Brasil.gov.br Petrobras Ministério da Cultura
 
 

Caiu a espinhela? Procure por elas, as Rezadeiras

Ériton Berçaco
Da esquerda para a direita: Dona Philomena, Dona Chica, Dona Elza e Dona Eurides
1
Ériton Berçaco · Muqui, ES
12/10/2007 · 283 · 42
 

"Lenços giram no ar limpando o pó/ que cai agora e sempre/ As Rezadeiras Rogam ao Tempo/ o Tempo e Maré não esperam por ninguém"

Rezadeiras (um poema), de Claudia Puget.

É um ambiente de fé e de luz a casa de uma rezadeira. Quem já procurou alguma para se benzer sabe do calor humano que se pode sentir ao estar diante de uma das figuras mais mágicas e singulares da cultura popular brasileira. O olhar, o acolhimento, as vibrações positivas, o sentimento de proteção, são coisas que enchem nossa alma de felicidade. Numa casa simples, na esquina ali na frente, numa casa no morro ou na baixada, em uma cidadezinha de inteiror, em uma estrada na roça, em um lugar singular é sempre possível encontrar alguém com o dom da reza e da cura. São rezadeiras, curandeiras (os), benzedeiras, rezadores, pessoas que dedicam grande parte do seu tempo para simplesmente ajudar os outros.

Mas, como bem diz o poema "Rezadeiras”, de Claudia Puget, o tempo não espera por ninguém. E, com o passar do tempo, as rezadeiras têm sido menos procuradas e, também, já não se encontram tantas rezadeiras por aí, como nos tempos da minha avó. Ou das minhas avós, já que ambas são rezadeiras.

Para falar deste tema aqui no Overmundo, fui à busca de conhecidas rezadeiras aqui em Muqui, sul do Espírito Santo. Na cidade, mesmo sem nenhum registro oficial do número de pessoas que rezam, e mesmo já não tendo tantas rezadeias como antigamente - algumas já faleceram -, ainda é possível encontrar senhoras conhecidas por livrar muita gente de males que às vezes a medicina oficial desconhece. E o que não faltam são notícias de gente que só conseguiu alcançar sua graça (seja ela a cura de uma doença ou mesmo a recuperação de algum objeto perdido) por meio da bênção de uma rezadeira.

Uma das rezadeias mais conhecidas de Muqui é minha avó materna, dona Philomena Mateinni Bernardi, 86 anos, filha de italianos e católica fervorosa, rezadeira há mais de 50 anos. É difícil quem não a conheça e quem nunca tenha ido pedir suas bênçãos. Em média, Dindinha - como a chamamos -recebe cerca de 5 pessoas por dia em sua casa. Mas, como ela diz, "já teve vezes de receber gente o dia todo". O que ela reza com mais freqüência é "espinhela caída", que, segundo ela e outras rezadeiras, trata-se de uma dor no estômago, provocada pelo deslocamento de uma nervura, ou cartilagem, localizada na "boca do estômago" - saída do esôfago para o estômago.

Para os males, rezas e ervas medicinais
Além da espinhela caída, os males mais comuns curados pelas rezadeias são o mal olhado, o vento virado, cobreiro, íngua, quebranto, torção muscular (destroncado), , erisipela (vermelhão na perna, resultante de uma infecção causada pela bactéria estreptococos) e mal de simioto.

Os chás e banhos de ervas medicianais também são, muitas vezes, receitados. As ervas podem ser benzidas, o que torna sua eficácia ainda maior. Um emplasto com sumo folhas de saião com sal é tiro e queda para destroncado; também pode-se tomar o sumo da erva que age como antiinflamatório. O chá de rosa branca é ótimo para o útero e doenças relacionadas a essa parte do corpo da mulher. O chá de erva-doce é recomendado para espinhela caída e age, também, como calmante.

No caso de Dindinha (Dona Philomena), ela também reza contra pragas em plantações e faz o Responsório de Santo Antônio. O Responsório é feito para se encontrar algum objeto perdido. Ela conta que um produtor de café da região procurou por ela, pois haviam roubado muitas sacas de café de seu armazém. Ela rezou o Responsório e pediu que ele tivesse fé. Uma semana depois, o agricultor voltou dizendo que as sacas haviam sido recolocadas no lugar. "De certo que a pessoa se arrependeu de ter roubado e devolveu o café. Santo Antônio, com o poder de Deus, faz com que a pessoa se arrependa do que fez e devolva o que roubou", conta dona Philomena. Muita gente que tenha perdido relógio, celular, e dinheiro a procuram. No caso de dinheiro, ela diz que é mais difícil de recuperar, pois como é algo que se gasta fácil, a pessoa talvez já não esteja com ele quando ela faz o Responsório, o que dificulta a devolução.

