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Machado de Assis é paradigma brasileiro da Literatura
Pôe-se o nome de Machado de Assis no Google, por exemplo, retornam aproximadamente 684.000 resultados
Numa ferramenta mais especializada, o sítio de resumos de livros Shvoong chegamos a um resumo de Leo Lagden para a obra Dom Casmurro com já 17.717 visitas. Sendo que há 136 sumários e resumos para essa obra. E Dom Casmurro é apenas uma das pricipais das muitas publicações de largo público de Machado de Assis.
Lagden nos diz:
Joaquim Maria Machado de Assis, escritor brasileiro nascido em 1839, na cidade do Rio de Janeiro é considerado o maior expoente da nossa literatura.
Ocupou durante dez anos a presidência da Academia Brasileira de Letras e escreveu, além de poemas, reportagens e contos, grandes clássicos da Literatura Brasileira, tais como Memórias Póstumas de Brás Cuba e Quincas Borba, publicou Dom Casmurro em 1899.
O livro foi um marco na história literária de nosso país e repercute até os dias atuais.
São diversas edições, livros, fóruns de discussão e filmes baseados nesta obra peculiar...
O livro apresenta todas as personagens de forma clara e de acordo com a inserção desses na história.
Apesar de não existir um encadeamento lógico de pensamento entre os fatos expostos e da narração um tanto quanto lenta. Apesar do autor escrever de uma forma que segue de forma ortodoxa a norma culta da língua portuguesa, estranho até para a época, o livro é de leitura envolvente e de fácil compreensão.
...
Uma das peculiaridades da obra é o fato do narrador vez ou outra dirigir-se diretamente aos leitores, como se estivesse compartilhando todas as suas dúvidas e incertezas.
...
Nunca saberemos se a história foi verdadeira ou não. Se for verídica, não saberemos se Capitu realmente o traiu com o seu melhor amigo. Porém, com seu estilo literário baseado no Realismo e seus tons de ironia espalhado pelo texto, Machado de Assis nos brinda com uma obra prima da literatura, não só por sua singela história de amor e traição e também pelas críticas espalhadas a sociedade de modo geral...
Na Wikipedia encontramos:
Era filho do mulato Francisco José de Assis, pintor de paredes e descendente de escravos alforriados, e de Maria Leopoldina Machado, uma portuguesa da Ilha de São Miguel. Machado de Assis, que era canhoto, passou a infância na chácara de Maria José Barroso Pereira, viúva do senador Bento Barroso Pereira, na Ladeira Nova do Livramento (como identificou Michel Massa), onde sua família morava como agregada, no Rio de Janeiro.
De saúde frágil, epilético, gago, sabe-se pouco de sua infância e início da juventude.
Ficou órfão de mãe muito cedo e também perdeu a irmã mais nova. Não freqüentou escola regular, mas, em 1851, com a morte do pai, sua madrasta Maria Inês, à época morando no bairro em São Cristóvão, emprega-se como doceiro num colégio do bairro, e Machadinho, como era chamado, torna-se vendedor de doces.
No colégio tem contato com professores e alunos e é provável que tenha assistido às aulas quando não estava trabalhando.
Mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em aprender e se tornou um dos maiores intelectuais do país, ainda muito jovem. Em São Cristóvão, conheceu a senhora francesa Madamme Gallot, proprietária de uma padaria, cujo forneiro lhe deu as primeiras lições de francês, que Machado acabou por falar fluentemente, tendo traduzido o romance Os Trabalhadores do Mar, de Victor Hugo, na juventude. Também aprendeu inglês, chegando a traduzir poemas deste idioma, como O Corvo, de Edgar Allan Poe. Posteriormente, estudou alemão, sempre como autodidata.
Haverá muito mais mais a ler e dizer sobre Machado de Assis por todo o ano de 2008 e sempre, com certeza.
Para nós que aqui escrevemos é sem dúvida um estímulo, um exemplo, um paradigma, um ícone, um ídolo, um homem de presença perene.
tags: Porto Alegre RS literatura machado-de-assis machado centenario-da-morte-de-machado-de-assis
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Professor, tinha lido em edição. Esqueci, certamente, de bater no enviar. Não tem importância.
