Praticamente a totalidade da população feminina deve estar pensando no quanto seu corpo está se deteriorando no decorrer dos anos. As rugas se tornam proeminentes. Depois do primeiro filho, as estrias dominam o ventre. A barriguinha aparece, quando já não existia.
Naturalmente, tudo envelhece, até os conceitos da ciência. Sendo assim, a "indústria da beleza" não fica atrás: fará de tudo para que as mulheres se sintam feias. Claro, elas movimentam o mercado bilionário da estética. Não há aquela que resista a uma inovação que porá fim a suas "imperfeições".
Para piorar, revistas de grande circulação apresentam modelos retocadas em programas de computador e destroem o conceito de beleza, que deveria ser permeado pelo olhar subjetivo do espectador.
Ocorre que a mídia em geral dita padrões de beleza que são verdadeiros clichês. As imagens veiculadas estabelecem associações comparativas na psique do espectador. Esse universo de informações pode gerar conflitos do tipo: meu corpo não é perfeito, pois não está como o da celebridade da TV. Comparações desse tipo sempre levam à frustração.
Certo é que a maioria dos homens não sabia o que são estrias e celulite, até que uma mulher lhe contou. Daí, muitos passaram a reparar nestes "acidentes" epiteliais – uns parecem cobrinhas; outros, cascas de laranja. Todavia, a maior parte não liga. Dir-se-ia até que idolatram essas "marquinhas", pois são a identidade estampada no corpo da mulher que ama.
Claro está que cada qual conhece seu corpo e sabe do que nele lhe agrada. Mas não serão justamente certas "imperfeições" que tornam uma mulher tão especial? Como ela compreende um toque na barriguinha ou um olhar em parte de sua silhueta? Percepção de um defeito ou de amor e prazer no que lhe é peculiar?
Enfim, o que surgiu primeiro, a insatisfação com o corpo ou a ditadura da beleza? Questão para refletir ou esquecer? Afinal, o que vale à pena, comparar-se a um padrão estabelecido ou gostar de si própria?
Olá, Ulysses. Sem dúvida, propões perguntas muito interessantes. No entanto, creio que o Overblog não seja o espaço adequado para esse tipo de discussão. Para entenderes o que digo, sugiro que leias o Participe do site, a fim de esclarecer tuas dúvidas, ou que me procures por aí, então conversamos.
Abraço.
Labes, por favor, não consegui sanar a minha dúvida. Qual seria o local mais adequado?
Saudações,
Ulysses Matins
Ulysses, teu texto caberia na seção Banco de Cultura, na categoria textos não-ficção.
Um abraço,
Felipe
Parabens pelo texto. Gostei e votei.
http://www.overmundo.com.br/banco/um-dia-a-gente-descobre-passaram-47-anos
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