Outra conhecida rezadeira na minha família é a Madrinha Elisa, avó paterna. Elisa Gomes Berçaco, tem 76 anos, é descendente de uma índia com português. Dessa mistura - além dos traços fortes: pele morena e cabelos negros e escorridos -, surgiram as orações católicas (portuguesas), mas com o ritual indígena de rezar passando um galho de erva (vassoura ou vassourinha) embebido em água sobre a pessoa rezada. "Eu rezo desde os oito anos de idade. Aprendi a rezar com o meu pai. Eu rezo com galhinho de vassoura, rezo com a mão". A reza de mal olhado é bastante curiosa: quando a pessoa está com mal olhado, o galhinho verde fica murcho, de imediato. Caso contrário, ele se mantém viçoso. Isso não foi ninguém que me contou, eu pude presenciar. Mesmo morando na zona rural, Madrinha Elisa reza pessoas de casa e de fora, que procuram por ela.

Dona Chica
Procurando por outras rezadeiras, fui até a casa de Dona Chica - Francisca Paula Siqueira, de 82 anos. Devota de São Cosme e Damião, além de ter cumprido por 10 anos a promessa de dar doces e balas às crianças, há mais de 50 anos é "médica de Deus", como se autodenomina. Segundo ela, o dom de rezar veio quando ainda era solteira e ela vivia chorando, sem motivos. "Por qualquer coisa eu chorava, menino. Chorava, mas chorava muito. Aí um dia eu pedi a Deus, com fé, que ele transformasse esse choro em um dom, porque não era comum chorar daquele jeito". O dom veio quando uma senhora a procurou com o filho pequeno, que estava doente. A mulher pediu que ela rezasse a criança, ela rezou e a criança ficou curada. "Aquela criança foi um anjo que veio trazer o dom que eu pedi a Deus", conta emocionada.

Quando voltei à casa de Dona Chica, para fazer a foto para a matéria, ela havia acabado de rezar dona Maria Jesuína da Silva, sua vizinha de 95 anos. "Quando eu não estou me sentindo bem eu venho aqui. Venho sempre. Ela me reza de mal olhado e espinhela caída",, conta Dona Jesuína, que ficou feliz com a minha presença, já que não tirava foto há muito tempo. O conselho de dona Chica é simples, "você rezando à noite, com fé, o Creio em Deus pai (ou Credo), você deita despreocupado e nada te atenta". Dindinha também já dizia: "O 'Creio em Deus Pai' afugenta o demônio, você sabe".

Hibridismo religioso e conhecimento popular
A origem de muitas rezas pode ser puramente religiosa, ou fruto de um hibridismo de religiões, ou mesmo de um misto entre conhecimento popular com práticas religiosas. Em geral, as rezadeiras se dizem católicas, mas muitas recebem influência de crenças espíritas, como as das religiões afro-brasileiras e dos rituais indígenas. A cultura das rezadeiras, como é conhecida no Brasil, não se trata apenas de uma tradição nacional, claro.

A reza, a oração, o ato de impor as mãos (providas ou não de objetos sagrados como crucifixos, livros sagrados, ervas, entre uma imensa variedade de coisas) é comum em muitas culturas ocidentais e orientais. Hajam vista alguns rituais budistas, hindus; e mesmo entre evangélicos a cultura das orações por meio da imposição das mãos não deixou de existir. Embora a maioria deles - ex-católicos - reprovem a prática das rezas.

Mal de simioto
Um dos males que costuma afetar muitas crianças, é o mal de simioto, ou mal da tesourinha, que deixa a criança abatida, desnutrida, que a faz definhar de maneira à se assemelhar a um macaco; daí a palavra simioto. O nome "tesourinha" refere-se a uma marca que pode ser vista na base da espinha dorsal da criança, em forma de uma tesoura aberta.

Em Muqui, além de dona Chica, quem reza este mal é dona Eurides Capettini Gonçalves, de 75 e descendente de italianos. A oração, que, segundo ela, é a única que pode livrar a criança deste mal, é rezada em italiano. "Eu não sei dizer se a criança tem ou não o mal, a pessoa traz e eu rezo. Se tiver, vai ser curada, mas também peço pra procurar um médico, porque pode ser outra coisa que só um médico vai diagnosticar", conta.

As rezas resistem ao tempo
Mesmo em tempos atuais, com os avanços da tecnologia e com os mais modernos recursos de que dispõe a medicina do século 21, a cultura das rezadeiras, ou benzedeiras, ainda resiste. Se em número menor nas grandes cidades brasileiras, no interior do país ainda há pessoas que rezam e acreditam na cura por meio da palavra. A assessora parlamentar, Vera Lúcia Santolini Borges, residente em Vitória, conta que sua mãe a levava em duas rezadeiras conhecidas da zona rural de Muqui, onde ela passou a levar seus filhos. Mas, infelizmente, as duas rezadeiras vieram a falecer e ela não conhecia ninguém que rezasse na região. Só recentemente, descobriu uma rezadeira em Vitória, onde passou a levar seus filhos: "De vez em quando eu peço pra ela rezar meu filho, quando ele está muito agitado, caindo muito".

Para a psicóloga Thereza Maria Galvão da Silva, as rezadeiras, ou curandeiras, desempenham, no imaginário popular, o papel de milagrosas, principalmente onde a questão religiosa é muito forte. "As pessoas vão às rezadeiras em busca de algo sobrenatural, acima delas, como se as curandeiras tivessem o poder mágico de curar". E daí a cura pela crença, pela fé. Thereza acrescenta, "as pessoas transferem para o curandeiro a fé que elas têm, reconhecendo que ele tem uma força maior, mágica. No interior, onde o acesso a cuidados médicos costuma ser precário, o curandeiro é aquele que socorre, aquele que acolhe."

A importância dessas pessoas em regiões do interior do país é tanta, que no Ceará, segundo matéria da Folha Online, o Programa de Saúde Familiar (PSF) conta com a ajuda de rezadeiras para garantir que muitas famílias tenham acesso a informações sobre prevenção e tome cuidados com a saúde. Antes, as rezadeiras representavam um empecilho para os médicos, pois orientavam seus "pacientes" que não procurassem pela medicina oficial. Agora, rezadeiras e médicos trabalham em parceria.

Censo mapea Rezadeiras
Um interessante registro dessa manifestação sociocultaural é o realizado pelo Censo Cultural da Bahia, por meio da Secretaria da Cultura e Turismo daquele estado. O levantamento, feito no período de 2002 a 2006 em 417 municípios, registrou cerca de 700 rezadeiras. O curioso é que, desse total, apenas cinco rezadeiras são de Salvador. O que mostra que essa cultura é mais difundida no interior.

O censo também revelou a idade das rezadeiras. Tanto nas cidades da Bahia, como em Muqui, é difícil encontrar rezadeiras com idade inferior a 60 anos. Esse dado reflete a realidade dessa manifestação sociocultural em outros municípios brasileiros. A maioria das rezadeiras está em idades avançadas. Para Dona Elza Fernandes Rosa, de 70 e poucos anos - como ela disse -, rezadeira há mais de 30 anos, "não há problema em ensinar às pessoas mais jovens a rezar, a dificuldade é encontrar quem queira aprender".

Nova Geração de Rezadeiras
Em muitas cidades do interior do Brasil, ainda é comum encontrar na genealogia de algumas famílias uma pessoa que reze. E, geralmente, a oração foi ensinada pelos pais, ou avós, mantendo assim a conhecida prática da transmissão oral de conhecimentos populares. Só na minha família há duas rezadeiras tradicionais, além de outras mais jovens que vêm aprendendo o encanto de poder abençoar os rostos de sua gente e acolher os que sofrem de toda falta de sorte.

Preocupada em ter alguém para rezar o próprio filho e pessoas da família, a comerciária Élida Maria B. Félix, de 22 anos, procurou a avó - a Madrinha Elisa - com quem aprendeu algumas orações. Depois, ao levar seu filho para rezar com dona Eurides, acabou aprendendo outra oração importante. “Eu aprendi a rezar mal de simioto e espinhela caída". Por enquanto, ela só reza pessoas da família, mas diz que sente que todos têm mais fé nas rezadeiras mais antigas. Além de Élida, sua irmã e duas primas também já aprenderam algumas rezas e são a garantia de que a tradição não vai se perder.

Outra rezadeira jovem, mas que já reza há 25 anos, é Elizete Almeida, de 43 anos. Segundo ela, aos sete anos recebeu uma visão. "Um anjo saltou em minha cama e eu vi a imagem de Jesus na Santa Ceia. Contei para minha mãe e ela me disse que aquilo era um dom". Desde então, ela desenvolveu o dom da oração. Elizete recebe pessoas de vários lugares. "Vem gente até de fora do Espírito Santo". Com a grande procura, ela resolveu estabelecer horários para a reza, porque não estava dando conta de cuidar dos serviços da casa.

Em geral, as rezadeiras não têm horário certo para rezar. Porém, há algumas restrições: algumas rezam só durante o dia, outras não rezam aos domingos. Dona Eurides, no entanto, disse que reza em qualquer dia e horário, pois "Deus está todos os dias e todas as horas com a gente". Elas também não cobram para rezar, já que entendem que têm um dom e não devem cobrar por isso. Mas, também não recusam agrados. "Tem gente que traz algum mantimento da roça, outros trazem bolo, biscoito. A gente aceita, né?", conta Dona Chica.


Todas as rezadeiras se dizem intermediárias entre Deus e o homem. Para elas, o dom da cura é dado por Deus. Na maioria das vezes, as orações utilizadas são o Credo (creio em Deus pai), o Pai Nosso e a Ave-Maria. Dona Eurides Capettini diz que qualquer um que tenha fé pode rezar. Dona Philomena me explica que para rezar tem que ter fé. "Rezar sem fé é o mesmo que pegar um balde d'água e jogar fora. Você perde a água e perde seu tempo".

