"'Tipo misterioso. 100% discreto e gostoso. 1,80m de prazer e volúpias. Universitário. Ele, ela, casais e grupos. Com ou sem acessórios, uma loucura...' Ele é um cachorro-quente. E mata!"
Bruno Azevêdo se define como um historiador e pesquisador do brega, "tem 31 anos e um certo prazer em irritar pessoas". Gabriel Girnos mora no Rio de Janeiro, já morou em São LuÃs, mas "continua basicamente paulista", além de designer e professor de arquitetura e urbanismo.
O pinguepongue abaixo recolhe apenas os melhores momentos da entrevista aberta com Bruno Azevêdo e Gabriel Girnos, autores dO Monstro Souza, que teve lugar no Facebook no dia 6 de janeiro deste ano. Em tempo real, com perguntas surgindo de vários cantos simultaneamente e respostas idem, a dinâmica não é passÃvel de reprodução plena no espaço abaixo, pelo que recomendo para os mais afoitos a leitura da "montagem" real no próprio Facebook. Para aqueles que não se sentirem bem com a profusão de piadas internas e referêncas ao próprio livro, recomendo expressamente a leitura prévia dO Monstro Souza (e também do Breganejo Blues).
[eu] Queria começar pelo final: o Monstro Souza vai voltar? :)
[Bruno e Gabriel estão comendo um cachorro-quente e já voltam!]
[Bruno Azevêdo] A idéia (com acento) original incluÃa 2 sequências: A filha do Monstro Souza e O Retorno do Monstro Souza. Temos um montão de material presses livros, mas como eles se passam quase simultaneamente em 2018, tenho que esperar ao menos essa década pra coletar os jornais.
[Gabriel Girnos] "O Retorno do Monstro Souza", se bem me lembro, tinha também como tÃtulo provisório "A Guerra da Argentina".
[Bruno] É que esse teria A Guerra da Argentina narrada em quadrinhos, paralela à coisa toda do Monstro Gigante fodendo São LuÃs.
[eu] Por que A Guerra da Argentina?
[Gabriel] Isso é uma coisa do Bruno... :) Mas referências a ela estão no livro do Monstro Souza, a partir do personagem breve do Tenente Ernestinho.
[eu] Gabriel, na linha desse limite tênue de autoria que a parceria com o Bruno desperta (não dá pra saber quem é "dono" do quê no livro), fiquei curioso também com o teu trabalho. Muitas vezes não dá pra identificar o que é arte tua e o que não é no decorrer do livro, embora esteja tudo creditado direitinho. Como é isso? E já emendando, pros dois, como é esse processo louco de criação, que envolve muita pesquisa é certo? O Bruno falou que vai esperar alguns anos pra recolher recortes de jornal... Como isso funciona? Como vocês criam? Como e o que recolhem?
[Bruno] A Guerra da Argentina (Guerra do Brasil, para os argentinos) veio da idéia de envolver a atmosfera do livro num evento maior e absurdo. Começa quando a Argentina fecha o Paraguai pra estancar a economia do Brasil.
[Gabriel] Vamos lá: desde o inÃcio, eu participei fazendo alguns desenhos para o livro e duas das histórias em quadrinhos. Mas desde a primeira boneca que Bruno fez do livro (que deve ser de 2003, 2004) eu vi que o livro já tinha uma ênfase no aspecto gráfico. A forma de Bruno enxergar a literatura é muito "contaminada" pelo visual, e o livro do Mostro Souza era obviamente hÃbrido. Aà eu achei que, ao invés de ter um conteúdo a ser depois "editado" por um designer, o livro deveria ter um projeto gráfico feito meio que em conjunto com as idéias do escritor, talvez atravessando o próprio processo de escrita. E eu propus a ele que eu fizesse esse projeto gráfico.
O mais curioso é que, conforme o livro mudava visualmente, outras idéias acometiam Bruno sobre a própria história lá contida, e o fio narrativo foi mudando aqui e acolá. E eu também ia tendo idéias sobre a organização do livro e da história, que iam sendo absorvidas conforme Bruno achava pertinentes. Minha inserção visual, enfim, virou uma parceria na constituição final do "conteúdo" do trabalho.
