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Bafana! Bafana! Novidades d'O Império Bandido

Adroaldo Bauer Corrêa
estudo para a capa
1
Juliaura · Porto Alegre, RS
10/2/2010 · 5 · 11
 

Arrá! Sei como termina a história e vou contar em primeira mão aqui pra todas as gentes de bem que nos visitarem e lerem esse postado quase uma peça de publicidade, que eu disse seria assim interpretada, embora necessária uma abordagem corajosa pra dar à luz, eu jovenzinha como sou, a mais esse rebento do Adroaldo Bauer, agora sem desculpas de estreante, já na segunda novela, também policial, mais drama que tragédia, segundo ele mesmo nos contará, se é que já não andou contando pelaí.
Pra começar, explica que não usará a preposição para porque a grafia nova da reformada flor do Lácio, desencantada e menos bela com o tempo passado desde o antanho quando o dito foi ao ar, não permite mais diferençar graficamente uma do um.
Usará a preposição, mas na forma pra, reduzida, constritiva, conforme seguidor que se dispõe a ser de Saramago, que fez esse protesto contra a reforma. Então, vai pedir cautela e canja de galinha pros revisores ortográficos, porque não é fácil desconstituir um hábito arraigado.
Pra isso tem também os profissionais. A turma da limpeza. Varrerão os tremas, ficando apenas tremelicos e fricotes das personagens e tremuras de medo puro. Ainda, não terá chapéu mais nos plurais dos verbos ter e ver, nem nos voos que tenha ideia de dar, como disse que deu. E se disse que deu, quem sou, aqui na terra dos bafana, bafana pra duvidar. O corpo dele é. Se resolveu dar, desse.
O texto permite.
Ficção se presta à exposição das fantasias.
Não disse se doeu o parto, mas falou que foi uma gravidez prolongada.
De tanto que durou, trocou o nome da criança três a quatro vezes, matou e ressuscitou personagens a pedido de leitores e leitoras e mesmo de gente da família. Mas ainda deixou muito sangue, mistério e verdadeiro horror em algumas cenas, nas sendas do caminho.
A história não é linear, mas quase é. Se passa num país que até parece o Brasil, numa região de fronteira com um país castelhano.
Termina assim, agora posso contar.
Uma certa personagem caminha na praia e... aparece na tela a palavra Fim, depois de 41 capítulos.
O aqui será fim mesmo, sem epílogo sugerindo continuação trilogia, saga ou pé de atleta. Não tem lobisomem, nem vampiro. Só gente, que já é malvada o suficiente. Sem comentário posposto qualquer. Se bem que essa história da ordem bandida parece continuar na real, mas isso é coisa de jornal, não de literatura...
Ou caberá um folhetim?
De novo o Bauer pensa em arriscar uma Edição de Autor. Que a fama da primeira novela, esgotada a edição impressa de 1mil exemplares de O dia do descanso de Deus mais os pujantes 80 baixamentos de arquivo em Overmundo, 30 no portal literal e já quatro desde ontem no Recanto das Letras, onde o arquivo tá em pontodoc, dão ao autor a vontade de querer botar o bloco na rua já, sem ficar esperando quem não ficou de vir.
Disse que o parto foi longo porque iniciou em 2007, antes do infarto que teve no 8 de abril de 2008, e só foi parido em 25 de janeiro do ano engraçado de 2010. E na época já estava com oito capítulos, quando se chamava A Hospedaria do Capeta, depois passou a ser conhecido como A Hospedaria do diabo, onde a cela era 666, depois passou pra 66, e agora e 666 novamente e o título tem esse número besta e mais o complemento O Império Bandido.
Chegou a ter uma versão sugerida de O Império da Ordem Bandida, considerada longa e sofisticada, quase hermética, dançou. Ficou no popular, quase brega.
A trama trata dos laços de amor, ódio, sangue e poder construídos nos subterrâneos da vida, seja da ordem repressora da Operação Condor, a união política das hordas da repressão dos estados nacionais sul-americanos durante as ditaduras patrocinadas pelos Estados Unidos, seja pelos cartéis nascentes e modernizadores da cadeia produtiva da cocaína, sucessores dos cartéis do ópio/heróina asiáticos, concorrentes dos químicos europeus.
Isso trata de poder, mas tem humor, tem amor e tem mistério e suspense. Três mulheres, Carlota, Alzira e Ofelina se vão afirmando como protagonistas, de gente simples que eram, lavadeira, servente de repartição e estudante favelada passam a contestar a ordem bandida estabelecida, mais pra não deixarem por antecipação essa vida boa de meu deus que pra construírem alternativa outra planejada na estratégia e na tática.
Tem, no entanto, arroubos de contestação capazes de derrubar os potentados da ordem.
E tem ainda e também a mais uma maçaroca de filhos, irmãos, enteados, que só se explicam em novela. Tudo coisa criada.
Como sempre, Adroaldo Bauer alerta: nada a ver com a vida real, tudo a mais pura ficção, porque ele pensa – e diz bem alto - que a vida continua sendo muito mais criativa, fazendo cada dia mais insuspeitado que outro, jamais possível de se imaginar por qualquer engenho ou arte. Tipo gente que atira criança no lixo, soldado que cobra taxa de resgate humanitário em dólares, mãe que joga filha pela janela de prédio alto, helicóptero abatido em favela, bebê abandonado no carro deixado ao sol por gente que trocou rotina.
Sequer com mochila em outra galáxia se pensaria nunca nisso. Quem aventaria chuvas caindo pelas costas, jacarés no esgoto andando, gente surfando na merda de arroios e os marinheiros voltando pra casa boiando pelo ralo, outros dando os rodoanéis pra não perder a pose.
Aguarde!
O Bauer pensa em lançar o livro em 23 de abril, uma data que tem a ver com a Literatura, como você sabe.
Sabendo mais, dou pra todas vocês... As novas que tenha pra dar porque as velhas eu já dei e essa nossa relação carinhosa, afetuosa, amorosa até, aqui, acabei em pleno deleite. Espero tenha sido muitíssimo bom e prazeroso pra vocês todas também.
Bafana! Bafana!


