A história do intérprete Baldinir Bezerra é também um recorte da história dos movimentos sociais que aconteciam em Campo Grande no início dos anos 80. Adolescente ainda, aos 14 anos, foi motivado por uma professora do segundo grau a compor sua primeira música para participar de um Festival da Canção Estudantil – FEMACRI, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em 1974, no qual foi classificado em quarto lugar. Em 1980, com o ingresso na universidade, entrou em contato com o movimento estudantil numa época em que o país passava por transformações significativas. Era o período da abertura política, da anistia e da campanha para as eleições diretas.
Ainda nesse período, seu envolvimento com o movimento cineclubista abriu os horizontes para o trabalho como animador cultural, a partir do contato com comunidades periféricas. Essa proposta acabou tendo grande repercussão política na cidade e rendeu-lhe o primeiro emprego como responsável pelos setores de comemorações e expressões artísticas do SESC/MS.
Embora alegue que nasceu cantando, sua relação mais profissional com a música ocorreu nessa mesma época, em bares que fizeram história na noite campo-grandense, como o Bar da Soraia, Bar do Nagibão, Caras e Bocas, Rui Bar Bossa, entre outros. Foi vocalista da Banda Mescla Latina, formada por integrantes de diversas nacionalidades (uruguaios, chilenos, bolivianos e brasileiros). Em 1988 foi consagrado um dos melhores intérpretes do Estado com o show “Tocante”, numa parceria com o músico e compositor Luís Poeta.
Em 1990, com o espetáculo “Adeus Amigos”, recebeu o troféu JACARÉ DE PRATA, na categoria melhor show musical do ano, numa premiação promovida pela Secretaria Municipal de Cultura de Campo Grande. Este espetáculo foi produzido na época que antecedia sua partida para uma temporada de cinco anos em Natal-RN, onde concluiu o curso de psicologia, na UFRN. Atualmente, retornando de uma temporada de quase 10 anos no Rio de Janeiro, onde se dedicou especialmente à psicologia, a projetos sociais e ao mestrado na UFRJ, entende que, finalmente, é hora de dar à música a atenção que ela merece ter em sua vida. E este artista, de personalidade forte e mente analítica, aguçada por sua formação intelectual, experiências adquiridas nos trabalhos como educador popular e em suas vivências em várias regiões do país, tem deixado a sua marca pessoal, como intérprete instigante e como artista comprometido com a cultura da terra que acolheu sua família de migrantes nordestinos, que lhe deu as bases para ser a síntese de brasilidade que o caracteriza.
Compositor da músicas, Saudade da Paz, Samba de Gaveta e Dadivosa, Baldinir deixou, nessa entrevista exclusiva para nossa comunidade de overminas e overmanos, suas impressões de momentos significativos da história do Estado de Mato Grosso do Sul.
Como iniciou sua relação com os movimentos sociais de Campo Grande na década de 80?
Baldinir Bezerra - O início dos anos 80 coincide com a minha entrada na faculdade de psicologia da então chamada FUCMT (Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso), hoje UCDB (Universidade Católica dom Bosco). É um período onde eu começo a virar gente também, me reconhecendo como um ser social. Isso começa quando eu entro em contato com o movimento estudantil na faculdade. Acontecia o Projeto Pixinguinha, que trazia para a cidade, shows de artistas nacionais de primeira grandeza e dava espaço para os artistas regionais também. Assim que entrei na faculdade fui cooptado para fazer parte da chapa que concorria ao Diretório Acadêmico Felix Zavatarro. Nossa chapa denominada “Rumo à Luta” foi a vencedora, derrotando o pessoal ligado ao Pcbão. Eu havia me juntado ao grupo que estava no movimento germe da construção do Partido dos Trabalhadores. Era a chamada “Esquerda Festiva”. Claro que eu não podia ficar de fora, certo? (risos).
Como foi seu ingresso no Partido dos Trabalhadores?
