Brasileira no script: feministas do software livre

Rodrigo Melo
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Vivian Caccuri · São Paulo, SP
23/4/2006 · 111 · 25
 

O 7º FISL ( Fórum Interncional do Software Livre), um dos maiores eventos do mundo em discussão e disseminação do software livre, que acontece em Porto Alegre do dia 19 a 22 de abril, tem um cenário predominantemente masculino. Programadores, analistas de sistemas, engenheiros e hackers, muitos hackers: é homem demais por aqui.

No meio de tanta testosterona, Fernanda Weiden é uma referência para o gênero feminino, representado modestamente em porcentagens no FISL, mas brilhantemente em inovação e engajamento por programadoras como ela.

A gaúcha de Porto Alegre, hoje com 24 anos, começou a desestabilizar esse clube de homens da informática livre muito cedo, aos 19 anos. Hoje, convidada para fazer parte da equipe Google em Zurich, com passagens na IBM e Infraero, é uma das fundadoras do grupo ativista Software Livre Mulheres. O grupo começou suas atividades em 2002, com especial atenção à inclusão feminina no mundo da programação livre.


Fernanda, você acha que a informática ainda é um terreno que precisa ser 'desbravado' pelas brasileiras?

O acesso do gênero feminino à tecnologia é realmente mais restrito, mas no Brasil existem iniciativas de inclusão de usuárias. A UNESCO, por exemplo, financia telecentros temáticos voltados a um público especial. Existiram investimentos em um telecentro "feminista" que atenderia exclusivamente o gênero no Rio Grande do Sul. Esse projeto, se tudo der certo, vai voltar a ser desenvolvido.


Isso solucionaria parte da questão da inclusão de usuárias à tecnologia. O grupo Software Livre Mulheres veio para atrair mulheres para a produção dessa tecnologia?

Tudo começou quando resolvemos organizar uma mesa 100% feminina no FISL de 2001. Desde então, nunca deixamos de estar presentes nesse evento discutindo assuntos que não se restringem ao universo dos softwares, com engajamento social nas questões do feminino no mercado de trabalho. Resolvemos levar esse projeto a diante e criamos o site de nosso grupo. É por isso que o Software Livre Mulheres não tem uma proposta estritamente técnica. Estamos preocupadas principalmente em ajudar mulheres de diversas áreas a entender as diversas problemáticas envolvidas na produção e uso do software livre.


No site do seu grupo [http://mulheres.softwarelivre.org] além de links para sites de outros grupos de programadoras ativistas, existem links para sites de cunho essencialmente feminista. Qual o papel do feminismo no Software Livre Mulheres?

É um papel colaborativo. Muitas organizações feministas nunca tiveram a tecnologia como ferramenta de divulgação e documentação de seus projetos. Nosso grupo desenvolveu sites e sistemas em software livre para algumas dessas ONGs, que com eles, poderiam criar uma espécie de liveblog durante suas reuniões e debates. Isso possibilita uma troca de experiêncas entre as ONGs que antes era muito dificultada.
O feminismo, na outra mão, nos dá a ferramenta social para uma ação engajada.


E por que ainda se distingue programadorES de programadorAS?

Uma pesquisa norte-americana mostrou que pais investem 4 vezes mais em tecnologia na educação de seus filhos, que na educação de suas filhas. Isso não demonstra alguma coisa?
Estamos em um mundo onde ainda existem trabalhos de "homem" e trabalhos de "mulher", então é comum ouvir que as mulheres programam e desenvolvem softwares em um estilo diferente do masculino. O que eles esquecem, é que entre softwares desenvolvidos por homens também existem muitas diferenças.
Parece que ainda existe um desequilíbrio grande de direitos e deveres, entre homens e mulheres.





Vivian Caccuri do FISL, Porto Alegre.

foto: Rodrigo Melo

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toru
 

essa materia esta muito boa. parabens para a autora e para a Fernanda!

toru · Rio de Janeiro, RJ 20/4/2006 19:39
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Hermano Vianna
 

muito bacana a entrevista Vivian: e bom saber que você está aí em Porto Alegre. Por favor, mande mais notícias aí do FISL aqui para o Overmundo. Mas falando sobre mulheres e tecnologia: outro dia fui num campeonato mundial de games, aqui no Rio: era também incrível a quantidade de meninos, e a ausência de meninas: todas as poucas meninas que estavam por lá eram namoradas dos jogadores. Nas lan-houses a predominância masculina se repete. Tem a ver sim com a educação desde o jardim da infância e em casa. Nas classes ricas (mas isso se reproduz com outros brinquedos em outras classes): os garotos ganham logo game-boy (é feito para boys mesmo!), as garotas ganham polly (nada contra a polly, mas...)! Estou relendo Do Modo de Existência dos Objetos Técnicos, do Gilbert Simondon, livro lançado nos anos 50 mas que continua sendo uma das mais brilhantes análises da nossa relação com a tecnologia. Logo na Introdução, no primeiro parágrafo, está escrito: "A cultura se constitui como sistema de defesa contra as técnicas" - as técnicas sempre consideradas "desumanas". E em muitos momentos do nosso cotidiano, a cultura é vista como feminina, e a máquina pensada como território masculino... É preciso muito trabalho para mudar tal situação. Parabéns para a turma feminista do software livre!

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 21/4/2006 03:11
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Sandra
 

Vivian,parabens pelo seu desempenho no Forum,e descobrir Fernanda,que com certeza vai levantar a bandeira das feministas do softwarw livre.
Uma observacao interessante de ter poucas mulheres...
Aqui em MINAS GERAIS..
as mulheres deveriam vestir a camisa de Fernanda tbem.
Parabens Vivian que tbem tem um papel importante no Forum.

Sandra · Uberlândia, MG 22/4/2006 16:43
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Ricardo Sabóia
 

Ótima entrevista! Vamos espalhar o feminismo no mundo do software livre!

Ricardo Sabóia · Fortaleza, CE 23/4/2006 15:59
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cazé
 

são ações e movimentos deste tipo que a gente percebe que a vida vale a pena quando a gente se movimenta, contesta e se organiza!!!!

cazé · Niterói, RJ 24/4/2006 10:14
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gustavogawry
 

isso é engraçado mesmo... eu só conheci uma programadora até hoje.. que atualmente trabalha na IBM ( se não me engano... )

gustavogawry · Rio de Janeiro, RJ 24/4/2006 13:36
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Sergio Rosa
 

Eu sempre achei isso muito curioso. E, como o Hermano apontou, começa bem cedo... É sempre responsabilidade do homem mexer com a tecnologia: seja consertar o carro, ajustar o relógio do videocassete.

Sergio Rosa · Belo Horizonte, MG 24/4/2006 18:57
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Vivian Caccuri
 

Estou satisfeita com o número de comentários masculinos ( e positivos!). Se essa for a civilidade que os homens aplicam agora, as brasileiras precisam se mexer e mudar o cenário.
Não que elas já não façam isso. Mas que se lembrem de todo esse esforço na hora de educar seus filhos e filhas.

Vivian Caccuri · São Paulo, SP 24/4/2006 20:05
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Daniel Cariello
 

Boa entrevista. Me fez lembrar de uma amiga minha que agora está em Recife, trabalhando no INDT - Instituto Nokia de Desenvolvimento de Tecnologia. Está numa bela equipe de desenvolvimento de softwares para celular. Taí mais uma exceção para provar a regra (ainda) vigente.

Daniel Cariello · Brasília, DF 24/4/2006 20:51
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Vivian Caccuri
 

É impressão minha, ou o Overmundo também é predominantemente masculino?

Vivian Caccuri · São Paulo, SP 24/4/2006 21:17
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L !
 

Achei ótimas a matéria e a iniciativa. É inegável a diferenciação que fazemos entre os sexos com relação à tecnologia, mas acredito que já temos bastante progresso nessa nova geração de crianças adeptas do orkut e do msn. E mais: Acredito que a lógica feminina e a forma diferenciada que as mulheres têm de abordar os problemas são indispensáveis para fazer os equipamentos informatizados mais amigáveis. (Necessidade que também é comercial)
Como o Hermano disse, a máquina é território masculino. Só que isso é de certa forma, natural já que ela foi inventada e desenvolvida predominantemente por homens...
Acredito que o toque feminino é fundamental para a humanização de que a informática tanto carece.

L ! · São Paulo, SP 24/4/2006 21:31
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Vivian Caccuri
 

O que ser 'toque feminino'?

Vivian Caccuri · São Paulo, SP 24/4/2006 21:43
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Sergio Rosa
 

Não sei se o número de mulheres no orkut e o msn indica um passo claro rumo a essa igualdade entre homens e mulheres em relacao a tecnologia. Porque é um uso muito superficial, acho que o problema é bem mais profundo.
Acho que um dado claro disse seria, por exemplo, um aumento de mulheres nos cursos de ciencia da computacao, engenharia, etc... Ou seja, uma participacao maior na producao da tecnologia do que no seu consumo.

Sergio Rosa · Belo Horizonte, MG 24/4/2006 22:35
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Vivian Caccuri
 

Você tem razão. Mas não podemos esquecer que o Overmundo é um site gerador de conteúdo e conhecimento, e não um simples gadget.
O comentário que eu fiz foi uma especulação em cima do que eu tenho observado no Overmundo. Mas ter mais homens ou mulheres aqui, não faz muita diferença.

Vivian Caccuri · São Paulo, SP 24/4/2006 23:12
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L !
 

Me refiro a uma forma de desenvolver produtos voltados às pessoas (opinião pessoal: as mulheres tem uma capacidade incomparável à masculina de enxergar o ser humano envolvido no processo) e não simplesmente à execução de tarefas.

Com relação à relevância do uso dessas ferramentas (Orkut, MSN), acho sim um fator significativo. Comecei moleque com os computadores, ainda na era pré-PC e assisti alguns dos meus colegas que tiveram seus primeiros contatos com o universo da informática nos joguinhos do MSX, Atari e outras coisas do gênero se tornarem os desenvolvedores de hardware, software e conteúdo de hoje. As meninas que não utilizavam esses brinquedos (de menino) nesses "primórdios" são as mesmas que não constam entre os desenvolvedores de hoje.

L ! · São Paulo, SP 24/4/2006 23:30
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Vivian Caccuri
 

Nossa, o que que eu estou falando?? Desculpas gerais.
Dica p/ o pessoal do Overmundo:
na hora de escrever o post do comentário, faz muuuita falta poder ver os comentários anteriores.

Corrigindo:
Sérgio, eu entendo o que o L! quis dizer quando usou o exemplo do orkut e msn como agentes de inclusão no universo da web e do software. Eles não são sintomas da inclusão feminina. São ambientes onde as novas gerações desenvolvem mais intimidade com a tecnologia binária de uma forma indiferente à questão do gênero.
Eles podem ser gatilhos para uma mudança mais significativa.

Mas você tem toda razão quando fala da inclusão em universidades.

Vivian Caccuri · São Paulo, SP 24/4/2006 23:30
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Vivian Caccuri
 

Isso L!
Atari é o negócio.

Vivian Caccuri · São Paulo, SP 24/4/2006 23:31
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Sergio Rosa
 

Eu era da turma que jogava atari o dia inteiro. Passamos por todas as gerações de videogames e, da turma toda, só 1 acabou indo estudar em algo relacionado com a area.

Eu não quis parecer radical. Também acho que o uso geral de msn e orkut podem ser bons sinais. Podem despertar interesses. Só acha que nao deveriamos ser tao otimistas. Mesmo porque acho que tem uma diferenca enorme entre um uso passivo e outro que procure mais entender as ferramentas, como elas funcionam e etc. Meio que aquela coisa de subverter o uso. De descobrir os cheat codes ou os macetes dos jogos de videogame.

Fato é que boa parte dos adolescentes usam o orkut ou msn daquela maneira mais superficial possivel. Me pergunto se as possibilidades estao sendo realmente exploradas. Porque senao gera uma falsa ideia de inclusao, participacao, etc. Ou nao?

Sergio Rosa · Belo Horizonte, MG 25/4/2006 00:15
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Hermano Vianna
 

oi Vivian: estamos trabalhando sim para que em breve tenhamos a possibilidade de ver o texto e os outros comentários na hora de escrever os nossos comentários. Também acho isso um grande problema, pois se voltarmos para ler alguma coisa, perdemos o que escrevemos... A correção está na nossa lista de prioridades mais prioritárias! Peço desculpas gerais.

Mas voltando ao assunto principal: vocês já viram os nintendogs? Estão se transformando numa febre entre as meninas que podem ter nintendo ds. A indústria também tem que produzir produtos para as meninas. Não porque as meninas sejam "naturalmente" diferentes dos meninos nos seus gostos e aptidões. Mas porque elas são educadas desde cedo a terem gostos diferentes, aqueles que as nossas culturas classificam como femininos... Vira um círculo vicioso, eu sei... Mas justamente por isso o problema tem que ser atacado em todas as frentes. O fato de existirem muitas meninas no orkut e no msn não é a solução, é claro - mas que ajuda, ajuda...

