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Ceticismo e provincianismo à capixaba

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Maxwell Santos · Vitória, ES
31/3/2010 · 0 · 0
 

Um sonho de doutora é um e-book juvenil de minha autoria em forma de diário, lançado em janeiro de 2010, disponível para download gratuito na Licença Creative Commons 2.5 BR(BY-NC-ND) no endereço:

http://migre.me/gtkU (em PDF)
http://migre.me/l8uY (em MOBI para Kindle, Sony Reader, Iphone, Ipod Touch e Palms).

A obra vem em forma de diário, em primeira pessoa, em linguagem informal onde Daniella, uma menina doce e sonhadora que conta suas alegrias e desafios para alcançar um objetivo: passar numa faculdade de Medicina.
Porém ela tem uma série de desafios: é de origem humilde, moradora de um bairro periférico de Vitória e estudou toda a vida em escola pública. Praticamente, uma “azarona” no páreo pelas vagas de Medicina. Terá que enfrentar alunos que por toda a vida puderam estudar em boas escolas, curso intercâmbio no exterior, enfim, toda uma bagagem intelectual e acadêmica necessária para enfrentar qualquer vestibular.

A obra tem como objetivos principais:

1 .Mostrar as disparidades no acesso de alunos de alunos de escola pública e escola privada às universidades públicas;

2.Questionar o modelo mecanicista e alienante do ensino das escolas privadas e pré-vestibulares;

3. Analisar as estratégias de marketing das escolas e cursinhos pré-vestibulares no tocante à divulgação dos resultados nos vestibulares;

4 Debater a questão da implantação das cotas sociais na UFES;

5. Contar a história de Daniella, que sonha em ser médica;

Meus agradecimentos aos veículos de comunicação que abriram seu espaço para que eu pudesse divulgar meu trabalho: Rádio Universitária FM(Bandejão –na editoria de atrações culturais com Joyce Castello e Ponto de Vista com Namy Chequer), Rádio Globo(Manhã da Globo com Thelma Rocha), Rádio Espírito Santo(programa do Milson Henriques), A Gazeta(Caderno Dois – seção de livros), Século Diário(Coluna Socioeconômicas com José Rabelo), sem contar os inúmeros blogs que têm divulgado meu livro.

Depois dos beijos aos meios citados, vamos agora para o que justifica este artigo: a resistência dos programas de televisão locais em divulgar meu livro. A televisão é um meio poderossímo por excelência e queria divulgar nos programas de entrevistas e de variedades e assim, aumentar o número de downloads.

Enquanto alguns produtores falam que não é possível fazer uma matéria específica sobre um e-book, outros dizem que as pautas do mês estão fechadas e que quando puderem, entrariam em contato. Mas um apresentador de um programa de entrevistas disse explicitamente que o tema do meu livro era incompatível com o foco do programa.

Pelo visto, não há liberdade de imprensa nos programas de televisão e sim, liberdade de empresa. Os tubarões do ensino médio privado e da indústria dos cursinhos ataram as mãos e as bocas dos apresentadores e produtores destes programas, haja vista que um deles tem como patrocinador uma escola particular.

E a imparcialidade, onde fica? Porque os programas têm medo de divulgar um livro que debate as cotas?

Os dois maiores jornais do Estado não possuem sequer suplemento literário, se resumindo a uma página no “caderno 2” aos domingos e ainda assim, repleto de releases de autores de outros estados.

Talvez pese minha condição de autor capixaba, num estado que não tem uma indústria editorial, não valoriza a literatura local, onde a juventude prefere ler Crepúsculo a ler Os mortos estão no living, do saudoso escritor Miguel Marvilla.
Autores capixabas são só lidos por essa garotada porque dois autores foram incluídos no programa de literatura do vestibular da UFES em 2011: Adilson Villaça e Waldo Motta.

Talvez pelo fato do meu livro ser independente e publicado na internet e não ter o respaldo de uma casa editorial e publicado em meio físico, os produtores desses programas achem que minha obra não goza de credibilidade enquanto produto cultural. Só divulgam o que dá ibope e eles esperam que os e-books e seus aparelhos de leitura virem sensação para que sejam divulgados.

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