A forma como rezam varia. Algumas usam apenas as mãos puras, outras usam um terço, como Dona Chica. Dona Elza chega a usar uma faca, para cortar (simbolicamente) a íngua. Já Dona Philomena não usa o tradicional galhinho de "mato", ela benze espinhela com uma fita de tecido, por meio da qual sabe se a pessoa está, ou não, com a espinhela caída (ferida, machucada).

"Não sou Benzedeira, nem Rezadeira"
É muito comum, entre as mulheres que rezam em Muqui (onde a maioria da população se diz católica), a recusa do jargão "rezadeira" ou "benzedeira". Talvez pela associação a outras crenças, em que a palavra está vinculada ao espiritismo ou ao candomblé. "Não gosto que falam que eu sou rezadeira, nem benzedeira, porque a gente não precisa ficar se exibindo, falando, que reza, que cura. Graças a Deus, todo mundo que eu rezo fica bom, mas não precisa ficar falando, né?", diz dona Philomena.

Perguntadas se pretendem parar de rezar algum dia, elas dizem que não pretendem, pois não se pode deixar de exercer um dom de Deus. Elizete Almeida disse que já pensou em parar de rezar, mas, segundo ela, o mesmo anjo que lhe anunciou o dom da reza disse-lhe que ela não devia parar, porque este era seu destino.

Ir ao acolhimento de uma rezadeira é, também, ir ao encontro de si.

compartilhe

comentários feed

+ comentar
Pedro Rocha
 

Salve, Salve, Ériton Berçaco. Muita informação nessa matéria. Tema apaixonante esse, principalmente quando nos encontramos com esse sincretismo que forma nossas crenças, seja ele adimitido ou não.

Gostei muito da matéria, principalmente, como disse, pela quantidade de informação. Chegou até com notícias de um projeto aqui do Ceará. Senti apenas falta de uma humanização maior do texto, demorar-se um pouco no jeito delas falar, em sua aparência, nas particularidade das crenças... Acho que um tom interpretativo prepoderou demasiadamente sobre esses outros aspectos. Senti falta também de se aprofundar na Madrinha Elisa, sua descrição me impressionou, mas não passou de um parágrafo, imagino que provavelmente por algum percalço na apuração. Mas são comentários críticos que não tiram em nada a importância da contribuição. Valeu!

Pedro Rocha · Fortaleza, CE 9/10/2007 15:28
3 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
FILIPE MAMEDE
 

Excelente... é verdade que benzedeiras diminuíram, como alguns ritos o outras tradições. Mas ainda é possível encontrar alguma senhora com esse dom aqui e alí. Esse lance do galho ficar murcho eu também a oportunidade de ver lá na cidade de Acari, interior aqui do meu Estado. Outras figuras interessantes Ériton, são as carpideiras, senhoras que são pagas pra chorar em velórios...

Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 10/10/2007 10:55
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Ériton Berçaco
 

Obrigado Pedro, concordei com vc em muitos aspectos e dei uma mexida no texto.

Felipe, já ouvi falar das carpideiras, mas não conheço essa cultura por aqui. Existe por aí? Acho q seria uma boa que vc trouxesse ao conhecimento de todos.

Ériton Berçaco · Muqui, ES 10/10/2007 11:27
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Cintia Thome
 

Eriton! Que maravilha! Primeiro que ainda uso muitas raízes e folhas para curar os males...Adoro saber sobre elas e sou adepta aos florais de Minas ou Bach...
Agora, falar das rezadeiras, que saudade! Minha avó e minha mãe sempre recebia a visita delas, a casa ficava calma, uma serenidade, com aquele cheirinho de mato queimado (arruda ou vassourinha?)....Ériton, rico texto, está de parabéns. E o poema de Claudia, perfeito!
ganhei o dia, pois afinal vou até imprimir, pois nada como uma oa oração e matinhos...
Fiquei encantada....

Cintia Thome · São Paulo, SP 11/10/2007 17:27
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Cintia Thome
 

VOTEI

Cintia Thome · São Paulo, SP 11/10/2007 17:27
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Marcos Paulo Carlito
 

Votei Ériton,

Tenho muito apreço e respeito pelas rezadeiras. Tua matéria é muito importante para o Arquivo Histórico e Cultural do Brasil.
Bastante didática também, você soube abordar vários aspectos do tema.

Valeu!!!

Marcos Paulo Carlito · , MS 11/10/2007 18:04
sua opinião: subir
Glês Nascimento
 

Ériton, minha bisavó era rezadeira, mas lá pelas bandas de Rondônia, a gente chamava de "benzedeiras". Ela curava tudo, quebranto, olho gordo....chamávamos-na de "Vó benze". Adorei seu texto. Me fez lembrar da minha bisa e de como em algumas cidades, e épocas também, a fé curava, literalmente.

