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Cadê o público??!!
Bruno Maia (sobremusica.com.br) · Rio de Janeiro (RJ) · 18/9/2006 11:04 · 277 votos · 28 comentários ·  
 
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overponto
Bruno Maia
Cadê??
Venci a tentação de colocar o título “Dado vira lobo” nesse texto. Achei mais correto não jogar sobre o artista tal responsabilidade. Optei por uma pergunta, a mesma com que o produtor carioca Bruno Levinson introduziu uma discussão sobre a (não) participação do público carioca em eventos culturais da cidade, no blog Jam Sessions. Essa é a pergunta-queixa freqüente que se ouve de produtores musicais hoje em dia, especialmente no Rio de Janeiro. Este é o tipo de pergunta que não é feita apenas por Levinson. Sem querer soar pretensioso, ouso afirmar que, na noite de terça-feira, acho que descobri mais uma parte dessa resposta que parece não ter fim.

Fui ao Jardim Botânico, do Rio de Janeiro, no Espaço Tom Jobim para conferir a primeira apresentação de Dado Villa-Lobos, no lançamento do disco Jardim de Cactus. Seria um show especial, cheio de convidados bacanas, num espaço novo que eu ainda não conhecia. Além disso, pra minha surpresa, na noite anterior, eu tinha escutado uma música na MPB FM que me chamara a atenção. Não lembro do nome dela, mas lembro que o locutor disse que era do Dado Villa-Lobos com mais alguém. Quando soube do show, na terça-feira de manhã, pelos jornais, resolvi ir.

O horário divulgado era 19hs. Cheguei às 19h15. Poucas pessoas estavam no lugar. Muitos seguranças vestiam seus ternos chics. Uma iluminação bacana indicava um ambiente meio (argh!) lounge, cara de noite paulistana. Sem filas. Procurei a bilheteria. Já havia três pessoas por lá. O funcionário me disse para esperar um pouco porque os produtores estavam vendo se iriam liberar mais ingressos para venda, pois já estava tudo esgotado. "Uau!", pensei.

Vá lá, esperei cinco minutos, até que chegou a produtora. Ela virou para o rapaz da bilheteria e o instruiu a avisar a quem aparecesse por lá que estava tudo esgotado, que esperassem até uns quinze minutos antes do começo do show (minha cabeça perguntava "ué, mas o show não era às 19hs? Já são 19h20?") para ver se alguns dos convidados desistiriam. Eu, com essa cara de bobo que Deus me deu, só assistia àquilo, enquanto a produtora, seríissima, continuava falando com o funcionário, que só aquiescia. Dizia ela que não podia fazer nada, que já tinham quase 500 pessoas na casa, que não podia entrar mais ninguém. O funcionário fez cara de susto com tal número, afinal a casa estava vazia e a capacidade oficial do lugar é de 400 pessoas. Vendo a cara dele, a produtora completou, ainda mais séria: “Ééé! Quase 500: 327 convidados confirmados – ela enfatizava o “confirmados” –, 40 da MPB FM e mais os 100 ingressos. Não dá mais ninguém! Se os Bombeiros aparecerem, fecham a casa. Tem que esperar quinze minutos antes do show. Quinze pras nove eu venho aqui e a gente vê se dá pra vender mais algum ingresso".

Aha! Achei a resposta tão procurada pelos produtores. "Cadê o público??!!".

Cadê?!

Bem, uma parte tá do lado de fora, tentando entrar, chegando no horário previamente estipulado para o evento, esperando os convidados que confirmaram presença e que provavelmente não vão aparecer. E, por sua vez, cadê os produtores??!! Estão lá, tranqüilamente, pedindo que você, que quer pagar por um produto cultural, espere mais uma horinha e meia, ali, em pé. Espera aí, uma horinha e meia, que, de repente, você-mané entra. Afinal de contas, você-mané já saiu do trabalho direto pra cá, sem nem passar em casa. Afinal de contas, você-mané já pagou o táxi, ou a gasolina/flanelinha. O que te custa, você-mané, mais uma horinha e meia que nem um pastel, em pé, do lado de fora. Aproveita, você tá no Jardim Botânico. Ganhou uma hora e meia de ar puro como brinde! Aproveita, você-mané, com essa cara de bobo que Deus lhe deu.

Tudo bem que a crítica de que hoje em dia todo mundo quer ser vip é válida. Mas o que fazer quando os próprios produtores estimulam esse tipo de postura? Se você não der um jeito de ser “vip”, você corre o risco de não entrar. E outra coisa. Neste caso, estávamos falando de CONVIDADOS! Esta foi a denominação dada pela produtora. Convidados, o nome já diz, são convidados pelo dono da festa, certo? E se confirmaram presença é porque realmente foram contactados pela produção. Então o Dado vira lobo? A culpa é dele? Sei não...

