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Cream Cracker de graça

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Mansur · Rio de Janeiro, RJ
4/4/2007 · 15 · 6
 

Penso que o mercado de música no Brasil merece uma revisão nas relações em todos os níveis. Ao mesmo tempo que existe o desejável espaço para o biscoito champagne, é necessário diversificar a oferta e ter biscoitos para todos os gostos. E por que não o biscoito cream cracker, que é aquele biscoito barato, simples e gostoso? E por que não o biscoito champagne mais barato? A internet graças a Deus está oferecendo biscoito de qq tipo de graça. E isso é muito bom. Tá certo. O músico que quer divulgar o seu trabalho e têm um pouquinho de visão já sacou que vai ganhar dinheiro de outro jeito. Não é mais vendendo música. É vendendo show. Vendendo espaço publicitário no seu site. É ridículo atestar que a fábrica de biscoitos finos está pagando muito mal quem faz o biscoito. Reclamávamos que as fábricas de biscoito multi-nacionais pagavam mal seus funcionários. Agora tem uma fábrica de biscoito nacional que se gaba de ser nacionalista (oq acho louvável) e paga muito mal ao cozinheiro que faz o biscoito.
A princípio é isso. Vou continuar falando sobre o assunto...até a próxima.

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Egeu Laus
 

Caro Mansur,
Sim, os que ainda tem um pouquinho de visão já sacaram.
Mas você já pensou nos que não tem mais tanta visão assim?
Porque já envelheceram possivelmente como os seus pais, ou porque sofrem de doenças como catarata e outras que já não lhes permitem mais "vender shows"?
Aliás você já percebeu que todos esses, que hoje "tem visão" chegarão a esse dia?
Villa-Lobos que mal saía de casa, Beethoven completamente surdo, Braguinha na cadeira de rodas, ficam onde nessa história?
Tenho certeza de que se você procurar bem vai encontrar vários compositores de quem você gosta nessa "categoria'.
Vamos fazer o seguinte: nenhum músico que possa "vender show" poderá utilizar composições dos que não possam, combinado?
Grande abraço!

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 4/4/2007 00:42
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Mansur
 

Compreendo e concordo com o argumento. Acho que esta questão deve ser discutida. Tenho impressão que vc não compreendeu bem oq eu disse, ou melhor, eu não fui claro o suficiente. Eu não estou propondo acabar com os direitos autorais. Já existe uma legislação que funciona precariamente e deve ser aperfeiçoada. Quem "vende show" têm que pagar direitos se utilizar canções de outros autores, todo show paga ao ecad a execução pública de todas as obras executadas. E isso deve continuar. Mas não dá pra brigar com internet. Ela é baseada na livre informação. Graças a Deus. É o veículo mais democrático surgido desde que o ser humano deseja a civilização, que digamos, ainda não foi alcançada. Braguinha infelizmente já se foi com os seus 90 e tantos anos muito bem vividos e recebeu direitos autorais até sua morte e seus familiares continuarão a receber, muito justamente. Beethoven eu já não sei porque não peguei essa época. Sem ironias, acho que já é de domínio público a sua obra. As novas gerações de compositores devem se adequar a seu tempo, e se não o fizerem correm o risco de ver passar o bonde da história. Espero ter sido mais claro campeão.
Grande abraço pra tu também!

Mansur · Rio de Janeiro, RJ 4/4/2007 15:04
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Juliaura
 

Não!
Minha Santa Páscoa, meu Jesus Cristinho!
Ecad fede!
Um amigo meu tava no palco de rua, cantando e tocando solo uma música da autoria passou um motoqueiro desta merda (ECAd) e multou o produtor do show de rua dos artistas locais por falta de LI-CEN-ÇA para executar a própria música dele autor.
Todo o show paga ao ECAd
e este nada ou pouco paga
do montante que arreacada
da execução pública
Fora já daqui, o ecadi!

Bolacha Maria e biscoito Maizena neles!

Juliaura · Porto Alegre, RS 5/4/2007 12:22
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Laine M. Souza
 

Julia, pelo que entendi, o artista estava tocando a própria música? Então o ECAD não poderá cobrar pelos direitos autorais, se o fizer está cometendo crime.
O ecad só pode cobrar das musicas executadas dos seus artistas conveniados. Esta cobrança também tem parâmetros e limites.
Como ninguem sabe disto, acha que o simples fato de tocar uma música autoriza o ecad a cobrar, faz com que eles exorbitem/extrapolem suas funções. Conheço ecads qeu cobram baseado nos parâmetros dos proprios fiscais, que emitem um mero recibo. ILEGAL. Este dinheiro vai para a conta do fiscal. Na dúvida, na hora de pagar, ligue no escritorio do ecad da capital (caso esteja no interior)
Este tema dá um belo de um artigo e muitas discussões :)

Laine M. Souza · Uberlândia, MG 6/4/2007 12:02
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Ilhandarilha
 

Laine, aqui no estado, há alguns anos, o grupo australiano Dire Straits cancelou um show por conta do Ecad, que fez a cobrança para os produtores locais. Pode?
Eu tb já fui procurada pela Ecad uma vez, quando exibia na praça de uma comunidade um filme nacional. tinha documentos que me autorizavam a exibição, tudo certo, mas a Ecad queria me cobrar pelas músicas do filme. Não deu em nada, simplesmente não paguei e sugeri que eles procurassem a coordenação do projeto, no Rio. Mas é uma situação absurda, de qualquer forma.
Outra situação absurda foi numa festinha dos alunos de comunicação da UFES: festinha só dos alunos e amigos, na própria universidade, com música mecânica, todo mundo se divertindo até aparecer um fiscal da Ecad querendo cobrar pelas músicas da festa. Imagina se eles agora resolvem entrar nos condomínios, residências etc pra cobrar pelas músicas das festinhas particulares?
Taí uma sugestão boa: tornar clara as regras da Ecad. Ninguém sabe exatamente o que eles podem ou não cobrar. Os artistas conveniados não reclamam, não?

Ilhandarilha · Vitória, ES 12/8/2007 15:17
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Tati MOTTA
 

É muito complicado mesmo, não sou entendedora deste assunto, mas amigos meus que tocam na noite já tiveram problemas com o ecad também! Mas com relação ao que o Mansur colocou será preciso pegar o bonde mesmo, pois a internet está aí e não há como fugir dela!

Tati MOTTA · Belo Horizonte, MG 11/9/2007 14:13
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