Glês Nascimento · Palmas, TO 11/10/2007 21:37
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
crispinga
 

Quem vai guardar a sabedoria dessas sábias velhinhas que conhecem como ninguém as ervas milagrosas, a receita perfeita, as xamãs do século XXI? Que continuem a passar seus conhecimentos para suas descendentes e que esasa prática milenar não morra jamais!
CRIS

crispinga · Nova Friburgo, RJ 12/10/2007 08:54
sua opinião: subir
Hermano Vianna
 

oi Ériton: parabéns pelo texto - dá uma excelente pauta nacional, não dá? Em cada canto do Brasil há rezadeiras com sabedorias de grande diversidade - abraços!

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 12/10/2007 11:40
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Luiz Antonio Cavalheiro
 

Adorei o artigo!

Me fez lembrar da minha infância onde convivi com rezadores. Meus avós paternos foram grandes rezadores na cura de bronquite. Hoje o segredo do "chá" está sob a responsabilidade de minha mãe e, também , tenho conhecimento da "fórmula". Evidentemente que tenho de manter segredo para o benefício dos outros, mas digo que, certamente, há mais "fé" na feitura do chá do que "ingredientes" propriamente ditos. Nenhum mal pode causar a ninguém!
Também fui rezado muitas vezes para a cura de espinhela caída e quebranto. "Garoto bonito, muito olho grande", dizia Dona Maria ao me passar arruda. Depois dizia: "Veja como a arruda secou!"
Eu admirava essas pessoas e tenho pena que na minha região existam tão poucas rezadeiras hoje em dia.

Parabéns, Ériton! Sempre um bom texto para a nossa alegria e leitura!

Luiz Antonio Cavalheiro · Cordeiro, RJ 12/10/2007 12:23
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Andre Pessego
 

Ô Eriton,
Estou arquivando, para reler, re-incorporar=me e aprender.
Foi das coisas que não aprendi. Fui benzido muitas vezes,
me lembro de uma delas já taludinho, benzido com galhos de pimenta. Quando terminou, em torno de 2 a 3 minutos as folhas estavam secas esturricadas. No outro dia bomzinho,
parabens, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 12/10/2007 12:52
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Marcela Ximenes
 

Que maravilha! Cheguei a pensar que essa tradição secular estava se perdendo no Brasil, infelizmente aqui em Porto Velho está. Ninguém quer seguir a mãe ou a avó nas rezas. A Élida foi muito feliz em dar seqüência ao trabalho da vozinha.
Parabéns, Ériton, por resgatar essa riqueza do sincretismo brasileiro.
Parabéns pelo texto que está redondinho.
Voto com satisfação.
Abraço.

Marcela Ximenes · Porto Velho, RO 12/10/2007 12:54
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Clara Bóia
 

Olá Ériton.
Parabéns. Adorei teu texto.Lembrou minha infância, como outras pessoas daqui. Casa de benzedeira realmente tem alguma coisa muito mágica e quando a gente é criança é tudo mais fantástico ainda. E eu sou testemunha que funciona, viu?!
Um abraço.

Clara Bóia · Blumenau, SC 12/10/2007 17:43
sua opinião: subir
Mecenas
 

Olá Ériton, parabéns pelo conteúdo. Sintome feliz, sou filho de benzedeira e sei o quanto é importante esta troca. Tanto de quem reza e de quem recebe!!!
Felicidades.
A equipe RTVA ARAÇÁ (PRODUÇÃO AUDIOVISUAL) esteve presente no Encontro de Folia de Reis em Muqui. Parabéns a todos.
MECENAS

Mecenas · São Mateus, ES 12/10/2007 17:57
sua opinião: subir
Nydia Bonetti
 

"Andar com fé eu vou... que afé não costuma "faiá"..." Bela matéria, Ériton. Aqui no interior paulista ainda se mantém a tradição. Além das rezadeiras tradicionais, o movimento carismático católico incorpoorou estas rezas e orações, e aqui proliferam as intercessoras, que rezam, impôes as mãos, receitam chás (Sou adepta!Já tive uma loja de produtos naturais), misto de rezadeiras, terapeutas, orientadoras. Muitas trabalham nas pastorais da criança, da saúde e do idoso. Sempre levando conforto aos que não tem quem olhe por eles. Trabalho fantástico. Parabéns pela escolha do tema! Abçs.

Nydia Bonetti · Piracaia, SP 12/10/2007 22:50
sua opinião: subir
Candice Gonçalves
 

Sempre aprendendo com o teu jeito de escrever e contar as coisas bonitas, escondidas do Brasil. Votado e salvo pra mostrar à minha mãe. Abraços, querido! E parabéns!!!!