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Benny Franklin
 

Oi, Ju!
Fico feliz em pelo novo trabalho de seu Pai - ele, que admiro de prima. Que seja sucesso!
Bjs.

Benny Franklin · Belém, PA 11/2/2010 10:44
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Cintia Thome
 

Juli

Aplausos para Adroaldo
mais um filho nasce no Dia da Literatura
e todos nós queremos esse livro maravilhoso!
Promete!


Estou feliz Juli.

Cintia Thome · São Paulo, SP 12/2/2010 16:48
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azuirfilho
 


2 Juliaura · África do Sul , WW
Bafana! Bafana! Novidades d'O Império Bandido

Um Tema instrutivo e orientador porque as ditaduras patrocinadas pelos Estados Unidos é que formaram as Mídias que reinam até hoje. Tem de tudo ser revelado para não confundirem os Patriotas com os Verdugos torturadores, que prenderam, torturaram, mataram e desapareceram com os corpos como Rubens Paiva e a Turma do Araguaia.

Não podemos esquecer nenhuma Crucificação, Jesus deu o exemplo ao expulsar os Vendilhões do Templo. O Destino da nossa gente é se irmanar e a Escravidão, as oligarquias, os latifundios, os Coronéis e as ditaduras não deixaram mas, a História avança libertando os povos e as nações. Como dizia Castro Alves...

...Toda Noite escura tem uma Aurora...

Um trabalho importantíssimo como luz na obscuridade da nossa História e no esforço dos patriotas para que haja Luz.
Parabéns.
Abração Amigo.

azuirfilho · Campinas, SP 13/2/2010 11:42
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Lígia Saavedra
 

Nossa Juliaura, estou curiosíssima e já quero ler esta novela.

