CULTURA HOJE

OSVALDO BARRETO
1
Marcos André Carvalho Lins · Recife, PE
12/10/2007 · 225 · 22
 

Por que pensar cultura?

A cultura, o mercado cultural propriamente dito, tornou-se a chave, a coluna vertebral, o sustentáculo do sistema capitalista e desenvolvimentista do nosso século e promete tornar-se ainda mais central nas décadas vindouras.

Se recorrermos à história, vamos observar um grande vazio ideológico deixado com a queda do muro que separava ocidente e oriente, as vigas que mantinham intactas o denominado modo de produção socialista. Um pouco antes, mas quase que paralelamente, assistimos ao nascer dos códigos e aparelhos eletrônicos que mais tarde fluiriam naturalmente para um novo espaço criativo cujo nome vem, não por acaso, do vocábulo “net” , gerando o seu derivativo internet, uma espécie de rede em todos os sentidos. Rede de comunicação, de troca de idéias, de pesquisa e armazenamento. Se ontem muitos não viviam sem televisão, hoje estes mesmos passaram a ter o micro como referencial e assistente de tarefas que vão desde a mais simples composição de um texto até as complicadas e sofisticadas trocas virtuais.

Com a projeção do espectro sensorial e mnemônico do âmbito meramente humano, para o campo do virtuosismo e da infinitude de recursos, é mister resolver, dentro desse novo contexto, o que exatamente a cultura, enquanto mercado de bens simbólicos e enquanto fator de valoração do humano, realiza ou colabora no sentido de compreensão do novo homem, antenado e compenetrado, um homem ao qual não se pode mais fazer concessões, ao qual não se pode mais delir.

Num primeiro momento, presencia-se a queda do capital, dos latifúndios, e das mercadorias assim como os conhecemos.O mundo respira mais seccionado em todos os aspectos. Porém, mais uno se levarmos em consideração a derrocada cambiante dos direitos autorais, como primeiro passo na direção da demolição do conceito de propriedade intelectual. Autores compreendem que se passou de um estágio comunal para um processo histórico justamente a partir do fenômeno da propriedade. Assim podemos dizer que o meio virtual “socializou” , até certo ponto, o acesso à determinado status cultural, pois quem possui as ferramentas certas é dono de um acervo incomensurável de informação e conhecimento. Chegando até mesmo a interagir com todo o seu domínio.

Por outro lado, em oposição à maré cultural facilitadora, ou talvez, em razão dela, surge uma busca dentro do mercado cultural, pela autenticidade e pela inovação como jamais vista. Uma procura incessante, que se coaduna com o individualismo tão difundido em territórios ocidentais capitalistas. Aparecem as chamadas indústrias criativas que perseguem os benefícios passíveis de serem extraídos daquilo que não tem dono, ou melhor, que possui milhares de donos e consumidores num só tempo.

Dentro dos parâmetros de uma sociedade da informação e à medida que esta alcança seu ponto de ruptura, rumo a uma sociedade do conhecimento, a cultura deflagra uma tese recorrente: a sujeição do cérebro ( um monomotor , digamos ) à uma amplitude de conteúdos infinitesimal ( um ônibus espacial ). Adequar o meio social às necessidades intrínsecas à nova realidade cibernética ou virtual, como se queira, tornou-se o grande desafio da cultura e seus atores para esta década. Nesse plano, vale questionar: quais as pontes éticas entre o fato e o seu derivativo virtual? Que elementos nos levam a suspeitar da informação ? Existem, ou existirão, fatos meramente virtuais ?

Todos os indícios levam-nos a crer num eterno descompasso entre os avanços e os retrocessos, nas práticas e nas intermediações culturais, respectivamente. Enquanto as primeiras evoluem a passos de tartaruga, as segundas desprendem-se ladeira abaixo sem qualquer óbice que lhes imponha uma desaceleração gradual. A gravidade, assim como despertou a curiosidade de Newton, parece corroborar o velho ditado, cujo teor encontra-se mais próximo de um presságio: “o futuro a Deus pertence”( ou deuses ).

A cada dia que passa, a cultura parece mais beirar um destino ignorado e ignorante. Sem prumo, parece perderem-se os significados em mentes insignificantes.