Baldinir Bezerra – Eu nunca cheguei a ser um filiado do partido, mas eu estava lá no início. De qualquer forma, acho que fiz mais por esse partido do que muito petista de carteirinha. Não foram poucas as noites fazendo e pregando cartazes feitos em silk screan na tentativa de eleger os primeiros parlamentares do PT em 1981, como o velho Ezequiel, Alcides Faria, Zeca do PT, Stella Brandão, entre outros. Na campanha de 1990 o PT me oportunizou duas experiências gratificantes: participar da equipe do programa de TV e da composição do jingle da campanha em parceria com o jornalista Dari Jr. Segundo depoimento do próprio Lula, num encontro realizado no Clube Cruzeiro, nosso jingle era mais bonito que o dele. Em 1996, novamente estive na equipe de produção do programa televisivo, agora dirigindo, criando, filmando, fazendo tudo. A parte bacana dessa história é que tudo era construído coletivamente. Era um sonho que me deixava muito esperançoso. Hoje em dia mudou muito minha forma de ver este partido. Mas isso é outro assunto. O certo é que foi tudo um processo de confluência. Paralelamente a isso, eu entrei em contato com o Movimento Cineclubista. Trata-se de um movimento popular que nasceu no Brasil por conta da censura imposta pela ditadura militar a partir dos anos 70. Uma censura bravíssima, que impedia a produção e a circulação do cinema nacional de qualidade. Não só do cinema. Qualquer produção artística que pretendesse propor reflexão, que fosse crítica, estava fadada ao cerceamento.
Quem é que participava desse movimento do cineclube?
Baldinir Bezerra – Até onde eu sei, aqui em Campo Grande, quem encabeçou essa proposta, nos meados dos anos 70, foi a professora Maria da Glória Sá Rosa, e acho que do lado dela estavam pessoas como a professoa Idara Duncan, o Cândido Alberto da Fonseca, entre outros. A proposta, na época, consistia na valorização do cinema de arte, a exemplo dos filmes europeus e filmes de vanguarda, ou seja, uma cultura bem de elite, para uma platéia que caracterizava a elite cultural local. Foi a forma que essas pessoas encontraram para se contrapor ao cenário imposto pelo sistema naquele período histórico.
Nos anos 80 a direção seguida pelo cineclube foi outra?
Baldinir Bezerra – Nos anos 80 o cineclube foi acolhido por outro grupo: o João José, advogado e político, o Carlão, professor de história, sua companheira, Rose, entre outros que não cheguei a conhecer. Já era um outro momento do país, e esse grupo tinha uma nova forma de ver o mundo e de ver o cineclubismo. Parece que nesse momento, a difusão do cinema foi usada como instrumento para fazer uma política mais de esquerda. Isso porque o Brasil naquele período, já se encaminhava para um processo de abertura política. Com o início desse processo, eu já começo a existir também como um ser social, para além do meu umbigo.
Como se deu esse processo?
Baldinir Bezerra – Meu encontro com o cineclubismo foi por volta de 1982 aproximadamente. Nesta época o cineclube de Campo Grande estava sendo levado pelo meu amigo Celso Arakaki, pelo Paulo Paes, pelo Joel Pizzinni, que hoje é um cineasta de renome nacional, pelo jornalista Wilson Aguaí, pelo Nelson Nagase – vulgo Jacaré - pela Áurea Luz, pela Nazira Scaff, entre outros. Era um bom número de pessoas, a maior parte delas universitários, querendo dar continuidade ao projeto de mostrar e debater aqueles filmes que a gente não podia ver no cinema comercial. Nas salas que existiam na cidade neste momento, só rolava pornochanchada, bang-bang e cinema americano. Portanto, o cineclube era uma saída para a moçada interessada em roçar seus neurônios discutindo a 7ª arte.
O que motivava o grupo de vocês a inventar estes projetos?
Baldinir Bezerra – A gente gostava muito de ficar junto e, além disso, era uma turma que gostava de cinema. Mas nós também tínhamos um senso crítico relativamente desenvolvido. Éramos um grupo bastante conversador e questionador da realidade. Uma galera meio diferente, inquieta e com vontade de promover mudanças. A gente acreditava que podia mudar o mundo. Mudar a proposta de ficar exibindo a figura na Av. Afonso Pena, costume que até hoje é levado a sério por muita gente, mas que para nós não tinha a menor graça.
O que diferenciou o trabalho de vocês no cineclube em relação aos grupos anteriores?