Agora me diz o que você acha disso: TREZENTOS E VINTE E SETE convidados CONFIRMADOS. Mais os que não confirmaram. Quantos seriam esses? Setenta e três, que completariam os 400 lugares oficialmente disponíveis na casa? Mais 40 ingressos para bancar a “divulJAgaBÁção” da MPB FM? É isso? “Ah, mas tiveram 100 ingressos”, há de surgir um pra dizer... Faça a conta e veja qual é o percentual de cada “faixa de público”, para cada "target" . (Não é assim que se acostumaram a tratar os consumidores de música? "target"?). São esses 100 que vão pagar e viabilizar o evento? É isso que é ser produtor?

Não adianta reclamar da falta de público assim. As pessoas tentam ir, saem de casa ou do trabalho e vão direto pra lá. O horário do show divulgado é falso, afinal, a própria produtora disse que “às quinze pras nove eu volto aqui”. Não há ingressos para quem quer comprar. Há que se esperar os “vips”. O momento já é difícil, o mercado está retraído. Quando um episódio desses acontece, desestimula-se ainda mais o processo de recuperação. E não venham se queixar da falta de espaços, de público, de não sei o quê mais. O jornal O Globo, de terça, deu destaque para o show no suplemento Megazine. A MTV colocou chamadas do evento nos intervalos da programação. O site Globo Online, em certo momento da tarde daquele dia, colocava o show de Dado Villa-Lobos na capa geral(!) e ainda em destaque na sua seção de cultura. O Whiplash, especializado em outro público musical, também noticiou. O portal Terra, idem. Isso, só para citar os que eu vi.

Como sou jornalista formado e escrevo sobre música há algum tempo poderia ter utilizado o expediente de me “credenciar como imprensa”, o que não seria nenhum absurdo. Mas como era um show pequeno, num lugar (provavelmente) bacana, eu tinha decidido de última hora, e como sempre penso sobre a situação da cena carioca, na qual todo mundo tenta ser vip e dar um jeito de entrar de graça, inviabilizando muita coisa legal, achei que não convinha tentar este credenciamento. Mesmo sabendo que iria estar pagando para trabalhar (já que era certo que daquela noite surgiriam novas experiências musicais no meu universo particular, principio básico para que surgissem essas linhas no sobremusica), topei ir. Não quero aqui posar de vítima. Sei que pagar por entretenimento é justo e correto. Aliás, 90% das vezes, sobretudo em eventos pequenos, eu pago meus ingressos e, ainda sim, escrevo sobre eles depois. Por paixão.

No começo do ano, a discussão sobre este tema rolou forte em alguns veículos on-line, com destaque para o blog de Jamari França, no Globo Online, onde houve quase 500 comentários nos textos do produtor Bruno Levinson e da assessora de imprensa Julia Ryff. Bruno Natal, nosso coleguinha, também se posicionou no URBe. Alguns outros textos pipocaram naquela época em outros lugares, mas peço desculpa pelo esquecimento de agora. A situação continua complicada. O modelo de negócio praticado por parte da indústria musical – veja que não estou me restringindo apenas à fonográfica – é velho e desagradável.

Falta coragem para se adaptar a um mundo novo, com um público novo, com uma nova forma de consumo. Isso vai desde a manutenção das tentativas esdrúxulas de combate ao download de músicas com campanhas de apelo ridículo, passando pelo investimento quase-exclusivo de verbas em mídias que já não se mostram eficientes e moldadas por um velho e obsoleto paradigma, pelo distanciamento da comunicação ágil e direta das ferramentas instantâneas ligadas à internet, chegando até aos shows que não se bancam, que privilegiam os convidados, que colocam os seus “vips” nas melhores cadeiras do Canecão e deixam o público pagante, consumidor, com a péssima visão lateral, isso quando esse público consegue entrar. Isso quando ele consegue um ingresso disponível pelo qual ele possa pagar e ver o artista que admira num show que vai ter só umas duas horinhas de atraso. Isso quando ele consegue vencer os maus tratos de seguranças desaforados. Isso quando ele consegue achar uma vaga para o seu carro e pagar dez realecas para que o flanelinha não quebre o seu vidro. Etc, etc e etecetera.

A rotina segue a mesma. Assim como os meninos que morreram no acidente da Lagoa não vão impedir novas irresponsabilidades de jovens no trânsito, esse texto também não vai mudar nada nessa rotina vergonhosa. Mas é preciso sempre botar a boca no trombone e seguir com a corrente de indignação.

