Cadê o trem que estava aqui?
Enquanto por um lado propõe-se a instalação do rodízio de carros em Blumenau, a implantação da Ferrovia das Bromélias, entre Rio do Sul e Apiúna, é saudada pelos aficionados por trem (inclua-se esta escritora) de forma efusiva. Como paulistana, experimentei por anos o rodízio existente naquela metrópole, desde a sua implantação e convivi com os vários aspectos positivos (melhora da qualidade do ar e trânsito mais rápido) e negativos (fraudes e adulteração das placas, maior número de veículos antigos e com irregularidade de documentação circulando).
O trem? Ah, somente quem já experimentou o sacolejo do vagão, o som do apito inconfundível ao chegar à estação ou ainda, a visão da luz de uma locomotiva invadindo o espaço e cortando as dormentes é que sabe o valor e gosto de sentir essa nostalgia.
A cidade cresce em ritmo acelerado e perde-se, assim como outras do Vale, na importância do resgate de um dos meios de transportes mais econômicos, nostálgicos e eficazes: o trem. Nesse trilho, o núcleo regional da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) trafega na contramão desse crescimento tentando manter o que resta e resgatar dormentes perdidas, tomadas pelo mato e esquecidas pela ambição do progresso.
No contraponto do crescimento demográfico e da evolução da tecnologia nos transportes, como cidadã que necessita transitar com conforto, rapidez e segurança pela cidade pergunto: Cadê o trem que estava aqui?
Talvez a discussão possa ser ainda mais "sacolejada" oportunizando o tema com grupos ambientalistas e ciclistas que lutam incansavelmente por projetos que beneficiam ciclovias. O transporte da “loira” Blumenau merece ser discutido por pessoas que intencionam muito mais do que a rapidez e segurança. Saúde, resgate histórico-cultural e ainda uma boa pitada para o Turismo deixariam a cidade e seus habitantes mais felizes. Piuíiiiiiiiiiiiiiii
Fátima Venutti
Escritora
Fátima, muito oportuna sua publicação. Votei e torço para que seja publicada. As ferrovias deveriam ser revitalizadas em todo o país para trazer força á economia, turismo e qualidade de vida.
abraço
Fátima, realmente tu gostas de trens. O que é ótimo. Resgatar essas antigas formas sociais em nova roupagem é a função de nossa construção social. Devemos repensar o passado avaliando o presente em direção do futuro. Com certeza reviver o trem é algo positivo para nossas vidas, já que entulhamos nossas cidades de automotores e agora tudo está um caos. Novas formas alternativas devem surgir e é imperioso que surjam.
Abraços
Aproveite e veja http://www.overmundo.com.br/overblog/defensores-do-indefensavel-pedofilia-em-questao que está em votação.
Na minha infäncia circulava lá pelo interior de SC a RVPSF – Rede Viação Paraná-Santa Catarina de saudosa memória...
Fiz uma viagem de Caçador, SC até Passo Fundo, RS passando belas belíssimas pontes em arco de ferro construídas pelos ingleses.
Existe um projeto do BNDES restaurando algumas linhas intermunicipais (com composições modernas tipo ônibus transportando apenas passageiros). Sao 28 trechos, do Maranhão ao Rio Grande do Sul. Aqui no Rio há um outro projeto com 25 linhas. São projetos que já estão rolando há muito tempo. Não sei se sairão do papel tão cedo...
Abraço!
Fatima,
Conheço bem essas estações de trens que hoje estão desativadas,
( RVPSC) a de Ponta Grossa que era bem usada por nós.
Adorava aquele tempo.
e também pergunto:
cadê o trem que estava aqui?
devolvam-nos.
bjsssss
Nada mais agradável e confortante que uma viagem de trem.
Muito bom!
Bjs
Em Minas, a desativacao foi total! A gente ia para Montes Claros, para o Rio, Sao Paulo, de trem... em Belo Horizonte tinha ligacao de bondes para todos os bairros, veio um nao sei quem, mudou tudo ! Deve ter corrido um "cala boca" por debaixo dos panos para beneficiar o transporte que hoje vemos por ai, poluindo e entupindo as estradas. Ate o Governo sabe a solucao, mas nao temos mais a tal da "autonomia" politica! Muito bom seu texto! Parabens
victorvapf · Belo Horizonte, MG 17/9/2008 21:22Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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