Cultura livre, negócios abertos

Reginaldo Magalhães
Festa de aparelhagem em Belém do Pará
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Oona Castro · Rio de Janeiro, RJ
14/10/2006 · 460 · 30
 

Eles podem estar a um palmo do seu nariz sem que você tenha se dado conta: há cada vez mais casos de negócios abertos pelo País e muito pra se aprender com eles. Se você acha que nunca ouviu falar disso, provavelmente foi por falta de dar nome aos bois. Se matutar um pouco, descobrirá que, a despeito da terminologia, você conhece modelos de negócios abertos – ou “open business models”.

Definições

Esses modelos baseiam-se em algum tipo de commons. Open business é um modelo de negócio sustentável, sem geração de receita pelos direitos de propriedade intelectual, ou, por direitos autorais. A liberação do uso de uma obra pode se dar pela utilização de um instrumento legal como a licença Creative Commons ou por uma situação social, em que a ausência de estruturas de propriedade intelectual gera, na prática, o compartilhamento de conteúdo.

Em geral, as principais características de modelos de negócios abertos são a sustentabilidade econômica; flexibilização dos direitos de propriedade intelectual; horizontalização da cadeia de valor; ampliação do acesso à cultura; e contribuição da tecnologia para ampliação desse acesso.

Em Belém do Pará, por exemplo, o modelo de negócios da indústria local do tecnobrega não é aquecido pelo pagamento de direitos autorais advindo da venda de CDs. Movimentam o mercado da música paraense as casas de festa, shows, vendas nas ruas e as aparelhagens, maquinários tecnológicos enormes que protagonizam as festas do tecnobrega. Imagine o seguinte ciclo: 1) artistas gravam nos estúdios; 2) há quem selecione as melhores novidades e leve aos camelôs; 3) estes vendem por preços compatíveis com a realidade local e divulgam; 4) DJs tocam nas festas; 5) artistas fazem shows; 6) CDs e DVDs das apresentações são gravados e vendidos; 7) bandas, músicas e aparelhagens estouram na opinião pública e tudo volta ao início. Com isso vem o crescimento da produção musical, o aquecimento do mercado de trabalho e uma distribuição mais horizontal dos ganhos nas diversas etapas da cadeia produtiva.

O Projeto na América Latina


O tecnobrega é uma das experiências observadas e estudadas pelo projeto Open Business (www.openbusiness.cc) na América Latina. Nesta região, o projeto é liderado pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV DIREITO RIO em parceria com o Overmundo, e envolve pesquisas no Brasil, Argentina, Colômbia e México, com olhar focado sobre iniciativas na área de cultura. Os outros dois países que coordenam o mapeamento de experiências de negócios abertos são Reino Unido e África do Sul, com atenção voltada para modelos de negócios abertos na Internet e na educação, respectivamente.

Mas a indústria local da música paraense não é a única expressão de modelos abertos no Brasil, tampouco na América Latina. Pode parecer que não têm nada em comum, mas características de open business unem o funk, no Rio de Janeiro; o Espaço Cubo, no Mato Grosso; a Eletrocooperativa, na Bahia; o filme Cafuné, de Bruno Vianna; a Tortilleria, no México; o mercado cultural em torno do Merlín Estudios, em Medellin, ou a comercialização de champeta na Colômbia e Caribe; exemplos de jornalismo colaborativo ou social, como o Repórter Brasil, Carta Maior e o próprio Overmundo, isso para citar apenas alguns que pretendemos registrar.

No caso mexicano da Tortilleria Editorial, por exemplo, autores compartilham suas publicações na rede. Por meio de um software que gera o original para a impressão, eles podem copiar e vender suas próprias obras e a de outros autores que participam do projeto, sem pagar pelos direitos de propriedade. Paralelamente, suas obras podem ser igualmente distribuídas e comercializadas, sem o recebimento de qualquer valor referente à propriedade intelectual.

A idéia do projeto é assim compreender quais são os elementos que compõem mercados abertos, como e por que eles funcionam. Entre muitas questões que envolvem as iniciativas nessa direção, interessa a nós entender em que medida as novas tecnologias contribuíram para o aprofundamento e a disseminação desses modelos de negócios, como eles se organizam em relação aos direitos de propriedade, suas regras, os sistemas de incentivos, quem são os principais atores desses mercados e as características de seu público.

Por isso, estamos identificando, investigando e sistematizando alternativas que conjugam conteúdos abertos e acessíveis para o público com sustentabilidade econômica. Essas experiências permitem não só maior acesso ao conhecimento, como também modelos mais horizontais e inclusivos. O desenvolvimento tecnológico e o comportamento social criado em torno dele colocam em xeque os tradicionais modelos de negócios na área de cultura. Novos modelos têm criado oportunidades de inserção de agentes no mercado, bem como o desenvolvimento de indústrias culturais locais e globais.

Para criar referências de negócios mais inclusivos e compatíveis com a realidade contemporânea, o projeto Open Business desenvolve pesquisa sobre a indústria local da música no Brasil, Argentina e Colômbia, além de compilar casos exemplares de negócios abertos nos três países e no também no México. O projeto investiga também a indústria cinematográfica nigeriana, que produz, copia e distribui filmes sem arrecadação de pagamento pelos direitos autorais e representa nada menos que o segundo maior setor econômico do país, ficando atrás apenas da indústria petrolífera, e a terceira maior indústria cinematográfica do mundo em geração de receitas. Os primeiros resultados das pesquisas poderão ser conferidos em março de 2007.

Você pode contribuir


Há diversas iniciativas surgindo e crescendo na América Latina. As periferias, globais e nacionais, estão se apropriando da tecnologia e criando indústrias culturais informais, por meio de redes de produção, distribuição e consumo próprios. Não se baseiam em incentivos tradicionais de propriedade intelectual. Ao contrário, apostam na livre difusão das obras para o sucesso do negócio.

O que motiva o artista a criar? A remuneração é o principal incentivo para criação – que outros existem e que peso eles têm? Quais são os principais meios de remuneração dos artistas? As respostas a essas perguntas podem nos levar a mais produção e mais acesso à cultura.

Contribuições às pesquisas e ao mapeamento em curso são muito bem-vindas. Você pode colaborar para que o projeto se torne mais rico, registrando ou indicando novos casos de negócios abertos aqui no Overmundo – a sugestão é usar sempre a tag “openbusiness” como forma de ir costurando as colaborações que surjam sobre o assunto.

Outra possibilidade é a proposição de questões, idéias ou reflexões sobre o tema, por meio de comentários aqui embaixo. A razão deste texto não é mesmo outra senão a de despertar reações, novas colaborações, casos e perspectivas: negócios abertos, debate idem!

Para saber mais sobre negócios abertos e cultura livre no Brasil, visite também:

www.culturalivre.org.br
www.direitodeacesso.org.br

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carlos b
 

Salve, Oona!
Tenho tentado acompanhar estas questões por conta de minha tese sobre "maneiras de fazer música" na América Latina (meu recorte é dos anos 90). Encontrei alguns artigos do Hermano Vianna sobre o circuito bregueiro do Pará e soube há pouco que o Benjamin Taubkin estava organizando um site-primo/irmão do Overmundo sobre a cena musical contemporânea na América Latina (a propósito, alguém aí sabe o que rolou com esse projeto?)
Acho que um trabalho legal sobre temas relacionados é o do George Yudice, que aborda a "cultura como recurso".
Bom, estaremos em contato.
Você (ou alguém da trupe) conhece projetos que seriam como a "Tortillería" da música?
Abraços

carlos b · Maceió, AL 14/10/2006 17:16
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Helcio
 

Genial!

Desde que voltei de uma viagem de alguns meses a trabalho, decidi focar em projetos que o expediente e a rotina sempre me obrigaram a adiar.

Um deles está nos últimos ajustes: uma blogovela (a gente chamou assim de brincadeira e ficou). Gravamos tudo num único dia. Serão 36 capítulos utilizando as ferramentas normais de um blog para dar maior apelo dramático: posts com textos, fotos, desenhos, vídeos do youtube e vídeos feitos por nós.

Formamos um coletivo de profissionais (mais do que isso, amigos) que apostaram e fizeram tudo de graça. Pagamos apenas os assistentes e as refeições, o que deu cerca de R$ 500,00.

O blog foi através de uma parceria (amizade e aposta tb) com a Espalhe Comunicação Estratégica . Estamos dando os últimos ajustes no blog (www.acasacaiu.com.br)

Parabéns e muito obrigado pela matéria. Já estou enviando o link nesse momento para vários amigos.

Grande abraço,
Hélcio

Helcio · Fortaleza, CE 15/10/2006 14:51
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claudiomanoel
 

otimo texto. e como diz o pessoal do re:combo "...os institutos extremamente restritivos e mantedores de uma proteção excessiva e exclusivista quanto ao uso de obras intelectuais pelo autor ou por outros titulares de direitos sobre determinada obra (...) não mais condizem com a nova ética e com o comportamento decorrente dos avanços tecnológicos, da revolução digital, e muito menos com as possibilidades criativas surgidas desde então.”
viva a generosidade intelectaul
abs
claudio

claudiomanoel · São Félix, BA 15/10/2006 18:01
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gawry
 

mto bom!

gawry · Rio de Janeiro, RJ 16/10/2006 08:07
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Oona Castro
 

Oi Carlos, que legal! Entre as "maneiras de fazer música" na América Latina, qual é o foco - a produção? Por que você não publica algo sobre sua pesquisa aqui? Bom, se já estiver fazendo isso, quero saber quando for publicado.
Sobre a "Tortilleria musical", não me recordo de ter sabido de algo no mesmo formato, mas vou procurar saber.

