Não é ele, é ela. Não revela seu nome, apenas o apelido: Gigabyte. Tem 20 anos, é de Mechlin, na Bélgica. Irrequieta, QI de gênio (faz programas desde os cinco anos de idade) e feminista de carteirinha, ela justifica a criação de seus vírus como resposta aos que acham que mulher não tem talento para informática.
É festejada no underground cibernético por causa de seus vírus devastadores: o Sharpei - o primeiro vírus feito em C# ( pronuncia-se CiSharp), que infecta arquivos no formato SIL (Linguagem Intermediária da Microsoft) – e o Parrot, que se dissemina disfarçado de protetor de tela e causa danos aos sistemas operacionais.
Foi namorada de Nostalg1c, hacker que já invadiu o site da Casa Branca. Juntos, ficaram conhecidos como Bonnie e Clyde do ciberespaço.
Antes se ser rastreada e presa pela polícia belga, com a ajuda do FBI, concordou em me dar uma entrevista.
Pode dizer seu nome verdadeiro?
Gigabyte - Melhor não.
Quando você teve seu primeiro contato com um computador?
Gigabyte – Eu tinha seis anos de idade quando ganhei um Comodoro 64. Meu primeiro interesse foi por games. Depois aprendi Basic num PC melhor. E não parei por aí: Visual Basic e C, foram as outras linguagens de programação que me encantaram.
O que a levou a escrever vírus?
Gigabyte -Sempre tive interesse em saber sobre vírus. Lá pelos meus 13 anos consegui, via Internet, muitas informações sobre eles. No grupo VX scene consegui entrar em contato com gente do metié, gostei e comecei a programar vírus.
Sabe-se que o círculo dos escritores de vírus é dominado por homens. Foi difícil fazer parte desse clube do bolinha?
Gigabyte - Socialmente, sim. É uma área dominada por e eu tinha só 14 anos. No início, eles faziam gracinhas comigo, alguns nem acreditam que fosse uma mulher. Mas eu era boa na parte técnica, isso ajudou a me relacionar com eles. Logo fiz amigos e passei a ser tratada como se fosse um deles.
Você não se sente como uma criminosa?
Gigabyte - Ora, eu escrevo vírus, mas não os espalho. Recentemente, quando fiz o Coconut (vírus sob a forma de um game, no qual o jogador atira cocos na cabeça de Graham Cluley, consultor de tecnologia da Sophos, fabricante mundial de antivírus) muita gente quis pegá-lo, sem se importar com o fato de ser um vírus. A galera queria se divertir acertando o cocoruto do Graham. Não, eu não sou uma criminosa.
Que tipos de programas danosos podem aparecer daqui por diante?
Gigabyte - Mais vírus que exploram falhas de sistemas operacionais, principalmente os da Microsoft. Cada vez mais surgem pessoas capazes de fazer esse tipo de programa
Caramba que texto surreal, ainda mais com essa confução entre ficção e não-ficção no overblog.
Apesar de curta, a entrevista traz algo inusitado para mim. Gostei.
Que mentalidade, hein?
Criar vírus só para mostrar que mulher tem capacidade...
Imagina! O ideal é cada um ser a melhor pessoa que puder e ir melhorando sempre.
Agora criar e falar que é só questão de criação como se não fossem ser usados? Ah, tá...
Questão de consciência também. Criar malefícios? Nem...
Enquanto existirem sistemas com falhas sempre existirão os crackers, os hackers que usam o conhecimento do lado maligno da força.
Os hackers reais são aqueles que usam o conhecimento em prol de um bem maior. Como aqueles que criam programas de computador de forma colaborativa, pode-se dizer que o overmundo foi criado por hackers deste tipo. Espero que o código deste portal seja divulgado e aberto, para que possoas "fuçadoras" interessadas no conhecimento livre possam contribuir.
Sim, mulheres hackers ainda são poucas, mas são muito ativas!
Eu conheço algumas ;-)
Todo profissional de informática deve conhecer um pouco sobre as façanhas que as linguagens fazem, dependendo do conhecimento e criatividade de mentes humanas.
Quando eu estudade ASP a fundo também quis entender como funcionava o VBScript (para internet) e estudei o fonte do Virus I Love You. Deu pra abrir um pouco a mente. Nunca me interessei em causar danos e sim, oferecer soluções ao clientes.
Hoje trabalho com criação e desenvolvimento de internet. Meu blog já é conhecido e é referência de grandes profissionais. Abraços
www.thalisvalle.com
texto muito integrante me surpreendi com sue texto ,apesar de seu texto for pequeno , vc me trouxe uns 3 min de pura adrenalina hehe .... obrigado por esse momento .
JuNiN · Ribeirão Preto, SP 14/10/2006 10:06Prefiro texto menores ou medianos. Textos grandes desanimam a leitura....
apple · Juiz de Fora, MG 14/10/2006 10:28
Novas eras, novos temores, novas soluções, e viva o software livre!!!
(Junin, olha a concordância e a ortografia!!!
Dá uma caprichada, aí...)
Valeu!!!!
"Gigabyte - Ora, eu escrevo vírus, mas não os espalho." Ok, se eu crio algo para prejudicar os outros, não tenho culpa de nada... é isso ae
akirarw · São Paulo, SP 23/2/2007 14:39
correção :
texto muito integrante me surpreendi ,apesar de seu texto for pequeno , vc me trouxe uns 3 min de pura adrenalina hehe .... obrigado por esse momento...
obrigado rangel ...
abrçs a tds
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