Apenas um detalhe: não se pode mais voltar atrás. A história agora não é mais escrita pelos vencedores, mas por todos, numa forma de colaboração indelével e perene. A nova formatação do mundo permite que todos sejam latifundiários assim como é permissiva a que países de terceiro mundo desenvolvam ogivas atômicas. Pouco importa, entretanto, o cenário de guerra que se instaura em dimensões tangíveis, mais perigosas são as insurreições subcutâneas, as ondas, e saliências capilares que forjam, todos os dias, milhares de desafetos sistêmicos. Aqueles para os quais não interessa se o mundo vai acabar hoje ou amanhã, para os quais o futuro pode ser definido em minutos numa tela multidimensional, aqueles que padecem da síndrome do “deixa ( a cultura ) pra lá” . Eles vieram ao mundo para aperfeiçoá-lo, mas apenas até alcançarem a última fase e “the game over”.

compartilhe

comentários feed

+ comentar
Higor Assis
 


Essa história de que a cultura 'agora' está ao alcance de todos e que a escrita à todos pertence, é no mínimo inusitada e poder ser também tida como catastrófica. Porém, ao mesmo tempo faz-se dispertar nas pessoas e na própria história a mudança do seu agente transformador. Atualmente toda informação é possível, mas chegou a um ponto que nem toda informação é confiável. São estes agentes que terão pela frente o 'grande trabalho' de (re) construir uma nova concepção de cultura, uma nova percepção de possuir cultura. Seja essa como aquisição, seja ela como construção de uma formação cultural.

E estes agentes são nada mais que a própria sociedade que hoje pode ela mesma por meio da nova técnologia contar sua própria história e neste novo momento fazer a cultura.

Higor Assis · São Paulo, SP 9/10/2007 07:51
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Marcos André Carvalho Lins
 

desculpe, Hígor. talvez não tenha me feito entender corretamente. A cultura não está ao alcance de todos
e a escrita não pertence a todos, o que encontra-se
quase nesses termos é a informação. que como vc bem
colocou pode ser confiável ou não. o que talvez esteja
entrando em conflito entre nossos pontos de vistas é
justamente a parte conceitual: o que é cultura( conhecimento ) e o que é informação? a nossa concepção de cultura hoje depende do nosso referencial, nem toda informação é cultura , muito embora toda cultura seja informação.não sei se ficou claro??
obrigado pelo comentário tão pertinente!
grande abraço,

Marcos André Carvalho Lins · Recife, PE 9/10/2007 12:07
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Felipe Obrer
 

Oi Marcos. Conheci no outro dia um site interessante, chamado CULTURA E MERCADO

Pode ser que ajude em algo, por isso deixei o link.

Abraço,
Felipe

Felipe Obrer · Florianópolis, SC 9/10/2007 13:17
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Andre Pessego
 

Marcos,
bem feita colocação. Bem colocado a exposição.
Acho que cabem dentre tantas duas perguntas:
a) as "facilidades' do virtual está levando "saber" aos consultores?
b) e o referencial perdido, nas substituições de páginas e materias dentro de páginas? Não há ai uma perda da origem.
Já que no livro este estaria ali, ad seculoreum amém?
Um abraço, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 11/10/2007 06:51
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
FILIPE MAMEDE
 

Marcos, não sei se fui eu quem não acompanhou, mas fazia um tempinho que você não aparecia por aqui com estas reflexões tão interessantes, não é mesmo? Pois é, na era do paradigma digital, ficamos com algumas questão na cabeça. Essas tais redes, se propalam como democráticas... serão mesmo? E será mesmo que a história deixou de ser escrita pelos vencedores? Acredito, talvez, que nessa engrenagem, possamos ser meros coadjuvantes, mas nunca atores principais...
Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 11/10/2007 09:45
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Marcos André Carvalho Lins
 

obrer,
obrigado pelo comentário e pela citação do linK.

andre,
a) não, as "facilidades" não levam ao saber, mas apenas a consciência do saber. o que é bem distinto. consegue-se, não obstante, informações com mais rapidez, embora como disse o higor imprecisas e não confiáveis. não se adquire conhecimento, mas apenas informação pura e simples.
b) não compreendi bem que referencial é esse, perdido. apenas posso acrescentar que não penso que os livros devam ser ou sejam descartados. minha conclusão deixa claro o efeito perverso dessa pseudo-cultura virtual, se é que podemos usar este termo.

filipe,
as redes, como o nome mesmo diz, nunca são absolutamente democráticas. a democracia é uma virtude de sua própria natureza e não tem nada a ver com o que elas propalam. são democráticas até página dois, há , não obstante, uma veia de irradiação de pensamentos e idéias, assim como de recepção para as mesmas, sem precedentes na história mundial. o que tem pontos prós e contras.como aliás procurei apresentar no texto.
não existe fato que ocorra e repercuta mundialmente sem a percepção apurada de observadores virtuais(leiam-se mídias) em todo o globo terrestre. A história deixou o âmbito da oralidade e da escrita em papel para o campo de forças expressas com uma celeridade e uma pungência de dar medo! daí, não se poder aceitar mais a dicotomia entre vencedores e vencidos, pois a história não se alimenta mais de mitos ou ficções ideológicas, mas de "informações" e "fatos" em tempo real.

