Cultura p√Ķe a mesa

Divulgação
Na Grande Vit√≥ria, o "Forninho" p√Ķe a mesa com a programa√ß√£o cultural
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Erly Vieira Jr · Vit√≥ria, ES
15/2/2007 · 357 · 27
 

Para o pessoal do Forninho, uma sacola de papel √© muito mais que uma sacola de papel. √Č um meio de comunica√ß√£o, uma forma de saciar n√£o apenas a fome f√≠sica (afinal, √© a embalagem do p√£ozinho que se compra na padaria), mas tamb√©m a ‚Äúfome‚ÄĚ de informa√ß√£o.

O jornal Forninho √© impresso em sacos de papel, que circula em padarias da Grande Vit√≥ria, substituindo os tradicionais ‚Äúsacos de p√£o‚ÄĚ. Com distribui√ß√£o gratuita, atendendo 120 padarias da regi√£o, o Forninho chegou √† 26¬™ edi√ß√£o no final de 2006, trazendo informa√ß√Ķes de utilidade p√ļblica, sa√ļde, educa√ß√£o e cidadania (na ‚Äúcapa‚ÄĚ do jornal) e mat√©rias voltadas ao turismo, cultura, entidades sociais e projetos do poder p√ļblico e privado de interesse geral (na ‚Äúcontracapa‚ÄĚ, ou seja, no verso da sacola). Artistas locais, programas de r√°dio, sites, livros, cds, filmes, espet√°culos teatrais, shows musicais e exposi√ß√Ķes de artes visuais s√£o assuntos constantes no peri√≥dico, que destaca ainda as manifesta√ß√Ķes tradicionais da cultura popular (artesanato, folguedos e festividades).

O Forninho circula mensalmente em quatro dos sete munic√≠pios da regi√£o metropolitana da Grande Vit√≥ria (Vit√≥ria, Cariacica, Vila Velha e Serra, onde o projeto est√° sediado). Realizado pela Elo de Comunica√ß√£o, o projeto atinge uma tiragem m√©dia de 250 mil exemplares. Idealizado por F√°bio Santana, atual coordenador da iniciativa, o Forninho foi buscar inspira√ß√£o nos antigos almanaques, geralmente patrocinados por produtos farmac√™uticos, como elixires e biot√īnicos, t√£o comuns na primeira metade do s√©culo XX (e que tiveram um breve revival nas d√©cadas de 70 e 80).

Ao resgatar o conceito desses almanaques, de forma a suprir uma lacuna existente na difus√£o de informa√ß√Ķes de utilidade p√ļblica e cidadania, F√°bio pensou num suporte que pudesse chegar, de forma gratuita, na maioria dos lares, principalmente nas classes sociais menos favorecidas: da√≠ a id√©ia de um informativo impresso nas sacolas de p√£o, cuja pr√≥pria rede de distribui√ß√£o fosse a das padarias dos bairros. Esse formato de m√≠dia alternativa caracteriza o Forninho desde o in√≠cio do projeto.

A primeira edi√ß√£o foi lan√ßada em novembro de 2003, atendendo doze padarias, numa tiragem de 12 mil exemplares. Nas palavras de F√°bio: "Eu sempre enxerguei a sacola de p√£o como um meio de comunica√ß√£o. Em diversas partes do Pa√≠s, algumas pessoas usam o embrulho para divulgar poesias, receitas e a propaganda da pr√≥pria padaria. No Forninho, eu juntei tudo isso em uma coisa s√≥". Com a apropria√ß√£o do prov√©rbio, poder√≠amos aqui subvert√™-lo para ‚ÄúCultura p√Ķe a mesa, sim senhor‚ÄĚ.