***************
Adoraria saber como foi o show. Se algum dos convidados puder, conta para a gente.

***************
Mais uma vez, o parabéns à produtora do evento, tããão zelosa em não exceder a lotação do local.

***************
Ai ai.

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*** texto publicado no originalmente no www.sobremusica.com.br

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Bruno Maia escreve no site www.sobremusica.com.br

tags: Rio de Janeiro RJ musica industria-musical produtor rio-de-janeiro dado-villa-lobos jardim-botanico respeito cade-o-publico produto-cultural falta-de-publico vips


 
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"O momento já é difícil, o mercado está retraído. Quando um episódio desses acontece, desestimula-se ainda mais o processo de recuperação”.Eu que o diga!
Nossa! Tô besta aqui, que coisa mais absurda... pelo que eu entendi o show rolou e não lotou a casa porque os VIPs não compareceram e na espera da produção por eles, o publico não entrou. Foi isso? Lamentável!
Trabalho com produção aqui em João Pessoa, mas por aqui as coisas ainda são diferentes. O problema "público" se posiciona de outra forma: instabilidade. É um risco tremendo apostar num show (principalmente se o artista que estará se apresentando não está com toda a mídia a sua volta) que tanto podem aparecer 10 pessoas na frente quanto 300, por exemplo. Os exemplos e dificuldades que vc falou que enfrenta pra poder ver um show parece que é a justificativa por aqui, com a grande diferença que episódios como o descrito por vc não rola mesmo, já que a dificuldade de se fazer um evento em João Pessoa é tamanha que os produtores evitam ao máximo cortesias e sai catando pagantes, tratando-o com todo o respeito possível. E não o tratamos com todo o respeito possível só por conta disso, claro!
É ser muito burro deixar o que realmente sustenta (ou deveria sustentar) a música sujeito a tanta desatenção. Vemos muitos absurdos por aí como esse mesmo...

Carolina Morena Vilar · João Pessoa (PB) · 18/9/2006 14:55 
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Não sei bem, Carolina. Depois do episódio narrado, não aceitei ficar uma hora e meia esperando para tentar ver aquele show. Seria ainda mais constrangedor me expôr a tal situação. No meu site, o sobremusica, teve uma pessoa que comentou que chegou depois de mim ao evento e que ficou do lado de fora. Como disse, o episódio aconteceu às 19h20 e a "produtora" disse que só voltaria às 20h45, "quinze minutinhos antes de começar". Não esperei.

Essa questão do nível da produção de eventos e produtos culturais deveria ser melhor discutida em todo o país. É bacana que você coloque aqui a sua experiência em João Pessoa. Se um carioca imbecil passasse por isso aí, ia dizer que era porque estava em João Pessoa. Dificuldades existem em toda parte. Usar os vips como forma de encher um evento vazio, ok... Agora, calcular isso tão mal de forma a que o público que chega não consegue entrar?!?!?! E ainda tem que ouvir o desaforo de que "deve esperar um pouquinho pra ver se vai dar"... Como assim?!?! É a total inversão da lógica de consumo, não é?

Enfim, seria bacana se pessoas de outras partes do país também comentassem suas dificuldades. Como falei no texto, a questão, bem ou mal, está sendo posta no trombone aqui no Rio por algumas pessoas... Mas há que se fazer mais e com mais trombones.


Bruno Maia (sobremusica.com.br) · Rio de Janeiro (RJ) · 18/9/2006 15:14 
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dudavalle O show foi excelente (poderia ter sido melhor? sim poderia) você como bom jornalista que eh deve ter lido a noticia no Rio Fanzine de sexta não ? Logo após ler esta noticia, eu me encaminhei ao Jardim Botanico e comprei uma meia entrada e entrei tranquilo no show de ... terça ou segunda sei lah.Isso não eh ser rápido ou esperto eh simplesmente agir.
Não sou fã do Dado Villa Lobos, mas fiquei curioso pelo espaço que se abria para a noite e pelo novo (jah não tão novo assim) trabalho do Dado Villa Lobos.
Todo lugar que estah começando apresenta problemas. Não deveria, sim não deveria mas a prática eh diferente da teoria.Depois fica o pessoal reclamando da falta de espaços pra show etc e etc ...
Eh bem verdade que você também deve saber que tem pelo menos dois meses o Espaço Tom Jobim abriga shows musicais todos os sabados as 17h.
O atraso foi grande mas sabemos por exemplo que o Circo Voador anuncia shows para as 22hs e eles começam pra lah de meia noite isso a primeira atração.Mas nos habituamos e achamos normal e legal, ótimo ! Show , não eh cinema nem teatro , fora isso eu , você e a torcida do Flamengo sabemos que a tal casa (seja Canecão, Odisseia, Circo) precisa faturar, sabendo disso alguns chegam 1 ou 2 horas depois do marcado para não se "aborrecerem". Eh fácil criticar não eh mesmo ?
Poderiamos apenas falar sobre a qualidade do som nessas casas, soh isso ...


dudavalle · Rio de Janeiro (RJ) · 18/9/2006 22:05 
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Bacana Duda! Que bom que o meu texto te deu coragem para fazer o seu terceiro comentário no Overmundo! Pena que não foi suficiente para que você desse o seu segundo voto... Você deve ser realmente muito criterioso e exigente para, estando cadastrado no site desde março, só ter encontrado dois textos que tenham merecido o seu precioso voto. Mas como eram textos da Helena, vejo que escolhestes bem.