Candice Gonçalves · Crato, CE 13/10/2007 11:35
sua opinião: subir
Sinvaline
 

Eriton, muito importante essa materia sobre as rezadeiras. Adorei ler as informações detalhadas e sobre essa menina tão jovem que já aprender o oficio de rezadeiras. Belo!

sinvaline

Sinvaline · Uruaçu, GO 13/10/2007 13:07
sua opinião: subir
Ilhandarilha
 

Olá Ériton, tenho andado meio sumida do overmundo e só agora vi essa sua colaboração aqui. Muito importante, tema e matéria. As benzedeiras, ou rezadeiras, fazem parte de uma tradição tão nossa que, infelizmente, está morrendo. Aqui em Goiabeiras a Jamilda Bento fez um trabalho sobre as benzedeiras onde ela aponta que algumas deixaram de rezar depois de se converterem a religiões pentecostais.
Seria muito legal se a gente conseguisse juntar aqui no overmundo relatos dessa tradição por todo o país.
Beijos, querido. Parabéns pela matéria!

Ilhandarilha · Vitória, ES 14/10/2007 10:36
sua opinião: subir
Claudia Puget
 

Quando a Coluna Voadora,Eu Não Prestes mas eu Te Amo, chegou a São Luis do Maranhão para inaugurar o Circo Voador , eu nunca pensei que fosse receber tantas Bençãos.
Foi lá que ouvi a Rezadeira rodar um lenço branco e rezar ao pé do meu ouvido.
Inesquecivel... Numa noite de festa com tambores soando na palma da mão.
HOJE, Lendo sua matéria sobre essas Mães de todos os Tempos, senti os arrepios do ventinho do rodopiar do lencinho da Dona Rezadeira laaaááaá de São Luis.
Vale o Passado o Presente e o Futuro.
(Etá coisa boa esse negocio de MEMÓRIA, né?)
bjz
puget

Claudia Puget · Muqui, ES 20/10/2007 10:49
sua opinião: subir
Ériton Berçaco
 

Overamigos,

Demorei a responder os comentários sobre este texto. Mas, o farei agora, ainda que tarde.

Cintia,
valeu pela visita sempre bem-vinda. Os matos, o ritual, é sempre um encanto. Acho que é nossa sedução pelo mundo que "somos", imanentes no desejo e descontínuos na nossa individualidade absurda (e talvez necessária !?).
Bjos

Ériton Berçaco · Muqui, ES 20/10/2007 11:29
sua opinião: subir
Ériton Berçaco
 

Carlito
Valeu pela visita. Acho q a idéia -ou uma das idéias- do site Overmundo, que parece estar sendo bem incorporada, é a de lançarmos ao mundo os olhares mais íntimos sobre aspectos de nossa realidade sociocultural. As rezadeiras refletem esse olhar, e trata-se de um resgate da memória de mulheres e homens muito importantes em nossa cultura.

Ériton Berçaco · Muqui, ES 20/10/2007 11:37
sua opinião: subir
Ériton Berçaco
 

Oi Glês,
Lembra-se de algo legal sobre a sua “Vó Benze”? Gostaria de saber.
Bjos

Ériton Berçaco · Muqui, ES 20/10/2007 11:40
sua opinião: subir
Ériton Berçaco
 

Crispinga, Hermano Vianna e Ilhandarilha,

Penso que seria muito interessante que se fizesse uma "pauta nacional", como sugeriram o Hermano e a Ilhandarilha. Cada região tem suas rezadeiras e benzedeiras e cada qual com suas peculiaridades. Na Bahia, por exemplo, parece ser mais forte a presença de rezadeiras ligadas diretamente a crenças afro-brasileiras. No Acre, Amazonas e outros estados do Norte, a presença indígena; No Sul, a cultura européia também pode ter suas matizes na Reza. O assunto pode render ótimas colaborações.
VAMOS A UMA PAUTA NACIONAL?

Ériton Berçaco · Muqui, ES 20/10/2007 12:10
sua opinião: subir
Sinvaline
 

Boa idéia Eriton, por aqui,na região norte de Goias, tem tanta benzedeira, rezadeiras, aqui em Uruaçu especificamente conheço 9 benzedeiras (os) e grupos de rezadeiras.
bjs
sinva+-

Sinvaline · Uruaçu, GO 20/10/2007 12:22
sua opinião: subir
Ériton Berçaco
 

Luiz e Andre Pessego,
essa coisa dos galhinhos secarem, a fita de tecido vindo e voltando ao seu encontro na reza da espinhela, esses ritos me fazem muito bem. Sou privilegiado de ter na família duas rezadeiras iluminadas. Agora, estão vindo outras: minha irmã, Ellen, e a Élida, que já está rezando também.
Abraços

Ériton Berçaco · Muqui, ES 20/10/2007 12:25
sua opinião: subir
Ériton Berçaco
 

Sinvaline e Marcela Ximenes,
A Élida, mesmo jovem, é uma pessoa de muita fé. E a fé é o elemento fundamental nessa cultura.