Baldinir Bezerra – Quando eu entrei para o cineclube de Campo Grande a galera ainda reproduzia a proposta inicial. Passavam filmes para um grupo mais intelectualizado, em espaços descolados no centro da cidade. Inicialmente, as exibições aconteciam na sede da Associação Campo-grandense de professores, na rua sete de setembro. Depois, conseguimos o apoio do Sindicato de Construção Civil, onde o cineclube funcionou por um bom tempo. Era tudo muito artesanal. O Celso Arakaki fazia a maior parte dos contatos, alugando um filme 16 mm das distribuidoras em São Paulo (EMBRAFILME). Esse filme vinha de ônibus, numa lata que tinha que ser devolvida imediatamente no início da semana. Os custos eram cobertos principalmente por patrocínio, que também bancava os folhetos de divulgação. A bilheteria nunca dava grande coisa. Na questão de espaço, onde a gente conseguia um abrigo, a gente estava lá usando uma sala e chamando as pessoas para assistir e debater um filme a cada fim-de-semana.
Como surgiu a idéia de levar o cineclube para a periferia?
Baldinir Bezerra – Isso aconteceu por conta dos novos tempos, dos novos interesses e nova visão de mundo. A idéia foi do Paulo Paes, que veio com a proposta da gente despolarizar esse processo de difusão de cinema, principalmente do cinema brasileiro no qual estávamos investindo mais. Com essa história toda, a gente acabou indo parar no bairro Nova Lima, que fica na saída para Cuiabá. Era um loteamento recente, com poucas famílias habitando aquele chão batido de terra vermelha em torno do antigo Leprosário São Julião, que atende os pacientes com hanseníase. Muitos egressos do hospital, pessoas que tinham se curado, compraram terrenos no entorno para continuar tendo a segurança de cuidados profissionais. Só que no processo o loteamento foi sendo ocupado por outras pessoas e isso acabou caracterizando uma série de problemas por conta do preconceito dos que estavam chegando no bairro.
A comunidade foi receptiva ao projeto de vocês?
Baldinir Bezerra – Esse grupinho de moleques urbanos com pouco mais de vinte anos, metidos a cinéfilos, foi parar em uma reunião da Associação de Moradores do Bairro Nova Lima numa bela tarde de domingo e teve sua singela proposta de trazer filminhos para a comunidade incluída na pauta de reunião. Só que como último item da pauta. Então a gente sentou e começou a ouvir os papos que foram surgindo. A gente foi se envolvendo com aquilo tudo, somatizando mesmo. No fim das contas, acabamos nos metendo com uma série de temas que nos deixaram perplexos. Para mim, moleque de tudo na época, ficava a questão: como é que aquela comunidade conseguia viver com problemas tão sérios?
Comente sobre algumas destas questões.
Baldinir Bezerra – Por exemplo, não existia água tratada no bairro. Existia uma caixa d’água, um poço artesiano e um sujeito que vendia água para os moradores. Corriam aquelas mangueiras pretas à flor da terra e o cara era tão abusado que se alguém cedesse água para o seu vizinho, ele cortava a água dos dois. E o preço era diferenciado. A população pagava mais caro que a água do serviço público. Entre outras questões, a gente acabou participando de movimentos dentro da escola local, onde havia uma diretora que era muito equivocada e abusiva. A gente acabou ajudando a comunidade a se mobilizar para questioná-la, pois ela não aparecia lá, deixava a escola fechada e os alunos sem aula. Foi uma revolução na comunidade. Ajudamos a comunidade a se mobilizar também na construção de uma horta comunitária e num mutirão para a construção de um clube de mães. Essa história toda acabou indo parar nos jornais locais. O bairro Nova Lima virou notícia através da ação do cineclube. Ou seja, o que era o cineclube de Campo Grande? Era um grupo de jovens urbanos que, nos finais de semana, se dispunha a ir para a periferia passar e debater filmes, a cultura cinematográfica e a relação dos temas com a problemática local. O episódio mais engraçado ocorreu justamente no dia da exibição do primeiro filme. Era “O homem que virou suco”, estrelado por José Dumont. No meio da exibição aconteceram várias coisas. A primeira foi quando apareceu uma cena de sexo do tipo que, hoje em dia, passa direto na sessão da tarde ou na novela das seis. Um grupo de evangélicos se levantou e fez o maior barraco. Como não bastasse, depois da situação contornada e quase já no fim da fita, a lâmpada queima, e é claro que nós não tínhamos uma sobressalente. Até hoje aquele grupo de pessoas não sabe como que o filme terminava. Assim, nosso lema poderia ser descrito da seguinte forma: “Uma idéia na cabeça e um projetor 16 mm nas costas”. Da Nova Lima despencamos para uma comunidade quilombola existente dentro do perímetro urbano da capital. A comunidade da Tia Eva. Também criamos um cineclube lá. E fomos nos sofisticando, nos envolvendo com a educação propriamente dita. A partir de um Programa do MEC, denominado Programa Interação entre a Educação Básica e os Diferentes Contextos Culturais Existentes no País, foi elaborado o Projeto Periferia Viva, do qual eu não participei mas que garantiu a continuidade de um trabalho educativo no local por mais alguns anos. Esse trabalho foi determinante para a transformação da vida de vários dos jovens envolvidos.