Já tinha lido esse seu comentário. Você já tinha escrito o mesmo no sobremusica. Que bom que, para esse seu terceiro comentário no Overmundo, você pelo menos se deu o trabalho de acrescentar um parênteses e algumas parcas linhas em relação ao seu comentário original e não só um Ctrl+c - Ctrl-V. Me sinto abrilhantado por isso.

Vou responder-te usando o mesmo expediente, farei um Ctrl+C - Ctrl+V no minha resposta lá no sobremusica e acrescentando poucas linhas, ok? Você já deve ter lido, mas como queres holofotes, aqui vai:

Salve Duda,
que bom que você gostou do show! Acho isso muito legal. E também pelo fato de vc ter gostado tanto do que viu. Ao que soube, por meio de "convidados", muita coisa deu errado lá dentro também. Pelo menos você gostou. Mas o importante é que você, que pagou, pode ter seu investimento recompensado.

Só peço licença, porque, ao contrário do que afirmastes, eu nunca me acostumei com os atrasos abusivos e absurdos do Circo Voador/ Canecão/Odisséia, por tantas vezes denunciado e criticado nos textos que faço no sobremusica. Pior do que isso, é achar que um lugar pode se atrasar colocando a culpa no outro. Já que é um lugar novo, que funciona há dois meses, como você disse, deveria vir com uma proposta diferente do que é tão criticado na vida noturna da cidade.

Como eu previ no meu texto, sabia que iria parecer um para dizer que comprou ingresso, que havia 100 tickets disponíveis. De novo, faça a conta, calcule a proporção disso e aí, sim, acharás o "x" dessa questão que levanto. Talvez ela não tenha ficado clara para você.

Aliás, obrigado por me informar sobre a longevidade que o Espaço Tom Jobim já tem. Infelizmente, como acabei de retornar ao Brasil (como você pôde acompanhar através de algumas matérias minhas aqui no Overmundo), e não estava por aqui na época do lançamento, de fato não sabia que a casa já tinha taaaanto tempo assim. Obrigado mesmo.

E quanto a sua observação sobre eu ser um jornalista bem informado, agradeço o "elogio" e não sei se, de fato, sou merecedor dele. Mas como você deve ter lido no texto, eu soube do show na própria terça-feira de manhã e não pelo Rio Fanzine. Que bom que você pode desfrutar de um serviço tão bom, inclusive com direito a venda antecipada e podendo utilizar a sua carteira de estudante, que com toda certeza não é falsificada, para curtir a sua noite com Dado Villa Lobos.

Discordo de você quanto a pensar que a justificativa de que "eles precisam faturar" resolve. Isso é pior ainda. Respeito ao público, em lugar nenhum, se dá dessa forma. Esse conformismo com esse "jeitinho brasileiro" é cretino e humilhante. Tenho vergonha disso. Essa aceitação do abuso do poder. Essa filosofia-vampeta, de "eles fingem que me pagam e eu finjo que jogo", essa coisa do "é isso mesmo"... isso é lamentável, desprezível. Ainda mais em época de eleição. Acho que a questão do som, que você suscitou, também tem que ser falada, mas não era o foco deste texto. Se você quiser dar uma relida nos meus textos, vai achar zilhões de críticas sobre isso também. Agora, restringir a isso é ridículo. Criticar é fácil quando se vai aos lugares, assim como elogiar. A crítica é um processo de construção e não de destruição. É importante dizer que o lugar não teve culpa em nada disso, eu acho. Ao que sei, a culpa foi da produção do evento, que era da própria equipe do cantor.

Alguém tem algo mais a dizer sobre esse tema em outros lugares do Brasil?

