. Muito obrigado mesmo por este reconhecimento em palavras tão gentis.
Obrigado mesmo.

Um forte abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 31/10/2007 19:14
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Lígia Saavedra
 

Nivaldo, vc foi um garoto bem comportado, ao contrário de mim, e ao colocar aqui suas aventuras maravilhosamente escritas nos deu mesmo foi uma aula de "Como escrever em Português".
Parabens!

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 31/10/2007 20:43
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carlos magno
 

Muito interessante este teu depoimento. Aquela foto principalmente em que você se encontra entre os outros meninos cheios de sonhos e esperanças, aquilo dá uma sensação muito gostosa de saudade misturada com alegria. Meus sinceros aplausos e abraços, amigo Nivaldo.
Carlos Magno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 31/10/2007 23:42
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Benny Franklin
 

Grande Nivaldo, Salve!
Essa parte de sua vida - descrita de forma irretocável - faz-me lembrar de meus inesquecíveis dias de garoto de beira de escola...
Ah! seu eu contasse as minhas... Rs.
Excelente, amigo!
Parabéns!

Benny Franklin · Belém, PA 1/11/2007 00:59
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Nivaldo Lemos
 

Lígia,
obrigado por suas palavras, de fato sou um apaixonado pela língua portuguesa. Ma não pense que eu era bem comportado, não. Na verdade, estava mais pra capetinha e, por isso mesmo, peguei muito castigo no primeiro ano de escola. Bjs.

Carlos Magno e Benny,
obrigado pelas palavras também, queridos poetas.
Abraços.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 1/11/2007 10:42
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crispinga
 

Que bonitinho de coroinha!
Minha filha fez a Primeira Comunhão estes dias e aquelas crianças todas juntinhas, cantando os hinos, ajudando o padre, o coroinha...Pareciam anjinhos ingênuos...Dava para ver a auréola na cabeça...Dias depois, minha filha aprece toda vestida de bruxa , festejando a festa pagã do "Halowwen"...
E viva os santos e as bruxas !A infância e sua inocência!
Beijos , Nivaldo!

crispinga · Nova Friburgo, RJ 1/11/2007 13:26
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Noelio Mello
 

Nivaldo.
seu texto é excelente. palavras certeiras. Claras. história cativante. Pedaços da vida que o tempo levou, mas nunca conseguirá fazer cair no esquecimento. essa é a grande vantagem do homem sobre o tempo.
Parabéns
Noélio

Noelio Mello · Belém, PA 1/11/2007 14:11
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FILIPE MAMEDE
 

Grande Noélio, dois prazeres ao visitar teu texto. O primeiro deles, desculpe a redundância, foi ser o 'primeiro a votar'. Depois foi a leitura propriamente dita. Como sempre magnífica. Não tenho mais o que dizer. Talvez, dizer apenas obrigado pelo convite. Um grande abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 1/11/2007 18:43
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FILIPE MAMEDE
 

Grande Nivaldo, dois prazeres ao visitar teu texto. O primeiro deles, desculpe a redundância, foi ser o 'primeiro a votar'. Depois foi a leitura propriamente dita. Como sempre magnífica. Não tenho mais o que dizer. Talvez, dizer apenas obrigado pelo convite. Um grande abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 1/11/2007 18:43
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FILIPE MAMEDE
 

Acabei me embebedando com o nome do Noélio bem ali. Achei que tinha conseguido corrigir, mas saiu o errado e o acertado. Um pedido de desculpas então...

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 1/11/2007 18:45
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Nivaldo Lemos
 

Cris, minha linda,
obrigadíssimo pelo carinho.
Mil beijos em você e na sua bruxinha.

Noélio,
a você, também, amigo, muitíssimo obrigado pelo comentário tão efusivo.
Abraço.

Filipe,
sei como são esses enganos, a gente tenta consertar e... já foi. Tudo bem, valeu pela presença, o voto e o comentário.

Obrigadão mesmo.
Noé... Ops, Nivaldo (hehehe)



Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 1/11/2007 18:57
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Andre Pessego
 

Ah!, E eu que pensava que as contradições dos colegios internos, fossem somente no interior do Brasil -
Quanta capacidade de organizar, rememorar e se reportar, dos tantos viveres, lhe garanto que vou voltar pra reler, um abraço, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 1/11/2007 20:27
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BETHA
 

NIVALDO,
você está fazendo um belo trabalho de resgate de memórias, e isto, além de alegrar a história, alegra também o coração!
Abçs de Betha.

BETHA · Carnaíba, PE 1/11/2007 23:38
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arlindo fernandez
 

Nivaldo!

Vc tem capacidade pra organizar e escrever um livro sobre o assunto. Acho que devia fazer isso, inclusive um capítulo bem grande para narrar as presepadas do seu preceptor, Pe. Geraldo.(que figura!)
Voce tem boas fotografias e uma memória de deus.(acho que vc nunca fumou nada, já nasceu fumado!).
Beijos carinhosos
saudações pantaneiras

arlindo fernandez · Campo Grande, MS 2/11/2007 11:02
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Jornalista81
 

Pronto cara! Dei o voto final pra sua matéria figurar na capa do Overmundo!

