Celular, o aparelho que mudou a vida da sociedade

Talitta Cordeiro
Celular agiliza a comunicação e aproxima as pessoas
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Talitta Cordeiro · Rio Branco, AC
10/4/2007 · 118 · 16
 



A maranhense Antônia Cícera, 22 anos, mora em Rio Branco há cinco anos. Trabalha como vendedora numa pequena loja próxima ao Terminal Urbano de Rio Branco. Desde que chegou ao Acre, ela acalentava um sonho: comprar um aparelho de telefone celular.
O telefone celular sonhado por ela, não era um qualquer. Tinha que ter câmera fotográfica. Mas, como recebe mensalmente um salário mínimo, a aquisição não era tarefa fácil. Necessitava que fosse feito algum sacrifício. Por isso, ela passou dois anos juntando centavo por centavos peara concretizar o sonho.
“Faz 15 dias que comprei meu primeiro celular. Poderia ter comprado um mais simples, mas queria tirar fotos dos amigos. Como não tenho cartão de crédito nem cheque, a solução foi juntar dinheiro para comprar a vista. O meu trabalho não exige, mas sempre sonhei em ter um celular”, diz orgulhosa, Antônia Cícera.
Se Antônia enfrentou tantas dificuldades para adquirir o telefone sonhado, o mesmo não se pode dizer da estudante Suanni Kelli, 17 anos, que usa dois celulares e diz que ele é essencial em sua vida. “Uso i meu e o da minha mãe. Mesmo com o telefone convencional todos na minha casa têm celulares”, afirma.
Quando o primeiro aparelho celular foi lançado, há 20 anos, Suanni ainda nem tinha nascido. Mesmo assim, a adolescente diz que não imagima como seria a sua vida sem celular. “Com ele posso falar a qualquer hora com as minhas amigas, marcar baladas e ainda facilita na hora da paquera. Isto é, ele é essencial na minha vida”, destaca Suanni.
Outra que parece ser prisioneira da tecnologia é a vendedora Suellen da Silva, 20 anos.
Radical, ela compara a importância do aparelho às suas roupas intimas: “Deixo o aparelho ligado 24 horas. Sair de casa sem o celular é como sair sem calcinha”, explica.
Casos como os mencionados podem ser considerados normais, se levado em conta que no Brasil já existem mais de 82 milhões de celulares, o que dá praticamente um celular para cada dois habitantes.
O grande número de aparelhos em funcionamento se deve à grande facilidade de se comprar um aparelho celular. Estes podem ser encontrados a partir de R$ 1, dividido em 10 vezes no cartão de crédito, ou até mesmo de graça, no caso dos pós-pagos.
A facilidade na aquisição vem acompanhada da rápida evolução nas telecomunicações, que incita os consumidores a mudarem constantemente de telefone, ter dois ou três aparelhos celular ou mais de um chip de operadoras diferentes. Ou até mesmo que seria possível reciclá-lo, como no caso do telefone que vira flor.

Há quem abomina o aparelho
Mesmo com todas essas vantagens, há aqueles que não são adeptos da onda dos celulares. São pessoas como a autônoma Maria das Graças Bernardo, 53 anos. Natural do Seringal Nova Vida, no Amazonas. Há 21 anos ela trabalha vendendo bolos e biscoitos em frente à Galeria Meta. “Nunca quis. Não gosto daquele ‘troço’. Na verdade tenho medo, não sei como funciona e sinceramente, nunca precisei de um”, salienta.
Se maria das graças teme a tecnologia, o supervisor operacional Eloy Pereira, 42 anos, detesta a idéia de ter um por outro motivo. “Não gosto de ser perturbado. Preciso de um celular pra quê? Se passo o dia no trabalho e a noite estou em casa. Se alguém quiser me encontrar é só ligar no convencional”, diz Eloy
O celular também pode causar brigas conjugais, como aconteceu com o carteiro Elton John, 30 anos. “O meu celular causava muita desconfiança em casa. Minha mulher vivia discutindo comigo. Um dia resolvi me livrar dele, joguei-o na parede e ele de despedaçou. Desde este dia minha vida conjugal melhorou bastante”, desabafa.
Se para alguns o celular se impõe como necessidade, levando muita pessoas a completa dependência, para outros continua a ser objeto fútil sem grande importância. A questão é: será que muitas dessas pessoas sabem realmente por que possuem ou devem possuir um celular?
Os celulares que dantes era artigo de luxo e estavam presente apenas em camadas mais elevadas da sociedade, hoje se encontram disseminada nas camadas mais populares e nesta chega das formas mais adversas, pois para muitos não possuir um celular é como estar excluídos dos grupos.

Celular que vira flor
Projeto criado pela universidade de Warwinck, no Reino Unido em dezembro de 2004, apresenta um celular feito de biopolímero, uma espécie de plástico biodegradável, que contém em seu invólucro uma semente de flor.
A semente fica protegida por uma janela de plástico transparente á vista do usuário.
Em vez de descartar o celular e receber uma semente de flor nos postos de reciclagem, como acontece hoje na Europa, o usuário literalmente plantaria seu telefone.
Dentro de alguns dias, a degradação do plástico alimentaria a semente fazendo a planta brotar. O projeto prevê que o invólucro reciclável esteja no mercado em 2008 e um telefone celular 100% biodegradável surja em 2025.
Para a manicura Maria Tereza Torres, que troca de celular todo ano, essa idéia é genial. “Todo ano troco de aparelho. Fico ansiosa para saber qualserá o próximo lançamento. Já comprei seis de operadoras diferentes. Não vivo sem celular, levo-o até mesmo para o banheiro. Este celular biodegradável é uma ótima idéia para preservar o meio ambiente, se já estivesse à venda com certeza já teria um jardim na minha casa”, empolga-se.