Um grande bj

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 15/2/2010 17:05
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Juliaura
 

Fiquei sabendo duas boas.
Uma nem sei se pode contar.
Vou perguntar primeiro pro Bauer, pra não deixar ninguém mal.
A outra é que ele já leu toda a história.
Primeiro leitor deve ser uma coisa estonteante.
Eu até gostava, se um dia chegasse a esse clímax!
E, tendo acabado assim, gostoso, mandou os orginais pra Glorinha Athanázio revisar.
E vai sair de féria e nos deixar aqui, esperando pela outra,
até a volta.
Não se pode ter das coisas boas da vida tudo de uma vez, né?
Agradecida muito, muitíssimo, di bolão, à presença digna de vocês todas aqui, pessoas lindas.
Beijo grandão.

Juliaura · Porto Alegre, RS 22/2/2010 14:04
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Juliaura
 

Azuir, querido, compartilho todinhas das tuas palavras sábias
aqui escritas.
Não queria, no entanto, passar a impressão de
que é uma história que vai contar tudo da repressão
clandestina da polícia política e da bandidagem do tráfico.
Como alerta o Bauer, é tudo ficção, coisa da cabeça dele.
Tem uns toque da realidade, porque o cara não é fora da
casinha e nasceu e viveu aqui, no Planeta Terra,
onde algo parecido aconteceu e vem acontecendo.
Os campos floridos de papoula do Afeganistão que o digam.
http://www.retornoimperfeito.blogspot.com/


Juliaura · Porto Alegre, RS 22/2/2010 14:10
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Renato Torres
 

juli,

atendi ao teu chamado (algo banzai, né? rs) e me deleitei com teu texto, sempre ágil e competente, que nos deixa, além de felizes em saber do mais novo rebento do grande bauer - não por acaso seu pai - divertidos com a tua abordagem original, quase uma resenha-chanchada, cuja suposta substância de comédia traz, em verdade, as mais duras realidades contemporâneas. fico feliz por bauer, por ti, e por saber que sentes minha falta como sinto de ti, de bauer, e de todos que admiro aqui no overmundo. parabéns!

beijos,

r

Renato Torres · Belém, PA 1/3/2010 13:14
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Juliaura
 

agradecida por tão gentis e sutis dizeres pra mim e pro meu postado. fico feliz com tu aqui, guri. beijin

Juliaura · Porto Alegre, RS 18/3/2010 09:34
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Lili_Beth*
 

Bafana! Bafana! Novidades d’O Império Bandido...
Impossível ficar de fora. Chego para compartilhar dessa verdade.
Bravos!
Nada des_, no teu caminho de construções. Tuas palavras brotam com afinco e sabedoria, no que ria, de cada des_ que é cada vez mais tuas entranhas de guria, com tuas pa_lavras que fazem e farão marcas precisas e profundas por tudo... Em todos aqueles que visitarem o teu oráculo.
Ora, pois_pois... Posto à prova como Obra de Arte aos sentidos aguçados...
Bela essa tua exposição das fantasias, conjugadas com pureza e ousa_noite ... ousadia... Com certeza nessa nova e instigante trama da ficção que contas em alto e ótimo tom.
Salve_Salve 23 de abril, nos anos de 2010, teu parto explícito.
PARABÉNS, Querida_Poeta!
Beijos_Meus*
*

Lili_Beth* · Rio de Janeiro, RJ 19/4/2010 12:03
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Juliaura
 

Querida de nós todas, Lili_Beth, apreciada,

andavas
_aparecida
parecia_me
apareces_me
preciosa

visita tua
feliz deixa_me
fico toda pimpã!

Beijin,
Gratinada.

Juli.

Juliaura · Porto Alegre, RS 19/4/2010 14:11
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Eliz Anna
 

De cá estou nesse Império instigante.
Curiosa do que está chegando.

...........PoetaBeijo da Liz.

Eliz Anna · Internacional , WW 22/4/2010 11:51
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