Quando puder, leia meu texto:
http://www.overmundo.com.br/_overblog/noticia.php?titulo=um-pequeno-exemplo-cosmico-do-caos

Jornalista81 · Brasília, DF 2/11/2007 11:50
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Jornalista81
 

Eu já fiz um curta sobre coroinhas numa cidade do interior de Curitiba, se chama JOKA HUMBERTO E UMA PERMUTA.
Eu gostaria muito de saber sua opinião sobre o curta
http://www.youtube.com/watch?v=Mp3PSZK2bx8

Jornalista81 · Brasília, DF 2/11/2007 11:53
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Jornalista81
 

E para encerrar, sobre essa frase “quanto mais religioso é o homem, mais real ele é”, gostaria de entender melhor o que se quer dizer por real. Contextualizando talvez fique mais claro.
cineasta81@gmail.com

Jornalista81 · Brasília, DF 2/11/2007 11:58
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Marcos Paulo Carlito
 

Nivaldo,

Gostei muito do texto, uma narrativa simples e gostosa.

Você sabe que até eu fiquei com saudades do Padre Gerardo?

Belas reminiscências, belas...

Marcos Paulo Carlito · , MS 2/11/2007 12:02
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Nivaldo:
Atrapalhado com as comemorações do aniversário acabei só chegando aqui agora. Não queria ser dos primeiros a comentar, mas também não pretendia me atrasar tanto. Acho que o texto ficou enxuto e engraçado na medida e, como já disse, as fotos são antológicas. Já te pedi, mais de uma vez, mas não sei do resultado: seu irmão já sabe que tem em mim um admirador dos seus desenhos?
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 2/11/2007 13:54
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HUMMM... tinha concluído, pelo texto da Escola à beira-mar -- que luxo, hein... e que vista! --que você é/era o melhor cronista desse belo e esplêndido projeto do (nosso também) JO0A OEIRAS.
E que memória, sô! Esqueci quase tudo de minha infância, daí as lacunas... você rememora quase que os segundos de cada fato. Acho isso fantástico! Eme trouxe à lembrança coisas de meu tempo de coroinha que o cérebro "banana" já apagara.
Não havia bancos para ós e as missas em latim demorava hora e meia, aos domingos eram duas horas em pé, graças ao sermão do vigário iracundo que assustava a todos com seus berros.
Eu detestava me ajoelhar em frente ao altar toda hora, achava ridículo, mas era pecado dar às costas pro Altar sem antes se benzer e GENUFLEXAR (?!) as pernas, os "cambitos" como minha mãe dizia.
NIVALDO... mais um texto antológico e aquele "peste" do Orkut lembrava o nome de todos os professores, hein! Só lembro com muito custo de duas Irmãs, mais a madre de 80 etantos anos que cuidava de minha ferida incurável... irmã EDWIGA/Edvirges. PARABÉNS, camarada!

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 2/11/2007 14:51
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carlos magno
 

Voltei pra votar.
Carlos Magno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 2/11/2007 17:22
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Cintia Thome
 

Com a benção de Nossa Senhora das Dores está votado Nivaldo. Você já é abençoado, tendo esse Padre guardião que era hilário e já "pra frente"para a época e olha li de novo, pois você como outros aí falaram tão bem, é o escritor maior do Over...e de todos...abçs.

Cintia Thome · São Paulo, SP 2/11/2007 20:12
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Joana Eleutério
 

Eu sabia que tinha mais coisas além das Dores e alegrias de uma escola à beira-mar. Sua narrativa é simples, cristalina, leve, gostosa. Beijos.

Joana Eleutério · Brasília, DF 2/11/2007 21:04
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Renato Torres
 

grande nivaldo,

teu texto é cinematográfico, e o li imaginando, como se fosse um filme de truffaut ou de fellini, essas reminisc~encias saborosíssimas. eu mesmo tenho um grande problema com minhas memórias de infância, que reconheço melhor quando sonho do que quando tento trazê-las à lembrança. invejo saudavelmente tua capacidade singular de por num texto rico e bem construido esses teus tesouros de vivência. parabéns!

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 12/11/2007 13:02
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Nivaldo Lemos
 

Obrigado, Renato.
Valeu mesmo.
Abraços

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 12/11/2007 14:19
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Schunk
 

Meu grande amigo Nivaldo, seu trabalho é de grande valia. Você é um camarada muito inteligente. Achei a sua escrita de tamanha importância para comunidade Marambaiense. Estou muito contente em ter encontrado você, através do " Overmundo", e outros colegas daquela oportunidade. Logo logo vou por a minha foto no comentário que fiz.
Um grande abraço, meu grande amigo.

Schunk · Rio de Janeiro, RJ 16/11/2007 16:47
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Nivaldo Lemos
 

Schunk, meu amigo,

seja bem-vindo ao Overmundo e obrigado pelos elogios. Também fiquei imensamente feliz de me reencontrar com você e tantos outros amigos dos tempos da escola. Aguardo sua foto aqui, mas espero que nos vejamos em breve, ao vivo e em cores, para colocar em dia - se é que isto será possível após 43 anos - as lembranças daquele tempo tão longínquo quanto marcante na minha e - tenho certeza - na vida de todos nós ex-alunos do Colégio Estadual Darcy Vargas.

Um forte e saudoso abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 19/11/2007 10:34
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Desenho de meu irmão sobre minha experiência como coroinha. zoom
Desenho de meu irmão sobre minha experiência como coroinha.
Desfile da escola no Sete de Setembro em Mangaratiba. zoom
Desfile da escola no Sete de Setembro em Mangaratiba.
Turma do colégio durante uma aula, em 1968. zoom
Turma do colégio durante uma aula, em 1968.
Alunas moradoras da ilha em frente ao colégio: nossas paixões. zoom
Alunas moradoras da ilha em frente ao colégio: nossas paixões.
Alunos sob a bandeira, a igreja ao fundo: a religião e a pátria. zoom
Alunos sob a bandeira, a igreja ao fundo: a religião e a pátria.
Professor Sérgio, de educação física, com o time de futebol. zoom
Professor Sérgio, de educação física, com o time de futebol.

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