[Bruno] O Monstro Souza levou 10 anos pra sair. Foi mais um tempo editorial que de contrução. O livro perambulou por editoras, ganhou dois prêmios antes de sair, boicotei os dois prêmios, e neste tempo todo ele era remexido, cortado, aumentado, repensado. No fim, cortamos 40 páginas pra poder imprimir.
[eu] No meio tempo entre 2011 e 2018, vocês vão lançar alguma forma transmÃdia que preencha o intervalo entre o Monstro e o hipotético Retorno do Monstro? Alguma coisa tipo um Animatrix, pra acalmar os ânimos dos fãs?
[Gabriel] Hehehehe! um Animonstro Souza seria massa, mas não há plano nenhum em vista agora. Acho (falo por mim) que estamos felicÃssimos de conseguir ter parido o "monstro", e de imediato a idéia é dar atenção aos outros vários projetos que ele segurava...
Creio que Bruno vá lançar um bocado de coisas nestes próximos anos, em várias parcerias diversas. Quanto a mim, vou começar um doutorado, então prevejo uma aparição muito eventual.
[eu] A tirinha "Onde morrem os mocinhos" chegou a ser publicada de fato ou ali é só um truque de photoshopagem para parecer que ela foi tirada de um jornal?
[Bruno] Onde morrem os mocinhos saiu em O Estado do Maranhão. Publicávamos tiras por lá naquela época.
[Gabriel] Tem uma história bacana: Bruno bolou a HQ pra ser publicada em tiras no jornal e depois ser montada como uma HQ de página normal no livro (com 3 tiras por página, 9 quadros). Só que ocorreu o contrário: como Bruno ganhou o espaço de uma página inteirinha semanal no jornal, ele publicou lá em forma de página... e no livro publicamos em forma de tira. (no final, acho que ficou mais legal). Assim, a resposta é sim nas duas opções: a história FOI publicada de fato em jornal mas aquilo que aparece no livro É um truque de photoshop... :)
[Del Rey] De onde veio essa ideia de um cachorro-quente assassino, afinal? Porque o livro tem algumas bases em histórias reais, pelo que eu entendi.
[Bruno] Delfil, a idéia original era fazer só um filme de montro sangrento, com fêmeas de peitos de fora. Comecei a escrever um arremedo de roteiro. No inÃcio eram uns vampiros que sugavam os vinagretes que as pessoas carreravam colados com durex no pescoço. Ao longo dos anos a proposta se transformou diversas vezes e deu no que deu. O Souza e várias outras coisas são reais sim. Quase todos os personagens são roubados de outros autores ou são conhecidos meus e do Gabriel.
[Cleiton Castello Branco Oliveira] A ideia d'O Monstro Souza veio antes do Breganejo Blues, certo? Caso sim, por qual razão então ele foi publicado só depois?
[Bruno] Saiu antes porque era o que cabia no meu bolso pra imprimir e, principalmente, por sugestão do Gabriel. Ele disse que o Breganejo era mais "literário" e poderÃa ser uma carta de apresentação melhor que a esquisitice toda do monstro. Pra variar, ele tava certo.
[Cleiton] É, depois de ler O Souza eu senti que de certa forma o Breganejo serviu mais como um cartão-postal de boas-vindas do que é a cidade e sua literatura. O Souza pra mim me parece mesmo uma carta de amor a cidade, mesmo que de uma forma não "ufanista" tradicional.
[Bruno] O Breganejo é um livro curto, elegante (uau!) e mais fácil de chegar nas pessoas. O que é estranho nisso do Breganejo e do Monstro é que o segundo vende mil vezes melhor. Acho que em breve faremos uma segunda edição!
[Cleiton] Faz uma promo com os dois então!
[eu] Mas talvez o que tenha me fascinado mais no Monstro do que no Breganejo é justamente o entrelaçamento de linguagens. O Breganejo experimenta isso com as tirinhas do Tex, mas o Monstro Souza vai mais longe...
[Cleiton] A amarração com as notÃcias é sensacional.
[Bruno] O Breganejo tenta engolir um universo editorial que se confunde com o universo de formação do personagem. O Monstro tenta engolir uma cidade e as notÃcias (ao menos pra minha cabeça colonizada de historiador) são uma faceta pública muito fácil das cidades.
[eu] O tom de maturidade no trabalho do Monstro talvez esteja nos detalhes sórdidos, como o preciosismo do humor na ficha catalográfica...