Uma boa inciativa, oportuna.... Acima de tudo bem feita, com a sua marca,
um abraço, andre.
Andre Pessego · São Paulo (SP) · 11/2/2008 17:38
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Grato pelo estímulo, Mestre André. Sempre gentil.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 11/2/2008 18:36
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Belo trabalho de Machado, um homem digno em tuas escritas e vida, morreu em uma casa simples, de jeito simples que muitos desconheciam o modo de seu viver...Carolina,um poema lindo!
O que sempre lembro dele é:
Não é a ocasião que faz o ladrão; a ocasião faz o furto; o ladrão nasce feito...
Adroaldo Parabens
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 11/2/2008 20:06
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Grato Cintia.
Dizer mais o que sobre Machado de Assis que não seja Bravo! Bravíssimo, pondo em pé a aplaudir.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 13/2/2008 00:43
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Adroaldo senti sua falta por aqui...
Sou apaixonada por Machado de Assis, li e releio sempre Dom Casmurro, então sua colaboração foi ótima, relembrando esse grande escritor nos leva à uma viagem no que tem de bom na literatura!
Bjs
Sinvaline
Sinvaline · Uruaçu (GO) · 13/2/2008 08:42
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Sinvaline, querida amiga. bom pensar que somos lembrados de algum modo. Estive em férias, após uma década sem saber direito o que eram essas coisas. 30 dias inteirinhos, mais o carnaval. Retornei segunda-feira última.
Machado de Assis, inspira, orienta, forma e, aos mais atentos, mesmo diverte posto que o sarcasmo contido na obra ainda hoje é atual e, lamentavelmente, necessário, como é assim, também, em Memórias de Um Sargento de Milícias, de Manoel Antônio de Almeida, que o próprio Machado informava ter-lhe muito inspirado. Grato.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 13/2/2008 09:12
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Tem razão, Adroaldo. Este é o símbolo, farol de quem escreve.
Você fez bem em lembrar os cem anos COM Machado de Assis, que este é um país que adora escritores e outros artistas mortos.
Obrigada.
beijos
Saramar · Goiânia (GO) · 13/2/2008 09:47
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Expoente máximo da nossa literatura e da ABL, bem lembrado, Bauer.
Que todos nós sintamos a verve do mestre, para alimentar nossa pena, mormente neste centenário sem ele (mas com ele).
Parabéns.
Frazao my brother · Anastácio (MS) · 13/2/2008 12:13
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Adro,
Que bela lembrança esta. Machado eterna e insígne peça entre as pucas que compõe a banda boa deste nosso Brasil, ora tão pobre de espírito e grandeza.
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 13/2/2008 12:15
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por obra misteriosa do acaso, tinha terminado de ler esta homenagem à Machado de Assis e recebi sua mensagem. adorei. ambos. o texto e a graça da coincidência. Machado de Assis foi um companheiro de adolescência, gostava muito dos seus contos, da ironia e de uma certa amargura que rondam seus escritos.
"ao vencedor, as batatas"
Celeia Machado · Rio de Janeiro (RJ) · 13/2/2008 12:31
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Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) ·
Um trabalho Maravilhoso.
Machado é pra ser sempre lembrado e lido.
Dois Mestres Maravilhosos, Machado e Adroaldo.
Este trabalho é uma grande contribuicáo paratodos nós.
Uma apresentacáso e umalembranca para correratrás antes do tempo passar.
Bem Lembrado, Bem Informado, bem intencionado.
Obrigado por nos trazer o outro Mestre de volta.
Nunca é ruim o retorno as aulas.
Obrigado e abraco Amigo.
Merece louvacáo e votacáo.
azuirfilho · Campinas (SP) · 13/2/2008 15:16
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Grande Adroaldo
maravilha de expoente
linda colocação
eterna vidência
vida brasileira
poderosa
irradiante
lótus dos pântanos
obrigado por dividir essas informações do inodoro do gênio a materializar-se...assim machado se fragmentava...
abracos
wadochicchan · Parati (RJ) · 14/2/2008 00:22
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maravilhoso machado!!!!! adorei seu texto!
deixo uma dica de evento grátis neste domingo 17 às 15h na Academia Internacional de Cinema- SP pra quem gosta de machado de assis
Machados e Perdidos -A Geração de Machado e a Nova Geração. Bate-papo com os escritores Marcelino Freire, Marcelo Carneiro da Cunha, Marcia Tiburi, Michel Laub e Nelson de Oliveira, em homenagem ao centenário da morte de Machado de Assis.
liliane ferrari · São Paulo (SP) · 14/2/2008 11:09
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Sou admirador de Machado de Assis ( e quem não é ?)
muito bem feita a homenagem!!
abraços, Adroaldo.