Marcela,
aí em Rondônia deve ser forte a tradição de rezas ligadas a crenças indígenas, não?

Ériton Berçaco · Muqui, ES 20/10/2007 12:30
sua opinião: subir
Ériton Berçaco
 

Sinvaline, acho q vc poderia contribuir com um texto sobre esse tema, mostrando como é a realidade aí.
Bjos

Ériton Berçaco · Muqui, ES 20/10/2007 12:34
sua opinião: subir
Ériton Berçaco
 

Olá Mecenas,
estive pela sua terra, fiz ate um Guia sobre o Porto, mas não foi publicado. Sã Mateus é bem interessante. Adorei o mercado! E já ouvi falar muito bem do projeto Araçá. Podia fazer uma matéria sobre o projeto, né?
Abraço

Ériton Berçaco · Muqui, ES 20/10/2007 12:38
sua opinião: subir
Ériton Berçaco
 

Oi Nydia Bonetti,
ouvi dizer desse trabalho da igreja católica. Conversei com o pároco de Muqui, frei Antônio Leopoldo Sarroche, sobre as rezadeiras e ele me falou das intercessoras, que são orientadas pela igreja. É uma maneira outra e interessante de manter a tradição. É claro que a base dessa idéia é "polir" as rezadeiras no sentido de que elas não se orientem na fé sincrética. Mas, cada rezadeira sabe o caminho que escolheu e uma coisa não exclui a outra.
Bjos

Ériton Berçaco · Muqui, ES 20/10/2007 12:44
sua opinião: subir
Ériton Berçaco
 

Clara Bóia,
Acho sim que rezadeira lembra infânicia. Mas, pena que em alguns lugares essa lembrança pode se referir apenas à infância de poucos, já que muitas rezadeiras deixaram de rezar (por terem falecido ou por terem se convertido ao protestantismo).

doce Candice,
adoro vc levando as matérias pra sua mãe ler... É ótimo isso! Já virou uma imagem fixa na minha cabeça. Vc levando um texto pra sua mãezinha. bjos pra ela!

Ériton Berçaco · Muqui, ES 20/10/2007 12:49
sua opinião: subir
Ériton Berçaco
 

Claudia,
essa sua história sobre as rezadeiras do Maranhão e o seu poema refletiram luz sobre meu texto.
Bjos

Ériton Berçaco · Muqui, ES 20/10/2007 15:34
sua opinião: subir
auirauana
 

Valeu, Ériton...o seu texto foi precioso, pois revela muitas semelhanças entre essas rezadeiras e as de Nova Friburgo com as quais venho trabalhando em um projeto chamado Tesouros da terra. O projeto abarca muitos outros " tesouros" desta região, mas a minha pesquisa tem o foco no ofício de fé desenvolvido por essas mulheres anônimas...assim...escrevo para parabenizá-lo pelo texto e tb para estabelecer o que poderia ser um primeiro contato...caso vc se disponha a ser um colaborador deste nosso projeto. o que vc acha?!Paula

auirauana · Nova Friburgo, RJ 24/10/2007 13:26
sua opinião: subir
Ériton Berçaco
 

Paula,
primeiro obrigado. Confesso q sou um apaixonado por essas pessoas q rezam.
Não sei de que maneira eu poderia colaborar para o projeto, mas me interesso sim. Eu tenho estado com pouquíssimo tempo, mas podemos conversar.
Gostaria de sugerir a vc que escrevesse aqui para o Overblog a sua experiência com as rezadeiras daí. O Hermano Vianna comentou aí em cima sobre uma possível pauta nacional sobre as rezadeiras. Que tal, depois do meu texto, você colaborar com um seu?
Abçs

Ériton Berçaco · Muqui, ES 24/10/2007 22:49
sua opinião: subir
Natacha Maranhão
 

Eriton, que coisa mais linda. Eu nem tava com tempo pra ler um texto tão longo, to atolada de trabalho aqui, mas nao consegui parar antes de terminar.
fui benzida várias vezes quando era pequena, dona Felismina, lá no interior do Maranhão, curava meus "quebrantos", meus e dos meus irmãos. Lembro dela dizendo: "meninozin assim bonitim é danado pra ter quebranto", hehehe
parabéns! Vc deu um show!