Oona Castro · Rio de Janeiro, RJ 16/10/2006 14:18
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Oona Castro
 

Sensacional, Helcio! Não vou perder a estréia! Depois, relate um pouco pra gente sobre a repercussão e desdobramentos do lançamento da novela.

Oona Castro · Rio de Janeiro, RJ 16/10/2006 14:25
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Espiga14
 

Liberdade de Expressão.
Excelente texto.

Espiga14 · Salvador, BA 16/10/2006 16:44
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Polonesa
 

Nossa Oona,

Seu texto é excelente! Extremamente interessante, didático e esclarecedor. Parabéns e espero ver mais textos como este em breve.

Polonesa · Rio de Janeiro, RJ 16/10/2006 17:24
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Julio Cesar Corrêa
 

Oona, ótima matéria e que me fez pensar. E ainda tem gente que discorda quando digo que estavamos vivendo a maior revolução das últimas décadas. E é só o começo. Sabe-se lá Deus onde iremos parar.
gd ab

Julio Cesar Corrêa · Rio de Janeiro, RJ 16/10/2006 22:44
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Marcelo Benevides
 

muito bom mesmo o texto. É de fundamental importância que se aborde com esse enfoque cultural as questões ligadas às discussões a respeito da propriedade intelectual e novas tecnologias.

vale lembrar que o livro "Cultura livre: como a grande mídia usa a tecnologia e a lei para bloquear a cultura e controlar a criatividade", de Lawrence Lessig (um dos mentores do CC) pode ser baixado gratuitamente em http://www.tramauniversitario.com.br/compartilhe/cultura_livre.jsp

abraço,

Marcelo Benevides · Recife, PE 17/10/2006 00:39
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Helcio
 

obrigado marcelo!

bem, o trailler já está no ar.
http://www.youtube.com/watch?v=5W3kBGwUpUk

abs

Helcio · Fortaleza, CE 17/10/2006 08:31
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Tiago Araujo Melo
 

"Essas experiências permitem não só maior acesso ao conhecimento, como também modelos mais horizontais e inclusivos."
isso me faz sonhar acordado!
muito bom!

Tiago Araujo Melo · Aracaju, SE 17/10/2006 09:54
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carlos b
 

Olá, Oona:
café tacuba, orishas, bersuit vergarabat, la grupa e, daqui, csnz, lenine, chico césar e zeca baleiro são alguns dos nomes que entraram em minha pesquisa. procuro falar sobre os modos como lidam com os diferentes saberes musicais /cuturais e sobre a relação estreita destes trabalhos com as atuais discussões sobre circulação de conhecimentos.
vou publicar, sim, algo por aqui. só preciso editar um pouco por conta da extensão.
Quanto à "tortillería musical" agradecei a todos os que derem maiores dicas sobre.
abraços

carlos b · Maceió, AL 17/10/2006 15:12
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Thiago Camelo
 

Olá Carlos, me lembrei de uma colaboração do Hermano Vianna que talvez te ajude. É essa aqui. Ela dá um panorama bacana das bandas da américa-latina. Ah! Lembrei, por acaso, de uma banda argentina que eu adoro e ainda não vi ninguém citando muito, o los fabulosos cadillacs. Um abraço!

Thiago Camelo · Rio de Janeiro, RJ 17/10/2006 16:40
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ronaldo lemos
 

Enquanto isso, a IFPI e a ABDP (Associação Brasileira dos Produtores de Disco) anunciam hoje que vão começar a processar usuários da internet no Brasil. Veja: www.direitodeacesso.org.br.

ronaldo lemos · Rio de Janeiro, RJ 17/10/2006 18:10
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Carol Ribeiro
 

Ótima matéria, Oona! Excelente contribuição à disseminação didática do tema. Parabéns!