abraços!
BM

Bruno Maia (sobremusica.com.br) · Rio de Janeiro (RJ) · 19/9/2006 00:12 
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dudavalle Não existe poder sem abuso de poder, infelizmente. Agora me diz (jah que a questão eh essa) essa coisa de vip, celebridade e listinha na porta estah aih e quem serah que criou isso ? De novo, show não eh cinema nem teatro talvez você esteja querendo um lugar marcado, com hora marcada ou quem sabe um curralzinho VIP ateh o Alzirão teve este ano. A culpa (eta palavrinha) deve ter sido de alguém que tentou fazer algo diferente não eh mesmo ? Ter tentado um lugar diferente pela primeira vez. Não estou justificando os erros , soh acho que a critica perde seu "valor" quando desconsidera fatores que podem ser considerados importantes
dudavalle · Rio de Janeiro (RJ) · 19/9/2006 00:55 
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"Mas nos habituamos e achamos normal e legal, ótimo !"
Eu não vejo nada de legal e tbém não me conformo com esta "normalidade"...Nem refiro-me a este episódio aqui abordado, e nem às casas do RJ em especial...Esta é a minha opinão enquanto consumidora e apreciadora de qualquer atividade/manifestação cultural em qualquer lugar da minha cidade ou de qualquer outra cidade. Também acho uma falta de respeito. Com essa vida corrida que levamos não dispomos de tempo para ficar 2, 3 hras esperando para ver algum show ou qualquer outro evento. Precisamos mudar esta "cultura"! Que deixem bem claro então durante a divulgação o número de ingressos realmente disponibilizados ao público...
"...essa coisa de vip, celebridade e listinha na porta estah aih e quem serah que criou isso ?" Eu não sei, mas já incomoda há um bocado de tempo...Penso que isso deva ser repensado!
Minha opinião...
Tânia Brito · Campo Grande (MS) · 19/9/2006 08:37 
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Continuando com a discussão pertinente, aconselho o texto "Nos trilhos", publicado ontem pelo jornalista Bruno Natal, que eu já havia citado acima. Nele, há, entre outras coisas, o registro de mais falta de respeito da classe dos "produtores", com o relato da experiência do Bruno no Motomix 2006, neste último fim-de-semana, em SP (um caos absoluto!) e no Teatro Odisséia, RJ, no último domingo também. O caos parece que é geral e ninguém tá falando muito. Desculpa se insisto na pergunta, mas tenho vontade de saber como é isso em outras partes do Brasil... Se alguém puder, conta aí.

Bruno Maia (sobremusica.com.br) · Rio de Janeiro (RJ) · 19/9/2006 11:07 
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dudavalle Continuando a discussão pertinente.
Agora me diz essa coisa de vip, celebridade e listinha na porta quem foi que criou ???? Quem foi ??? A Tania diz que não sabe.
Ao invés de repensarem isso , eles atrasam o show para faturarem (ou seria compensarem as perdas ??), essa eh a lógica dos caras, gera indignação e artigos na imprensa
dudavalle · Rio de Janeiro (RJ) · 19/9/2006 12:14 
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Olá Bruno.
Olha, aqui em Maceió é a mesma coisa, uma postura de como estivessem fazendo um favor sabe? isso é intragavel.
Mas tem uma outra coisa curiosa que acontece aqui também, o público chega e fica na porta do evento, "dando um tempo" ou simplesmente tomando uma cerveja mais barata dos ambulantes, resultado: os produtores e bandas ficam esperando o público entrar pro show começar, e o público lá fora espera o show começar pra poder entrar. Uma insanidade. Os atrasos são tão costumeiros a ponto de todo mundo chegar uma hora depois, pensando em esperar só mais uma hora em vez de duas, antes do show começar. Imagino que se oficializassem o evento marcado pras 22:00 como para as 00:00, só começaria as 2:00, pq essa necessidade do atraso? não entendo mesmo.
Marcelo Cabral · Maceió (AL) · 19/9/2006 13:29 
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Saquei... Isso realmente também acontece aqui. Mas é aquela coisa, vamos começar a discutir se os shows começaram a atrasar porque a galera não entrava ou se a galera não entrava porque o show não começava. A responsabilidade quem tem é a produção, ela é que presta o serviço e explica sobre os serviços que se propõe a prestar. O consumidor tem a liberdade de escolher se quer assistir tudo, se quer assitir parte, se quer pagar e não assistir... cada um na sua. Agora, o que não pode é continuar com essa cultura tipicamente brasileira que o justo paga pelo errado. O cara que chega na hora nao pode ficar 3 horas esperando o camarada que quer ficar bebendo cerveja. Se o cara quer, chega antes. Isso vai soar antipático, mas é necessário que em um dado momento alguém comece o processo de mudança. Tenho certeza que depois de 2 ou 3 shows perdidos, neguinho vai entrar na hora. Isso já aconteceu algumas vezes, em alguns eventos. O show da Avril Lavigne na Apoteose começou na hora marcada. Os malandros que chegaram atrasados reclamaram que perderam, que show começa sempre ocm uma hora de atraso, etc... Isso foi matéria no Globo e os caras ficaram de otário, porque eles não tem argumento par sustentar a sua opinião equivocada. Não adianta. O profissional da área que deve agir de forma correta é o produtor. Essa responsabilidade é dele. O produtor que joga essa responsabilidade sobre o público é um fraco.
Bruno Maia (sobremusica.com.br) · Rio de Janeiro (RJ) · 19/9/2006 14:27 
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Concordo total! A responsabilidade é do prestador do serviço, claro. Comentei do comportamento do público, mas de forma alguma tentando justificar a produção dos eventos, eles são os responsáveis. O público não tem obrigação com ninguém a não ser com ele mesmo, está ali pra se divertir, ao contrario de quem ta ali trabalhando.
Marcelo Cabral · Maceió (AL) · 19/9/2006 14:43 
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No entanto, em shows pequenos mesmo, de bandas independentes por aqui, ninguém gosta muito ser a primeira banda a tocar, porque não quer tocar pra ninguém, e muitas vezes o produtor está na cola dos músicos pra que eles comecem a tocar no horário marcado e eles não querem começar antes do público entrar, e fica esse impasse patético. Querendo ou não isso acontece, mas sempre, a responsabilidade é da produção, de botar moral com os músicos e ou toca na hora marcada ou toca e pronto.
Marcelo Cabral · Maceió (AL) · 19/9/2006 14:57 
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Excelente texto! É uma pena que o mercado cultural nem sempre aceita esse tipo de crítica.
Gravatai Merengue · São Paulo (SP) · 19/9/2006 22:04 
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Como já falaram acima, o pior é saber é saber que essa lógica de consumo invertida (pervertida, eu diria) acontece em vários lugares do Brasil. E o público ainda leva a culpa do "atraso programado".
Marcelo Benevides · Recife (PE) · 19/9/2006 23:45 
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Ih, aqui em Teresina acontece do mesmo jeito...é tão comum que se um show é marcado pras 21h, o povo já acostumou a só sair de casa às 23h, porque antes da 0h00 não começa. É terrível!
Aí os produtores dizem que não começam porque não tem gente. Só que se o público chega cedo, não começam do mesmo jeito!! Já fui a um show marcado pras 21h que começou 1h da manhã!!! Um verdadeiro absurdo!
Natacha Maranhão · Teresina (PI) · 20/9/2006 00:22 
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Legal os testemunhos. Gostaria de saber que tipo de cobrança existe por aí sobre a mudança deste quadro. Bem ou mal, aqui no Rio, temos tentado gritar, reclamar e mesmo passando por chatos, não deixar essa situação cair numa aceitação cínica. Vocês conhecem (ou têm) blogs, revistas, sites, ou algo que se disponha a criticar essa situação em nivel municipal? Na minha opinião, não é possível que um texto que trata desse assunto tenha tanta aceitação aqui no Overmundo e isso não represente uma força capaz de começar a mudar algo. Gostaria de pedir que todo mundo fizesse isso. Vamos falar, escrever, criticar. É só assim, quando cai uma pedra na vidraça, que alguém vai fazer alguma coisa. A vaidade é o principal pecado dessa gente e só através deste tipo de "denúncia" pública é que eles se sentem atingidos. É claro que é importante criticar ao vivo, na hora, mas lá eles cagam, pois sabem que o público está numa situação inferior, muitas vezes dependente da prestação daquele serviço. Mas é vital colocar isso numa vitrine pública para que interfira, de fato, no cotidiano desses caras.

