Carreiras (Crítica do filme)

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Leandróide · Florianópolis, SC
23/6/2007 · 96 · 12
 

Carreiras, o último filme do dramaturgo Domingos de Oliveira, estreou antes na telinha (Canal Brasil), numa estratégia similar a Dias Melhores Virão, de 1990, de Cacá Diegues.

Baseado numa peça de Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha (criador de A Grande Família), o longa, produzido em vídeo digital durante 8 noites, mostra uma noite na vida de uma âncora de telejornal, Ana Laura (a ótima Priscila Rozenbaum), que descobre que perdeu o emprego para uma mulher mais jovem.

Transtornada, cheira muito (daí deriva o título), bebe, fuma, briga com o noivo e telefona. E como telefona. Para seus superiores, para sua mentora, entre outros. De um monólogo (tem coisa mais básica que isso?), Oliveira fez um filme igualmente simples, que custou alegados R$ 35 mil e inaugura um “novo” movimento cinematográfico, o BOAA (Baixo orçamento e alto astral).

Não curto muito o marquetchim da mendicância, foram distribuídos emails-manifesto assinados pelo próprio diretor como meio de promoção do filme, mas no presente caso a gente até releva por se tratar de um filme regular, nada mais que isso, que foge do binômio Nordeste-Favela que tanto assola a cinematografia verde-amarela contemporânea, e que merece uma conferida.

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Priscila Silva
 

É...parece que o filme é interessante. Porque nunca foi mostrado no cinema essa realidade do jornalista, ainda mais de uma âncora que foi substituída. O diretor poderia aprofundar nessa história, não colocar somente a "crise" da jornalista. Mas, a sua crítica está ótima viu? Parabéns.

Um beijo.

Priscila Silva · Cabo Frio, RJ 19/6/2007 20:32
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Leandróide
 

Priscila, a proposta do Domingos era se concentrar na noite de loucuras da protagonista. Mas nada impede que outro cineasta aborde esse tema do jornalismo por trás dos bastidores. Obrigado por ter lido e elogiado.
Bjs,
Leandroide.

Leandróide · Florianópolis, SC 19/6/2007 21:34
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wiene
 

Sou critico de cinema e vídeo e videomaker, entao conheço a realidade das duas faces da moeda. Carreiras nada mais é que aqueles típicos filmes brasileiros movidos mais a egotrip que bom senso, como bem frisou o colega Christiann Petermann. Lógico que, como fato histórico - filme digital -, terá seu lugar, mas não alcançará o grande público.

wiene · Cuiabá, MT 22/6/2007 08:31
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Leandróide
 

Pois é, Wiene. Egotrip? Prefiro a expressão tour de force. Concordo contigo, mesmo não sendo um filme de arte, será difícil encontrar maior ressonância no grande público.
Abraço,
Leandroide.

Leandróide · Florianópolis, SC 22/6/2007 12:37
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lurnelfilho
 

Discordo quando o autor crtica os temas nordeste-favela. Históricamente não existem muitos filmes produzidos no Brasil com o tema favela ou ambientados em uma. Apoio a diversidades de temas até pelo historico do nosso país. O tema barreiras sociais ainda tem que ser mutio discutido principalmente nosso cinema. Concordo que já na temática nordeste, foi bastante filmada. Principalmente no época do cinema novo. porém ainda há espaço para ela. O problema de público no cinema nacional passa sim pelos temas. Mas há problemas estruturais gravíssimos que precisam ser sanados. Acredito que na questão do tema é muito mais importante se discutir a linguagem. Nos EUA sempre foram feitos filmes de ação, com n temas e situações diferentes. E sempre foram vistos e sempre vão ser. É a linguagem que segura o espectador.
Voltando para o carreiras, o filme tem suas fragilidades, porém atende ao seu público. Talvés um pouco menor poderia fazer uma grande carreira na tv.

lurnelfilho · Rio de Janeiro, RJ 28/6/2007 16:49
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Leandróide
 

Olá Iurnelfilho. Obrigado pelo comentário. Não critiquei de modo negativo (se é que isso é possível) os temas que remetem à favela e Nordeste miserável. Cada cineasta tem a liberdade de fazer o filme com a temática que melhor lhe aprouver. E cabe ao público a decisão de assistir ou não. O que quis defender foi a necessidade de sair dessa monocultura, explorar outros assuntos de grande interesse, que realmente arrastem multidões para ver um produto nacional.
Abraço,
Leandroide.

Leandróide · Florianópolis, SC 28/6/2007 19:32
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Ariadwen
 

Oi, Leandroide. Não assisti oo filme ainda, mas gostei muito da sua crítica, achei o texto instigante e bem escrito. Parabéns!

Ariadwen · Rio de Janeiro, RJ 29/6/2007 11:21
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Leandróide
 

Olá Ariadwen. Grato pelos elogios.
Abr.,
Leandroide.

Leandróide · Florianópolis, SC 29/6/2007 12:02
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lurnelfilho
 

Oi lenandróide, entendo sua preocupação com a monocultura do cinema brasileiro. Porém, no meu entendimento, essa repetição de temas existe. Mas não da forma que você expoe. Existe uma grande diversidade de temas no cinema brasilerio. O binomio favela-nordeste foi algumas vezes explorado mas não esgotado.
Por acaso estou lendo um livro sobre o cinema da retomada que trata justamente desse assunto. A piblicação tem uma posição muito interessante sobre o cinema brasileiro e suas diferentes temáticas.
Acredito que com um país do tamanho do nosso, ainda muios temas não foram comtemplados no cinema, entretato a diversidade do cinema nacional existe sim.
abr.
Eduardo

lurnelfilho · Rio de Janeiro, RJ 2/7/2007 11:18
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Leandróide
 

Olá, Eduardo. Cada um com sua opinião, mas ainda acho que tem um concentração muito forte em determinados temas. Ah! Poderia me passar o nome do livro?
Abraço,
Leandroide.

Leandróide · Florianópolis, SC 2/7/2007 11:57
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lurnelfilho
 

Claro, Cinema de novo
Luiz zanin Oricchio.
Você acha q o problema de público se resolveria com mudanças de tema?
até mais!

lurnelfilho · Rio de Janeiro, RJ 2/7/2007 12:21
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Leandróide
 

Grato pela informação. Sinceramente não sei como resolver a situação. Às vezes penso que o cinema nacional, com raríssimas exceções, é zicado, não importa sobre o que fale. Só espero que quando meu filme sair, e que não tem nada a ver com nordeste e favela, tenha público.
Abraço,
Leandroide.

Leandróide · Florianópolis, SC 2/7/2007 18:37
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