Cia VíÇeras desenvolve projeto no Distrito Federal

Foto: Gabi Cerqueira
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Josuel Junior · Brasília, DF
7/3/2019 · 0 · 0
 

TEATRO, DANÇA E ARTES VISUAIS NUMA MESMA OBRA.

Nascida no Distrito Federal, a Cia. VíÇeras promove projeto que atenderá estudantes de artes, estudantes de escolas públicas e o público em geral. É o projeto BOCA SECA!

A cia. tem como carro-chefe a investigação e criação teatral autoral e colaborativa, agindo como uma rede de apoio artística, em que os integrantes colaboram para a realização e potencialização dos projetos uns dos outros, constituindo uma identidade caleidoscópica, rica e plural.

COMO TUDO VAI FUNCIONAR?

O projeto BOCA SECA realizará nove apresentações nas cidades de Taguatinga e Plano Piloto. Na primeira fase do projeto, haverá uma residência artística durante cinco meses no Espaço Cultural Renato Russo. Durante esse período, haverá um programa de inserção profissional que elegerá três estudantes de diferentes cursos universitários em artes (artes cênicas, artes visuais e música) para trabalharem como assistentes técnicos da obra. Os estudantes contemplados serão colaboradores criativos e estarão em diálogo com profissionais da área. Dessa forma, o projeto legitima o estímulo de inserção desses estudantes no mercado criativo local. Além da troca de conhecimento e experiência, o projeto irá gerar renda e sustentabilidade, movimentando a cadeia produtiva das artes no DF.

O projeto contará ainda com duas colaboradoras artísticas: a atriz, diretora e doutora Alice Stefânia, integrante do grupo Teatro do Instante e professora na Universidade de Brasília; e Katiane Negrão, bailarina, preparadora corporal e educadora do movimento somático (BMC), integrante do grupo TATO Criação Cênica. Cada colaboradora BOCA SECA também abrirá ao público externo três oficinas vinculadas ao universo poético e técnico do processo criativo, cada uma conduzida por Alice, Katiane e Roberto Dagô. As oficinas serão disponibilizadas por meio de inscrição e seleção divulgadas nas principais redes do projeto.

Para o público em geral, estudantes de artes, pesquisadores e entusiastas, será disponibilizado um Diário de Bordo Virtual do processo criativo do espetáculo BOCA SECA, que será compartilhado na rede da internet com registros mensais lançados em plataforma virtual gratuita. O diário poderá ser acessado através do link: https://espetaculobocaseca.wixsite.com/bocaseca.

No período de apresentações, serão realizadas também quatro rodas de conversa entre artistas e público, onde alguns aspectos técnicos, conceituais e sensíveis do espetáculo serão debatidos. Além do recurso de acessibilidade de audiodescrição previsto, durante a temporada haverá também duas mediações para estudantes da rede pública de ensino, realizadas antes e depois do espetáculo, com proposta pedagógica e acompanhamento desenvolvidos por Arlene Von Shsten, coordenadora pedagógica da empresa especializada Mediato. A proposta contará com transporte gratuito para até 180 estudantes.

O espetáculo BOCA SECA é solo realizado pela Cia. VíÇeras com dramaturgia inédita, direção de Roberto Dagô e interpretação de Déborah Alessandra. A ideia do espetáculo nasceu através do tema FOME, que é elemento da subjetividade nacional. A Cia. trata do tema “fome” também como metáfora existencial da angústia cívica e moral que o momento político impõe: a sensação de impotência e desnutrição coletiva perante a corrupção e o radicalismo.

Como referência para a criação de partitura coreográfica e conceitual, o grupo faz uso de três importantes obras da literatura nacional: A Fome (Rodolfo Teófilo, 1890); Vidas Secas (Graciliano Ramos, 1938) e Homens e Caranguejos (Josué Castro, 1967). Esta voz nacional dialogará com o ícone da literatura mundial Franz Kafka, com o conto Um Artista da Fome (1922). O motivo da realização do projeto, além da insatisfação social e política, é a ampliação de pesquisa iniciada em 2017, da qual surgiu uma cena curta de quinze minutos selecionada por curadoria especializada para o Festival 1⁄;;4 de Cena, com excelente recepção do público, da crítica e dos curadores. Para a nova versão do espetáculo, a Cia. conta com recursos do FAC/DF.

Em nove anos de atividade, a Cia. VíÇeras surgiu como um Núcleo de Experimentação Cênica. Aos poucos, o conceito de criação colaborativa passou a fazer parte da filosofia do grupo, que já produziu os espetáculos “Claustro” (2010), “Um ensaio repetitivo e monótono” (2011), “Godô chegô!” (2011/2013), “Frangx Fritx” (2014/2015) e o mais recente “Isto também passará, antes que eu morra” (2018/ 2019). Agora, com o projeto BOCA SECA, a Cia. continuará a provocar, criar levar o teatro e suas multilinguagens adiante, mantendo forte a cena artística brasiliense.

CONFIRA AGORA, AS ETAPAS DO PROJETO:

ETAPA 1 - Março a Maio
Processo Criativo, Residência, Workshop e Ocupação do Espaço Cultural Renato Russo, além de uma apresentação especial de abertura do espetáculo no Mercado Sul, em Taguatinga.

ETAPA 2 – Junho
Apresentações no Teatro SESC Garagem (913 Sul – Plano Piloto), no Teatro Galpão do Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul – Plano Piloto) e Teatro SESC Paulo Autran (CNB 12 – Taguatinga)

*O processo de seleção de estudantes de artes que contribuirão com a montagem da obra será divulgado em breve.

BOCA SECA
Este projeto conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.

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