Marcos André Carvalho Lins · Recife (PE) · 14/2/2008 11:23
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Meu querido amigo, Adroaldo,
tenho estado quase ausente do Overmundo por questões pessoais, mas li seu texto-homenagem a Machado e gostei. A lembrança é mais do que justa. Machado foi tudo o que você diz, e mais: foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, em 1896, e seu primeiro presidente. Lembro com saudades do primeiro livro dele que li, mesmo a contragosto - pois empurrado goela abaixo pela professora -, e que, por ironia, acabaria por me despertar o gosto indelével pela leitura - falo de O Alienista, conto que despertou em muita gente o mesmo sentimento e que até hoje é obrigatório em muitas escolas do Brasil. Parabéns, portanto, amigo, pela justa homenagem ao mestre que, como eu, foi revisor de textos, e - por vício do ofício - certamente não deixaria de retificar a data citada por Lagden como a da publicação de sua obra maior, Dom Casmurro que, na verdade, foi publicado em 1900, não em 1899, como ele cita. Mais uma vez, parabéns pelo belo texto-homenagem ao centenário da morte de Machado, autor que, como Flaubert e Dostoievski - para citar apenas dois gênios da literatura universal -, foi um dos expoentes do movimento realista. Escuse-me pela longa, mesmo que involuntária, ausência e
receba meu sincero e saudoso abraço,
Nivaldo
Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro (RJ) · 14/2/2008 12:17
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Coincidência ou não, eu estava folheando Por onde andará Machado de Assis?", de Ayrton Marcondes, na tarde de hoje, aproveitando um momento de folga na correria das urgências cotidianas. E eis que resolvo conferir meus e-mails e recebo o convite para passar por aqui. Como é sempre um prazer ler Adroaldo Bauer, segui o link e me deparei com essa boa lembrança. Li não somente o “postado”, mas também os comentários. Como Nivaldo, meu primeiro encontro com Machado de Assis foi a contragosto. E não foi com uma obra fácil: Dom Casmurro, que fui obrigada a ler em inglês. O texto, é claro, me intrigou e anos depois me apaixonei por Machado e, como muitos outros leitores, entrei em infinitas discussões sobre a possível traição de Capitu. Aprendi a amar Machado e gosto de lembrar que a despeito das suas Ironias finas, seu texto elegante, estilo surpreendente para a época, presentes em livros como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro e Isaú e Jacó, ele também escreveu romances que podem ser classificados como populares. Helena, por exemplo, é o típico romance-folhetim. Não por acaso o livro de transformou em novela de sucesso na TV
A propósito de Por onde andará Machado de Assis?”, de Ayrton Marcondes, o livro merece ser conferido. Mas essa é uma outra história...
Tacilda Aquino · Goiânia (GO) · 14/2/2008 17:40
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Machado de Assis inspirou tanta vida, era uma biblia de cabeceira. Eu amava ler seus relatos românticos e picantes ao mesmo tempo. Eu sentia a libido das histórias. Acho que foi o escritor que mais li na adolescência.
Muito bom!
Obrigada pela força no Ebook do Vale, eu estou honrada da pontinha que sairá no Jornal. Beijão
Me Morte · Pouso Alegre (MG) · 14/2/2008 19:44
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Se pensarmos do ponto de vista histórico, comparando Camões e sua repercussão para a Língua Portuguesa, desde Portugal, e Machado de Assis, para os mesmo fins, desde o Brasil, e ambos para a história dessa nossa escrita...
Temos mais uns 400 anos no mínimo de saudável influência em defesa de um patrimônio dos que aqui habitamos.
Viva Machado de Assis!
Viva Machado de Assis!
Viva Machado de Assis!
Valeu, Papá! Beijin.
Juliaura · Porto Alegre (RS) · 14/2/2008 22:40
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Querido Adroaldo:
Retorno feliz ao ler essa parceria tua, nesse ano, que homenageia outro mestre na arte do bem dizer.
Outro sim!
Tu és um mestre na arte do bem dizer_contar_estoriar_historiar_poetar e como ele o que aconteceu ou não... So_mente os raros saberão...
Saber irão?
rsrsrs
PARABÉNS!
Beijos_Meus*
*
Lili_Beth* · Rio de Janeiro (RJ) · 16/2/2008 02:51
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L*L*, grato. Um imenso prazer revê-la, sempre bela em trança e iluminada aura.
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Juli, Me Morte, Tacila, Nivaldo, Marcos André, Liliane, Wado, Azuir, sou também agradecido a vocês, pelos comentários, votos, estímulo e ajuda nesta remembrança que pretendeu despertarmos cedo para a importância de manter a perene presença desse nosso expoente maior para render-le as justas homenagens e celebrações.
Inda não se fez a justa, merecida e necessária recuperação da importância estrutural de Machado de Assis para alíngua, a literatura e a cultura brasileira. Há tempo, no entanto, e nós aqui tentamos uma gota nesse oceano ainda pouco navegado da nossa história. ----
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 16/2/2008 11:45
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Perdão errar a grafia do teu nome Tacilda. Vou conferir o livro do Ayrton Marcondes e dar sugestão de leitura dele no Fala Brasil de Março aqui em Porto Alegre. Beijo e terno abraço.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 16/2/2008 12:06
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Adroaldo, de todo o dom, sempre...
Só vim a conhecer o machado de Assis, após os trinta anos,
verdade. Sem culpa nenhuma te confesso abertamente isto.
é que quando ele me foi apresentado como obrigatoriedade de currículo escolar, eu o esnobei, e fui ter com outros mais livres de notas, conceitos e fichas de interpretação.
Não funciono bem sob pressão, sabe...? Nunca. Não sou parafuso...
sou um ser humano complicadíssimo, como "nossotros somos"...
enfim, troçi não só o nariz quanto a empatia... Mas sabia todos os enredos de todos os seus romances. Lia sempre o resumo da obra, por causa da nota na prova de literatura. e o colégio, o Liceu, não tinha nada de ditadura, que estava já chegando ao seu ocaso mais que obtuso, mas era e é essa errônea forma de se apresentar escritores do quilate e importância do Machado de Assis, a um bando de adolecentes transpirando hormônios em combustão contínua e mais a total entrega ao Deprê. Eu, na minha rebeldia literária, procurava e bebia em outras fontes. Augusto dos Anjos era o meu predilileto, através dele cheguei em Baudelaire e por foi.
Mas, quando aos trinta anos, eu, uma Balzaqueana borbulhando fúria e fome de aprendizagem, dei de cara com Capitu, meu coração foi atingindo por uma cegueira que só me permitiria, a partir de então, a perseguir qualquer verdade concreta naqueles olhos, o Casmurro eu bem entendia, era um humano como outro qualquer, mas a Capitu não tinha os olhos de qualquer mulher.
Depois dessa primeira comungação do corpo santo que habitava o escritor, saí feito louca querendo alcançar e estabilizar o tempo a tempo de ler tudo desse homem lindo.
Calma, Alma... Ele é apenas humano...
sosseguei o coração aberto a tudo, serenei no olhar cisudo do Dom Casmurro, e fui entregando-me aos poucos e vi muito mais que olhar indecifrável, e traições supostamente acontecidas, vi um povo. O povo do qual se construiu essa sociedade em que estamos, a qual pertencemos, do jeito torpe querendo acertar em que ela se firma, talvez equivocadamente apresentada, como o Machadinho o foi a mim, lá, naqueles anos de rebeldia literária.
Obrigada por me fazer voltar lá, onde errei, e um pouco mais à frente, quando me dei conta do engano.
Um abraço, foi uma bela homenagem essa sua, apesar de ter visto um monte de pegadas azulando aqui e ali o texto. Mas como o passaporte para o inferno sempre será a intenção, seja benvindo à bordo da nau Nordestinamente Desnorteada (isso é titúlo de um acróstico que eu fiz para um resumo de um trabalho de geografia sobre as diferenças regionais do nosso Berço Explêndido, o professor, que era supostamente "socialista" - apesar de só bebebr coca-cola é isso aí - nunca me devolveu o trabalho, disse com a cara mais lavada do mundo que tinha perdido, "Mil perdões querida, eu sinto muito, mas simplesmente sumiu". Tirei nota máxima, claro, mas fiquei sem o acróstico. Mas deixa prá lá, a idéia ficou, um dia ela brota de novo e eu te mando em primeira mão, pra cê que aluna rebelde que eu era, e calada, pasme!)
Dora Nascimento · Olinda (PE) · 16/2/2008 16:58
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Dora lindaminha,
tuas razões apresentadas a Machado são bem as que busquei com a publicação. Recordar em cada um de nós, como em Nivaldo, em Me Morte, Tacilda e os demais que se expressaram aqui. devemos isso ao a ele, sem coitadismos, mas por mero reconhecimento de que está entre os maiores da nossa cultura em todos os tempos. comparado a uma reive que bombou, Machado de Assis é um Woodstock ou o show dos Rolings no Rio. Com a ligeira diferença que é isso a 150 anos.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 16/2/2008 17:34
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Gente, eu fico toda tremelicando de fazer esse convitinho aqui, borrada mesmo porque nem sei tá, mas me dão com licença porque Papá Bauer não o fará, se o conheço um pouquinho ainda, porque andam as coisas todas tão diferentes pra mim e por todo o mundo que até em guerra pela Amazônia já estão fazendo por ter, que vou fazer assim mesmo, e azar da goleira porque, pra mim, tem tudo a ver esse postado aqui com o que tá lá na agenda (alguém ainda lê agenda aqui? Quem lê levanta o dedo aí!), que é Uma noite com a Capitu.
Conhecendo Machado de Assis um pouco, eu, se fosse vocês, aproveitava que o Bentinho não vai estar por perto e passava lá e dava uma confere, porque aí a gente ia saber se ela traiu ou não traiu, um segredo que paira marcante na cena das letras há bem mais de 100 anos.
Vai guardar bem segredo assim na Academia Brasileira de letras, tchê!
Fiz. Mas quem não faz?
E é para o bem de todas as santas almas e felicidade geral das nações de língua portuguesa, que beleza.
Té.
Agradecida já por tudo, até pelos pitos.
Beijin.
Juliaura · Porto Alegre (RS) · 5/3/2008 17:34
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Querido Adroaldo,
Perdoe a longa ausência. Muitas saudades
Oque falar deste grande pilar de nossa literatura?
Ele foi pré-Nelson Rodrigues, pré-Clarice Lispector, pré-Caio Fernando Abreu, pré-Jorge Amado. Talvez se não fosse Machdo de Assis não teríamos- agora partindo para outra vertentedaarte brasileira que é a música- nem Cazuza e Renato Russo. Nimguém melhor do que ele transformou as dores, angústias, dores e paixões do homem em histórias para se contardeforma cínica e às vezes (ou na maioria da vezes) cruel.
Grande abraço!!!
marcio rufino · Belford Roxo (RJ) · 19/3/2008 18:40
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Adroaldo,
Falar em Machado de Assis é falar do Grande.
Parabens!
Grandes comemorações no Rio de Janeiro - ABL -
e em todo o país.
Bom momento para revisitar sua obra.
Beijos,
Regina
Regina Lyra · João Pessoa (PB) · 25/3/2008 00:17
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Felicidade grande a minha pela presença tua, Regina. Visitemos Machado, mais ainda os do último período. Que se comemore a obra e se faça jus ao nosso primeiro autor.
Grande satsifação em tê-lo de retorno, rufino. Uma alegria imenso vê-lo aqui.
Não tem pito Juli, agradeço tua gentil e sempre feérica presença. A Capitu merece. Eu fui na programação. Tava dez-tri, como dizes. Elinka cantando foi fenômeno pra se guardar no coração. Beijin pra tu.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 25/3/2008 00:55
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