Existem esses blog/sites/canais/jornais/ veículos afins que exercitem essa função?
Bruno Maia (sobremusica.com.br) · Rio de Janeiro (RJ) · 20/9/2006 01:21 
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Gostei do texto, mas a propósito qual era o valor do ingresso em questão?

achr · Porto Alegre (RS) · 20/9/2006 02:00 
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O mercado cultural é segmentado, pouco divulgado pro grande público, sem contar os valores, olha o salário mínimo de R$ 350,00 reais. A exclusão começa ai!
achr · Porto Alegre (RS) · 20/9/2006 02:07 
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 A. Wagner Oliveira Enquanto uns morrem de fome, outros por falta d´água para beber, enquanto a morte vem pela mão dos homens, ou pela falta do que fazer, tanto tempo é perdido nos irritando com pequenos problemas. como cantava Cazuza, "Agora eu vou cantar pros miseráveis...pras pessoas de alma bem pequena, remoendo pequenos problemas...". Também não gosto de esperar, nunca fui passivo em qualquer situação na minha vida, aqui em Cuiabá/MT a situação tbém não é diferente, maninho, ainda mais aqui, onde demora-se meses para vir alguma carinha nova do eixinho RIO-SP. Demagogo, eu? de forma alguma. Mas a bem da verdade, o que mais me dói é ouvir e ver se falar tanto das mazelas do Rio (violência, droga, mortes a torto e a direito, mendigos, probreza em geral) e nós discutindo atrazo e, não é papo de politico, é papo de poeta, que sente as dores do mundo. Concordo com o que a garota disse acima e contigo próprio Bruno (belo texto aliás), num mundo frenético ou, nessa era frenética não temos 2 ou 3 horinhas, mas podemos mudar de lugar, quebrar os vidros e respirar. Boicotem as péssimas produtoras, façam campanhas enumerando os zil atrazos e trabalhem pelo boicote...me desculpe pelo tom do texto Bruno, é que acordei hj de mau humor, acho que tive um sonho ruim... Aquele Abraço
A. Wagner Oliveira · Cuiabá (MT) · 20/9/2006 10:26 
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Achr, o ingresso custava R$20,00 e, como disse o nosso amigo dudavalle, era possível (era????) comprá-lo utilizando-se o expediente da meia-entrada. O lance é que pra vc comprar, tinha que superar os 327 vip´s + 40 ingressos para a rádio que ocupariam 91,75% dos lugares na casa.