[Cleiton] O GURPS era pra ferrar com a cabeça do leitor, né?
[Bruno] Não. Era pra quem conhece GURPS se sentir bem. Eu joguei muito RPG e pra mim aquilo sempre foi literatura. Consumia como literatura.
[Cleiton] E é, mas me senti n'O Jogo da Amarelinha ali.
[Bruno] Peguei o GURPS porque ele é o que matematiza o mundo com mais "fidelidade", além de ser um sistema genérico. Aventura-solo foi outra coisa que consumi muito e achei que caberia bem pra Gertrudes, que é a personagem com quem julguei que os leitores mais se identificariam.
[eu] Por que os leitores se identificariam com a Gertrudes? Pelo romantismo?
[Cleiton] Pela beleza?
[Bruno] Por ela ser uma fodida. Que pula de pica em pica procurando algum alento, algum conforto. Mais isso pode ser viagem minha.
[eu] Eu me identifiquei muito com o Delegado Caolho, caralho!
[Bruno] Massa! Sómire pra lá... Hehehe...
[eu] Vocês ganharam alguma comissão do Sousa pra escrever o livro? Participaram da campanha do Sousa? E por que, afinal, essa confusão entre Sousa e Souza???
[Bruno] O SouSa, com ésse, é o cara real. Que vende cachorroquente há mais de 15 anos no centro de São LuÃs. Escrevi com Z porque minhas primeiras fontes, de jornal, me davam ele com Z e acabou ficando. O Sousa é um cara incomum. Patrocina um monte de gente, livros, peças, shows com a grana que faz vendendo festifud. O livro foi sobre ele por iniciativa minha, mas ele pagou metade da impressão. Investiu na parada. Disse "Não me importa se tu fala bem ou mal de mim no livro, só quero saber do barulho".
[Cleiton] E ele chegou a ler o livro?
[Bruno] Acho que não. Ele não gostou do santinho de candidato dele no final. Se arrepende de ter sido candidato. Mas todo dia me aparece com uma história nova que ele ouviu sobre o livro.
[eu] Ele não tem medo de ter criado um monstro? :)
[Bruno] Hehehe... Tomara que tenha criado um monstro mau. Que come criancinha.
[eu] A ideia do Monstro Souza, de alguma maneira, é uma recriação pop do Frankenstein? Porque vocês o tempo todo fazem referência aos conflitos criador e criatura, inclusive na própria ideia da Filha do Monstro Souza e do Retorno do Monstro Souza, nomes que aludem à época áurea do cinema do Boris Karloff.
[Bruno] Quando penso na Filha e no Retorno me vem mais à mente o Godzila mesmo, os Changemen. Porque a idéia é transformar o Souza num Montro gigante que vai sair por aà chutando casarão colonial. Destruindo o Palácio dos Leões com a ponte Sarney.
[Cleiton] E tem o final do livro, com o... spoiler.
[eu] E tem o Gyodai no inÃcio. Saudosa recordação...
[Bruno] A questão do conflito criador/criatura, ao menos na fritura do livro, não tava muito na minha cabeça. O Souza no livro quase todo nem sabe da existência do Monstro. O problema com esses mega-Ãcones como o Frankenstein, é que eles viram canônicos e não se pode falar do tema que eles tocam sem falar deles. Eu conheci o Ghioday sem saber que deveria respeitar mais o Frankenstein. Quando me disseram que o cara era o Frank, armei minha changebazooma e mandei à merda.
[eu] A impressão que me dá é que a relação criador-criatura não está necessariamente com o Sousa, mas com o Diogo Henrique, que come o Souza (no bom sentido)...
[Cleiton] O Souza come, não é comido jamais. :P
[Bruno] Sim. verdade! O Henriques(R). Parte da idéia geral que os monstros (como os alienigenas de jornada nas estrelas) nada mais são que um aspecto exagerado do próprio humano. Neste ângulo, o Henriques e a criatura e o próprio livro podem ter a monstruosidade da criação. De parir.
[Gabriel] É isso mesmo, a relação de "espelho" entre criador-criatura acontece entre Diogo Henriques (o solicitante do hot-dog) e a criatura... o Souza está mais para um parteiro, alguém fundamental porém neutro.
[eu] O Diogo Henriques(R) é também um cartunista amigo de vocês, certo?
[Bruno] Certo. Assim como o Ernesto, os caras em mesas de bar, os frequentadores mencionados do Souza.
[eu] Queria perguntar também o que vocês consomem de literatura experimental? Por que além dos nomes mais óbvios como Borges e Cortázar, me parece que há na literatura/quadrinho de vocês uma expressão tÃpica da literatura de mashup contemporânea...
[Bruno] Vou ser chato aqui: não gosto do termo literatura experimental, literatura alternativa, pós moderna etc. etc. etc. Gosto de pensar que faço "literatura" e só. Qualquer coisa além disso precisa de explicação, e termos como experimental falam menos de mim que do Machado de Assis. Definem menos o que eu faço e mais aquilo que é considerado literatura normal, grande arte etc. etc. Mesmo os quadrinhos e as fotonovelas eu chamo de literatura.
[eu] Boa consideração. Eu, por outro lado, gosto da ideia de experimentação. Acho que uma "literatura experimental" não precisa necessariamente tratar de um subgênero literário, porque no fundo toda boa literatura (como toda boa música e todo bom cinema etc.) são experimentais... Mas há literatura que não experimenta, que só chove no molhado.
[Bruno] Borges e Cortázar nunca li. Li muito Valêncio Xavier, que trabalha montando coisas e é massa. E li quase tudo do Montello, muito Alan Moore, Mutarelli e milhares de gibis.
[eu] Conhece blogs como o Porra, MaurÃcio! e o Garfield Minus Garfield? São duas experiências de mashup com quadrinhos bastante inteligentes e que acho que têm muito a ver com o teu trabalho também...
[Bruno] Conheço os dois e são do caralho! É, funcionam na base dos desvios, que de fato usamos muito.
[Em determinado momento, pela sequência de mensagens e comentários no mesmo tópico, Bruno teve seu perfil bloqueado pelo Facebook e os papéis de entrevistador e entrevistado tiveram de se inverter, com ele postando as atualizações de status e os demais comentando.]
[Bruno] O Facebook acabou de me bloquear pra fazer comentários. Disse que eu tava me comportando mal. Vou postar perguntas e respostas como posts aqui.
[Cleiton] Acho que isso acontece quando se comenta em demasiado.
[eu] Acho que foi porque você usou um palavrão ali embaixo. Hehehehehe.
[Gabriel] Cacilda. Não sabia dessa força moralizadora do Facebook!
[A entrevista segue.]
[eu] Donde vem essa vontade de montar?
[Bruno] Afora o Lego? hehehe... Na boa, montar informações é como eu sei escrever. Não sei se conseguiria encher 400 páginas...
[eu] Isso é muito bom. Especialmente considerando a tua formação como historiador. No fundo no fundo, o trabalho do pesquisador é também uma montagem sem fim...
[Bruno] Ler historiadores é um porre! A história, digo, os livros de história, são enormes trabalhos de montagem, de edição, transcritos. O que acho é que não se pode citar conteúdo sem citar forma. Se no Breganejo eu só citasse as falas do Tex, perderia dezenas de camadas de informação que o texto não consegue pegar, perderia a carga sentimental que os leitores do Tex depositam nele e seria escroto com o Gallepini, por exemplo.
[eu] Talvez o trabalho de montagem historiográfica seja mais lento que o trabalho de construção literária, mas ainda enxergo um bom paralelo entre os dois. De qualquer forma, de fato deixar o texto sem subtexto facilita o contexto. E é sem dúvida a melhor maneira de construir uma boa narrativa...
[Bruno volta à questão da animação e de outros formatos para o Monstro.]
[Bruno] A idéia de fazer outras coisas esbarra na possibilidade técnica. Animação precisa de animadores, que custam trana, que não temos. Até agora só torrei dinheiro com literatura e pensar em novos projetos, mesmo com o Monstro, tem que passar por essas coisas. Comecei a me interessar por fotonovelas, por exemplo, porque é algo que posso fazer só, sem ter que aporrinhar ou contratar desenhistas.
[eu] Isso me remete de volta a uma pergunta que ficou largada lá atrás:
[Bruno] Qual mesmo?