O primeiro celular
Há 20 anos foi criado pela Motorola o primeiro celular o dinaTAC 8000X, que pesava três quilos. Atualmente grande parte deles está abaixo de 300 gramas. Não se imaginava como os celulares seriam populares, nem como a tecnologia nas telecomunicações avançaria. Hoje ele tira fotos, filma, tem acesso à internet. Serve não só para se comunicar, mas como ferramenta essencial de trabalho, para diversão, ou simplesmente acessório. Para uns poderia ser classificado tão necessário como um relógio e para outros, apenas consumismo.

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Nattércia Damasceno
 

Talitta, gostei da matéria!
Bom te encontrar aqui também ;)

Nattércia Damasceno · Rio Branco, AC 8/4/2007 17:23
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Fabiana Mesquita
 

Bem vinda, Talita! Gostei do texto

Fabiana Mesquita · Rio Branco, AC 9/4/2007 00:11
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DaniCast
 

Adorei o texto. E eu sou da turma que não abomina mas não é dependente. Acho celular prático, mas uso muito pouco.

DaniCast · São Paulo, SP 9/4/2007 20:22
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Marcelo V.
 

Eu nunca tive celular nem tenho vontade (o que deixa meus amigos putos); só vai acontecer se for absolutamente imprescindível para o trabalho. Também não abomino o aparelho, só não o considero necessário _mas é meio raro encontrar quem, como eu, não o tenha.

Marcelo V. · São Paulo, SP 9/4/2007 23:14
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Tranquera
 

Muito bacana!

Tranquera · São Paulo, SP 9/4/2007 23:46
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FILIPE MAMEDE
 

Hoje em dia sem celular nãó dá. A matéria tá bem enxuta, o texto tem uma ótima fluência e vc conseguiu arrancar ótimas frases dos seus entrevistados: “Deixo o aparelho ligado 24 horas. Sair de casa sem o celular é como sair sem calcinha”... abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 10/4/2007 08:06
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Tê Jardim
 

O texto realmente é pertinente, só precisa de uma revisão mais apurada na digitação.

Tê Jardim · Belém, PA 10/4/2007 08:12
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Guilherme Mattoso
 

faltou uma fotinho (ou link) do celular que vira flor! gostei do carteiro Elton John! rsrsrs. legal o texto.

Guilherme Mattoso · Niterói, RJ 10/4/2007 11:39
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anaflores
 

Muito interessante a pauta e o modo como você organizou o texto com os subtítulos, mas encontrei muitos erros de gramática e digitação, deve ser revisado urgentemente.

anaflores · Ribeirão Preto, SP 13/4/2007 20:47
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Talitta Cordeiro
 

Ana obrigada pelo comentário, realmente há muitos erros, mas vc acredita que quando digitei e li não os vi. Ficarei mas atenta da próxima vez.

Talitta Cordeiro · Rio Branco, AC 14/4/2007 00:11
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htor
 

Oi Talitta
Tbm concordo c a colocação da nossa amiga ana, afinal seu texto tem muitas informações interessantes e pode acabar perdendo um pouco da credibilidade por causa desses erros de digitação. Mas é so tomar cuidado, ok????
Ah eu gostaria de colocar mais uma questão relacionado ao tema do seu texto. O papel de monitoração q o celular acaba provocando em nossas vidaa, o q nos faz perder a liberdade, jah q a qalqer momento e local as pessoas podem nos encontrar ( td bem q podemos mentir sobre nosso paradeiro), nos tirando a liberdade de ir e vir....
Entende???

htor · Ribeirão Preto, SP 14/4/2007 19:13
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José Clinio Timóteo Correia
 

Gostei. Parabéns pelo texto. Ah! você estuda com o cabeção do meu irmão.

José Clinio Timóteo Correia · Rio Branco, AC 16/4/2007 13:47
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Talitta Cordeiro
 

Oi, obrigada. Quer dizer q vc é o irmão do cabeção! kkkkkk
Cuidado, ele não gosta de ser chamado assim. bjos...

Talitta Cordeiro · Rio Branco, AC 16/4/2007 16:59
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Jailson de Macêdo
 

Oi Talitta! Gostei muito da matéria.

Jailson de Macêdo · Rio Branco, AC 17/4/2007 15:34
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acreucho
 

Realmente, acho que depois da roda, o celular é a maior invenção do homem.

acreucho · Rio Branco, AC 16/6/2007 23:02
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wiliam barros
 

logo, logo, teremos já modelos opcionais:
1-Instalado no feto ou após o parto, no crânio, tal um chip;
2-terá GPS, microfone e câmera embutida;
3-Ainda não poderá interferir no livre-arbítrio, nas decisões, porém não poderemos mais escondê-las, dissimulá-las...
quem viver, verá!

wiliam barros · São Paulo, SP 27/11/2008 13:07
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