Quem eram os militantes “cineclubistas periféricos”?
Baldinir Bezerra – Paulo César Duarte Paes, Nelson Keith Gomes Nagase, Áurea Luz, e esta figura que vos fala. Esse era um sub-grupo do cineclube de Campo Grande. Tinha muitas pessoas no entorno. O Celso Arakaki era o cara que mantinha essa bola rolando. Era um cinéfilo mesmo naquele período. Nós acabamos adquirindo uma verdadeira habilidade para transitar por dentro dos mais diversos órgãos do governo para descolar apoio para nossas propostas. Vale lembrar de um cara que foi nosso grande incentivador o tempo todo. Chamava-se José Octávio Guizzo que hoje merecidamente, dá nome a um centro cultural e a um teatro fechado na sede do Paço Municipal. O Guizzo mantinha sempre abertas as portas do seu departamento, na então denominada Secretaria de Desenvolvimento Social – SDS. Assim, paralelamente a esse trabalho com a comunidade nós continuamos promovendo outras coisas na cidade. Por exemplo, nós resgatamos um filme rodado aqui em Campo Grande na década de 30 sob o título “Alma do Brasil”. Este filme, segundo o pesquisador José Ottávio Guizzo, é pioneiro no gênero de filmes de reconstituição histórica além de ser pioneiro também no uso do sistema sonoro no Brasil. Então, em 83 ou 84, não me lembro bem, a gente fez o lançamento do “Alma do Brasil” e do livro de mesmo nome, escrito pelo Guizzo, aqui em Campo Grande e no MASP, em São Paulo. Viajamos eu e o Wilson Aguaí para lançar este filme lá. Na época em que esse filme foi produzido, a Lagoa da Cruz (próxima da UCDB) parecia Corumbá, cheia de tuiuiús, jacarés e outros bichos. Campo Grande tinha uma vegetação e uma fauna completamente diferente. A prova disso está no filme. Realizamos também mostras importantes, como a do cineasta Silvio Bach, que lançou aqui o seu filme “Guerra do Brasil”, no Hotel Concord. Essa produção foi encabeçada pelo Joel Pizzini mas acabou dando trabalho para toda a galera. A gente exibiu uma série de filmes dele e conseguimos desencadear uma grande discussão sobre cinema. A gente tinha sempre casa lotada todos os nossos eventos. Foi um grande acontecimento cultural na cidade.
Conta sobre a idéia de criar o Núcleo de Cinema de Animação de Campo Grande
Baldinir Bezerra - Essa foi uma outra coisa importante que a gente realizou, a criação do Núcleo de Cinema de Animação de Campo Grande. Através de um contato que o Celso Arakaki fez com um cineasta paulista chamado Wilson Lazaretti, criador do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas. Este projeto aconteceu dentro do SESC pois na época eu trabalhava lá, justamente na difusão cultural do Centro de Atividades Camilo Boni. A proposta foi alicerçada no SESC mas acabou recebendo abrigo no Centro Cultural José Otávio Guizzo, onde sobreviveu por alguns anos. Era um trabalho feito com crianças. Nós até levamos um grupo numeroso delas para conhecer o pantanal, para que elas se inspirassem e fizessem suas primeiras produções, levando em conta a temática de identidade do estado. Tudo que a gente fazia naquela época era pensando nisso. O Estado estava recém criado após a divisão do Mato Grosso. Então, era tudo focado nessa necessidade de promover a identidade cultural. Associar o pantanal à essa identidade aparecia como uma possibilidade bastante coerente. Hoje eu entendo que o Mato Grosso do Sul possui uma diversidade gigantesca. O Pantanal é apenas uma das referências possíveis.
Como foi a sua experiência de difusão cultural no SESC Camilo Boni na época?