Natacha Maranhão · Teresina, PI 31/10/2007 22:56
sua opinião: subir
Ériton Berçaco
 

Ô Natacha, obrigado mesmo pelo comentário... e desculpe pelo tamanho do texto, é q não consegui parar de escrever diante de um assunto tão interessante pra mim, rsrs.
Obrigado mesmo, e que dona Felismina, esteja onde estiver, nos livre dos males da vida!
Aliás, não tá afim de escrever um texto aqui pro site sobre sua experiência com as rezadeiras não?
Bjs

Ériton Berçaco · Muqui, ES 1/11/2007 00:31
sua opinião: subir
Alicia Moreno
 

Lindo!!!
Eu venho de uma linhagem de rezadeiras, desde a minha tataravó india, acrescida com os conhecimentos do meu tataravô africano. Tudo foi passando de filha para filha, conhecimento de ervas, de cordões, de rezas( que nem sempre são as tradicionais católicas ), de sabedorias que hoje em dia recebo críticas das pessoas que consideram tudo um ajuntado de supertições, quando digo que é sabedoria de minha vó...Acho que é por isso que elas estão diminuindo cada vez mais...
Mas já cansei de testemunhar casos de incrédulos que acabaram recorrendo as nossas rezas em última instância e tudo dava certo. Chega a ser engraçado! Acredito que somos as genuínas bruxas brasileiras (sem alegações de deusas ou deuses), pois não necessitamos de nenhuma religião para em harmonia e com a natureza, preservar o equilibrio das forças espirituais e universais. Essa matéria me deixou muito feliz!

Alicia Moreno · Rio de Janeiro, RJ 7/9/2008 11:20
sua opinião: subir
Ultimo dos Moicanos
 

Ola alguem ai teria Endereco Residencial /e mail da/s rezadeira/s masi antiga de Muqui?
talvez ela/as tenham conheci ou conhecam meu Avo.Sebastiao Andre .
neyous@live.jp

Ultimo dos Moicanos · Muqui, ES 20/8/2011 07:30
sua opinião: subir
cida  barbaresco
 

as rezadeiras a gente procura e ja não encontra mais mas gostaria de saber uma rezadeira boa aqui em são paulo ,sei que elas curam quase tudo e que ajuda ate no alcolismo é muito importante ,obrigado .

cida barbaresco · São Paulo, SP 28/4/2012 18:08
sua opinião: subir
Ériton Berçaco
 

Neyous, minha avó é uma das rezadeiras mais antigas de Muqui, mas infelizmente ela sofre de alzheimer e já não se lembra de muita coisa.

Ériton Berçaco · Muqui, ES 29/4/2012 09:18
sua opinião: subir
Ultimo dos Moicanos
 

saudacoes Todos gostaria de Solicitar se possivel a quem Vive em MUQUI/ES. NAo conheci meu Avo Sebastiao ANdre EX-Escravo conheci somente minha AVo
que era India da Etnia PUri/Coroados.Krenak.
Minha Avo foi para os Rio de janeiro sozinha com 4 filhas e 3 filhos homens pelos anos de 1955 ~1960
venho entao solicitar a quem tenha conhecido meu avo que informe aqui por favor. Meu avo nunca deixou Muqui. agradeco a quem possa dar qualquer informacao.

Ultimo dos Moicanos · Muqui, ES 15/7/2013 00:13
sua opinião: subir
Andre Pessego
 

Quem sabe uma tarefa para o Zezito,.......
Ou Eriton Berçaco.......
Tomara que voce tenha exito.....
abraço
andre

Andre Pessego · São Paulo, SP 15/7/2013 15:59
sua opinião: subir
laura  cristina
 

bom dia gostei muito da reportagem pois quando criança minha mãe levava todos os filhos e era otim o em contar uma rezadeira mas agora gostaria de saber como eu encontro estas SRA rezadeira pois acredito e preciso muito encontra uma obrigada se poder me informar onde eu encontro alguma rezadeira sou gaucha mas vivo em VIX na serra obrigada pela informação

laura cristina · Serra, ES 4/9/2014 12:15
sua opinião: subir

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

imagens clique para ampliar

Dona Chica e sua vizinha Dona Jesuína, que a procura sempre em busca de oração zoom
Dona Chica e sua vizinha Dona Jesuína, que a procura sempre em busca de oração
Madrinha Elisa - culturas indígena e portuguesa se misturam na reza zoom
Madrinha Elisa - culturas indígena e portuguesa se misturam na reza
Com a fita de tecido, Dona Philomena sabe se a espinhela está caída ou não zoom
Com a fita de tecido, Dona Philomena sabe se a espinhela está caída ou não
À soleira da porta, Dona Elza reza e zoom
À soleira da porta, Dona Elza reza e "corta" a íngua do filho
Nova geração: Élida, 22 anos, aprendeu a rezar com a avó zoom
Nova geração: Élida, 22 anos, aprendeu a rezar com a avó
Muqui, também conhecida pelo casario histórico, preserva a rica cultura popular zoom
Muqui, também conhecida pelo casario histórico, preserva a rica cultura popular

filtro por estado

busca por tag

observatório

feed
Nova jornada para o Overmundo

O poema de Murilo Mendes que inspirou o batismo do Overmundo ecoa o "grito eletrônico" de um “cavaleiro do mundo”, que “anda, voa, está em... +leia

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter