Sem passaporte, sem bagagem e só com um punhado de reais no bolso, fiz minha primeira incursão a Cabo Verde. Mas minha “viagem” não se estendeu além de Mesquita, na Baixada Fluminense. Lá, fica a Associação Caboverdiana do Rio de Janeiro, que reúne cerca de 300 associados, imigrantes do país africano e seus descendentes.
Nunca antes ouvira falar sobre a existência de uma comunidade cabo-verdiana tão perto de casa – para quem não sabe, Mesquita é um ex-distrito de Nova Iguaçu. Descobri ao ler uma reportagem sobre a associação, que iria promover uma festa julina para comemorar os 32 anos de independência de Cabo Verde. E lá fui eu.
Confesso que meus conhecimentos sobre Cabo Verde não eram grandes coisas: um país africano, cujo idioma oficial é o português e, portanto, membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa; além de ter lido algo sobre a invasão de sacoleiras cabo-verdianas ao comércio de Fortaleza. Tampouco sou expert em Mesquita. Essa cidade para mim era mais ou menos como aquele vizinho que você sabe que existe, cruza no elevador ou na mesma calçada de vez em quando, mas ignora quase tudo sobre ele.
Assim, dei mais voltas do que deveria para chegar à associação, que ocupa um imóvel simples, pouco mais que um galpão, no bairro Maria Cristina. Ao saltar do ônibus, graças à Lei de Murphy, segui na direção errada e as pessoas a quem pedi informações sabiam menos do que eu sobre a existência de uma associação cabo-verdiana no bairro. Finalmente, após comer um pouco de poeira, trazida por um vento inesperado, localizei o endereço (Rua Magalhães Pinto 51, atrás da Supergasbrás). Fui uma das primeiras a chegar.
Não havia nem sinal de festa julina. Na verdade, era um almoço comemorativo da independência cabo-verdiana, que também serviu para arrecadar fundos para a associação, que está reiniciando suas atividades com uma nova diretoria. A presidente Neusa Oliveira Silva (que me autorizou a divulgar seu telefone para contato: 21 9251-6609) estava no maior corre-corre, às voltas com os preparativos de última hora e não pôde me dar muita atenção. Fui salva pelo Seu Eduíno Soares Oliveira, um cabo-verdiano de 66 anos e que imigrou para cá em 1964, e apesar de ter morado quase 20 anos na Europa, sempre manteve residência fixa no Rio. “Só voltei ao meu país em 2006, mas fiquei feliz porque meus amigos falaram que eu ainda tinha sotaque. Não era que nem os estudantes que vêm pra cá, voltam depois de um tempo e já ficam falando brasileiro”, contou, sem esconder o orgulho.
Foi seu Eduíno quem começou a me tirar da ignorância sobre seu país. Cabo Verde é um arquipélago formado por 10 ilhas, nove delas habitadas. A língua oficial é o português, mas há também o crioulo. “O português é falado no trabalho e na escola. Em casa e nas ruas, as pessoas falam crioulo”, explicou. Ele disse que as diferenças entre o português de Cabo Verde e o do Brasil são poucas. Nada que dificulte muito a compreensão. Mas, às vezes, rende histórias curiosas. “Certa vez um navio brasileiro atracou por lá e um marinheiro quis comprar macacos. Ele perguntou quanto era e o vendedor disse que eram dois sacos de farinha de pau por animal. Ele voltou ao navio e encheu os sacos com pó de madeira”, riu. Farinha de pau nada mais é do que nossa farinha de mandioca. Se a história é verdadeira ou história de marítimo – profissão que ele exerceu até se aposentar – não dá pra saber.
Enquanto conversávamos, as pessoas iam chegando – e ocupando todas as mesas no salão. A fila para comprar o PF (prato feito) do almoço cresceu rápido e seu Eduíno teve de ajudar a atender o pessoal. Ao seu lado, dona Maria Fernanda, uma portuguesa que conheceu no ano em que chegou ao Brasil e com quem está casado há 35 anos – se tivesse uma eleição para o Casal Simpatia, os dois teriam meu voto. Ora pois, pois!
O cardápio era quase todo típico: cachupa (canjica de milho, feijão, carne de porco, lingüiça, aipim), frigenote (canjiquinha de milho com miúdos de porco), modge (carne e legumes picados) e estrogonofe de frango – curiosamente, o estrogonofe, única iguaria não cabo-verdiana, acabou primeiro. Provavelmente, por causa do maior número de descendentes do que de nativos de Cabo Verde. Para acompanhar o cafezinho, cuscuz de milho. Milho e mandioca têm presença forte na culinária cabo-verdiana, talvez isso explique a maior identificação desses imigrantes com o Nordeste brasileiro – de lá há vôos diretos para a capital Cidade da Praia, na Ilha de Santiago.
Aos poucos, fui descobrindo mais sobre essa ex-colônia portuguesa. Cônsul Honorário de Cabo Verde no Rio de Janeiro, Pedro Antônio dos Santos, contou que seu país tem mais filhos no exterior do que em seu território. A população residente lá gira em torno de 434 mil pessoas, enquanto espalhados mundo afora são uns 600 mil cabo-verdianos. No Brasil, eles se concentram mais em Fortaleza, São Paulo e Rio. A prefeitura de Mesquita estima em 800 pessoas – entre nativos e descendentes – a comunidade cabo-verdiana no bairro Maria Cristina. Já o cônsul calcula umas 50 famílias. E eu, mais uma vez observando a Lei de Murphy, só conversei com quem mora no Rio ou em Nova Iguaçu. Talvez a Neusa seja de Mesquita... não lembrei de perguntar! Em todo caso, eles concordam num ponto: a associação em Mesquita é a única regularizada que reúne cabo-verdianos no estado do Rio.
Mas por que eles escolheram Mesquita para morar? Nos anos 50 e 60, as terras no então distrito eram bem mais baratas do que na cidade do Rio. Aí um se estabelecia na região e depois chamava um parente ou um amigo. Assim, a comunidade foi surgindo – e criando raízes. Fundador da associação, seu José Alberto Oliveira, que imigrou para o Rio e tempos depois mudou para a Baixada Fluminense, falou sobre suas primeiras visitas à cidade: “Todos os domingos eu vinha almoçar na casa dos amigos em Mesquita”. Pelo depoimento dele, dá para deduzir que a escolha da área para instalar a associação foi mais uma questão econômica: “O bairro era feio. Tinha de ter coragem pra comprar terreno ali.”
Já os jovens cabo-verdianos de hoje parecem não querer criar raízes no Brasil. Estudante de engenharia elétrica na Universidade Santa Úrsula, Victor Rabindranah de Pina, de 26 anos, explicou que há poucos cursos universitários em seu país - a formação em engenharia elétrica mesmo não era oferecida até dois anos atrás – e por isso decidiu vir estudar no Rio. “Você pretende se fixar por aqui?”, perguntei. “Não, assim que acabar o curso, volto para Cabo Verde. Aqui é só para férias”, respondeu de imediato. Ele não é exceção. Prestes a se formar em Direito, Rui Delgado já está em contagem regressiva para embarcar de volta à terrinha. Ele foi presidente da Associação dos Estudantes Caboverdianos no Estado do Rio de Janeiro (AECERJ) e hoje a comunidade estudantil no estado reúne cerca de 350 jovens.
Se o idioma facilitou a adaptação dos imigrantes ao Brasil, atrapalhou pelo menos num ponto: o crioulo é raramente falado na comunidade do Rio. Brasileira e filha de uma cabo-verdiana de São Nicolau, Neusa disse que só fala um pouquinho da língua de seus pais. Seu Eduíno e dona Fernanda também não praticam. “Acredita, falei mais crioulo quando morei na Holanda. Aqui falamos português mesmo”, afirmou dona Fernanda. Há meio século no Brasil e desde 1964 morando em Nova Iguaçu, seu Luiz Rodrigues Pires, de 74 anos, reforçou o coro. “Hoje não falo mais crioulo”, disse, meio sem jeito. Nesses anos todos, seu Luiz, que é primo em segundo grau do atual presidente de Cabo Verde, voltou a sua terra três vezes, mas nunca ficou mais de 30 dias seguidos: “Sinto saudades daqui”.
Na festa, só ouvi crioulo duas vezes: Victor, a meu pedido, e o cônsul Pedro Antônio, quando lhe perguntei sobre os idiomas do arquipélago. A língua pareceu-me bem complicada. “É uma mistura de inglês, espanhol, francês e português”, disse Victor. E, na hora de anotar algumas palavras, preferiu ele mesmo assumir a caneta: “Mo ki bus ta?” (Como vai você?) e “Es vida sta bai dreto?” (A vida está boa?). Ainda bem que ele tomou a iniciativa de escrever.
Foi Victor também quem me explicou os ritmos musicais cabo-verdianos. Nada mais natural, já que ele é professor de dança. Tem a coladeira (mais agitada), a morna (para dançar junto – “Lembra o bolero”, disse dona Fernanda) e a funaná (quase uma lambada). Pouco depois, vi Victor e mais alguns estudantes indo de um lado para o outro do salão. Estavam articulando para conseguir uma televisão: era dia do jogo Brasil x Argentina, decisão da Copa América. “Cabo Verde pára em dias de jogo do Brasil”, lembrei logo das palavras do cônsul. E quando me preparava para sair, ouvi que na semana seguinte haveria a gravação de um documentário sobre a comunidade cabo-verdiana em Mesquita, na Sala Popular de Cinema Zelito Viana – a gravação fez parte do Projeto Nossa Gente, da prefeitura local, que tem o objetivo de preservar e resgatar a memória cultural da cidade. E, claro, lá fui eu de novo.
Depois de meu segundo encontro com os cabo-verdianos, na volta para casa, ainda podia ouvir os versos de Rui Delgado (abaixo), escritos em homenagem à sua terra e declamados com paixão – e saudades – para o público no cinema. E deu uma vontade danada de ir pra lá também.
Quando me vês
De traje diferente
Falando o crioulo
me perguntas geralmente:
ÉS DE ONDE?
Eu sou daquela terra
cheia de morabeza
Sem minérios e sem riquezas
Daquela terra de
mulheres com crianças nas costas
Cochindo milho, catando lenha...
Eu sou daquela terra de Homens
Que todo o ano semeiam
Com esperança de boa colheita.
Daquela terra sem miséria,
pois tem um povo de muita firmeza.
Lá não tem ouro, nem diamante
Não tem floresta nem selva
Mas tem vales, praias e tem montanhas
Tem músicos e brilhantes poetas
Tem morna, funaná e coladeira.
Eu sou daquela terra
Onde a paz reina e o amor queima
Daquelas ilhas do Atlântico
que nasceram quando Deus
sacudiu os dedos seus...
e surgiu o meu país.
Eu sou de Cabo Verde!!!!
Caboverdiano ou cabo-verdiano? Bem, sem o bendito Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, fica difícil... Em Cabo Verde, não há o uso do hífen (como mostra o nome das associações). Aqui, sim (pelo menos, no Aurélio). Por isso, a diferença no texto.
Abraços.
Tetê, como sempre, muito bacana seu texto. me identifiquei, pq como tenho amigos caboverdianos, já passei por um roteiro parecido... e o episódio da "farinha de pau" é ótimo!
Tetê, já tinha deixado um recado no seu perfil sobre este artigo. Adorei. Volto pra votar.
Bj querida
Obrigada, Bernardo, Dani e Ize.
Bernardo, essa história da farinha é qualquer coisa mesmo. Com certeza, rola muita "pegadinha" assim em outros países lusófonos. Aqui mesmo, temos muitas diferenças regionais também.
Ize, deixei um recado pra vc no seu perfil, com dicas de outros espaços culturais aqui na Baixada.
Beijos.
oi Tetê, já li seu recado, já respondi e já votei.
Bj
Uma singela e saborosa aula de Geografia.
Boa Sorte.
Pois é Tetê, eu já tinha lido, e agora parafrasenado ao Andre Golçalves, "votei pra voltar", um abraço, andr
Andre Pessego · São Paulo, SP 8/8/2007 04:51
Ize, obrigada, mais uma vez.
Levi, fui mais uma aluna nessa aula. E pensar que essas informações estavam tão pertinho de casa e eu as desconhecia completamente.
Pessego, muito obrigada pelo carinho de ter lido e "votado pra voltar".
Abraços.
Linda matéria, Tetê. Fiquei com água na boca com a descrição (e a foto) dos pratos típicos... E achei muito bonito ver os estudantes falando com firmeza que querem voltar pra Cabo Verde quando acabarem a faculdade. Se for para a comunidade de Mesquita diminuir, que seja por causa desse apego com o país, né?
Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 8/8/2007 15:56Que lindo. O texto, super informativo, e este encerramento, fantástico. parabéns!
Roberta Tum · Palmas, TO 8/8/2007 16:12
Tetê,
Linda e emocionante matéria. Catei até uma referência musical para embalar os mais empolgados. É lógico que é Cesaria Evora.
Abs,
Tetê, gostei imensamente.
É muito bom aprender de forma tão agradável.
Obrigada.
beijos
Helena, Roberta, Spírito e Saramar, obrigada por compartilharem comigo essa história.
Os jovens que vêm estudar aqui, Helena, não moram em Mesquita, em sua maioria. Eles dividem repúblicas perto das faculdades. Também fiquei impressionada com a determinação do Rui e do Victor de retornarem ao seu país, assim que concluírem os estudos. Os formandos têm a consciência de repassar os conhecimentos, colaborando para a abertura de novos cursos por lá - e certamente isso é garantia de mercado de trabalho pra eles também.
Roberta, a poesia do Rui é realmente muito bonita. Só fiquei sem saber o que é "morabeza"...
Spírito, amei a trilha musical! Confesso meus parcos conhecimentos sobre Cesaria Évora, mas depois de selecionar uma meia dúzia de músicas dela, ouvindo os 30 segundos de aperitivo dados pela Sonora, fiquei encantada. E, claro!, saí em busca de mais informações sobre a artista.
Saramar, concordo com vc: nada como aprender de forma prazerosa. Agora mesmo, através do comentário do Spírito, aprendi mais um pouquinho.
Beijos.
Calma Tetê! Posso tirar sua dúvida. "Morabeza" é hospitalidade, carinho, um povo cheio de amizade com os visitantes.
Neusa Oliveira
Estou aqui lendo todos os comentários e concordo com tudo. A matéria ficou maravilhosa, Tetê! Desta forma fico mais estusiasmada a trabalhar para manter as nossas tradições, reunir sempre a nossa comunidade sempre com eventos ou até mesmo para um simples chá e bate-papo. E os brasileiros estão convidados, é claro. Já te falei que você escreve de forma prazeirosa, e assim dá vontade de ler mais e mais. Obrigado pelo carinho que abordou o assunto.
Presidente da Associação Caboverdiana do RJ
Que texto bacana Tetê. A história é de uma fluência sem igual. A gente lê de "cabo verde" à rabo... Gosto da maneira como você imprime sua marca no texto, dialogando com os leitores... Bom demais.
Um abraço.
Se não me engano, o ritmo pop-africano chamado "zouk" (muito difundido em Angola, Moçambique, África do Sul etc...) é de origem caboverdiana.
Vamos à África.
Muito bacana o relato.
Abraços
Para quem quiser escutar um pouquinho (ou muitão) de Cabo Verde:
http://www.cesaria-evora.com/
Tete, em Fortaleza eles são muitos de fato!
Legal o texto. Fora que foi como uma "dica" a me incentivar um outro sobre a comunidade daqui da capital alencarina.
Fiquei com os dedos coçando...
quantas descobertas!
nunca iria imaginar que existe além de uma concentração mas também uma organização de cabo-verdianos assim, tão pertinho de casa.
Tive que atravessar o Rio de Janeiro pra na PUC ter contato com um pessoal do Rap de Cabo Verde. Alias, essa rapaziada toda já volto pra lá.
Muito bom o texto, melhor ainda a descoberta.
Obrigada, Neusa, Filipe, Mansur, Duda, Julita e João. Fico super feliz com a leitura de vcs e em divulgar mais um pouco a comunidade cabo-verdiana em nosso país.
Neusa, bem-vinda ao Overmundo. Adorei ler seu comentário e tive muito prazer em conhecê-los e escrever sobre a Associação e Cabo Verde aqui. Tomara que vcs se animem e passem a colaborar também com o Overmundo, que adotem o site como um canal pra apresentar suas idéias, suas tradições, sua cultura etc. E pra interagir com a galera overmana de todo o país. Essa "casa" aqui é riquíssima e, no melhor estilo cabo-verdiano, se caracteriza pela morabeza.
Filipe, acho que é isso mesmo: tento conversar com vcs enquanto escrevo... Que bom que deu certo!
Nunca ouvi falar do "zouk", Mansur. Talvez seja de lá mesmo. Cabo Verde tem se revelado uma terra muito rica - não em diamantes e ouro, mas em arte e cultura, como bem disse o Rui em seus versos.
Valeu, por mais essa contribuição musical, Duda. Vou ouvir, com certeza.
Julita, que ótimo que o texto te inspirou a falar sobre a comunidade daí. Pelo que soube, há muito mais cabo-verdianos em Fortaleza, e, ao contrário dos daqui, eles mantêm o hábito de falar o crioulo. Quem sabe já não estejam rolando umas parcerias musicais por aí? Nascendo um novo ritmo - uma mistura de forró ou baião com funaná ou coladeira? :-)
Pois é, João, a comunidade é quase desconhecida pelo pessoal de Mesquita mesmo. A associação ficou um tempo sem atividades freqüentes, mas agora eles estão tentando resgatar esse pedacinho de sua história e promover eventos regulares para manter o pessoal unido. Esses dias mesmo vai rolar um futebol e churrasco. Se quiser participar, dá uma ligada pra Neusa e confirma a data direitinho.
Abraços a todos.
Nós caboverdianos de Santo André estamos com inveja de não ter uma matéria assim, Tetê, venha para cá fazer um trabalho conosco também..
ZeAugusto · Santo André, SP 10/8/2007 01:43
Parabéns, Tetê! Sempre nos surpreendendo!
Cris
Oi Tetê, parabéns pela reportagem. Oportunamente, vou pegar carona no assunto para lembrar de Cesária Évora, grande cantora caboverdiana, com músicas maravilhosas.
Beijos,
Carmencita/Curitiba-Pr
Olá Zé Augusto, Cris, e Carmencita!
Zé, que bom que o texto repercutiu bem junto à comunidade de Santo André. No fundo, escrevi sobre o pessoal de Mesquita, que tive o prazer de conhecer, mas creio que minha abordagem retrata os cabo-verdianos de todos os lugares de nosso Brasilzão - com sua morabeza (adorei a palavra! rs) e simpatia.
Cris, menina, tava sentindo sua falta. Que bom que gostou de mais essa descoberta sobre a Baixada.
E Carmencita, a Cesária é mesmo uma baita referência do talento e da arte dos cabo-verdianos.
Beijos.
Oi... nordeste&caboverdianos verdade cultural, há muito que queria conhecer mais sôbre Cabo Verde, e hoje aqui vc me permitiu conhecer... Valeu... abraços.
analuizadapenha · Natal, RN 10/8/2007 13:18
Oi Tetê, de fato sua matéria contempla a emigração caboverdiana no Brasil como um todo, a situação é semelhante.
E já que voce gostou da nossa Morabeza, fique sabendo entâo sua matéria foi "um sabura" e que agora "Bô ê nos kretcheo", vale a pena investigar o significado. Abraço fraterno caboverdiano. Zé Augusto
Ana e Zé Augusto, obrigada pela visitinha aqui. Fico feliz que possa ter compartilhado com vc, Ana, o pouco que aprendi sobre Cabo Verde esses dias.
Zé, andei pesquisando no Google e descobri que "sabura" é algo como "gosto, prazer". Agora, o que significa "Bô ê nos kretcheo"? :-)
Abraços.
Pena que eu ainda não conhecia o overmundo quando você publicou esse texto! Muito legal mesmo.
Esse espírito dos universitários quererem voltar pra Cabo Verde também acontece em São Paulo. Uma colega minha da faculdade está voltando esse ano, agora que já se formou.
Quanto ao zouk, ele não surgiu em Cabo Verde, mas lá fez muito sucesso e foi adaptado, ficou com uma cara própria dos caboverdianos do mundo todo.
E gente, Cesaria é maravilhosa, mas Cabo Verde (e seus filhos e descendentes espalhados pelo mundo) tem muito mais coisa boa pra se ouvir: Teófilo Chantre, Mayra Andrade, Tcheka (gostei desse CD mais recente), Lura etc. É só pesquisar (e ouvir uma palhinha nesse podcast).
abraços
Tetê,
Linda a sua reportagem!
Eu, como apaixonado pela cultura lusófona e mantenedor de uma revista eletrônica voltada a cultura de mais de 230 milhões de falantes da língua portuguesa gostaria muito de publicar este seu trabalho. Deixo este convite.
meu msn michellniero@hotmail.com
e-mail michellniero@opatifundio.com
saudações.
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