Quanto à quantidade de mulheres no Overmundo: vou tentar descobrir a porcentagens de mulheres cadastradas. Mas dá para ver pelas colaborações e comentários que há mais homens na ativa... Pena

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 25/4/2006 06:53
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Rudá Filgueiras
 

O mais importante do PSL Mulheres é justamente o fato de não se restringirem sua atuação na questão tecnológica, já que o problema é realmente muito mais amplo.

Se as mulheres tem muito a conquistar e isso passa pela própria educação da mulher, pois é ela que educa os homens, e a maioria das mulheres é consciente ou inconscientemente machista.

Tenho uma filha de 1 ano e com certeza vou dar todas as condições pra que ela tenha acesso a tecnologia e se for a praia dela, poderá ser uma hacker como a Fernanda. (Isso é coisa de pai hacker e babão!!)

Rudá Filgueiras · Salvador, BA 25/4/2006 12:24
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daniel araujo
 

Conheci muitos hackers homens, sujeitos dotados de grande conhecimento de informática geralmente voltado para uma vasta gama de bobagens: baixar filmes pela rede, sacanear sites, quebrar códigos de jogos, acessar de graça sites pagos de sacanagem e outras proezas. Nem preciso dizer que existe um monte de necessidades "informáticas", principalmente no Brasil, que o conhecimento desses caras poderia estar ajudando a sanar.

Conheci só uma hacker mulher, ela trabalhava no centro de desenvolvimento de um banco e ajudava a criar sofwares para caixas eletrônicos, coisa que eu achava que tinha a maior cara de homem: imaginava um punhado de caras de guarda-pó desenvolvendo o programa.

O que isto quer dizer? Provavelmente nada, mas achei curioso conhecer uma garota trabalhando em algo que eu achava tão masculino e ainda por cima ela ser dos poucos hackers que não dedicava seus conhecimentos exclusivamente a inutilidades.

daniel araujo · São Paulo, SP 25/4/2006 12:40
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Vivian Caccuri
 

para quem quiser saber mais sobre cibercultura&tecnologia dirigidas ao público feminino no mundo:

CC4G ( Computer Club For Girls)
prêmio IT_achievement para Jackie Edwards
portal
artigo de Laura Stobart
fórum feminino japonês de cibercultura pop (somente em japonês!)

Vivian Caccuri · São Paulo, SP 25/4/2006 21:38
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camilafa
 

Seria irreal se falássemos que diferenças entre homens e mulheres não existem mais, mas acredito que aos poucos estamos mudando isto.
No entanto acredito que devido a principalmente questões culturais e conformistas, muitas mulheres deixam sua capacidade criativa/física/intelectual de lado, acho isto meio cômodo para elas (nós) de um modo bem generalista!
É a eterna história de começar a abrir seu próprio pote de palmito.
Vejo sim, uma participação efetiva das mulheres em MSN e ORKUT como o Sérgio disse, no entanto estão acomodadas com formatos prontos deste acesso.
Vejo isto pelos meus alunos por exemplo, deixo-os pesquisarem na internet, no entanto, as meninas só sabem correr atrás de fofocas, os garotos são mais ágeis, vão atrás de informação de jogos novos, pornografia liberada, porcariadas em geral... Serão os homens mais curiosos e por isto correm atrás de despertar a parte intelectual que as mulheres se acomodam??
Mas, apesar de tudo isto, observo o aumento de mulheres em cursos como engenharias, e direito, que até pouco tempo atrás, eram carreiras destinada aos homens apenas... mas mudanças devem acontecer de forma cautelosa e gradativa, após milhares de anos de opressões, acho que desdo séculos passado já fizemos grandes avanços... (continua)

camilafa · Londrina, PR 28/4/2006 16:22
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camilafa
 

(continuando)
A questão é, não se acomodar, coisas que mulheres muito bem sabem fazer, justificando-se por maternidade, prendas do lar e etc, coisas que poderiam muito bem ser contornadas com cobrança de maior participação dos homens/companheiros nas tarefas geral de uma casa/vida/filhos e etc.
Nossa, acho que escrevi demais, me perdi na coisa toda... (desculpem-me por qualquer exageiro)

camilafa · Londrina, PR 28/4/2006 16:24
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Lino
 

Minha tia feminista das antigas vai adorar essa história. Eu vi o povo por lá, bem bacana. Chato mesmo de o único comentário feminino nessa lista aqui ser o da autora.
Mudando de assunto, dentro do mesmo, quem instalou a rede doméstica Linux aqui em casa e configurou tudo foi uma gerenciadora de redes. Bem competente por sinal. Aliás, se alguém precisar, posso indicar! :)

Lino · São Paulo, SP 3/5/2006 15:34
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