[eu] Você e o Gabriel têm uma relação quase de unha e carne, quase uma Sandy-Jr. Ainda assim, o trabalho dos dois é bem distinto. É quase como se o Gabriel fosse o seu surdo e você o cego dele. Em que momento bate a vontade de assumir todo o processo criativo -- se é que bate?
[Bruno] Em mim não bate nunca. Quase tudo que fiz foi com algum parceiro, no pong-pong. quanto mais eu puder ajudar a demolir essa idéia de autoria, melhor.
[eu] Mas você fala na facilidade em poder criar fotonovelas...
[Gabriel] (Queria ver a Sandy e o Jr. fazendo dueto a 3000 km de distância...)
[Bruno] As fotonovelas com certeza envolverão outras figuras e quanto mais nebuloso puderem ser os créditos, mais todo mundo é autor. Assinar o Monstro, por exemplo, é um gesto cÃnico, considerando a quantidade de gente que criou ou foi assaltada nele. É como o diretor de cinema, que assina como sua uma obra coletiva. Por isso, colocamos na capa "um livro de bruno azevêdo e gabriel girnos". É uma onda como essa do cinema. Uma forma de dizer "a gente sabe que assinar é sacanagem".
[eu] O Ariano Suassuna é quem faz uma defesa do plágio muito interessante para essa circunstância. Ele diz que a literatura dele só existe porque existe plágio, e que ele plagia tudo que é cordelista. Guardadas as devidas compreensões, a assinatura de vocês dois na capa do livro segue na mesma linha, acho. Mas esse lance da distância ainda ficou de fora. Como é que se dá esse diálogo tão distante, Gabriel?
[Gabriel] Mais ou menos como esta entrevista... por escrito e dependente de conexão! :) Falando sério: nesses 10 anos nós mantivemos um diálogo constante por e-mail sobre assuntos quaisquer que nos interessavam. O Monstro Souza era um desses. Nas vezes esporádicas em que eu ia a São LuÃs (como agora), aproveitávamos para trabalhar mais concentradamente e discutir coisas duras de se discutir por escrito. Quando os prazos mandavam (como no fechamento desta edição) foi tudo por escrito, via MSN e Facebook. Dá um trabalho do cão explicar só com palavras!
[eu] Principalmente para quem desenha! :D
[Encerrando a entrevista.]
[eu] O papo foi ótimo e é pena tremenda que tenha de acabar. Mas a ideia é que as perguntas e respostas deixadas por aqui sejam o insumo prum textinho no Overmundo, onde esperamos que a conversa continue.
[Gabriel] Valeu! Foi ótimo conversar aqui.
[eu] Ao menos você saiu com a sua reputação ilibada. Já o Bruno foi enquadrado como spammer -- deve pegar uma semana de trabalhos forçados na colônia penal do FarmVille... Falando sério: obrigadÃssimo à dupla dinâmica, Gabriel e Bruno. Foi muito bom estar com vocês... :)
[Cleiton] ;;"...brincar com vocês, fazer do mundo o que a gente quiser..."
[Bruno] Assim que o Facebook me fizer rezar 10 Credos e 40 Pais Nossos, comento tudo.
[eu] CLOVS! CLOVS! CLOVS!
Durante a entrevista, Bruno propôs uma promoção. O comentário "mais cheiroso" (palavras dele) por aqui ou lá no Facebook ganha uma edição dO Monstro Souza de brinde.
Para fins de objetividade, decidi estipular um prazo isso: contando-se vinte dias a partir de hoje, o melhor comentário (na opinião do autor) até 15 de fevereiro será o agraciado. Favor não puxar o saco!
O Monstro Souza é literalmente a arte em si mesmo, de forma multicor, impressionista e caminha no seu mundinho em preto e branco como um hot dog enraivado. Mas, não deixa de ser sério e ao mesmo tempo cômico, encarnando o Sherloc Home e retorna com o brilhantismo surrealista de um novo hot dog urbano em som, neon e as mazelas sociais da massa, beirando a autodestruição e chegando a beleza do renascimento.
Lindo! genuinamente estético.
Passando aqui para comunicar que a vencedora da promoção foi ThaÃs Pacheco. Esperamos um contato em http://www.overmundo.com.br/contato_adm para que possamos proceder a remessa do livro sorteado. Obrigado a todos pelos ótimos comentários! :)
Viktor Chagas · Rio de Janeiro, RJ 15/3/2011 00:24Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!