Inicialmente editado a cada 20 dias, o projeto enfrentou alguns obst√°culos, tanto referentes √† qualidade do produto (apenas a partir da terceira edi√ß√£o foi encontrada uma gr√°fica, em S√£o Paulo, que garantisse boa qualidade de impress√£o, sem afetar os alimentos que viessem embalados dentro do Forninho), quanto relativos √† concorr√™ncia dos fabricantes de sacolas de papel ‚ÄĒ durante os dois primeiros anos, o jornal teve parte de seu pre√ßo de custo (35 reais o milheiro) subsidiado pelos respons√°veis, que o revendiam por 33 reais aos donos de padarias e estabelecimentos comerciais, de modo a conseguir ampliar sua rede de distribui√ß√£o. A receita do peri√≥dico, por conta desse subs√≠dio, passa a vir ent√£o dos anunciantes, em sua maioria comerciantes e prestadores de servi√ßo locais. Por vezes, √≥rg√£os p√ļblicos tamb√©m anunciam, em troca da divulga√ß√£o de atividades de interesse p√ļblico por eles promovidas (sa√ļde, educa√ß√£o e cidadania). Atualmente, o Forninho √© revendido √†s padarias pelo pre√ßo de custo, sem o desconto dado inicialmente.

Com a chegada do produtor Ivan Pereira ao projeto, e com um trabalho mais voltado √† difus√£o da cultura local nas p√°ginas do peri√≥dico, o Forninho ampliava o seu alcance: em novembro de 2004, j√° circulava em 80 padarias, com periodicidade quinzenal e tiragem superior a duzentos mil exemplares. Nessa √©poca, a Elo de Comunica√ß√£o promoveu, na Assembl√©ia Legislativa do ES, um ciclo de debates acerca da rela√ß√£o entre o artista capixaba e as m√≠dias alternativas, como parte das comemora√ß√Ķes de dois anos do ve√≠culo.

Tempos depois, o Forninho deixou de ser quinzenal, uma vez que a dificuldade em fechar a veicula√ß√£o de alguns an√ļncios (os clientes por vezes demoravam a decidir, comprometendo a receita do peri√≥dico) ocasionava o atraso no fechamento da edi√ß√£o. Alterando a periodicidade para mensal, garantiu-se a viabilidade da empreitada, aumentando inclusive sua credibilidade junto √†s pequenas padarias de bairro, que muitas vezes haviam substitu√≠do totalmente as tradicionais sacolas de papel gen√©ricas pelos exemplares do Forninho, e n√£o podiam receb√™-lo com atraso, sob o risco de perderem seus consumidores.

A equipe envolvida é bastante reduzida: além de Fábio e Ivan, há ainda uma secretária, um ilustrador, um jornalista responsável e uma pessoa que cuida da distribuição junto às padarias.

Uma s√©rie de promo√ß√Ķes buscando maior intera√ß√£o entre o jornal e o p√ļblico leitor tamb√©m aumentou a popularidade do jornal, atingindo, em 2006, tiragens de 300 mil exemplares, distribu√≠dos em 100 padarias. Apenas para efeito de compara√ß√£o, s√£o 870 estabelecimentos comerciais similares em toda a Grande Vit√≥ria, que conta com cerca de 1,5 milh√£o de habitantes.

Uma curiosa estratégia promocional consistia na realização de sorteios de brindes com base no envio de cupons respondendo perguntas sobre artistas locais. Os prêmios incluíam principalmente cds, livros e ingressos para espetáculos locais, destinados não apenas aos leitores contemplados, mas também o atendente da padaria que vendeu o produto que fora embrulhado no Forninho. O resultado dos sorteios ia ao ar no programa Coisas do Brasil, na Rádio Universitária FM, tradicional nos segmento de samba e pagode, contando com grande audiência nas camadas mais populares da Grande Vitória. Mais recentemente, os sorteios passaram a ser realizados durante o programa Conexão Vestibular, na mesma emissora.

Outra iniciativa consistia na distribui√ß√£o de ingressos para shows e espet√°culos teatrais para os donos de estabelecimentos comerciais e seus funcion√°rios, pessoas que muitas vezes possu√≠am pouco ou nenhum acesso ao produto cultural capixaba, t√£o promovido pelo Forninho em seu estabelecimento. A resposta foi muito positiva, de modo que, ap√≥s os espet√°culos, os funcion√°rios ficavam mais empenhados a aderir √† causa cultural defendida pelo peri√≥dico e estimular a popula√ß√£o dos bairros a conhecer melhor os conte√ļdos abordados pelo jornal.

O passo seguinte, com o aumento da demanda, seria a realiza√ß√£o de edi√ß√Ķes voltadas para cada munic√≠pio, editadas simultaneamente, de modo a fazer uma divulga√ß√£o localizada das a√ß√Ķes culturais e de cidadania, al√©m de potencializar o resultado dos anunciantes junto a seus p√ļblicos locais. No final de 2006, experimentou-se um piloto da id√©ia, com a circula√ß√£o de uma edi√ß√£o exclusiva no munic√≠pio de Cariacica, em parceria com a administra√ß√£o municipal. Neste exato momento (fevereiro de 2007), os respons√°veis pelo projeto buscam parcerias junto √†s outras prefeituras, de modo a poder dar in√≠cio, a partir de abril, √† ambiciosa empreitada dos Forninhos ‚Äúsimult√Ęneos‚ÄĚ.

Um segundo bra√ßo do projeto √© o portal Culturartes (site em constru√ß√£o), uma parceria da Elo de Comunica√ß√£o com o Instituto Cidades, Sebrae, Prefeitura Municipal de Vit√≥ria e Governo do Estado do Esp√≠rito Santo, al√©m do apoio log√≠stico da Universidade Federal do Esp√≠rito Santo (atrav√©s da Funda√ß√£o Ceciliano Abel de Almeida). O portal ir√° disponibilizar, na internet, um vasto repert√≥rio de informa√ß√Ķes sobre as iniciativas nas √°reas de cultura, turismo e terceiro setor que s√£o realizadas no Esp√≠rito Santo. O projeto foi lan√ßado no dia 31 de janeiro, e o site, que pretende reunir um amplo banco de dados acerca dos artistas e produtores em atua√ß√£o no estado, como tamb√©m de seus produtos, servi√ßos e conv√™nios (o ‚ÄúCard√°pio Cultural‚ÄĚ), deve ir ao ar em abril de 2007.

A parceria institucional, nesse caso, permite que possam ser pensadas, a m√©dio prazo, a√ß√Ķes conjuntas envolvendo os √≥rg√£os p√ļblicos, em especial ampliando o alcance do produto cultural local em a√ß√Ķes voltadas para o turismo e para o terceiro setor, campos potenciais para a gera√ß√£o de neg√≥cios junto aos agentes culturais.

A id√©ia do Culturartes surgiu exatamente no momento em que a equipe do Forninho, ao buscar divulgar a diversidade da produ√ß√£o capixaba, diagnostica a dificuldade de di√°logo entre os artistas/agentes e determinados setores que em muito poderiam alavancar a economia da cultura na Grande Vit√≥ria, em especial o terceiro setor (uma vez que muitos artistas locais acabam indo trabalhar em projetos sociais, como fonte principal de suas rendas). O mesmo poderia ser aplicado aos √≥rg√£os p√ļblicos voltados para a promo√ß√£o do turismo, que no Esp√≠rito Santo raramente envolvem os agentes culturais locais em seus projetos, alegando a inexist√™ncia de bancos de dados que permitam localizar e estabelecer contato com esses agentes. O portal Culturartes prop√Ķe-se a ser mais um canal de di√°logo entre essas institui√ß√Ķes e as entidades de classe, agentes, artistas e produtores, de modo que h√° uma grande expectativa por parte dos envolvidos no sucesso dessa empreitada nos pr√≥ximos anos.

Nesse caso, a internet pode representar um espa√ßo bastante prop√≠cio para fazer do Culturartes o t√£o sonhado ‚Äúespa√ßo de refer√™ncia‚ÄĚ, tanto para gerar oportunidades de neg√≥cios para artistas locais, quanto para funcionar como um ponto de encontro capaz de fornecer informa√ß√Ķes sobre iniciativas sustent√°veis que envolvam os produtos locais. Por exemplo, divulgando n√£o apenas projetos culturais de terceiro setor e poss√≠veis patrocinadores dessas iniciativas, mas tamb√©m datas de editais, concursos e leis de incentivo, al√©m de fornecer um ‚Äúpasso a passo‚ÄĚ para formata√ß√£o de projetos, contribuindo para a capacita√ß√£o desses agentes/artistas/produtores. H√° ainda a inten√ß√£o de criar um f√≥rum virtual para debate de id√©ias acerca do cen√°rio capixaba, aberto √† participa√ß√£o dos visitantes.

Por fim, o projeto prev√™ a inaugura√ß√£o de uma loja virtual, na qual estar√£o dispon√≠veis servi√ßos e produtos locais, al√©m de conv√™nios com empresas e fornecedores diversos. Essa loja, numa esp√©cie de desdobramento do ‚ÄúCard√°pio Cultural‚ÄĚ, possibilitar√° ao projeto gerar uma receita que garanta sua independ√™ncia, ap√≥s o t√©rmino dos conv√™nios institucionais que atualmente o patrocinam.

Apesar de n√£o operar com a licen√ßa do Creative Commons, ou com algum formato expl√≠cito de flexibiliza√ß√£o de direitos autorais, ambos os projetos aproximam-se das caracter√≠sticas do Open Business por trabalhar com uma estrutura de sustentabilidade econ√īmica a partir da amplia√ß√£o do acesso √† cultura, trazendo informa√ß√Ķes acerca do cen√°rio art√≠stico local, do turismo e do terceiro setor, al√©m de itens de utilidade p√ļblica para camadas sociais que dificilmente teriam algum contato com esse material.

A experi√™ncia do Forninho fez com que F√°bio e Ivan buscassem uma s√©rie de estrat√©gias criativas para tentar atingir o objetivo de difus√£o do produto cultural junto √†s diversas camadas sociais da popula√ß√£o capixaba. Afinal, apesar de um certo ‚Äúboom‚ÄĚ na m√≠dia nos √ļltimos sete anos, capitaneada pelas vendagens de cds independentes de bandas locais, essa produ√ß√£o ficava restrita a uma parcela privilegiada da popula√ß√£o, aquela que habitualmente l√™ jornais, freq√ľenta teatros e espet√°culos musicais, vai aos lan√ßamentos de filmes e v√≠deos e exposi√ß√Ķes de artistas locais. Ao buscar ampliar o acesso de outras classes sociais a esse produto, a equipe do Forninho percebeu que n√£o bastava fazer essa informa√ß√£o chegar de forma impressa, mas que tamb√©m era necess√°rio estimular a participa√ß√£o de todos os envolvidos no processo, incluindo os comerciantes e atendentes, que lidam diretamente com o p√ļblico-alvo, e que em muito poderiam contribuir para que essa ‚Äúmultid√£o‚ÄĚ pudesse se sentir pr√≥xima da cena cultural capixaba.

Num segundo momento, eles sentiram a necessidade de atacar em outra frente: a de dar visibilidade a essa produ√ß√£o junto a poss√≠veis apoiadores. √Č a√≠ que reside o risco e a ousadia do portal Culturartes: como fazer para reunir num √ļnico lugar uma parcela representativa dos agentes culturais de um Estado? Afinal, estima-se que de 8 a 12 mil pessoas vivam da atividade art√≠stica no Esp√≠rito Santo. Al√©m disso, como convencer o empresariado a apoiar esse tipo de produto? Como fazer de um site de internet uma oportunidade de neg√≥cios? Bem, eles j√° conseguiram enxergar uma boa oportunidade numa sacola de p√£o. Quem sabe n√£o exista outra em meio ao universo da world wide web?

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comentŠrios feed

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Ilhandarilha
 

Muito boa a lembrança do Forninho. Sou fã incondicional do trabalho do Fábio e do Ivan, que não se restringe ao Forninho, mas também à realização de encontros, palestras e mesas redondas sobre cultura e mídia, além da batalha pela rede de cultura. Parabéns pela matéria, Babe.

Ilhandarilha · Vit√≥ria, ES 14/2/2007 10:05
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Fabinca
 

Puxa!
Fiquei na vontade de ler o Forninho!
E ainda por cima evitam-se as sacolas pl√°sticas!

Fabinca · Bento Gon√ßalves, RS 14/2/2007 11:06
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dj yuga
 

Muito bom, muito bom mesmo... que projeto bacana. O Forninho podia extender para outros estados, a idéia é sensacional.

Abraços

Yuga

dj yuga · Belo Horizonte, MG 16/2/2007 03:44
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F√°bio Fernandes
 

Sensacional! Fecho com o Yuga: essa idéia TEM que se estender para outros estados!

F√°bio Fernandes · S√£o Paulo, SP 16/2/2007 07:03
2 pessoas acharam ķtil · sua opini„o: subir
marquinhus.doc
 

Ol√° Erly, isso √© sensacional, id√©ia de g√™nio, por√©m em SP n√£o temos algo parecido. Infelizmente. Talves isso j√° fa√ßa aparecer uma l√Ęmpada na cabe√ßa de algumas pessoas por aqui. Legal. Continue nos trazendo coisas √≥timas. E obrigado pelo 'Grinalda', o programa j√° est√° a caminho. Abra√ßos.

marquinhus.doc · Guarulhos, SP 16/2/2007 09:29
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Paulo José
 

Parabéns ao Erly e ao Fábio. A iniciativa é ótima e bem bolada.

Paulo Jos√© · Alto Para√≠so de Goi√°s, GO 16/2/2007 09:51
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Ana Paula Sant
 

Adorei todas as idéias dessa trupe. Parece-me que foi muito bem planejada, desde o inicio com o saco de pão até os outros projetos. Acredito que site culturartes será precioso à população local em geral, comunidade, artistas e visitantes.

Ana Paula Sant · Cuiab√°, MT 16/2/2007 09:57
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Talita Bagnoli Ribeiro
 

Este é o tipo de idéia que deveria ser copiada...

Talita Bagnoli Ribeiro · S√£o Paulo, SP 16/2/2007 10:20
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Nivaldo Lemos
 

Concordo com todos, a id√©ia √© genial, como o projeto √© de extrema relev√Ęncia para a cultura brasileira e popular, em especial nos rinc√Ķes onde ainda n√£o chega internet e outras formas de m√≠dia. Por isso deixo aqui uma sugest√£o meio maluca: por que n√£o procurar grandes ind√ļstrias de celulose (Klabin, Votorantim e outras) e propor o patroc√≠nio de um projeto nacional para imprimir o Forninho diretamente em pap√©is destinados a embrulhar p√£o, carne, verduras, sacos de cimento, etc. J√° pensou o alcance e a capilaridade desta m√≠dia? N√£o fosse o nosso √≠ndice de analfabetismo ainda t√£o alto, seria quase t√£o poderosa quanto a TV. Parab√©ns aos capixabas e ao pessoal do Forninho em particular. Abra√ßos.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 16/2/2007 10:55
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Carlos ETC
 

Que iniciativa interessante!
Como todos aqui se pronunciaram, também sou da opinião de alastrar essa idéia!

Carlos ETC · Salvador, BA 16/2/2007 14:09
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Guilherme Mattoso
 

bacana demais!

Guilherme Mattoso · Niter√≥i, RJ 16/2/2007 16:12
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dansudansu
 

Idéia sensacional! Adorei o texto.

dansudansu · Rio de Janeiro, RJ 16/2/2007 17:29
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Pereira
 

Pereira · Serra, ES 16/2/2007 21:45
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Pereira
 

A idéia é fantástica, parabéns ao Espírito Santo.

Pereira · Serra, ES 17/2/2007 14:50
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Alê Barreto
 

Assisti uma palestra do Benjamin Taubkin no VI Mercado Cultural em dezembro de 2005, Salvador, ocasi√£o que ele comentou que havia um jornal cultural que circulava numa embalagem. Acabei n√£o anotando o nome, mas lendo agora a mat√©ria, lembrei que era sobre o Forninho. Uma iniciativa construtiva 100%. Org√Ęnica 100%. E me fez um bem danado ler isso! Parab√©ns!

Al√™ Barreto · Rio de Janeiro, RJ 17/2/2007 16:16
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Pedro Vianna
 

A id√©ia √© mesmo muito boa. Me agrada bastante a id√©ia de atingir o p√ļblico com estrat√©gias de comunica√ß√£o alternativas. A inicviativa poderia se expandir para outros estados...

Pedro Vianna · Bel√©m, PA 17/2/2007 19:29
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SILVASSA
 

isso quer dizer que eu compraria meu p√£o e ainda teria algumas informa√ß√Ķes?


deus salve essa rapaziada

SILVASSA · Salvador, BA 17/2/2007 22:34
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Felipe Obrer
 

Erly, muito bom o texto. Mesmo sendo longo, tem um ritmo que n√£o deixa o leitor perder o fio da meada. Assim como outras pessoas que j√° comentaram, fiquei com vontade de ver essa id√©ia replicada aqui em Floripa (e no Brasil inteiro). √Č uma proposta diferente mesmo. Muito original.
Parabéns pela divulgação.

Abraço.

Felipe Obrer · Florian√≥polis, SC 18/2/2007 15:10
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Vitória Maria
 

A idéia é demais! super criativa e empolgante. O texto super bem escrito!
gostei muito!

Vit√≥ria Maria · Su√≠√ßa , WW 18/2/2007 19:13
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Alexandre Grecco
 

Bem feita a matéria. Já havia conhecido o forninho, é genial!
Muito criativo e relevante...
Abraços.

Alexandre Grecco · Fortaleza, CE 19/2/2007 07:41
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Dino Gracio
 

Fábio e Ivan são batalhadores culturais que precisam do apoio. Viver - ao menos, sobreviver - de cultura neste país é algo dificílimo.
Espero que o Culturartes, para nascer e crescer, aproveite as experiência com o Forninho. Projeto q

Dino Gracio · Vit√≥ria, ES 22/2/2007 18:12
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Dino Gracio
 

Continuando o coment√°rio acima:
...aproveite as experiência com o Forninho. Projeto que apoiei como pude em site que editei, sozinho, por quase três anos, o www.meujornal.net
Culturates vai precisar de muito, MUITO trabalho.
Boa sorte ao Fábio, Ivan e a todos que partem para mais uma tentativa de digna organização e profissionalização do meio artístico, cultural e do terceiro setor do Espírito Santo.

Dino Gracio · Vit√≥ria, ES 22/2/2007 18:19
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Luinha
 

Eu adorei a matéria sobre o Forninho, por que eu conheço de perto, pois, lá na padaria do meu bairro tem e eu não deixo de ler.

Luinha · Vit√≥ria, ES 22/2/2007 20:43
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F√°bio Corrsan
 

Parabéns ao Erly e toda a turma que sempre contribuiu conosco para realizar o FORNINHO. Agradecemos os comentários e a votação expressiva.
Em maio o FORNINHO estará cheio de novidades e a principal é a versão municipal do informativo: cada cidade terá uma edição exclusiva.
Um abraço a todos!
F√°bio Santana

F√°bio Corrsan · Serra, ES 28/3/2007 18:34
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Villaças
 

O Forniho é gGenial, revolucionário e democrático. Depois do Forninho agora a mais nova idéia genial de Fábio Santan é O Culturartes. Oh... Espírito Santo abençoado.

Parabéns Erly, não só pelo texto bem escrito, como também pela significativa escolha do assunto.

Villa√ßas · Sooretama, ES 13/4/2007 15:38
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Remisson Aniceto
 

Forninho: alimento sempre quente e saboroso para o espírito. Gostei deveras...

Remisson Aniceto · S√£o Paulo, SP 2/8/2007 08:09
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Paula Martini
 

O Forninho acaba de ganhar o prêmio Orilaxé 2009, do Centro Cultural Afroreggae. A premiação foi hoje, no Rio de Janeiro. Parabéns a todos! Mais info na Agenda do Overmundo:

http://www.overmundo.com.br/agenda/forninho-recebe-premio-orilaxe

Paula Martini · Rio de Janeiro, RJ 21/10/2009 23:55
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