Carol Ribeiro · São Paulo, SP 17/10/2006 18:12
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Lotierzo
 

Muito bom Ooninha!! Este é sem dúvida um dos temas mais fascinantes dos últimos 20 anos em termos de potencial transformador. A palestra do Ronaldo no Cebrap foi ótima e só me deixou mais interessada... Beijo, saudades, Tati

Lotierzo · São Paulo, SP 17/10/2006 19:59
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carlos b
 

Valeu a dica do texto do Hermano, Thiago. Muito bom, mesmo! Aliás ótima também toda a série de intervenções (ali e aqui). Meu traballho vai mais ou menos nessa mesma direção: nosso enorme e lamentável desconhecimento sobre o que rola aqui ao lado... E de como compartilhamos, em muitos casos, as mesmas perguntas.
Cadillacs é mesmo uma das melhores bandas argentinas. O Vicentico, vocalista deles, está com um trabalho solo muito legal também. Vale a pena conferir.
Quanto a este texto da Oona, minha pergunta se referia a notícias sobre iniciativas similares a essas (de open business) que ela enumerou, mas específicamente no âmbito musical latino-americano.
abraço

carlos b · Maceió, AL 18/10/2006 12:40
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wanda
 

Oona querida, como sempre ótimo texto!! muito esclarecedor e instigante - uma questão fundamentalmente relacionada a um longo processo de democratização com o qual, espero, possamos contribuir cada vez mais. beijo,
wanda

wanda · Rio de Janeiro, RJ 18/10/2006 19:40
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mayra lins
 

Texto e contribuições interessantes e de extrema relevâcia :) Aproveito pra pedir uma alteração no endereço do link da Eletrocooperativa: www.eletrocooperativa.art.br. Abços e obrigada!

mayra lins · Salvador, BA 23/10/2006 15:16
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tortilleria
 

Perdón por no escribir en portugués.
Nosotros en México estamos interesados en un proyecto del tipo "tortilleria musical" y podríamos ayudar a programar un software para tal fin, posiblemente usando el formato .ogg
Si les gusta la idea, intentemos hacerla, empezando por méxico y brasil. ¿qué piensan?
Muchos saludos
La Tortillería Editorial
tortilleria.vientos.info

tortilleria · Xapuri, AC 26/10/2006 04:19
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Oona Castro
 

Legal, pessoal da Tortilleria! Acho que a idéia de vocês tem a ver com o que o Carlos b (primeiro comentário) perguntou. Seria uma ótima idéia implementarmos esse projeto na América Latina.

Mayra, obrigada pelo link. Não tenho como mudar lá em cima, mas acho que dá pra ir de um para o outro, né? Na próxima vez uso esse que você divulgou, ok?

Valei pessoal. excelentes comentários.

Oona Castro · Rio de Janeiro, RJ 1/11/2006 00:31
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Egeu Laus
 

Oi Oona. Bom texto. Se souber de algo sobre o projeto do Benjamin Taubkin nos avise. Ele esteve no Rio esta semana mas nao pude ir ver a apresentação. Abraço do Egeu

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 2/12/2006 22:35
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ronaldo lemos
 

Salve Egeu, bom te ver por aqui no Overmundo!

ronaldo lemos · Rio de Janeiro, RJ 3/12/2006 12:52
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Oona Castro
 

Oi Egeu, queria ter ido na oficinal da Rede no FCM, mas não consegui sair em tempo. Não estou sabendo dos projetos dele, mas foi uma boa lembrança. Vou correr atrás disso.
Se alguém aqui tiver informações sobre o projeto e achar que se trata de Open Business, vale um toque aqui.

Oona Castro · Rio de Janeiro, RJ 4/12/2006 00:32
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absurdosturos
 

São iniciativas como esta que nos fazem apostar algumas fichas no futuro dos empreendimentos culturais. Bela postagem, Oona!

absurdosturos · Rio de Janeiro, RJ 12/4/2007 16:18
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Besouro Zorah
 

Muito bom*! Música independente... e empreendimentos culturais!!! Se puder, ouve lá, Neuroses Atuais, da minha banda, Besouro Zorah*!
Comente e dê seu voto!!!
Valeu!*

Besouro Zorah · Rio de Janeiro, RJ 27/7/2007 13:54
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Remisson Aniceto
 

Devo admitir que você entende do traçado. Escreve cada vez melhor sobre tantos assuntos relevantes. Um abraço.

Remisson Aniceto · São Paulo, SP 2/8/2007 08:04
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Bruno Resende Ramos
 

Vejo que temos muito a aprender sobre os direitos autorais. O Overmundo é, sim, um bom lugar para se aprender sobre isso.

Bruno Resende Ramos · Viçosa, MG 26/3/2008 22:31
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Nadir Vilela Poetisa
 

Li, gostei e votei...
Estou na fila de votação com este poema espero sua visita e se gostar vote e deixe seu comentario...

http://www.overmundo.com.br/banco/os-sonhos-que-eu-sonhava


beijos no core...

Nadir Vilela Poetisa · Itatiaia, RJ 18/4/2008 08:29
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