Baldinir Bezerra - O fato de eu ser cineclubista me rendeu o primeiro emprego mais sério. Foi no SESC, que naquele momento tinha um projeto nacional chamado “O melhor do filme brasileiro”. A cada semana o SESC nacional enviava um filme brasileiro que permanecia aqui de quarta a domingo. Só que antes de eu ser contratado, o filme era exibido somente um dia, numa salinha muito restrita, muito pouco divulgada. A moça que tomava conta desse projeto, tomava conta de todas as outras atividades artísticas, culturais, festivas e comemorativas. E ela não tinha essa vivência que no caso eu tinha na difusão de cinema. Quando eu entrei lá esse filme passou a ser exibido nos quatro dias da semana que permanecia na cidade. Ele chegava aqui na quinta-feira e ia para alguma associação de moradores, algum presídio feminino, masculino, para alguma escola, onde ele fosse adequado. Nem sempre o local era tão adequado assim (risos). Tinha aquela coisa da censura. Então, uma vez eu fui passar um filme que era meio libidinoso. Era a história da dançarina Luz Del Fuego que viveu nos anos 30 ou 40, interpretada pela atriz Lucélia Santos. A personagem era adepta ao nudismo. Não era um filme de sacanagem propriamente dita, mas a história de vida de uma personagem real. Aí eu, distraidamente, permiti que uma rapaziada, na faixa dos 16 a 17 anos, assistisse. E alguém comentou isso com o juizado de menores. Quase fui processado. Só escapei porque tinha me demitido do SESC para ir vender sanduíche natural e salada de frutas nas praias de Salvador. Fiquei um ano e meio nessa. Foi ótimo. Mas essa também é uma outra história.
Quais foram os projetos musicais que você produziu nesse período como animador cultural do SESC?
Baldinir Bezerra – Minhas responsabilidades nessa instituição iam desde as exposições de trabalhos manuais dos cursos do SESC até a produção dos shows nacionais do Projeto Brasileirinho, que o SESC nacional editava anualmente, passando pelas festas juninas, folclóricas, mostras fotográficas, de dança, etc. Durante os três anos e meio que lá permaneci pude realizar a produção de alguns shows de grande porte, como o de Paulinho da Viola, Martinho da Vila e João Nogueira. Mas também tive o prazer de produzir alguns dos primeiros shows da carreira de vários colegas, shows de artistas locais como Maria Cláudia e Marcos Mendes, Paulinho Simões e o Expresso Arrasta-pé, Bete e Betinha, Pérsio Assunção e Orlando da Gaita. O Zé Dú chegou um dia com um projeto para um circuito musical em escolas. Comprei a idéia. Ele foi o primeiro a fazer isso. Depois o SESC manteve a proposta por vários anos. Hoje parece que não vai mais às escolas. Sinal dos tempos. De qualquer forma eu tive uma experiência bastante rica trabalhando lá naquela época.
Continuação no overblog: Baldinir Bezerra: retrato tocante dos anos 80 II
O Baldinir é um batalhador. Um guerreiro cultural. Um talento ambulante. Canta com a alma. Adorei as fotos, me fez viajar no tempo. E Viva a Música e os Músicos Sul-mato-grossenses! Ele é artesão tb. Tenho uma 'Gabriela' q ele fez em minha casa! abs
Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 29/3/2007 18:29
Rô, logo que for possível vou escrever uma matéria para contar sobre o lado artesão do Baldi. Tô ligada! Umas gordinhas lindas! Bjão
Gisele Colombo · Campo Grande, MS 29/3/2007 18:50
Baldinir...fora tudo isso ainda teve a colaboração para a formação do pessoal lá CCJOG...
Em tempo...me formei tb pela UFRN.
abs.
Gi,
Conhecí o Baldinir Bezerra aqui no Rio de Janeiro, quando era casada com o Rodrigo. Desde então, nos tornamos amigos e ele nos presenteou com uma escultura em barro que se chamava "Gabriela", fazendo uma alusão à Jorge Amado. Nossa filha, então com 3 anos, fez umas "intervenções" artísticas na peça com massinha de modelar, colocando olhos, boca e cabelos coloridos. E o artista adorou! Saudades do querido Baldinir , de quando morava aqui no bucólico bairro de Santa Teresa. Este artista versátil e criativo , certamente ainda terá muitas histórias para contar! Beijão Baldi e parabéns pela matéria, Gi.
Obrigada Cris! Estemundo é pequeno mesmo e a gente acaba se esbarrando por aí! Abcs Gi
Gisele Colombo · Campo Grande, MS 27/5/2007 15:44Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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