espero ter esclarecido, dentro das minha limitações, a maioria das dúvidas.obrigado pelos questionamentos tão pertinentes!

abração aos três,

Marcos André Carvalho Lins · Recife, PE 11/10/2007 21:01
sua opinião: subir
crispinga
 

Dá para ser mais claro, mais objetivo, usar menos chavões e ir direto ao que você quer dizer? Para que rebuscar as palavras? Parece discurso de político!

crispinga · Nova Friburgo, RJ 12/10/2007 08:38
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
José Braga
 

Marcus,
Gostei de sua colaboração, embora não concorde com sua totalidade. Inicialmente, diria que não existiu nenhum modo de produção socialista mas tão somente um capitalismo de Estado (veja vários téoricos que defendem esta tese: Charles Bettelheim, Karl Korsch, Nildo Viana, João Bernardo, Maurício Tragtenberg, Anton Pannekoek, e mais uma centena.
Sobre o acesso à informação ser de todos, também acho meio problemático, pois quem tem acesso à internet? No Brasil é uma minoria. Quem tem acesso á TV a Cabo? No Brasil, uma minoria de 14% e assim vai.
Mas a idéia geral é boa e no geral concordo contigo.
Abraços,
José Braga.

José Braga · Brasília, DF 12/10/2007 08:59
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Marcos André Carvalho Lins
 

crispinga,
obrigado pelo comentário. tentarei ser mais, digamos, pragmático e menos rebuscado nos próximos textos , OK?

José Braga,
quanto ao modo de produção socialista, leia com um pouco mais de atenção, por favor, eu tratei do "denominado" modo de produção socialista. eu próprio sou defensor de que este nunca existiu, de fato, um socialismo real.
sobre o acesso a informação, você esqueceu das LANHOUSES de um real, a hora de navegação, dos computadores com sistema Linux que se propagam como o vento por essas terras, dentre diversas formas de inclusão digital brasileiras. Além disso, eu não situei meu texto num país específico, mas no mundo ocidental como um todo. também não me pretendo abarcar toda a problemática de desigualdades sociais brasileiras, mas apenas aquelas transformações advindas da inserção do meio virtual como coadjuvante ou protagonista.
Muito obrigado pelo comentário, grato mesmo!!!

abração a ambos!!!
Obrigado pela

Marcos André Carvalho Lins · Recife, PE 12/10/2007 10:06
sua opinião: subir
Marcos André Carvalho Lins
 

participação!!!( faltou completar)

Marcos André Carvalho Lins · Recife, PE 12/10/2007 10:09
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
BETHA
 

MARCOS,
Numa história que agora é escrita por todos, como você diz e como também acredito, esperamos que o acesso à cultura cresça mais e mais, afinal, como "fazedores de histórias", merecemos.
Um grande abraço de Betha.

BETHA · Carnaíba, PE 12/10/2007 13:30
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
jjLeandro
 

Não acho que exista algo faltando ou sobrando. No ponto, Marcão.
abcs

jjLeandro · Araguaína, TO 12/10/2007 14:19
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
LAILTON ARAÚJO
 


AMIGO MARCOS...


Bela reflexão!

É um ensaio de um grande escritor...

O texto é uma aula no Overmundo.

Por que pensar cultura?

A cultura é meu alimento...

Até dormindo sonho com a cultura!

Continuo lendo o belo texto...

Sou seu aluno!

Parabéns!

Abraços.

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 12/10/2007 20:21
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Adroaldo Bauer
 

Marcos André,
Meus respeitos pela abordagem do tema.
Ainda ontem dizia em resposta a um comentário de Lobodomar, no meu postado Naqueles tempos de Dolores
Algo muito próximo ao que abordas e que há algum tempo me atrai:
A história que vamos contando aqui em reminiscências é a que vivemos, por certo, e vai-se fazendo inteira quanto mais pessoas outras a recuperam.
E, talvez, quem sabe, em breve futuro, não mais apenas vencedores escrevam a história, como tem sido a da humanidade até mais ou menos ontem.