Ao A.Wagner Oliveira, acho uma boa idéia fomentar a ida a lugares que respeitem o público. Mas é preciso cobrar daqueles que querem fazer nome propondo grandes eventos, mas que na hora de mostrar eficiência de trabalho, fazem essas imbecilidades. Não dá também para se privar de ver os artistas que se gosta por causa desses produtores! Não acho bobeira discutir esse atraso só porque há milhares de mazelas mais graves no Rio de Janeiro. Até porque, a questão dos "atrasos" tem a ver com desrespeito, com abuso de poder, com descompromisso. E isso tudo aparece aqui numa escala menor, mas tem as mesmas origens de vários outros padrões de comportamentos em outras áreas da vida social, que, aí sim, geram as mazelas mais graves. Há que se falar, sim, contra essa passividade cretina. Contra essa apatia, esse conformismo. Mas entendo o tom do seu comentário. Não tem grilo, não, relaxa.. heheh... E um bom sono nas próximas noites pra vc... heheh

abração a todos!
BM
Bruno Maia (sobremusica.com.br) · Rio de Janeiro (RJ) · 20/9/2006 11:08 
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dudavalle Atenção produtores culturais: sejamos britânicos, Just in time porque afinal de contas time is money.
Quanto a vips, celebridades e listinha na porta ...
quanto a qualidade do som
quanto aos preços das bebidas
quanto ao preço dos ingressos que são calculados como se todos fossem pagar meia entrada
quanto a cobrança de 10% de serviço (?)
quanto a consumação minima
enfim
com relação ao tempo faltam duas semaninhas para as eleições e faz sol no Rio de Janeiro
dudavalle · Rio de Janeiro (RJ) · 20/9/2006 12:51 
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peter dreyfa A respeito desse assunto, não pude resistir em relatar um fato que ocorreu comigo no ano passado quando, de passagem pelo Rio, fiquei sabendo que ia rolar um show do Guru Jazzmatazz no Circo Voador... porra, que legal! pensei... lembrando do show deste mesmo cara que tinha assistido no já distante Free Jazz Festival de 1994...
Show marcado pras 22 horas e como tinha umas 3 atrações de abertura e já contando com o "tradicional" atraso de duas horas, cheguei na Lapa animado lá pela 1 da matina... tinha um dj americano no palco fazendo um som interessante em sync com a simagens do telão... lá pelas duas e pouco ele termina seu set e eu penso: "agora é a vez do Guru e seu jazz/rap..."
Ainda aturei mais uma hora de um rap paulista chatíssimo que subiu ao palco... o relógio marcava 3 horas e já era pra atração principal estar pelo menos com meio show andado, mas não, entrou mais uma banda nacional pra testar a resistência do público, a esta altura claramente menor do que quando havia chegadoao local... 3 e meia, palco vazio, fui na entrada do camarim/área vip intimar o segurança pra saber se o nosso amigo Guru ainda ia subor ao palco... "foram buscar ele no hotel", me dizia o grandalhão... o absurdo atingiu o seu ápice quando as 3:45 da matina um locutor anuncia pra galera a subida ao palco de Guru Jazzmatazz... três negões americanos bombados começam a soltar voz... rap agressivo, nada a ver com Jazzmataz... tudo bem, devem ser os parceiros dele... a primeira música termina, vem a segunda, a terceira.. mas kd o noso amigo Guru?!... fui de novo intimar o segurança "Kd o organizador do evento? quero meu dinheiro de volta!"... um outro camarada teve a mesma idéia que eu e fez coro com minha indignação... enquanto isso a galera tá lá... doidona de àlcool, maconha e outros entorpecentes acenando animadas pro palco, achando que ali estava a atração principal da noite... mas não estava, o cara nunca apareceu... o show foi uma farsa!!! Fui embora revoltado com a organização do pseudo-show e perplexo com a falta de discernimento do público... uma ignorância e passividade que perimite que estes produtores pilantras cometam toda sorte de descalábros e ainda embolsem uma grana...
peter dreyfa · Florianópolis (SC) · 20/9/2006 16:33 
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Bruno eu achei o seu comentário do dia 19/9/2006 02:27 (aliás, isso é hora de ficar comentando? Que que houve, vc estava esperando algum show começar?) :-)

É uma pena que seja tão comum o justo pagar pelo errado. O pior é que no mundo real, off-overmundo, tem uma massa enorme de gente que acha que não tem nada demais em agir errado se for para tirar alguma vantagem. E o triste é que, como se percebe facilmente, qualquer tentativa de se debater isso de forma racional cai na esparrela de que somos assim, mulatos inzoneiros, cheios de ginga, mas incapazes de nos organizarmos sem sermos infelizes. Que combinar um horário e cumprir o combinado é coisa de britânicos, frios e insensíveis, sem sal e sem sabor.

Parece que sempre precisamos de alguém que nos enquadre em leis, diretrizes e normas. Será que vai ser preciso que se baixe uma lei qualquer obrigando as casas noturnas a respeitarem horários? Ou que algum vereador resolva que para evitar acidentes de madrugada os shows devem acabar antes das 22:00h?
Rodrigo Biguá · Rio de Janeiro (RJ) · 20/9/2006 16:38 
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Salve Rodrigo!
Pois é, cara, hahahah! Isso não é hora de ficar comentando mesmo não e até agora não lembrei exatamente o que eu estava fazendo no computador aquela hora... Na verdade, eu acho que houve um 'retardo', pois até onde lembro, eu já tava dormindo naquela hora, hahaha..mas enfim.
Concordo com vc, lógico. Isso é coisa de "inglês", né.. Há quem ache que a gente tá no mundo mesmo pra sambar e, quando muito, jogar bola.

E essa história do Peter é escalafobética!!! Como assim?!?!? O artista não foi ao show e não era o Tim Maia?!?!?!? Qué isso! Isso é crime! Tem que rolar um processo. Não lembro de ter lido isso em lugar nenhum. Estou abismado!

Enfim... só acho que a principal questão desse texto não era tanto a questao do desrespeito aos horários e, sim, à cultura dos VIPS que assola nosso tempo. Acho que faltou a opiniao e a experiencia do pessoal nesse sentido.
Bruno Maia (sobremusica.com.br) · Rio de Janeiro (RJ) · 20/9/2006 17:58 
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dudavalle Não sabia que os britânicos eram isso tudo aih que você descreve, não posso dizer o mesmo.
E que nós somos assim. Nós quem ? Somos assim quem ? Talvez fosse melhor dizer que alguns produtores "culturais" são assim e convenhamos talvez jah tenha sido muito pior no passado não muito distante. A chamada industria "cultural" estah começando no Brasil depois de alguns anos no qual artistas não podiam nem se reunir. Olha soh o comentário do Wagner de Cuiaba, mas tem gente feliz com segundo show do Franz Ferdinand no Rio, nada contra, mas entenda o disparate (isso tudo porque estamos discutindo de forma irracional :-)))) Quer dizer eh mais fácil uma banda escocesa vir ao Rio (duas vezes) que uma do Rio ir a Cuiaba ou uma de Cuiaba vir ao Rio.
Ah sim mas o problema são os atrasos, O Delay (Beck) :-)))
dudavalle · Rio de Janeiro (RJ) · 20/9/2006 18:23 
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Aqui em Brasília é a mesma coisa. Igualzinho. Algumas casas de shows fazem ainda o absurdo de deixar uma fila formar na porta, mesmo que não tenha ninguém lá dentro.

Aí depois essas mesmas casas reclamam que o público prefere ficar do lado de fora, bebendo, do que lá dentro, assistindo ao show.

E o mais incrível é que quando pretendem fazer algo que realmente comece no horário, os produtores locais recorrem a singelos avisos que soam, no mínimo, esquisitos: "O show começa as 21h (DE VERDADE)".

Quer dizer que o resto é de mentira?
Daniel Cariello · Brasília (DF) · 20/9/2006 18:53 
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Bruno esse teu texto é bem abrangente, por isso a discussão pode tomar diferentes rumos devido a percepção e realidade de cada pessoa que lê. Vendo através da minha realidade (e a que eu vivo, do lugar onde moro) sinto que a cultura é cara e os eventos gratuitos pouco divulgados. Já os VIP são a modernização (ou pós modernização) do famoso "carteiraço" aquele já muito práticado desde os tempos passados. A meia-entrada é um bom incentivo (pena que para eu e boa parte da população não faça efeito, pois assim como eu muitos não são estudantes). O que pode ser feito seria fazer tipo que duas sessões para poder contemplar VIP's, patrocinadores e convidados e uma sessão para o grande público com preços acessíveis. Sempre lembrando que as casas de shows devem preservar a qualidade técnica de ambos os espetáculos.
Mais uma coisa aos donos de casas de espetáculos: Parem de desligar o ar condicionado do local para aumentar a venda de bebidas, isso também é escandaloso, e uma prática muito comum nos bares e locais de shows aqui em Porto Alegre.
Desculpem os erros, um abraço a todos.
achr · Porto Alegre (RS) · 21/9/2006 00:40 
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.ate onassis se mete ao rock....porta..fila lista......esqeuçam;;;;e procurem nis cantos;;;
Andre Intruso · Jaboatão dos Guararapes (PE) · 15/11/2006 04:00 
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