E a Nivaldo, ainda lá, observei que por Einstein sabemos ser o espaço que se dobra e não o tempo, que é relativo esse.
O que teu escrito ressalta que a informação é ela agora, também, produto, não mais só meio ou serviço como até há pouco.
Não por isso só, que é muito, mas por outras possibilidades de relações, nos vamos dando conta que já se pode finalmente falar em humanidade, à medida em que há simultaneidade de ocorrência de fatos em territórios diversos, apropriados de modo consciente por milhões em culturas e existências distintas. Pessoas, homens e mulheres, em qualquer idade em circunstãncias quaisquer apropriando conhecimento simultãneo de informação em rede.
...
Quanto à democracia, que entre os gregos que a orginaram era apenas para cidadão do sexo masculino que não trabalhassem, nem para mulheres ou periecos, os escravos dos nobres, consta que tem limites alargados pode-se dizer, já, historicamente.
E aos de hoje, nós mesmos ainda, cabe ampliar ainda mais esses espaços, em que o próprio Overmundo é aríete de importância e peso.
Parabéns por texto, contexto e forma.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 12/10/2007 21:25
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Juliaura
 

Seo Marcos André, com muito gosto vamos para a capa.

beijin

Juliaura · Porto Alegre, RS 12/10/2007 21:27
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Nydia Bonetti
 

Parabéns pelo texto, Marcos. Faz refeltir, gera polêmica, como sómente textos bem elaborados, na forma e no conteúdo podem fazer! Votado! Abçs.

Nydia Bonetti · Piracaia, SP 12/10/2007 22:04
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Ize
 

Olá Marcos, me identifiquei muito com sua reflexão. Tenho me dedicado ultimamente a investigar a relação de jovens de camadas populares com a internet e o que venho percebendo é que a cultura digital tem possibilitado a eles uma inclusão cultural muito mais significativa do que a permitida pela cultura escrita. Isto porque, segundo eles próprios demonstram, diversamente dessa última que trabalha com o elitismo inscrito no modelo conservador de educação, que canoniza os grandes livros, as complexas habilidades literárias e os artefatos da alta cultura, a cultura digital rompe com a barreira entre "alta" e "baixa" cultura, permitindo, com essa ampliação da concepção de cultura, que os novos modos de ser jovem, identificados com as visualidades tecnificadas, sejam respeitados e valorizados.
Relacionando com o que vc argumenta, o que parece estar ocorrendo é que a cultura digital configura uma possibilidade de cidadania cultural que a cultura escrita ensejava exclusivamente aos vencedores de sempre.
Desculpe pela prolixidade do comentário, mas é que esse assunto me toca de perto.
Grande abraço

Ize · Rio de Janeiro, RJ 13/10/2007 00:22
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Andre Pessego
 

Meu caro Professor,
Encontranto, materia de face, não poderia deixar de reler, e mais atentamente.
Eu mereferia ao referencial perdido - é a velocidade, claro, com que um dado texto é "encaixado" na frente de outro, com o mesmo título ou parecido e aí quando se procura,

Mas sem dúvida a internet foi um salto de anos luz. Novamente parabéns, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 13/10/2007 05:49
sua opinião: subir
José Braga
 

Marcos,

Realmente vc tem razão quando fala do "denominado" modo de produção socialista, mas poderia ter deixado mais claro sua posição. Mas isto não tem tanta importância.

Quanto ao fato do acesso via lanhouses, sem dúvida, aumenta a possibilidade, mas em muitos países, devido a pobreza, não há recursos nem para pagar um ou três reais e ainda existe o obstáculo de saber utilizar o computador e os recursos da web.

Abraços,

José Braga.

José Braga · Brasília, DF 13/10/2007 14:37
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Marcos Paulo Carlito
 

Marcos,

Depois de tudo o que li, pediria que me ajudasse a entender melhor o significado da palavra cultura, pode ser?

Marcos Paulo Carlito · , MS 14/10/2007 01:34
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Marcos André Carvalho Lins
 

rapaz, marcos, é muito pano pra manga!!!
cultura tem diversas acepções: no caso desse texto eu utilizei o conceito mais próprio e restrito, eu falo em mercado cultural, no
sentido de produtos rotulados como culturais. nesse caso, do
cultura hoje, fica valendo a concepção de cultura de tudo aquilo
que é assim rotulado como cultura, assim como os veículos e meios
responsáveis pela difusão do fazer cultural. para simplificar podemos
dizer que a cultura seria tudo aquilo que possui conexões com os bens simbólicos, cujo valor reside no fato PRINCIPAL de agregarem conhecimento(com base na troca de idéias, ideologias e informações úteis); e as redes de transmissão desses conhecimentos, também chamadas de mídias.
obrigado pelo comentário e espero ter ajudado de alguma forma
na sua indagação.
grande abraço,

Marcos André Carvalho Lins · Recife, PE 14/10/2007 10:03
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Marcos Paulo Carlito
 

Ajudou sim amigo.
Falar sobre cultura nunca é demais, afinal, ao final, no fim de tudo, a cultuta é o que resta.

Abraços

Marcos Paulo Carlito · , MS 14/10/2007 11:12
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

filtro por estado

busca por tag

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados